• Nenhum resultado encontrado

O uso de cartilha como ferramenta para promover a educação ambiental no ensino de Ciências

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "O uso de cartilha como ferramenta para promover a educação ambiental no ensino de Ciências"

Copied!
67
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

CÂMPUS DOIS VIZINHOS

ISABELLA CRISTINA GALVAN DIAS

O USO DE CARTILHA COMO FERRAMENTA PARA PROMOVER A

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO DE CIÊNCIAS

DOIS VIZINHOS 2018

(2)

ISABELLA CRISTINA GALVAN DIAS

O USO DE CARTILHA COMO FERRAMENTA PARA PROMOVER A

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Projeto para Trabalho de Conclusão do Curso Superior em Ciências Biológicas – Licenciatura, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos, como requisito parcial para aprovação na disciplina Trabalho de Conclusão de Curso II.

Orientadora: Prof. Dra. Mara Luciane Kovalski.

DOIS VIZINHOS 2018

(3)

TERMO DE APROVAÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso no __

O USO DE CARTILHA COMO FERRAMENTA PARA PROMOVER A

EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Isabella Cristina Galvan Dias

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi apresentado às 15:00 horas do dia 21 de novembro, como requisito parcial para obtenção do título de Biólogo (Curso Superior em Ciências Biológicas – Licenciatura, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Dois Vizinhos). O candidato foi arguido pela banca examinadora composta pelos membros abaixo assinados. Após deliberação, a banca examinadora considerou o trabalho APROVADO.

Profa. Dra Anelize Queiroz Amaral

UTFPR – Dois Vizinhos Profa. Dra Mara Luciane Kovalski Orientadora UTFPR – Dois Vizinhos

Profa. Dra Diesse Aparecida Oliveira Sereia

UTFPR- Dois Vizinhos

Profa. Dra. Marcieli Felippe Coordenador do Curso de Ciências

Biológicas

UTFPR – Dois Vizinhos

“A Folha de Aprovação assinada encontra-se na Coordenação do Curso”.

Ministério da Educação

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Câmpus Dois Vizinhos

(4)

“Vou plantar essas mudas de laranjas, para vocês terem suco bom pra tomar no futuro”.

(5)

AGRADECIMENTOS

A arte do agradecer é sempre uma parte muito importante quando conseguimos realizar algum sonho ou grande objetivo, agradecer pelo que fez/tem, ao invés de desejar o que não possui, este ato, de extrema sabedoria, mostra a mais pura simplicidade do ser, a riqueza interior e o reconhecimento da vida e das inúmeras possibilidades existentes nela. Sendo assim:

Primeiramente, agradeço à Deus e à minha família, que sempre esteve em meu lado, apoiando minhas escolhas e pela confiança depositada em mim, sempre. Agradeço por cada “você consegue”, “não desista”, “me orgulho de você”. Obrigada Clarice Maria Galvan (mãe), Edgard Martins Rodrigues Dias (pai), Laura Alana Galvan Dias (irmã), avós, avôs, tios, tias, primos e primas. Em especial à minha mãe, que sempre esteve disposta a me ajudar, que me inspira criatividade desde a minha infância e que é o maior exemplo que tenho de uma mulher que luta. Em especial, também, ao meu Vovô Miro (Valdomiro Zeferino Galvan), naturalista nato, “mateiro raíz”, apaixonado pela natureza e por tudo ao seu redor, quem me ensina a importância da prática, não apenas da teoria. Laura, agradeço pelos momentos divertidos que, por muitas vezes me ajudaram a esquecer problemas relacionados com a universidade, agradeço por me incentivar e por ser uma irmã incrível, peço. Agradeço infinitamente à todos e também peço desculpas pelos momentos em que me tornei ausente.

Ao meu namorado Fernando, que está caminhando comigo desde o início da faculdade e que, com certeza tem tornado tudo mais leve. Agradeço por me incentivar, por me aceitar e por entender meus princípios e objetivos.

A professora Mara Luciane Kovalski, agradeço por ter me aceitado como sua orientanda, por todos os ensinamentos repassados e pela oportunidade de conviver e aprender cada dia mais com uma pessoa que transmite paz, amor e serenidade.

A minha banca do TCC, composta pelas professoras Anelize Queiroz Amaral, Diesse Aparecida de Oliveira Sereia e Mara Luciane Kovalski, agradeço por todas as sugestões e possibilidades de ampliar horizontes, por terem dividido comigo conhecimentos, experiências, ética e profissionalismo.

Aos meus amigos e amigas, que foram uma das melhores partes da graduação, pessoas que me inspiram, auxiliam e me divertem, pessoas que se fizeram presentes em diversos momentos da minha vida, pessoas que encontrei na universidade e que levarei por toda eternidade.

Agradeço à todos que de alguma maneira são capazes de entender meus objetivos, meus sonhos e minha vontade em poder fazer algo pelo nosso mundo, pelo nosso Brasil.

(6)

RESUMO

O Ensino de Ciências possui uma grande importância, sendo este ensino caracterizado por apresentar conhecimentos que colaboram grandemente para a compreensão do mundo e também para o reconhecimento do homem como parte do mesmo. Além disso, o Ensino de Ciências também compreende um papel de formação e sensibilização, por meio do ensinamento de novos saberes e da reflexão. Para que estas informações sejam transpostas, é necessário que as mesmas se tornem interessantes aos olhos dos estudantes. Assim, o objetivo deste trabalho foi despertar o interesse pela Educação Ambiental através da elaboração de uma cartilha, utilizando esta como ferramenta de ensino para estudantes do 6º do Ensino Fundamental. Para elaboração do material didático, tornou-se necessário uma pesquisa prévia com professores de Ciências do município de Dois Vizinhos, Paraná, a fim de produzir um material útil e que atendesse as principais necessidades dos professores, tal pesquisa foi eficiente para deparar um tema relevante para a produção do material. Após a confecção das cartilhas, as mesmas foram aplicadas com uma turma de 6º do município de Dois Vizinhos. Desta maneira a utilização das cartilhas visou inserir a Educação Ambiental de maneira mais atrativa para os alunos e contribuir com algumas necessidades dos professores.

(7)

ABSTRACT

The Teaching of Sciences has a great importance, being this teaching characterized by introduce knowledge that collaborates greatly for the understanding world understanding and also for the identify of the man as part of it. In addition, Science Teaching also includes a role of formation and sensitization, by means of teaching of new knowledge and reflection. So that this information to be transposed, it must be made interesting to the eyes of the students. So, the objective of this work was to awakening interest in Environmental Education through the elaboration of a spelling book, using this as a teaching tool for students of the 6th Elementary School. For elaboration the didactic material, a previous research was necessary with teachers of Sciences of the municipality of Dois Vizinhos-Paraná, to produce a useful material and that met the main needs of the teachers, this research was efficient to find a relevant subject for the production of the material. After the preparation of the booklets, they were applied with a group of 6º of the municipality of Dois Vizinhos. In this way the use of the spelling book aimed to insert the Environmental Education in a more attractive way for the students and and contribute to some teachers' needs.

(8)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 8

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 10

2.1 O ENSINO DE CIÊNCIAS 10

2.2 CARTILHA COMO FERRAMENTA PARA A EDUCOMUNICAÇÃO

VOLTADA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL 13

2.3 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUSTENTABILIDADE 16

3 METODOLOGIA 18 3.1 CARACTERÍSTICA DA PESQUISA 18 3.2 PESQUISA EXPLORATÓRIA 18 3.3 COLETA DE DADOS 19 3.4 PROCEDIMENTOS 19 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 21

4.1 QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS PROFESSORES 21

4.2 A CONFECÇÃO DA CARTILHA 21

4.3 APLICAÇÃO DA CARTILHA, PRÉ QUESTIONÁRIOS 22

4.4 APLICAÇÃO DA CARTILHA, PÓS QUESTIONÁRIOS 23

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 28

REFERÊNCIAS APÊNDICES

(9)

1 INTRODUÇÃO

O Ensino de Ciências possui uma posição relevante para o entendimento de mundo, tal ensino é capaz de garantir aos alunos, além de conhecimentos teóricos e científicos, a argumentação e a formação para construção de um indivíduo crítico, fomentando a utilização da Ciência em seu dia a dia.

