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I N D Í C E. I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a Setembro de 2015

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I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a

Setembro de 2015

Contexto Internacional …….………...1

Economia Nacional – Evolução Recente.……….……...8

Sector Monetário e Financeiro …….…….………..8

Sector Externo.…….…….……….…...10

Finanças Públicas………..………..11

Análise da Receita.………..……….…...…13

Análise da Despesa.………..………...16

Análise de Aquisição de Activos não Financeiros e do Investimento Público…….…..19

Financiamento.…….………..…….21

Dívida Pública……...………..21

Dívida Interna………..22

Divida Externa……….23

Quadro Estatístico anexo ao relatório.……….………....24

Operações Financeiras do Estado..……….……….26

Receitas Orçamentais . .……..………....27

Despesas Públicas Correntes .………28

Despesas Públicas Correntes de Funcionamento………...29

Despesas Públicas Correntes .de Investimento..………...30

II – Anexos

Mapa A.3 – Desembolsos Efectuados até Terceiro Trimestre do ano 2015

Mapa I – Receitas Correntes do Estado, Segundo uma Classificação Económica

Mapa B – Fundos Saídos da Tesouraria do Estado para Pagamento das Despesas Mapa

II.1 – Despesas Globais de Funcionamento do Estado Segundo a Classificação

Económica

Mapa II – Despesas de Funcionamento do Estado, Especificada Segundo a

Classificação Económica e Orgânica.

Mapa II.1.1 – Despesas Globais de Funcionamento de Encargos Gerais da Nação,

Segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.2 – Despesas Globais de Funcionamento do Governo e Chefia do Governo,

segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.3 – Despesas Globais de Funcionamento de Serviços e Fundos Autónomos,

Segundo a Classificação Económica

Mapa II.1.4 – Adiantamento de Fundos por Regularizar

Mapa II.1.5 – Amortização de Empréstimos

Mapa IV – Receitas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Segundo a Classificação

Económica e Orgânica

Mapa V – Despesas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Especificadas Segundo

a Classificação Económica e Orgânica

Mapa A.5 – Pagamento de Programa Plurianual de Investimentos Públicos

Directamente aos Projectos

Mapa A.6 – Despesas Globais de Investimento do Estado Segundo a Classificação

Económica

Mapa X – Programa Plurianual de Investimentos Públicos Estruturados Por Programas e

Sub-Programas

(3)

Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Interna Pública por credores e por Instrumentos de

Financiamento

Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Externa Pública por credores e por Instrumentos de

Financiamento

(4)

DO ESTADO

DE JANEIRO A SETEMBRO

2015

(5)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

www.minfin.cv

Direcção Nacional do Planeamento

Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

1

Contexto Internacional

Economia Mundial

O Fundo Monetário Internacional

(FMI) voltou a rever em baixa as

suas

previsões

económicas

mundiais apontando a queda dos

preços das commodities como um

dos principais fatores para o que

classifica

de

"crescimento

moderado e desigual" da economia

mundial, com impacto negativo nas

economias

emergentes

e

não

exclui, as mudanças da economia

chinesa e a perspectiva de aumento

de juros nos Estados Unidos.

De acordo com o relatório do FMI

sobre

Perspectivas

Económicas

Mundiais, Outubro de 2015, a

economia mundial deverá crescer

3,1% este ano e 3,6% no próximo,

em comparação com 3,3% e 3,8%,

respectivamente, previstos em Julho

passado.

O FMI prevê um crescimento de

4,0%

para

as

economias

emergentes, este ano, e 4,5% para

o

próximo,

representando,

respectivamente, revisões em baixa

para ambos os anos de 0,2p.p, face

às previsões de Julho.

Quanto às economias avançadas, a

previsão para 2015 foi revista em

baixa em 0,1p.p, passando de 2,1%

em Julho, para 2%.

Em geral, os indicadores recentes

indicam

um

abrandamento

da

actividade económica mundial, em

termos médios, destacando algum

esfriamento no final do terceiro

trimestre. O Índice de Gestores de

Compras (Global Manufacturing and

Services PMI1 Summary - na língua

inglesa), publicado pela JP Morgan

e Markit, registou uma média de

53,6 valores no terceiro trimestre,

inferior aos 55,2 valores registados

no trimestre anterior, ao mesmo

tempo que diminui 2,8%, face ao

trimestre homólogo.

(6)

Fonte: MARKIT

Quanto aos preços internacionais,

as taxas de inflação nas economias

avançadas e emergentes deverão

situar-se

nos

0,3%

e

5,6%,

respectivamente, no final do ano,

explicado,

essencialmente,

pela

evolução dos preços das

matérias-primas.

No terceiro trimestre o índice de

preços

das

matérias-primas

diminuiu 35,1%, em relação ao

trimestre anterior, reflectindo no

essencial a variação no índice dos

produtos energéticos (combustíveis

(-49,1%)).

Analogamente à outra componente

do índice global, o índice dos

produtos não energéticos (não

combustíveis) registou uma queda

de 19,0%.

