Análise fotoelástica das tensões geradas por transferência em

Texto

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Análise fotoelástica das tensões geradas por transferência em

implantes osseointegrados

Photoelastic analysis of stress generated by impression techniques in

osseointegrated implants

Caroline Hanada OdO

Gabriela Cassaro de CaStRO

mestranda em clínica odontológica – área de concentração prótese dental – faculdade de

odontologia de piracicaba – UnicAmp – piracicaba – são paulo – Brasil.

Rafael leonardo Xediek CONSaNI

professor Adjunto da área de prótese total – departamento de prótese e periodontia – faculdade de

odontologia de piracicaba – UnicAmp – piracicaba – são paulo – Brasil.

Mauro antonio de arruda NÓBIlO

professor titular da área de prótese fixa – departamento de prótese e periodontia – faculdade de

odontologia de piracicaba – UnicAmp – piracicaba – são paulo – Brasil .

R

esumo

A proposta deste trabalho foi avaliar cinco técnicas de transferência em implantes osseointegrados. cinco grupos foram testados: gi: transferentes quadrados unidos com resina acrílica duralay (reliance. dental mfg co-Worth, il - eUA) em monobloco; gii: transferentes quadrados unidos com resina acrílica duralay e seccionamento; giii: transferentes quadrados unidos com resina acrílica pattern resin (gc America - Alsip, il - eUA) em monobloco; giV: transferentes quadrados unidos com resina acrílica pattern resin e seccionamento; gV: transferentes quadrados unidos com pattern resin e haste metálica. foram utilizados blocos de resina fotoelástica, compostos de dois implantes cada, simulando uma prótese fixa posterior de três elementos. Os transferentes foram entrelaçados com fio dental e, em seguida, unidos com as resinas acrílicas, ou apenas resina e haste metálica. A análise das tensões geradas sobre os implantes foi realizada com o auxílio de um polariscópio circular acoplado a uma câmera digital fotográfica. Foram avaliadas as regiões cervicais e apicais dos implantes por meio de análise qualitativa das franjas fotoelásticas geradas após a união dos transferentes. o grupo que apresentou o maior número de tensões foi o grupo de resina duralay em monobloco, seguido pelo grupo de resina pattern resin em monobloco. para os demais grupos não foram observadas tensões visíveis a olho nu. concluiu-se que as técnicas de transferência com reforço metálico e de seccionamento geraram menores tensões sobre os implantes.

u

niteRmos

Prótese parcial fixa; implante dentário endo-ósseo; técnica de moldagem odontológica.

i

ntRodução

A capacidade de substituir dentes perdidos com im-plantes osseointegrados tem melhorado a qualidade de vida de muitos pacientes desdentados. para esses, os im-plantes proporcionam retenção e estabilidade de próteses parciais ou totais removíveis, reabilitando de forma bas-tante conservadora pequenos espaços protéticos.

como a situação biomecânica para um implante é fundamentalmente diferente daquela de um dente natural, que é circundado por ligamento periodontal, a possibilidade de se transferir carga excessiva ao implante e deste ao osso adjacente pode acabar

ultra-passando o limite fisiológico e provocar a perda da osseointegração [1]. portanto, é necessário otimizar a distribuição de carga mastigatória por meio das próte-ses e implantes para o osso suporte.

para isso, a existência de excelente adaptação entre o implante e o abutment e deste com a infraestrutura metálica é necessária na determinação do sucesso de uma prótese implanto-suportada [2,3]. por isso, a adap-tação não passiva de infraestrutura ao implante/abut-ment tem sido sugerida como razão para complicações biológicas e/ou falha dos componentes protéticos.

A falha da adaptação da prótese sobre os abutments é causada por diversos fatores durante o processo de

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confecção de uma prótese implanto-suportada, os quais acabam promovendo a distorção da peça. den-tre estes fatores, podemos citar os procedimentos de moldagem, a confecção do modelo mestre, o padrão de cera da infraestrutura, o processo de fabricação da infraestrutura e o material estético aplicado.

infraestruturas de próteses convencionalmente re-alizadas pela técnica da cera perdida para fundição de peça única e que cruzam o arco são imprecisas quanto ao assentamento passivo.

