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EIXO TEMÁTICO I - Ensino, Formação e Regulação

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EIXO TEMÁTICO I

Ensino, Formação e Regulação

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40172 - Curso de aprimoramento para enfermeiras obstétricas do projeto ApiceOn: relato de experiência

Clara Fróes de Oliveira Sanfelice1; Geiza Martins Barros2; Cristiane Alves Tiburcio3; Juliana Vergínia Anastácio4

Introdução: O ApiceOn (Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino de Obstetrícia e Neonatologia) é uma iniciativa

lançada em 2017 pelo Ministério da Saúde (MS) que visa a qualificação dos profissionais através de uma proposta metodológica inovadora, cujo objetivo é a ressignificação das práticas assistenciais e gerenciais por meio do compartilhamento de saberes, tendo como arcabouço teórico, as evidências científicas1-2. Uma das estratégias do programa é o oferecimento do Curso de Aprimoramento para Enfermeiras Obstétricas que tem como objetivo impulsionar mudanças no modelo de assistência ao parto e nascimento no país, visando formar profissionais comprometidos, devolvendo o parto para as mulheres e suas famílias e transformando o modelo atual de assistência em um cuidado que respeita a autonomia e o protagonismo das mulheres e acredita no seu potencial fisiológico de parir1-5. Objetivo: Relatar a experiência de participação das autoras, enfermeiras obstetras, no Curso de Aprimoramento para Enfermeiros Obstetras do projeto ApiceOn. Método: Estudo descritivo, de abordagem qualitativa na modalidade relato de experiência. Utilizou-se a estratégia de tempestade de ideias para coleta dos dados, os quais foram organizados e analisados segundo a análise temática de conteúdo. Resultados: A vivência das autoras neste curso permitiu a realização de profundas reflexões sobre o atual modelo brasileiro de atenção ao parto e foram de suma importância para enaltecer a potência da enfermagem obstétrica tanto no âmbito assistencial como na capacidade para articular as mudanças necessárias dentro deste cenário. Assim, as principais reflexões foram agrupadas em duas categorias temáticas: 1) A potência da enfermagem obstétrica e 2) O cuidado como elemento principal. Conclusão: O curso é uma estratégia nacional de grande impacto para o empoderamento e visibilidade da categoria profissional da enfermagem obstétrica, que destaca o potencial de atuação dessas profissionais no cenário obstétrico do país.

Descritores: Enfermagem Obstétrica; Parto Humanizado; Humanização da Assistência; Estratégias; Ensino. Referências:

1. Brasil. Ministério da Saúde. Portal da Saúde. Ministério da Saúde lança Projeto Apice On – Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia [citado 2019 jan 09]. Disponível em

http://portalms.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/29345-projeto-para-qualificar-a-atencao-obstetrica-e-neonatal-e-lancado-pelo-ministerio-da-saude

2. Leal MC. Parto e nascimento no Brasil: um cenário em mudança. Cad. Saúde Pública [on line] 2018; [citado 2019 jan 07]; 34(5):[aprox. 3 telas] Available from: https://doi.org/10.1590/0102-311X00063818

3. Medeiros RMK, Teixeira RC, Nicolini AB, Alvares AS, Corrêa ACP, Martins DP. Humanized Care: insertion of obstetric nurses in a teaching hospital. Rev. Bras. Enferm. [on line] 2016 nov/dec; [citado 2019 jan 07]; 69(6):[aprox. 8 telas] Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0295

4. Sandall J, Soltani H, Gates S, Shennan A, Devane D. Midwife-led continuity models versus other models of care for childbearing women. Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 4. Art No.: CD004667. [citado 2019 abr 01] Disponível em: https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD004667.pub5/full Available from: https://doi.org/10.1002/14651858

5. Sousa AMM, Souza KV, Rezende EM, Martins EF, Campos D, Lansky S. Practices in childbirth care in maternity with inclusion of obstetric nurses in Belo Horizonte, Minas Gerais. Esc. Anna Nery [on line] 2016 [citado 2019 abr 04]; 20(2): [aprox. 8 telas] Available from: https://doi.org/10.5935/1414-8145.20160044

1 Doutora. Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas (FEnf/UNICAMP).

2 Mestre. Enfermeira obstétrica assistencial da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME/UFRJ) e doutoranda do Instituto

Fernandes Figueira (IFF/FIOCRUZ).

3 Especialista. Enfermeira obstétrica assistencial do Hospital Estadual Sumaré (HES) e professora temporária do Curso de graduação em Obstetrícia

da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP).

4 Especialista. Enfermeira obstétrica. Supervisora do serviço de Tocoginecologia do Hospital Estadual Sumaré (HES).

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40175 - Violência Obstétrica sob a ótica de Acadêmicos de Enfermagem

Lívia Carvalho Pereira1; Ana Karolyne Silva Miranda2; Paula Maria Feitosa de Carvalho3

Introdução: A violência obstétrica pode ser caracterizada como qualquer ação direcionada à mulher, seja gestante,

parturiente ou puérpera, que desrespeite suas escolhas, sua integridade mental, física, emocional sem o seu consentimento seja no momento parturitivo ou no abortamento(1). Observa-se a inexistência de um conceito consensual sobre violência obstétrica, até mesmo no âmbito jurídico, o que pode advir da ausência de políticas específicas que criminalizem as práticas e procedimentos dispensáveis aos quais muitas mulheres são submetidas(2). Muitas vezes a formação profissional atende a um modelo que valoriza aspectos procedimentos tecnicistas, em detrimento da subjetividade, humanização e autonomia do cliente. Por ser a formação acadêmica um potencial período de construção social, de reflexão, e de desnaturalização de categorias de pensamento pré-determinadas, esta pode se constituir em uma ferramenta para o enfrentamento da violência obstétrica, por meio do estímulo institucional à inquietação, questionamento de práticas sem fundamentação científica e de perpetuação de intervenções desnecessárias(3).

Objetivo: Compreender os significados atribuídos a violência obstétrica por acadêmicos de Enfermagem. Método:

Pesquisa descritiva, exploratória, de natureza qualitativa com vinte acadêmicos de Enfermagem de uma Universidade Pública do Piauí, realizada em realizada no período de abril a maio de 2019, mediante entrevista semiestruturada analisada com os preceitos da análise temática. Respeitados os princípios éticos, com a coleta da assinatura do Termo de Livre Consentimento Esclarecido, esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade Federal do Piauí sob o n° 3.131.025. Resultados: Da análise de conteúdo das entrevistas emergiram as categorias: significados atribuídos a violência obstétrica, à guisa de informações e o papel da Enfermagem no enfrentamento a violência obstétrica. Os acadêmicos compreendem a violência obstétrica como um agravo multifatorial; como fontes de informação sobre a temática, apontam-se as mídias sociais e a formação universitária, e ressaltam a importância da Enfermagem no enfrentamento a este agravo. Considerações finais: É necessário que essa temática seja cada vez mais discutida dentro do ambiente universitário, ampliando a reflexividade dos alunos acerca de temas tão importantes que suscitam debates e olhares sensíveis à assistência de saúde da gestante/parturiente/mulher.

Descritores: Enfermagem; Violência; Estudantes; Educação em Enfermagem. Referências:

1. Busanello J, Kerber NPC, Fernandes GFM, Zacarias CC, Cappellaro J et al. Humanização do parto e a formação dos profissionais da saúde. Ciência, Cuidado e Saúde. 2011; 10(1): 169-175. Disponível em: http://ojs.uem.br/ojs/index.php/CiencCuidSaude/article/viewFile/8533/pdf

2. Zanardo GLP, Uribe MC, Nadal AHR de, Habigzang LF. Violência obstétrica no Brasil: uma revisão narrativa. Psicol. Soc. [online]. 2017 [acesso em 2019 jun 14]; 29(e155043). Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1807-0310/2017v29155043

3. Diniz SG, Salgado HO, Andrezzo HFA, Carvalho PGC de, Carvalho PCA, Aguiar CA et al. Violência obstétrica como questão para a saúde pública no Brasil: origens, definições, tipologia, impactos sobre a saúde materna e propostas para sua prevenção. Journal of Human Growth and Development. 2015; 25(3): 377-376. Disponível em: http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.106080

1Enfermeira, Doutoranda em Saúde da Criança e da Mulher- IFF/FIOCRUZ. Docente do Departamento de Enfermagem. Universidade Federal do

Piauí.