Fonte: Index Mundi

A

evolução

nos

preços

das

matérias-primas

energéticas

reflectem,

essencialmente,

a

variação do preço no petróleo bruto

(crude), tanto em termos homólogos

(-51,4%), quanto face ao trimestre

anterior (-19,2%). Estes resultados

derivam da diminuição dos preços

nas

diferentes

categorias

do

petróleo,

nomeadamente,

Brent,

Dubai

Fateh

e

West

Texas

Intermediate (WTI).

Realce-se que o preço do Brent

diminuiu 19,5%, face ao período

anterior, e 51,0%, em termos

homólogos. O do Dubai Fateh

também diminuiu em relação ao

trimestre precedente e face ao

período homólogo em 18,7% e

50,8%, respectivamente. E o do

WTI diminuiu quer face ao período

Gráf ico nº2.-Evolução do Indice de Preços das

Matérias- Primas

(7)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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3

precedente (19,5%), quer face ao

período homólogo (52,3%).

Fonte: Index Mundi

Quanto aos preços dos produtos

alimentares, de acordo com o índice

de preços da FAO, no terceiro

trimestre,

registou-se

uma

diminuição de 5,2% e de 20,0%,

face ao trimestre anterior e ao

período homólogo, respectivamente.

No que se refere às diferentes

categorias

de

produtos

que

compõem o índice de preços da

FAO,

regista-se

variações

homólogas negativas em todas as

categorias, sendo: produtos lácteos

(-30,6%), açúcares (-29,1%), carnes

18,0%), óleos 18,3%) e cereais

(-12,7%).

Fonte: Food and Agriculture Organization

Estados Unidos da América

O Produto Interno Bruto (PIB) dos

Estados Unidos desacelerou no

terceiro trimestre do 2015 ao

registrar um crescimento anualizado

de 1,5%, de acordo com as últimas

estimativas

divulgadas

pelo

departamento

de

análises

económicas (Bureau of Economic

Analysis). O resultado ficou abaixo

do registado no trimestre anterior,

quando chegou a 3,9%.

No que se refere a 2015, o FMI

avança que a economia

norte-americana continua a apresentar

sinais

de

fraca

recuperação

económica,

devendo

crescer

somente 2,6% no final do ano.

Gráfico 3. - Evolução de Preços de Petróleo

(médias mensais dos índices)

Gráf ico nº4.-Evolução do Indice de Preços dos

Produtos Alimentares

(8)

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

No mercado de trabalho, a taxa de

desemprego situou-se nos 5,1%,

em Setembro, valor idêntico ao

registado no mês precedente.

A inflação diminuiu 0,2p.p, em

Setembro, situando-se nos 0,0%. A

evolução dos preços no consumidor

continua a reflectir a evolução dos

preços dos produtos energéticos e

dos produtos alimentares.

Em termos de política monetária, no

dia 17 de Setembro de 2015, o

Comité do Mercado Aberto da

Reserva Federal decidiu manter as

taxas referência dos fundos federais

(fed funds) perto de zero, no

intervalo [0%-0,25%], devido a

desaceleração da China e as

incertezas económicas mundiais.

Zona Euro

Na

Zona

Euro

a

actividade

económica está a crescer a um

ritmo muito lento. O produto interno

bruto, de acordo com o FMI, deverá

apresentar no final do ano uma taxa

de crescimento real de 1,5%, valor

idêntico ao previsto em Julho.

Quanto

aos

indicadores

de

conjuntura mais recentes, estes

sinalizam melhorias na actividade

económica. O índice de sentimento

económico registou um valor médio

de 105,6 no terceiro trimestre, ante

104,1

valores

registados

no

segundo trimestre e a confiança no

consumidor melhorou 1,5p.p, em

Setembro face ao mês de Agosto.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

A nível de preços, a inflação

homóloga

medida

pelo

índice

Gráf ico nº5.-Evolução da Actividade Económica e

Preços/EUA ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

Gráf ico nº6.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Zona Euro ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

(9)

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5

harmonizado

de

preços

no

consumidor (IHPC) foi de -0,1%, em

Setembro (0,2p.p abaixo do valor

registado em Agosto). No mercado

de trabalho, a taxa de desemprego

diminuiu para 10,8%, ante 10,9%

em Agosto.

No que respeita às decisões de

política monetária, na reunião de 05

de Setembro, o Conselho do Banco

Central Europeu (BCE) decidiu

manter as taxas de juro directoras

do BCE inalteradas. Deste modo, a

taxa de juro aplicável às operações

principais

de

refinanciamento

situam-se

em

0,05%,

a

taxa

referente à facilidade permanente

de cedência de liquidez em 0,3% e

a relativa à facilidade permanente

de depósito desceu para -0,2%, em

Junho de 2015.

Japão

A actividade económica no Japão

está a recuperar-se num ritmo

moderado, impulsionada por fortes

medidas de estímulo económico.

De acordo com as previsões do

FMI, a economia Japonesa irá

crescer 0,6% em 2015 (abaixo

0,2p.p do valor previsto em Julho).

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

Na esfera nominal, em Setembro, a

inflação foi de 0% e o desemprego

manteve-se idêntica a Agosto nos

3,4%.

