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Academic year: 2021

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16°

TÍTULO: PSICONEUROIMUNOLOGIA:INFLUENCIA DO ESTRESSE E DA DEPRESSÃO QUE LEVAM AO CÂNCER

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: BIOMEDICINA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): SILVIA APARECIDA DOS SANTOS AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ALISSON TEIXEIRA BUCHI, KAREN TIAGO DOS SANTOS ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

A Psiconeuroimunologia é um campo cientifico que pesquisa a relação entre cérebro, comportamento humano e sistema imunológico, bem como as conexões para com a saúde física e a doença. No entanto, em diversos quadros patológicos este equilíbrio é rompido e neste contexto, alguns autores propõem que mulheres deprimidas apresentavam uma maior incidência de câncer, apontando um possível impacto causado por variações no sistema nervoso central e no sistema imunológico. Neste trabalho foi analisado o impacto dos fatores de estresse e depressão com relação ao sistema imunológico e como a mente pode interferir no estado mental, bem como físico das pessoas. Ainda, o objetivo do trabalho foi de auxiliar a sociedade e aos profissionais da saúde na maior compreensão das consequências do estresse e da depressão no sistema imunológico, bem como a maior propensão ao câncer em indivíduos que apresentam estas patologias. De acordo com Holden, Pakula e Mooney (1998) os resultados, baseados na análise de cerca de 360.000 casos através de pesquisas em Banco de Dados, mostraram que em pessoas viúvas com mais de 65 anos e aposentados, a mortalidade aumentou em 48% em homens viúvos e 22% em mulheres viúvas, num curto período de três meses de luto, tendo possivelmente como consequência o carcinoma de mama e doenças cardiovasculares. Outros estudos indicam também que o estresse e a depressão causam respectivamente um aumento de interleucina 1 beta (IL-1β) e necrose tumoral alfa (TNF-α), desregulando o sistema imunológico levando a casos de câncer.

Baseados nos resultados obtidos dos diferentes artigos, concluímos que estressores psicossociais afetam diretamente o sistema imunológico, diminuindo sua eficiência e levando ao aparecimento de doenças e do câncer. Isso vem a estimular entre os profissionais da saúde e de várias áreas o fato de se estender essa relação. A função imunológica com relação as experiências da vida mostram sempre novas descobertas.

2. INTRODUÇÃO

A Psiconeuroimunologia nasceu da medicina psicossomática, surgida no final dos anos 30 em Chicago, Estados Unidos da América, por Franz Alexander. A medicina Psicossomática revelou o papel importante da mente na manutenção da saúde física.1 A combinação entre emoções e as doenças vem sendo explicada durante décadas

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devido aos progressos em biologia molecular e celular, genética, neurociências e estudos na imagem cerebral. Estes avanços divulgaram as inúmeras ligações entre os sistemas neuroendócrino, neurológico e o sistema imunológico.11

Corpo e mente fazem parte de um indivíduo, sendo a saúde, o resultado desse equilíbrio que impreterivelmente reage com o meio ambiente. Tais observações também foram propostas por Hipócrates e Galeno (por volta de 380 a.C.). Na década de 70 com a publicação da Journal of Behavior Medicine, houve a criação das áreas denominadas Medicina Comportamental e Psicologia Comportamental, havendo uma iniciação nas pesquisas das Ciências Sociais e Biomédicas, sendo indicado a sua aplicação nos tratamentos médicos.Ainda os autores apontam que a ligação entre estresse, depressão e consequentemente o enfraquecimento do sistema imunológico podem favorecer a formação e desenvolvimento de tumores.2

3. OBJETIVOS

O objetivo do presente trabalho foi usar as informações provenientes de diversos artigos, obtidos de bancos de dados distintos, analisá-los de forma pormenorizada para auxiliar a sociedade e aos profissionais da saúde, no que diz respeito aos mecanismos envolvidos na maior susceptibilidade ao desenvolvimento de tumores malignos, bem como à piora destes tumores em indivíduos com quadros depressivos ou de estresse. Ainda, tal compreensão auxiliará no desenvolvimento de programas psicoeducativos e de saúde da família, estimulando o desenvolvimento de forma a identificar agentes protetores do impacto do estresse e riscos à saúde, principalmente contra o câncer.3

4. METODOLOGIA

Este estudo foi realizado utilizando a modalidade de Pesquisa Bibliográfica, através de consulta e analise de artigos publicados. Os bancos de dados utilizados foram livros, Scielo e PubMed.

