UNIVERSIDADE F E D E R A L D E CAMPINA GRANDE
C E N T R O D E FORMAQAO D E P R O F E S S O R E S
UNIDADE ACADEMICA D E EDUCAQAO
C U R S O D E PEDAGOGIA
ENSINO DE A R T E : I M P O R T A N C E DA A R T E NO P R O C E S S O
ENSINO APRENDIZAGEM
ANALIANE F E R N A N D E S DA SILVA SUCUPIRA
C A J A Z E I R A S - P B
DEZEMBRO -2010
ENSINO DE ARTE: IMPORTANCE DA ARTE NO PROCESSO
ENSINO APRENDIZAGEM
Monografia apresentada ao Curso de Pedagogia, do Centro de Formagao de Professores da Universidade Federal de Campina Grande como requisito parcial para conclusao de Curso.
Orientadora: Prof3. Ms. Debia Suenia da Silva Sousa
C A J A Z E I R A S - PB DEZEMBRO - 2010
para c o m p r e e n d e r e superar a s dificuldades existentes d u r a n t e t o d o a m i n h a c a m i n h a d a .
A o s m e u s pais, eternos e d u c a d o r e s , responsaveis peio q u e s o u hoje.
A o m e u e s p o s o , peio carinho e apoio.
AGRADECIMENTOS
A D e u s , m e s t r e d e t u d o . A o m e u e s p o s o , por e n t e n d e r m u i t a s v e z e s a m i n h a a u s e n c i a , d e v i d o a n e c e s s i d a d e d e realizar a s atividades a c a d e m i c a s . S e n d o u m c o m p a n h e i r o d e t o d a s a s h o r a s , m e d a n d o a p o i o e tranquilidade n o s m o m e n t o s m a i s dificeis d u r a n t e a m i n h a c a m i n h a d a .A o s m e u s pais, q u e d u r a n t e t o d o o curso m e d e r a m a p o i o , incentivo e
c o n s e l h o s para a m i n h a construgao p e s s o a l e a c a d e m i c a .
A m i n h a s o g r a , q u e s e m p r e m e a p o i o u e contribuiu para a c o n c r e t i z a c a o desta
e t a p a , m e d a n d o forca e n u n c a n e g o u s u a ajuda.
A o s m e u s irmaos, q u e s e m p r e t o r c e r a m por m i m .
A J o s i a n e , g r a n d e a m i g a , q u e n u n c a m e d i u e s f o r c o para m e ajudar, orientar e
c e d e r o s e u t e m p o para m e ouvir e aconselhar.
A m i n h a orientadora, Prof3. M s . D e b i a S u e n i a d a Silva S o u s a , q u e c o m
r e s p o n s a b i l i d a d e e c o m p e t e n c i a orientou c o m e x c e l e n c i a o m e u trabalho,
s e m p r e m o s t r a n d o s e r e n i d a d e e disponibilidade e m m i m atender.
A professora d e L i n g u a P o r t u g u e s a Frabricia S o a r e s Silveira d e Oliveira, q u e
se d i s p o s e m revisar o t r a b a l h o a c a d e m i c o , c o m responsabilidade e
g e n e r o s a m e n t e .
yNi yEo c 5 tDa n E CC^ERAL D E CAMPiNA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORS
B1BU0TECA SET0R1AL
ha f o r m a mais segura d e s e unir a e l e d o q u e a arte."
J o h a n n G o e t h e U N ' \ ' E ° $,DAPC PTRR>ERAL
DECAMPiNA GRANDE CENTRO DE FORMAQAO DE PROFESSORES
BIBUOTECA SETORIAL
RESUMO
O p r e s e n t e trabalho tern por objetivo e n f o c a r o E n s i n o de Arte: i m p o r t a n c i a d a
arte no p r o c e s s o e n s i n o a p r e n d i z a g e m . O referido e s t u d o b u s c o u c o n h e c e r a
realidade d o e n s i n o d e arte na e s c o l a publica, b e m c o m o a c o m p r e e n s a o d o s d i s c e n t e s sobre a arte, a l e m d e discutir o e n s i n o d e arte e s u a s diferentes linguagens, v i s a n d o a f o r m a c a o d o a l u n o e n q u a n t o produtor cultural. C o m b a s e na p e s q u i s a d e e s t u d o d e c a s o , q u e s e caracteriza por ser o e s t u d o d e u m f e n o m e n o e m particular, d e n t r o d a a b o r d a g e m qualitativa, pois p r e o c u p o u - s e c o m a c o m p r e e n s a o e a interpretagao d o f e n o m e n o , c o n s i d e r a n d o o significado q u e os outros d a o as s u a s praticas. Para a realizacao d o e s t u d o f o r a m utilizados c o m o instrumentos d e coleta d e d a d o s a o b s e r v a c a o , entrevistas, a l e m d e f o n t e s d o c u m e n t a i s , a p o r t a d a s na Nova Historia Cultural q u e a l a r g a m o c o n c e i t o d e f o n t e s d e p e s q u i s a . T r a t a - s e d e u m trabalho q u e b u s c o u d e s e n v o l v e r atividades q u e c o n t e m p l e m os principios a p r e s e n t a d o s a o longo d a s atividades d e s e n v o l v i d a s no Estagio S u p e r v i s i o n a d o e m D o c e n c i a t e n d o e m vista a m e l h o r i a d a f o r m a c a o d o s a l u n o s , por m e i o d o e n s i n o d e arte, e o principio d a indissociabilidade entre e n s i n o e p e s q u i s a . C h e g a - s e a c o n c l u s a o q u e a perspectiva d o trabalho proporcionou u m r e d i m e n s i o n a m e n t o na p r o d u c a o d e c o n h e c i m e n t o s e na f u n d a m e n t a c a o teorico-metodologica d o e n s i n o d e A r t e p o d e n d o ser u m m e i o d e c o m p r e e n s a o e reflexao d a realidade d i d a t i c o - p e d a g o g i c a e socio-cultural, u m a v e z q u e a arte e f u n d a m e n t a l para a f o r m a c a o d o ser h u m a n o .
T h i s p a p e r a i m s t o f o c u s o n t h e T e a c h i n g of Art: t h e i m p o r t a n c e o f art in the
l e a r n i n g p r o c e s s . T h i s s t u d y investigates t h e reality of t e a c h i n g art in public
s c h o o l s , a s well a s t h e u n d e r s t a n d i n g of students about art, a n d discuss t h e t e a c h i n g o f a r t a n d its different l a n g u a g e s , a i m e d a t training t h e student a s a cultural producer. B a s e d o n c a s e study r e s e a r c h , w h i c h is characterized by t h e study of a particular p h e n o m e n o n within a qualitative a p p r o a c h , b e c a u s e it w a s c o n c e r n e d with u n d e r s t a n d i n g a n d interpretation of t h e p h e n o m e n o n , considering t h e significance that others t a k e their practices. T o c o n d u c t t h e study w e r e used a s instruments for d a t a collection o b s e r v a t i o n , interviews, a n d d o c u m e n t a r y s o u r c e s , ported in N e w Cultural History, w h i c h e x t e n d t h e c o n c e p t of s o u r c e s . T h i s is a w o r k t h a t s e e k s t o d e v e l o p activities that a d d r e s s t h e principles p r e s e n t e d t h r o u g h o u t t h e activities carried o u t in S u p e r v i s e d T e a c h i n g in order t o i m p r o v e t h e training of s t u d e n t s t h r o u g h arts e d u c a t i o n , a n d t h e principle of indivisibility o f t e a c h i n g a n d research . W e c o m e t o t h e c o n c l u s i o n that t h e prospect of w o r k provided a n e w f o c u s o n t h e production of k n o w l e d g e a n d theoretical a n d m e t h o d o l o g i c a l basis o f t h e t e a c h i n g of art c a n b e a m e a n s of u n d e r s t a n d i n g a n d reflection o f reality didactic-pedagogic a n d socio-cultural, since t h e art is essential f o r t h e formation o f h u m a n begins.
K e y w o r d s : T e a c h i n g art. G r a d u a t i n g s t u d e n t s . E x p e r i e n c e o f t h e stage.