A consequência da falta de uma boa adaptação é a micromovimentação dos componentes protéticos, podendo gerar o rompimento da interface cimento-implante, ou, nas parafusadas, a perda dos parafusos.

diante disto, foram revisadas algumas técnicas pre-conizadas com o intuito de obter-se o melhor assenta-mento passivo das próteses [3]. os autores citaram: 1- método de verificação da fidelidade do modelo mestre, feito por meio de index de resina acrílica confeccio-nado sobre o modelo mestre e prova na boca para veri-ficar adaptação [4]; 2- método de soldagem, no qual as peças são segmentadas, indexadas e soldadas, para se minimizar as distorções de fundição [5]; mais re-centemente, 3- método de cimentação dos cilindros da infraestrutura protética pela captura direta na boca [6] e o processo de eletroerosão ou descarga elétrica nas faces internas da infraestrutura, para se obter melhora na interface infraestrutura/abutment [7].

no sistema Branemark existem transferentes côni-cos e quadrados que se prestam para transferências e se adaptam aos intermediários e suas réplicas. porém, existem variações de técnicas para a utilização de tais transferentes, resultando em pesquisas que procuram identificar a superioridade de uma técnica sobre a outra.

diversos autores preconizaram a união dos trans-ferentes quadrados com resina acrílica para a realiza-ção das moldagens de transferência [8,9]. no entanto, outras pesquisas demonstraram que a união dos trans-ferentes é desnecessária [10-14].

em 2002, foi concluído que a precisão promovida por jigs de verificação (Index) não foi superior a pro-cedimentos de moldagem comuns (transferentes côni-cos ou quadrados), não melhorando a precisão dos modelos de gesso [15].

concluiu-se, em 2007, que a técnica do index ob-teve maior precisão, assim como a moldagem com os transferentes quadrados com prolongamentos em forma de hélice [16].

Desta forma, a proposta deste trabalho foi identifi-car técnicas de transferência utilizadas em implanto-dontia que proporcionem melhores resultados quanto à precisão dimensional.

Assim, reconhecendo a necessidade de maiores esclarecimentos científicos a respeito das técnicas de moldagem, este estudo teve por objetivo analisar as tensões geradas por cinco técnicas de transferência por meio do método da fotoelasticidade.

m

ateRial

e m

étodo

para a realização deste trabalho foi confeccionada uma matriz em aço inoxidável polido nas dimensões 40,0 mm x 15,0 mm x 20,0 mm, onde foram incorpora-das réplicas de implantes osseointegrados de diâmetros regulares e configurações hexagonais (Figura 1).

Figura 1 - Vista frontal da matriz metálica.

sobre as réplicas de implantes foram acoplados transferentes quadrados para implantes de plataforma regular e hexágono externo (conexão sistema de pró-teses – Arujá, sp, Brasil). em seguida, o conjunto foi colocado no interior de caixa plástica para a conten-ção do material duplicador (figura 2).

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A duplicação foi realizada com silicone para dupli-cação (silicone master –talladium inc.- Valencia, ca - EUA). Concluído o prazo de 24 horas, foram liberados os parafusos dos transferentes e removido o conjunto matriz/transferentes (figura 3).

Figura 3 - Molde de silicone com os implantes posicionados. A partir do molde de silicone foi confeccionado modelo definitivo em resina fotoelástica. Assim, implantes cilíndricos rosqueáveis de 4,0 x 13,0 mm (master screw - conexão sistema de próteses – Aru-já, sp - BrA) foram cuidadosamente posicionados nos encaixes dos transferentes (Figura 4).

Figura 4 - Modelo de resina fotoelástica com os implantes em posição.

A resina fotoelástica empregada neste estudo foi a resina Araldite (Huntsman - the Woodlands,tX - eUA), que possui dois líquidos: gy-279 Br, modificado, com fluído reativo, de baixa até média viscosidade, formulado à base de bisfenol A e um endurecedor HY 2964 à base de amina cicloalifáti-ca, modificado, de baixa viscosidade, o que permite melhor aplicação e manuseio. A cura ocorre à

tem-peratura ambiente, o que possibilita a confecção de modelos de plástico fotoelástico transparente, de alto brilho e sem exsudação.

