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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social

Plano Futuridade

ÍNDICE FUTURIDADE

Relatório

O envelhecimento da população é, antes de tudo, uma estória de sucesso para as políticas de saúde pública, assim como para o desenvolvimento social e econômico.

Gro Harlem Brundtland Diretor-Geral, OMS, 1999

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Apresentação do Plano Futuridade

O Plano FUTURIDADE: Plano Estadual para a Pessoa Idosa, lançado pelo Governo do Estado de São Paulo em novembro de 2008, é uma iniciativa da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (SEADS) que objetiva fortalecer a rede de atenção à pessoa idosa e promover a qualidade de vida dessa população.

Fruto da demanda por melhor qualidade de vida à população idosa, que aumenta significativamente em todo o mundo, o Programa está calcado nas referências dispostas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição da República Federativa do Brasil, no Estatuto do Idoso (Lei nº. 10.741, de 1º de outubro de 2003), na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS, Lei nº. 8742/1993), na Lei nº. 12.548 (de 27 de fevereiro de 2007), que estabelece a política estadual da pessoa idosa no Estado de São Paulo, e no Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento (Madri/Espanha, 2002).

Apresentação da Entidade Proponente

A Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social - SEADS tem a missão de garantir a cidadãos e grupos em situação de vulnerabilidade os direitos e o acesso a bens e serviços. A SEADS tem cumprido sua missão por meio de iniciativas que visam à definição e à coordenação da política de assistência social estadual desenvolvida pelos 645 municípios do Estado de São Paulo, do estabelecimento de parcerias e à sua operacionalização por meio de projetos; bem como à transferência e à geração de renda aos cidadãos em situação de vulnerabilidade. Além dessas iniciativas com foco direto no

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alvo da SEADS, a Secretaria também desenvolve ações voltadas à melhoria da gestão da política assistencial no Estado.

A SEADS, frente à atual realidade de descentralização das ações sociais, atua como um órgão que orienta e fornece diretrizes aos municípios, os quais executam as ações e os serviços sob regulação/fiscalização da mesma.

Diante do foco de ação da Secretaria e do alinhamento da sua missão às oportunidades de melhoria identificadas com relação ao público idoso no Estado de São Paulo, a SEADS propõe o Programa FUTURIDADE: Plano Estadual para a Pessoa Idosa, visando ao fortalecimento da rede de atenção à pessoa idosa e à promoção da qualidade de vida dessa população.

Público-Alvo do Programa Futuridade e suas Características

Segundo a Fundação SEADE (Pesquisa de Condições de Vida – PCV, 2006), existem hoje no Estado de São Paulo doze milhões de famílias. Dentre essas, 3,3 milhões possuem idosos (27,5% do total de famílias do Estado) e 1,3 milhão são compostas apenas por idosos (10,8% do total de famílias do Estado). A quantidade de pessoas idosas no Estado ultrapassa quatro milhões, o que representa uma taxa de 10,7% da população total. Conforme projeções da mesma fundação, esse número tende a aumentar consideravelmente até 2020, devendo chegar a mais de sete milhões de pessoas, realidade que exige uma estrutura diferenciada e preparada para auferir qualidade e dignidade a

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Com relação à situação socioeconômica, 9,6% das famílias com presença de idosos vivem com até meio salário mínimo de renda per capita, enquanto no total de famílias há 18,2% vivendo nessa mesma condição (Fundação SEADE, PCV, 2006). A renda familiar per capita média das famílias com idosos é de R$ 719,00, ao passo que as famílias sem a presença de idosos atingem R$ 596,00. Além disso, nas famílias com presença de idoso, a sua contribuição média na renda familiar alcança 61,7%.

Como o Programa visa principalmente aos idosos de baixa renda, e como não há dados precisos sobre a renda dos idosos em cada município, foram adotados dois diferentes percentuais como estimativa de população idosa de baixa renda: 12% dos idosos para municípios de até 25.000 habitantes e 10% para municípios com população acima de 25.000. Desta forma, espera-se atingir mais de 400.000 idosos com as ações do Programa Futuridade.

Justificativa do Programa Futuridade

Atualmente o mundo observa, em quase sua totalidade, um fenômeno demográfico sem precedentes: o envelhecimento populacional. Segundo Alba (1992), os avanços da medicina associados às novas tecnologias tornaram possível o aumento da longevidade, de modo que a expectativa de vida dobrasse no século passado, passando dos 34,7 anos em 1900 para 68,5 em 2000, valor que atualmente já atinge a marca dos 71 anos, com perspectiva de aumentar ainda mais.

De acordo com o referido autor, praticamente todos os países apresentam uma mudança na forma da sua pirâmide etária, com a diminuição da taxa de natalidade e um aumento significativo do número de anos vividos. Se nos países mais desenvolvidos tal fenômeno ocorreu de forma gradativa, no

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Brasil e em outros países em desenvolvimento, foi sentido há apenas algumas décadas, chegando a desviar-se acintosamente das médias previstas para este século. Enquanto estudos apontavam que o país chegaria ao ano 2000 com uma população idosa em torno de oito milhões, dados do IBGE, Censo Demográfico de 2000, revelaram uma realidade de aproximadamente 14,5 milhões de pessoas idosas no Brasil, número que, segundo projeções, deve aumentar para mais de trinta milhões em 2025.