2Enfermeira, Universidade Federal do Piauí. 3Enfermeira, Universidade Federal do Piauí.

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40363 - Partos realizados por enfermeiros obstetras: contribuições dos modelos de gestão

Layla Santana Corrêa da Silva1; Ana Paula de Assis Sales2; Crislaine da Silva Nantes 3, Letícia Regina dos Santos4, Mayara Ferreira da Silva5.

Introdução: O Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM) teve como objetivo aprimorar o modelo de

assistência baseado nos princípios de equidade e integralidade. Entre os eixos temáticos encontra-se o incentivo, a promoção da saúde, além do compromisso à assistência humanizada. Neste sentido e lembrando que o processo do trabalho de parto é um fenômeno fisiológico na vida da mulher, o Ministério da Saúde do Brasil lançou o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN), que recomenda a garantia de um parto seguro com direitos a parturiente. Segundo a Rede Cegonha, um fator de qualidade na assistência ao parto é a presença do enfermeiro obstetra, pois esse garante atenção com menos intervenção, retomando o caráter fisiológico e natural do parto, onde a mulher participa de forma ativa e autônoma. Objetivo: Relatar a partir dos conceitos de gestão e autonomia profissional a atuação de enfermeiros obstetras na assistência ao parto. Método: Trata-se de um relato de experiência acerca de uma visita técnica intencional realizada para levantamento de indicadores assistenciais ao parto de risco habitual e ferramentas de gerenciamento do cuidado e efetivação da atuação da enfermeira obstétrica. Resultado: inclusão de enfermeiras obstetras no serviço, diretamente na assistência ao parto, o que representou 312 (14,9%) dos partos realizados no ano de 2018. Na discussão da disciplina, foram abordados assuntos como: assistência centrada no modelo hegemônico de saúde e em intervenções são desfavoráveis a atuação de enfermeiros obstetras. Já modelos gerenciais horizontalizados, onde a autonomia profissional, a atuação do enfermeiro obstetra em partos de risco habitual, tenham reconhecimento, fortalecem a atuação profissional. Foram apontados outros avanços, como as políticas de saúde, implementação da Rede Cegonha, o compromisso de gestores e profissionais na prestação de uma assistência mais humanizada e menos intervencionista ao parto. Legislações de apoio, ampliação de serviços de atenção ao parto de risco habitual, formação adequada para a atuação em cargos de gerenciamento. Conclusão: a implementação de políticas públicas, da Rede Cegonha e do PHPN, modelos horizontalizados de gestão, favorecem a atuação do enfermeiro no parto de risco habitual. No entanto, modelos hegemônicos, centrados na atuação do médico, dificultam a atuação de enfermeiro obstetra e a mudança de paradigma na assistência a mulher.

Descritores: Enfermeiras obstétricas; Parto humanizado; Serviços de saúde da mulher; Gestão. Referências

1. Amaral RCS, Alves V, Pereira AV, Rodrigues DP, Silva LA, Marchiori GRS. A inserção da enfermeira obstétrica no parto e nascimento: obstáculos em um hospital de ensino no Rio de Janeiro. Esc Anna Nery 2019; 23(1): 1-10. 2. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política

nacional de atenção integral à saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasília; 2004.

3. Ministério da Saúde. Humanização do parto e do nascimento. Universidade Estadual do Ceará. – Brasília; 2014. 4. Oliveira FAM, Leal GC, Wolff LDG, Rabelo M, Poliquesi CB. Reflexões acerca da atuação do enfermeiro na Rede

Cegonha. Rev enferm UFPE on line 2016; 10(Supl. 2): 867-74.

1Enfermeiro, Residente em enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 2 Enfermeiro, Doutor em Enfermagem. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

3 Enfermeiro, Residente em enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 4 Enfermeiro, Residente em enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 5 Enfermeiro, Residente em enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

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40388 - Árvore da vida: projeto de impressão placentária em uma maternidade pública- relato de experiência

Raiane Rayssa Pereira dos Santos¹; Samira dos Passos Hanum²; Amanda Santos Fernandes Coelho³; Juliana Cristina Liegio Alves Montalvão4; Meiry Helena Gomes5; Marília Belmira de Castro Rego6

Introdução: As gestantes têm a opção de lembrar o momento do parto e valorizar a ligação entre mãe e bebê por meio

da impressão placentária. A “árvore da vida”, como é chamada, é um carimbo da placenta feito com tinta ou com próprio sangue 1

. Objetivo: Relatar a experiência de implantação do projeto arte com placenta em uma maternidade pública por enfermeiras obstétricas. Método: Trata-se de um relato de experiência acerca da realização de impressão placentária a ser entregue para mãe caso ela deseje. A maternidade é referência de risco habitual da região centro-oeste do país e foi pioneira na implantação desse projeto. A iniciativa ocorreu no mês de janeiro de 2019. O público-alvo foram mulheres assistidas pela equipe de enfermagem obstétrica que demostraram interesse em ter a impressão da placenta. Resultados: A maternidade é campo de prática clínica do programa de residência de enfermagem obstétrica da secretaria estadual de saúde. As residentes com as preceptoras no intuito de incentivar a humanização do parto vaginal e estreitar o vínculo mãe-bebê através do carimbo da placenta iniciaram esse projeto na maternidade. A partir dessa iniciativa pela enfermagem obstétrica foi confeccionado um projeto institucional para formalização e padronização do procedimento para que o mesmo seja realizado durante a assistência obstétrica. O projeto visa também implementar o carimbo na placenta na maternidade e esse ser realizado por toda a equipe multiprofissional que assiste ao binômio. Desde o início do projeto 40 mulheres foram contempladas com a “árvore da vida” e esse nome remete ao significado e ao formato do órgão, pois o caule é o cordão umbilical, os galhos são as extensões dos vasos sanguíneos e as folhas o tecido placentário. As mulheres recebem a impressão da placenta em papel a4 usando tinta ou o próprio sangue da placenta e com uma mensagem ou dedicatória da enfermeira de agradecimento, além do nome do bebê, data de nascimento, peso e altura. Conclusão: As práticas humanizadas em todos os momentos do parto refletirão em boas experiências para mãe e isso repercutirá psicologicamente pelo resto de sua vida. O carimbo desse órgão tão importante eternizará o momento que nasce uma mãe e o bebê, além de proporcionar o fortalecimento do vínculo mãe e filho para enfermagem essas iniciativas endossam a necessidade e a indispensabilidade desse profissional para uma assistência humanizada.

