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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação. Agosto de 2017
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COLEÇÃO LEGISLAÇÃO – Atualizações Online
Porquê as atualizações aos livros da COLEÇÃO LEGISLAÇÃO?No panorama legislativo nacional é frequente a publicação de novos diplomas legais que, regularmente, alteram outros diplomas, os quais estão muitas vezes incluídos nas compilações da Coleção Legislação. Ao disponibilizar as atualizações, a Porto Editora pretende que o livro que adquiriu se mantenha atualizado de acordo com as alterações legislativas que vão sendo publicadas, fazendo-o de uma forma rápida e prática.
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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação
Atualização V – Agosto de 2017
O Decreto-Lei n.º 93/2017, de 1 de agosto, introduziu alterações à Lei Geral Tributária, ao Código de Procedimento e de Processo Tributário, ao Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira, ao Regime Geral das Infrações Tributárias, ao Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segu-rança Social e ao Decreto Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro.
De modo a garantir a atualidade da obra Fiscal, são indicados neste documento os textos que sofreram alterações e a sua redação atual.
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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação. Agosto de 2017
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06704.33
Lei Geral Tributária
Págs. 34-35
No n.º 2 do artigo 19.º, onde se lê:
2 – O domicílio fiscal, integra (…) entrada em vigor: 2012-04-01.]
deve ler-se o texto seguinte:
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34 Lei Geral Tributária
respetivo ato, sem prejuízo do direito de reclamação, recurso ou impugnação do representante.
5 – Qualquer dos cônjuges pode praticar todos os atos relativos à situa-ção tributária do agregado familiar e ainda os relativos aos bens ou interesses de outro cônjuge, desde que este os conheça e não se lhes tenha expressa-mente oposto.
6 – O conhecimento e a ausência de oposição expressa referidas no nú-mero anterior presumem-se, até prova em contrário.
Gestão de negócios
1 – Os atos em matéria tributária que não sejam de natureza puramente pessoal podem ser praticados pelo gestor de negócios, produzindo efeitos em relação ao dono do negócio nos termos da lei civil.
2 – Enquanto a gestão de negócios não for ratificada, o gestor de negócios assume os direitos e deveres do sujeito passivo da relação tributária.
3 – Em caso de cumprimento de obrigações acessórias ou de pagamento, a gestão de negócios presume-se ratificada após o termo do prazo legal do seu cumprimento.
Sujeitos
1 – O sujeito ativo da relação tributária é a entidade de direito público titu-lar do direito de exigir o cumprimento das obrigações tributárias, quer direta-mente quer através de representante.
2 – Quando o sujeito ativo da relação tributária não for o Estado, todos os documentos emitidos pela administração tributária mencionarão a denomina-ção do sujeito ativo.
3 – O sujeito passivo é a pessoa singular ou coletiva, o património ou a or-ganização de facto ou de direito que, nos termos da lei, está vinculado ao cum-primento da prestação tributária, seja como contribuinte direto, substituto ou responsável.
4 – Não é sujeito passivo quem:
a) Suporte o encargo do imposto por repercussão legal, sem pre-juízo do direito de reclamação, recurso, impugnação ou de pedido de pronúncia arbitral nos termos das leis tributárias; [Redação da Lei n.º 55-A/2010, de 31-12; entrada em vigor: 2011-01-01.]
b) Deva prestar informações sobre assuntos tributários de terceiros, exibir documentos, emitir laudo em processo administrativo ou ju-dicial ou permitir o acesso a imóveis ou locais de trabalho.
Domicílio fiscal
1 – O domicílio fiscal do sujeito passivo é, salvo disposição em contrário: a) Para as pessoas singulares, o local da residência habitual;
b) Para as pessoas coletivas, o local da sede ou direção efetiva ou, na falta destas, do seu estabelecimento estável em Portugal.
2 – O domicílio fiscal integra ainda o domicílio fiscal eletrónico, que inclui o serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital, bem como a caixa postal eletrónica, nos termos previstos no serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital e no serviço público de caixa postal eletrónica. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
ARTIGO 17.º
ARTIGO 18.º
ARTIGO 19.º
Pág. 35
São introduzidos novos n.os 12 e 13 ao art. 19.º, com seguinte texto:
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35
Lei geral tributária
3 – É obrigatória, nos termos da lei, a comunicação do domicílio do sujeito passivo à administração tributária.
4 – É ineficaz a mudança de domicílio enquanto não for comunicada à administração tributária.
5 – Sempre que se altere o estatuto de residência de um sujeito passivo, este deve comunicar, no prazo de 60 dias, tal alteração à administração tribu-tária. [Redação da Lei n.º 82-E/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
6 – Os sujeitos passivos residentes no estrangeiro, bem como os que, em-bora residentes no território nacional, se ausentem deste por período supe-rior a seis meses, bem como as pessoas coletivas e outras entidades legal-mente equiparadas que cessem a atividade, devem, para efeitos tributários, designar um representante com residência em território nacional. [Redação da Lei n.º 55-B/2004, de 30-12; entrada em vigor: 2005-01-01.]
7 – Independentemente das sanções aplicáveis, depende da designação de representante nos termos do número anterior o exercício dos direitos dos su-jeitos passivos nele referidos perante a administração tributária, incluindo os de reclamação, recurso ou impugnação.