DE CAMPiNA GRANDE
CENTRO DE FORMAQAO DE PRGFESSGRES
BIBUOTECA SET0R1AL
LISTA D E S I G L A S
C F P - C e n t r a d e F o r m a c a o d e Professores. P C N - P a r a m e t r o s Curriculares N a c i o n a i s . P P P - Projeto Politico P e d a g o g i c o P R O B E X - P r o g r a m a d e bolsa d e E x t e n s a o . U F C G - U n i v e r s i d a d e Federal d e C a m p i n a G r a n d e . yN > V E, ,s,C An c P C^ E R A L DE CAMPiNA GRANDECENTRO DE FORMAQAO DE PROFESSORES 8IBU0TECA SETOR1AL
Fotografia 1 - M o m e n t a d e c o n t a c a o d e historia. 2 0 1 0 4 1 Fotografia 2 - Diario d e aula realizado pelos a l u n o s . 2 0 1 0 4 2 Fotografia 3 - D e m o n s t r a c a o d e a l u n o d r a m a t i z a n d o a historia A C o e l h i n h a
A t r a p a l h a d a 4 3 Fotografia 4 - A l u n o s e professora estagiaria na a p r e s e n t a c a o d a historia a
C o e l h i n h a t r a p a l h a d a 4 4 Fotografia 5 - E x p o s i c a o d a s atividades realizadas pelos d i s c e n t e 4 5
Fotografia 6- E x p o s i c a o d o s t r a b a l h o s realizados pelos a l u n o s 4 5 Fotografia7 - Diversidades de estrategias para trabalhar os c o n t e u d o s 4 6
Fotografia8 - Palestra sobre a Patria 4 7 Fotografia 9 - A t i v i d a d e relacionada a palestra 4 8
SUMARIO
INTRODUgAO 11
CAPITULO i - PERCURSO METODOLOGICO 14
1.1 P r o c e d i m e n t o s m e t o d o l o g i c o s 15 1.2 Instrumentos d e coleta d e d a d o s 17 1.2.1 O b s e r v a c o e s e entrevistas no e s p a g o e s c o l a r 18
1.3 T i p o d e pesquisa 19
CAPITULO II — O ENSINO DE ARTE EM SUAS DIVERSAS
FACES 21
2.1 A visao d e arte por m e i o d a retrospectiva historica 2 2 2.2 O s u r g i m e n t o d a obrigatoriedade n o ensino d a arte..., 2 5 2.3 A importancia d a qualificacao profissional n o e n s i n o d e arte 2 7
2.4 D e s e n v o l v i m e n t o intencional d a s atividades artisticas realizada n a
escola ....29
CAPITULO ill - DISCUSSAO E REFLEXAO SOBRE O PENSAR
DO DISCENTE EM REALQAO A ARTE 31
3.1 C o n h e c i m e n t o d o s e d u c a n d o s s o b r e a arte 3 2 3.2 C o m o o e n s i n o d a arte e realizado e m sala d e a u l a . 3 3
3.3 C o n h e c i m e n t o d o s a l u n o s sobre o s tipos d e atividades artisticas 3 4
3.4 Significado d o d e s e n h o realizado peio a l u n o ....35 3.5 Contribuigoes d o e n s i n o d e arte para a p r e n d i z a g e m d o e d u c a n d o 3 6
CAPITULO IV - VIVENCIA DO ESTAGIO: ABORDAGEM DAS
PERSPECTIVAS PARA O ENSINO DE ARTE 38
4.1 A importancia d o estagio s u p e r v i s i o n a d o 3 9 4.2 Relato d o d e s e n v o l v i m e n t o d a s atividades d o estagio e m encontro c o m o
objeto d e e s t u d o : O e n s i n o d e arte: Importancia d a arte n o p r o c e s s o e n s i n o
a p r e n d i z a g e m , 4 1
CONCLUSAO 51
REFERENCES 53
ANEXOS 55
D E CAMPiNA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORS 6IBU0TECA SET0R1AL
A motivagao d a e s c o l h a d o t e m a para a eonstrucao d o trabalho m o n o g r a f i c o intitulado: E n s i n o d e A r t e : i m p o r t a n c i a d a a r t e n o p r o c e s s o e n s i n o a p r e n d i z a g e m a d v e m d a participacao no projeto d e e x t e n s a o relacionado a arte, o E D U C A R T E , d e s e n v o l v i d o pela U n i d a d e A c a d e m i c a d e Ciencias Socials d o C F P / U F C G e v i n c u l a d o a o ( P R O B E X / U F C G ) q u e tern o proposito d e criar e s p a g o s d e estudo d o e n s i n o d e arte para os p r o f e s s o r e s d a n d o a o p o r t u n i d a d e d a qualificagao e d e u m a f o r m a c a o c o n t i n u a .
Neste sentido, surgiu a curiosidade e a n e c e s s i d a d e d e investigar c o m o o e n s i n o d e arte e d e s e n v o l v i d o na e s c o l a publica, para caracterizar q u e tipos d e atividades artisticas s a o d e s e n v o l v i d a s c o m os a l u n o s , o b s e r v a r a r e a c a o d o s discentes diante a utilizacao d a s d i v e r s a s habilidades artisticas e c o m o estas refletem no d e s e n v o l v i m e n t o d a a p r e n d i z a g e m d o s e d u c a n d o s , e ainda analisar a importancia d a disciplina arte m e d i a n t e as d e m a i s disciplinas existentes.
A l e m d i s s o , por ser u m a d o c e n t e e m f o r m a c a o e j a e m exercicio d a profissao, q u e prima pela q u a l i d a d e e c o m p r o m i s s o d e u m a e d u c a c a o f o r m a d o r a d e opinioes, d e g e r a c o e s q u e s a i b a m refletir e questionar s o b r e os a c o n t e c i m e n t o s a s u a volta.
A p e s q u i s a s o b r e o e n s i n o d e arte foi d e s e n v o l v i d a na Escola Estadual d e Ensino F u n d a m e n t a l d e D e m o n s t r a c a o d e S o u s a , na c i d a d e d e S o u s a P B , no 2 ° a n o , no t u r n o m a n h a , para analisar c o m o ocorre o d e s e n v o l v i m e n t o d a disciplina, s e e realizada a p e n a s c o m o d e s e n h o livre o u c o m outras atividades q u e e n v o l v e m a arte, pois e s t a materia d e e n s i n o e obrigatoria e esta no curriculo escolar, e partindo d e s s e e s t u d o verificar se o e n s i n o d e arte tern a m e s m a relevancia q u e a s d e m a i s disciplinas.
Faz necessaria esta p e s q u i s a por p e r c e b e r q u e m u i t o s professores d e s c o n h e c e m a importancia d a l i n g u a g e m artistica para a f o r m a c a o d o sujeito critico e reflexivo, o u a i n d a pela falta d e u m a p r o f u n d a m e n t o teorico sobre o e n s i n o d e arte e s u a s contribuigoes para o d e s e n v o l v i m e n t o d o discente.
A arte d e v e ser t r a b a l h a d a no p r o c e s s o d e e n s i n o a p r e n d i z a g e m d e m a n e i r a intencional v i s a n d o o d e s e n v o l v i m e n t o d a s habilidades sociais, m o t o r a s , logicas, afetivas, o p e n s a m e n t o critico e reflexivo d a crianga diante d a s m a n i f e s t a g o e s artisticas.
U N 'v t : r ?S,C '4. — p r n>ERAL
DE CAMPiNA* GRANDE
12
N e s s a perspectiva a e l a b o r a c a o d o trabalho se d e u atraves d o s s e g u i n t e s q u e s t i o n a m e n t o s :
Q u a i s o s c o n h e c i m e n t o s d o s e d u c a n d o s s o b r e a arte? C o m o o e n s i n o d e arte e realizado e m sala d e aula?
Quais o s tipos d e atividades artisticas q u e os a l u n o s tern c o n h e c i m e n t o ? Q u a l o significado do d e s e n h o realizado peio e d u c a n d o ?
Q u e c o n t r i b u t e s o e n s i n o d e arte propicia para a a p r e n d i z a g e m d o e d u c a n d o ?
Diante d o s propositos a c i m a m e n c i o n a d o s , acredita-se q u e este trabalho contribuira para o c r e s c i m e n t o f o r m a t i v o d o s p r o f e s s o r e s e d o s a l u n o s , visto q u e proporcionara u m a pratica m a i s contextualizada e orientada e m teorias possibilitando u m novo olhar para o e n s i n o da arte.
E m sua estrutura a m o n o g r a f i a e f o r m a d a por capitulos, c o n s i d e r a c o e s finais, referencias e a n e x o s .
O primeiro capitulo a b o r d a a q u e s t a o m e t o d o l o g i c a d o t r a b a l h o , o u seja, o p e r c u r s o para o d e s e n v o l v i m e n t o d o m e s m o , o local da p e s q u i s a , o s sujeitos d a p e s q u i s a , o s instrumentos utilizados para coleta d o s d a d o s : o b s e r v a c a o e entrevista, o tipo d e p e s q u i s a , sua a b o r d a g e m .
O s e g u n d o capitulo traz i n f o r m a c o e s sobre o e n s i n o d a arte e m s u a s d i v e r s a s f a c e s , no q u a l retrata a retrospectiva historica da arte, sua obrigatoriedade, a s s i m c o m o a importancia d a disciplina para o d e s e n v o l v i m e n t o d a i m a g i n a c a o , a criatividade e as habilidades d o s discentes, v i s a n d o a intencionalidade d a s atividades aplicadas.
E o terceiro capitulo, v e m discutir e refletir s o b r e o p e n s a r d o d i s c e n t e e m relacao a arte, por m e i o d a analise d o s d a d o s , no q u a l , m e d i a n t e as falas d o s d i s c e n t e s f o r a m c o n s t r u i d a s categorias para analise. A s categorias f o r a m divididas nos s e g u i n t e s t o p i c o s , o conhecimento do educando sobre a arte; t r a t a n d o s o b r e a c o m p r e e n s a o q u e o d i s c e n t e possui e m relacao a arte, ou seja c o m o v e e m a arte;Para o s e g u n d o topico foi c o n s t r u i d a a categoria: c o m o o e n s i n o d a arte e realizado e m sala, aqui b u s c o u analisar s e existe o d e s e n v o l v i m e n t o d o e n s i n o d e arte e m sala, visto q u e , e u m c o m p o n e n t e curricular obrigatorio; A i n d a , no terceiro m o m e n t o analisou-se o c o n h e c i m e n t o d o s a l u n o s s o b r e o s tipos d e atividades artisticas, o qual verifica a falta d e a p r o f u n d a m e n t o d e s t e e n s i n o n o a m b i t o escolar;
O quarto m o m e n t o v e m tratar s o b r e : o significado d o d e s e n h o para os discentes, neste m o m e n t o , b u s c o u analisar o d e s e n v o l v i m e n t o d o p e n s a m e n t o artistico d o discente d u r a n t e a e x e c u c a o d e s u a s atividades artisticas; E por ultimo, a p r e s e n t a as c o n t r i b u t e s d o e n s i n o d e arte p a r a a p r e n d i z a g e m d o e d u c a n d o , c o m o fito d e d e m o n s t r a r a c o l a b o r a c a o q u e o e n s i n o d e arte p o d e d e s e n v o l v e r para a p r e n d i z a g e m d o discente, a o ser e x e c u t a d a c o m intencionalidade, f a v o r e c e n d o a f o r m a c a o integral d o e d u c a n d o .
