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A Ação Supervisora Numa Escola Pública Pertencente a 14º Região de Ensino do Ceará: Um Estudo Exploratório.

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TJNIVEESIDADE FEDERAL BA PARAiBA - CAMPUS V CENTRO DE FORMAyAO DE PROFESSORES

DEPARTAMENTO DE EDUCAyAO

CURSO DS PEDA&OGIA - Eabilitacao em Supervisao Escolar

A AgAO SUPERTISORA NOMA ESC OLA PTJBLICA PERTEN5TENTE A 14 & RESIAO DE ENSINO DO C E A R L

Um Estudo Sxploratorio.

ORISKTADO POR:

MARILE*SANTAS VISOLVINO

ELABORADO POR:

EDVAKIA BSCOSSIO DE PAlVA.

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I N D I C £ PAG. I . INTRQDUgAO 01 I I . JUSTIF1CATIVA 02 I I I . 0BJETIVG3 03 IW. FiETODOLQGIA... 04 V. TRABALHO DE CAF1P0 *Q5 V I . CGNCLU5A0 06 V I I . REFERENCIAo 31 BLIOGRAFICAS 07

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I . IMTRODUi^Afl * 01

0 tema desse estudo e Agao S u p e r v i s o r a na 14? Regiao de * Ensino do Ceara* Esta r e g i a o se s i t u a res-pectivamente, na cidade * de Lauras da Piangabeira, I c o - Ceara*

Pretendemos a q u i , a n a l i s a r a p r a t i c a e d u c a t i v a dessa a t i

-vidade p r o f i c i o n a l no c o n t e x t o s o c i o - p o l i t i c o e econoraico da s o - :

ciedade b r a s i l e i r a / c e a r e n s e *

Nosso i n t e r e s s e p e l a fungao s u p e r v i s o r a na r e f e r i d a r e -giao de ensino o r i g i n o u - s e de estudos e discussoes r e a l i z a d a s em* s a l a de a u l a * l s t o despertou em nos o desejo de buscar i n f o r m a -goes mais s u b s t a n c i o s a s sobre a p r a t i c a da Supervisao e sobre as* d i f i c u l d a d e s que encontram as s u p e r v i s o r a s no desenvolviraento de* seu t r a b a l h o , p o i s sabemos que esta p r a t i c a se da nun sistema edu' c a c i o n a l que apresenta v a r i a s d i f i c u l d a d e s *

A Educagao, d u r a n t e os u l t i m o s anos,nao tern merec&do a ' atengao n e c e s s a r i a das a u t o r i d a d e s competentes de modo a f a v o r e * cer uma p r a t i c a e d u c a t i v a de q u a l i d a d e * Alem d i s s o , e x i s t e todo 1

urn cuidado por p a r t e do p r o p r i o Estado para a Educagao nao s e j a ' u t i l i z a d a coma i n s t r u m e n t o que p e r m i t a o d e s v e l a r das r e l a g o e s * que se dao no i n t e r i o r da sociedade b r a s i l e i r a , n u m a t e n t a t i v a de* i n i b i r as p o s s i b i l i d a d e s de transformagao desta sociedade*

Neste s e n t i d o , a Supervisao Educacional,na forma como • t r a d i c i o n a l m e n t e vera sendo exercida.tem se c o n s t i t u f d o nura f o r t e *

aliaGJo dos governos Federal e Estadual,para o cumprimento de seus

p r o p o s i t u s p o l i t i c o s - e d u c a c i o n a i s , o que j u s t i f i c a i n c l u s i v e a sua i n t r o d u g a o no s e i o das escolas p u b l i c a s .

Porem, no raomento a t u a l de transformagao por que passa * a sociedade e a educagao b x a s i l e i r a , a comunidade escolar,em ge- *

r a l , e a Supervisao Educaciooal em p a r t i c u l a r . p r o c u r a , n o movi- •

mento de sua agao e re£lexao,rever sua p r a t i c a pedagogica d e s l o - ' cando o e i x o de sua agao i n d i v i d u a l para o c o l e t i u o , o s o c i a l e * o g l o b a l , ao t r a t a r da queutao do ensino-aprendizagera de modo que possa c o n t r i b u i r , e f e t i v a m e n t e , p a r a urn t r a b a l h o e a u c a t i v o t r a n s - * f o r m a d o r .