8 – O disposto no número anterior não é aplicável, sendo a designação de representante meramente facultativa, em relação a não residentes de, ou a residentes que se ausentem para, Estados membros da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, neste último caso desde que esse Estado membro esteja vinculado a cooperação administrativa no domínio da fisca-lidade equivalente à estabelecida no âmbito da União Europeia. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
9 – A administração tributária poderá retificar oficiosamente o domicílio fiscal dos sujeitos passivos se tal decorrer dos elementos ao seu dispor.
10 – Os sujeitos passivos do imposto sobre o rendimento das pessoas cole-tivas com sede ou direção efetiva em território português e os estabelecimen-tos estáveis de sociedades e outras entidades não residentes, bem como os sujeitos passivos residentes enquadrados no regime normal do imposto sobre o valor acrescentado, são obrigados a possuir caixa postal eletrónica, nos ter-mos do n.º 2, e a comunicá-la à administração tributária no prazo de 30 dias a contar da data do início de atividade ou da data do início do enquadramento no regime normal do imposto sobre o valor acrescentado, quando o mesmo ocorra por alteração. [Redação da Lei n.º 66-B/2012, de 31-12; entrada em vigor: 2013-01-01. Ver art. 221.º desse diploma.]
11 – O Ministro das Finanças regula, por portaria, o regime de obrigatorie-dade do domicílio fiscal eletrónico dos sujeitos passivos não referidos no n.º 9.
[Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
12 – A obrigatoriedade de designação de representante fiscal ou de adesão à caixa postal eletrónica não é aplicável aos sujeitos passivos que aderiram ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digi-tal, com exceção do previsto quanto às pessoas coletivas ou outras entidades legalmente equiparadas que cessem atividade. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
13 – O cancelamento da adesão ao serviço público de notificações eletróni-cas associado à morada única digital, relativamente às pessoas singulares e coletivas residentes fora da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, só produz efeitos após a prévia designação de representante fiscal. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
Código De Procedimento e Processo Tributário
Pág. 880
É introduzido um novo n.º 5 ao art. 35.º, com o seguinte texto:
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880 Código de Procedimento e de Processo Tributário
dos processos concluídos ao órgão da administração tributária competente para a execução da sentença ou acórdão, nos termos previstos neste Código.
[Redação do DL n.º 238/2006, de 20-12; entrada em vigor: 2007-01-01.]
Valor probatório dos documentos existentes nos arquivos da administração tributária
1 – O conhecimento dos documentos existentes nos arquivos da adminis-tração tributária, relativos às relações estabelecidas com os contribuintes no âmbito da execução da política tributária ou outra, pode ser obtido pelas se-guintes formas:
a) Informação escrita;
b) Certidão, fotocópia, reprodução de microfilme, reprodução de re-gisto informático ou reprodução de rere-gisto digital.
2 – As cópias obtidas a partir dos suportes arquivísticos utilizados na administração tributária têm a força probatória do original, desde que devida-mente autenticadas.
3 – O interessado pode requerer, nos termos legais, o confronto das cópias referidas no número anterior com o original.
SUBSECÇÃO III
Das notificações e citações Notificações e citações
1 – Diz-se notificação o ato pelo qual se leva um facto ao conhecimento de uma pessoa ou se chama alguém a juízo.
2 – A citação é o ato destinado a dar conhecimento ao executado de que foi proposta contra ele determinada execução ou a chamar a esta, pela primeira vez, pessoa interessada.
3 – Os despachos a ordenar citações ou notificações podem ser impressos e assinados por chancela.
4 – Qualquer funcionário da administração tributária, no exercício das suas funções, promove a notificação e a citação. [Redação da Lei n.º 66-B/2012, de 31-12; entrada em vigor: 2013-01-01.]
5 – A adesão à morada única digital nos termos previstos no serviço pú-blico de notificações eletrónicas associado à morada única digital determina que as notificações e citações podem ser feitas através daquele. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
Notificações em geral
1 – Os atos em matéria tributária que afetem os direitos e interesses legí-timos dos contribuintes só produzem efeitos em relação a estes quando lhes sejam validamente notificados.
2 – As notificações conterão sempre a decisão, os seus fundamentos e meios de defesa e prazo para reagir contra o ato notificado, bem como a indi-cação da entidade que o praticou e se o fez no uso de delegação ou subdelega-ção de competências.
3 – Constitui notificação o recebimento pelo interessado de cópia de ata ou assento do ato a que assista.
Comunicação ou notificação insuficiente
1 – Se a comunicação da decisão em matéria tributária não contiver a fun-damentação legalmente exigida, a indicação dos meios de reação contra o ato
ARTIGO 34.º ARTIGO 35.º ARTIGO 36.º ARTIGO 37.º Pág. 881 No n.º 9 do artigo 38.º, onde se lê:
9 – As notificações referidas no presente artigo, entrada em vigor: 2015-01-01.]
deve ler-se o texto seguinte:
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881
Código de Procedimento e de Processo Tributário
notificado ou outros requisitos exigidos pelas leis tributárias, pode o interes-sado, dentro de 30 dias ou dentro do prazo para reclamação, recurso ou im-pugnação ou outro meio judicial que desta decisão caiba, se inferior, requerer a notificação dos requisitos que tenham sido omitidos ou a passagem de certi-dão que os contenha, isenta de qualquer pagamento.
