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Academic year: 2021

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TÍTULO: ISOLAMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE CLONES CTGS NOCAUTES PARA PRPC ATRAVÉS DO SISTEMA DE CRISPR/CAS9.

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: Biomedicina SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS -FMU

INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): ISABELLA AMORIM AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): MARILENE HOHMUTH LOPES ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): CNPQ, FAPESP, MARIANA PRADO BRANDÃO COLABORADOR(ES):

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1. Resumo

O Glioblastoma Multiforme (GBM) é o tipo mais comum e agressivo de glioma, sendo considerado de maior grau e pior prognóstico. Diversos estudos descrevem uma subpopulação celular como as responsáveis pela origem, progressão e manutenção do tumor, denominadas células-tronco de glioblastoma (CTGs). Estas células são resistentes a tratamentos convencionais, dificultando a terapia e provocando a recidiva tumoral. Nosso grupo descreveu algumas funções da proteína prion celular (PrPC), uma glicoproteína de membrana plasmática GPI-ancorada, capaz de interagir com outras proteínas de superfície modulando, por exemplo, a proliferação do GBM in vivo e in vitro. Nossos achados apontam PrPC como molécula chave na manutenção do estado indiferenciado de CTGs, alterando sua proliferação e migração. Ademais, estudos demonstram que em gliomas a depleção da proteína em questão causa o impedimento do desenvolvimento tumoral e induz a apoptose. Diante desses relatos, PrPC seria uma molécula com um potencial para ser biomarcador e alvo terapêutico contra o GBM. Objetivo: Isolar e caracterizar clones de células-tronco de glioblastoma nocaute para PrPC gerados através do sistema CRISPR/Cas9. Resultados: Nossa equipe estabeleceu linhagens de células de glioblastoma nocautes para PrPC através da técnica de Crispr/Cas9 .Para verificar a expressão de PrPC, realizamos ensaios de Western Blotting no qual não observamos expressão significativa de PrPC e dados dos ensaios de imunofluorência demonstram que PrPC co-localiza e interage com um marcador de células-tronco tumorais, o CD44. Ademais iniciamos a cultura em células em suspensão apesar dos dados serem em GBM, graças ao funcionamento do método CRISPR/Cas9 não devemos observar alterações na expressão de PrPC nestas células. Considerações

Finais: A partir dos ensaios realizados é possível observar que houve depleção de

PrPC,visto que esse projeto busca gerar e validar células-tronco de Glioblastoma nocautes para PrPC, os resultados obtidos são promissores, já demonstrando a existência de uma população nocaute em cultura de GBM. Acreditamos então que a ferramenta criada nesse projeto poderá beneficiar o grupo como um todo para possibilitar um melhor entendimento do papel de PrPC na biologia do tumor.

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2. Introdução

O Glioblastoma Multiforme (GBM) é um tumor derivado de células da gliais do Sistema Nervoso Central (SNC), apresentando o maior grau de agressividade, uma vez que os pacientes apresentam baixa taxa de sobrevida e pior prognóstico (Yi et. al., 2016). Adicionalmente, o GBM cresce em padrão difuso e possui alta capacidade proliferativa, o que possibilita a recidiva da doença e dificulta a remoção completa do tumor por ressecção cirúrgica (Holland, 2000). Estudos indicam que a manutenção do GBM ocorre através de uma subpopulação de células, denominadas de células-troncos tumorais ou células-tronco de glioblastoma (CTGs) (Seyomour, et. al 2015). Além disso, estas células podem permanecer quiescentes, sobrevivendo ao tratamento convencional e levando à recidiva do tumor (Clevers,2011, Dalerba et. al 2007).

Nosso grupo vem demonstrando a importância da Proteína Prion Celular (PrPC) na regulação da biologia CTGs, inclusive sendo capaz de modular o seu crescimento e a disseminação (Iglesia et al., 2017). Dados da literatura mostram que possui um papel importante como scaffold protein, tendo a capacidade de formar várias plataformas de sinalização na superfície da célula, possuindo afinidade por outras proteínas fundamentais a suas funções (Santos et al.,2015, Westergar et al., 2007). Tendo em vista a importância da proteína em questão, diversos dados indicam que PrPC é capaz de interagir com um marcador de células-tronco tumorais, o CD44, em diversos tipos de tumores (Medema J. P., 2013). Por exemplo, um estudo em tumores de mama resistentes demonstrou uma associação e interação entre CD44 e PrPC (Cheng et al., 2014). Em gliomas, a perda de PrPC causa o bloqueio do crescimento tumoral e induz a morte celular programada (Barbieri et al., 2011).