Para finalizar, o quarto capitulo traz u m a a b o r d a g e m s o b r e a importancia do d e s e n v o l v i m e n t o d o estagio e m d o c e n c i a , s e n d o e s t e u m m o m e n t o para analisar as atividades d e s e n v o l v i d a s d u r a n t e o estagio, d a n d o e n f o q u e ao objeto d e e s t u d o : O e n s i n o d e a r t e : I m p o r t a n c i a d a a r t e n o p r o c e s s o e n s i n o a p r e n d i z a g e m .
CAPITULO I
1. P E R C U R S O METODOLOGICO
O p e r c u r s o m e t o d o l o g i c o s e refere ao c a m i n h o trilhado para q u e s e atinjam o s objetivos definidos. Portanto n e s s e m o m e n t o , explicitam-se o local d a p e s q u i s a , o s sujeitos d a p e s q u i s a , o s i n s t r u m e n t o s , a a b o r d a g e m e a s f o n t e s d e pesquisa q u e f o r a m utilizados na m e s m a .
UifVG^S'CADE Pc' 1 E R A L
D E CAMPiNA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES B1BL10TECASET0RIAL
1.1 P r o c e d i m e n t o s m e t o d o l o g i c o s
A p e s q u i s a foi realizada na Escola Estadual d e Ensino F u n d a m e n t a l d e D e m o n s t r a c a o d e S o u s a , na c i d a d e d e S o u s a , na t u r m a d o 2 ° a n o d o t u r n o matinal d o Ensino F u n d a m e n t a l e m dois m o m e n t o s . N o primeiro m o m e n t o f o r a m feitas o b s e r v a c o e s e entrevistas c o m e d u c a n d o s e u m a aula teste. O s e g u n d o m o m e n t a foi a realizacao d o estagio S u p e r v i s i o n a d o .
A s s i m , a pesquisa foi realizada na t u r m a , d o 2 ° a n o d a s series iniciais d o Ensino F u n d a m e n t a l d o t u r n o m a n n a , c o m 8 a l u n o s d e u m universo d e 2 9 , c o m idades entre 7 e 8 a n o s d e idade, s e n d o 3 m e n i n o s e 5 m e n i n a s .
O s sujeitos d a p e s q u i s a s e r a o m e n c i o n a d o s d u r a n t e a analise d o s d a d o s por m e i o d e identificacoes ficticias, cujos s e u s n o m e s serao m a n t i d o s e m sigilo para r e s g u a r d a r a identidade d e s t e s .
A p e s q u i s a s e e n q u a d r a na a b o r d a g e m qualitativa, q u e se p r e o c u p a r a c o m a c o m p r e e n s a o d o s d a d o s e a analise d o s m e s m o s . C o m o afirma G o n s a l v e s :
A pesquisa qualitativa preocupou-se com a compreensao, com a interpretacao do fenomeno, considerando o significado que os outros dao as suas praticas, o que impoem ao pesquisador a uma abordagem hermeneutica. (2003.p.61).
A t r a v e s d a a b o r d a g e m e s c o l h i d a a p e s q u i s a direcionara s e u olhar nao p a r a a q u a n t i d a d e d e d a d o s obtidos, m a s na q u a l i d a d e d o s d a d o s colhidos para a c o m p r e e n s a o d o objeto d e e s t u d o , d a n d o sentido a o contexto, a s palavras, a o s g e s t o s e e x p r e s s o e s d o s envolvidos na p e s q u i s a .
Para a analise d o s d a d o s utilizou-se o m e t o d o d e Bardin (1977), atraves da analise d e c o n t e u d o q u e consiste e m agrupar e analisar i n f o r m a c o e s significativas para os sujeitos envolvidos. O u seja,
A analise de conteudo aparece como um conjunto de tecnicas de analise das comunicacoes, que utiliza procedimentos sistematicos e objetivos de descricao do conteudo das mensagens. (BARDIN, 1977. p.38).
UNIVEPS'DAOE ^ E R A t
DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES 8I8UOTECA SETORIAL
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Este m e t o d o v e m d e s c r e v e r o s resultados e a s d i s c u s s o e s d a s entrevistas, a p o s a s leituras d o s discursos d o s discentes, u m a v e z q u e s a o c o n s t r u i d a s categorias c o m b a s e n a verbalizacao d o s e n v o l v i d o s e m s e g u i d a , c o n f r o n t a d a s n o s a u t o r e s t r a b a l h a d o s no d e c o r r e r d a p e s q u i s a .
A i n d a , c o m o f o n t e d e p e s q u i s a , utilizou-se, o s d e p o i m e n t o s d a s estagiarias q u e f o r a m proferidos d u r a n t e a socializagao d o estagio, n o qual s u a s l e m b r a n c a s , s u a s m e m o r i a s f o r a m utilizadas c o m o f o n t e s orais, p o r m e i o d o s d e p o i m e n t o s . Pois a partir d a oralidade, n a r r a m o s a historia e para a s s i m registra-la. E,
[...] o maior desafio da historia oral [...] e contribuir para que as lembrancas continuem v i v a s e atualizadas, nao se transformando em exaltacao ou critica pura e simples do que passou, mas sim em meio de vida, e m procura permanente de escombros, que possam contribuir para estimular e reativar o dialogo do presente com o passado (NEVES, 2003.p.14).
Desta f o r m a , n a o h a m e l h o r m a n e i r a d e s u s t e n t a r esta historia, e s s a s l e m b r a n c a s , m e m o r a n d o - a s p o r m e i o d a s narrativas escritas, o u seja, d a s fontes d o c u m e n t a i s .
T a m b e m , e n c o n t r a respaldo teorico m e t o d o l o g i c o n a N o v a Historia Cultural, no q u a l s a o fontes d e p e s q u i s a a s narrativas descritas n o diario d e c a m p o relacionado a vivencia d o Estagio S u p e r v i s i o n a d o , b e m c o m o a s atividades feitas c o m o s e d u c a n d o s . Estas s e e n c o n t r a m o r g a n i z a d a s e m u m portfolio q u e s e consolida c o m o m a i s u m a f o n t e d e p e s q u i s a . Pois, N e v e s s u s t e n t a q u e :
[...] nenhuma historia, enquanto processo e construcao da trajetoria da humanidade ao longo dos tempos, e oral. A historia da humanidade, em sua concretude, constitui-se pela inter-relacao de fatos, processos e dinamicas que, atraves da diaietica, transformam as condicoes de vida do ser humano ou as mantem como estao. (2003.p. 02).
Diante desta afirmativa, verifica-se a importancia d o s registros d a m e m o r i a d o presente, pois s a o p o r m e i o d o s fatos escritos q u e c o n s t r u i m o s a historia, d e m o n s t r a n d o a relevancia d e s t a fonte d e pesquisa.
DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES
BiBLlOTECASETORIAL
A perspectiva d e trabalhar c o m as narrativas nos d e u s u p o r t e para v i s u a i i z a r m o s e a n a l i s a r m o s melhor a n o s s a propria f o r m a c a o , a n o s s a trajetoria percorrida a t e o m o m e n t o presente. O u seja: "trata-se [...] d e u m dialogo entre a pratica vivida e as c o n s t r u c o e s teoricas f o r m u l a d a s nestas vivencias. E a ideia de acao-reflexao [...)" ( C U N H A , 1998, p. 4 2 ) .
Esta f o n t e d e pesquisa proporciona a o sujeito colher m a i s detalhes d e s e u objeto d e e s t u d o , a l e m d e levar a refletir e r e c o n h e c e r - s e c o m o profissional educador, pois, problematiza e constroi s u a trajetoria d e vida, pessoal, profissional e a c a d e m i c o .
Outra fonte d e p e s q u i s a utilizada foi a fotografia, s e n d o esta u m a m e m o r i a visual, q u e fala por si, revelando na i m a g e m a l e m b r a n c a e os f a t o s v i v e n c i a d o s . Por m e i o d a fotografia volta-se a o m o m e n t o vivido, r e v e n d o o q u e h o u v e no p a s s a d o . E c o m o :
Refazer de novo o caminho do aparelho psiquico-fotografico sem fim. Atravessar as camadas os extratos, como o arqueologo. Uma foto nao passa se uma superficie. Nao tern profundidade, mas uma densidade fantastica. Uma foto sempre esconde outra atras dela, sob ela, em torno dela. Questao de tela. (DUBOIS, 1994.p.326 apud COSTA 2010.p.13).
Esta f o n t e d e pesquisa t a m b e m v e m colaborar c o m o s d e t a l h e s , q u e f i c a r a m d e s p e r c e b i d o s p r o p o r c i o n a n d o ao sujeito u m a visao a m p l a d o s a c o n t e c i m e n t o s vividos a l e m d a i m a g e m oportunizar a s l e m b r a n c a s d o p a s s a d o .
1.2 I n s t r u m e n t o s d e c o l e t a de d a d o s
C o m o instrumentos d e coleta d e d a d o s f o r a m utilizados a o b s e r v a c a o e m sala d e aula e entrevista semi-estruturada, no q u a l , c o n s i d e r a - s e o s e g u n d o instrumento ideal, por possibilitar m a i s flexibilidade nas respostas.