2 – Se o interessado usar da faculdade concedida no número anterior, o prazo para a reclamação, recurso, impugnação ou outro meio judicial conta--se a partir da notificação ou da entrega da certidão que tenha sido requerida. 3 – A apresentação do requerimento previsto no n.º 1 pode ser provada por duplicado do mesmo, com o registo de entrada no serviço que promoveu a comunicação ou notificação ou por outro documento autêntico.
4 – No caso de o tribunal vier a reconhecer como estando errado o meio de reação contra o ato notificado indicado na notificação, poderá o meio de reação adequado ser ainda exercido no prazo de 30 dias a contar do trânsito em julgado da decisão judicial.
Avisos e notificações por via postal ou telecomunicações endereçadas
1 – As notificações são efetuadas obrigatoriamente por carta registada com aviso de receção, sempre que tenham por objeto atos ou decisões sus-cetíveis de alterarem a situação tributária dos contribuintes ou a convocação para estes assistirem ou participarem em atos ou diligências.
2 – Para efeitos do disposto no número anterior a comunicação dos servi-ços postais para levantamento de carta registada remetida pela administração fiscal deve sempre conter de forma clara a identificação do remetente.
3 – As notificações não abrangidas pelo n.º 1, bem como as relativas às liquidações de tributos que resultem de declarações dos contribuintes ou de correções à matéria tributável que tenha sido objeto de notificação para efeitos do direito de audição, são efetuadas por carta registada. [Redação da Lei n.º 55-B/2004, de 30-12; entrada em vigor: 2005-01-01.]
4 – As notificações relativas a liquidações de impostos periódicos feitas nos prazos previstos na lei são efetuadas por simples via postal. [Redação da Lei n.º 55-B/2004, de 30-12; entrada em vigor: 2005-01-01.]
5 – As notificações serão pessoais nos casos previstos na lei ou quando a entidade que a elas proceder o entender necessário.
6 – Às notificações pessoais aplicam-se as regras sobre a citação pessoal. 7 – O funcionário que emitir qualquer aviso ou notificação indicará o seu nome e mencionará a identificação do procedimento ou processo e o resumo dos seus objetivos.
8 – As notificações referidas nos n.os 3 e 4 do presente artigo podem ser
efetuadas, nos termos do número anterior, por telefax quando a administração tributária tenha conhecimento do número de telefax do notificando e possa posteriormente confirmar o conteúdo da mensagem e o momento em que foi enviada. [Redação da Lei n.º 67-A/2007, de 31-12; entrada em vigor: 2008-01-01.]
9 – As notificações referidas no presente artigo, bem como as efetuadas nos processos de execução fiscal, podem ser efetuadas por transmissão ele-trónica de dados, através do serviço público de notificações eleele-trónicas asso-ciado à morada única digital ou da caixa postal eletrónica, equivalendo ambas à remessa por via postal registada ou por via postal registada com aviso de receção. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
ARTIGO 38.º
FISC
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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação. Agosto de 2017
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06704.33
Pág. 882
É introduzido um novo n.º 13 ao art. 38.º, com o seguinte texto:
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882 Código de Procedimento e de Processo Tributário
10 – [Revogado pela Lei n.º 3-B/2010, de 28-04.]
11 – Quando se refiram a atos praticados por meios eletrónicos pelo diri-gente máximo do serviço, as notificações efetuadas por transmissão eletró-nica de dados são autenticadas com assinatura eletróeletró-nica avançada certifi-cada nos termos previstos pelo Sistema de Certificação Eletrónica do Estado – Infraestrutura de Chaves Públicas. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
12 – A administração fiscal disponibiliza no seu serviço na Internet os docu-mentos eletrónicos de notificação e citação a cada sujeito passivo. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
13 – As notificações por transmissão eletrónica de dados previstas no n.º 9 podem conter apenas um resumo da fundamentação dos atos notifica-dos, desde que remetam expressamente para uma fundamentação completa disponível a cada sujeito passivo na área reservada do Portal das Finanças.
[Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
Perfeição das notificações
1 – As notificações efetuadas nos termos do n.º 3 do artigo anterior presu-mem-se feitas no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.
2 – A presunção do número anterior só pode ser ilidida pelo notificado quando não lhe seja imputável o facto de a notificação ocorrer em data poste-rior à presumida, devendo para o efeito a administração tributária ou o tribu-nal, com base em requerimento do interessado, requerer aos correios infor-mação sobre a data efetiva da receção.
3 – Havendo aviso de receção, a notificação considera-se efetuada na data em que ele for assinado e tem-se por efetuada na própria pessoa do notifi-cando, mesmo quando o aviso de receção haja sido assinado por terceiro pre-sente no domicílio do contribuinte, presumindo-se neste caso que a carta foi oportunamente entregue ao destinatário.
4 – O distribuidor do serviço postal procederá à notificação das pessoas re-feridas no número anterior por anotação do bilhete de identidade ou de outro documento oficial.