Descritores: Enfermagem obstétrica; Cuidados de enfermagem; Placenta; Parto humanizado. Referências:

1. Fundação Estatal Saúde da Família. Normal é parto natural: Enfermeiros Obstetras da FESF-SUS utilizam tecnologias do cuidado para realizar partos humanizados nos municípios do Estado [internet]. Bahia; 2018. [Acesso em: 26 jul. 2019]. Disponível em:

http://www.fesfsus.ba.gov.br/wp-content/uploads/2018/01/InfoFESF_Janeiro5.pdf

1Enfermeira, Residente em Enfermagem Obstétrica. Hospital Materno Infantil

2Enfermeira, Especialista em Enfermagem Obstétrica. Hospital Estadual e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes 3Enfermeira, Mestre em Enfermagem Neonatal. Hospital Materno Infantil

4Enfermeira, Especialista em Enfermagem Obstétrica. Hospital Materno Infantil 5Enfermeira, Especialista em Enfermagem Obstétrica. Hospital Materno Infantil 6Enfermeira, Mestranda. Estratégia Saúde da Família, Setor Estrela Dalva

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40412 - Atividades de educação sexual para adolescentes escolares: uma revisão integrativa

Tatiane de Souza Mançú1, Maria Sibele Ribeiro Sena1, Camila Torres da Paz2, Rita de Cássia Calfa Vieira Gramacho3

Introdução: Foi sancionada no Brasil a Lei 13.789 de 3 de janeiro de 2019 que acrescentou o artigo 8 ao Estatuto da

Criança e do Adolescente instituindo a semana nacional de prevenção da gravidez na adolescência. Esta alteração objetivou divulgar a necessidade de desenvolver ações preventivas e educativas para este público e contribuir para a redução da gravidez precoce. Nesta perspectiva, desenvolveu-se como questão de pesquisa deste estudo a seguinte indagação: Quais as atividades de educação sexual para adolescentes escolares foram referidas na literatura entre 2014 a 2019? Objetivo: Identificar as atividades de educação sexual para adolescentes escolares referidas na literatura no período de 2014 a 2019. Método: Trata-se de uma revisão integrativa nos quais 13 artigos científicos foram encontrados nas bases de dados SciElo, Lilacs e Medline desde o ano de 2014. A maioria apresentou abordagem qualitativa sendo 6 artigos de relatos de experiência, 1 estudo netnográfico, 2 pesquisa-ações, 1 estudo de intervenção, 1 descritivo-qualitativo e 1 exploratório-descritivo. Outro foi longitudinal com enfoque quanti-descritivo-qualitativo. Os estudos foram analisados quanto ao tipo de atividade educativa implementada, periódico/ano de publicação e objetivos. Resultados: Dentre as atividades de educação sexual implementadas nos 13 estudos encontrados, 4 deles referiram uso de oficinas socioeducativas como atividade de educação sexual. Ainda, 2 estudos utilizaram o Facebook como mídia social para intervenção educativa, enquanto que um estudo analisou um jogo online para a construção de conhecimento no campo afetivo-sexual e reprodutivo. Conclusão: Há muitas produções científicas sobre adolescentes escolares, contudo, a maior parte são estudos de descrição. Poucos referem, como os profissionais devem promover na prática ações educativas sobre saúde sexual e reprodutiva. Assim, entende-se que este estudo é importante por ser notória a baixa reflexão acerca deste tema como relevante para formação de profissionais da saúde do Brasil e mundo.

Descritores: Educação sexual; Educação em saúde; Saúde do adolescente; Ensino; Educar Referências

1. Brasil. Lei nº 13.798, de 3 de janeiro de 2019.

2. Santos MP, Farre AGMC, Bispo MS, Sousa LBM, Tertuliano D. Promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes: educação por pares. Rev baiana enferm. 2017;31(3):e21505.

1 Enfermeira. Pós Graduanda em Enfermagem Obstétrica/EBMSP

2 Enfermeira Obstetra. Mestra em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente/FAMAM. Professora e Orientadora da pesquisa/EBMSP

3 Enfermeira Obstetra. Professora e Coordenadora da Pós Graduação em Enfermagem Obstetrica/EBMSP. CTASM do Coren-BA. Co-orientadora da

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40508 - Perfil de mulheres privadas de liberdade em uma capital do nordeste brasileiro

Jeferson Barbosa Silva1; Thaynara Ferreira Filgueiras1; Waglânia de Mendonça Faustino e Freitas2; Eronyce Rayka de Oliveira Carvalho3; Maria Djair Dias2.

Introdução: O aumento gradativo da violência na sociedade brasileira vem resultando no crescimento da população

carcerária ao longo dos últimos anos. Mesmo o número de mulheres encarceradas sendo expressivamente menor que o dos homens, o aprisionamento feminino vem ascendendo de forma mais significativa em relação ao universo masculino. A ocorrência desse fenômeno é comprovada através do último censo penitenciário, indicando que entre 2000 e 2014 a população apenada masculina cresceu 220% enquanto a feminina na mesma época aumentou 567%.

Objetivo: Caracterizar socio demograficamente e criminalmente as mulheres de uma penitenciária feminina do

Nordeste brasileiro. Método: Estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, desenvolvido com 269 mulheres da maior instituição prisional feminina de um estado do Nordeste brasileiro. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e jurídico. Para obtenção dos resultados foram realizadas análise descritiva e inferencial. O estudo cumpriu todos os requisitos éticos regulamentados com aprovação sob número de protocolo nº 3.475.273. Resultados: Observou-se uma prevalência de mulheres na faixa etária de 18 a 30 anos (64,7%), com ensino fundamental incompleto (54,2%), sem relação conjugal (63,6%) e com filhos (82%). O tráfico de drogas (46%) e associação ao tráfico (22%) são as principais causas de aprisionamento. Verificou-se ainda que apenas 17,8% trabalham e 20,1% estudam na prisão, não sendo identificado nenhuma outra estratégia voltada a ressocialização. Conclusão: Percebeu-se que ao se caracterizar a mulher presa, foi encontrado na cadeia o perfil que permeia o imaginário social acerca de pessoas privadas de liberdade: indivíduos que vivem na classe social menos favorecida da sociedade sob forte vulnerabilidade social, cultural, ética e econômica. Ademais, notou-se que como características ligadas ao perfil jurídico-criminal, o envolvimento com o tráfico de drogas e a associação ao tráfico, se sobrepõe a todas as outras causas do aprisionamento feminino, reforçando o caráter de crimes realizados por mulheres configuram-se como não violentos, assim como encontrado na literatura pertinente.

Descritores: Prisões; Mulheres; Saúde da Mulher; Análise Quantitativa. Referencias

1. Oliveira LV, Costa GMC, Medeiros KKAS, Cavalcanti AL. Epidemiological profile of female detainees in the Brazilian state of Paraíba: a descriptive study. Online braz j nurs [Internet]. 2013 [acesso em 7 dez 2018]; 12(4):892-901. Disponível em: http:// www.objnursing.uff.br/index.php/nursing/article/view/4284

2. Walmsley R. World Female Imprisonment List. Institute for Criminal Policy Research [Internet]. England. 4th edition. 2017 [cited 2019 Jan]. Disponível em:

http://www.prisonstudies.org/sites/default/files/resources/downloads/world_female_prison_4th_edn_v4_web.p df

3. Walmsley R. World Prison Population List. Institute for Criminal Policy Research [Internet]. England. 12th edition. 2018 [cited 2019 Jan]. Disponível em:

http://www.prisonstudies.org/sites/default/files/resources/downloads/wppl_12.pdf

1Mestre em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba - UFPB. João Pessoa, Paraíba, Brasil. 2Doutora em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba - UFPB. João Pessoa, Paraíba, Brasil. 3Psicóloga. Universidade Federal da Paraíba - UFPB. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

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40549 - Articulação ensino-serviço em uma maternidade do Sistema Único de Saúde

Torcata Amorim1; Luana Beatriz Antenor Guimarães2; Ana Clara Araújo Freitas2; Enice Francisca Martins3; Rosângela de Jesus Lima4

Introdução: O Projeto de extensão “Articulação ensino-serviço para a promoção da saúde da comunidade atendida em

uma maternidade do Sistema Único de Saúde de Belo Horizonte” iniciou em outubro de 2010 e integra ensino de graduação e pós graduação lato sensu, pesquisa e extensão. Destaca-se como atividades de extensão: Grupos operativos com gestantes e puérperas internadas e acompanhantes;1 Promoção e acompanhamento da visita de gestantes das unidades de referência;2 Comemoração do Agosto Dourado3 e Acompanhamento das parturientes.4