Do lado monetário, na reunião de 5

de Setembro, o Banco do Japão

(BoJ) decidiu manter intactas as

suas medidas de política monetária,

anunciadas em Abril deste ano, com

o objectivo de estabilizar os preços

em 2%, e relançar a actividade

económica.

Ásia em desenvolvimento

Apesar de persistir num patamar

relativamente elevado, o ritmo de

crescimento

das

principais

economias

emergentes

e

avançadas da Ásia tem vindo a

desacelerar, à medida que são

retirados os estímulos à economia,

Gráfico nº7.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Japão ( Variação do PIB real e inflação, em %)

(10)

com

implicação

directa

nos

investimentos e na procura interna.

O FMI voltou a rever em baixa as

suas previsões de crescimento

económico para este grupo de

países. Assim, o produto deverá

crescer, em média, 6,5% em 2015

(0,1p.p abaixo do valor previsto em

Julho).

Relativamente à China, a economia

continua

a

abrandar.

Neste

trimestre, o PIB real cresceu 6,9%

(ritmo anual), o que significa uma

desaceleração de 0,1p.p, face ao

trimestre anterior, e de 0,3p.p, em

relação a 2014. Estes valores

continuam

a

apontar

para

o

arrefecimento da segunda maior

economia do mundo, que pela

primeira vez nos últimos seis anos,

desde o segundo trimestre de 2009,

em que o crescimento do PIB

chinês fica abaixo de 7%.

Para o final deste ano, as previsões

do

Fundo

apontam

para

um

crescimento económico de 6,8%,

valor idêntico a previsão anterior.

A nível da esfera nominal, a taxa de

inflação foi de 1,6%, em Setembro

(ante 2,0% em Agosto), e o

desemprego manteve-se nos 4%.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

América Latina e Caraíbas

A fraca performance da economia

mundial tem afectado a actividade

económica nos países da América

Latina e Caraíbas, em particular no

que se refere ao comércio externo.

As previsões avançadas pelo FMI

indicam que a economia dos países

americanos

e

caribenhos

irão

contrair em 0,3% em 2015, uma

revisão em baixa de 0,8p.p, quando

comparado com Julho.

No que se refere aos parceiros de

Cabo Verde na região, de acordo

com o relatório divulgado pelo FMI,

a actividade económica no Brasil,

contrairá em 3,0%, em 2015 (1,5p.p.

abaixo das previsões de Julho),

justificado, essencialmente, pelo

ajuste

nos

preços

e

pela

Gráf ico nº8.-Evolução da Actividade Económica e Preços/China ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

(11)

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7

depreciação da taxa de câmbio,

com o real desvalorizado perante o

dólar.

Quanto ao nível de preços e as

condições da mão-de-obra, de

acordo com o Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatísticas (IBGE), a

inflação situou-se nos 9,5% e a taxa

de desemprego foi de 5,4%, ante

7,6% em Agosto.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI

África Sub-Sahariana

Os países da Africa Subsariana têm

sido afectados pelos baixos preços

das commodities, o abrandamento

da procura global e os problemas

estruturais

internos

que

tem

influenciado a actividade económica

na região, principalmente os países

que exportam ou importam petróleo.

De facto, o FMI tem registado um

abrandamento da economia da

África Sub-Sahariana, de acordo

com a última previsão para 2015,

que reflecte uma revisão em baixa

de 0,6p.p, quando comparado com

o valor previsto em Julho.

Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais, FMI, Outubro de

2015

Em suma, segundo o Fundo, o

abrandamento

da

actividade

económica

nas

economias

emergentes espelha a redução do

preço

das

matérias-primas,

à

possibilidade de aumento dos juros

nos Estados Unidos e as mudanças

na política monetária chinesa, o que

fará com que a economia mundial

fique mais resiliente em relação ao

aumento das incertezas enfrentadas

actualmente.

Gráf ico nº9.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Brasil ( Variação do PIB real e inf lação, em %)

Tabela nº1.-Evolução de Indicadores Económicos Mundiais

2015 2016 Variações em percentagem PIB REAL Economia Mundial 3,3 3,4 3,1 3,6 Economias Avançadas 1,1 1,8 2,0 2,2 EUA 1,5 2,4 2,6 2,8 Zona Euro -0,3 0,9 1,5 1,6 Japão 1,6 -0,1 0,6 1,0

Outras Economias Avançadas 2,2 2,8 2,3 2,7

Economias Emerg. e em Desenlvimento 5,0 4,6 4,0 4,5

China 7,7 7,3 6,8 6,3

Índia 6,9 7,3 7,3 7,5

Brasil 2,7 0,1 -3,0 -1,0

África Sub-Sahariana 5,2 5,0 3,8 4,3

Indice de Preços no Consumidor (IPC)

Economias Avançadas 1,4 1,4 0,3 1,2

Economias Emerg. e em Desenvolvimento 5,8 5,1 5,6 5,1

Projeção

(12)

Economia Nacional - Evolução

Recente

A actividade económica nacional, de

acordo com os indicadores de

conjuntura do terceiro trimestre,

apontam que o ritmo de crescimento

económico continua a melhorar. O

indicador da conjuntura passou para

-11, após ter-se situado no -14 no

segundo trimestre deste ano.