Curiosamente, dados recentes do nosso grupo demonstram que a expressão de PrPC está diretamente relacionado com a agressividade em GBM. Sua expressão também está associada com a proliferação e sobrevivência celular in vitro, assim como ao crescimento tumoral e sobrevida animal in vivo (Lopes et al., 2014). Nossos resultados mais recentes demonstram que PrPC apresenta um papel importante na regulação da manutenção do estado indiferenciado de CTGs (Iglesia et al., 2017).

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Diante de todos os dados apresentados buscamos obter uma maior compreensão sobre a maneira que PrPC regula a expressão de proteínas relacionadas com o estado indiferenciado das CTGs, o que poderá resultar no desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e na identificação de novos alvos terapêuticos contra GBM.

3. Objetivos

3.1 Objetivo principal

Isolar e caracterizar clones de células-tronco de glioblastoma nocaute para PrPC gerados através do sistema CRISPR/Cas9.

4. Metodologia

Foram utilizadas células nocautes de GBM acompanhadas com as parientais (como controle) em meio de cultivo, nos quais foram direcionados ensaios de diluição clonal para selecionar as células negativas, e para averiguar a expressão de PrPC foi realizado para validação o método de western blotting e ensaios de imunofluorência.

5. Desenvolvimento

Para a cultura de células cultivamos linhagens comerciais de GBM, U87 e U251, em DMEM 10%, trocando o meio a cada dois dias. As neuroesferas foram cultivadas em meio DMEM-F12 suplementado com B27 e FGF-2 e EGF (20 ng/ml) que permite a formação de agregados celulares em suspensão.

A depleção de PrPC foi utilizada pela técnica de CRISPR/Cas9 para geração de populações nocaute de U87 e U251 foi adotado o método CRISPR-Cas9, no qual utilizamos o plasmídeo PX330 (Addgene) com qRNA para PrPC inserido (NM_000311.3). Clonamos o gRNA específico para PrPC (5' CACCGGCTTCGGGCGCTTCTTGCAG 3') no vetor PX330 e sequenciamos os plasmídeos para averiguar se o RNA guia foi inserido corretamente. Para amplificar o vetor PX330 foram geradas bactérias competentes (DH5α) no laboratório, que ao

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receberem o plasmídeo foram cultivadas em meio com ampicilina. Em seguida, selecionamos as linhagens celulares que foram transfectadas com as devidas construções com puromicina por cinco dias, para obter células nocautes. Em seguida realizamos o isolamento dos clones negativos para PrPC.

Os ensaios de diluição clonal de GBM as células em suspensão foram plaqueadas em baixa densidade (1 célula por poço, em placas de 96 poços) em meio completo. Após expansão, averiguamos a expressão de PrPC nos clones.

Em western blotting foi tratado o extrato protéico com tampão de lise celular composto por RIPA (50 mM Tris-HCl, pH 8; 150 mM NaCl; 1% Nonidet P-40; 1% deoxicolato de sódio; e 1% SDS) e inibidor de protease (Roche) (10%). Logo após foi quantificado pelo método de Bradford (Bio-Rad). As proteínas foram separadas em gel de poliacrilamida 12% e transferidas para membrana de nitrocelulose. Em seguida, as membranas foram bloqueadas com leite desnatado 5% em TBST (100 ml TBS 10X; Tween 20 0.05%, 900 ml água destilada) por uma hora e incubadas com o anticorpo primário overnight a 4°C. Os anticorpos primários usados foram ERK total (1:5000) e mouse anti-PrPC (1:1000). O anticorpo secundário anti-rabbit-HRP ou anti-mouse anti-rabbit-HRP foi incubado por uma hora à temperatura ambiente. A revelação foi feita usando o substrato Pierce ECL Plus (Thermo Fisher Scientific). Análises semiquantitativas das bandas do autorradiograma foram feitas por densitometria, usando o programa ImageJ®. Os dados obtidos a partir dos experimentos foram analisados estatisticamente com auxílio do programa GraphPad, usando o teste One-Way Anova com pós teste Turkey, no qual foi considerado como significativo um P < 0.05.