Objetivo geral: Realizar articulação entre docentes e a equipe multiprofissional da instituição com vista ao

desenvolvimento de atividades educativas, pesquisa e promoção da saúde da população. Metodologia: Realização de grupos operativos utilizando técnicas que favorecem a participação; Parceria com os Centros de Saúde: agendamento de visita à maternidade para gestantes e seus acompanhantes conhecerem o local do parto; Promoção do “Agosto Dourado”: decoração da maternidade, ações educativas e atividades com pacientes e funcionários em sala com ambiência apropriada: painéis, iluminação, música e aromaterapia. Oferta de métodos não farmacológicos de alívio da dor, promoção da “hora ouro”, cuidados com parturientes, puérperas e recém-nascidos, dentre outros. Resultados: Até agosto de 2019 foram desenvolvidos quatro grupos operativos com 31 participantes, sete visitas guiadas com a participação de 65 gestantes e acompanhantes, 32 escalda pés e auriculoterapia em puérperas e funcionárias. Distribuídos laços dourados como “boton” e pirulitos. Realizadas quatro ações educativas com funcionários e puérperas. Acompanhamento de parturientes e acompanhantes, promoção do contato pele a pele e amamentação na primeira hora de vida e, realizado consulta de enfermagem conforme demanda. Considerações finais: Mulheres melhor orientadas e seguras, assumindo seu protagonismo. Experiência mais satisfatória de parto fisiológico. Aumento do número de bebês que recebem alta em aleitamento materno exclusivo e com mais chances da prática da amamentação prolongada. Profissionais melhor qualificados, instituição com melhores indicadores perinatais e práticas baseadas nas evidências. Parceria e rede de apoio envolvendo a família e as Unidades Básicas de Saúde. O projeto agrega conhecimento, experiência ao discente e o aproxima da assistência humanizada e da busca de evidências científicas. Mostra a importância do cuidado do enfermeiro na saúde das mulheres.

Descritores: Atividades educativas; Amamentação; Parto humanizado Referências:

1- Acioli S, David HNSK, Faria MGA. Educação em saúde e a enfermagem em saúde coletiva: reflexões sobre a prática. Rev. enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2012 out/dez; 20(4):533-6. Disponível em: <

http://www.facenf.uerj.br/revenfermuerj.html> Acesso em 27 Ago. 2019.

2- Frizzo GB, Martins LWF, Lima e Silva EX, Piccinini CA, Diehl AMP. Maternidade Adolescente: A Matriz de Apoio e o Contexto de Depressão Pós-Parto. Psic.: Teor. e Pesq. vol.35 Brasília 2019 Epub July 18, 2019. Disponível

em:<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010237722019000100403&script=sci_arttext&tlng=pt>Acesso em: 27Ago2019.

3- BRASIL. Lei nº. 13.435, de 12 de abril de 2017. Institui o mês de agosto como Mês do Aleitamento Materno. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13435.htm>. Acesso em: 27 Ago. 2019.

4- Mascarenhas VHA, at all. Evidências científicas sobre métodos não farmacológicos para alívio a dor do parto. Acta paul. enferm. vol.32 no.3 São Paulo. May/June 2019 Epub July 29, 2019. Disponível em: <

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-21002019000300350&script=sci_arttext> Acesso em: 27 Ago. 2019.

1Enfermeira Obstetra. Doutora em Ciências. Universidade Federal de Minas Gerais. 2Graduanda em Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais.

3Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais. 4Enfermeira. Especialista em Enfermagem Obstétrica. Hospital Risoleta Tolentino Neves.

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40565 - Projeto maternar, estimulando o autoconhecimento na gestação: ressignificando o olhar

Aline Nascimento de Assunção¹; Pedro Henrique Silva de Farias²; Nadja Vanessa de Almeida Ferraz³; Janine de Sousa Lins Costa4; Maria Cláudia Medeiros Dantas de Rubim Costa5; Marly Santiago de Araújo6.

Introdução: A gestação caracteriza-se como um processo complexo e significativo na vida da mulher, de seu cônjuge e

familiares. Tal período é marcado por intensas mudanças e adaptações, sejam elas fisiológicas, psicológicas, emocionais, sociais e econômicas, que permeiam a relação da gestante e do seu entorno com a gravidez. Assim, novos cuidados tornam-se necessários para promover uma atenção obstétrica e neonatal qualificada e humanizada. Objetivos: O Projeto Maternar, apoiado nos princípios doutrinários e organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS), na Política Nacional de Humanização e no Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, pretende despertar o autoconhecimento na gravidez às gestantes de baixo risco, em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do Município de Santa Cruz, interior do Rio Grande do Norte. Método: A proposta metodológica utilizada neste projeto baseia-se no trabalho em grupo, possibilitando a participação ativa das mulheres nas ações de saúde e valorizando o diálogo (FREIRE, 2005), utilizando-se de práticas educativas que visaram fortalecer o conhecimento das usuárias enquanto sujeitos portadores de saberes sobre o processo saúde-doença-cuidado. São realizadas atividades multiprofissionais que abordam o autoconhecimento da mulher gestante com o enfoque na sua relação com o bebê e sua formação, bem como o acompanhamento e evolução da gestação. Várias atividades pedagógicas são incorporadas ao grupo, como fotografias das gestantes, prospecção da figura do bebê em seus ventres, por meio de pinturas da barriga, dinâmica da identidade do bebê, dia da beleza mãe-filial, incorporação da família junto à mulher grávida. Os profissionais de psicologia realizam avaliações individuais e em grupo para promover o fortalecimento do vínculo mãe, pai, família, bebê. Os enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos também trabalham com o cuidado corporal, nutricional, relaxamento e favorecimento de uma gravidez saudável e realizada. Resultados: As gestantes são empoderadas e preparadas para a fase de mudanças significativas, mas, partindo de um ressignificado positivo em relação ao encontro prazeroso com o filho que já se incorpora ao núcleo familiar. Considerações finais: As gestantes têm percebido a importância das modificações físicas e psicológicas, a necessidade de adaptações, mas principalmente o interesse em lidar com situações peculiares ao período da gestação, ressignificando o momento.

Descritores: Gravidez; Humanização da Assistência; Empoderamento para a Saúde; Educação em Saúde; Qualidade de

vida.

Referências:

1. Freire P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra; 2005.

2. Mendes IM. Ajustamento materno e paterno: experiências vivenciadas pelos pais no pós-parto. Coimbra: Mar da Palavra; 2009.

3. Brasil. Ministério da Saúde. Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento. Brasília, DF; 2002.

4. Brasil. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

5. Piccinini CA, Gomes AG, De Nardi T, Lopes R.S. (2008). Gestação e a constituição da maternidade. Psicologia em Estudo 2008; 13(1):63-72.

¹Graduanda em enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi; ²Enfermeiro, Mestre em Saúde Coletiva. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – HUAB/UFRN/EBSERH; ³Fisioterapeuta, Doutora em Biotecnologia em Saúde. HUAB/UFRN/EBSERH;

4Fisioterapeuta, Especialista em Serviço de Saúde Pública. HUAB/UFRN/EBSERH; 5Enfermeira, Doutora em Enfermagem. HUAB/UFRN/EBSERH;

6Assistente Social, Especialista em Serviços de Saúde Pública. HUAB/UFRN/EBSERH.

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40625 - Medo do parto em graduandos de enfermagem: possibilidade de mensuração para a intervenção

no processo de aprendizagem.

Milena Temer Jamas1; Kelly Jaqueline da Costa Galinari Tomazin2; Letticia Silva Mendonça3; Ivana Regina Gonçalves4

Introdução: O enfermeiro tem reconhecimento mundial na mudança do modelo de assistência ao parto, resgatando o

nascimento como um processo natural, na qual os sentimentos e preocupações da parturiente devem ser respeitados. Nesta perspectiva surge a preocupação com a formação acadêmica dos futuros enfermeiros. Entende-se que, a forma como o profissional percebe o processo de nascimento pode influenciar a assistência. O medo e a interpretação desse período como sofrimento e dor podem estimular intervenções desnecessárias no intuito de abreviar vivências consideradas negativas. Objetivo: avaliar o medo do parto em graduandos de enfermagem como possibilidade de intervenção no processo de aprendizagem. Método: Estudo descritivo, transversal, realizado em universidades pública e privada do interior do estado de São Paulo. Os dados foram coletados de fevereiro a junho de 2018, fora do período de atividades letivas. Foram incluídos no estudo alunos e alunas que não são pais ou não estavam experimentando a gravidez no período da coleta de dados. Foram excluídos os estudantes em licença, afastamento ou trancamento do curso de graduação. Para avaliar o medo foi aplicada a Versão brasileira da Childbirth Prior to Pregnancy (CFPP). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, parecer nº 2.428.902.