Durante muitos anos o Ensino de Ciências foi baseado na memorização de conteúdos científicos. Segundo Costa (2000) “esta visão mecanicista entendia as ciências como um corpo organizado de conhecimentos e regras a aprender e a aplicar sem qualquer ligação com a realidade”. Por isso encontrar alternativas dinâmicas e eficazes para o aprimoramento deste ensino devem são tema de estudo e interesse de pesquisas no Brasil. A importância do Ensino de Ciências tem sido muito discutida atualmente, ainda assim este continua apresentando dificuldades, tanto para o professor quanto para o aluno. Um modo mecanizado toma conta das salas de aulas, conteúdos científicos são repassados aos alunos sem os mesmos terem ao menos uma oportunidade para debater, questionar ou refletir sobre o conteúdo trabalhado (ZANON; FREITAS, 2007). Sendo assim, a prática pedagógica de Ciências necessitaria permitir um ensino que ultrapasse a exposição de ideias, que não seja apenas um ensino desconexo do cotidiano do aluno.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, todas as escolas precisam garantir e estabelecer uma relação entre a educação e a cidadania, abordando diferentes temas como: meio ambiente, saúde, ética, sexualidade e pluralidade cultural (BRASIL, 1996). Nesses termos, a cidadania está ligada diretamente com o estudo das Ciências, afinal, um conhecimento mais amplo sobre a vida e a natureza permite com que o aluno possa se posicionar a respeito de questões ambientais polêmicas, como por exemplo poluição e desmatamento.

Segundo Silva et. al (2009) a educação ambiental é uma educação que fornece a transformação do pensamento para uma visão crítica no que diz respeito às mudanças que ocorrem no meio ambiente, devendo assim, estar inserida na educação formal”.

Nos dias atuais um dos grandes desafios enfrentados por professores da Educação Básica é a falta de material didático sobre questões ambientais para serem utilizados no dia a dia escolar. Carvalho (2015) compreende a importância de tal material didático, principalmente quando o mesmo é elaborado por protagonistas que representam os estudantes que estão utilizando tal material, fazendo assim com que esta ferramenta

(10)

possibilite aos alunos indagações e preocupação com o meio ambiente. Quando este processo ocorre, há produção de conhecimentos.

Estimular nos alunos o interesse pela Ciência é uma tarefa de enorme responsabilidade, na qual é necessário a utilização de diferentes métodos e materiais didáticos para que ocorra o aprendizado de novos conhecimentos. É possível perceber a importância do lúdico no processo de ensino-aprendizagem. O uso do lúdico pode ser dito como um aliado para o ensino, pois tem o poder de despertar a atenção das crianças e com isso colaborar no processo de construção do conhecimento.

Com isso, torna-se função do professor planejar o momento em que os usos de tais metodologias podem ser úteis e colaborativos em sala de aula. É nesta perspectiva que este projeto tem como foco a inserção da Educação Ambiental no Ensino de Ciências em escolas de maneira mais atrativa para os alunos.

Uma proposta para obtenção de melhores resultados, que auxiliem no processo de ensino aprendizagem dos alunos é a utilização das cartilhas educativas, as mesmas são capazes de promover o pensamento crítico dos estudantes e levam consigo uma importante tarefa de mostrar diversas realidades ao público e com isso sensibilizar o leitor sobre a relação entre a sociedade e a natureza. Além das mesmas atuarem como ferramentas educomunicativas, auxiliando o indivíduo no processo de democratização de informações.

Para tanto, o grande objetivo desse trabalho foi elaborar uma cartilha (compilações de noções elementares sobre vários assuntos) e utilizá-la como ferramenta de ensino para promover a Educação Ambiental (EA em turmas do 6º ano do Ensino Fundamental em uma escola estadual/pública na região do Sudoeste do Estado do Paraná.

Os objetivos específicos do trabalho visaram: selecionar conteúdos para concepção da cartilha; elaborar o material baseado em conceitos da EA; aplicar o material e trabalhar a EA por meio das cartilhas educativas e lúdicas desenvolvidas; sensibilizar os educandos com o conteúdo da cartilha; avaliar a utilização do material produzido, disponibilizar o material e plataformas digitais.

(11)

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 O ENSINO DE CIÊNCIAS

O Ensino de Ciências é essencial para a formação de indivíduos críticos, para que possam construir conhecimentos e desenvolver capacidades para interpretar o mundo e todas suas peculiaridades. Nesse sentido, a escola possui um papel fundamental nesse processo de construção.

Segundo Krasilchik (1987), durante os anos de 1950-1960, o Ensino de Ciências era pautado em métodos científicos, os quais enfatizavam o aprendizado conceitual. Durante este período, o Ensino de Ciências era visto como algo desconexo da realidade e também de outras disciplinas. A partir da década de 1970, houve uma necessidade de superar este ensino tradicionalista, com isso surgiu o movimento denominado CTS (ciência, tecnologia e sociedade), tal movimento ganhou forças e foi capaz de mostrar a necessidade de mais atenção com conteúdos relacionados à ciência e a tecnologia, a fim de que haja uma relação entre os meios científicos e a sociedade, (ROEHRIG, 2013). De acordo com Santos (2006), já na década de 1980 houve uma maior atenção com o conhecimento científico e com o estudante, dando espaço até mesmo para diferentes abordagens e projetos na escola.

O Ensino de Ciências atualmente já possui diversas práticas democráticas, os Parâmetros Nacionais Curriculares citam a importância do Ensino de Ciências para “que o aluno desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como indivíduo e cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica” (BRASIL, 1998). Os PCN’S, entendem cidadania como: “participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. (Brasil, 1998, p. 7).

Delizoicov e Angotti (1990, p. 56) “para o exercício pleno da cidadania, um mínimo de formação básica em ciências deve ser desenvolvido, de modo a fornecer instrumentos que possibilitem uma melhor compreensão da sociedade em que vivemos”. Para Carvalho et al. (1998) o Ensino de Ciências deve possibilitar a ocorrência de questionamentos, instigando os alunos a refletirem sobre a Ciência no cotidiano a qual os mesmos estão inseridos, mostrando o Ensino de Ciências como algo próximo da realidade.

(12)

Para ser eficaz na formação do ser humano “o Ensino de Ciências no Ensino Fundamental deve propiciar ao aluno uma visão transformadora, possibilitando à escola, não um lugar onde as crianças se sentam e recebem alguma coisa: mas sim um lugar em que algo tem que ser transformado e construído” (GOLDSHMIDT, 2012. p. 23).De acordo com Marandino (2005), podemos caracterizar o Ensino de Ciências como desafiador e polêmico, pois este assume a responsabilidade de levar o conhecimento gerado pela Ciência para um amplo e diferenciado público, como instrumento para a cidadania.

Ataide e Silva (2011), mostram que para a realização das atividades que envolvem o Ensino de Ciências, não é necessário o uso de laboratório ou de instrumentos de difícil acesso, pelo contrário, quanto mais próximo da realidade do aluno o experimento for feito, melhor será a assimilação. As atividades devem ser sempre realizadas a partir de um problema ou questão que necessita ser resolvida, não precisam necessariamente de roteiros ou serem realizadas exclusivamente em laboratórios (BRASIL, 2002, p.71). Ao realizar tais atividades, o professor pode “estabelecer relações com implicações ambientais e abordar o tema descarte de rejeitos químicos” (ATAIDE, 2010 p. 20).

De acordo com os Parâmetros Nacionais Curriculares (1997, p. 64), “no dia-a-dia devem-se aproveitar os espaços externos para realizar atividades cotidianas, como ler, contar histórias, fazer desenho de observação, buscar materiais para coleções.” Ou seja, saber utilizar todos os espaços da escola, a fim de tornar o aprendizado mais simples e natural, fazer com que o aluno entenda e respeite o mundo em que vive.

A maneira de ensinar Ciências passou muito tempo apenas reproduzindo certos padrões, visando apenas a observação e a memorização de conceitos científicos, (SANTOMAURO 2009). Tais práticas tradicionais ainda são vistas em sala de aula, porém após a percepção da importância do Ensino de Ciências para a formação dos estudantes, tornou-se necessário descobrir quais são os melhores métodos para se trabalhar tal disciplina em sala de aula.

De acordo com Fagundes et al. (2012), o Ensino de Ciências deve ter como objetivo a construção de indivíduos críticos, conscientes e argumentadores, que consigam compreender o próprio mundo em que vivem. Objetivando isto,

A palavra lúdico, do latim ludos, remete a jogos, brincadeiras e divertimento. Sendo assim, uma atividade lúdica pode ser dita como aquela que diverte quem está incluído. Entretanto, também podemos considerar o lúdico como uma

(13)

estratégia insubstituível para a aprendizagem e construção do conhecimento humano (SANTOS, 2010).