Desse modo, nos alunas do V I I Periodo do Curso de Peda-' y o g i a do Centro de Forraagao de P r o f s s s o r e s do Campus V da Univer-sidade F e d e r a l P a r a i b a , tentando responder as e x i g e n c i a s impo3tas pelo processo de mudangas no campo e d u c a c i o n a l , realizamoa este * t r a b a l h o para o e3tagio s u p e r v i s i o n a d o em Supervisao E s c o l a r , i n - * v e s t i g a n d o de modo que se r e a l i z a a Agao - S u p e r v i s o r a nas escolas de lfi e 2fi graus da fiede Estadual de Ensino, a r t i c u l a d a s na 14-' *

aw **

Regiao de Ensino e como e p e r c e b i d a p e l o corpo d o c e n t e , d i s c e n t e ' e t e c n i c o - a d m i n i s t r a t i v o *

Entendemos que, r e f l e t i r sobre a questao aciraa proposta* t o r n a s e r e l e v a n t e na medida em que buscamos compreender a p r a t i -ca e d u c a t i v a dessas p r o f i c i o n a i s , s u a concepgao de e s c o l a p u b l i c a * enquanto i n s t a n c i a da sociedade,como espago s i g n i f i c a t i v o na l u -t a por uma e s c o l a p u D l i c a , g r a -t u i -t a e de qualidade,ao -tempo em que,

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I I . J U S T I F I C A T I i m *Q2

Para corapreenderraos a origera da supervisao no campo edu-c a edu-c i o n a l b r a s i l e i r o . e n e edu-c e s s a r i o edu-compreende-la,analisando o edu-c o n t e x t o ' h i s t o r i c o n a c i o n a l e i n t e r n a c i o n a l da epoca em que e l a f o i i n s e r i d a • como a t i v i d a d e p r o f i s s i o n a l . Segundo NQGUORA (1989) a origem da » s u p e r v i s a o e d u c a c i o n a l na r e a l i d a d e b r a s i l e i r a , tem a ver com o seu • c o n t e x t o h i s t o r i c o , suas v i n c u l a c o e s com o c o n t e x t o i n t e r n a c i o n a l e 1

ao encaminharaento dado as questoes n a c i o n a i s no c e n a r i o mundial".(p.33) Naquela epoca, i n i c i o dos anos 40, o mundo se d i v i d i a em' d o i s b l o c o s : O c i d e n t a l , l i d e r a d o pelos araericanos e o O r i e n t a l formado* p e l a U-RSS* Nesse c o n t e x t o i n t e r n a c i o n a l o c o r r e a chamada g u e r r a f r i a • e n t r e estas duas p o t e n c i a s do mundo,uma vez que o sucesso e a expansao do s o c i a l i s m o r e p r e s e n t a p e r i g o para o bloco c a p i t a l i s t a . Frente ao 1

c r e s c i m e n t o do Comunismo os americanos t r a t a r a m de i n v e s t i g a r nos p a i ses c a p i t a l i s t a s , o f e r e c e n d o l h e s a s s i s t e n c i a t e c n i c a com a f i n a l i d a -de " a j u d a - l o s " * Era verda-de, a intengao e r a mesmo manter esses p a r s e s1

sob seu dorainio e longe da i d e o l o g i a c o m u n i s t a . Para t a n t o , f i r m a r a r a * acordos com a m a i o r i a dos paises da America L a t i n a , e n t r e e l e s o Bra-s i l •

0 governo b r a s i l e i r o r e p r e s e n t a d o por G e t u l i o Vargas - • 1950-1954, mantendo-se no poder, apoiado em bases p o p u l i s t a s , defende o desenvolvimento n a c i o n a l i s t a numa t e n t a t i v a d e , c e r t a f o r m a , i m p e d i r • a e n t r a d a de c a p i t a l s i n t e r n a c i o n a i s#T . a l p o l i t i c a gera grandes c o n f l i

t o s e tensoes e n t r e as c l a s s e s dominantes; de um lado,a defesa do 1

desenvolvimBnto i n t e r n a c i o n a l i z a d o e de o u t r o , do desenvolviraento '

independente. I s t o c o n t r i o u i u para o desgaste da p o l i t i c a de Vargas • p o i s nao conta com o apoio nem da c l a s s e dominante e nem da c l a s s e 1