Em seguida realizamos ensaios de imunofluorescência nos quais as células foram plaqueadas em lamínulas de vidro previamente tratadas com poli-lisina por 1 hora com a finalidade de promover adesão. Em seguida, as lamínulas foram lavadas três vezes com PBS 1X e fixadas com paraformaldeído (4%) por 15 minutos à temperatura ambiente. Posteriormente incubamos a solução de bloqueio (PBS 1X + 0.1% Triton 100X + 5% albumina sérica bovina (BSA) por uma hora à temperatura ambiente. Os anticorpos primários (anti- PrPC e anti-CD44) foram incubados overnight. No dia seguinte, as lamínulas foram lavadas para prosseguir com

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incubação dos anticorpos secundários por uma hora à temperatura ambiente. Os anticorpos secundários utilizados foram: anti-mouse ou anti-rabbit conjugados com Alexa-Fluor 488 ou Alexa-Fluor 546 (Molecular Probes). Os núcleos foram corados com DAPI ou DRAQ(1:500). Transcorrido o tempo de incubação, as lamínulas foram lavadas e depois montadas com Prolong (Invitrogen).

5. Resultados

Nossa equipe estabeleceu linhagens de células de glioblastoma nocautes para PrPC através da técnica de Crispr/Cas9, que permite a edição do material genético de um organismo em locais específicos a partir de um RNA guia, o que leva a perda da expressão do gene desejado. Com estas células realizamos uma diluição clonal no intuito de obter clones knockout (KO) para a proteína alvo, com os quais foram realizados vários ensaios de validação. Juntamente desse processo tenho acompanhado também no cultivo e expansão dessas células em cultura.

Para verificar a expressão de PrPC após a diluição clonal, realizamos um ensaio de Western Blotting (Fig.1A e 1B). Como podemos notar na figura, não foi possível observar expressão significativa de PrPC, indicando que estaríamos trabalhando com populações knockout.

Realizamos ensaios de imunofluorescência no qual não observamos a expressão de PrPC nos clones (Fig 2A e B). Observamos concomitantemente a expressão de CD44 nas células, e percebemos uma co-localização entre PrPC e CD44 nas WT, o que poderia indicar uma interação entre essas duas proteínas, como já visto na literatura (Cheng et al., 2014). Também percebemos que nos clones temos uma formação de aglomerados de CD44, indicando que PrPC teria um papel importante na modulação da expressão e localização de CD44. Entretanto estudos adicionais precisam ser realizados para elucidar os mecanismos por trás dessa alteração.

Ao analisar as características morfológicas das células U87 nocautes para PrPC podemos notar que, quando comparadas à população WT, elas apresentam um aspecto mais fulsiforme e espraiado (Fig. 3). Entretanto, estudos adicionais são necessários para tentar elucidar o motivo de tais alterações.

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Já começamos o cultivo das células-tronco de Glioblastoma, mas ainda não obtivemos o número de passagens indicado para a análise dos marcadores em tais células (aproximadamente passagem 30), como apresentado na (Fig. 4). Entretanto, assim que possível realizaremos os experimentos para validar os resultados obtidos acima. Apesar dos dados serem em GBM, graças ao funcionamento do método CRISPR/Cas9 não devemos observar alterações na expressão de PrPC em neuroesferas.

Figura 1. Expressão de PrPC em células WT e KO. A. Expressão de PrPC em células U87 e U251 WT e KO. Input de 50ug de proteína. B. Análise da expressão de PrPC através de densitometria de bandas. Razão entre o PrPC e o ERK total (n = 4; * P <0,05; ** P <0,01; *** P <0,001).

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Figura 2. Imunofluorescência de PrPC e CD44 em células WT e KO. A.

Imunofluorescência de células U87 WT (esquerda) e PrPC KO (direita) com marcador CD44 (verde), marcador PrPC (vermelho) e DAPI (azul). Inserção mostra ampliação da região de co-localização parcial de PrPC e CD44. As setas mostram o acúmulo de CD44. Escala 17,35 e 15,09 µm. B. Imunofluorescência de células U251 WT (esquerda) e PrPC KO (direita) com marcador CD44 (verde), marcador PrPC (vermelho ou azul) e DAPI (azul) ou DRAQ5 (vermelho). Inserção mostra ampliação da região de co-localização parcial de PrPC e CD44. As setas mostram o acúmulo de

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CD44. Escala 15,09 e 19,50 µm.