Segundo dados da Fundação SEADE (PCV, 2006), no Estado de São Paulo são mais de quatro milhões de pessoas idosas, representando uma taxa de 10,7% da população total. Segundo projeções da mesma fonte, esse número tende a aumentar consideravelmente até 2020, devendo chegar a mais de sete milhões de pessoas, realidade que exige uma estrutura diferenciada e preparada para dar qualidade a esses anos a mais conquistados.

Paralelamente ao grande aumento da população idosa, porém, ainda são poucas e desarticuladas as ações e os serviços ofertados a esse segmento populacional, bem como não se alterou a visão negativa e preconceituosa que culturalmente ronda o tema velhice.

Tal cenário aponta para a necessidade de Políticas Públicas de atenção aos idosos que incluam, entre outras preocupações, mecanismos diagnósticos que orientem a tomada de decisão por parte dos investidores na área e um melhor preparo dos gestores e técnicos sociais que lidam com o tema, possibilitando o fortalecimento da rede de atenção à pessoa idosa e a

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como objetivo estruturar o Plano Estadual para a Pessoa Idosa, base do Programa Futuridade.

Na busca de maior racionalidade no emprego dos recursos e maior efetividade de seus programas e ações, as organizações públicas vêm desenvolvendo suas atividades – de planejamento, coordenação e avaliação – apoiadas em indicadores e sistemas de informações cada vez mais abrangentes e articulados. Nessa perspectiva insere-se o projeto do Índice Futuridade, que contribuirá para a produção de diagnóstico sobre as condições de vida da população idosa nos municípios. O Índice deverá atuar como instrumental metodológico, evidenciando a necessidade de melhoria das ações existentes, bem como da formulação e implementação de ações que preencham as lacunas evidenciadas pelo índice.

Metodologia

O Índice Futuridade surge em resposta à solicitação da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo − SEADS à Fundação Seade para a construção de um indicador com base no conceito de envelhecimento ativo da OMS1, compreendido como um processo de otimização de oportunidades de saúde, participação e segurança (proteções) com o objetivo de assegurar melhores condições de vida às pessoas idosas.

1

O termo “envelhecimento ativo” foi adotado pela Organização Mundial de Saúde no final dos anos 90. Ele procura transmitir uma mensagem mais abrangente do que “envelhecimento saudável”, e reconhecer, além dos cuidados com a saúde, outros fatores que afetam o modo como os indivíduos e as populações envelhecem (Katache e Kickbush, 1997).

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A abordagem do Envelhecimento Ativo é baseada no reconhecimento dos direitos humanos das pessoas mais velhas e nos princípios de independência, participação, dignidade, assistência e auto-realização estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. Com esta abordagem, o planejamento estratégico deixa de ter um enfoque baseado nas necessidades (que considera as pessoas mais velhas alvos passivos) e passa ter um enfoque baseado nos direitos, o que permite o reconhecimento dos direitos dos mais velhos à igualdade de oportunidades e tratamento em todos os aspectos da vida à medida que envelhecem. Esta abordagem apóia a responsabilidade dos mais velhos no exercício de sua participação nos processos políticos e nos outros aspectos da vida em comunidade (ENVELHECIMENTO, 2002).

Nessa perspectiva, o Índice Futuridade acompanha o conceito de Envelhecimento Ativo proposto pela Organização Mundial de Saúde. As três dimensões desse conceito, quais sejam Proteção, Participação e Saúde− servem de base para o índice paulista, onde foram selecionados indicadores municipais relativos às ações na rede de proteção social dirigidas ao público idoso, participação sociocultural e institucional do idoso e de suas condições de saúde. A combinação desses três indicadores sintéticos, representando cada uma das dimensões, gerou um indicador síntese, o Índice Futuridade para cada município do Estado de São Paulo.

O Índice Futuridade trabalha com três indicadores sintéticos independentes. O primeiro deles − Ações de Proteção Social Básica e

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cultura, esporte e turismo realizadas, pela prefeitura, para o público idoso, como a expressão da participação sociocultural desse contingente; o terceiro e último sintetiza as Condições de Saúde da Pessoa Idosa através da taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos e a proporção de óbitos de 60 a 69, no total de óbitos de 60 anos e mais.

Estrutura do Índice

Ações de Proteção Social da Assistência Social à Pessoa Idosa2,3

Básica

Com relação às ações de atenção à pessoa idosa, a Proteção Social Básica de Assistência Social deve afiançar as seguranças de renda, convívio e autonomia. Objetiva prevenir situações de risco e estimular a restauração e o desenvolvimento de vínculos familiares e comunitários, a promoção do autoconhecimento quanto à condição de vida, a relação familiar e de vizinhança, o conhecimento dos direitos sociais, o favorecimento do processo de envelhecimento ativo e saudável, a motivação para novos projetos de vida e a prevenção ao isolamento e abrigamento. (CONTRIBUIÇÕES, 2006).