Estes instrumentos f o r a m escolhidos por estar a s s o c i a d o s , e por permitir ao p e s q u i s a d o r u m a a p r o x i m a c a o c o m m a i s q u a l i d a d e d o objeto p e s q u i s a d o . Isso e d e m o n s t r a d o por G o n s a l v e s q u a n d o afirma q u e : "A o b s e r v a c a o e u m a tecnica muito utilizada, principalmente p o r q u e p o d e ser a s s o c i a d a a outros p r o c e d i m e n t o s , por
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e x e m p l o , a entrevista." (2003.p.58). E a i n d a para reforcar a associagao d e s t e s i n s t r u m e n t o s G o n s a l v e s a f i r m a : "a entrevista e u m a d a s tecnicas m a i s s i m p l e s , c o n h e c i d a s e utilizadas na p e s q u i s a e d u c a c i o n a l . A s s i m c o m o a o b s e r v a c a o permite o contato direto d o p e s q u i s a d o r c o m o entrevistado, para q u e u m p o s s a responder a s p e r g u n t a s feitas peio outro" (2003.p.61).
O s a l u n o s o b s e r v a d o s f o r a m e s c o l h i d o s para a entrevista por m e i o d e sorteio, e n t r e os sorteados e s t a v a m tres m e n i n o s e cinco m e n i n a s . O s alunos no m o m e n t o d a entrevista m a n t i v e r a m - s e pensativos, e x p r e s s a r a m - s e c o m g e s t o s , a l e m d a fala. Logo, p e r c e b e - s e q u e o tipo d e entrevista escolhida f a v o r e c e u para u m a abertura e a p r o f u n d a m e n t o maior d a s s u a s respostas. Interessante q u e n e n h u m a l u n o se r e c u s o u d e participar d a entrevista pela m e s m a ser g r a v a d a , ao contrario a maioria d a sala quis ser entrevistado.
1.2.1 O b s e r v a c o e s e e n t r e v i s t a s n o e s p a c o e s c o l a r
P a r a u m m e l h o r r e c o n h e c i m e n t o e a p r o x i m a c a o d o a m b i e n t e escolar no qual s e r a d e s e n v o l v i d o o estagio s u p e r v i s i o n a d o , foi solicitado pela professora orientadora u m a nova o b s e r v a c a o e entrevista a o e s p a c o escolar, a c o m p a n h a d o d e u m roteiro para orientar a investigacao d a realidade escolar, na q u a l , vai servir para nos orientar na e l a b o r a c a o e no d e s e n v o l v i m e n t o d o s pianos d e aula para a realizagao d o estagio.
Nos dias 31 d e m a r c o e 09, 12 e d e abril f o r a m realizadas o b s e r v a c o e s d a realidade escolar, no qual o primeiro p a s s o foi c o n h e c e r o Projeto Politico P e d a g o g i c o d a referida e s c o l a , o calendario a c a d e m i c o e o p i a n o d e e n s i n o , existente. A p o s t o m a r c o n h e c i m e n t o d a existencia d e s t e s d o c u m e n t o s , partiu-se para a investigacao s o b r e os d a d o s da escola, n o m e e n d e r e g o , descrigao d o bairro. E m s e g u i d a o roteiro solicita a o b s e r v a g a o d a estrutura fisica d a escola, salas, laboratorio, m u r o , banheiros, biblioteca, e ainda analisar a aparencia a m b i e n t a l d a e s c o l a .
Na c o n t i n u i d a d e foi realizada a o b s e r v a g a o direta na sala d e aula, o n d e a c o n t e c e r a o estagio, c o m o objetivo d e c o n h e c e r as caracteristicas d o professor, se tinha pontualidade, a s s i d u i d a d e , s e g u r a n g a e m relagao a o c o n t e u d o , b e m c o m o t a m b e m o b s e r v a r a participagao d o discente, s e u interesse pela aula e c o m o ocorre
o r e l a c i o n a m e n t o entre colegas e professor, verificou-se a f o r m a c o m o o professor organiza o s c o n t e u d o s , as orientaeoes didaticas, os recursos utilizados, a reacao d o s a l u n o s m e d i a n t e a metodologia a d o t a d a pela d o c e n t e , c o m o o c o r r e o p r o c e s s o avaliativo, a a u t o n o m i a d o professor e d o a l u n o d u r a n t e o p r o c e s s o e n s i n o -a p r e n d i z -a g e m e -a inter-ag-ao e c o o p e r -a g -a o d o s professores e -a l u n o s .
A o t e r m i n o d a o b s e r v a c a o , foi realizada u m a entrevista no dia 2 3 d e abril c o m os a l u n o s , e no dia 2 6 c o m a d o c e n t e , no qual n a o f o r a m g r a v a d a s , m a s escritas. A s p e r g u n t a s f o r a m s e g u i d a s d e u m roteiro flexivel m e d i a n t e a n e c e s s i d a d e d o entrevistador e d o entrevistado.
O s q u e s t i o n a m e n t o s d i r e c i o n a d o s a o s a l u n o s ressaltaram o g o s t o d e vir a e s c o l a , as disciplinas q u e m a i s g o s t a v a m e a q u e m a i s s e n t i a m dificuldades, a metodologia d e e n s i n o utilizada pela professora, os recursos, a relacao c o m c o l e g a s e a professora, as dificuldades e n c o n t r a d a s na sala d e a u l a , sua c o n c e n t r a c a o , se c o n s e g u e m aprender, se g o s t a m d e e s t u d a r atraves d e j o g o s , q u a l a importancia d a s brincadeiras e sua opiniao no q u e diz respeito as aulas.
O s q u e s t i o n a m e n t o s d i r e c i o n a d o s a professora a b o r d a v a os seguintes a s p e c t o s : a importancia d o p l a n e j a m e n t o , c o m o e r a e l a b o r a d o o p i a n o d e a u l a , a importancia d a m e t o d o l o g i a , os e l e m e n t o s c o n s i d e r a d o s no p r o c e s s o avaliativo, s u a s estrategias, d e s a f i o s e dificuldades e n c o n t r a d a s na realizagao d o s e u trabalho, s u a participagao na elaboragao d o P P P , a preparagao d o e s p a g o fisico d a sala d e aula p a r a o d e s e n v o l v i m e n t o d a aula, a importancia d a participagao d a familia, relagao d o s c o n t e u d o s c o m a realidade d o a l u n o e para encerrar foi solicitado para o d o c e n t e avaliar s e u trabalho.
1.3 T i p o d e p e s q u i s a
M e d i a n t e os p r o c e d i m e n t o s e s c o l h i d o s para a coleta d e d a d o s a pesquisa c o n c e i t u a - s e c o m o estudo d e caso, por ser "o tipo d e p e s q u i s a q u e privilegia o caso particular, u m a u n i d a d e significativa c o n s i d e r a d a suficiente para analise d e u m f e n o m e n o . " ( G O N S A L V E S , 2 0 0 3 . p . 6 7 ) . Esse tipo d e p e s q u i s a subsidia u m a maior a p r o x i m a g a o d o objeto d e e s t u d o , pois possibilita u m m i n u c i o s o contato c o m os sujeitos d a p e s q u i s a .
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Esta p e s q u i s a d e fato sera u m e s t u d o atraves d e u m a a m o s t r a a qual e s t u d a r a u m caso particular e b u s c a r a encontrar a c o n f i r m a c a o o u refutacao d a hipotese para a existencia d o p r o b l e m a e possibilidade para modifica-lo.
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D E GAMPiNA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORS
BIBUOTECA SETORiAL
2. O ENSINO DE A R T E EM S U A S DIVERSAS F A C E S
Este capitulo traz i n f o r m a c o e s s o b r e a arte por m e i o d e u m a retrospectiva historica, sua obrigatoriedade no e n s i n o , a importancia d e s u a s atividades realizadas d e f o r m a intencional, d e s t a c a n d o a qualificacao profissional no p r o c e s s o d e e n s i n o , a s s i m c o m a importancia d a disciplina arte p a r a d e s e n v o l v e r a i m a g i n a c a o , a criticidade e a s habilidades d o s d i s c e n t e s .
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2.1 A v i s a o de arte por m e i o d a r e t r o s p e c t i v a h i s t o r i c a
D e s d e o inicio d a historia e p e r c e b i d o a s m a n i f e s t a c o e s artisticas q u e f o r a m e s t a b e l e c i d a s e m diversos m e i o s , c o n f o r m e a s penurias sociais d e c a d a p o v o . Estas criagoes s a o d e m o n s t r a d a s n o decorrer d a historia, n o qual revela a criatividade d o h o m e m e m produzir para facilitar s e u trabalho, a l e m d e e x p r e s s a r por m e i o d o s objetos e pinturas s e u s sentimentos, e s u a visao d e a c o r d o c o m o m o m e n t o historico vivenciado. Neste sentido s e r a o a b o r d a d o s a l g u n s fatos historicos q u e e n v o l v e m a arte, c o m o fator socio-cultural d e cada p e r i o d o .
Por e x e m p l o , n o p e r i o d o d a Pre-Historia o s Paleoliticos, utilizam a s pinturas n a s c a v e r n a s para externar s e u s sentimentos, s u a s c r e n c a s , e t u d o d e f o r m a naturalista, a p e n a s c a p t a v a o q u e v i a e reproduzia, e s e g u n d o e s t u d i o s o s acreditava-se q u e a o d e s e n h a r e m o animal, por e x e m p l o , t i n h a m o p o d e r s o b r e o m e s m o , s o b r e sua i m a g e m . A i n d a , f o r a m e n c o n t r a d a s a l g u m a s esculturas t a m b e m realizadas pelos paleoliticos.
J a n o ultimo p e r i o d o d a Pre-Historia, c o n h e c i d a d e Neolitico, f o i p e r c e b i d a u m a e v o l u g a o n o ato d e char e arquitetar. O h o m e m c o m e c o u a utilizar a t e c n i c a d e construir a r m a s e instrumentos c o m p e d r a s para a utilizacao e m s e u s trabalhos. A i n d a neste p e r i o d o d e u inicio a agricultura e a d o m e s t i c a c a o d e a n i m a i s , a o d e s e n v o l v i m e n t o familiar, e a divisao d o trabalho. S u r g i r a m t a m b e m a s primeiras m o r a d i a s , a produgao d o f o g o e o t r a b a l h o c o m o s metais.