Resultados: Participaram 146 graduandos de enfermagem com idade média de 21 anos, 86% mulheres, 45% com

parceiros, renda familiar entre 3 a 4 salários mínimos, 63 % já tinham cursado as disciplinas voltadas a saúde da mulher. A pontuação total da escala obteve uma média de 35,5, com uma pontuação mínima de 14 e máxima de 60 pontos. Os itens que atingiram maior pontuação se referem a preocupação de que a dor do trabalho de parto possa ser muito forte, ao medo das complicações que podem ocorrer durante o trabalho de parto e nascimento, e o medo que algo ruim possa acontecer com o bebê durante o parto. Avaliando o escore em cada uma das instituições, observou-se que a pontuação mediana foi semelhante entre as instituições, 35 na universidade pública e 36 na privada. Conclusão: Foi possível constatar altas pontuações obtidas, evidenciando intenso medo do parto entre graduandos de enfermagem. Implicações para a enfermagem: a avaliação do medo do parto durante a formação pode permitir ao facilitador da aprendizagem um diagnóstico precoce e a possibilidade de estratégias e intervenções que favoreçam o entendimento do parto como processo natural e fisiológico.

Descritores: Medo; Parto normal; Educação em enfermagem; Obstetrícia Referências:

1. Sanfelice CFO, Abbud FSF, Pregnolatto OS, Silva MG, Shimo AKK. Do parto institucionalizado ao parto domiciliar. Rev. Rene [Internet] 2014. [acesso 23 de julho de 2019];15(2). Disponível em:

2. www.revistarene.ufc.br

3. Velho MB, Oliveira MB, Santos EKA. Reflexões sobre a assistência de enfermagem prestada à parturiente. Rev Brasileira de Enfermagem. 2010; 63 (4): 652-659.

4. Stoll K, Hauck Y, Downe S, Edmonds J, Mechthild MG, Malott A, et al. Cross-cultural development and psychometric evaluation of a measure to assess fear of childbirth prior to pregnancy. Rev. Sexual & Reproductive Healthcare [Internet]. 2016. [Acesso 27 de julho de 2019]; 8. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1016/j.srhc.2016.02.004.

1Enfermeira Obstétrica, Professora Assistente Doutora da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Faculdade de Medicina de

Botucatu, Departamento de Enfermagem.

2Enfermeira, Mestre em Enfermagem. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento

de Enfermagem.

3Enfermeira, Residente em Enfermagem Obstétrica. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Faculdade de Medicina de Botucatu,

Departamento de Enfermagem.

4Enfermeira, Doutora em Enfermagem. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento

de Enfermagem. Faculdades Integradas de Jaú. E-mail: [email protected]

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40695 - Evolução da mortalidade de mulheres em idade fértil, 1996 a 2016

Daniela Domingues Guimarães1; Lívia de Souza Pancrácio de Errico2; Rosiane de Oliveira Cunha3; Eunice Francisca Martins4

Introdução: Diante das transformações demográficas e epidemiológicas, das políticas públicas, dos determinantes

sociais e da organização dos serviços de saúde, ocorrido no país nos últimos anos, torna-se importante discutir as questões de saúde e morte das mulheres brasileiras1,2,3. Objetivo: Analisar a evolução da mortalidade de mulheres em idade fértil (MIF) residentes no Brasil, no período de 1996 a 2016, segundo características sociodemográficas. Método: Estudo de série temporal, dos dados secundários dos óbitos de MIF residentes no Brasil, no período de 1996 a 2016. Os dados foram provenientes do Sistema de Informação sobre Mortalidade e do Sistema de Informações de nascidos vivos do DATASUS. Foi realizada a análise descritiva dos dados por meio do cálculo da taxa de mortalidade de MIF anual do Brasil de 1996 a 2016, e a distribuição proporcional dos óbitos segundo a caracterização sociodemográficas. Para avaliar a evolução das taxas de mortalidade de MIF foram calculados os Coeficientes de Correlação de Spearman, nível de significância de 0,05. Resultados: No período analisado ocorreram 1.367.457 óbitos de MIF no país, representando 14,4% dos óbitos femininos. A taxa bruta de mortalidade (TBM) variou de 126,14 óbitos para cada 100.000 mulheres em 1996 para 104,38 em 2016, um decremento de 12,9%, estatisticamente significativa (p≤0,01). As regiões Norte e Nordeste destacam-se por não apresentarem queda da TBM no período analisado. No país, a TBM se elevou com o aumento da idade atingindo 29,1 óbitos/100.000 MIF na faixa etária de “45 a 49 anos”. As maiores proporções dos óbitos ocorreram em mulheres brancas (40,9%), seguida das pardas (33,7%) e solteiras (50,0%), seguido das casadas (32,15%). Percebe-se um aumento na proporção de morte de MIF pardas ao longo do período, e um decréscimo MIF branca. No país, a região Sul apresenta o maior percentual de mortalidade em mulheres brancas e as regiões Norte e Nordeste, a menor percentual mortalidade em mulheres brancas e pardas, bem como o menor percentual de “Ignorado”. Em relação à escolaridade obteve-se um elevado percentual (38,6%) de “Ignorado”. Excluindo os casos ignorados, o nível de escolaridade com o maior percentual de óbitos foi de 1 a 8 anos (%), em todas as regiões. No país, 70,9% dos óbitos de MIF ocorreu no hospital e 15,7% no domicílio. Conclusão: A redução das mortes de MIF ocorre de forma ainda lenta e com desigualdades sociodemográficas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Descritores: Mortalidade; Indicadores de Morbimortalidade; Saúde da Mulher; Assistência Integral à Saúde. Referências:

1. Leal MC, Szwarcwald CL, Almeida PVB, Aquino EML, Barreto ML, Barros F, et al. Reproductive, maternal, neonatal and child health in the 30 years since the creation of the Unified Health System (SUS). Revista Ciência & Saúde Coletiva, 2018; 23(6): 1915-1928.

2. Ministério da Saúde (BR). Saúde Brasil 2011: uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde da mulher. Brasília: Ministério da Saúde; 2012.

3. Victora CG, Aquino EML, Leal MC, Monteiro CA, Barros FC, Szwarcwald CL. Saúde de mães e crianças no Brasil: progressos e desafios. The Lancet, 2011; 377 (9780): 1863–1876.

1Enfermeira, Especializanda residente em Enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Minas Gerais 2Enfermeira, Doutora em enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais

3Enfermeira, Especializanda residente em Enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Minas Gerais 4Enfermeira, Doutora em enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais

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40840 - Diagnósticos de enfermagem medo no período gravídico: revisão integrativa.

Aline Carla da Rocha Souza1; Alneide Souza Leite2; Daniele Ribeiro de Souza3; Izabelita Alves de Araújo4; Jeymes Neves Rodrigues Paulo5; Patrícia de Melo Farias6.