O Fundo Monetário Internacional

(FMI)

projectou

para

3,5%

o

crescimento da economia

cabo-verdiana, em 2015, percentagem

que subirá para 3,7% em 2016.

Quanto aos preços, a inflação

média

aumentou

0,1p.p

em

Setembro, comparado com o mês

anterior, situando-se em 0,0%. A

inflação homóloga situou-se nos

0,6%,

aumentando

0,3p.p

em

relação a Agosto.

Este resultado reflecte a alta dos

preços, principalmente nas classes:

Acessórios, equipamento doméstico

e

manutenção

corrente

da

habitação (C05 (+5,7%)), Produtos

alimentares

e

bebidas

não

alcoólicas (C01 (+3,2%)), Bens

serviços diversos (C12 (+2,9%)),

Lazer, recreação e cultura (C09

(+1,8%))

Bebidas

alcoólicas

e

tabaco (C02 (+1,7%)), Vestuário e

calçado

(C03

(1,2%)),

Hotéis

restaurantes cafés similares (C11

(+1,1%)).

A taxa de inflação, excluindo os

produtos

alimentares

não

transformados

e

energéticos

(inflação

subjacente

ou

core

inflation), foi de 0,9%, valor superior

ao registado no mês anterior em

0,1p.p.

Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas

Sector Monetário e Financeiro

A massa monetária, no terceiro

trimestre deste ano, de acordo com

os dados provisórios do Banco de

Cabo Verde (BCV) cresceu 7,1%,

em termos homólogos, e 2,0%, face

a

Dezembro

de

2014.

Isto,

(13)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Planeamento

Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

9

essencialmente, devido a evolução

dos

activos

externos

líquidos

(15,3% em termos homólogos e

-2,4% face a Dezembro).

Os

activos

internos

líquidos

registaram um aumento de 4,1%,

em termos homólogos e 3,9%, face

a Dezembro. O crédito interno

líquido aumentou 2,6% e 2,9%,

respectivamente,

em

termos

homólogos e face a Dezembro,

tendo

sido

o

principal

propulsionador desta evolução.

A evolução do crédito interno resulta

do aumento do crédito ao sector

público

administrativo,

devido,

sobretudo,

à

variação

dos

depósitos.

Realce-se que o crédito ao governo

central cresceu 9,8% e 13,4%, em

termos

homólogos

e

face

a

Dezembro

de

2014,

respectivamente.

Quanto ao crédito à economia,

destaca-se que tanto face ao

período homólogo, como face a

Dezembro de 2014, a variação foi

positiva

em

1,5%

e

0,0%,

respectivamente.

O

crédito

ao

sector privado (82% do crédito

interno e 97,4% do crédito à

economia) caiu em relação ao

período homólogo e a Dezembro,

0,3% e 1,8%, respectivamente.

Fonte: Banco de Cabo Verde, Novembro de 2015

No que se refere aos passivos

monetários, a circulação monetária

aumentou em 4,5%, face ao mesmo

período de 2014 e diminuiu 9,5%

quando comparado com Dezembro

e os depósitos à ordem em moeda

nacional também aumentaram em

termos

homólogos

(9,4%)

e

diminuíram em relação ao final do

ano

anterior

(2,1%).

Estes

resultados permitiram que a massa

monetária no sentido restrito (M1)

aumentasse em 7,1%, em termos

Tabela nº2.-Evolução dos Indicadores Monetários e Financeiros

Set-14/Set-15 Dez-14/Set-15

ACTIVO EXTERNO LIQUIDO

37.302,83 44.061,49 43.010,56

15,3%

-2,4%

dq: Banco de Cabo Verde

39.991,29 46.365,80 42.446,71

6,1%

-8,5%

Reservas Internacionais (liquido)

40.041,49 46.370,71 42.483,74

6,1%

-8,4%

Bancos Comerciais

-2.688,45 -2.304,31

563,85

-121,0%

-124,5%

ACTIVO INTERNO LÍQUIDO

101.763,38 101.943,54 105.884,95

4,1%

3,9%

Crédito Interno Liquido

124.048,73 123.688,73 127.322,28

2,6%

2,9%

Crédito líquido ao Sector Público Administrativo 31.146,23 29.347,14 33.013,98

6,0%

12,5%

Crédito ao Governo Central

26.124,93 25.295,19 28.678,57

9,8%

13,4%

Crédito aos Governos Locais

3.146,34 3.300,69 3.537,91

12,4%

7,2%

Depósitos ( inclui Governos Locais, INPS, IDA) 9.800,81 10.923,03 10.966,35

11,9%

0,4%

Crédito á Economia

92.902,50 94.341,59 94.308,30

1,5%

0,0%

Crédito ao Sector Privado

92.096,12 93.501,81 91.832,38

-0,3%

-1,8%

OUTROS ACTIVOS LÍQUIDOS

-22.285,36 -21.745,19 -21.437,34

-3,8%

-1,4%

MASSA MONETÁRIA

139.047,58 146.005,03 148.895,51

7,1%

2,0%

PASSIVOS MONETÁRIOS

48.219,88 54.174,11 52.367,98

8,6%

-3,3%

Moeda em circulação

7.538,07 8.706,66 7.876,87

4,5%

-9,5%

Depósitos à Ordem em M/N

40.681,81 45.467,45 44.491,12

9,4%

-2,1%

PASSIVOS QUASE MONETÁRIOS

90.827,71 91.830,91 96.527,53

6,3%

5,1%

Valores em CVE 10^6

Provisórios

T.V.H

set/14

dez/14

set/15

(14)

homólogos, e diminuísse em 3,3%,

face a Dezembro.