De acordo com Apaz et al. (2012, p. 7)

É preciso ressaltar que o termo lúdico etimologicamente é derivado do Latim “ludus” que significa jogo, divertir-se e que se refere à função de brincar de forma livre e individual, de jogar utilizando regras referindo-se a uma conduta social, da recreação, sendo ainda maior a sua abrangência. Assim, pode-se dizer que o lúdico é como se fosse uma parte inerente do ser humano, utilizado como recurso pedagógico em várias áreas de estudo oportunizando a aprendizagem do indivíduo.

Segundo Rosa (2015), o lúdico no ambiente escolar foi visto durante muito tempo apenas como jogos e brincadeiras, não era entendido como uma ferramenta para o processo de ensino-aprendizagem. Na atualidade, a ludicidade educativa é muito debatida e está inserida cada vez mais no ambiente escolar.

Seguindo esta lógica, a importância do lúdico pode ser percebida no processo de ensino-aprendizagem, auxiliando na construção do saber. Sendo assim, o lúdico na atualidade não é, de forma alguma, considerado apenas atividades de recreação, mas sim práticas de extrema importância para a construção de diversas vivências aos educandos (SANTOS, 2010). De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 1998), o estudo das Ciências dirigido a memorização de conteúdo, informações descontextualizadas tanto do contexto social como cultural já está amplamente defasado. É notório que as aulas mais interessantes envolvem a leitura e discussão de textos científicos, experimentos, observações entre outros.

Torna-se papel exclusivo do professor oportunizar atividades de experimentação, observação, escrita, leitura e produção de registros. Também é de extrema relevância que o professor consiga problematizar o conteúdo, trazendo o mesmo para o cotidiano dos estudantes (BRASIL, 1998).

As Diretrizes Curriculares da Educação Básica de Ciências (DCE) mostram que a seleção dos conteúdos a serem trabalhados em sala, a fim de proporcionar o Ensino de Ciências, é tão importante quanto a escolha das abordagens e estratégias utilizadas para a mediação pedagógica, afinal, a escolha pertinente de tais elementos colabora para que o educando consiga aprender de maneira significativa (DCE, 2008). Desta forma pode-se perceber a relevância de se utilizar recursos pedagógicos no enriquecimento da prática docente. As DCE também propõem outros elementos que podem ser usados em meio a prática docente, tais como “a abordagem problematizadora, a relação contextual, a relação

(14)

interdisciplinar, a pesquisa, a leitura científica, a atividade em grupo, a observação, a atividade experimental, os recursos instrucionais e o lúdico, entre outros.”. (DCE, 2008).

2.2 CARTILHA COMO FERRAMENTA PARA A EDUCOMUNICAÇÃO VOLTADA PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

No Brasil, a Lei nº 9795/99, que normatiza a Política Nacional de Educação Ambiental, estabelece que é possível conceituar a Educação Ambiental como os processos pelo quais os indivíduos se tornam capazes de construir conhecimentos, competências e valores sociais voltados para conservação do meio ambiente.

Durante todo o processo de entendimento da EA, diversas conferências reuniram discussões acerca do tema citado, a fim de buscar o reconhecimento de valores e o esclarecimento de conceitos. São elas: Keele ConferenceonEducationandCountryside, realizada em 1965 na Inglaterra, Conferência de Estocolmo realizada em 1972 na Suécia, Conferência de Tbilisi realizada em 1977 na Geórgia, Conferência Rio-92 (Eco-92) realizada em 1992 no Brasil, Conferência de Tessalônica realizada em 1997 na Grécia e Conferência Rio+20 realizada em 2012 no Brasil. (REZENDE et al. 2014).

Sorrentino (2005) mostra o contexto do surgimento da Educação Ambiental como uma possível estratégia para a crise civilizatória cultural e social, tratando-se assim, de um item que atua como formador, a fim de participar do processo de ruptura de diversos paradigmas e de construir novas concepções sobre o ambiente. Para que isso possa acontecer, Sato afirma que:

A dimensão ambiental deve estar presente nas diversas áreas do conhecimento, respeitando as organizações, os objetos e as necessidades das múltiplas relações. A produção do conhecimento que aí se constrói deve ser validada e apropriada pelos grupos sociais. (2001, p. 12).

De acordo com Layrargues (2004), a Educação Ambiental pode ser conceituada como práticas educacionais referentes ao meio ambiente, uma união de características que quando unidas possibilitam a construção de valores sociais. Segundo Carvalho (2004, p. 18) “a educação ambiental acrescenta uma especificidade: compreender as relações sociedade-natureza e intervir sobre os problemas e conflitos ambientais”.

Na visão de Loureiro:

Educação ambiental é uma perspectiva que se inscreve e se dinamiza na própria educação, formada nas relações estabelecidas entre as múltiplas tendências pedagógicas e do ambientalismo, que têm no “ambiente” e na “natureza” categorias centrais e identitárias. (2004, p.66).

(15)

A Educação Ambiental deve ser trabalhada respeitando todas as diferenças, incluindo diferenças ambientais e sociais dos educandos, sendo assim trabalhada de maneira transversal, com o objetivo de possibilitar o desenvolvimento de uma visão crítica, despertando uma sabedoria de justiça ambiental e cidadã. Reigota aborda a Educação Ambiental frente aos problemas contemporâneos:

Num primeiro momento da Educação Ambiental a noção de natureza estava relacionada aos recursos naturais. Desde que temas específicos relacionados com os discursos contemporâneos sobre a natureza, como a biodiversidade e os transgênicos ganharam o espaço público, argumentamos que a Educação Ambiental se viu diante de novos desafios teóricos, políticos, ecológicos, sociais, culturais e pedagógicos. (2010, p.10).

A atual EA pode ser trabalhada em diferentes âmbitos, fazendo com que a adaptação às diferentes realidades sociais e culturais se façam presentes em todos os discursos ambientais. Em específico ao âmbito escolar, este atua como um espaço transformador e agregador de conhecimentos, havendo, assim, a necessidade da aproximação com a EA, a fim de uma futura conscientização da sociedade perante o mundo em que vivem. Torna-se cada vez mais necessário o diálogo e a tentativa de reflexão, fazendo com que educandos se questionem sobre as mais diversas questões que envolvem o meio em que vivemos.

A procura por novas estratégias que visam estimular o educando a aprender novos conhecimentos deve ser uma preocupação do professor. Segundo Barbosa, Alonso e Viana (2004) é notável que a partir do momento em que o educando está envolvido com os assuntos discutidos em sala, a chance de um sucesso na aprendizagem é maior. De acordo com Santos et al. (2016) a utilização de métodos alternativos para o Ensino de Ciências é capaz de excluir o aprendizado à base da memorização.

Há muito tempo o Ensino de Ciências vem se tornando motivo de inúmeras discussões e reflexões, na busca do aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem. Podemos considerar o processo ensino-aprendizagem estreitamente ligado aos diferentes usos de materiais didáticos, criatividade por parte do professor e também objetivos a serem alcançados (SANTOS, 2016).

Um exemplo de ferramenta que pode ser utilizada a fim de estimular a participação do aluno com os diferentes temas abordados pelo professor em sala de aula é o uso de cartilhas. Segundo Collares (2011) a cartilha serve como meio de comunicação, onde o conteúdo contido nela reflete a sociedade. Torres et al., (2015) afirmam que a elaboração de cartilhas, quando contextualizadas e com objetivos concretos, estimula a criatividade

(16)

e o raciocínio dos educandos, oportunizando os mesmos a desenvolverem senso crítico sobre os impactos humanos ao meio ambiente. De acordo com o capítulo II, seção I da Lei nº 9795/99, a produção e divulgação de materiais didáticos são atividades vinculadas à Política de Educação Ambiental.

Na visão de Barbosa, Alonso e Viana (2004) as cartilhas temáticas vêm sendo utilizadas cada vez mais como uma material pedagógico especialmente por professores do Ensino Fundamental.

As cartilhas, entram atuam como ferramentas educomunicadoras no ambiente escolar, uma vez que garantem o direito à comunicação como também auxiliam em diversas práticas escolares. A utilização da educomunicação para realizar esta tarefa fez-se muito importante, afinal, os processos educomunicativos visam que ocorra a democratização e gestão da informação entre os meios de comunicação, podendo se apropriar de diversos materiais para que isso de fato aconteça. De acordo com Tassara (2008) a educomunicação é um projeto que possui a intencionalidade educativa, são práticas que visam levar o conhecimento/informação, por meio de que os participantes exerçam seu direito de produzir informação.