Descritores: Câncer, Depressão, Estresse, Psiconeuroimunologia, Sistema Imunológico

5. DESENVOLVIMENTO

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O sistema imunológico exerce um papel importante no sistema nervoso central (SNC) com relação a conservação e a morte neuronal. As citocinas podem atuar no SNC como fatores de crescimento neuronal e como neurotoxinas exercendo um papel em várias doenças. As citocinas pró-inflamatórias como a interleucina 1 (IL-1), interleucina-6 (IL-6), interferons (IFNs) e fator de necrose tumoral alfa (TNFα), liberados durante uma infecção, conduzem um conjunto de mudanças no comportamento e mal-estar ligados às enfermidades.11

5.2 Estresse, Depressão e Câncer

Alguns estudos apontam o aparecimento de ligações bidirecionais entre o SNC, o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) e o sistema imunológico. O sistema imunológico modula os sistemas alostáticos através das citocinas que exercem resultados estimulatórios sobre sistema nervoso autônomo e o eixo HPA, e outras exercem resultados inibitórios. Assim, é sabido que a IL-1 predispõe a liberação de corticotrofina (CRF) no hipotálamo e significativo para a evolução da resistência dos receptores de glicorticoides ao cortisol no decorrer do estresse crônico.12 Em se tratando de mecanismos fisiológicos envolvidos na depressão, o ácido γ-aminobutírico (GABA), o principal neurotransmissor inibitório, aparece como o principal mediador do SNC. De fato, estudos concordam em dizer que na depressão, ocorre diminuição do sistema GABAérgico, resultando na alteração da resposta dos receptores das catecolaminas (adrenalina e noradrenalina).13

Sobre o câncer, o oncologista britânico Willis desenvolveu uma definição mais adequada sobre neoplasma, “o neoplasma é uma massa anormal de tecido, o

crescimento é excessivo e não coordenado com aquele dos tecidos normais, e persiste da mesma maneira excessiva após a interrupção do estimulo que originou as alterações“. No que diz respeito ao tumor benigno, ele permanece localizado, não se

disseminando para outros tecidos e geralmente é removido por cirurgia. Já o tumor maligno (cânceres), invadem e aderem outras estruturas adjacentes e se espalham para outros tecidos (metástases), levando à morte.14 As células anormais, neoplásicas ou não, surgem durante a vida, no entanto estas são combatidas pelo sistema imunológico.4

O termo imunoedição tumoral, no câncer atualmente vem sendo utilizado para explicar os efeitos do sistema imunológico para prevenir a formação de tumores. Os antígenos tumorais que iniciam uma resposta imunológica foram encontrados em muitos

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tumores induzidos em experiências no laboratório e em alguns cânceres humanos. Desta forma, foram classificados em duas categorias por padrões de expressão:

antígenos tumor-específico, presentes em células tumorais e não em qualquer célula

normal e antígenos associados ao tumor, presentes nas células tumorais e algumas células normais. No entanto essa classificação foi imperfeita, porque muitos antígenos que se acreditava serem tumor-específicos revelaram ser identificados em algumas células normais. Porém, um importante avanço nesse campo foi o desenvolvimento de técnicas para identificar os antígenos tumorais, que foram reconhecidos por linfócitos T citotóxicos (CTL), pois o CTL é o principal mecanismo imunológico de defesa contra os tumores. Eles identificam os peptídeos decorrentes das proteínas citoplasmáticas que são ligadas às moléculas do complexo de histocompatibilidade principal de classe I (MHC I).14

No entanto, por processos externos que afetam o sistema imunológico relacionados principalmente aos mecanismos de escapes tumorais, o sistema imunológico reconhece as células anormais como integrantes da sua estrutura. Com isso não haveria reações imunológicas e as células tumorais não são efetivamente eliminadas. Esse mecanismo neoplásico ocorre na comunicação entre o SNC e o sistema imunológico.4

5.3 Correlação entre Sistema Nervoso Central (SNC), Sistema Imunológico e o Câncer

Em termos de fisiologia, a emoção não é abstrata, a emoção é concreta e isto se expressa nas modificações fisiológicas do corpo humano. O corpo consegue identificar uma situação de estresse intenso, depressão ou de perigo e recebendo essa informação desencadeia-se todo um processo neuroimunologico. 7,1