Relativamente aos passivos quase

monetários, estes cresceram 6,3% e

5,1%, face ao período homólogo e a

Dezembro

de

2014,

respectivamente. A expansão dos

“quase monetários” resulta, no

essencial, da variação positiva dos

depósitos de poupança, depósitos a

prazo em moeda nacional e dos

depósitos dos emigrantes.

Os depósitos a prazo em moeda

nacional aumentaram em 6,3% e

5,3%, face ao período homólogo e

Dezembro

de

2014,

respectivamente. Os depósitos dos

emigrantes

também

registaram

variações no sentido ascendente,

7,3% em termos homólogos e 5,2%

face a Dezembro.

As reservas internacionais líquidas

no

final

do

terceiro

trimestre

aumentaram 6,1% (1.383 milhões

de CVE), relativamente ao período

homólogo, e diminui 8,4%, em

relação a Dezembro de 2014 (cerca

de 3.887,0milhões de CVE). O valor

das reservas no período garantiu

4,8 meses de importação de bens e

serviços previstas para 2015.

Sector Externo

As

contas

externas

nacionais

reflectem melhorias no saldo da

conta corrente. No terceiro trimestre

de

2015,

a

balança

corrente

registou um défice de 3,3% do PIB

previsto, o que evidencia um

desagravamento do saldo da conta

corrente em 52,7%, em termos

homólogos.

A diminuição do défice inscreve-se

sobretudo

num

contexto

de

diminuição das importações de bens

(-10,2%),

aumentos

das

exportações de serviços (+7,6%),

com

particularidade

para

os

serviços ligados ao turismo (+9,7%),

das transferências oficiais (+55,7%)

e das remessas de emigrantes

(+19,8%).

As exportações de bens diminuíram

em

27,3%

enquanto

que

as

importações

de

serviços

(15)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Planeamento

Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

11

Fonte: Banco de Cabo Verde/ Novembro de 2015

Quanto às outras componentes da

balança de pagamentos, destaca-se

o

aumento

de

41,7%

dos

investimentos directos estrangeiros

em termos homólogos.

Fonte: Banco de Cabo Verde/Novembro de 2015

Finanças Públicas

Análise Global

A execução orçamental provisória

relativa ao terceiro trimestre de

2015

2

aponta para um saldo global

negativo de 5.565,4 milhões de

escudos

(-3,4%

PIB),

o

que

representa menos 1,7p.p do PIB,

face ao período homólogo.

Esta

evolução

da

execução

orçamental resulta, sobretudo, da

desaceleração da execução do

programa de investimento público

em curso e do aumento das receitas

totais.

Por sua vez, tendo em conta o

comportamento das receitas, o

saldo corrente primário teve uma

variação positiva de 0,1p.p, em

relação ao período homólogo.

2

Conta 3º trimestre 2015

Gráf ico nº12.-Evolução dos Indicadores da Balança de Pagamentos (taxa de variação homologa)

-30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 I-2006 III -2006 I-2007 III -2007 I-2008 III -2008 I-2009 III -2009 I-20 10 III-20 10 I-20 11 III-20 11 I-2012 III -2012 I-2013 III -2013 I-2014 III -2014 I-2015 III -2015 Exportações Importações

Gráf ico nº13.-Evolução dos Indicadores da Balança de Transações Correntes (taxa de variação homologa)

-100,0 -50,0 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 I-2006 III -2006 I-2007 III -2007 I-2008 III -2008 I-20 09 III-20 09 I-2010 III -2010 I-2011 III -2011 I-2012 III -2012 I-2013 III -2013 I-20 14 III-20 14 I-2015 III -2015 Transferências Oficiais Remessas de Emigrantes

Grafico 14. - Evolução do Saldo Global

(Em % do PIB)

(16)

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

A receita total (incluindo a ajuda

alimentar e donativos) aumentou

13,8%, justificado, essencialmente,

pelo

acréscimo

dos

impostos

(9,3%), das receitas de capital

(68,8%),

das

outras

receitas

(20,8%)

e

das

transferências

(75,5%),

comparativamente

ao

período homólogo. Em relação ao

PIB, a receita total atingiu 17,5%, ou

seja, um aumento de 1,3p.p, face ao

mesmo período do ano anterior.

O desempenho das receitas fiscais

deveu-se, sobretudo, do aumento

registado no IUR-PC, em 34,1% e

do IUR-PS, em 4,4%, no período

em

análise,

tendo

o

rácio

impostos/PIB fixado em 13,4%,

acima em 0,4p.p, relativamente ao

período homólogo.