2

A política pública de Assistência Social, integrante da Seguridade Social brasileira, constitui-se em um conjunto de ações (programas, projetos, serviços e benefícios) que promovem a inclusão social da população idosa, fortalecida com a implantação do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). 3 As definições abaixo foram extraídas do Sistema Único de Assistência Social − SUAS (disponível em http://www.mds.gov.br/suas/redesuas/rede-suas).

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A atenção à pessoa idosa no âmbito da Proteção Social Básica caracteriza-se pela realização de atividades socioeducativas para o decaracteriza-senvolvimento de potencialidades e fortalecimento e empoderamento do idoso e de suas famílias, promovendo o convívio familiar e comunitário, acesso à renda (Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social - BPC) e geração de renda (Sistema Único de Assistência Social − SUAS).

Os serviços de proteção social básica são executados de forma direta nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), bem como de forma indireta nas organizações de assistência social da área de abrangência dos CRAS’s (equipamentos públicos municipais e conveniados destinados à realização de ações de assistência e desenvolvimento social).

Especial

Os serviços de Proteção Social Especial são organizados por níveis de complexidade, média e alta.

Média complexidade

São considerados serviços de média complexidade aqueles que oferecem atendimento às famílias e indivíduos com seus direitos violados, mas cujos vínculos familiares e comunitários não foram rompidos. A proteção social de média complexidade é organizada nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), que são unidades públicas estaduais. Neles, são

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mais individualizada, comportam encaminhamentos monitorados e sistemáticos, apoios e processos que assegurem qualidade na atenção protetiva e efetividade na reinserção almejada.

Estes serviços são organizados por meio do atendimento em domicílios e em Centros Dia. Proporcionam orientações às famílias sobre novas maneiras de lidar com as dificuldades ou limitações que podem emergir nesta etapa do ciclo vital, bem como a potencialização das capacidades e habilidades da pessoa idosa, oportunizando também a permanência do idoso em sua própria residência, com melhora da qualidade de vida, e oferecem apoio às famílias no cuidado às pessoas idosas.

Alta complexidade

São considerados serviços de proteção social especial de alta complexidade aqueles que oferecem atendimento às famílias e indivíduos com uma grave violação de direitos, sem vínculos familiares e comunitários e se inscrevem na necessidade de proteção integral a seus usuários. Serviços para indivíduos que, por uma série de fatores, não contam mais com a proteção e o cuidado de suas famílias.

Os serviços de proteção social especial de alta complexidade são aqueles que garantem proteção integral – moradia, alimentação, higienização e trabalho protegido para famílias e indivíduos que se encontram sem referência e/ou em situação de ameaça, necessitando ser retirado do convívio familiar e/ou comunitário. São oferecidos por unidades públicas estadualizadas, municipais ou entidades conveniadas.

Os tipos de serviços relativos às ações de proteção social básica e especial constantes no Plano Municipal de Assistência Social são apresentados no Quadro 1 abaixo:

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Ações de Proteção Social Básica e Especial à Pessoa Idosa Plano Municipal de Assistência Social – PMAS - 2009

Proteção Social Tipo de Serviços

Proteção Social Básica

• Atendimento Integral ao Idoso • Centro de convivência

• Ações socioeducativas

• Fortalecimento de vínculos familiares e comunitários

• Atendimento Integral às Famílias • Capacitação e Formação Profissional

• Programa de inclusão produtiva e enfrentamento à pobreza

Proteção Social Especial de Média Complexidade

• Atendimento especializado à famílias/ pessoas com direitos violados

• Cuidados no domicílio • Plantão social

• Serviço de orientação e apoio sociofamiliar • Atendimento especializado a vítimas de violência • Serviço de habilitação e reabilitação para pessoas com deficiência

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Proteção Social Especial de Alta Complexidade

• Atendimento integral institucional • Casa-lar

• Albergue • República

Participação Institucional e Sociocultural do Idoso

A participação institucional é essencial para a efetivação de uma rede que concretize direitos, e deve ser eixo estruturante dos programas, projetos, serviços e benefícios de proteção social à pessoa idosa. Participação é aqui colocada como interferência nos processos decisórios e nos aspectos da vida em comunidade.

Existência de Conselho Municipal do Idoso

Um importante componente deste indicador de Participação refere-se aos espaços de participação e controle social - conselhos, fóruns etc., que exercem importante papel na transparência e democratização da gestão pública, possibilitando o acesso à informação, à qualificação de propostas e o controle social sobre as ações.

Os conselhos são importantes mecanismos de participação devendo ser fortalecidos, pois, contribuem para a democratização das ações do Estado e da sociedade, alargam e qualificam a democracia representativa nos aspectos social e político, e contribuem para o empoderamento dos usuários e suas organizações, aprimorando a gestão pública e a efetivação de direitos.

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A palavra “ativo” do termo envelhecimento ativo refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. Nesse sentido, o Conselho Municipal do Idoso configura um novo modelo de gestão pública que promove a descentralização das decisões e amplia o espaço de participação da sociedade.