De acordo com Bonfadini et al, p.5

[...] entende-se a Educomunicação como uma tecnologia em prol da EA, uma vez que o uso dessa ferramenta lúdica e interativa aproxima educandos de educadores, oferecendo uma infinidade de materiais que podem ser utilizados para o desenvolvimento e exploração das mais diversas propostas no âmbito da educação. É então um novo campo de intervenções sociais, no qual os processos de educação e de comunicação se encontram em aspectos práticos e teóricos, ampliando horizontes, criando novas possibilidades e produzindo um novo comunicar em espaços formais e informais.

Seguindo então esta lógica, a EA continua estabelecendo o seu importante papel na contribuição do indivíduo para com o exercício da cidadania. Neste trabalho, foi buscado aplicar o conhecimento aprendido durante as aulas de graduação, a fim de constituir um sistema de comunicação. “A educomunicação - enquanto teia de relações (ecossistema) inclusivas, democráticas, midiáticas e criativas - não emerge espontaneamente num dado ambiente. Precisa ser construída intencionalmente” (SOARES, 2006, p. 37). A proposta da educomunicação abrange a implementação de projetos que colaborem para mudanças sociais e construção da cidadania, complementando as propostas dos Parâmetros Curriculares Nacionais, no âmbito das linguagens e suas tecnologias, partindo do ideal de que todos devem possuir acesso à expressão e à comunicação. (NCE, 1996).

(17)

Seguindo este contexto, a educomunicação dialoga com a Lei de Diretrizes e Bases, onde prevê que seja adicionados aos currículos parâmetros relacionados à Educação para a Comunicação, contando com a presença das tecnologias e meios de comunicação em massa.

2.3 O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SUSTENTABILIDADE

O termo “Desenvolvimento Sustentável” (DS), surgiu após diversos estudos realizados pelas Nações Unidas, sobre as mudanças climáticas, foi como uma resposta para toda a humanidade, perante a crise social e ambiental, a qual o mundo passava em meados do século XX. A preocupação sobre o uso saudável e sustentável do planeta e dos recursos naturais começou a crescer. Em 1972, a ONU convocou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo, Suécia. (ONU Brasil, 2018). Em 1987 aconteceu a divulgação do Relatório de Brundtland, intitulado Nosso Futuro comum, este popularizou o termo “Desenvolvimento Sustentável”, tão utilizado nos dias de hoje.

Como resultado deste relatório, obteve-se uma espécie de contrato entre as gerações, onde ficou estabelecido que: "desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades”, (COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO, 1988, p. 46). Após a divulgação do Relatório de Brundtland, em 1987, ocorreu a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, conhecida também como Rio+20, de acordo com Jacobi, 2006 p. 6:

Na Rio 92, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global coloca princípios e um plano de ação para educadores ambientais, estabelecendo uma relação entre as políticas públicas de educação ambiental e a sustentabilidade. Enfatizam-se os processos participativos na promoção do meio ambiente, voltados para a sua recuperação, conservação e melhoria, bem como para a melhoria da qualidade de vida.

Durante a Eco-92, haviam ainda os discursos sobre as limitações ambientais e o crescimento econômico, entretanto, o conceito de Desenvolvimento Sustentável já estava lançado, e, com isso, a Assembléia Geral da ONU criou a Comissão de Desenvolvimento Sustentável, em 1992. Após os diversos encontros sobre meio ambiente, foi criado também o Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, (TRIPOLI, 2013). Tendo

(18)

em vista os fatos apresentados acima, torna-se de extrema importância a sensibilização da população acerca destes acontecimentos que estão ocorrendo em nosso planeta.

“As mudanças observadas atualmente no sistema da Terra não têm precedentes na história humana. Os esforços de desacelerar o ritmo ou tamanho das mudanças — inclusive maior eficiência de recursos e medidas de mitigação — tiveram resultados modestos, mas não lograram reverter as mudanças ambientais adversas. Nem seu escopo nem sua velocidade diminuíram nos últimos cinco anos. Ao passo que as pressões humanas sobre o sistema terrestre aceleram, diversos limiares críticos globais, regionais e locais estão próximos de serem ultrapassados, ou até já o foram. Uma vez ultrapassados, é provável que ocorram mudanças abruptas e possivelmente irreversíveis às funções que sustentam a vida do planeta, com implicações adversas significativas para o bem-estar humano.” (PNUMA, 2012a, p. 6).

O Desenvolvimento Sustentável é uma causa muito abraçada pela Organização das Nações Unidas, que desenvolvem seus projetos em união com governos, sociedade civil e outros parceiros. Em 2015, durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, foram criados os ODS, que se tratam de uma agenda mundial, composta por 17 objetivos a serem alcançados até 2030. As metas descritas nestes objetivos abrangem grandes áreas, como a erradicação da pobreza, redução das desigualdades, energia, saneamento básico, padrões sustentáveis, igualdade de gênero, ecossistemas terrestres entre outros, (ONU, 2015).

Conhecendo o Desenvolvimento Sustentável e sua importância, podemos chegar ao conceito de Sustentabilidade, uma vez que o mesmo tem origem no Desenvolvimento Sustentável. Sendo assim, a sustentabilidade é uma condição sistêmica, envolvida com a continuidade de aspectos ambientais, econômicos, culturais e sociais, (LIMA, 2006). Portanto, pode-se dizer que podemos alcançar a Sustentabilidade através do Desenvolvimento Sustentável, (ONU, 2015).

Sabe-se que a educação cumpre um duplo papel que é o de reproduzir determinados aspectos da necessidade atual e preparar todos para transformar a sociedade, preparando-a para o futuro. A sociedade estando comprometida com a causa do Desenvolvimento Sustentável, impedirá que se repitam os programas passados, como reproduzir ambiente degradado, agravamento dos problemas ambientais e de desenvolvimento. A educação deverá ser a alavanca para capacitar os cidadãos a pensarem e a trabalharem na procura de soluções alternativas. A escola pode desenvolver um trabalho importante no sentido de alertar para as atividades que agridem o meio ambiente, para que o aluno consiga discernir sobre o que causa e o que não causa problemas ambientais, permanecendo válida a necessidade de construir sociedades ecológica e socialmente mais justas. (FARIAS, GROENWALD, BAYER, 1998)

(19)

3 METODOLOGIA

3.1 CARACTERÍSTICA DA PESQUISA

Para realização deste trabalho, optou-se pela utilização da abordagem quali-quantitativa para o desenvolvimento da pesquisa. Onde a abordagem qualitativa será utilizada para a análise de dados e a quantitativa para a representação dos resultados estatísticos.

Segundo Denzin e Lincoln (2006), as práticas de abordagem qualitativa envolvem uma grande interpretação para o mundo, mostrando que os pesquisadores estudam dentro dos cenários naturais, buscando entender, interpretar os fenômenos da maneira que as pessoas os interpretam. E, para Chizzoti (2001), a inspiração para a criação das abordagens qualitativas foram o desejo de averiguar informações e as possíveis causas para tais acontecimentos e a conclusão para os fatos observados.

Já os métodos de pesquisa quantitativa são utilizados para medir opiniões, hábitos, ações, reações etc. de tal público-alvo, isso tudo através de uma amostra representada estatisticamente (SANTOS; MANZATO, 2012).

Sabendo que os dados coletados podem apresentar um caráter tanto numérico quanto textual, surge o método quali-quantitativo, ou também chamado de método misto, cujo tem a finalidade de incorporar a abordagem qualitativa com resultados estatísticos. O termo “método misto” foi definido por Creswell e Plano Clarck (2011, p. 391) como: “procedimento de coleta, análise e combinação de técnicas quantitativas e qualitativas em um mesmo desenho de pesquisa.”

Dessa forma, a abordagem qualitativa será utilizada com o objetivo de avaliar a significância da cartilha para os processos de aprendizagem da Educação Ambiental, buscando perceber se houve a sensibilização por parte dos estudantes acerca do conteúdo escolhido, outro objetivo da abordagem qualitativa é analisar se este material possibilitou a contextualização com a realidade do estudante. Já a abordagem quantitativa será empregada para fazer a quantificação destes dados.