Quanto às despesas (despesas

correntes

de

funcionamento

e

investimento),

verificou-se

um

aumento de 12,2%,face ao período

homólogo. Quando analisado em

termos do PIB, a despesa atingiu

17,7% (1,0p.p que no mesmo

período de 2014).

De acordo com os dados da conta

trimestral de Setembro de 2015, os

activos não financeiros registaram

uma variação homóloga negativa de

27,2%, atingindo 5.164,0 milhões de

escudos, o que representa cerca de

39,2% do valor orçamentado para

2015 e cerca de 3,2% do PIB.

Face à estes desenvolvimentos, o

stock da divida pública, excluindo os

TCMF (Títulos Consolidados de

Mobilização Financeira), em termos

acumulados,

atingiu

191.624,5

milhões de CVE, sendo a dívida

interna de 45.901,4 milhões de CVE

(28,2% do PIB) e a dívida externa

de 145.723,1 milhões de CVE

(89,5% do PIB).

O rácio global dívida pública/PIB foi

de 117,6%, registando um aumento

de 6,7p.p do PIB, face a 2014.

Grafico 15. - Evolução da Divida Pública

(Em % do PIB)

(17)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

www.minfin.cv

Direcção Nacional do Planeamento

Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

13

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento

Análise das Receitas

Durante o terceiro trimestre, as

receitas provisórias ascenderam

28.497,1

milhões

de

CVE,

correspondendo a um grau de

execução

de

64,1%,

o

que

representa um acréscimo de 13,8%,

face ao período homólogo.

A

semelhança

do

segundo

trimestre, as principais rúbricas que

contribuíram para o aumento em

causa foram os impostos, outras

receitas e receitas de capital.

Da análise de execução de Janeiro

a Setembro, verifica-se que os

impostos aumentaram 9,3%, face

ao período homólogo, contribuindo

para esse resultado as variações

positivas nos Impostos sobre o

rendimento em 15,9%, Impostos

sobre bens e serviços em 8,2% e

Impostos

sobre

transações

internacionais em 5,3%.

A evolução positiva nos impostos

sobre

rendimento

reflecte,

em

particular, o desempenho do IUR

Pessoas Colectivas em 34,1%.

O desempenho em sede do imposto

Tabela nº3.-Principais Indicadores Orçamentais

2014 2015 Var. Em % do 3º trim 3º trim Homologa PIB 1. RECEITAS TOTAIS 25 040 28 497 13,8 17,5 1.1 - Receitas Correntes 24 126 26 956 11,7 16,5 Impostos 19 904 21 751 9,3 13,4 Segurança Social 42 32 -23,5 0,0 Transferências( correntes) 226 397 75,5 0,2 Outras Receitas 3 954 4 776 20,8 2,9 1.2 - Receitas de Capital 913 1 541 68,8 0,9

2. DESPESAS TOTAIS (Fun+Inv) 25 764 28 898 12,2 17,7 2.1-Despesas Correntes FUN 22 595 24 723 9,4 15,2

das quais: Juros da dívida interna 1 328 1 651 24,3 1,0 Juros da dívida externa 1 289 1 480 14,8 0,9

2.2-Despesas Correntes INV 3 169 4 176 31,8 2,6 3. Resultado Operacional Bruto -724 -401 -44,6 -0,2 4. Activos não Financeiros 7 091 5 164 -27,2 3,2

Compra de activos não financeiros 7 164 5 345 -25,4 3,3 dq: programa de Funcionamento 63 119 89,7 0,1 dq: programa de investimento 7 101 5 226

Venda activos não financeiros 73 181 0,0 0,1

5. SALDO GLOBAL (base caixa; 1 - 2 - 4) -7 815 -5 565 -

Saldo global ( em percentagem do PIB) -5,1 -3,4

Saldo global excluindo transferências(donativos) -8 955 -7 503 -

Saldo Corrente (1.1-2) -1 638 -1 943 -

Saldo Corrente Primario 979 1 188 -

Saldo Corrente Primario (em percentagem do PIB) 0,6 0,7 -

Saldo Corrente (em percentagem do PIB) -1,1 -1,2 -

Saldo global Primário (1-2+juros) -5 198 -2 434 -

Saldo global Primário (em percentagem do PIB) -3,4 -1,5 -

-6. FINANCIAMENTO 7 626 5 355 -

6.1 Activos Financeiros -3 289 -1 293 -

-Empréstimos Concedidos Mi Amortizações 11 152 -

-Empréstimos Concedidos Mi Concedidos -3 219 -1 668 -

-Acções E Outras Participações Mi - Aquisições -28 -248 -

-Acções E Outras Participações Mi - Alienação 483

Outros Activos Financeiros Mi - Alienações -22 21 -

-Acções E Outras Participações Me - Aquisições -32 -32

6.2 Passivos Financeiros 10 915 6 648 -

-Interno líquido 1 094 1 670 -

Sistema bancário 4 536 3 018 -

Outras transações 0 0 -

Outros Passivos Financeiros Pmi - Aquisições -1 096 0 -

Outras Operações Tesouro 122 -

-Despesa por compensar na conta do Tesouro no BCV em 31do Trimestre0 0 -

-Pagamento de 2014 compensado em 2015 -2 000 -2 792 -

-Receitas recebidas por cheque não Compensado -

Sistema não bancário -346 1 323 -

-Externo líquido 9 821 4 977 -

-Desembolsos 11 459 6 988 -

Amortizações programadas -1 637 -2 011 - -7. DIFERENCIAL DE FINANCIAMENTO / DISCREPÂNCIA (5 + 6) -189 -211 - DÍVIDA PÚBLICA (em % do PIB) 110,9 117,6