A quantidade do material necessária deve ser pre-viamente calculada de acordo com o tamanho da peça a ser modelada, e a proporção da mistura recomen-dada é de 100 partes de GY279 para 48 de HY2964.

A manipulação da resina foi realizada em Becker, com o auxílio de proveta para a dosagem. em seguida, a mistura foi levada à câmara acrílica hermeticamente fechada, acoplada a um manômetro e a uma bomba para vácuo; assim, as bolhas de ar incorporadas ao material foram removidas.

Após o vazamento, o molde foi armazenado em recipiente fechado para proteger o material contra im-purezas em suspensão durante o período de polimer-ização de 72 horas, conforme recomendação do fabri-cante. para a realização das técnicas de transferência foram utilizados transferentes quadrados para implan-tes de plataforma regular e hexágono externo (conexão sistema de próteses – Arujá, sp, Brasil).

este experimento foi dividido em cinco grupos, a saber:

gi: transferentes quadrados unidos com resina acrílica duralay reliance. dental mfg co-Worth, il - eUA em monobloco;

• gii: transferentes quadrados unidos com re-sina acrílica duralay e seccionamento; • giii: transferentes quadrados unidos com

resi-na acrílica pattern resin (gc America - Alsip, il - eUA) em monobloco;

• giV: transferentes quadrados unidos com re-sina acrílica pattern resin e seccionamento; • gV: transferentes quadrados unidos com

pat-tern resin e haste metálica.

Assim, era-se esperado avaliar a importância da ferulização, do controle da contração de polimeriza-ção e da ferulizapolimeriza-ção mais rígida dos componentes pro-téticos de moldagem.

os transferentes foram parafusados com chave digital de hexágono externo de 1,17 mm até sentir re-sistência e então receberam torque de 10 ncm com torquímetro protético manual para melhor padroniza-ção. para o grupo de união com resina acrílica apenas, foi realizada uma secção e nova união para minimi-zar os efeitos da possível contração de polimerização deste material, sendo n = 1 para cada grupo analisado.

mensuração das tensões – Análise fotoelástica A análise fotoelástica utilizada para este experi-mento foi a quasitridimensional, realizada com o auxílio de polariscópio circular de campo escuro acoplado a uma máquina filmadora digital FD-717

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(sony - orange, cA - eUA) que permite visualizar o desenvolvimento das franjas e registrar as imagens em fotografias digitais. As tensões fotoelásticas foram analisadas e comparadas, sendo possível identificar a magnitude das tensões, bem como registrar a proximi-dade das franjas uma das outras, para avaliar a con-centração de tensões.

para melhor nitidez das imagens, o modelo fotoe-lástico foi imerso, juntamente com o sistema de trans-ferência, em tanque contendo óleo mineral puro, o que possibilitou ainda melhor visualização das franjas isocromáticas (coloridas).

Forma de análise dos resultados

Realizou-se registro fotográfico antes do início dos procedimentos referentes a cada grupo experimental, para verificar a presença ou não de tensões no interior do modelo fotoelástico. em seguida, após o parafusa-mento dos transferentes de moldagem, novas fotogra-fias foram executadas. Assim, todos os momentos do experimento foram registrados, para posterior avalia-ção do comportamento das tensões geradas ao redor dos implantes.

A técnica utilizada neste estudo foi uma das for-mas mais comuns de se determinar a ordem de franja, que é o método qualitativo no qual se utiliza registros fotográficos das amostras para verificação da ordem de franja (n).

• Quanto maior o n, maior a magnitude de tensões; • Quanto mais próximas as franjas uma das outras,

maior a concentração de tensões.

Vale ressaltar que todas as imagens foram analisa-das por um mesmo observador e que este desconhecia a proposta do estudo, para que os dados não fossem influenciados nos resultados.

no caso da luz branca, o espectro observado no analisador apresenta colorações típicas para as ordens de franja:

• franja de ordem n = 0 (preta);

• franja de ordem n = 1 (transição Vermelho/ Azul);

• franja de ordem n = 2 (transição Vermelho/ Verde).