o p e r a r i a , o que provoca a sua deposigao e, p o s t e r i o r m e n t e , s e u s u i c i d i o . E l e i t o p r e s i d e n t e , 3 u s c e l i n o Kubitscheck - 1956, que mesmo' assumindo uma p o l i t i c a de raassas, seu governo destaca-se p e l a implan-tagao d e f i n i t i v a do c a p i t a l i n t e r n a c i o n a l no p a l s . Desse raodo,intensi~ ^ i c a a e n t r a d a de i n v e s t i m e n t o s e x t e r n o s , h a j a v i s t a ser e l e um defen-sor da i n t e r n a c i o n a l i z a g a o do d e s e n v o l v i r a e n t o . Por i s s o , os acordos f i r m a d o s e n t r e o B r a s i l e os Estados Unidos so vigoraram o f i c i o n a l - 1

raente a p a r t i r do seu governo, embora, tenha s i d o acordados, o p r i - ' m e i r o , era 19b0, chamado Acordo Geral de Cooperagao Tecnica e o se - * gundo, Acordo E s p e c i a l de S e r v i c e s Tecnicos,data de 1953.

Wo bojo destas acordos na area e d u c a c i o n a l f o i c r i a d o o 1

Proyraraa da, A s s i s t e n c i a B r a s i l e i r a Americana ao Ensino Elementar - '

PABAEE, i n s t a l a d o na cidade de Qelo Horizonte-MG,era 1957 e,eora e l e , 1

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• 03 0 PABAEE t i n h a t r e s o b j e t i u o s basicos que o fundamentava# Q p r i m e i r o deles merece destaque porque e e s s e n c i a l para a com- • preensao do surgimento da s u p e r v i s e e , j a que t r a t a basicamente de • sua formagao e do seu papel no c o n t e x t o p o l i t i c o e e d u c a c i o n a l 1

b r a s i l e i r o , a s s i m f o r m u l a d o j repasse"aos educadores b r a s i l e i r o s dos metodos e t e c n i c a s u t i l i z a d a s na educagao p r i m a a r i a norte-america» na,proraovendo a a n a l i s e , a p l i c a g a o e adaptagao dos mesmos, a f i m 1

de atender as necessidades c o m u n i t a r i a s em r e l a g a o a educagao, 1

por meio de e s t i m u i o a i n i c i a t i v a dos p r o f e s s o r e s .H (NOGIJEIRA,1989,

pg. 3 7 ) . N e l e , vemos a causa e a razao da s u p e r v i s a o , dos c e n t r o s ' de formagao,do destaque metodologico,da p r i o r i d a d e aos metodos * e t e c n i c a s , da atuagao no ensino p r i m a r i o e da sua t a r e f a f i s c a l i ' z a d o r a .

I n i c i a - s e a formagao das s u p e r v i s o r a s em I n d i a n a - E s t a -f

dos Unidos para onde v a r i a s p r o f e s s o r a s foram se e s p e c i a l i z a r r e -g r e s s a n o o , p o s t e r i o r m e n t e , para Belo H o r i z o n t e a f i m de m i n i s t r a r e m cursos para novas s u p e r v i s o r a s . Expande-se assim a p r a t i c a da 1

s u p e r v i s a o por todo o p a r s .

A p a r t i r de e n t a o , as escolas passara a t e r uma nova f i -g u r a , a s u p e r v i s o r a , c u j a forma-gao f o i i n t e n c i o n a l , tendo s i d o ' a c r i t i c a e a p o l i t i c a para atender i n t e r e s s e s p o l i t i c o s e s e g u i r 1

os mandamentos do sistema p o l i t i c o i n s t i t u i d o , onde a reeta e r a ' p l a n e j a r e c o n t r o l a r . Seu papel e r a f i s c a l i z a r , v a l o r i z a r a raeto • d o l o g i a , o ensino t e c n i c i s t a , nao dar i m p o r t a n c i a ao POR QUE e • PARA QU& FAZER mas apenas ao COPiG FAZER*