Oferta de atividades e/ou programas de cultura, esporte e turismo realizadas, pela prefeitura, para a população idosa

A dimensão participação compreende também a participação sociocultural da pessoa idosa, que abrange elementos sobre o conjunto de atividades de lazer, esporte e cultura existentes no município, destinados ao público idoso. A inclusão dessas informações se insere na visão de envelhecimento ativo e saudável, uma vez que um projeto de envelhecimento ativo compreende políticas e programas que promovam saúde mental e relações sociais, tão importantes quanto aqueles que melhorem as condições físicas de saúde.

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Quadro 2

Atividades Socioculturais, Esportivas, de Lazer ou Turismo voltadas à População Idosa

Estado de São Paulo 2003

Existência da atividade/ equipamento voltado à população idosa

• Oficinas culturais • Oficinas de artesanato • Canto e Coral • Grupos de teatro • Grupos de dança • Visita a museus

• Resgate da memória histórica • Isenção ou subsídio espetáculos

Atividades e ou Programas de

Cultura

• Outras atividades e/ou programas de cultura e lazer • Jogos de salão

• Jogos de cancha/campo • Maratonas, corridas

• Cursos (natação, ioga etc) • Bailes

• Gincanas

Atividades de Esporte e/ou

Lazer

• Isenção ou subsídio eventos esportivos • Outras atividades relacionadas a esporte • Passeios a pontos turísticos

• Viagens a outras localidades • Ecoturismo

Atividades de Turismo

• Outras atividades relacionadas a turismo

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Condições de Saúde da Pessoa Idosa

Taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos

Este indicador mede o risco de morte na primeira década da terceira idade de uma população, o que pode ser interpretado como uma mortalidade precoce dos idosos. Taxas maiores de mortalidade na população idosa de 60 a 69 anos expressam desigualdades de condições de vida, incluindo as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, às ações de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamentos adequados das principais doenças e agravos mais prevalentes nos adultos. (PRO-ADESS − Projeto de Metodologia de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde Brasileiro).

Embora este indicador não esteja focado diretamente no controle de doenças e agravos prioritários, permite analisar variações geográficas das taxas de mortalidade geral da população idosa, possibilitando análises comparativas da mortalidade nessa idade, além de subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas para os idosos, em especial de atenção à saúde. Avalia, indiretamente, acesso e efetividade dos serviços de saúde ao longo da vida, além das ações de prevenção.

Proporção de óbitos de 60 a 69 no total de óbitos de 60 anos e mais Este componente é indicativo da parcela de óbitos precoces, vista sob a perspectiva da longevidade, expressa pela expectativa de vida aos 60 anos,

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expectativa de vida. Quanto menor for a proporção de óbitos nessa faixa etária maior será a esperança de vida aos 60 anos.

Fonte dos dados

As informações utilizadas na construção desse índice para os municípios paulistas, no que diz respeito à dimensão da Proteção Social Básica e Especial são provenientes do Plano Municipal de Assistência Social − PMAS 2008 produzidas pela Seads, juntamente com a informação da dimensão Participação - existência de Conselho Municipal do Idoso. Os dados relativos à dimensão Saúde são oriundos do Movimento do Registro Civil para o período 2005 a 2007 e Projeções populacionais produzidas pela Fundação Seade. As informações sobre a dimensão Participação - Atividades Socioculturais, Esportivas, de Lazer ou Turismo voltadas à População Idosa - provém da Pesquisa Municipal Unificada 2003, realizada pela Fundação Seade.

Aspectos Operacionais

O Índice Futuridade é uma combinação linear das três dimensões já citadas, as quais foram operacionalizadas por meio de indicadores sintéticos que consistem também na combinação linear das variáveis que os caracterizam. Quanto maior o indicador melhor são as condições apresentadas pelo município na dimensão considerada.

A seguir são descritos os procedimentos operacionais utilizados na construção dos indicadores sintéticos de cada dimensão resumidos no Quadro 3 e do indicador sintético final.

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Quadro 3

Componentes dos Indicadores Sintéticos Setoriais

Dimensões Componentes

% de atendidos realizados na Rede de Proteção Social Básica, no total de idosos potencialmente alvo dessa proteção Proteção Social

% de atendidos realizados na Rede de Proteção Social Especial, no total de idosos potencialmente alvo dessa proteção

Existência de Conselho Municipal do Idoso

Oferta de atividades e/ou programas de cultura, esporte e turismo realizadas, pela prefeitura, para a população idosa Participação

Taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos (mortalidade precoce em idosos);

Condições de Saúde da Pessoa Idosa

Proporção de óbitos de 60 a 69 anos no total de óbitos de 60 anos e mais

Definição operacional dos componentes dos Indicadores Sintéticos

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X2k: Porcentagem do número de atendidos na proteção social especial em relação à população potencialmente alvo desse atendimento no município K;

Estabeleceu-se que a população potencialmente alvo da proteção social básica corresponde a 12% da população de 60 anos e mais referente a 2008, no caso do município de até 25.000 habitantes, e 10% dessa população para municípios com mais de 25.000 habitantes. Esses valores foram definidos a partir da análise da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar - Pnad em 2007 do Estado de São Paulo, que mostrou que a porcentagem de idosos com renda familiar per capita abaixo de 2/3 do salário mínimo corresponde a 12% no Interior do Estado e 10% na Região Metropolitana de São Paulo. Não foi utilizado o valor de 1/2 salário mínimo, valor utilizado para definir a linha de pobreza, pois o contingente de idosos com rendimento abaixo desse valor é muito reduzido devido ao fato que a maioria dos idosos tem o benefício da aposentadoria de pelo menos um salário mínimo.