5 – Em caso de o aviso de receção ser devolvido ou não vier assinado por o destinatário se ter recusado a recebê-lo ou não o ter levantado no prazo pre-visto no regulamento dos serviços postais e não se comprovar que entretanto o contribuinte comunicou a alteração do seu domicílio fiscal, a notificação será efetuada nos 15 dias seguintes à devolução por nova carta registada com aviso de receção, presumindo-se a notificação se a carta não tiver sido recebida ou levantada, sem prejuízo de o notificando poder provar justo impedimento ou a impossibilidade de comunicação da mudança de residência no prazo legal.
6 – No caso da recusa de recebimento ou não levantamento da carta, pre-vistos no número anterior, a notificação presume-se feita no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.
[Redação do DL n.º 160/2003, de 19-07.]
7 – Quando a notificação for efetuada por telefax ou via Internet, presume--se que foi feita na data de emissão, servindo de prova, respetivamente, a cópia do aviso de onde conste a menção de que a mensagem foi enviada com
ARTIGO 39.º Págs. 882-883
Nos n.os 9 e 10 do artigo 39.º, onde se lê: 9 – As notificações efetuadas por transmissão (…) 10 – (…) entrada em vigor: 2013-01-01.]
deve ler-se o texto seguinte:
✁
882 Código de Procedimento e de Processo Tributário
Perfeição das notificações
1 – As notificações efetuadas nos termos do n.º 3 do artigo anterior presu-mem-se feitas no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.
2 – A presunção do número anterior só pode ser ilidida pelo notificado quando não lhe seja imputável o facto de a notificação ocorrer em data poste-rior à presumida, devendo para o efeito a administração tributária ou o tribu-nal, com base em requerimento do interessado, requerer aos correios infor-mação sobre a data efetiva da receção.
3 – Havendo aviso de receção, a notificação considera-se efetuada na data em que ele for assinado e tem-se por efetuada na própria pessoa do notifi-cando, mesmo quando o aviso de receção haja sido assinado por terceiro pre-sente no domicílio do contribuinte, presumindo-se neste caso que a carta foi oportunamente entregue ao destinatário.
4 – O distribuidor do serviço postal procederá à notificação das pessoas re-feridas no número anterior por anotação do bilhete de identidade ou de outro documento oficial.
5 – Em caso de o aviso de receção ser devolvido ou não vier assinado por o destinatário se ter recusado a recebê-lo ou não o ter levantado no prazo pre-visto no regulamento dos serviços postais e não se comprovar que entretanto o contribuinte comunicou a alteração do seu domicílio fiscal, a notificação será efetuada nos 15 dias seguintes à devolução por nova carta registada com aviso de receção, presumindo-se a notificação se a carta não tiver sido recebida ou levantada, sem prejuízo de o notificando poder provar justo impedimento ou a impossibilidade de comunicação da mudança de residência no prazo legal.
6 – No caso da recusa de recebimento ou não levantamento da carta, pre-vistos no número anterior, a notificação presume-se feita no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.
[Redação do DL n.º 160/2003, de 19-07.]
7 – Quando a notificação for efetuada por telefax ou via Internet, presume--se que foi feita na data de emissão, servindo de prova, respetivamente, a cópia do aviso de onde conste a menção de que a mensagem foi enviada com sucesso, bem como a data, hora e número de telefax do recetor ou o extrato da mensagem efetuado pelo funcionário, o qual será incluído no processo.
8 – A presunção referida no número anterior poderá ser ilidida por infor-mação do operador sobre o conteúdo e data da emissão.
9 – [Revogado pela al. a) do art. 20.º do DL n.º 93/2017, de 01-08.]
10 – As notificações efetuadas para o domicílio fiscal eletrónico conside-ram-se efetuadas no quinto dia posterior ao registo de disponibilização da-quelas no sistema de suporte ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital ou na caixa postal eletrónica da pessoa a notificar. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
11 – A presunção do número anterior só pode ser ilidida pelo notificado quando, por facto que não lhe seja imputável, a notificação ocorrer em data posterior à presumida e nos casos em que se comprove que o contribuinte co-municou a alteração daquela nos termos do artigo 43.º. [Redação da Lei n.º 66-B/2012, de 31-12; entrada em vigor: 2013-01-01.]
12 – O ato de notificação será nulo no caso de falta de indicação do autor do
ARTIGO 39.º
Pág. 937
Nos n.os 4 a 6 do artigo 191.º, onde se lê: 4 – As citações referidas no presente artigo (…) (…)
6 – (…) entrada em vigor: 2013-01-01.]
deve ler-se o texto seguinte:
✁
937
Código de Procedimento e de Processo Tributário
Citações por via postal
1 – Nos processos de execução fiscal cuja quantia exequenda não exceda 500 unidades de conta, a citação efetua-se, mediante via postal simples, apli-cando-se-lhe as regras do artigo anterior, com as necessárias adaptações. [Re-dação da Lei n.º 82-B/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
2 – A citação referida no número anterior é feita por via postal registada quando a dívida exequenda for superior a 50 vezes a unidade de conta. [Redação da Lei n.º 82-B/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
3 – A citação é pessoal:
a) Nos casos não referidos nos números anteriores;
b) Na efetivação da responsabilidade solidária ou subsidiária; c) Quando houver necessidade de proceder à venda de bens;
d) Quando o órgão de execução fiscal a considerar mais eficaz para a cobrança da dívida.