3.2 PESQUISA EXPLORATÓRIA

Esta pesquisa será realizada com a metodologia da pesquisa exploratória, uma vez que visa, primeiramente, levantar informações sobre o tema que será trabalhado.

Pronadov e Freitas (2013) afirmam que quando a fase preliminar da pesquisa tem como finalidade garantir maiores informações sobre o assunto que será estudado, para assim o mesmo ser realmente definido.

(20)

Segundo Gil (2008, p.27)

Pesquisas exploratórias são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado fato. Este tipo de pesquisa é realizado especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil sobre ele formular hipóteses precisas e operacionalizáveis.

Esta pesquisa foi desenvolvida em um ambiente escolar, visando inicialmente promover uma investigação mais ampla em relação aos pensamentos e ideias de professores e alunos sobre as necessidades de conteúdo a serem abordados na cartilha a ser produzida.

3.3 COLETA DE DADOS

Silva et al. (2016) aborda a importância da coleta de dados para a realização da pesquisa, frisando ser um dos momentos mais importantes, afinal, é através da coleta de dados que o pesquisador irá obter os dados necessários para o avanço de seus estudos.

Entre diferentes técnicas para a coleta de dados, a utilizada no presente trabalho será o uso de questionários. Segundo Gil (2008, p. 121), pode-se definir questionário como“técnica de investigação composta por questões que são submetidas a pessoas, com o propósito de obter informações sobre conhecimentos, sentimentos, valores, interesses, expectativas”.

Marconi e Lakatos (2003) abordam as principais vantagens desta técnica: economia de tempo, conquista de grandes números de dados e atinge um bom número de pessoas ao mesmo tempo, é possível englobar diferentes regiões na pesquisa. As respostas obtidas pelos questionários permitem que o indivíduo exponha sua opinião em razão do anonimato, dando mais segurança para o mesmo.

3.4 PROCEDIMENTOS

Inicialmente, foi realizada uma pesquisa com 10 professores de Ciências de seis escolas estaduais do município de Dois Vizinhos-Paraná, tal estudo aconteceu por meio de questionários (APÊNDICE 1). Os questionários foram elaborados com intuito de perceber principais dificuldades enfrentadas pelos professores ao abordarem o tema Meio Ambiente e quais os conteúdos de tal tema são mais difíceis para serem trabalhados em sala de aula e quais conteúdo ou temáticas eles sugerem para fazer parte da cartilha. Os mesmos foram estruturados com respostas objetivas e uma possível dissertativa. Após

(21)

feita a coleta destas informações, as mesmas foram analisadas de maneira qualitativa. Posteriormente iniciou-se o processo de confecção da cartilha.

Para elaboração do material didático foi necessário decidir o objetivo da cartilha, a mensagem principal e as específicas que a cartilha deveria passar, as características dos personagens e também contextualizar a cartilha com a realidade dos alunos que a utilizarão. Todos estes tópicos abordados anteriormente foram solucionados a partir da escolha do conteúdo que será tratado na cartilha.

Durante a elaboração da cartilha, foi ressaltado a utilização de uma linguagem clara, direta e de fácil entendimento/compreensão. A cartilha possui atividades lúdicas que poderão ser realizadas pelos estudantes durante o estudo com o material nas aulas de Ciências.

Para a criação das imagens ilustrativas, foram utilizados os seguintes programas: Adobe Illustrator, Corel Draw e Photoshop. Após a utilização da cartilha em sala de aula, será feita uma avaliação sobre a utilização da mesmas pelos estudantes. Tal avaliação será feita por meio do uso de questionários.

3.5 ANÁLISE DE DADOS

A análise qualitativa dos questionários aconteceu por meio de análise de conteúdo, a qual se difundiu após pesquisas feitas por Bardin em 1977. Esta análise pode ser compreendida como um agregado de diferentes técnicas de pesquisa que possuem o objetivo de buscar sentido em dado documento (CAMPOS, 2004).

Santos (2012) traz em sua obra características da análise de conteúdo adaptado aos estudos de Bardin, com isso, mostra que a análise do conteúdo tem como principal objetivo a utilização de mensagens para confirmar os indicadores e com isso ter o conhecimento se os mesmos permitem interferir sobre outra realidade. A investigação contou com a utilização da análise qualitativa, que aconteceu por meio de análise de conteúdo.

A análise quantitativa foi feita por estatística descritiva, visando sintetizar os dados obtidos a partir da análise qualitativa e descrevê-los. Marconi e Lakatos (2010) abordam a facilidade em visualizar os resultados a partir de gráficos, que torna o trabalho mais acessível e de fácil compreensão.

(22)

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 QUESTIONÁRIOS APLICADOS AOS PROFESSORES

A partir das pesquisas realizadas previamente com professores de Ciências dos 6º anos, com fundamento nas respostas obtidas nos questionários, Desenvolvimento Sustentável/Sustentabilidade foi tema mais votado para a confecção da cartilha, tendo isso em vista, a cartilha lúdica foi baseada nesta temática. Responderam ao questionário inicial deste estudo dez professores de ciências de colégios estaduais, pertencentes ao município de Dois Vizinhos-PR.

A primeira questão do questionário era referente a dificuldade dos educadores ao abordar o tema meio ambiente em sala de aula, a questão foi feita da seguinte forma: “Você sente dificuldades ao abordar os conteúdos de meio ambiente em sala de aula?”. Os professores poderiam assinalar sim ou não, “destes, 70% afirmaram não possuir enquanto 30% admitiram possuir dificuldades. A segunda questão era relacionada ao material didático utilizado pela escola em que estes desenvolviam suas funções, a questão foi feita da seguinte forma: “O material didático utilizado pela escola supre todas as necessidades? (Na abordagem de conteúdos referentes ao meio ambiente)”, os professores poderiam assinalar sim ou não, onde 90% respondeu que apenas o material didático não é capaz de suprir as necessidades, na abordagem de conteúdos relacionados ao meio ambiente, enquanto 10% afirmou que o material é capaz de suprir todas as necessidades. O terceiro tópico presente no questionário solicitava aos professores uma posição acerca da utilização de cartilhas como forma de auxiliar no processo de ensino aprendizagem de conteúdos relacionados ao meio ambiente, a questão foi feita da seguinte forma: “Você acredita que o uso de uma cartilha educativa pode auxiliar no processo de ensino aprendizagem destes conteúdos?”, os professores poderiam assinalar sim ou não, com esta questão, 100% dos professores afirmaram que acreditam que o uso de uma cartilha pode auxiliar os processos de aprendizagem. Finalizando o questionário, a última pergunta trazia algumas possíveis ideias de temas que poderiam ser abordados no material, tendo em vista a dificuldade de serem trabalhados em sala por falta de material didático, trazendo quatro opções e também dando a possibilidade do professor escrever outra opinião, da seguinte maneira: “Dentre os conteúdos citados a seguir, assinale a opção que você considera mais dificultosa de ser trabalhada em sala de aula por falta de material didático”, as opções dadas para assinalar foram: a) desenvolvimento

(23)

sustentável/sustentabilidade, b) preservação do meio ambiente, c) a problemática do lixo, d) aquecimento global.

Nesta questão, o tema desenvolvimento sustentável/sustentabilidade foi votado por 70% dos educadores, preservação do meio ambiente conseguiu 30% de votos, enquanto os temas “a problemática do lixo” e “aquecimento global” não foram votados.

4.2 A CONFECÇÃO DA CARTILHA

A cartilha de Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade, intitulada “Vivendo em Sustentabilidade” (APÊNDICE 2), foi elaborada por meio de um programa gráfico CorelDraw, o conteúdo nela contido foi analisado e buscado em diversas referências, presentes em livros, artigos e revistas. A cartilha teve como foco introduzir o conteúdo com os educandos, sendo o público alvo estudantes infanto-juvenil. Os personagens deste material são de produção autoral.

Para que houvesse um tom mais lúdico no material, a cartilha foi desenvolvida por meio de diálogo entre os personagens, e, em dados momentos, o leitor é convidado a refletir sobre o tema abordado em determinado diálogo. A cartilha possui muitas imagens, textos curtos com uma linguagem mais simplificada, objetivando uma fácil compreensão pelo público alvo. O material possui também conceitos básicos acerca dos principais assuntos abordados. Ao final da cartilha, existem algumas atividades, as quais foram planejadas com o intuito de serem realizadas no caderno individual de cada educando, para que não seja necessário realizar uma nova impressão a cada vez que uma turma realizar as aulas utilizando o material.