Introdução: O diagnóstico de enfermagem Medo pode estar relacionado ao cenário pouco conhecido, reação aprendida

a uma ameaça, separação do sistema de apoio e é uma resposta a uma ameaça percebida que é conscientemente reconhecida como um perigo durante o processo de trabalho de parto e parto. Objetivo: Verificar a prevalência na literatura científica do diagnóstico de enfermagem Medo em gestantes. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Realizou-se a busca de artigos publicados no período entre 2002 e 2016, nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF, por meio dos seguintes descritores: diagnósticos de enfermagem/gestantes, diagnósticos de enfermagem/ enfermagem obstétrica. Resultados: Dentre os 58 diagnósticos de enfermagem mais citados, Medo foi encontrado em 40% dos artigos desta pesquisa. Identificado durante diversos períodos gestacionais, sejam em gestantes de baixo ou alto risco obstétrico. O diagnóstico de Medo foi mais prevalente quando relacionado ao medo da perda fetal; do trabalho de parto; em gestantes vivendo com HIV, devido possível infecção do neonato; e em gestantes hipertensas relacionado a um possível final obstétrico desfavorável para o binômio mãe-filho. Conclusão: Identificar o diagnóstico é essencial para planejar o aconselhamento e a educação em saúde durante todo o ciclo gravídico e puerperal. O enfermeiro deve oferecer a gestante conhecimento necessário para que a mesma se sinta acolhida e segura durante o processo de gestação, parturição e no cuidado com o seu recém-nascido. Além do conhecimento, a oferta do acompanhante durante o trabalho de parto pode oferecer maior sensação de segurança pois nele é depositada pela parturiente a segurança de ter alguém próximo e confiável.

Descritores: Diagnóstico de enfermagem; Gestantes; Enfermagem obstétrica; Medo. Referências:

1. North American Nursing Diagnosis Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2018-2020. Porto Alegre: Artmed, 2018.

2. Santos ALS, Oliveira ARS, Amorim T, Silva UL. O acompanhante no trabalho de parto sob a perspectiva da puérpera. Rev Enferm UFSM. 2015;5 (3): 531-40.

3. Aguiar MIF, Freire PBG, Cruz, IMP, Linard AG, Chaves ES, Rolim ILTP. Sistematização da assistência de enfermagem a paciente com síndrome hipertensiva específica da gestação. Rev Rene [Internet]. 2010;11(4):66-75.

1Enfermeira, Especialista em Terapia Intensiva Adulto. Universidade federal de Sergipe.

2Enfermeira, Especialista em Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Universidade federal de Sergipe. 3Enfermeira, Residente em Epidemiologia Hospitalar. Universidade Federal de Sergipe.

4Enfermeira, Especialista em Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Universidade federal de Sergipe. 5Enfermeiro, Especialista em Docência em Enfermagem. Universidade federal de Sergipe. 6Enfermeira, Especialista em Enfermagem do Trabalho. Universidade federal de Sergipe.

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41113 - Vivências dos discentes no processo parturitivo: Relato de experiência

Rammila Rayara da Silva1; Anderson Brito de Medeiros2; Juliana Barbosa da Silva3; Libna Helen de Melo Lima4; Renata Rafaela Pinheiro de Souza5

Introdução: o trabalho de parto é uma vivência singular, de significado complexo que envolve diversos aspectos, sejam

eles: físicos, emocionais e ou psicológicos. Dessa forma, essa experiência pode deixar marcas positivas ou negativas para a mulher, tendo em vista que o mesmo é um processo que permeia ações fisiológicos importantes e está envolto de uma gama de significados para a parturiente, que por sua vez é o sujeito precípuo desse acontecimento. Nesse sentido, se faz necessária uma assistência ao parto de forma integral e humanizada, na qual tenha profissionais capacitados para lidar com as especificidades desse processo. Assim, as vivências de acompanhamento do trabalho de parto e parto são de extrema relevância na formação de enfermeiros. Do ponto de vista pedagógico e educacional, essas experiências permitem ao estudante relacionar a realidade prática com o conhecimento teórico, facilitando a compreensão e entendimento dessa fase de vida da mulher. Objetivo: descrever experiências vivenciadas durante atividades práticas com mulheres em trabalho de parto. Método: estudo descritivo do tipo relato de experiência, desenvolvido no âmbito da disciplina Atenção Integral à Saúde III – saúde da mulher na média complexidade, módulo prático do curso de graduação em Enfermagem da UFRN, campus Natal. As atividades práticas foram realizadas em uma maternidade pública do Rio Grande do Norte. Resultados: a vivência durante as atividades práticas possibilitou a obtenção de muitos saberes e competências, além do reconhecimento das necessidades das parturientes, bem como do respeito a subjetividade. Verificou-se a relevância de promover o trabalho de parto com a participação ativa da parturiente, o que colaborou para o estabelecimento de vínculo entre os estudantes e as mulheres por meio de laços de confiança, respeito e atenção. Para além de entender o processo de trabalho do enfermeiro obstetra e constatar sua importante atuação na promoção do parto humanizado. Conclusão: as experiências adquiridas por meio das atividades práticas foram significativas para a formação dos discentes, uma vez que permitiu o acompanhamento de partos reais, assim como reconhecer a importância dessa prática na formação do enfermeiro. Ademais, oportunizou-se a interligação de conhecimentos teóricos e prático. Assim, foi possível constatar a fundamental importância da assistência de enfermagem no trabalho de parto e no parto.

Descritores: Enfermagem; Trabalho de parto; Formação; Ensino Referências:

1. Souza NT, Alves DV, Oliveira SB, Peixoto SM, Carneiro AJS. Vivências de estudantes de enfermagem na assistência ao trabalho de parto e parto: relato de experiência. In: semana brasileira de enfermagem, 74., 2013, Bahia. Anais...

. Brasília: Sben, 2013. v. 1, p. 119 - 119.

2. Dantas RMO, Eduardo LS; Barreto AMM, Silva CM, Freitas EM. Humanização da assistência de enfermagem no trabalho de parto natural. in: congresso brasileiro de ciências da saúde, 2., 2017, Campina Grande. Anais... . Realize, 2018. v. 1.

3. Osório SMB, Silva Júnior LG, Nicolau AIO. Assessment of the effectiveness of non-pharmacological methods in pain relief during labor. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, [s.l.], v. 15, n. 1, p.174-184, 16 fev. 2014. Rev Rene - Revista da Rede de Enfermagem de Nordeste. http://dx.doi.org/10.15253/2175-6783.2014000100022.

1Graduanda em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

2Enfermeiro, Especialista em enfermagem obstétrica. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 3Graduanda em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

4Graduanda em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 5Graduanda em Enfermagem. Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

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41177- -Conhecimento prévio de gestantes acerca do ciclo gravídico-puerperal

Gezebely de Oliveira Rodrigues1; Antônia Hérica Campos Menezes1; Deborah da Silva Jardilino1; Nathanael de Souza Maciel1; Anne Fayma Lopes Chaves2; Camila Chaves da Costa2

Introdução: A gestação, traz consigo ajustes físicos e psicológicos para a mulher, no entanto, tais transformações, por

vezes, não são explicadas durante o pré-natal, visto que os anseios para saber sobre a saúde do bebê tornam-se prioridades1. Apesar da cobertura do pré-natal no Brasil ser de 99%2, o conhecimento das gestantes sobre a essa fase são limitados3. Nesse contexto, a educação em saúde tem como finalidade prepará-las para essas mudanças, empoderando-as e proporcionando a melhor vivência nessa fase da vida4. Objetivo: Avaliar o conhecimento prévio de gestantes do Maciço de Baturité acerca do ciclo gravídico-puerperal. Metodologia: Estudo avaliativo e descritivo com abordagem quantitativa, realizado com 23 gestantes atendidas no Centro de Referência de Assistência Social de Redenção. Os critérios de inclusão foram: estar gestante, em qualquer idade gestacional e inscrita no curso para gestantes. Sendo excluídas as gestantes com deficiência auditiva e visual ou outra limitação que prejudicasse a atividade proposta. O instrumento de coleta de dados, foi um formulário para mensurar o conhecimento das mesmas, elaborado pelos autores, contendo questões acerca da caracterização sócio demográfica e dados referentes ao objeto de estudo. Os dados foram coletados em junho de 2019, e submetidos à análise estatística simples. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira por meio do parecer no 3.541.106. Resultados: O estudo demonstrou que 10 gestantes desconheciam sobre seus direitos, 13 informaram que o pré-natal é importante apenas saber como está o desenvolvimento do bebê e 16 não souberam responder quantas consultas são necessárias, 10 gestantes relataram que o trabalho de parto acontece com o início das contrações e 5 delas não sabiam reconhecê-lo. Apenas 1 relatou que não era importante amamentar o bebê na primeira hora de vida. 11 informaram que a consulta puerperal deve ser realizada em até 15 dias após o parto. Há uma fragilidade no conhecimento que é essencial para o pré-natal, parto e puerpério. Sendo necessário desenvolver ações que auxiliem a saúde do binômio mãe-filho e diminuam os índices de violência obstétrica e amamentação ineficaz. Conclusão: Houve uma melhor compreensão sobre a assistência que deve ser oferecida no ciclo gravídico-puerperal, contribuindo para o desenvolvimento de ações que ajude na identificação de agravos a saúde da mulher durante a gestação e puerpério.