Assim., a s u p e r v i s a o i n s e r i u - s e no sistema e u u c a c i o n a l ' b r a s i l e a t r o i n t e n c i o n a l m e n t e por razoes p r i o r i t a r i a e n t e p o l i t i c a s . E n t r e t a n t a , passa-se uma imagera de que fungao s u p e r v i s o r a e i n o v a d a r a , m o d e r n a , i n t r o d u t o r a de novos metodos e t e c n i c a s de • e n s i n o , nuraa t e n t a t i v a de mascarar sua v e r d a d e i r a fungao,ou s e j a , a de s e r t r a n s m i s s o r a da i d e o l o g i a da c l a s s e dominants que v i s a ' a e n c o b r i r seu descompromisso com uma educagao d e m o c r a t i c a , v o l tada para os i n t e r e s s e s da grande m a i o r i a da populagao b r a s i l e i r a . De f a t a , a s u p e r v i s a o e d u c a c i o n a l atua numa e s c o l a a i n d a e l i -t i s -t a e s e l e -t i v a , q u e -tern acen-tuado o processo de m a r g i n a l i z a g a o ' das c l a s s e s populares,do ponto de v i s t a q u a n t i t a t i v e e q u a l i t a - ' t i v o .

Acresgamos a tuoo que f o i d i t o , o - f a t o - d e o pensamen-to conservador s e r uma c a r a c t e r i s t i c a g e r a l dos educadores, em ' todos os n i v e i s , com maiores ou menores excegoes dependendo da 1

sua formagao academica e do seu compromisso p o l i t i c o . E e v i d e n t e , e nao p o d e r i a s e r de o u t r o modo, que a s u p e r v i s a o desenvolva um» t r a b a l h o onde o pensar c r i t i c o , a t r a n s f ormagao,o rejbane jamento •

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o q u e s t i o n a m e n t o , a busca por i n t e r e s s e s comuns nao estao presentes* era sua p r a t i c a e d u c a t i v a .

Embora a s u p e r i s o r a tenha t i d o e, ainda t e n h a , uma f o r -magao a c n t i c a , a p o l i t i c a , ao o r g a n i z a r - s e como c a t e g o r i a , nos movi-mentos s i n d i c a i s e s o c i a i s , nos Encontros Wacionais de S u p e r v i s e e s * Educacionais- EWSES, e na l u t a do dia-a-dia,comega a t e r uma visao* c r i t i c a da realidade,passando a r e f l e t i r sobre a fungao de agente * r e p r o d u t o r da i d e o l o g i a dominante que deserapenha a fungao de agente* de t r a n s f o r m a g a o , ou s e j a , de agente da c o n t r a - i d e o l u g i a que podera* desempenhar•

Neste s e n t i d o , pode a l a r g a r sua V i s a o , - t e r c o n s c i e n c i a da sua v e r d a d e i r a r e a l i d a d e , da p o s s i b i l i d a d e de desenvolver d e n t r o * da e s c o l a um t r a b a l n o v o l t a d o para a transformagao da sociedade ,de* r e b e l a r - s e e nao l i m i t a r - s e apenas a receber ordens sera q u e s t i o n a r • l a s . Nao apenas obedecer, mas c r i a r , i n o v a r , r e p e n s a r j a c r e r que as • decisoes do Estado burgues so b e n e f i c i a m a e l e p r o p r i o e p r e j u d i c a * alunos e p r o f e s s o r e s .

So a s s i m , conseguira uma educagao v o l t a d a para t o d o s , * sem d i s t i n g o e s e n t r e dominantes e dominados*

Para i s s o , o peaar c r i t i c o , o e s p i r i t o de l u t a , o t r a -balhar c o l e t i v a m e n t e , t o r n a - s e p a r t e i n t e g r a n t e e f o r g a p r o p u l s o r a * de sua agao e d u c a t i v a *

Repensar a p r a t i c a da s u p e r v i s a o educacional s i g n i f i c a * e n v i d a r e s f o r g o s , ao lado dos demais p r o f i s s i o n a i s da educagao,para• c o n q u i s t a r uma escala democratica que assuma, de f a t o , sua fungao * p o l i t i c a , como um espago de l u t a , j u n t o a o u t r a s i n s t i t u i g o e s s o c i -a i s , p-ar-a -a super-ag-ao d-as c o n t r -a d i g o e s e x i s t e n t e s , porque Ha l u t a *

pedagogica nao e, senao, uma forma de l u t a r , ao lado da l u t a econo-mica, s o c i a l e p o l i t i c a . " ( CHAR-LOT, 1933,pg.302)^

Segundo Mariena Chaui, o que f a l t o u a formagao dada • a s u p e r v i s o r a educacional f o i uma v i s a o p o l i t i c a do c o n t e x t o h i s t o -r i c o no qual se i n s e -r e a agao e d u c a t i v a . E n e c e s s a -r i o que a supe-r- superv i s o r a a d q u i r a uma c o n s c i e n c i a c r i t i c a da r e a l i d a d e b r a s i l e i c a , f o r -j a d a nas l u t a s e redimensionando a sua agao e u u c a t i v o incorporando* a e s t a , sua agao p o l i t i c a .