T o d a s e s s a s conquistas refletiram na arte. O h o m e m n a o a p e n a s o b s e r v a v a o s e u redor c o m o t a m b e m o modificava, s u a s pinturas d e i x a r a m d e s e r naturalistas e p a s s a r a m a t e r u m estilo g e o m e t r i z a n t e . N a o d e s e n h a v a m m a i s s o a n i m a l , m a s t a m b e m r e p r e s e n t a v a m s u a s vidas c o l e t i v a m e n t e , a i m a g e m g a n h a u m novo olhar c o m ideia d e m o v i m e n t o .
A p r e o c u p a c a o e m registrar a s pinturas c o m ideia d e a n i m a c a o exigiu d o artista, figuras leves, ageis, p e q u e n a s e d e p o u c a cor. C o m e s s e a v a n g o foi surgindo tragos e linhas d a n d o a t e n d e r a primeira f o r m a d e escrita, a escrita pictografica, q u e r e p r e s e n t a v a a s ideias e o s s e r e s pelos d e s e n h o s . A l e m d a s pinturas e d o s d e s e n h o s , o Neolitico produziu u m a c e r a m i c a , q u e revela n a o a p e n a s s u a utilidade, m a s a i n d a s e u c u i d a d o c o m a estetica.
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DE CAMPINA GRANDE CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES
B1BU0TECA SETORiAL CAJAZE1RAS • PARAJBA
No Egito, u m a d a s principals civilizacoes d a a n t i g u i d a d e , tinha u m a boa organizagao social, a l e m d e ser riquissima e m s u a s c o n s u m a c o e s culturais. Sua escrita j a era b e m estruturada. O q u e m a i s se d e s t a c a e m t e r m o s d e cultura no Egito e s u a religiao, t u d o era m o v i d o por ela, s e u s rituais, s u a s preces, s u a vidas o q u e orientava t o d a a produgao artistica d e s s e p o v o .
O c a s i o n a l m e n t e a arte t a m b e m era d e d i c a d a a m o r t e , por m e i o d a s estatuetas, d o s t u m u l o s e n o s v a s o s d e i x a d o s j u n t o aos t u m u l o s . C o m o t a m b e m a arquitetura e g i p c i a era realizada nas c o n s t r u c o e s mortuarias.
A arte e g i p c i a era algo p a d r o n i z a d o , n a o d a v a declive para a criatividade, t i n h a m regras para d e s e n h a r e era rigidamente obrigatorio q u e o t r o n c o d a p e s s o a f o s s e r e p r e s e n t a d o s e m p r e d e frente, e n q u a n t o sua c a b e c a , s u a s p e r n a s e s e u s pes e r a m vistos d e perfil.
Foi n o Imperio A n t i g o q u e as esculturas g a n h a r a m a s mais belas r e p r e s e n t a c o e s d a s m a n i f e s t a c o e s artisticas, por d e s e n v o l v e r no o b s e r v a d o r u m a e x p r e s s i v i d a d e q u e s u r p r e e n d e . O a p o g e u d o poder d a arte foi no N o v o Imperio, c o m as g r a n d e s c o n s t r u c o e s pelos f a r a o s , d e n t r e os g r a n d e s m o n u m e n t o s , c o n s t r u i d o s nesta e p o c a , d e s t a c a a d a rainha Hatshepsut.
A arte na civilizacao e g e i a contribuiu para a sua d e s c o b e r t a , pois t u d o q u e se s a b e s o b r e ela hoje e resultado d a o b s e r v a c a o a t e n t a a s u a arte. S e u d e s c o b r i m e n t o foi por m e i o d e v e s t i g i o s d a c i d a d e d e Troia, c o m o t a m b e m ruinas d a s c i d a d e s d e Tirinto e M i c e n a s e por fim a localizagao d o Palacio d e C n o s s o , na ilha Creta.
C o m e s t a s d e s c o b e r t a s , e v i d e n c i o u q u e a cultura egeia t e v e o r i g e m nesta ilha, por p e r c e b e r q u e s u a arte foi influenciada pela arte cretense, atraves d e tracos na sua pintura c o m espirito d i n a m i c o , nao p e r d e n d o s e u s tracos proprios na arte d e esculpir.
Na Grecia, a arte g a n h a d e s t a q u e na liberdade d a d a para e x p r e s s a r s e u s c o n h e c i m e n t o s , pois o h o m e m era o centra d o universo. S u a s criagoes c a u s a r a m e s p a n t o e a d m i r a g a o nos g r e g o s . De inicio imitaram os e g i p c i o s , e d e p o i s criaram s u a arquitetura, sua escultura, s u a pintura alterada pela sua cultura, s e u m o d o d e ver a vida.
D u r a n t e a historia foi p e r c e b i d o q u e o uso da arte e s t e v e presente na vida social d e c a d a p o v o , j a q u e d e m o n s t r a sua cultura, s u a s f o r m a s d e ver e sentir o m u n d o , d e s t a f o r m a , a arte e m a n i f e s t a d a c o m o a u t o - e x p r e s s a o por esta
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v i n c u l a d a a c o m u n i c a g a o . O u seja, "as teorias d a e x p r e s s a o d a arte v i n c u l a m - s e e s t r e i t a m e n t e as teorias q u e c o n s i d e r a m a arte c o m o instrumento d e c o m u n i c a g a o e m o c i o n a l , l i n g u a g e m d a s e m o c o e s [...]" ( O S B O R N E , 1968. p. 2 0 9 ) .
E, no decorrer d o s a c o n t e c i m e n t o s e s t a s e x p r e s s o e s f o r a m intuidas, d e f o r m a a s e r e m c a p t a d a s pelos e s t u d i o s o s q u e b u s c a v a m descobrir a beleza e a riqueza d e c a d a m o m e n t o historico, q u e f o r a m p e r c e b i d a s d e v i d o as m a n i f e s t a c o e s artisticas atraves d a s pinturas, esculturas, objetos e c o n s t r u c o e s .
Partindo para o a m b i t o e d u c a c i o n a l foi r e c o n h e c i d o q u e para a crianca e importante e s t e espirito criador no d e c o r r e r d o s e u d e s e n v o l v i m e n t o . Pois por m e i o d a s artes plasticas d a m u s i c a , teatro, d a n c a e p o s s i v e l ampliar as p o t e n c i a s d o e d u c a n d o . C o m o afirma o P C N d e A r t e .
Tais principios reconheciam a arte da crianca com manifestacao espontanea e auto-expressiva: valorizavam a livre expressao e a sensibilizacao para a experimentagao artistica como orientacao que visavam o desenvolvimento do potencial criador, ou seja, eram propostas centradas na questao do desenvolvimento do aluno. (BRASIL, 1997.p.22).
Este principio d a livre e x p r e s s a o e s p a l h o u - s e c o m o u m v i r u s e fortaleceu nas e s c o l a s c o m o fator indispensavel para o c o n c e i t o d e criatividade.
Na d e c a d a d e 6 0 , surge u m novo o l h a r para o e n s i n o d e arte, os arte-e d u c a d o r arte-e s , q u arte-e s t i o n a v a m o d arte-e s arte-e n v o l v i m arte-e n t o arte-e s p o n t a n arte-e o , arte-e sarte-e dirigiam para o c o n h e c i m e n t o , a reflexao d a arte na vida d a s criangas.
C o n t i n u a v a a s e q u e s t i o n a r s o b r e o e n s i n o d a arte, e na d e c a d a d e 7 0 o e n s i n o g a n h a u m novo r u m o , s e g u n d o os P C N d e A r t e ,
O desenvolvimento artistico e resultado de formas complexas de aprendizagem e, portanto, nao ocorre automaticamente a medida que a crianca cresce; e tarefa do professor propiciar essa aprendizagem por meio da instrucao. (BRASIL, 1997.p.23).
O e n s i n o d e arte p a s s a a ser d i r e c i o n a d o , n a o a p e n a s d e s e n v o l v i d o a partir d a e s p o n t a n e i d a d e d a crianga, c o m o t a m b e m e f a v o r e c i d a a ela u m a m b i e n t e e
atividades, m e d i a n t e s u a s e x p e r i e n c i a s , para d e s e n v o l v e r s u a s ideias, s u a s i m a g e n s e s e u s s e n t i m e n t o s .
2.2 O s u r g i m e n t o d a o b r i g a t o r i e d a d e n o e n s i n o d a arte
A disciplina A r t e , percorreu u m a longa trajetoria para ser c o n s i d e r a d a d e fato pela lei u m a disciplina curricular na e s c o l a e obrigatoria no c a m p o e d u c a c i o n a l . No s e c u l o X X , a disciplina arte, tinha c u n h o utilitarista e imediatista, e a m e s m a era n o m e a d a d e s e n h o . O u seja,
o ensino de arte era voltado essencialmente para o dominio tecnico, mais centrado na figura do professor; competia a ele transmitir aos alunos os codigos, conceitos e categorias, ligados a padroes esteticos que variavam de linguagem para linguagem mas que tinham em comum, sempre a reprodugao de modelos. (BRASIL, 1997.p.25).
O a l u n o n a o era s u b m e t i d o , a refletir, a produzir o u construir, o e n s i n o era v o l t a d o , principalmente, pela m a n i f e s t a c a o d e s u a s d e s e n v o l t u r a s m a n u a i s , e atividades ligadas a o teatro, a d a n c a . O u seja, era a p e n a s t r a b a l h a d o e m a l g u m a d a t a c o m e m o r a t i v a .