Descritores: Enfermagem Obstétrica; Cuidado Pré-Natal; Saúde da Mulher; Gravidez. Referências:

1. Teixeira, GA. et al. Fatores de risco para a mortalidade neonatal na primeira semana de vida. Rev. pesqui. cuid. fundam. 2016; 8 (1): 4036-46.

2. Leal, MC. et al. Intervenções obstétricas durante o trabalho de parto e parto em mulheres brasileiras de risco habitual. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro. 2014; 30: S17-S47.

3. Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal. Relatório de recomendação. Brasília, 2016.

4. Dias, EG et al. Percepção das gestantes quanto à importância das ações educativas promovida pelo enfermeiro no pré-natal em uma unidade básica de saúde. Revista Eletrônica Gestão e Saúde, 2015; 3: 2695-2710.

1 Acadêmico de Enfermagem. Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira

2 Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto A da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

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41237 - Grupo de gestantes para promoção do conhecimento de mulheres sobre o trabalho de parto e

parto: um relato de experiência

Gezebely de Oliveira Rodrigues1; Meyrenice Cruz da Silva1; Nargila Maia Freitas da Silva2; Maria Rayssa do Nascimento Nogueira1; Alana dos Santos Monte3; Camila Chaves da Costa3

Introdução: A participação em cursos para gestantes durante a gravidez promove o vínculo com os profissionais da

saúde, possibilitando a troca de experiências, a promoção do autocuidado, compartilhamento de informações, construção coletiva de conhecimentos coesos, além da harmonia entre os saberes científico e popular1. O enfermeiro está legalmente e tecnicamente apto a realizar atividades educativas com grupos de gestantes2. Objetivo(s): Relatar a experiência de uma ação educativa sobre trabalho de parto junto a gestantes acompanhadas pelo Centro de Referência a Assistência Social no Ceará. Método:Relato de experiência a partir de uma roda de conversa no CRAS, no dia 01 de abril de 2019 com nove gestantes e duas facilitadoras do projeto de extensão: “Curso para gestantes: uma estratégia de promoção da saúde no ciclo gravídico-puerperal”. O tema "trabalho de parto e parto" foi abordado por meio de perguntas e respostas acerca dos sinais premonitórios do trabalho de parto; direito ao acompanhante; violência obstétrica; métodos não farmacológicos para alívio da dor; posições para parir; benefícios do parto normal; humanização do parto e nascimento e indicações verdadeiras de cesárea. Resultados: Duas participantes relataram ser melhor ter um parto normal. Elas informaram que no hospital da cidade não podem ter acompanhante no parto e que não podem se alimentar durante o processo parturitivo. Sobre a manobra de Kristeller, elas relataram ser desnecessária, indicando um conhecimento prévio sobre a violência obstétrica. Em relação a posição para parir, elas relataram que deitada não ajudaria muito, sendo orientadas sobre a importância da adoção de posições verticalizadas. Sobre o início do trabalho de parto elas informaram que ocorria com a saída do tampão e rompimento da bolsa. Tal informação foi reforçada quanto a necessidade de outros sinais e sintomas, tais como a presença de contrações rítmicas e coordenadas para que seja identificado o verdadeiro trabalho de parto. Conclusão: Elas demostraram um conhecimento prévio sobre a temática e interesse para aprofundamento do tema, participando ativamente e sanando suas principais dúvidas. Diante da realidade de assistência ao ciclo gravídico na região, faz-se necessário que ações educativas sejam desenvolvidas com gestantes e que ocorra uma qualificação com os profissionais que prestam assistência às mulheres nesses períodos, para que esses hábitos sejam eliminados. Contribuindo para o resgate da humanização.

Descritores: Enfermagem; Educação em Saúde; Trabalho de Parto; Parto. Referências:

1. Jacob, L. M. DA S. et al. Ações educativas para prevenção de complicações relacionadas à gestação. Revista Enfermagem Atual InDerme, 2019; 87 (25).

2. Brasil. Ministério da Saúde. Humanização do parto e do nascimento. Universidade Estadual do Ceará. Brasília: Ministério da Saúde, 2014; (4): 465.

1 Acadêmico de Enfermagem da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. 2 Mestranda em Enfermagem pela da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

3 Doutora em Enfermagem. Professora Adjunto A da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

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41275 - Partos conduzidos por residentes de enfermagem obstétrica com base nas boas práticas

Ana Kelve de Castro Damasceno1, Luana Silva de Sousa2, Dafne Paiva Rodrigues3,

Cinthia Maria Gomes da Costa Escoto Esteche4, Tatiane da Silva Coelho5, Andrea da Nobrega Cirino Nogueira6

Introdução: A residência em Enfermagem Obstétrica é uma modalidade de ensino de pós-graduação Lato sensu, sob a

forma de curso de especialização, caracterizada por ensino em serviço, com duração de 2 anos e carga horária semanal de 60 horas para a formação de enfermeiros obstetras. Objetivo: Analisar os partos conduzidos por residentes de enfermagem obstétrica. Método: Estudo descritivo, documental e retrospectivo realizado em um Centro Obstétrico de maternidade pública em Fortaleza, Ceará utilizando o Livro de Registro de Partos assistidos pelos residentes no período de julho de 2016 a julho de 2018 com total de 421 partos que atenderam aos seguintes critérios de inclusão: estar devidamente preenchidos no Livro de Registro de Partos. Foram excluídos os dados indevidamente anotados ou sem preenchimento. Os dados foram processados no Programa SPSS. Foram calculadas as frequências relativa e absoluta. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com o Parecer 1.684.564 (CAAE: 58294216.0.0000.5050). Resultados: Evidenciou-se que, dentre os 421 partos assistidos por residentes em enfermagem obstétrica, 54,2% das mulheres eram multíparas, 89,1% tiveram gestação a termo e a maioria (95,5%) foi admitida em fase ativa do trabalho de parto. Os métodos não farmacológicos para alívio da dor mais utilizados foram: técnicas de respiração consciente (86,69%), banho de aspersão (62,94%), deambulação (50,35%), massoterapia (45,36%) e bola suíça (42,28%), respectivamente. O uso dessas tecnologias foi ofertado de maneira educativa, elencando seus objetivos e modo de realização. Além disso, as parturientes tinham o direito de aceitar ou não as condutas, respeitando-se suas vontades. Percebe-se, desse modo, o fortalecimento da autonomia, bem como a corresponsabilização pelo cuidado, visto que a mulher era orientada a participar das decisões relacionadas ao seu trabalho de parto e parto (SOARES et al., 2017). Em relação à integridade perineal, 71,0% sofreu algum grau de laceração, 68,9% com extensão até segundo grau. A atuação do residente é estratégica, tendo papel fundamental na qualificação dos serviços de saúde e na assistência à mulher no processo de parturição. Conclusão: o estudo mostra que a atuação dos residentes possibilita a implementação das boas práticas de assistência ao parto e nascimento com foco na satisfação da mulher, na segurança do paciente e na qualidade da assistência, além da coesão entre os trabalhadores do serviço em prol do cuidado de excelência.