Assim, a associação entre neurotransmissores, neuropeptídios e neuro-hormonais e a função imunológica pode ser bidirecional, ou seja, o sistema imunológico pode, através de citocinas criar um feedback negativo, sobre o sistema nervoso central e vice-versa. Alguns agentes estressantes podem alterar a imunocompetência do ser humano e levar a uma imunodeficiência do mesmo, podendo exercer uma ação como se fosse um “gatilho” para o desenvolvimento do câncer.1

Taxas de prevalência de depressão clínica em pacientes com câncer são: 50% nos cãnceres de pâncreas, 40% orofaringe, 10% - 32% de mama, 13% - 25% colon do utero, 23% ginecológica, 17% Linfomas e 11% gástrico.4,5 De fato, num estudo

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realizado na Suécia entre os anos de 1968 a 1978, entre pessoas viúvas com idade acima de 65 anos e pessoas aposentadas (por volta de 360.000 casos), descobriu-se que a mortalidade aumentou em 48% em viúvos e 22% em viúvas, em um prazo de três meses de luto.As mortes tiveram como consequência o carcinoma de mama e doenças cardiovasculares. Da mesma forma em outro estudo relatado, o aumento da incidência de mortes em pessoas depressivas e sob forte estresse tinham como causa carcinomas de mama, gástricos, colo retal e pulmão.5

5.4 Mecanismos de sinalização no estresse, depressão e consequente desregulação do sistema imunológico

A relação entre o estresse e a depressão foi fundamentada em uma desregulação de citocinas inflamatórias. O estresse está relacionado com aumento da expressão de IL-1β, TNF-α, bem como com a redução da expressão de interleucina 2 (IL-2), IFN-γ, complexo principal de histocompatibilidade de classe II (MHC II) e células Natural Killer (NK). Já a depressão está associada com níveis elevados de IFN-γ e IL-1β, níveis normais de IL-2 e redução de NK.5

Fig. 1: Efeito comprometido do estresse na vigilância imunológica. Há três fatores que podem ativar a desenvolvimento do carcinoma.5

No estresse agudo, a depressão clínica é associada com níveis elevados de 1β; IL-6 e IFN-γ e com receptor IL-2 solúvel (sIL-2R). Em celulas mononucleares, no sangue periférico há expressão reduzida de IL-2 e NK e elevada β-endorfina (β-end1-31). Assim, a principal diferença no perfil de citocinas entre estresse e depressão é que IFN-γ diminui no estresse e aumenta na depressão.5

Com relação aos quadros de neoplasias, elevados niveis de TNF-α são encontrados

no câncer de pâncreas, mamas, colo-retal, do ovário, do colo do útero e carcinomas gastrointestinais. Em se tratando do TNF-α, estudos indicam que qualquer atividade

ESTRESSE IFN-γ MHC I e II

IL-1β TNF-α MHC I

Β-ENDORFINA NK

Progressão do TUMOR

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de PTPase é vedada, fator de regulação interferon 2 (IRF-2) é altamente expressa, ou a proteina ativadora 1 (AP-1) é inibida, o que resulta na não expressão de moléculas (MHC I) em superfície da célula e, consequentemente no escape das células malignas da vigilância imunológica.5

Fig. 2 - O resultado do TNF-α em MHC de classe I no carcinoma.5

Assim, pesquisadores realizaram um experimento camundongos, divididos em dois grupos (A e B), onde o grupo A foram expostos a um forte estresse (choque nas patas) e o grupo B não foi exposto ao choque. Posteriormente todos os procedimentos e coletados os resultados, chegou-se a uma conclusão de que o IFN-γ é uma citocina antiviral que pode desempenhar um papel fundamental imunoregulador para a produção de anticorpos, surgimento de antigenos, ativação de macrofagos e de celulas NK. O IFN-γ é produzido principalmente pelos linfocitos T em conjunto com uma célula acessória, tais como os macrófagos. É possível que pelo efeito do choque que levou e sob um forte estresse e com a produção de IFN-γ podendo suceder em alterações significativas. Isto está de acordo com estudos em seres humanos, assinalando a inibição da produção de IFN-γ por leucócitos de sangue periférico após um forte estresse. Portanto, as situações estressantes podem intervir na capacidade dos mecanismos de defesa do ser humano, alterando significativamente o sistema imunologico, levando a doenças como o câncer.9