Outra m a n i f e s t a c a o artistica vivenciada na d e c a d a d e 30 foi a m u s i c a . A i n d a c o m t e n d e n c i a tradicionalista era realizado por m e i o d e u m projeto o C a n t o Orfeonico, c o m o proposito d e levar a l i n g u a g e m musical d e f o r m a sistematica a t o d o p a i s . Este projeto, a p o s trinta a n o s foi substituido pela E d u c a c a o Musical, criada pela a Lei d e diretriz e B a s e s d a E d u c a c a o brasileira d e 1 9 6 1 .
O u t r a experiencia v i v e n c i a d a , n o c a m p o d o e n s i n o d e arte, foi c o m b a s e na t e n d e n c i a escolanovista, o n d e "o e n s i n o d e A r t e volta-se para o d e s e n v o l v i m e n t o natural d a crianca, c e n t r a d o no respeito as s u a s n e c e s s i d a d e s e aspiragoes [...]" (BRASIL, 1997.p.25).
A g o r a , o f o c o esta no d e s e n v o l v i m e n t o d o aluno, d e a c o r d o c o m s u a s c o m p e t e n c i a s , a p r e c i a n d o s u a s e x p r e s s o e s e e n t e n d i m e n t o s .
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N e s t e sentido, a u l a s d e D e s e n h o e A r t e s Plasticas s a o vistas nao so c o m o utilitaristas, m a s a i n d a b u s c a e s p o n t a n e i d a d e e o c r e s c i m e n t o d o discente, no seja o sujeito ativo e m s u a construgao.
E, e m 1971 a disciplina foi incluida no curriculo escolar c o m a titulagao E d u c a c a o Artistica, p o r e m nao c o m o disciplina e s i m c o m o u m a atividade e d u c a t i v a .
No entanto, c o m o existiam p o u c o s cursos d e f o r m a g a o nesta area, q u a l q u e r professor d e q u a l q u e r materia poderia a s s u m i r e s t e c a m p o d e e n s i n o d e s d e q u e tivesse a l g u m a habilidade artistica. D a i u m a g r a v a n t e para a desvalorizagao e a hierarquizagao q u e esta disciplina sofre ate hoje.
C o n t u d o , n o s a n o s 80 s u r g e u m m o v i m e n t o A r t e - E d u c a g a o c o m o d e s i g n i o d e "conscientizar e organizar o s profissionais, para d i s c u s s o e s sobre a valorizagao d o professor, q u e reconhecia s e u isolamento dentro d a escola e a insuficiencia d e c o n h e c i m e n t o e c o m p e t e n c i a na a r e a . " (BRASIL, 1997.p.25).
O s profissionais s e n t e m a n e c e s s i d a d e d e manifestar s e u s e n t i m e n t o d e r e c u s a e vazio q u e a disciplina v i n h a s o f r e n d o . E esta mobilizagao c o n t a g i o u t o d o o p a i s , e e m 1988, c o m a p r o m u l g a g a o d a Constituigao, iniciam-se a s d i s c u s s o e s s o b r e a n o v a Lei d e Diretrizes e B a s e s d a E d u c a g a o N a c i o n a l , e e m 1996 pela Lei n.9.394/96 (art.26, &2°) "o e n s i n o d a arte constituira c o m p o n e n t e curricular obrigatorio, nos diversos niveis d a e d u c a g a o basica, d e f o r m a a p r o m o v e r o d e s e n v o l v i m e n t o cultural d o s a l u n o s . " (BRASIL, 1997.p.25).
Diante d e t o d o esforgo e p e r c u r s o q u e foi necessario para q u e a disciplina d e A r t e f o s s e constituida na Lei e n o curriculo escolar, e percebido nos dias atuais q u e a disciplina sofre a desvalorizagao e hierarquizagao, d e v i d o a falta d e c o n s c i e n c i a d o s q u e a c o n d u z e m , qualificagao e a p r o f u n d a m e n t o teorico, o q u e torna a s s i m o s e u e n s i n o falho e s e m intencionalidade. A s s i m s e n d o , O e n s i n o d a arte precisa s e c o m p r o m e t e r c o m o projeto d e a m p l i a r o a l c a n c e e a q u a l i d a d e d a experiencia artistica d o aluno, c o m p r o p o e Lanier. ( L A N I E R , 1997, a p u d P E N N A , 2 0 0 1 . p . 1 6 5 ) .
Portanto, s e r a preciso u m g r a n d e a v a n g o para q u e d e fato e direito a disciplina seja valorizada, e r e c o n h e c i d a e m p r o m o v e r o d e s e n v o l v i m e n t o d o aluno nos diferentes a s p e c t o s , motor, afetivo, social, reflexivo, criativo e cognitivo.
2.3 A i m p o r t a n c i a d a q u a l i f i c a g a o p r o f i s s i o n a l n o e n s i n o d e arte
A arte e rica e g e r a d o r a d e c o n h e c i m e n t o , o q u e e s t a d e fato t o r n a n d o o s e u e n s i n o d e s v a l o r i z a d o e a faita d e p r e p a r a g a o d o s profissionais d e e d u c a c a o para t r a b a l h a r n e s s a area d e c o n h e c i m e n t o . N a o se h o u v e falar e m f o r m a g a o para d o c e n t e s nesta a r e a , logo os m e s m o s e n s i n a m d e f o r m a d e s c o n t e x t u a l i z a d a , s e m e s t u d o s a p r o f u n d a d o s e s e m f u n d a m e n t o s q u e v e n h a m e s c l a r e c e r a relevancia e a n e c e s s i d a d e d o e n s i n o d a arte. "A falta d e u m a p r e p a r a c a o d e pessoal para e n t e n d e r a A r t e a n t e s d e ensina-la e u m p r o b l e m a crucial, nos levando muitas v e z e s a confundir improvisagao c o m criatividade." ( B A R B O S A , 2 0 0 7 . p . 1 5 ) .
O fato presente nos a m b i t o s e s c o l a r e s e q u e , muitos s a o os profissionais q u e e s t a o d e s p r e p a r a d o s , alheios s o b r e o real sentido d o q u e seja e para q u e serve a arte, a s s i m improvisar t o r n a - s e s i n o n i m o d e char.
Q u a n d o existe criatividade n a s a u l a s d e arte, h o u v e p l a n e j a m e n t o , pois se t o r n a n e c e s s a r i o planejar para q u e a atividade realizada seja d e s e n v o l v i d a a partir d e c o n t e u d o s efetivos e claros o f e r e c i d o s peio e n s i n o d e arte, e s o a s s i m os objetivos tragados s e r a o a l m e j a d o s . J a q u a n d o ha improviso n a o h o u v e u m a p r e p a r a g a o anterior, a aula e realizada as p r e s s a s , s e m objetivos para desenvolver.
P r o f e s s o r e s para p r e e n c h e r e m lacunas, s a o p r e m i a d o s c o m a disciplina d e arte, pois quern as o f e r e c e a c h a q u e n a o e n e c e s s a r i o esta preparagao, e este c u i d a d o e m realiza-la c o m zelo e e x c e l e n c i a . E p e n s a n d o d e s t a f o r m a , o e n s i n o d a arte d e fato nao tera o p o r t u n i d a d e d e ser u m instrumento utilizado pelos professores c o m o u m produtor d o c o n h e c i m e n t o por falta d e preparagao, por p e n s a r e m na arte c o m o u m a disciplina insignificante na construgao d o c o n h e c i m e n t o . Entao, "nao basta a p e n a s dizer q u e a A r t e d e v e ser e s t u d a d a c o m o a s s u n t o no curriculo, o c o m p r o m i s s o c o m a e x c e l e n c i a no e n s i n o d e arte e a e x c e l e n c i a na e d u c a g a o e f u n d a m e n t a l . " ( S M I T H , 1986, a p u d M A G A L H A E S , 2 0 0 7 . p . 1 6 3 ) .
E preciso m u d a r a otica q u e s e tern d e arte, u m a disciplina q u e v e m a p e n a s
atrasar os c o n t e u d o s d e o u t r a s disciplinas c o m o portugues, m a t e m a t i c a , o u ainda q u e a m e s m a esteja para d e s e n v o l v e r a sensibilidade, o u para deixar os a l u n o s a
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v o n t a d e para relaxar, c o m o s e nao tivesse o papel d e f a v o r e c e r o c r e s c i m e n t o d o a l u n o d e f o r m a individual, coletiva e cultural. O u seja, "a arte na E d u c a c a o c o m o e x p r e s s a o pessoal e c o m o cultura e u m instrumento pra a identificacao cultural e o d e s e n v o l v i m e n t o individual." ( B A R B O S A , 2 0 0 7 . p . 1 8 ) .
O e n s i n o d a arte d e v e ter objetivos, e estes d e v e m esta claros para os d i s c e n t e s , pois a arte t a m b e m sofre desvalorizagao por parte d o s a l u n o s por nao t e r e m c o n h e c i m e n t o d e s u a importancia para s e u d e s e n v o l v i m e n t o , e por p e r c e b e r e m a arte na e s c o l a c o m o u m a f o r m a d e lazer, u m a distracao. O u seja,
A arte continua a ser encarada, no interior da propria escola, como um mero lazer, uma distracao entre atividades 'uteis' das disciplinas. O proprio professor de arte e visto como 'pau pra toda obra', como um quebra galho. (DUARTE. J R . 1991 p. 81).
P a r a q u e o e n s i n o d e arte seja r e c o n h e c i d o c o m o u m a disciplina significativa para professores e a l u n o s , e preciso p r e o c u p a - s e primeiro c o m o a arte esta inserida no curriculo escolar. Isto significa dizer q u e :
O curriculo constitui-se significativo instrumento utilizado por diferentes sociedades tanto para desenvolver os processos de conservacao, transformacao e renovacao dos conhecimentos historicamente acumulados como para socializar as criancas e os jovens segundo valores tidos como desejaveis. (MOREIRA.
