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Aula7- HORMÔNIOS VEGETAIS _ 2

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Academic year: 2021

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Ácido abscísico

Um sinal para a maturação de

sementes e anti-estresse

(2)

Introdução

• Na década de 60, nos EUA, Addicott et al.

cristalizaram uma substância que causava

abscisão de frutos de algodão.

• Foi chamada de abscisina II.

• Na década de 60, na Inglaterra , Wareing et al.

extraíram substância que chamaram de dormina,

de gemas de bordo (Acer pseudoplatanus)

mantidas em dias curtos.

• Apresentavam dormência em resposta à

sazonalidade.

• Dormina e abscisina II são nomes anteriores do

ácido abscísico - ABA.

(3)

A indução de abscisão de frutos por ABA

age ativando a síntese de etileno

• ABA é um sesquiterpenóide de 15 carbonos formado por 3 unidades de isopreno. ABA é a única forma natural e ativa.

(4)

Locais de síntese

• Todas as células vivas, desde ápice caulinar ao ápice radicular. • Presente nas seivas de xilema, floema e em nectários.

• Tecidos submetidos ao estresse hídrico ambiental e sementes em desenvolvimento.

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Transporte e mecanismo de ação

• Transportado das folhas para raízes via floema.

• De raízes à parte aérea via xilema.

• Também através de células parenquimáticas.

• Dois tipos de respostas:

– Rápidas – alterações de fluxo de íons e de balanço hídrico.

• Ocorrem poucos minutos após aumento de ABA endógeno.

• Exemplo de resposta rápida: fechamento estomático devido ao estresse hídrico.

– Lentas - alterações na expressão gênica- demoram algumas horas

para ocorrer.

(6)

Efetores ( E2) : PLD= fosfolipase D; canais de K+, canais de CA 2+, outros.

Modelo esquemático de sinalização de ABA mediada por GCR.

GCR2

(7)

Modelo de ação e receptores

• Proteína receptora (GCR) ligada à proteína G na membrana plasmática e ao ABA em Arabidopsis.

• Ligação de ABA ao receptor substitui GDP por GTP na sub-unidade α da proteína G.

• A seguir, GCR se separa de G.

• A sub-unidade α da proteína G se separa e liga-se a uma molécula efetora para induzir as respostas.

(8)

Principais efeitos fisiológicos

• Fechamento de estômatos induzido por estresse hídrico. • Dormência de sementes e gemas

• Inibição de viviparidade.

(9)

EFEITO DO ABA NO FECHAMENTO

ESTOMÁTICO

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 Modelo dos balões para explicar o papel das paredes celulares das células guardas na sua abertura.

 Os polissacarídeos formam espessamentos radiais.

 Quando as células guardas ficam túrgidas, esses espessamentos puxam para dentro o poro estomático e o estômato abre.

(11)

ABA e fechamento estomático durante estresse

hídrico

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Fechamento de estômatos durante estresse hídrico

• Raízes de plantas sob estresse hídrico sintetizam altos níveis de ABA (pode aumentar 40 X).

• ABA– é enviado às células guardas dos estômatos.

• Células guardas têm receptor de ABA na superfície externa da membrana plasmática que abrem os canais de Ca2+;

• Ocorre perda de íons K+, Cl- e Malato- pelas células guardas

em resposta ao aumento de ABA.

• Ocorre então redução da água das células guardas.

• Ocorre também redução de potencial de pressão (  p) ou pressão de turgescência.

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Resumo da movimentação de íons responsável pela abertura e fechamento estomático

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Desenvolvimento de sementes

• Picos de ABA são verificados no final de embriogênese e início da maturação das sementes.

• ABA induz transporte de fotoassimilados para sementes em desenvolvimento e embriões em crescimento.

• Síntese de proteínas de armazenagem em sementes.

• Proteínas de proteção contra desidratação: RAB (que respondem ao ABA) e DHN (deidrinas) em Arabidopsis thaliana.

(17)

Controle da germinação precoce e dormência.

• ABA evita viviparidade, ou seja germinação precoce do embrião ainda nos frutos.

• Mutantes deficientes ou insensíveis ao ABA mostram viviparidade.

• Exemplos: milho, tomate, ervilha, batata, cevada, Arabidopsis,

Nicotiana.

• Mutantes de milho mostram bloqueio na síntese de carotenóides e níveis muito reduzidos de ABA causando viviparidade.

(18)

Espigas de milho contendo mutantes vivíparos, insensíveis ou deficientes em ABA À esquerda, mutantes deficientes em ABA. À direita, mutantes insensíveis ao ABA.