Por tudo i s s o , pretendemos neste t r a b a l h o a n a l i s a r a * p r a t i c a e as bases t e o r i c a s da agao s u p e r v i s o r s nas escolas de 1? ' e 2» graus da rede e s t a d u a l a r t i c u l a d a s na 14-Regiao de Ensino do Ceara, c o n v i s t a s a d e l i n e a r seu p e r f i l e d e e o o r i r p e r s p e c t i v a s para seu pedagogico*

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I l l - OBJETIVOS.

GERAL:

- Conhecer e r e f l e t i r 3obre a pratica educativa da Acao Supervisora numa escola publica de • Ensino do ceara e a aceitacao que tern a comu-nidade escolar pelo exercfcio da supervisao.

ESPEClFICOS:

1. Aprofundar os corihecimentos sobre Supervisao 1 Educacional, de modo geral e, em p a r t i c u l a r , da escpla X, da 14* Regiao de Ensino do CearaU 2. Caracterizar a a dimensao educativa da fungao

supervispra na r e f e r i d a escola.

3. R e f l e t i r , numa perspectiva c r i t i c a , a avaliacao e /ou propostas apresentadas pela comunidade • escolar para a pratica educativa na escola.

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IV. METODOLOOIA

Este trabalho engloba as c a r a c t e r l s t i c a s de um estudo exploratorio,cujo objetivo fundamental e buscar esclare« ci»entos,resposi»&s para um problema mediante & emprego de pro-cedimantos c i e n t f f i c o s , VERSER(1932) e SELTZ(1967)mostram que:

H a pesquisa no seu n i v e l exploratorio e o traba-lho que tern como finalidade desenvoftver e esclare-cer os fatos visando a modalidade conceitos e idpias para a formulacao de novos problemas e hipoteses para os estudos posteriores.'* (pag.134) Eesse modo f analisamos aqui a concepgao

teorico-metodologica subjacente a pratica educativa do supervisor na referida esdola,suas relagoes com os elementos do processo ensino-aprendizagem, sua concepgao de escola publica, Enfim,como se da a relagao entre o supervisor e a comunidade escolar,como esta a v a l i a sua atuacao e como gostaria que fosse exercida,de forma que possamos tracar seu p e r f i l e apontar perspectivas.

Assim, f i c a e x p l i c i t a a necessidade de um trabalho d i -reto no campo onde se r e a l i z a a agao supervisora,onde compreendemos a questao proposta para estudo e elaboragao do referido trabalho conten-do o desenvolvimento da experiencia.

Por i s s o , este trabalho f o i concentrado na figura do supervisor, e envolveu tambem outros elementos inseridos no processo ensino-aprendizagem,como professor,aluno,corpo tecnico-administrativo, a u x i l i a r de servigo,etc.,que d i r e t a ou indiretamente,possam contribui-rem para a compreensao do fenomeno em estudo , bem como,para a obten-gao de um universo variado e s i g n i f i c a t i v e

Para efetivagao desse trabalho optamos pelos procedimentos metodologicos adquados a um estudo dessa natureza,como observagao sim-plfes e entrevistas nao e 3 t r u t u r a d a s , p o i s so atraves do contato direto e do dia-a-dia do trabalho da supervisaoftivemos condigoes de entender como se da na p r a t i c a , a Agao Supervisora na 1 4S Regiao de Ensino do

Ceara.

Nas entrevistas realizadas tentamos conhecer a agao super-visora enfocando os seguintes temas:

_ A concepgao teorica-metodologica da agao supervisora. _ Supervisora e Escola Publica.

m A agao supervisora e o processo ensino -aprendizagem.

— A agao supervisora e os elementos do processo ensino aprendizagem* t A problematica da agao supervisora.