1999.p.11).
O curriculo e u m a s p e c t o d e t e r m i n a n t e para o d e s e n v o l v i m e n t o d o ensino, por a b r a n g e r d i v e r s i d a d e s d e f a t o r e s (social, intelectual, cultural) q u e p e r m e i a t o d a a trajetoria escolar d o discente.
Q u a n d o e e s t a b e l e c i d o para o e n s i n o e s s e s fatores no curriculo, exige-se d o profissional maior p r e p a r a c a o , t o r n a n d o a arte e d u c a c a o u m a disciplina q u e f a v o r e c e r a o c r e s c i m e n t o d o discente, u m a v e z q u e , possibilita ao m e s m o a c o n s c i e n c i a q u e por m e i o d a arte e p o s s i v e l a p r e n d e r e d e s e n v o l v e r habilidades e s s e n c i a i s para o c r e s c i m e n t o d o sujeito d e m a n e i r a integral. Nesta perspectiva, B a r b o s a afirma:
Somente a a g i o inteligente e empatica do professor pode tomar a Arte ingrediente essencial para favorecer o crescimento individual e o comportamento de cidadao como fruidor de cultura e conhecedor da construgao de sua propria nagao. (2007.p.14).
Portanto, fica evidente q u e a arte e u m a disciplina significativa q u a n d o d e s e n v o l v i d a por profissionais qualificados, q u e a trata c o m o u m c o n h e c i m e n t o q u e contribui para a f o r m a g a o cognitiva, afetiva e cultural d o s discentes.
2.4 D e s e n v o l v i m e n t o i n t e n c i o n a l d a s a t i v i d a d e s a r t i s t i c a s r e a l i z a d a s n a e s c o l a
Dentre a diversidade artistica o d e s e n h o e o alvo favorito d a s e s c o l a s . O m e s m o e importante, a partir q u e s e t e n ha u m a intencionalidade, objetivos q u e f a v o r e g a m o d e s e n v o l v i m e n t o motor, critico e a p e r c e p g a o d a imaginagao d o aluno. M a s , o d e s e n h o e realizado m u i t a s v e z e s a p e n a s d e f o r m a livre e o e n s i n o d a arte fica a s s i m limitado a esta atividade.
E necessario q u e as outras habilidades artisticas c o m o a m u s i c a , teatro, leitura visual d e artes, d e n t r e outras, f a g a m parte d a vivencia d o s a l u n o s , pois e a partir d a diversidade q u e o s m e s m o s p o d e m se encontrar e c o n h e c e r a g r a n d i o s i d a d e d a arte q u e n a o esta a p e n a s para d e s e n v o l v e r a sensibilidade ou descobrir artistas, m a s contribuir para o c r e s c i m e n t o d e s e u s c o n h e c i m e n t o s e o p r o g r e s s o d e s u a s habilidades. O u seja, a arte e u m a m a n e i r a d e "expressar o m o d o d e ver o m u n d o nas linguagens artisticas, d a n d o f o r m a e colorido a o q u e , a t e e n t a o , s e e n c o n t r a v a no d o m i n i o d a imaginagao, d a percepgao d a s f u n g o e s d a arte na Escola." ( P I L L A R , 2 0 0 7 . p . 7 1 ) .
Infelizmente, a arte nao e vista c o m t a n t a relevancia n a s e s c o l a s , e m b o r a seja obrigatoria no curriculo escolar. P a r a muitos o e n s i n o d a arte nao e c o n s i d e r a d o c o m o algo q u e p o s s a contribuir para o c r e s c i m e n t o e d e s e n v o l v i m e n t o intelectual, motor, social e afetivo d o aluno.
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A i n d a , existe incutido n o p e n s a m e n t o d o s profissionais d a e d u c a g a o q u e , as disciplina d e p o r t u g u e s e m a t e m a t i c a e a s u s t e n t a g a o para a f o r m a c a o d o a l u n o , q u e t e n d o d o m i n i o d a s m e s m a s estara p r e p a r a d o para enfrentar a s dificuldades d e outras disciplinas q u e virao. Fica clara a hierarquizagao d o c o n h e c i m e n t o q u e se faz diante d e s t a s disciplinas. "A hierarquizagao d o c o n h e c i m e n t o escolar explicita e implicita a i n d a m a n t e m o e n s i n o d a arte n u m e s c a l a o inferior d a estrutura curricular; p o r e m , felizmente nao d e c r e t a s e u f a l e c i m e n t o . " ( B A R B O S A , 2 0 0 7 . p . 2 8 ) .
O e n s i n o d a arte por ser obrigatorio a i n d a nao foi extinto d o curriculo escolar, m a s e visivel e perceptivel o s e u d e s f a v o r e c i m e n t o , por n a o ser utilizada c o m o u m instrumento q u e contribuira para o d e s e n v o l v i m e n t o d i n a m i c o no p r o c e s s o d e a p r e n d i z a g e m d o e d u c a n d o .
A arte e d i n a m i c a , atraente e diversificada e a t r a v e s dela ha possibilidades favoraveis para t o r n a r as atividades e s c o l a r e s interessantes e motivantes. S e n d o importante d e s p e r t a r e s t e g o s t o pela arte e s u a v a r i e d a d e artistica d e s d e o e n s i n o f u n d a m e n t a l . "O e n s i n o d a arte d e n t r o d e u m a visao c o n t e m p o r a n e a b u s c a possibilitar atividades interessantes e c o m p r e e n s i v e i s a criangas[...]."(PILLAR,
2007.p.81).
A e d u c a g a o a b r e leques para e n g r a n d e c e r o t r a b a l h o d e s e n v o l v i d o e m sala, visto q u e , torna o a l u n o sujeito d o c o n h e c i m e n t o , a partir d o m o m e n t o q u e interage e a g e d u r a n t e o p r o c e s s o d e a p r e n d i z a g e m . N e s t e sentido o P C N d e A r t e afirma q u e :
A educagao em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artistico e da percepgao estetica, que caracterizam um modo proprio de ordenar e dar sentido a experiencia humana o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepgao e imaginagao, tanto na a g i o de apreciar e de conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. (BRASIL, 1997.p.19).
Desta f o r m a , d e m o n s t r a - s e q u e o e n s i n o d a arte q u a n d o d e s e n v o l v i d o d e f o r m a intencional f a v o r e c e o d e s e n v o l v i m e n t o d o discente, a s s i m c o m o a amplitude q u e e n v o l v e as atividades artisticas e s u a s possibilidades d e alargar o c o n h e c i m e n t o d o s envolvidos.
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DECAMPINA GRANDE
CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES
BIBUOTECA SETORIAL C A J A Z £ ( R A S « P A M l f J A
3. DISCUSSAO E R E F L E X A O SOBRE O PENSAR DO DISCENTE EM
R E A L Q A O A ARTE
Este capitulo traz i n f o r m a c o e s s o b r e o q u e os a l u n o s p e n s a m , e n t e n d e m e c o n h e c e m s o b r e arte, e s p e c i f i c a m e n t e c o m o e s t a e trabalhada e m sala d e aula, no q u a l e s t a s q u e s t o e s l e v a m a refletir sobre a a u s e n c i a d o e n s i n o d e arte para a f o r m a c a o d o d i s c e n t e diante d e tres pilares: a reflexao, fruicao e a p r o d u c a o .
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3.1 C o n h e c i m e n t o d o s e d u c a n d o s s o b r e a arte
O c o n t e u d o das falas d o s e d u c a n d o s a g r u p a d a s nesta categoria " c o n h e c i m e n t o sobre a arte" d e m o n s t r a a c o m p r e e n s a o d o s discentes sobre o q u e e n t e n d e m por arte.
N e s t e sentido, e d u c a n d o s d i s s e r a m q u e arte s a o coisas d e estudar, coisas bonitas q u e e n v o l v e m pincel, tela, q u a d r a s , c o r e s s u a v e s , c o m o s e v e nos d e p o i m e n t o s a seguir: "Arte e pincel, tela, pintura." (Carla, 8 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .
Fica e v i d e n c i a d o q u e os d i s c e n t e s e s t a b e l e c e m a l g u m tipo d e e n t e n d i m e n t o sobre a arte, todavia, a m e s m a esta relacionada a p e n a s a o pintar. Estes p e n s a m e n t o s r e m e t e m a reflexao s o b r e as tres f o r m a s de c o n h e c e r a A r t e d e n o m i n a d a pelos P a r a m e t r o s Curriculares Nacionais ( P C N ) d e : p r o d u c a o / fruicao/reflexao.
A producao refere-se ao fazer artistico e ao conjunto de questoes a ele relacionadas, no ambito do fazer do aluno e dos produtores sociais de arte
A fruigao refere-se a apreciagao significativa de arte e do universo a ela relacionado.
A reflexao refere-se a construgao de conhecimento sobre o trabalho artistico pessoal, dos colegas e sobre a arte como produto da historia e da multiplicidade das culturas humanas, com enfase na formagao cultivada do cidadao. (BRASIL.1997 p.56).
Desta f o r m a , o e n s i n o d e arte d e v e proporcionar ao a l u n o a b u s c a do c o n h e c i m e n t o q u e nao visa a p e n a s o d e s e n h o c o m o produgao artistica, m a s favorega a integragao entre a p r e n d i z a g e m racional e estetica d o s alunos, p r o v o c a n d o - o s a c o n h e c e r a s i n o p s e d o subjetivo, q u e torne u m a p r o p o s t a significativa o q u a l razao e s o n h o s , as d i v e r s i d a d e s culturais, o significado da construgao artistica p o s s a m ser d e s c o b e r t o s e v i v e n c i a d o s para a s u a f o r m a g a o c o m o c i d a d a o critico e c o n s c i e n t e .