Descritores: Parto Humanizado; Enfermagem Obstétrica; Parto Normal; Internato e Residência. Referências:

1. Ministério da Saúde (BR), Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466 do Conselho Nacional de Saúde de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012 [cited 2019 set 14]. Available from:

http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2013/06_jun_14_publicada_resolucao.html

2. Soares YKC, Melo SSS, Guimarães TMM, Feitosa VC, Gouveia MTO. Satisfação das puérperas atendidas em um centro de parto normal. Rev enferm UFPE on line. 2017; Recife, (11)Supl. 11:4563-4573, nov.

1Doutora. Professora, Departamento de Enfermagem. UFC 2Especialista. Enfermeira. UECE

3Doutora. Professora, Departamento de Enfermagem. UECE 4Mestre. Enfermeira. Maternidade Escola Assis Chateaubriand. UFC 5Mestre. Enfermeira. Maternidade Escola Assis Chateaubriand. EBSERH 6Doutora. Fisioterapeuta. FAMED. UFC

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41280 - Especialização em enfermagem obstétrica fundamentada na metodologia formação, intervenção,

avaliação

Efigenia Aparecida Maciel de Freitas1; Kleyde Ventura de Souza2

Introdução: O princípio de formação /intervenção/avaliação aponta que a formação se dá por intervenções formadoras

no sentido de articular produção do conhecimento, interferência na prática de atenção e gestão, produção de saúde e produção de sujeitos de modo indissociável. Objetivo: descrever a experiência de uma especialização em enfermagem obstétrica fundamentada na metodologia formação/intervenção/avaliação. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de uma especialização organizada pela UFMG em parceira com a UFU, subsidiado pelo Rede Cegonha. Participaram do curso quatro enfermeiras do HCUFU e quatro do Hospital Municipal de Uberlândia-MG, entre outubro de 2016 a dezembro de 2107. Resultados: Durante o curso, através de diagnóstico situacional, foram implantados projetos de intervenções como: acolhimento com classificação de risco, modelo rede cegonha; transformação do pré-parto coletivo em suítes PPP; inserção da enfermeira obstétrica na assistência ao pré-parto com emissão de AIH; instituição do plano de parto como ferramenta para escolha consciente da via de nascimento; elaboração do protocolo de assistência ao parto pela enfermeira obstétrica. Conclusão: Atualmente, um ano e meio após, destacam-se como desdobramentos: a organização e implantação do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica CEEO/UFU, auto-financiado, tendo 22 especializandas(o); a atuação das egressas do CEEOII em seus serviços de origem e como preceptoras, professoras e coordenadora do curso atual; a instituição do plano de parto como política pública municipal, sendo firmada parceria da academia com a rede pública na capacitação das equipes e sensibilização de gestantes para o parto normal com base no plano de parto; a inserção da enfermeira obstétrica na assistência ao parto com emissão de AIH em plantão semanal no HC UFU, e todos os dias da semana no HMMDOLC. Grandes desafios permanecem como: a ampliação e efetividade da assistência compartilhada, a valorização/reconhecimento profissional, entre outras. Vale destacar que o maior hospital do setor privado do município inaugurou recentemente uma nova ala com uma suíte PPP inspirado no modelo PPP do HCUFU, e contratou cinco das especializandas do curso atual. Um movimento jamais vivenciado em um município desassistido pelo setor privado quanto à assistência ao parto normal. O processo de formação, intervenção, avaliação vivenciado neste contexto, foi capaz de gerar grandes movimentos e transformações.

Descritores: Enfermagem Obstétrica a; Formação b; Intervenção c; Avaliação d; Referências:

1. Santos Filho SB. Avaliação e humanização em saúde: aproximações metodológicas. 2a ed. Ijuí (RS) Unijuí; 2010. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Humaniza SUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 4a ed. Brasília

(DF); 2008.

3. Roza MMR, Barros MEB, Guedes RC, Santos Filho SB. A experiência de um processo de formação articulando humanização e apoio institucional no trabalho em saúde. Interface. 2014; 18(1):1041-1052.

1Enfermeira Obstétrica, Doutora em Ciências, Docente. Universidade Federal de Uberlândia 2Enfermeira Obstétrica, Doutora em enfermagem, Docente Universidade Federal de Minas Gerais

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41306 - Causas múltiplas de morte relacionada ao aborto, no período 1996-2016

Rosiane de Oliveira Cunha1; Lívia de Souza Pancrácio de Errico2; Daniela Domingues Guimarães¹; Eunice Francisca Martins2

Introdução: No Brasil, as internações por abortamento registradas na rede hospitalar do SUS evidenciam os problemas

que acometem a saúde sexual e reprodutiva feminina.(1) A mortalidade decorrente dos abortos é influenciada pela subnotificação e subinformação, assim o estudo das causas múltiplas de morte, incorporando as causas básicas e associadas ao óbito, parece ser um método efetivo para melhor mensuração desses óbitos.(2)Objetivo: Analisar a mortalidade relacionada ao aborto no Brasil, no período de 1996 a 2016, sob o enfoque das causas múltiplas de morte.

Método: Estudo de série temporal, com análise secundária de dados de óbitos relacionados ao aborto, provenientes do

Sistema de Informação sobre mortalidade, disponíveis no sitio DATASUS. Foram estudadas características sociodemográficas das mulheres, ano, local de ocorrência, causas básica e associada ao óbito. Será calculada a razão de morte materna (RMM) específica por aborto em cada ano, segundo causa básica e múltipla. Será avaliado o incremento ou decremento das razões, realizada a regressão linear para avaliar a evolução das razões no período, bem como o cálculo do Coeficiente de Correlação de Spearman (p≤0,05). Resultados: No período analisado ocorreram 3.389 óbitos relacionados ao aborto no país, 3,5% dos óbitos maternos. A RMM por aborto variou de 5,02 óbitos para cada 100.000 mulheres em 1996 para 5,32 em 2016, com acréscimo de 5,98% (p≥0,05). A região Sul destaca-se por possuir os menores RMM por aborto e é a única região a apresentar queda das RMM por aborto no período analisado, estatisticamente significativo (p≤0,05). No país, a maior razão dos óbitos ocorreu em mulheres pretas (20,12), seguida das indígenas (11,31), viúvas (31,47), e separada judicialmente (15,38). A maior proporção de óbitos ocorreu na faixa etária de “45 a 49 anos”, apresentando uma RMM por aborto de 37,48 óbitos para cada 100.000. Em relação à escolaridade obteve-se uma razão de 13,13 de “Ignorado”. Excluindo os casos ignorados, os níveis de escolaridade com maiores percentuais foram mulheres sem anos de estudo, RMM por aborto de 9,00. No período estudado obteve-se uma RMM por aborto segundo causa básica e múltipla de 1,17. Conclusão: O abortamento permanece como um problema de saúde pública decorrente de fatores como a ilegalidade e o surgimento de causas que mascaram as mortes maternas e a sua subnotificação. O uso do método de análise de causas múltiplas mostrou-se eficaz para dar maior visibilidade ao aborto.

Descritores: Mortalidade Materna; Vigilância em saúde pública; Atestado de óbito; Saúde da Mulher. Referências:

1. Madeiro, AP, Rufino, AC. Maus-tratos e discriminação na assistência ao aborto provocado: a percepção das mulheres em Teresina, Piauí, Brasil. Ciênc. saúde coletiva, 2017; 22(8):2771-80. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232017228.04252016.

2. Martins EF, Almeida PFB, Paixão CO, Bicalho PG, Errico LSP. Causas múltiplas de mortalidade materna relacionada ao aborto no Estado de Minas Gerais, Brasil, 2000-2011. Cad. Saúde Pública [Internet] 2017; 33(1): e00133115. DOI: http://doi.org/10.1590/0102-311X00133116

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1Enfermeira, Especializanda residente em Enfermagem Obstétrica. Universidade Federal de Minas Gerais 2Enfermeira, Doutora em enfermagem. Universidade Federal de Minas Gerais

Referências

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