Dívida Pública 171 024 191 625

Interna 42 173 45 901

Externa 128 851 145 723

(18)

sobre o lucro reflecte:

 Por um lado, as medidas de

políticas introduzidas com a

entrada em vigor do novo

Código do Imposto sobre as

Pessoas

Colectivas,

que

consagrou os pagamentos

fraccionados por conta, cujo

montante

arrecadado

no

período ascendeu os 1.450,2

milhões de escudos e,

 Por

outro

lado,

pelo

adiamento da cobrança da

autoliquidação, que no ano

passado cifrou-se em 682,3

milhões de escudos que

deveria ser pago em Maio.

Pois, com o novo Código as

empresas, os contribuintes

têm a prerrogativa de diferir

o pagamento, para os anos

de 2016, 2017 e 2018.

Relativamente ao IUR

– Pessoas

Singulares, este teve uma evolução

positiva em 4,4%. O desempenho

face ao periodo homologo reflecte a

evolução favorável do imposto

declarativo,

motivado

pelo

pagamento:

 do IUR referente ao ano de

2009, notificado no mês de

Dezembro do ano passado,

no

montante

de

106,0

milhões de escudos e

 do imposto sobre rendimento

predial

que

registou

um

acréscimo no montante de

57,3 milhões de escudos,

justificado pelas medidas de

politicas introduzidas com a

entrada em vigor do novo

Código do Imposto sobre as

Pessoas

Singulares,

agravando

a

taxa

de

incidência.

Em relação aos impostos sobre

transacções internacionais

regista-se um aumento em 5,3%, face ao

período homólogo e em relação à

previsão a diminuição foi de 15,2%.

Em

termos

desagregados,

relativamente ao período homólogo,

verificou-se uma variação positiva

do Direito de Importação em 5,5% e

Taxa Comunitária CEDEAO em

-0,5%.

Comparativamente

à

previsão,

regista-se

uma

performance negativa relativamente

a Taxa Comunitária em 24,4% e DI

em 14,8%.

Gráfico 15. - Receitas Correntes

(19)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

15

Fonte: DNOCP

Nos

impostos

sobre

bens

e

serviços, destaca-se um aumento

do IVA em 10,0%, face ao período

homólogo, com variações positivas

em

ambas

as

fontes

de

arrecadação, DA e DCI. Sendo que

no IVA-DA o aumento foi de 1,8% e

no IVA-DCI 22,2%. Para este

resultado contribuíram o IVA regime

normal e o IVA regime simplificado.

Esta evolução positiva face ao

mesmo período do ano anterior

resulta do aumento da taxa do IVA

de 15% para 15,5%, em vigor desde

Janeiro deste ano, e do pagamento

de uma das empresas do sector

petrolífero pela entrega fora do

prazo do IVA, ficando impedido de

deduzir o crédito de imposto.

Ainda, relativamente à arrecadação

do IVA por fonte, constata-se que

55,2% foi da responsabilidade da

DA e 44,8% da DCI.

O acréscimo verificado nas receitas

de capitais, em relação ao período

homólogo, deve-se ao aumento dos

donativos directos em 573 milhões

CVE, para fazer face ao Inquérito às

despesas e receitas familiares e

elaboração do perfil da pobreza, ao

Co - Financiamento da substituição

da conduta de água Patim e Cova

Figueira,

Fundo

Flexível

para

Estudos e pequenas Infra-estruturas

de água e saneamento e para

realização de projectos.

A variação de 20,8% (acréscimo de

822,0 milhões CVE) nas outras

receitas

foi

impulsionada,

principalmente,

pelas

rubricas

rendimentos

de

propriedades

(entrada dividendos da ASA), outras

receitas

diversas

e

não

especificadas e multas e outras

penalidades. Em termos absolutos,

houve um aumento de 628,3

milhões CVE, 118,3 milhões CVE, e

78,4 milhões CVE, respetivamente.

(20)

Até Setembro de 2015, a despesa

total (funcionamento e despesas

correntes de investimento público)

situou-se em 28.898,4 milhões de

CVE, apresentando um acréscimo

em

12,2%,

face

ao

período

homólogo,

correspondente

a

3.134,3 milhões de escudos, em

termos absolutos.

As rubricas que contribuíram para

esta evolução foram:

 Subsídios em 57,6% (46,5

milhões de CVE),

 Outras despesas correntes em

38,1%

(342,7

milhões

de

CVE),

 Aquisição de bens e serviços

em 34,1% (1.075,2 milhões de

CVE),

 Juros correntes em 20,3%

(531,9 milhões de CVE),

 Transferências correntes em

18,1%

(520,0

milhões

de

CVE),

 Benefícios sociais em 8,7%

(279,0 milhões de CVE),

 Despesas com pessoal em

0,3% (39,6 milhões de CVE).