[Redação do n.º introduzida pela Lei n.º 82-B/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
4 – As citações referidas no presente artigo podem ser efetuadas para o domicílio fiscal eletrónico, valendo como citação pessoal. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
5 – [Revogado pela al. a) do art. 20.º do DL n.º 93/2017, de 01-08.]
6 – As citações efetuadas para o domicílio fiscal eletrónico consideram-se efetuadas no quinto dia posterior ao registo de disponibilização daquelas no sistema de suporte ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital ou na caixa postal eletrónica da pessoa a citar. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
7 – A presunção do número anterior só pode ser ilidida pelo citado quando, por facto que não lhe seja imputável, a citação ocorrer em data posterior à presumida e nos casos em que se comprove que o contribuinte comunicou a alteração daquela nos termos do artigo 43.º. [Redação da Lei n.º 66-B/2012, de 31-12; entrada em vigor: 2013-01-01.]
8 – As citações efetuadas por transmissão eletrónica de dados são sem-pre autenticadas com a assinatura eletrónica avançada certificada nos termos previstos pelo Sistema de Certificação Eletrónica do Estado – Infraestrutura de Chaves Públicas, da entidade competente. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
Citações pessoal e edital
1 – As citações pessoais são efetuadas nos termos do Código de Processo Civil, sem prejuízo, no que respeita à citação por transmissão eletrónica de dados, do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo anterior. [Redação da Lei n.º 67-A/2007, de 31-12; entrada em vigor: 2008-01-01.]
2 – No caso de a citação pessoal ser efetuada mediante carta registada com aviso de receção e este vier devolvido ou não vier assinado o respetivo aviso por o destinatário ter recusado a sua assinatura ou não ter procedido, no prazo legal, ao levantamento da carta no estabelecimento postal e não se comprovar que o contribuinte comunicou a alteração do seu domicílio ou sede fiscal, nos termos do artigo 43.º, é repetida a citação, enviando-se nova carta registada com aviso de receção ao citando, advertindo-o da cominação prevista no número seguinte. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
3 – A citação considera-se efetuada, nos termos do artigo anterior, na data
ARTIGO 191.º
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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação. Agosto de 2017
P
06704.33
Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira
Pág. 1047
Nos n.os 1 e 2 do artigo 38.º, onde se lê: 1 – As notificações podem efetuar-se (…) 2 – (…) realização de notificação pessoal.
deve ler-se o texto seguinte:
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1047
Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira
Notificação pessoal e postal
1 – As notificações podem efetuar-se, pessoalmente no local em que o notificando for encontrado, por via postal através de carta registada, ou por transmissão eletrónica de dados, através do serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital ou da caixa postal eletrónica. [Re-dação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
2 – [Revogado pela al. b) do art. 20.º do DL n.º 93/2017, de 01-08.]
Notificação de pessoas singulares
A notificação de pessoas singulares obedece ao disposto no Código de Pro-cedimento e de Processo Tributário, com as seguintes adaptações: [Redação da Lei n.º 50/2005, de 30-08.]
a) Em caso de notificação na pessoa de empregado ou colaborador, deve remeter-se carta registada com aviso de receção para o domi-cílio fiscal do sujeito passivo ou obrigado tributário, dando-lhe co-nhecimento do conteúdo da notificação, do dia, da hora e da pessoa em que foi efetuada;
b) Nas situações tributárias comuns ao casal, notificar-se-á qualquer dos cônjuges;
c) Caso a atividade objeto de procedimento de inspeção seja exercida ou se relacione com apenas um dos cônjuges, a notificação deve ser feita, preferencialmente, na sua pessoa, ainda que ambos os cônjuges sejam sujeitos passivos de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS).
Notificação de pessoas coletivas
1 – A notificação de pessoa coletiva, ou entidade fiscalmente equiparada, na pessoa de empregado ou colaborador, far-se-á mediante a entrega do du-plicado e a indicação que este deverá ser entregue a representante da pessoa coletiva.
2 – Se o empregado, colaborador ou representante do sujeito passivo ou outro obrigado tributário se recusar a assinar a notificação, recorrerá o fun-cionário a duas testemunhas que com ele certifiquem a recusa, devendo todos em conjunto assinar a notificação, após o que se entregará duplicado desta à pessoa notificada.
Notificação de entidades residentes no estrangeiro
A notificação de residentes no estrangeiro obedecerá às regras estabele-cidas na legislação processual civil, com as necessárias adaptações, obser-vando-se o que estiver estipulado nos tratados e convenções internacionais e, na sua falta, recorrer-se-á a carta registada com aviso de receção, nos termos do regulamento local dos serviços postais.
Momento das notificações
1 – As notificações podem efetuar-se no momento da prática dos atos de inspeção ou em momento anterior.
2 – As notificações para a prática dos atos previstos nos artigos 28.º, 29.º e 30.º podem efetuar-se no momento em que os mesmos são praticados.
3 – Nos casos não previstos no número anterior ou quando não seja
ARTIGO 38.º ARTIGO 39.º ARTIGO 40.º ARTIGO 41.º ARTIGO 42.º Pág. 1048
É introduzido um novo n.º 5 ao art. 43.º, com o seguinte texto:
✁
1048 Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira
possível a prática dos atos de inspeção no momento da notificação deve fixar--se prazo de 2 a 30 dias para entrega ou regularização dos elementos neces-sários ao procedimento de inspeção, sem prejuízo do disposto nos artigos 48.º e seguintes ou de outros prazos estabelecidos na lei.