Figura 3. Cultura em monocamada de células de GBM U87. A cultura em

monocamada de GBM da U87 com expressão normal de PrPC (esquerda) e PrPC KO (direita) em microscópia de luz, aumento 10x.

Figura 4. Cultura de neuroesfera de células de GBM U87 e U251. A cultura em

neuroesfera de GBMU87 (superior) e U251 (inferior) com expressão normal de PrPC (esquerda) e PrPC KO (direita) em microscópia de luz, aumento 10x

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6. Considerações Finais

A partir dos ensaios realizados é possível observar que houve depleção de PrPC,além de podermos notar alterações no padrão de expressão de marcadores de CTGs, como o caso dos agregados de CD44. Isso corrobora a hipótese de que PrPC seria capaz de interagir e modular a expressão de marcadores importantes para a manutenção do estado indiferenciado em CTGs.

Visto que esse projeto busca gerar e validar células-tronco de Glioblastoma nocautes para PrPC, que serão utilizadas pelo grupo para estudar o papel na proteína na biologia de tais células, os resultados obtidos são promissores, já demonstrando a existência de uma população nocaute em cultura de GBM. Em parceria com outros membros do laboratório pretendo terminar de gerar as CTGs e analisar sua expressão de PrPC, além de contribuir para a caracterização de marcadores chaves nessas células. Acreditamos então que a ferramenta criada nesse projeto poderá beneficiar o grupo como um todo para possibilitar um melhor entendimento do papel de PrPC na biologia do tumor.

7. Fontes consultadas

1. Barbieri, G., et al., Silencing of cellular prion protein (PrPC) expression by DNA-antisense oligonucleotides induces autophagy-dependent cell death in glioma cells. Autophagy, 2011. 7(8): p. 840-53.

2. Cheng, Yuanyuan, et al. "CD44/cellular prion protein interact in multidrugresistant breast cancer cells and correlate with responses to neoadjuvant chemotherapy in breast cancer patients." Molecular carcinogenesis 53.9 (2014):686-697.

3. Clevers, H., The cancer stem cell: premises, promises and challenges. Nat Med, 2011. 17(3): p. 313-9.

4. Dalerba, P., R.W. Cho and M.F. Clarke, Cancer steHolland EC. Glioblastoma multiforme: the terminator. Proc Natl Acad Sci U S A 2000 Jun

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6;97(12):6242-4m cells: models and concepts. Annu Rev Med, 2007. 58: p. 267-84.

5. Holland EC. Glioblastoma multiforme: the terminator. Proc Natl Acad Sci U S A 2000 Jun 6;97(12):6242-4.

6. Iglesia RP, Prado MB, Cruz L, Martins VR, Santos TG, Lopes MH. Engagement of cellular prion protein with the co-chaperone Hsp70/90 organizing protein regulates the proliferation of glioblastoma stem-like cells. Stem Cell Res Ther. 2017 Apr 17;8(1):76.

7. Lopes MH, Santos TG, Rodrigues BR, Queiroz-Hazarbassanov N, Cunha IW, Wasilewska-Sampaio AP, Costa-Silva B, Marchi FA, Bleggi-Torres LF, Sanematsu PI, Suzuki SH, Oba-Shinjo SM, Marie SK, Toulmin E, Hill AF, Martins VR. Disruption of prion protein-HOP engagement impairs glioblastoma growth and cognitive decline and improves overall survival. Oncogene.2014 Aug 25.

8. Medema JP. Cancer stem cells: the challenges ahead. NSantos TG, Lopes MH, Martins VR.Targeting prion protein interactions in cancer.Prion. 2015;9(3):165-73.

9. Santos TG, Lopes MH, Martins VR.Targeting prion protein interactions in cancer.Prion. 2015;9(3):165-73.

10. Saymour, Tracy, Anna Nowak and Foteini Kakulas et al. ‘’ Targeting aggressive cancer stem cells in glioblastoma.’’ Frontiers in Oncocoly (2015): 5-159.

11. Westergard, L., Christensen, H. M., & Harris, D. A. (2007). The cellular prion protein (PrPC): its physiological function and role in disease.Biochimica et Biophysica Acta (BBA)-Molecular Basis of Disease,1772(6), 629-644.

12. Yi, Yang, et al. ‘’Glioblastoma Stem-Like Cells: Characteristics, Microenvironment, and Therapy‘’. Frontiers in Pharmacology (2016): 7-477 at Cell Biol. 2013 Apr;15(4):338-44.

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