Já, para a população potencialmente alvo da proteção social especial, estabeleceu-se o percentual de 5% da população de 60 anos e mais referente a 2008 a partir de estudos realizados pela ONU.

O indicador sintético dessa dimensão corresponde à soma dessas duas variáveis expressas em uma escala de 0 a 100. Matematicamente o indicador sintético pode ser escrito como:

.

2

/

)

(

1 2 1k

X

k

X

k

I

=

+

k 1

I

= indicador sintético da dimensão proteção social, para o município k;

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O indicador

I

1k pode assumir os valores de 0 a 100. Zero indica que o

município não realizou nenhum atendimento no período.

Participação

Essa dimensão é também composta por dois componentes:

a. Existência de Conselho Municipal do Idoso (participação institucional), e;

b. Oferta de atividades e/ou programas de cultura, esporte e turismo realizadas pela prefeitura para a população idosa (participação sociocultural).

k

P1 = 100 se o município declarou a existência de conselho municipal do idoso, no município k; e 0 caso contrário;

O indicador da participação sociocultural5 é gerado as partir das seguintes variáveis:

existência de atividades e ou Programas de Cultura (P11);

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jk

P1 = 100 se a situação j está presente no município k; e 0 caso contrário;

k= 1,..., 645 (municípios) e

j representa o número de situações: 1 a 3.

O indicador sintético de composição participação sociocultural pode ser escrito como:

3

/

)

(

3 1 1 2

=

=

j jk k

P

P

k

P

2 = indicador sintético da dimensão participação sociocultural, para o município k;

O indicador

P

2k pode assumir os valores de 0 a 100. Zero indica que o

município não apresenta nenhuma das três situações de atividades voltadas à população idosa e 100 que o município apresenta todas as situações.

Logo, o indicador sintético de participação pode ser escrito como:

2

/

)

(

1 2 2k

P

k

P

k

I

=

+

k

I

2 = indicador sintético da dimensão participação, para o município k;

k= 1,..., 645

O indicador

I

2k pode assumir os valores 0 a 100. Zero indica que o

município não apresenta nenhuma das atividades socioculturais/conselho voltado à população idosa e 100 que o município apresenta todas as situações.

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Condições de Saúde da Pessoa Idosa

k

Y1 = taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos, média no triênio 2005-2007 padronizada, no município k;

k

Y2 = proporção de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos no total de óbitos de 60 anos e mais padronizada, média no triênio 2005-2007, no município k;

Para a padronização da variável taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos utilizou-se como máximo o valor apresentado pela distribuição da variável original (34,87 por mil) e um mínimo de 8,9 por mil (padrão ouro= taxa de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos no Japão)6.

Já para da variável proporção de mortalidade de pessoas entre 60 e 69 anos no total de óbitos de 60 anos e mais se utilizou como máximo o valor de 50% e um valor mínimo igual a zero.

O indicador sintético pode ser escrito como:

2

/

)

(

2

=

Y

I

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k

I

3 = indicador sintético da dimensão condições de saúde, para o município k;

i= 1 ou 2,

k= 1,..., 645.

O indicador

I

3k pode assumir os valores de 0 a 100. Zero indica que o

município não apresentou nenhum óbito de 60 anos e mais no período considerado.

Índice Futuridade

Consiste em uma combinação linear dos indicadores setoriais de proteção social, saúde e participação sociocultural. Os coeficientes da combinação linear foram obtidos por meio de um modelo de componentes principais.

O índice futuridade composto pelas dimensões proteção social, participação e condições de saúde pode ser escrito como:

)

1

(

45

,

0

10

,

0

)

45

,

0

(

1k 2k 3k k

I

I

I

IF

=

×

+

×

+

×

k

IF

= índice de futuridade para o município k;

k

I

1 : indicador sintético de proteção social na escala de 0 a 100;

=

k

I

2 : indicador sintético de participação na escala de 0 a 100;

=

k

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Plano Futuridade

O índice de futuridade varia entre 0 e 100, em que o valor máximo (100) representa a situação onde o município estaria assegurando a sua população idosa as melhores condições de vida.

Para facilitar a utilização do índice, os seus valores foram agrupados em quatro grupos segundo escala do índice: alto, médio-alto, médio e baixo.

Quadro 4

Grupos segundo Índice Futuridade

Grupos Índice de Futuridade

Alto Maior que 60,0

Médio-alto Entre 48,0 e 59,99

Médio Entre 35,0 a 47,99

Baixo Até 35,0

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dimensões para o total dos municípios no Estado de São Paulo. O escore médio do Índice Futuridade que sumariza estes três indicadores sintéticos atinge 43.