Presunção de notificação
1 – Presumem-se notificados os sujeitos passivos e demais obrigados tri-butários contactados por carta registada e em que tenha havido devolução de carta remetida para o seu domicílio fiscal com indicação de não ter sido le-vantada, de ter sido recusada ou de que o destinatário está ausente em parte incerta.
2 – Para efeitos do disposto no número anterior, a comunicação dos servi-ços postais para levantamento de carta registada remetida pela administração fiscal deve sempre conter, de forma clara, a identificação do remetente.
3 – A violação do disposto no número anterior só impede o funciona-mento da presunção mediante exibição da comunicação dos serviços postais em causa.
4 – O disposto no n.º 1 não impede a realização de diligências pela admi-nistração tributária com vista ao conhecimento do paradeiro do sujeito passivo ou obrigado tributário.
5 – A notificação efetuada para o domicílio fiscal eletrónico considera-se efetuada no quinto dia posterior ao registo de disponibilização daquela no sistema de suporte ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital ou na caixa postal eletrónica da pessoa a notificar. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
PARTE II
Marcha do procedimento de inspeção
TÍTULO I
Início do procedimento de inspeção
CAPÍTULO I
Preparação, programação, planeamento
Preparação, programação e planeamento do procedimento de inspeção
1 – O procedimento de inspeção é previamente preparado, programado e planeado tendo em vista os objetivos a serem alcançados.
2 – A preparação prévia consiste na recolha de toda a informação dis-ponível sobre o sujeito passivo ou obrigado tributário em causa, incluindo o processo individual arquivado nos termos legais na Autoridade Tributária e Aduaneira, as informações prestadas ao abrigo dos deveres de cooperação e indicadores económicos e financeiros da atividade. [Redação da Lei n.º 75-A/2014, de 30-09; entrada em vigor: 2014-10-01.]
3 – O disposto no número anterior é aplicável, com as necessárias
ARTIGO 43.º
ARTIGO 44.º Pág. 1050
É introduzido um novo n.º 4 ao art. 49.º, com o seguinte texto:
✁
1050 Regime Complementar do Procedimento de Inspeção Tributária e Aduaneira
Consequências da falta de credenciação
É legítima a oposição aos atos de inspeção com fundamento na falta de credenciação dos funcionários incumbidos da sua execução.
CAPÍTULO II
Cooperação e notificação para início do procedimento Cooperação entre a administração e a entidade inspecionada
1 – Em obediência ao disposto no artigo 9.º, a administração tributária procurará, sempre que possível, a cooperação da entidade inspecionada para esclarecer as dúvidas suscitadas no âmbito do procedimento de inspeção.
2 – Quando não estiver em causa o êxito da ação ou o dever de sigilo sobre a situação tributária de terceiros, a administração tributária deve facultar à entidade inspecionada as informações ou outros elementos que esta lhe soli-citar e sejam comprovadamente necessários ao cumprimento dos seus deve-res tributários acessórios.
Notificação prévia para procedimento de inspeção
1 – O procedimento externo de inspeção deve ser notificado ao sujeito pas-sivo ou obrigado tributário com uma antecedência mínima de cinco dias rela-tivamente ao seu início.
2 – A notificação prevista no número anterior efetua-se por carta-aviso elaborada de acordo com o modelo aprovado pelo diretor-geral da Autori-dade Tributária e Aduaneira, contendo os seguintes elementos: [Redação da Lei n.º 75-A/2014, de 30-09; entrada em vigor: 2014-10-01.]
a) Identificação do sujeito passivo ou obrigado tributário objeto da ins-peção;
b) Âmbito e extensão da inspeção a realizar.
3 – A carta-aviso conterá um anexo contendo os direitos, deveres e garan-tias dos sujeitos passivos e demais obrigados tributários no procedimento de inspeção.
[Redação do art. introduzida pela Lei n.º 50/2005, de 30-08.]
4 – À notificação prevista nos números anteriores é aplicável o n.º 10 do artigo 39.º do Código de Procedimento e de Processo Tributário. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
Dispensa de notificação prévia
1 – Não há lugar a notificação prévia do procedimento de inspeção quando: a) O procedimento vise apenas a consulta, recolha ou cruzamento de
documentos destinados à confirmação da situação tributária do su-jeito passivo ou obrigado tributário;
b) O fundamento do procedimento for participação ou denúncia efe-tuada nos termos legais e estas contiverem indícios de fraude fis-cal;
c) O objeto do procedimento for a inventariação de bens ou valores em caixa, a recolha de amostras para perícia, o controlo de bens em regime aduaneiro económico ou suspensivo, a realização de testes por amostragem ou quaisquer atos necessários e urgentes para
ARTIGO 47.º
ARTIGO 48.º
ARTIGO 49.º
ARTIGO 50.º
Regime Geral das Infrações Tributárias
Pág. 1120
No n.º 1 do artigo 124.º, onde se lê:
1 – A falta de designação de uma pessoa (…) é punível com coima de € 75 a € 7500.
deve ler-se o texto seguinte:
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1120 Regime Geral das Infrações Tributárias
Violação do dever de emitir ou exigir recibos ou faturas
1 – A não passagem de recibos ou faturas ou a sua emissão fora dos prazos legais, nos casos em que a lei o exija, é punível com coima de € 150 a € 3750.