As cariopses pretas possuem antocianinas, cuja síntese é induzida pelo ABA e as amarelas não contém antocianinas.

(19)

Giberelinas ativam enzimas hidrolíticas necessárias para a germinação

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ABA E A PROMOÇÃO DA

SENESCÊNCIA FOLIAR

(21)

Promoção de senescência foliar

• ABA promove a senescência foliar independentemente do etileno.

• Acelera senescência foliar de folhas intactas e segmentos.

• Em mutantes de Arabidopsis insensíveis ao etileno, o ABA estimulou o amarelecimento, ou clorose em ambos, o selvagem e o mutante.

• Há interação com vários outros grupos de hormônios.

• Altos níveis de AIA foliar retardam senescência. • Altos níveis de citocininas retardam.

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ETILENO

(24)

Histórico

• Na china milenar já se sabia que os frutos colhidos “de vez” amadureciam mais rapidamente quando armazenados em uma sala onde se queimava incenso.

• No século XIX (1864), quando o gás produzido pelo carvão era utilizado para a iluminação das ruas, foi observado que as

árvores que se encontravam próximas aos postes de iluminação perdiam mais folhas que as demais.

• GANE, em 1934, mostrou que plantas eram capazes de

produzir ETILENO e que este composto era o responsável pelo amadurecimento de frutos. Sendo, então, considerado um

hormônio vegetal.

• O etileno é um produto da combustão incompleta de

compostos ricos em carbono (petróleo, carvão, gás natural, gasolina, óleo diesel).

(25)

Estrutura química

• É o mais simples dos hormônios vegetais e se

apresenta sempre na forma gasosa.

(26)

Síntese de Etileno

• A produção de etileno aumenta durante a

abscisão foliar, a senescência de flores e o

amadurecimento de frutos climatéricos;

• Além disso, escuro, injúria mecânica, doenças

e estresses fisiológicos (causados por

congelamento, alagamento, alta temperatura

e déficit hídrico) induzem a síntese de etileno.

• É responsável pela formação do gancho

plumular (resposta tríplice)

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Gancho Plumular

• Em espécies com germinação hipógea

(os cotilédones permanecem

enterrados), a plúmula emerge

curvada em direção ao solo,

protegendo o meristema apical

durante o crescimento sob o solo.

• A formação do gancho é estimulada

por uma produção localizada de

etileno na ápice da plântula.

• Na presença da luz, o gancho se

desdobra (efeito mediado pelo

fitocromo).

(28)

Mutante etr1 de

Arabidopsis insensível a

etileno.

Plantas foram crescidas durante 3 dias no escuro na presença de etileno.

(29)

Etileno e a Epinastia

• Epinastia é a curvatura das folhas para baixo,

devido ao maior alongamento das células do

lado superior do pecíolo que do lado inferior.

• As Auxinas induzem a síntese de Etileno e este

inibe o crescimento na parte inferior.

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A abscisão de folhas e frutos é um

processo natural

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Efeitos da Prata (Ag+) sobre a senescência de flores de crava Inibidores da ação do etileno

Íons de prata (Ag+) aplicados na forma de nitrato de prata (AgNO

3) ou como tiosulfato de prata [AgS2O3)23-] são inibidores potentes da ação do etileno.

(35)

ETILENO E O AMADURECIMENTO

DE FRUTOS

(36)

Frutos Climatéricos e Não-climatéricos

• O etileno pode promover o amadurecimento de

alguns frutos. Esse frutos exibem um aumento

característico de sua taxa respiratória antes do

amadurecimento, chamada de fase do climatério.

São frutos climatéricos: o tomate, a maçã, o abacate,

a banana.

• Outros frutos, como os citrus e a uva, não

apresentam a fase de aumento da produção de

etileno e respiração e são chamados de frutos

não-climatéricos.

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Amadurecimento

• Mudança na cor, textura e aumento de

açúcares nos frutos.

• Nos frutos climatéricos, o pico respiratório

ativa a produção de etileno que induz da

expressão gênica de proteínas envolvidas em

modificações no metabolismo de carboidratos

(transformação de amido em açucares

solúveis) e da parede celular (degradação de

componentes da parede por

(38)
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(40)

Vamos pensar

• O que você faz para o abacate amadurecer

mais rápido?

• Porque maças vem embaladas com papel

seda?

• Porque nunca guardamos bananas na

geladeira ou em sacos?

(41)

Armazenamento do fruto em

atmosfera controlada

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