O Índice Futuridade para os municípios paulistas alcançou um escore mínimo de 15,8 e um máximo de 86,2. Observa-se que a metade dos municípios paulistas apresentou valores superiores a 48,3 neste índice, enquanto um quarto registrou valores superiores a 56,1.

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Gráfico 1

Índice Futuridade e suas Dimensões Estado de São Paulo − 2008

26

61

56

43

Indicador de Proteção Social Indicador de Participação Indicador de Saúde Índice Futuridade

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

A Proteção Social registrou os menores escores entre as três dimensões do índice, inferindo as maiores carências na atenção à pessoa idosa quanto ao desenvolvimento de serviços, programas e projetos locais de acolhimento, convivência e socialização de famílias e indivíduos idosos no que compete às

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que promovam a convivência familiar e comunitária da pessoa idosa, oferecidos na forma de família acolhedora, abrigo, ILPI (Instituição de Longa Permanência para Idoso), casas-lar e repúblicas, no que concerne à proteção social especial de alta complexidade.

A dimensão Saúde, mensurada por meio dos indicadores de mortalidade na população idosa, apresenta-se como o segundo indicador sintético em magnitude (56), no conjunto do Estado. Este indicador apresentou valores que se estendem de 6,7 a 94,1. Este perfil de mortalidade divergente retrata a desigualdade e a gravidade dos problemas de saúde dos idosos entre os municípios, apontando a necessidade de um investimento maior nas ações voltadas para a saúde do idoso nos municípios com baixos valores deste indicador.

A dimensão Participação apresenta-se como o indicador sintético de escores mais elevados. Vale ressaltar que seus componentes compreendem iniciativas municipais de mais fácil execução, pois a oferta de atividades e programas orientados ao público idoso, nas áreas de cultura, esporte e turismo, podem ser objetos de parcerias com outras áreas da administração municipal, como secretarias de esporte, cultura e saúde, de forma a equacionar e atender as necessidades da população idosa. Quanto à existência de conselhos municipais do idoso, sua instalação denota a preocupação e a vontade política do gestor municipal em lidar com as questões das pessoas idosas.

Segundo os grupos do Índice Futuridade, 96 municípios paulistas (15% do total) registraram baixos escores neste índice (até 35,0), 221 municípios (34%) classificaram-se como medianos, com valores entre 35,1 e 47,9; 225 (35%) enquadram-se como medianos altos e 103 (16%) atingiram os mais altos valores neste índice (de 60,0 a 100,0).

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Tabela 1

Municípios, segundo Grupos do Índice Futuridade Estado de São Paulo − 2008

Grupos Valores do Indicador Número de Municípios % de Municípios Baixo Até 35,0 96 14,9 Médio De 35,1 a 47,99 221 34,3 Médio-Alto De 48,0 a 59,9 225 34,9 Alto De 60,0 a 100,0 103 16,0 Total 645 100,0

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

Observando a distribuição da população idosa do Estado segundo os grupos, verifica-se que 14% residem nos municípios classificados como de baixo índice, enquanto 7% estão no grupo de índice alto. Contudo, a maior concentração de população idosa está no grupo de municípios com índice considerado médio. Como o Município de São Paulo, que abriga 11,2% da população de 60 anos e mais do Estado.

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Gráfico 2

Distribuição da População Total e Idosa, segundo os Grupos de Municípios do Índice Futuridade

Estado de São Paulo - 2008 Em % 6,6 14,2 60,5 6,9 17,8 57,5 18,1 18,3

Baixo Médio Médio-Alto Alto

População Total População Idosa

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

Os municípios que atingiram escores inferiores a 35,0 caracterizam-se por baixo desempenho nas três dimensões do índice, denotando insuficiências nas ações de proteção social básica e especial, nos indicadores de mortalidade e na oferta de atividades e programas culturais e esportivos orientados ao público idoso, assim como inexistência de conselho do idoso. Os municípios que registraram escores superiores a 60,0 apresentam melhor aparelhamento em termos da proteção social básica e especial e melhores indicadores de saúde, uma vez que esses dois componentes contribuem com um peso maior na geração do escore final.

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Gráfico 3

Dimensões do Índice Futuridade, segundo os Grupos de Municípios Estado de São Paulo - 2008

0 10 20 30 40 50 60 70 80

Alto Médio-Alto Médio Baixo

Alto 66,1 68,3 65,2

Médio-Alto 47,1 63,9 57,4

Médio 25,9 61,1 53,3

Baixo 8,4 46,0 46,4

Indicador Sintético de Proteção

Social Indicador Sintético de Participação Indicador Sintético de Saúde

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

A distribuição do Índice Futuridade segundo o tamanho dos municípios mostra que cerca de 50% dos municípios classificados com os mais altos escores encontram-se entre os menos populosos (até 10 mil habitantes), enquanto para os mais populosos (mais de 100 mil habitantes) a ocorrência

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Distribuição dos Municípios, por Grupos do Índice Futuridade, segundo Porte Populacional