2 – A não exigência, nos termos da lei, de passagem ou emissão de faturas ou recibos, ou a sua não conservação pelo período de tempo nela previsto, é punível com coima de € 75 a € 2000.
[Redação do art. introduzida pela Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
Falta de designação de representantes
1 – A falta de designação de uma pessoa com residência, sede ou dire-ção efetiva em território nacional para representar, perante a administradire-ção tributária, as entidades não residentes neste território, bem como as que, embora residentes, se ausentem do território nacional por período superior a seis meses, no que respeita a obrigações emergentes da relação jurídico--tributária, quando obrigatória, bem como a designação que omita a aceitação expressa pelo representante, é punível com coima de € 75 a € 7 500. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
2 – O representante fiscal do não residente, quando pessoa diferente do gestor de bens ou direitos, que, sempre que solicitado, não obtiver ou não apresentar à administração tributária a identificação do gestor de bens ou di-reitos é punível com coima de € 75 a € 3750.
[Redação do art. introduzida pela Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
Pagamento indevido de rendimentos
1 – O pagamento ou colocação à disposição dos respetivos titulares de ren-dimentos sujeitos a imposto, com cobrança mediante o sistema de retenção na fonte, sem que aqueles façam a comprovação do seu número fiscal de con-tribuinte, é punível com coima entre € 35 e € 750.
2 – A falta de retenção na fonte relativa a rendimentos sujeitos a esta obri-gação, quando se verifiquem os pressupostos legais para a sua dispensa total ou parcial mas sem que, no prazo legalmente previsto, tenha sido apresentada a respetiva prova, é punível com coima de € 375 a € 3750.
[Redação do art. introduzida pela Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
Pagamento ou colocação à disposição de rendimentos ou ganhos conferidos por ou associados a valor mobiliários
O pagamento ou colocação à disposição de rendimentos ou ganhos con-feridos ou associados a valores mobiliários, quando a aquisição destes tenha sido realizada sem a intervenção das entidades referidas nos artigos 123.º e 124.º do Código do IRS, e previamente não tenha sido feita prova perante as entidades que intervenham no respetivo pagamento ou colocação à disposição da apresentação da declaração a que se refere o artigo 138.º do Código do IRS, é punível com coima de € 375 a € 37 500. [Redação da Lei n.º 64-B/2011, de 30-12; entrada em vigor: 2012-01-01.]
Inexistência de prova da apresentação da declaração de aquisição e alienação de ações e outros valores mobiliários ou da intervenção de entidades relevantes
A inexistência de prova, de que foi apresentada a declaração a que se re-fere o artigo 138.º do Código do IRS, perante as entidades referidas no n.º 3 do
ARTIGO 123.º
ARTIGO 124.º
ARTIGO 125.º
ARTIGO 125.º-A
5
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Fiscal, 37.ª Edição – Col. Legislação. Agosto de 2017
P
06704.33
Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social
Pág. 1162
Na epígrafe e no introito do n.º 1 do artigo 23.º-A, onde se lê:
Artigo 23.º-A Caixa postal eletrónica
1 – São obrigados a possuir caixa postal (…) público caixa postal eletrónica:
deve ler-se o texto seguinte:
✁
1162 Código Contributivo da Segurança Social
resulte enquadramento em regime de segurança social sem que se verifiquem as condições legalmente exigidas;
b) As falsas declarações ou a utilização de qualquer outro meio de que resulte a isenção indevida da obrigação de contribuir ou a aplicação de um regime contributivo indevido quer quanto à base de incidên-cia quer quanto às taxas contributivas;
c) As falsas declarações ou a adoção de procedimentos, por ação ou omissão, tendentes à obtenção indevida de prestações.
Direito à informação
1 – As instituições de segurança social disponibilizam, designadamente no sítio da Internet da segurança social, a cada beneficiário informação de que conste, relativamente a cada ano e em relação a cada mês:
a) O número de dias de trabalho ou situação equivalente e as respeti-vas remunerações registadas;
b) O número de dias correspondente a remunerações registadas por equivalência à entrada de contribuições.
2 – O beneficiário ou terceiro interessado pode apresentar reclamação do registo dos elementos constantes do número anterior nos termos do Código do Procedimento Administrativo.
3 – As instituições de segurança social disponibilizam ainda, designada-mente no sítio da Internet da segurança social, a cada contribuinte informação sobre a sua situação contributiva.
Notificações eletrónicas
1 – São obrigados a aderir ao sistema de notificações eletrónicas da Segu-rança Social, quando não adiram ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital: [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
a) As entidades empregadoras, com exceção das pessoas singulares sem atividade empresarial;
b) As entidades contratantes;
c) Os trabalhadores independentes que se encontrem sujeitos ao cumprimento da obrigação contributiva. [Redação da Lei n.º 82-B/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
2 – O regime da obrigação prevista no número anterior é regulamentado em diploma próprio.
3 – O regime das notificações e citações efetuadas através da plataforma informática disponibilizada pelo sítio eletrónico da Segurança Social, previsto no presente artigo, é regulamentado em diploma próprio. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
[Art. aditado pela Lei n.º 83-C/2013, de 31/12; entrada em vigor: 2014-01-01.]