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*08 W. TRABALHO DL CAWPQ

0

A P r a t i c a da SupEvi^ora v i s t a e d i t a peio corpo docente d i s c e n t e e t e c n i c o - a d m i n i s t r a t i v o aa escola X*

Segundo os depoiraentos dados p e l o corpo d o c e n t e , d i s c e n t e

0

e t e c n i c o - a d m i n i s t r a t i v o da r e f e r i d a e s c o l a , poderaos c o n s t a t a r que ef

e x i s t e v a r i o s problemas alem do acesso do alunado na escola , como *

0

f

m

tambem o grande i n d i c e de evasao a t i n g i d o por aqueles que conseguem 1

i n g r e s s a r na escola p u b l i c a . A escola p u b l i c a d a i x a muito a d e s e j a r ,1

por f a l t a de m a t e r i a l d i d a t i c o , a s c l a s s e s sao s u p e r l o t a d a s , a escola mt 0 f

nao tem e s t r u t u r a f i s i c a , p r o f e s s o r e s mal remunsrados, alunos caren-t e s , e o governo nao gascaren-ta o s u f i c i a n caren-t e com a educagao da escola pu-b l i c a . Ou s a j a , os governantes estao deixando que a escola permansga*

00 * A,

numa ayonia sem fim,nao p a r a m a t a - l a , mas para mante-la d n t r o ds l i m i t e s minimos de s o b r e v i v e n c i a , t a l como vem fazendo com o povo.

Para i s t o estao querendo a n u l a r o t r a b a l h o don s u p e r v i -sor que na r e a l i G a d e p r o c u r e desenvolver j u n t o com o corpo docente, d i s c e n t e , um t r a b a l h o p a r t i c i p a t i v o , c o n s t r u t i v o tornanoo assim. o • aluno conacierlte do seu dever de c i d a d a n i a .

para defender tudd i s t o tamos as l u t a s de c l a s s e s en- » campadas pelos s i n d i c a t o s da c a t e g o r i a por melhores condigoes de * t r a b a l h o , malhores s a l a r i o s , p r o f i 6 S i o n a i s q u a l i f i c a d o s , m a t e r i a l d ' d i d a t i c o ... boa qualidade da ensino,a f i m de r e s g a t a r a c r e d i b i l i

-uade da escola p u b l i c a .

Vale s a l i e n t a r que^todas estas l u t a s nao,obtem r e s u l

-t a d o s , p o i s o desco-tsa dos goverhan-tes com a educagao e mui-to grande', nem mesmo a p a r a l i z a g a o a t i n g e a s e n t t i b i l i d a d e do siatema, uma v e z ' que nao causa p r e j u i z o para o governo so.para o a l u n o . Ma r e a l i d a d e , nao i n t e r e s s a a c l a s s e dominante a formagao c u l t u r a l verdadeirci • que p o s s i o i l i t a r i a a tomada de c o n s c i e n c i a dos mecanismos de domina-gao c a p i t a l i s t a .

A escola p u b l i c a p r e c i s a s e r autonoma para t e r maioreb( chances de g a r a n t i r a q u a l i d a d e de ensino ao que uma escola obciiente, submissa e buroc* ^t-izada. £ nesse ambiente b u r o c r a t i z a d o que a super-v i s o r a , ao reconhecer os l i m i t e s impostos p e l a b u r o c r a c i a , p r o c u r a • d e f i n i r e r e d e f i n i r a s u a , u r d a d e i r a fungaa d e n t r o d~ escola.A fungao

oa s u p e r v i s o r a na e s c o l a e ae o r i e n t<-r, a c o m p a n h a r , a v a l i a r e a u x i l i a r ' Ob p r o f e s s o r s ^ na p r a t i c a pedagogica , oferecend o m e t o d o s j i g n i f i c a t i v o s

visanao msibhorar a aprendizagem do a l u n o . Alem destas fungoes tem • mna que e ae fundamental i m p o r t a n c i a : o s u p e r v i s o r tem que ser c r i a -t i v o , p r o c u r a n d o o r i e n -t a r o p r o f e s s o r a buscar novos caminhos, a pes-q u i s a r e a c r i a r novos r e c u r s o s de e n s i n o , uisando sempre a m e l h o r i a no desempenho do d o c e n t e .

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*§9

A funcao do s u p e r v i s o r hoje e bem a c e i t a nas escolas de um modo g e r a l pelo corpo d o c e n t e , d i s c e n t e e t e c n i c o - a d m i n i s t r a t i v o , Apesar de que o p r o f e s s o r i n i c i a n t e tenha medo-por achar que este * e s p e c i a l i s t a e um f i s c a l e que a sua presenga desmoraliza a sua p r a -t i c a em s a l a de a u l a .