Estado de São Paulo – 2008

Em porcentagem

Porte Índice Futuridade Total

Alto Médio-alto Médio Baixo Até 10 mil habitantes 49,5 50,7 36,7 39,6 44,0 De 10 mil a 25 mil habitantes 26,2 24,9 21,3 19,8 23,1 De 25 mil a 50 mil habitantes 13,6 11,1 14,9 17,7 13,8 De 50 mil a 100 mil habitantes 5,8 6,2 10,9 6,3 7,8 Mais de 100 mil habitantes 4,9 7,1 16,3 16,7 11,3 Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

As Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social – Drads que concentram as maiores proporções de municípios com altos escores do índice futuridade (acima de 60,0) são: Ribeirão Preto (44,0%); Araçatuba (30,2%); São José do Rio Preto (27,7%); Franca (26,1%); e Sorocaba (25,8%) (Tabela 3). Em oposição, as Drads da Grande São Paulo-Norte (83,3%), Itapeva (61,1%) e Registro (50,0%) concentram elevada proporção de municípios com baixos escores neste índice. Vale destacar que a Drads da Capital, representada pelo município de São Paulo, apresenta escore médio neste índice (37,95).

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Tabela 3

Distribuição dos Municípios por Grupos do Índice Futuridade, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social

Estado de São Paulo – 2008

Em porcentagem Índice Futuridade

Baixo Médio Médio-Alto Alto Total Drads Até 35,0 De 35,1 a 47,9 De 48,0 a 59,9 De 60,0 a 100,0 Araçatuba 7,0 16,3 46,5 30,2 100,0 Araraquara 26,9 30,8 34,6 7,7 100,0 Avaré 20,7 37,9 34,5 6,9 100,0 Barretos 36,8 52,6 10,5 100,0 Bauru 2,6 38,5 38,5 20,5 100,0 Botucatu 7,7 53,8 38,5 100,0 Campinas 14,0 48,8 27,9 9,3 100,0 Capital 100,0 100,0 Dracena 4,5 31,8 54,5 9,1 100,0 Fernandópolis 6,1 16,3 55,1 22,4 100,0 Franca 34,8 39,1 26,1 100,0

Grande São Paulo - Leste 30,0 40,0 30,0 100,0

Grande São Paulo - Norte 83,3 16,7 100,0

Grande São Paulo - Oeste 40,0 33,3 13,3 13,3 100,0

Grande São Paulo - Sul 28,6 57,1 14,3 100,0

Itapeva 61,1 33,3 5,6 100,0 Marília 2,6 23,1 51,3 23,1 100,0 Piracicaba 14,8 37,0 40,7 7,4 100,0 Presidente Prudente 25,8 35,5 38,7 100,0 Registro 50,0 50,0 100,0 Ribeirão Preto 12,0 28,0 16,0 44,0 100,0 Santos 11,1 44,4 33,3 11,1 100,0

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Esse índice permite também a identificação das dimensões que colocam uma Drads em situação de vantagem ou desvantagem em relação às demais, assim como comparativamente ao escore final do índice futuridade.

Observa-se grande variação no escore do Índice Futuridade entre as Drads. Destacam-se as Drads Sorocaba (63,69), Fernandópolis (60,47) e Araçatuba (55,25), que concentram grandes proporções de população idosa e cujos escores são bem superiores à média do Estado (43,0). Em contraste, as Drads de Itapeva (30,64), Registro (35,23) e Grande São Paulo-Norte (34,69) expressam a enorme diferença nas condições de atenção ao idoso destas regiões.

Gráfico 3

Índice Futuridade, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social Estado de São Paulo – 2008

0 10 20 30 40 50 60 70 DR ADS Sor ocab a Fern andó polis Ara çatu ba Fran ca Dra cena Rib eirã o P reto São Jos é do Rio Pre to San tos Mar ília São Jos é do s C ampo s Pira cica ba Bar reto s Bot ucat u Bau ru São Joã o da Boa Vis ta Cam pina s Ara raqu ara Ava ré Gra nde São Pau lo Les te Pre side nte Pru dent e Gra nde São Pau lo Sul Cap ital Gra nde São Pau lo Oes te Reg istro Gra nde São Pau lo Nor te Itape va Ín d ic e d e F u tu ri d a d e

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

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O indicador de Proteção Social, composto pelas ações realizadas na rede de proteção social básica e especial no município, mostra-se como o componente do índice final com os mais baixos valores entre as Drads, requerendo maiores investimentos e esforços por parte das administrações municipais no atendimento e satisfação das necessidades da população idosa no âmbito da assistência social.

Gráfico 4

Indicador de Proteção Social, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social

Estado de São Paulo – 2008

0 10 20 30 40 50 60 70 80 DRAD S Sor ocab a Fern andó polis Ara çatu ba Fran ca São Jos é do s C ampo s Bar reto s San tos Dra cena Mar ília Rib eirã o P reto São Jos é do Rio Pre to Bot ucat u Pira cica ba Ava ré São Joã o da Boa Vis ta nde São Pau lo Les te Bau ru Cam pina s Pre side nte Pru dent e e S ão P aulo - O este Ara raqu ara Reg istro nde São Pau lo Nor te Itape va rand e S ão P aulo - S ul Cap ital In d ic a d o r d e P ro te ç ã o S o c ia l Estado (26)

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Campinas e a Capital – assumem as melhores posições, indicando a presença de conselho municipal da pessoa idosa ativo e uma maior concentração de equipamentos públicos e atividades orientadas à população idosa. As atividades mais correntes nos municípios são as de esporte e lazer, como jogos de salão, jogos de cancha/campo e bailes, seguida das atividades e/ou programas culturais e turísticos.