4.3 APLICAÇÃO DA CARTILHA, PRÉ QUESTIONÁRIOS

Participaram da aplicação da cartilha 28 alunos, estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, de uma escola Estadual do município de Dois Vizinhos – PR. Antes da intervenção da cartilha em sala de aula, houve a entrega dos pré-questionários (APÊNDICE 3). Com a aplicação destes, foi possível realizar diagnósticos sobre os conhecimentos da turma.

A primeira questão: “você conhece o termo Desenvolvimento Sustentável?”, foi respondida com “sim” por oito estudantes, o que equivale a aproximadamente 29% da classe, enquanto a opção “não” foi assinalada por vinte estudantes, aproximadamente 71% da turma. É perceptível que, mesmo com o aumento de debates relacionados à Educação Ambiental em sala de aula, o tema Desenvolvimento Sustentável ainda possui pouca visualização e entendimento, ainda mais se comparado com o termo

(24)

Sustentabilidade. Muitas vezes, estes termos permanecem confusos para educandos e até mesmo para professores, sendo muitas vezes utilizados com a mesma finalidade, ou sendo empregados como se tivessem o mesmo significado.

Destes oito alunos que afirmaram conhecer o termo, seis responderam de maneira não elucidativa, utilizando explicações como:

“Que desenvolve a natureza” “Desenvolvimento sustentável é desenvolver algo sustentável”

Estudantes do 6º ano

Os outros dois alunos tiveram como resposta: “não sei”. Pode-se perceber que os estudantes, mesmo aqueles que afirmaram obter conhecimento sobre o tema, tiveram dificuldades ao responder a questão. Assim percebe-se que, mesmo em se tratando de um assunto anteriormente estudado, houve uma falta de articulação e assimilação no processo de ensino-aprendizagem.

A segunda questão: “você conhece o termo Sustentabilidade?”, foi respondida da seguinte maneira: quatorze alunos assinalaram a opção “sim” e quatorze alunos assinalaram a opção “não”, de tal forma 50% dos alunos já ouviram o termo e 50% nunca ouviram o termo.

Ao serem indagados para escrever o significado do termo com suas palavras, dos quatorze estudantes que afirmaram conhecer o termo Sustentabilidade, nove responderam “não sei”, os outros cinco estudantes, novamente, responderam de forma não elucidativa, utilizando como respostas:

“Alguma coisa que fica e nunca cai”, “Ter mais energia”

Estudantes do 6º ano

Novamente, é visto que os educandos possuíam dificuldades para responder tal questão. Provavelmente por não obterem uma explicação concreta sobre os temas abordados no pré questionário.

Ao partir para a terceira questão: “você já utilizou cartilhas durante as aulas de Ciências?”, obtiveram-se os seguintes resultados: apenas dois alunos assinalaram a opção “sim”, demonstrando que apenas 7% já utilizaram tal material em sala, contrapondo aos 93%, 26 alunos, que nunca presenciaram aulas de Ciências com tais materiais. Pode-se observar que a maioria da turma ainda não havia utilizado cartilhas em aulas de Ciências, com isso surge a reflexão de que a maioria dos conteúdos repassados aos estudantes se

(25)

baseia apenas em livros didáticos adotados pela escola, onde em poucos casos os estudantes possuem a oportunidade de acesso à outras informações e meios de comunicação.

Neste ponto, Carvalho (2001, p. 18), aborda que as aulas de ciências precisam evitar “ser vista como um obstáculo à eficácia e um fator de desânimo, para tornar-se um convite a romper com a inércia de um ensino monótono e sem perspectivas, e, assim, aproveitar a enorme criatividade potencial da atividade docente”. Com isso, é visto que atividades diferenciadas podem romper sequências de atividade monótonas, trazendo novas ferramentas de ensino e metodologias para a sala de aula.

4.4 APLICAÇÃO DA CARTILHA, PÓS QUESTIONÁRIOS

Após a intervenção didática, com a utilização das cartilhas, foi aplicado o pós questionário (APÊNDICE 4), a fim de analisar e comparar as respostas, buscando interpretar se houve ou não a assimilação dos conteúdos por parte dos estudantes. O pós questionário possuía questões similares ao pré questionário.

A primeira pergunta, “Você conhece o termo Desenvolvimento Sustentável? Foi respondida com “sim” por 26 estudantes, equivalente a aproximadamente 96% da classe. Ao comparar esta questão no pré questionário, é possível perceber que o conhecimento da classe perante este termo se elevou após a utilização das cartilhas e dos debates que aconteceram após a leitura.

(26)

Fonte: Autoria própria

A seguir, foi pedido aos estudantes que conheciam o termo, que escrevessem o que é o Desenvolvimento Sustentável, dos vinte e seis alunos que afirmaram ter conhecimento sobre o termo, apenas vinte e três alunos responderam de forma descritiva, e, destes, cinco responderam de forma elucidativa. As categorias pertencentes as respostas vindas dos estudantes que responderam de forma elucidativa estão presentes na tabela abaixo. (Tabela 1).

Tabela 01: Percepção dos estudantes sobre o termo Desenvolvimento Sustentável

Categorias Quantidade de respostas

Preservação 8

Economia de recursos 3

Atender as necessidades da geração presente sem comprometer as futuras gerações

6

Empresas ecológicas 1

Fonte: Autora

É visto que a maioria dos estudantes que responderam a questão de forma descritiva, fizeram uma associação do Desenvolvimento Sustentável com a preservação

Nú m er o d e alu n o s

(27)

do meio ambiente. Desenvolvimento Sustentável é retomado e, de acordo com Jacobi, 2003 p. 9:

Não só reforça as necessárias relações entre economia, tecnologia, sociedade e política, como chama a atenção para a necessidade do reforço de uma nova postura ética em relação à preservação do meio ambiente, caracterizada pelo desafio de uma responsabilidade tanto entre as gerações quanto entre os integrantes da sociedade dos nossos tempos.

Portanto, ao responderem a questão, os alunos que consideraram a preservação um tópico pertencente ao Desenvolvimento Sustentável estavam corretos, entretanto, é necessário que outros tópicos também sejam entendidos por parte dos estudantes, a fim de proporcionar aos mesmos uma visão mais holística e crítica a respeito do Desenvolvimento Sustentável.

A questão dois, relacionada com o termo Sustentabilidade, foi respondida desta vez com “sim” por 26 estudantes, aproximadamente 93%, e a opção “não” foi assinalada por dois estudantes, aproximadamente 7%. Nesta questão, também, tornou-se perceptível, o aumento dos índices no que diz respeito aos conhecimentos dos estudantes sobre o termo sustentabilidade.

As figuras abaixo retratam o aumento percebido ao comparar os questionários.

Figura 02

(28)

A primeira abordagem sobre o tema já obteve dados que mostraram que os alunos já tinham conhecimento sobre o termo, porém, é visto que após a prática com a intervenção da cartilha, estes índices se elevaram.

A seguir, a pergunta indagava os estudantes a escreverem o que é a Sustentabilidade com suas palavras. Dos 26 estudantes que afirmaram conhecer o termo Sustentabilidade, apenas vinte responderam a questão descritiva, dentre estes vinte, cinco responderam a questão de forma não elucidativa. A tabela abaixo apresenta as categorias destacadas em meio as respostas fornecidas pelos estudantes que responderam a questão de forma elucidativa.

Tabela 2: Percepção dos estudantes sobre o termo Sustentabilidade

Categorias Quantidade de respostas

Consumo consciente 4

Capacidade de sustentação 5

Preservação 4

Responsabilidade com o meio ambiente 2

Fonte: Autora

A tabela dois mostra que o conceito de Sustentabilidade, apresentado pela maioria dos estudantes, remete a capacidade de sustentação de um sistema, de acordo com Mikihailova, (2004, p. 6): “Existe uma parte do capital natural que tem papel importantíssimo e é extremamente necessário para sustentação da vida na Terra. [...] O conceito da forte sustentabilidade implica manter essa parte do capital natural intacto”. Esta ideia é vista no discurso dos estudantes a partir das respostas obtidas na questão e também em falas esporádicas tidas em sala de aula. Os estudantes associaram a palavra Sustentabilidade com sustentação, com isso, conseguiram partir para uma reflexão de que para que nosso planeta se sustente, é necessário manter, preservar e utilizar de maneira ética nossos bens e recursos ambientais.