E n t r e t a n t o a funcao do s u p e r v i s o r na escola^nao e de * f i s c a l i z a r o ^ r a b a l h o do d o c e n t e , pelo c o n t r a r i o , a funcao desse * e s p e c i a l i s t a e de o r i e n t a r e c r i a r um ambiente no qual os p r o f e s s o -res possam c o n t r i b u i r , com toda a extensao de seus t a l e n t o s , p a r a a * consecusao dos o o j e t i v o s da e s c o l a , como tambem t e n t a r e s c o b r i r e • r e v e l a r os r e c u r s o c r i a t i v o s do professor•Desse modo a agio s u p e r v i -sora chega a ser d i n a m i c a , a t r a v e s de formas de p a r t i c i p a c a o e f e t i v a no ambiente e s c o l a r . P a r a que a acao s u p e r v i s o r a se e f e t i v e nesse n i v e l de p a r t i c i p a c a o e n e c e s s a r i o repensar o processo de formagao do edO cedOc de maneirci a l h e p o s s i b i l i t a r ser reconhecido como um p r o f i s ~ s i o n a l n e c e s s a r i o , a r t i f i c i e e sxmbolo de uma p r a t i c a educacional • em que o t e c n i c o e o p o l i t i c o se fundem num s e r v i g o de transformagao•

Quanto ao planejamento e r e a l i z a d o de acordo com a r e a l i d a d e do aluno e da r e g i a o j e l e e f l e x i v a l e f e i t o apenas como r o t e i r o * Ou. s e j a , dividem os conteudos por semestres, vendo o que e p r e c i -so dar durante o ano,e sendo f l e x i v e l , porque o aluno pode nao se ' enceressar p e l o o assunto e o p r o f e s s o r pode mudar de acordo com o que s u r g i r em s a l a de a u l a .

Q, p r o f e s s o r e o s u p e r v i s o r preocupam-se em f a v o r e c e r • por todos os raeios o encontro do aluno com as m a t e r i a s de estudo procurndo g a r n a t i r os e f e i t o s f c r m a t i v o o desse e n c o n t r o . Esses e f e i tos requer do docente um t r a b a l h o s i s t e m a t i c o , i n t e n c i o n a l , d i s c i p l i -nado, ao mesmo tempo que um e s f o r c o pode c o n q u i s t a r o i n t e r e s s e , a colaboragao e o gosto p e l a estudo ,por p a r t e do a l u n o . 0 p r o f e s s o r ' p r e c i s a t e r dominio dos conteudos que ensina e dos meios de trans::!-t i - l o s , s o b o r i s c o de comprometrans::!-ter seus o b j e trans::!-t i v o s .

A s u p e r v i s o r a r e a l i z a constantemente r e u n i o e s com p r o f e s

sores,alunos e pais de a l u n o s , fjara j u n t o s solucionarem d i f i c u l d a d e s do aluno na aprendizagem. Atraves da a v a l i a c a o procuram reelaborArem os pianos de a u l a cricindo n ovas t e c n i c a s v i s -ndo a m e l h o r i a do ens i n o aprenoizagem,a f i m de fornecerem aoens alunoens ens u b ens i d i o ens e i n ens t r u -mentos que t o r n e os capaaes de pensar, d e s c o b r i r e d i s c e r n i r . L o g o , toda comumdade e s c o l a r tem em mira os mesmos o b j e t i v o s e procuram t r a b a l h a r cooperativamente descobrindo e c r i a n d o novos caminhos para uma educagao r e n o v a d o r a , 1 i o e r t a d o r a e c r i a t i v a .

0 papel do s u p e r v i s o r d e n t r o dd escola e tao i m p o r t a n t e quanto os demais p r o f i s s i o n a i s , o p r o f e s s o r , d i r e t o r , o o r i e n t a d o r e que o processo ensinoaprendizagem d e s e n v o l v i d o na escola pelo p r o -l e s s o r , em s a -l a de a u -l a so a u t e r a o sucesso desejado se c o n t a r com a p a r t i c i p a g a o desse e s p e c i a l i s t a competente,sob o ponto de v i s t a p o l i -t i c o , humano e -tecnico.Dessa forma os p r o f e s s o r e s chega-a c o n s i d e r a r o t r a b a l h o do s u p e r v i s o r como um s u s t e n t a c u l o no proca^so ensino- ' aprendizagem.E» f i m e l e e s t a r sempre p r e s e n t s na busca de solugoes ' para os problemas, se j a de ordem m o r a l , t r i s i c a ou pedagogica.