E, para q u e isto possa a c o n t e c e r e necessario q u e o s a l u n o s , peio m e n o s , v i v e n c i e m a arte na escola. Pois foi perceptivel a falta d e c o n h e c i m e n t o sobre o q u e
seja a arte, m e d i a n t e a fala d e a l g u n s d i s c e n t e s q u a n d o a f i r m a m , "nao sei, o q u e e arte" ( L u a n , 7 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .
A s s i m , a arte parece s e r algo e s t r a n h o a o aluno, e m b o r a a m e s m a esteja presente e m nossa realidade c o m o afirma o P a r a m e t r o Curricular Nacional d e A r t e ( P C N ) : " A A r t e n a o representa o u reflete a realidade, e l a e realidade p e r c e b i d a d e u m outro ponto d e vista". ( 1 9 9 7 , p.37).
T a l v e z o q u e falta para q u e a arte seja vista, sentida e vivida e o a p r o f u n d a m e n t o e o e s c l a r e c i m e n t o para o s n o s s o s d i s c e n t e s e m p r o c e s s o d e construgao e f o r m a g a o inicial e c o n t i n u a d a s o b r e a v a r i e d a d e d e atividades q u e a arte e n v o l v e .
Esta diversidade artistica a b r a n g e varias m o d a l i d a d e s , e d e n t r e elas esta a cultura, a qual foi e n t e n d i d a pelos e d u c a n d o s c o m o s e n d o arte. "Arte a gente vai d e s e n v o l v e n d o cultura p o d e a r r u m a r u m b o m trabalho, g a n h a r muito dinheiro." (Sara, 7 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .
R e a l m e n t e u m a d a s p r e t e n s o e s d a arte e o d e s e n v o l v i m e n t o d a cultura, n a o para o f a v o r e c i m e n t o e c o n o m i c o , m a s o a l a r g a m e n t o d o c o n h e c i m e n t o cultural. E o s e u d e s e n v o l v i m e n t o e influenciado peio meio o qual o a l u n o esta inserido, s e n d o a escola u m importante influenciador, pois o s e d u c a n d o s e s t a o e m p r o c e s s o d e e n s i n o / a p r e n d i z a g e m , e e m b u s c a d e c o n h e c i m e n t o e d e s e n v o l v i m e n t o cultural, intelectual, social e afetivo. C o m o afirma B a r b o s a "a A r t e n a E d u c a g a o c o m o e x p r e s s a o pessoal e c o m o cultura e u m importante instrumento para a identificagao cultural e o d e s e n v o l v i m e n t o individual." (2007.p.18).
Portanto, e necessario q u e o e n s i n o d a arte seja p e r c e b i d o , tanto para o a l u n o c o m o para o professor e isto s o s e concretizara q u a n d o a m e s m a f o r d e fato vista c o m o disciplina e n a o a p e n a s c o m o m e r a atividade e d u c a t i v a s e m significado para a f o r m a g a o integral d o s e d u c a n d o s .
3.2 C o m o o e n s i n o d a arte e r e a l i z a d o e m s a l a d e a u l a
O e n s i n o d a arte e obrigatorio pela L e i n.9.394/96 (art.26, &2°) s e n d o u m c o m p o n e n t e curricular obrigatorio n o s diversos niveis d a e d u c a g a o basica. E m b o r a o
UN'VE^S'OAre -c rnERAl
DECAMPiNA GRANDE CENTR0 DE FORMACAO DE PROFESSORES
BIBU0TECA SET0RIAL CAJAZElRAS-PARAlBA
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e n s i n o d e arte seja a s s e g u r a d o pela lei talvez n a o esteja s e n d o e x e c u t a d o c o m consciencia,o q u e torna o s e u e n s i n o f a l h o e s e m intencionalidade.
O e n t e n d i m e n t o d a existencia d a disciplina p o r a l g u n s a l u n o s limita-se p o r realizarem atividades d e d e s e n h o s o u pintura. O u seja: "Eu s o fago m u i t o d e s e n h o , pinto". (Sara, 7 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .
O s q u e s t i o n a m e n t o s revelam q u e a p e n a o d e s e n h o esta p r e s e n t e e m sala, e n q u a n t o a s diversidades artisticas p e r m a n e c e m a u s e n t e s d a sala d e aula.
T a l v e z exista esta divergencia d e c o m p r e e n s a o d a realizagao d a arte n a e s c o l a percebida pelos a l u n o s p o r n a o haver u m a e l u c i d a c a o d o q u e o e n s i n o d a arte v e m tratar, o p o r q u e e para q u e d e s u a realizacao e a s u a importancia para o d e s e n v o l v i m e n t o d o e n s i n o a p r e n d i z a g e m d o s e d u c a n d o s .
Para melhor e s c l a r e c i m e n t o e importante q u e seja dito, q u e o s a l u n o s e m q u e s t a o f a z e m parte d o Projeto Circuito C a m p e a o q u e tern o objetivo maior trabalhar as dificuldades d e leitura escrita, c o m o t a m b e m a m a t e m a t i c a . Logo, r e s u m i n d o o e n s i n o d e arte a p e n a s a pintura d a s atividades o u d e a l g u m a data c o m e m o r a t i v a . E e s t a realidade e vivenciada p o r m u i t a s e s c o l a s c o m o n o s afirma o s proprios P a r a m e t r o s Curriculares Nacionais ( P C N ) : " E m m u i t a s e s c o l a s a i n d a s e utiliza, p o r e x e m p l o , o d e s e n h o m i m e o g r a f a d o e s t e r e o t i p a d a s para a s criancas colorirem [...]"
(1997.p.31).
Desta f o r m a , e e v i d e n t e q u e o e n s i n o d e arte e s t a a u s e n t e , c a r e n t e n o a m b i t o escolar, pois n a o s a o d e s e n v o l v i d a s e n e m a m p l i a d a s a s habilidades culturais, a imaginagao, percepgao, reflexao a criticidade d o s a l u n o s .
3.3 C o n h e c i m e n t o d o s a l u n o s s o b r e o s t i p o s d e a t i v i d a d e s a r t i s t i c a s
H a diversas possibilidades d e s e t r a b a l h a r c o m a arte na sala d e aula, e o P C N p r o p o e quatro linguagens: a s artes visuais, o teatro, a danga e a m u s i c a . T e n d o e m vista q u e e s s a s m o d a l i d a d e s artisticas c o l a b o r a m para a p r o m o g a o e f o r m a g a o artistica d o e d u c a n d o e a s u a participagao no m e i o social.
A p e s a r d o a p a n h a d o d e proposta d e atividades a c i m a m e n c i o n a d a peio P C N , o s d i s c e n t e s muitas v e z e s n a o c h e g a m a t e r contato c o m a e s s a diversidade
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CENTRO DE FORMACAO DE PROFESSORES
B B U Q T E C A SETORIAL CAJAZEIRAS-PARAIBA
d e atividades artisticas, e m u i t o s d e m o n s t r a m n a o c o n h e c e r e m n e n h u m a atividade artistica, s e n d o a s s i m a f i r m a m : "Nao c o n h e c o " (Luan, 7 anos, 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 )
S e g u n d o o P C N , "E d e s e j a v e l q u e o a l u n o , a o longo d a e s c o l a r i d a d e t e n h a a o p o r t u n i d a d e d e vivenciar o m a i o r n u m e r o d e f o r m a s d e arte [...]". (1997.p.55).
P o r e m , e s t a realidade n a o e percebida nas escolas, pois os alunos ou nao c o n h e c e m , o u a p e n a s c o m p r e e n d e m u m a ou outra, atividade artistica, por e x e m p l o : "capoeira, e pintura u m b o c a d o d e coisa" (Carla, 8 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .
P e r c e b e - s e q u e os a l u n o s nao tern u m a d i m e n s a o exata d o q u e s e j a m atividades artisticas, e e m b o r a utilizem d a arte a t o d o instante nao a c o m p r e e n d e c o m o fator social, cultural e intelectual.
Diante d a s falas m e n c i o n a d a s os a l u n o s d e s c r e v e m o s e u cenario artistico v i v e n c i a d o s e m sala. Os d e s e n h o s e x i s t e m nos intervalos d e atividades, o u s a o e n t e n d i d o s c o m o o proprio ato d e escrever.
3.4 S i g n i f i c a d o d o d e s e n h o r e a l i z a d o peio a l u n o
A A r t e c o m o b e m a b o r d a o s P a r a m e t r o s Curriculares Nacionais ( P C N ) :
[...] propicia o desenvolvimento do pensamento artistico, que caracteriza um modo particular de dar sentido as experiencias das pessoas: por meio dele, o aluno amplia a sensibilidade, a percepgao, a reflexao e a imaginagao. (1997.p. 15).
Desta f o r m a , v i s a n d o o d e s e n v o l v i m e n t o d o p e n s a m e n t o artistico c o m sentido para o discente, e s t a categoria a b o r d a o significado d o s d e s e n h o s realizados e m sala e c o m o o c o r r e s u a e x e c u c a o .
A s atividades artisticas realizadas e m sala, muitas v e z e s , n a o p a s s a m d e d e s e n h o s , e m u i t o s a l u n o s n a o e x p r e s s a m n e n h u m e n t e n d i m e n t o a o d e s e n h a r e m , m e s m o s e n d o d e livre e s c o l h a nao c o n s e g u e m traduzir o sentido d o d e s e n h o , c o m o d e m o n s t r a Caio, a o afirmar: "Fago coragao e u m a ruma d e tracinhos, p o r q u e gosto." (, 7 a n o s , 2 3 / 1 0 / 2 0 0 9 ) .