A partir deste ponto, todas as franjas de ordens inteiras (n) serão determinadas pela transição: Ver-melho/Verde.

em seguida, as imagens coletadas foram avaliadas e tratadas com o auxílio do software Adobe photoshop 7.0 ® (Adobe systems incorporated – san Jose,cA - eUA), com o intuito de facilitar a visualização, com-preensão e interpretação, tanto da localização como

da intensidade/concentração das tensões distribuídas ao redor dos implantes.

As fotografias foram utilizadas com a finalidade de melhorar a visualização dos resultados obtidos.

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esultados

As figuras 5 a 10 representam a análise fotoe-lástica dos grupos i a V. podemos observar o modelo livre de tensão ao início do experimento, anterior às transferências na figura 5. As técnicas de transferên-cia testadas apresentaram diferentes comportamentos quanto à presença de tensões. temos então, como observado nas figuras 7, 9 e 10, que os grupos com seccionamento e haste metálica não apresentaram ten-sões visíveis a olho nu, enquanto os grupos sem secci-onamento, como visto nas figuras 6 e 8, apresentaram tensões na região apical e na região entre implantes

Análise Fotoelástica: Concentração de Tensões Grupo I (Resina Duralay em Monobloco)

Figura 5. Modelo Fotoelástico livre de tensão.

Figura 6 - Modelo fotoelástico com transferência em Dura-lay em monobloco - Presença de tensão.

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Grupo II (Resina Duralay Seccionada)

Figura 7 - Modelo Fotoelástico com transferência em Dura-lay seccionada – Ausência de tensão.

Grupo III (Resina Pattern em Monobloco)

Figura 8 - Modelo Fotoelástico com transferência em Re-sina Pattern em monobloco - Presença de tensão.

Grupo IV (Resina Pattern Seccionada)

Figura 9 - Modelo Fotoelástico com transferência em Re-sina Pattern Seccionada – Ausência de tensão.

Grupo V (Resina Pattern e Haste Metálica)

Figura 10. Modelo Fotoelástico com transferência em Re-sina Pattern e Haste Metálica – Ausência de tensão.

d

iscussão

A passividade no assentamento de infraestruturas protéticas e o processo de osseointegração são muito enfatizados na literatura [17,18]. Qualquer desalin-hamento entre a infraestrutura e os implantes gera tensões na peça protética, nos implantes e no osso ad-jacente [19], podendo provocar afrouxamento ou que-bra dos parafusos protéticos, fratura da prótese ou do implante e, até mesmo, prejudicar a osseointegração [20,21].

segundo alguns autores, para eliminar as discrep-âncias no assentamento, é essencial que o trabalho seja feito em um modelo mestre que reproduza, o mais precisamente possível, a posição dos abutments na boca do paciente [19]. Assim, um importante fa-tor que influencia a precisão de assentamento é a téc-nica de transferência dos implantes. neste estudo foi possível observar as tensões fotoelásticas provocadas pelos métodos de transferências nos implantes osseo-integrados, as quais podem interferir na passividade da peça protética.

com o método da fotoelasticidade é possível lo-calizar as tensões ocorridas ao redor dos implantes [22]. Esta técnica para verificar as tensões sobre im-plantes foi previamente utilizada por diversos autores [23,24].

materiais de impressão e técnicas empregadas na fabricação dos modelos exercem papel fundamen-tal na adaptação e passividade da estrutura metálica fundida [25]. inúmeras técnicas de impressão foram sugeridas para alcançar um modelo que permita a passividade e adaptação das próteses sobre implan-tes. Autores enfatizaram a importância da esplinta-gem dos transferentes de moldaesplinta-gem na boca, antes do

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registro de impressão [26], sendo essa união apontada como fator primário para obter modelos precisos [8]. Alguns autores questionam a distorção do material de união, o qual pode inserir tensões ao sistema de moldagem [10,27]. no presente estudo, foram avali-adas cinco técnicas de transferência utilizando resina acrílica duralay e pattern resin, com e sem secciona-mentos, e transferentes unidos com reforço metálico e resina acrílica.