5.7 Estudos metodológicos em pacientes depressivos, ou sob condições estressantes – possível correlação com o desenvolvimento de neoplasias Estudos em pacientes portadores de neoplasias malignas, indicam que não foi encontrado nenhum caso em que o fator emocional não estivesse associado à origem da doença. Ressalta-se a necessidade de se saber lidar com os fatores estressantes

TNF-α e/ou IFN-α IRF-2 NF-κB Β2-MG MHC I AP-1 c-jun/c-fos ICS Β2-MG MHC I Pitasse B2-MG MHC I

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ao longo da vida das pessoas, com intuito de impedir o desencadeamento de doenças a partir de um sistema imune comprometido.6

Dos estudos realizados no Instituto Nacional de Câncer, observou-se que de um total de 250 pacientes com câncer, 76,8% apresentaram um estado depressivo prévio à eclosão da doença. A metodologia é encarada de modo diferente para cada indivíduo, podendo variar no mesmo indivíduo, em inúmeros momentos, como é constatado e avaliado. 3

Em 2002, o National Cancer Institute (NCI), em colaboração com outros institutos e com os Centros dos Institutos Nacionais de Saúde, convocaram uma reunião de peritos científicos para debater a respeito de comportamento humano, a respeito do sistema nervoso, endócrino e a relação do sistema imunológico na saúde e na doença. Desenvolveu-se uma linha de pesquisa biobehavioral (bio-comportamental) no controle do câncer. Estudos foram extraídos dos mecanismos neuroimunes de experiências subjetivas (por exemplo, estresse, solidão e dor), processos biológicos (por exemplo, ritmicidade circadiana, sono, cicatrização de feridas, doença comportamental e apoptose) e resultados das doenças (por exemplo, vírus da imunodeficiência humana, depressão e transtorno de estresse pós-traumático).10 As investigações clínicas introdutórias concentraram-se tão somente em módulos psicossociais sobre a resposta imunológica humoral e celular e, em certa extensão, na reparação do DNA. Assim, como resultado deste estudo mulheres com um aumento do risco genético para o câncer apresentaram deficiências e anormalidades imunológicas peculiares na sua resposta endócrina ao estresse. Estudos clínicos documentados combinaram a depressão, o apoio social e as atividades das células NK em pacientes com câncer de mama. Outros grupos de pesquisa observados apresentaram desconforto, estresse e deficiências agregadas ao isolamento social na função imunológica.10

6. RESULTADOS

Estressores psicossociais afetam diretamente o sistema imunológico, diminuindo sua eficiência e levando ao aparecimento de doenças e do câncer. Isso vem a estimular entre os profissionais da saúde e de várias áreas o fato de se entender essa relação. A função imunológica com relação as experiências da vida mostram sempre novas descobertas.8 Estudos apontaram modificações contextuais importantes para estudos da Psiconeuroimunologia e o Câncer, uma transição literalmente alinhada aos

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avanços na biologia da célula cancerosa e a valorização resultante para tecidos-alvo e do contexto em que os tumores prosperam.10

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Baseados nos resultados obtidos dos diferentes artigos, concluímos que estressores psicossociais afetam diretamente o sistema imunológico, diminuindo sua eficiência e levando ao aparecimento de doenças e do câncer. Isso vem a estimular entre os profissionais da saúde e de várias áreas o fato de se estender essa relação.8

8. FONTES CONSULTADAS

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2. CARVALHO, M.M. Psico-Oncologia: História, Características e Desafios. Psicologia USP, vol.13, n.1, 2002.

3. LIPP, M.E.N.; NEME, C.M.B. Estresse Psicológico e Enfrentamento em Mulheres Com e Sem Câncer. Psicologia, Teoria e Pesquisa, vol. 26, n.3, pp.475-483, 2010.

4. BRAGION, A. A relação do estresse com o enfraquecimento do sistema

imunológico como vulnerabilidade para o desenvolvimento de formações tumorais: atuação da psicologia como prevenção e controle. Trabalho de Conclusão de Curso. Faculdade de Medicina de Marilia. Secretaria do Estado de Saúde – Fundap – Programa de Aprimoramento Profissional, 2016.

5. HOLDEN, R.J.; PAKULA, I.S.; MOONEY, P.A. An immunological model connecting the pathogenesis of stress, depression and carcinoma. Medical Hypotheses, 51, 309-314,1998.

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Referências

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