Gráfico 5

Indicador de Participação, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social

Estado de São Paulo – 2008

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 DR AD S San tos Gra nde São Pau lo Sul Gra nde São Pau lo Nor te Gra nde São Pau lo Les te Cap ital Gra nde São Pau lo Oes te Rib eirã o P reto São Joã o da Boa Vis ta Pira cica ba Cam pina s São Jos é do Rio Pre to Ara raqu ara Fern andó polis Mar ília Sor ocab a São Jos é do s C am pos Fran ca Bau ru Dra cena Bar reto s Itape va Ara çatu ba Ava ré Reg istro Pre side nte Pru dent e Bot ucat u In d ic a d o r d e P a rt ic ip a ç ã o

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

O indicador de Saúde apresenta os maiores valores, e superando a média para o Estado, nas Drads Dracena (62,16), Fernandópolis (61,99), Araraquara (60,22), São José do Rio Preto (59,99)e Ribeirão Preto (59,71). Os menores

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valores deste indicador concentram-se nas Drads Itapeva (45,83), Grande São Leste (46,30), Grande São Norte (44,20) e Grande São Paulo-Oeste (43,89), como expressão da enorme diferença nas condições de vida dos idosos nestas regiões.

Gráfico 6

Indicador de Saúde, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social

Estado de São Paulo – 2008

0 10 20 30 40 50 60 70 Dra cena Fern andó polis Ara raqu ara São Jos é do Rio Pre to Rib eirã o P reto Pira cica ba Cam pina s Cap ital Bau ru Pre side nte Pru dent e Mar ília Ara çatu ba Gra nde São Pau lo Sul Bot ucat u Bar reto s São Jos é do s C am pos São Joã o da Boa Vis ta Fran ca Sor ocab a Ava ré San tos Reg istro Gra nde São Pau lo Les te Itape va Gra nde São Pau lo Nor te Gra nde São Pau lo Oes te In d ic a d o r d e S a ú d e Estado (56)

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disponíveis, permite às administrações municipais identificarem seus pontos fortes e seus problemas, confrontando-se com municípios semelhantes. A busca de soluções por meio de parcerias regionais ou da adoção de práticas bem-sucedidas em municípios bem posicionados no Índice Futuridade e uma competição saudável por melhorar as condições de vida da população idosa são os resultados que todos esperamos desse trabalho.

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Tabela 4

População e Índice Futuridade e seus Indicadores Sintéticos, segundo Diretorias Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social – Drads

Estado de São Paulo – 2008

Drads População População de 60 anos e mais Proporção de idosos Número de Municípios Indicador Sintético de Proteção Social Indicador Sintético de Participação Indicador Sintético de Saúde (1) Índice Futuridade Sorocaba 1.899.944 188.022 9,90 31 76,06 60,75 51,96 63,69 Fernandópolis 421.846 63.212 14,98 49 58,64 61,91 61,99 60,47 Araçatuba 722.171 93.880 13,00 43 53,57 50,00 58,10 55,25 Franca 716.062 77.641 10,84 23 50,26 58,70 53,94 52,76 Dracena 251.736 38.066 15,12 22 41,78 53,03 62,16 52,08 Ribeirão Preto 1.193.169 131.605 11,03 25 39,25 74,00 59,71 51,93 São José do Rio Preto 1.001.003 132.417 13,23 47 38,94 64,89 59,99 51,01 Santos 1.664.929 189.688 11,39 9 42,78 94,44 49,33 50,89 Marília 740.398 95.290 12,87 39 41,02 61,11 58,23 50,77 São José dos Campos 2.253.249 214.460 9,52 39 43,36 59,83 54,31 49,93 Piracicaba 1.426.921 160.204 11,23 27 36,05 69,14 59,47 49,90 Barretos 419.235 52.139 12,44 19 43,05 52,63 55,54 49,63 Botucatu 278.198 33.067 11,89 13 36,79 42,31 55,83 45,91

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Presidente Prudente 581.422 71.480 12,29 31 23,69 45,70 58,35 41,49 Grande São Paulo - Sul 2.598.741 257.111 9,89 7 9,92 92,86 56,67 39,25 Capital 10.940.311 1.223.984 11,19 1 6,59 83,33 59,23 37,95 Grande São Paulo - Oeste 2.817.110 197.214 7,00 15 22,94 77,78 43,89 37,85 Registro 282.680 29.733 10,52 14 19,05 46,43 48,92 35,23 Grande São Paulo - Norte 1.814.784 128.988 7,11 6 13,76 86,11 44,20 34,69 Itapeva 347.444 33.062 9,52 18 10,74 51,85 45,83 30,64 Estado de São Paulo 41.139.672 4.328.422 10,52 645 26,00 61,00 56,00 43,00

Fonte: Índice Futuridade. Fundação Seade/Seads.

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