Autores relataram que todas as técnicas de molda-gem produziram tensões devido à contração de polim-erização dos materiais utilizados para união dos trans-ferentes [13]. comparando três tipos de materiais para união dos transferentes, autores observaram resultados mais precisos com a utilização de resina acrílica au-topolimerizável e gesso para impressão [20]. o secci-onamento atua no controle da contração que a resina acrílica sofre ao polimerizar [28]; ao realizar a união com menor volume de material, menor distorção ocor-rerá na transferência. de acordo com autores, a resina acrílica duralay e a resina acrílica pattern resin foram eficientes para confecção de Index, contudo a segunda apresentou menor tempo de polimerização [28].

no presente trabalho, podemos observar que os métodos de transferência que exibiram menor tensão na região dos implantes são os de esplintagem com posterior seccionamento e de união com haste metáli-ca (figuras 7, 9 e 10). resultados similares também foram apresentados por outros autores [26].

Autores verificaram a precisão de moldagens re-alizadas com união rígida dos componentes de trans-ferência e resina acrílica com baixa contração de polimerização em mandíbulas edêntulas com cinco implantes e observaram menor distorção com a união rígida dos componentes [29]. outros autores obser-varam menor formação de tensão ao unir os

trans-ferentes com haste metálica e resina acrílica pattern resin [9]. resultados semelhantes foram encontrados neste trabalho, no qual, a união rígida exibiu menor formação de franjas fotoelásticas.

os resultados deste estudo sugerem que, quando os transferentes de impressão são conectados com re-sina acrílica para posterior seccionamento, ou quando se usa haste metálica para a esplintagem dos compo-nentes, podemos obter modelos de trabalho mais pre-cisos, uma vez que menores tensões foram observadas próximas aos implantes. no entanto, a conexão com resina acrílica demanda tempo clínico e sua precisão depende do controle da quantidade de material, es-pessura, temperatura e do esforço para a retirada do molde da boca. em termos clínicos, essas variáveis podem ser controladas, mas dependem muito da ex-periência do operador. Assim, entendemos que, pelo resultado apresentado, a técnica da união com haste metálica mostrou-se de fácil execução, baixo nível de tensão e excelente rigidez, conferindo estabilidade, precisão e confiabilidade à técnica de impressão.

este estudo objetivou analisar as tensões provoca-das por cinco técnicas de transferência utilizaprovoca-das em implantodontia; todavia, pouco se sabe sobre os valores de tensões aceitáveis clinicamente, sendo necessários mais estudos para a determinação de tais valores.

c

onclusão

Qualitativamente, o grupo que apresentou o maior número de tensões foi o grupo de resina duralay em monobloco, seguido pelo grupo de pattern resin em monobloco. para os demais grupos, não foram obser-vadas tensões visíveis a olho nu. concluiu-se que as técnicas de transferência com reforço metálico e de sec-cionamento geraram menores tensões sobre os implantes. ABstrAct

The purpose of this study was to evaluate five transfer techniques: GI, square transfer together with en bloc acrylic resin duralay (reliance dental mfg. co., Worth, il, UsA); gii, square transfer with acrylic resin duralay (reliance dental mfg. co., Worth, il, UsA) and sectioning; giii, square transfer with en bloc acrylic pattern resin; giV, square transfer with pattern resin and sectioning; and gV, square transfer with pattern resin and a metal rod. Blocks of photoelastic resin were used, each composed of two implants simulating a posterior fixed prosthesis with three elements. The transferors were intertwined with dental floss and then united with either the acrylic resin or resin combined with a metal rod. The analyses of the stresses generated on the implants were performed with the aid of a circular polariscope coupled with a digital camera. the evaluation was performed on the cervical and apical implants by quality analyses of the photoelastic fringes generated after the union of the transferors. the group with the largest number of stresses was the acrylic resin duralay en bloc group, followed by the en bloc acrylic pattern resin group. the other groups showed no tensions visible to the naked eye. it was concluded that the transfer techniques with strengthened sectioning and a metal rod generated less tension on the implants.

Uniterms

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R

efeRências

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recebido em: 16/08/2010 Aprovado em: 08/02/2011 correspondência: caroline Hanada odo Rua Prof Gustavo Pires de Andrade,443 parque Vila prudente – sp CEP: 03140-010 carol_odo@fop.unicamp.br

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Referências

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