[Redação da epígrafe introduzida pelo DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
ARTIGO 23.º
ARTIGO 23.º-A
Após o n.º 2, acrescentar um novo n.º 3 e as seguintes notas:
✁
1162 Código Contributivo da Segurança Social
resulte enquadramento em regime de segurança social sem que se verifiquem as condições legalmente exigidas;
b) As falsas declarações ou a utilização de qualquer outro meio de que resulte a isenção indevida da obrigação de contribuir ou a aplicação de um regime contributivo indevido quer quanto à base de incidên-cia quer quanto às taxas contributivas;
c) As falsas declarações ou a adoção de procedimentos, por ação ou omissão, tendentes à obtenção indevida de prestações.
Direito à informação
1 – As instituições de segurança social disponibilizam, designadamente no sítio da Internet da segurança social, a cada beneficiário informação de que conste, relativamente a cada ano e em relação a cada mês:
a) O número de dias de trabalho ou situação equivalente e as respeti-vas remunerações registadas;
b) O número de dias correspondente a remunerações registadas por equivalência à entrada de contribuições.
2 – O beneficiário ou terceiro interessado pode apresentar reclamação do registo dos elementos constantes do número anterior nos termos do Código do Procedimento Administrativo.
3 – As instituições de segurança social disponibilizam ainda, designada-mente no sítio da Internet da segurança social, a cada contribuinte informação sobre a sua situação contributiva.
Notificações eletrónicas
1 – São obrigados a aderir ao sistema de notificações eletrónicas da Segu-rança Social, quando não adiram ao serviço público de notificações eletrónicas associado à morada única digital: [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
a) As entidades empregadoras, com exceção das pessoas singulares sem atividade empresarial;
b) As entidades contratantes;
c) Os trabalhadores independentes que se encontrem sujeitos ao cumprimento da obrigação contributiva. [Redação da Lei n.º 82-B/2014, de 31-12; entrada em vigor: 2015-01-01.]
2 – O regime da obrigação prevista no número anterior é regulamentado em diploma próprio.
3 – O regime das notificações e citações efetuadas através da plataforma informática disponibilizada pelo sítio eletrónico da Segurança Social, previsto no presente artigo, é regulamentado em diploma próprio. [Redação do DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
[Art. aditado pela Lei n.º 83-C/2013, de 31/12; entrada em vigor: 2014-01-01.]
[Redação da epígrafe introduzida pelo DL n.º 93/2017, de 01-08; entrada em vigor: 2017-07-01.]
ARTIGO 23.º
ARTIGO 23.º-A
Decreto Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro
Pág. 1239
Nos n.os 2 e 3 do artigo 2.º, onde se lê:
2 – Os trabalhadores independentes e as entidades (…) 3 – (…) entrada em vigor: 2012-09-26.]
deve ler-se o texto seguinte:
✁
1239
Decreto Regulamentar n.º 1-A/2011, de 3 de janeiro (Procede à regulamentação do Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social)
comunicações, apresentação de requerimentos e cumprimento das respetivas obrigações declarativas.
2 – [Revogado pela alínea c) do art. 20.º do DL n.º 93/2017, de 01-08.]
3 – [Revogado pela alínea c) do art. 20.º do DL n.º 93/2017, de 01-08.]
Requerimentos e declarações
1 – Sem prejuízo do disposto no Código e no presente decreto regulamen-tar, os requerimentos, as comunicações e as declarações são apresentados em modelos próprios, sendo os elementos necessários e respetivos meios de prova aprovados por portaria do membro do Governo responsável pela área da segurança social.
2 – Os modelos de formulários de requerimentos, comunicações e decla-rações necessários à aplicação do Código e respetiva regulamentação são aprovados por despacho do membro do Governo responsável pela área da se-gurança social.
3 – A identificação dos elementos e os respetivos meios de prova neces-sários à inscrição e ao enquadramento dos trabalhadores por conta de ou-trem, das entidades empregadoras, dos trabalhadores independentes e dos beneficiários do seguro social voluntário constam de portaria do membro do Governo responsável pela área da segurança social.
4 – São igualmente fixados por portaria os procedimentos relacionados com a regularização do cumprimento de obrigação contributiva.
Elementos em falta
As entidades empregadoras e os trabalhadores devem prestar os escla-recimentos solicitados pelas instituições de segurança social competentes no prazo de 10 dias quando seja verificada a falta de elementos ou se suscitem dúvidas quanto aos elementos obtidos por interconexão de dados ou por outra via oficiosa.
CAPÍTULO II
Regime geral dos trabalhadores por conta de outrem
SECÇÃO I
Relação jurídica de vinculação Comunicação da admissão de trabalhadores
1 – Para efeitos da comunicação da admissão de trabalhador prevista no artigo 29.º do Código, a entidade empregadora solicita ao trabalhador e comu-nica à instituição de segurança social competente os elementos necessários à sua inscrição e enquadramento.
2 – A declaração deve ainda conter os elementos de identificação da enti-dade empregadora.
3 – Na admissão de trabalhador estrangeiro a entidade empregadora, para além dos elementos referidos no n.º 1, exige os documentos considerados necessários de acordo com a legislação que regula a entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.
4 – Caso o trabalhador não se encontre identificado no sistema de
ARTIGO 3.º
ARTIGO 4.º