“Sustentabilidade é se sustentar, para que isso seja verdade, precisamos cuidar do planeta”.

(29)

A terceira pergunta presente no pós questionário perguntava aos estudantes como podemos alcançar a Sustentabilidade, os mesmos deveriam escrever com suas palavras. Dos vinte e oito estudantes, apenas vinte e um responderam a questão descritiva, os outros sete estudantes deixaram a questão em branco. A tabela abaixo apresenta as categorias elencadas a partir das respostas dadas pelos educandos.

Tabela 3: Percepção dos estudantes sobre formas de alcançar a Sustentabilidade

Categorias Quantidade de respostas

A partir do Desenvolvimento Sustentável 8

Evitando o desperdício 3

Preservação 4

Evitando o consumismo 6

Fonte: Autora

Pode-se perceber que a maioria dos estudantes respondeu que a Sustentabilidade pode ser alcançada a partir do Desenvolvimento Sustentável, onde a Sociedade alcança a Sustentabilidade tendo em vista todos os objetivos que compõem o Desenvolvimento Sustentável.

Tais resultados mostram que a cartilha teve uma grande importância, e, contribuiu na compreensão do tema proposto. Isso pode ser visto a partir da comparação das perguntas dos pré e pós questionário, visto que a diferença contida nas porcentagens são perceptíveis.

É visto que a educação desenvolve um papel de transformar os indivíduos para a sociedade, preparando-os para o futuro. Quando a sociedade fica comprometida com causas ambientais, no caso, com o Desenvolvimento Sustentável, ela tem capacidade de impedir que problemas do passado se repitam.

A educação deverá ser a alavanca para capacitar os cidadãos a pensarem e a trabalharem na procura de soluções alternativas. A escola pode desenvolver um trabalho importante no sentido de alertar para as atividades que agridem o meio ambiente, para que o aluno consiga discernir sobre o que causa e o que não causa problemas ambientais, permanecendo válida a necessidade de construir sociedades ecológica e socialmente mais justas, (BAYER,GROENWALD, LIBERMAN, 1998, p. 690).

(30)

A quarta pergunta, indagava os estudantes da seguinte maneira: “Você gostou de usar cartilhas durante as aulas de Ciências?”, nesta questão, vinte e seis estudantes, 93%, afirmaram terem gostado da experiência das cartilhas durante as aulas de ciências, apenas dois estudantes assinalaram a opção “não”, contabilizando 7% que afirmaram não terem gostado de utilizar tal material durante as aulas de Ciências.

4.5 A CARTILHA NO MEIO DIGITAL

Pensando em abranger um número maior de pessoas, foi utilizado a internet como meio de disseminação de informação, a fim de democratizar a informação para todos. Com isso, foi criado um site, onde a cartilha está disponível.

A internet, neste caso, atua como uma ferramenta para o alcance da democratização da informação, de acordo com Escobar, (2004, p. 3)

Do ponto de vista da produção das informações tem-se a hipótese de que a Internet possibilitou uma maior democratização uma vez que permitiu a muitos indivíduos passarem de um polo - receptor - ao outro - emissor - do processo comunicativo, expandindo assim as possibilidades de se colocar em prática alguns dos princípios básicos da democracia.

Sendo assim, quando conteúdos informativos são adicionados na internet, os mesmos conseguem alcançar mais pessoas, com isso, a Cartilha Vivendo em Sustentabilidade, foi inserida também na plataforma digital, www.isabellagalvan.com (APÊNDICE 5).

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De acordo com a temática escolhida pela maioria dos professores participantes, elaborou-se uma cartilha didática sobre Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade, sendo esta utilizada como ferramenta para a promoção da Educação Ambiental.

O tema da sustentabilidade é de extrema relevância para a constituição da transversalidade do tema gerador “Meio Ambiente” na escola. Sendo este um tema chave para a formação de indivíduos críticos, comprometidos e atuantes na sociedade.

A cartilha, nesta pesquisa, contribuiu com o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que proporcionou o estudo de conceitos e momentos de reflexões acerca do Desenvolvimento Sustentável e Sustentabilidade. O uso da cartilha promoveu o diálogo em sala de aula, a socialização entre estudantes e professores e possibilitou também um momento lúdico, de interação entre os participantes e os personagens inseridos no

(31)

material. Os resultados alcançados mostraram que a ferramenta utilizada oportunizou a assimilação de novos conhecimentos pelos envolvidos.

(32)

REFERÊNCIAS

APAZ, M. F.et al.A relação entre o aprender e o brincar: uma perspectiva

psicopedagógica. 2012. Disponível em : <https://bit.ly/2z5LPSs>. Acesso em 15 abr.

2018.

ATAIDE, M. C. E. S. Experimentos que geram rejeitos químicos com metais

pesados em escolas da educação básica. 2010. Programa de Pós-Graduação em Ensino

de Ciências Naturais e Matemática do Centro de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal.

BARBOSA, P. M. M; ALONSO, R. S; VIANA, F. E. C. Aprendendo Ecologia Através de Cartilhas. Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária. Belo Horizonte, 2004.

BAYER, A; GROENWALD, C; LIBERMAN,B. Programa Educacional em

Desenvolvimento Sustentável. Libro de Comunicaciones – VI Congreso de Psicolgía

Ambiental, Universidade da Coruña, Espanha, 1998, 687-690.

BRASIL, Ministério da Educação, Lei nº. 9.795 de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, n. 79, 28 abr, 1999.

BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino

Fundamental. Brasília, MEC/SEF.1997.

BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Parâmetros Curriculares

Nacionais – Ensino Médio. Brasília: 2002.

BRASIL, Lei de Diretrizes e Bases. Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:

Ciências. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1998.

BONFADINI, K. E. C. G.; BORIM, D. C. D. E.; ROCHA, M. B. Educomunicação em praticas de educação ambiental: o uso de documentários na educação básica. Revista

Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, v. 9, n. 1, p. 326-341, jan./abr. 2016.

Disponível em:< https://bit.ly/2K2HyTT>. Acesso em: 14 out. 2018.

CAMPOS, C. J. G. Método de análise de conteúdo: ferramenta para a análise de dados qualitativos no campo de saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, 2004. Disponível em<: https://bit.ly/2z7VPuC>. Acesso em: 02 mai. 2018.

CARVALHO, I. C. M. (Re)Conhecendo a Educação Ambiental Brasileira. In: MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília: MMA, 2004.Disponível em: <https://bit.ly/1Eg4oeD> Acesso em: 20 abr. 2018.

(33)

CARVALHO, A. M. P. de et al. (1998) Ciências no ensino fundamental. São Paulo: Scipione, 2005. Disponível em: <https://bit.ly/2qLpx3J> Acesso em: 15 abr 2018. CARVALHO, R,T.Novela Gráfica: autobiografia e de subjetivação. In. 6º Seminário Brasileiro de Cultura e Educação e 3º Seminário Internacional de Estudos Culturais e Educação- Educação Transgressão narcisismo. 2015.

CARVALHO, A. M. P. & GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de ciências:

Tendências e inovações. São Paulo.Cortez,2001.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2000.

COLLARES, S. A. O. O uso da cartilha progressiva (1907) nas escolas do estado do Paraná. In: XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH. São Paulo, 2011.

COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO (CMMAD). Nosso futuro comum. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 1988. COSTA, J. A. M. Educação em Ciências: novas orientações. Millenium. 2000. n.19. Disponível em: < http://www.ipv.pt/millenium/19_spec6.htm>. Acesso em: 8 mai. 2018.

CRESWELL, J.W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Tradução

de Luciana de Oliveira da Rocha. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. Disponível em <https://bit.ly/2T9X8S3> Acesso em: 30 abr. 2018.

DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. Metodologia do ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 1998.

DENZIN, Norman; LINCOLN, Yonna. A disciplina e a prática da pesquisa qualitativa. IN: _______ e col. O Planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. Porto Alegre: ArtMed, 2006, p.15-41.

ESCOBAR, Juliana Lúcia. A Internet e a Democratização da Informação: proposta para

um estudo de caso. In: ENCONTRO DOS NÚCLEOS DE PESQUISA DA INTERCOM, 5..

2014. Disponível em: . Acesso em: 1 out. 2018.

FAGUNDES, W. A. et al. Metodologia de ensino de biologia relacionada à temática biotecnologia. III Simpósio Nacional de Ensino de Ciências e Tecnologia. Ponta Grossa, de 26 a 28 de setembro, 2012, p.17.

GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. Disponível em: <https://bit.ly/1wWv2eR>. Acesso em: 01 mai. 2018.

(34)

GOLDSHMIDT, A. I. O ensino de ciências nos anos iniciais: sinalizando

possibilidades de mudanças. Tese de Doutorado em educação em ciências: química da

vida e saúde)-Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria. 2012, p.277.

JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cad. Pesquisa, n. 118. São Paulo: Mar. 2003. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100- 5742003000100008&script=sci_arttext&tlng=pt. Acesso em: 19 ago. 2018.

KRASILCHIK, M. O professor e o currículo das Ciências. São Paulo: Edusp, 1987. LAYRARGUES, P. P. (Re)Conhecendo a Educação Ambiental Brasileira. In:

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Identidades da Educação Ambiental Brasileira. Brasília: MMA, 2004.Disponível em: <https://bit.ly/1Eg4oeD> Acesso em: 20 abr. 2018).

Lima, S. F. Introdução ao Conceito de Sustentabilidade Aplicabilidade e Limites. Unibrasil, Caderno da Escola de Negócios, v. 4, n. 4. 2006

LOUREIRO, C. F. B. Complexidade e dialética: contribuições à práxis política e emancipatória em educação ambiental. Red de Revistas Científicas de América

Latina y el Caribe, España y Portugal.Campinas, vol. 26, n. 93, p. 1473-1494.

Disponível em: <https://bit.ly/2DFlOgw>. Acesso em: 20 abr. 2018.

MARANDINO, M. A pesquisa educacional e a produção de saberes nos museus de

ciência. História, Ciências, Saúde, Manguinhos, Fiocruz, Rio de Janeiro, v.12,

p.161-181, 2005. Disponível em: <https://bit.ly/2B3F058> Acesso em: 10 abr. 2018. MARCONI, M. A; LAKATOS, E. Fundamentos de metodologia científica. 5ª. ed. São Paulo: Atlas, 2003. Disponível em: <https://bit.ly/2O7kqoE> Acesso em: 29 abr. 2018.

MIKIHAILOVA, I. Sustentabilidade: Evolução dos conceitos teóricos e os problemas da mensuração prática. Revista Economia e Desenvolvimento, nº 16, 2004.

NCE. Apresentação. Núcleo de Comunicação e Educação, 1996. Disponível em: Acesso em: 12 mai. 2017.

ONU. Assembleia Geral das Nações Unidas. A ONU e o Meio Ambiente. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/acao/meio-ambiente/>. Acesso em: 18 out. 2018. PARANÁ. Diretrizes Curriculares Estaduais de Ciências. Curitiba: Seed, 2008 PNUMA, Um novo balanço para as Nações: UNU-IHDP e PNUMA lançam um índice de sustentabilidade que vai além do PIB. Disponível em:<

http://www.pnuma.org.br/comunicados_detalhar.php?id_comunicados=213> . Acesso em: 19 ago. 2018.

PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. D. Metodologia do trabalho

(35)

Hamburgo: UniversiadeFreevale, 2013. Disponível em: <https://bit.ly/2jYUJvl>. Acesso em: 28 abr. 2018.

REIGOTA, Marcos. A Educação Ambiental frente aos desafios apresentados pelos discursos contemporâneos sobre a natureza. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.36, n.2, p. 539-553, maio/ago. 2010. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n2/a08v36n2.pdf>. Acesso em: 22 out 2018.

ROSA, S. V. R. Ludicidade no ensino de ciências. Monografia (Graduação no Curso de Pedagogia). Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2015. p.39. Disponível em: <https://bit.ly/2RMX358> Acesso em: 20 mai. 2018.

ROEHRIG, S. A. G. Educação com enfoque ciência, tecnologia e sociedade - CTS –

nas diretrizes curriculares de física do Estado do Paraná. Dissertação (Mestrado) –

Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Exatas, Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática. Curitiba, 2013. Disponível em:

<https://bit.ly/2B5bYCf>. Acesso em: 05 out. 2018.

SANTOS, A. B; MANZATO, A. J. A elaboração de questionários na pesquisa quantitativa. Departamento de Ciência de Computação e Estatística. UNESP. 2010. Disponível em: <https://bit.ly/2t6U9jn>. Acesso em: 05 jun. 2018.

SANTOS, M. C. A importância da produção de material didático na prática docente. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE GEÓGRAFOS, 7, Vitória, 2014. Vitoria/ES. Anais do VII CBG. Disponível em: <

http://www.cbg2014.agb.org.br/resources/anais/1/1404098564_ARQUIVO_AI mportanciadaProducaodeMaterialDidaticonaPraticaD>Acesso em: 06 out. 2018. SANTOMAURO, B. O que ensinar em ciências, 2009. Disponível em:

<https://bit.ly/2B5ctw7> Acesso em: 01abr. 2018.

SANTOS, E. A. C. O lúdico no processo de ensino aprendizagem. 2010, Universidad Tecnológica Intercontinental (UTIC) Assunción – PY. Disponível em:

<https://bit.ly/2PoCPBW> Acesso em: 10 abr. 2018.

SANTOS, F. M. Análise de conteúdo: a visão de Laurence Bardin. Revista Eletrônica

de Educação. V.8. 2012. Disponível em: <https://bit.ly/2Tb9bi3>. Acesso em: 02 mai.

2018.

SATO, Michele. Educação Ambiental. São Carlos: Rima, 2003.

SATO, M. Debatendo os desafios da educação ambiental. Revista Eletrônica do

Mestrado em Educação Ambiental. Rio Grande: Universidade Federal do Rio

Grande; FURG, v. 1, p. 14-33, 2001. Disponível em: < https://bit.ly/2OGU2l1>. Acesso em: 12 out. 2018.

SILVA, C. N. M; SILVA, G. M; MORAIS, F. A. M; OLIVEIRA, A. L; OLIVEIRA, J. C. O. O questionário, o formulário e a entrevista como instrumentos de coleta de dados: vantagens e desvantagens do seu uso na pesquisa de campo em ciências humanas. III

(36)

SILVA, K, R, A; PIMENTA, A, L; TEIXEIRA, F, M; SILVA, A, C M; Elaboração de uma cartilha como material educativo para preservação da tartaruga verde

.(Cheloniamydas) em Itaipú, Niterói, Rio de Janeiro. Revista Presença, [S.l.], v. 2, p. 35-58, aug. 2017. ISSN 2447-1534. Disponível em:<https://bit.ly/2B3ehpw>. Acesso em: 02 mai. 2018.

SOARES, D. Educomunicação - O que é isso? Instituto de Educação e CulturaPortal Gens, São Paulo, maio 2006.

TASSARA, E. Dicionário Socioambiental: Idéias, definições e conceitos. São Paulo: FAART, 2008.

ZANON, D.; FREITAS, D, A. Aula de ciências nas séries iniciais do ensino

fundamental: ações que favorecem a sua aprendizagem. Revista Ciências & Cognição. Ilha do Fundão. v. 10, mar. 2007. p. 93-103 Disponível em:

(37)
(38)

APÊNDICE 1

(39)

APÊNDICE 2

(40)
(41)
(42)
(43)
(44)
(45)
(46)

Referências

Documentos relacionados

M: Escola Estadual de Ensino Médio; FAMURS: Federação das Associações dos Municípios do RS; FEPAM: Fundação Estadual de Proteção Ambiental – RS; IBAMA: Instituto Brasileiro

A pesquisa-ação, aqui apresentada objetivou primordialmente problematizar e discutir com os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio

O trabalho foi desenvolvido com alunos de um colégio Estadual de Dois Vizinhos-PR, matriculados no 8° ano do Ensino Fundamental, os quais foram convidados no

O principal objetivo deste estudo foi analisar o desenvolvimento do senso crítico, analítico e científico de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental no

Diante dessa problemática, o município de Mutum foi escolhido para a realização de uma pesquisa com os alunos do 3º ano do ensino fundamental da Escola

Diante dessa problemática, o município de Mutum foi escolhido para a realização de uma pesquisa com os alunos do 3º ano do ensino fundamental da Escola

Este trabalho relata e dá continuidade ao projeto realizado no ano de 2013, com alunos do 6º Ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual do Campo de

Método: Relato de experiência realizada em uma escola estadual do município de Niterói, para alunos do 6º ano fundamental, por enfermeiros mestrandos do Programa de