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U. C0MCLU5AQ.

Vale r e s a l t a r que a e x p e r i e n c i a do corpo

docente,(3is-0 0

cente e t e c n i c o - a d m i n i s t r a t i v e da e s c o l a p u b l i c a , roerecem a nossa' atengao, p o i s a t r a v e s d e l e s poderaos a n a l i s a r , c r i t i c a r e conhecer a 1

r e a l i d a d e da Escola P u b l i c a .

Mediants e n t r e v i s t a s e observagoes r e a l i z a d a s na e s c o l a X, pude perceber que a comunidade e s c o l a r encontra-se b a s t a n t e preo-cupada com o processo ensino-aprendizagem,onde a s i t u a g a o da escola* e muito p r e c a n a , q u e v a i desde o espaco f i s i c o a t e a merenda e s c o l a r . Q f a t o e que, os r e c u r s o s d e s t i n a d o s a educagao sao i n s u f i c i e n t e s , ' m a l b a r a t o s , d e s p e r d i g a d o s . Considerando que a e l i t e d i r i g e n t e a p l i c a a maior p a r t e destes r e c u r s o s de conformidade com seus i n t e r e s s e s 1

economicos e p o l i t i c o s , deixando a> lado c r i t e r i o s mais democraticos como a educagao.

Diante das d i f i c u l d a d e s que a escola a p r e s e n t a , a S u p e r v i -sora p r o c u r a r e a l i z a r seu t r a b a l h o de raaneira p a r t i c i p a t i v a , c r i a t i v a visando sempre a melhor aprendizagem do a l u n o . A Supervisora,em sua' fungao pedagogica nao tern r e c e i o de m o d i f i c a r a sua forma de a g i r * quando as c i r d ^ n s t a n c i a s a exigem. Questiona sempre o seu t r a b a l h o ' d i s c u t e os pianos com os p r o f e s s o r e s , os t e x t o s de e s t u d o , a v a l i a n d o1

seu t r a b a l h o e a sua maneira de a t u a r *

h s u p e r v i s o r a e um agente educacional cujas agoes visam •

a m e l h o r i a do e n s i n o , a r t i c u l a n d o e cosrdenando uma p r o p o s t a de agao' pedagogica j u n t o a equips de t r a b a l h o da e s c o l a . V

Concluindo,quepo d e i x a r c l a r o que o t r a b a l h o da s u p e r v i sora tem como fungao, entender o processo e d u c a t i v o como t a r e f a t r a n s f o r m a d o r a . Nao uma p o s t u r a ingenua no s e n t i d o de que somente a t r a -ves da escola a mudanga possa o c o r r e r , mas com a t i t u d e s consensuais a r s s p e i t o do papel p o l i t i c o - s o c i a l dos que atuara na s s c o l a , a f i m • de colaborarem para a oonstrugao ds uma e s c o l a c r i t i c a e c o n s c i e n t e .

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V I I . REFERtiSICIAS BIOL10G-RAFI CAS

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Paulo; C o r t e z , 1989.

• , n« 7 . Supervisao E d u c a c i o n a l * novos camin-hos.Sao P a u l o , C o r t e z , 1939.

• .Metodos e t e c n i c a s de pesquisa s o c i a l . Sao Paulo; A t l a s , 1 9 8 7 .

• CMARLGT, B e r n a r d . A m i s t i f i c a g a o pedagogica: r e a l i d a d e s so-c i a l s e proso-cessos i d e o l o g i so-c o s na t e o r i a de eduso-cagao. • 2 ed.. Rio de J a n e i r o ; ZAHAR,1983.

• G I L , Antonio C a r l o s . Como e l a b o r a r p r o j e t o s de p e s q u i s a . 1

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SILVA, Maura S y r i a I . C. d a . Supervisao E d u c a c i o n a l : uma r e f l e x a o c r i t i c a . P e t r o p o l i s , l/ozes, 1 9 8 1 .

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Referências

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