A variação positiva verificada na

rúbrica

Aquisição

de

bens

e

serviços deve-se ao aumento do

montante

executado

nas

Assistências

Técnicas

não

residentes 181,3% (487,1 milhões

de CVE), Assistências técnicas

residentes 44,6% (172,8 milhões de

CVE), Representação dos serviços

em 535,9% (91,9 milhões de CVE),

Livros e documentação técnica

733,7% (33,1 milhões de CVE),

Material de transporte e peças

137,2% (16,6 milhões de CVE),

Matérias-primas

subsidiárias

270,7% (14,5 milhões de CVE),

Medicamentos 6,1% (24,3 milhões

de CVE) e Produtos Alimentares

83,0% (65,4 milhões de CVE).

O aumento é derivado:

 da cativação de apenas 10%

das rubricas que constituem

este agrupamento económico,

quando

que

nos

anos

antecedentes o cativo foi de

30%;

 da consolidação do processo

de bancarização – inclusão no

OE

2015

de

vários

CC

nomeadamente, dos sectores

de

saúde,

educação

e

desenvolvimento

rural,

que

antes não integravam o OE;

 e também da Transferência de

(21)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

17

OF,

motivada

pela

nova

abordagem da elaboração do

OE (Orçamento Programa).

O acréscimo nos Subsídios deve-se

ao aumento da rubrica, Subsídios a

Empresas Públicas não Financeiras

em 75,2% (41,4 milhões de CVE),

justificado pelo custo assumido pelo

Governo com a subsidiação das

linhas

marítimas

consideradas

deficitárias e subsidio a empresas

privadas não financeiras em 20,0%

(5,1 milhões de CVE).

As Outras despesas correntes

registaram uma variação de 38,1%,

justificado, essencialmente, pelas

rubricas de:

 Restituições

em

314,0%

(138,4

milhões

de

CVE),

motivado pela restituição do

IUR e Reembolso do IVA em

atraso;

 Indeminizações 298,2% (123,4

milhões de CVE);

 Organizações

não-governamentais 79,6% (85,7

milhões de CVE);

 Bolsas de Estudo e Outros

Benefícios Educacionais em

10,5% (38,5 milhões de CVE);

 Outras Despesas Residuais

19,8% (20,9 milhões de CVE).

A variação registada na rúbrica

Juros correntes é derivada do

aumento do montante executado

nos Juros da dívida interna 24,3%

(323,1 milhões de CVE) e Juros da

divida externa em 14,8% (191,1

milhões de CVE).

O aumento dos juros da divida

interna é resultante das novas

emissões de títulos ocorridas no

ano transacto e no ano em curso.

Nos juros da divida externa o

aumento

é

justificado

pela

ocorrência de novos desembolsos,

resultante de acordos empréstimos

assinados, em anos anteriores, na

sua maioria junto de credores

comerciais e bilaterais.

O acréscimo de 18,1% (520,0

milhões

de

CVE)

na

rúbrica

Transferências

Correntes

é

justificado pelo pagamento:

 Fundos e serviços autónomos

correntes em 351,6% (81,4

milhões de CVE), justificado,

essencialmente,

pela

(22)

transferência do INPS aos

hospitais Centrais (HCAN e

HCBS),

no

âmbito

da

comparticipação

da

previdência

social

na

assistência

médica

e

hospitalar;

 Quotas

a

Organismos

Internacionais Correntes em

437,0% (107,7 milhões de

CVE),

justificado,

essencialmente,

pela

regularização das quotas em

atraso da CEDEAO.

Os Benefícios Sociais aumentaram

8,7%, derivado, essencialmente,

pelo acréscimo das Pensões de

aposentação em 12,0% (222,3

milhões de CVE), Pensões do

regime não contributivo 3,5% (34,3

milhões de CVE) e Pensões de

sobrevivência em 8,1% (9,5 milhões

de CVE), Ouros benefícios socias

em numerário em 73,0% (25,1

milhões de CVE) e Evacuação de

doentes em 5,5% (6,5 milhões de

CVE).

Esta

rubrica

tem

registando

consecutivos

agravamentos,

resultando da própria natureza do

regime fechado das pensões da AP,

devido ao aumento do nºs dos

beneficiários

de

pensões

de

aposentação e de regime não

contributivo.

A evolução da Despesa com o

Pessoal deve-se ao acréscimo na

Segurança Social em 5,9%. Esta

evolução

resulta

do

aumento

derivado de descongelamento de

alguns recrutamentos e evolução na

carreira pessoal docente ocorridas

em finais do ano transacto, bem

como da inscrição no INPS de

alguns

funcionários

que

não

estavam abrangidos pelo sistema

de Segurança Social.

Fonte: DNOCP

Gráfico 16. – Despesas Correntes

(23)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

19

Aquisição

de

Activos

Não

Financeiros

e

Programa

de

Investimento Público

As despesas com activos não

financeiros

registaram

um

decréscimo de 27,2%, atingindo

5.164,0 milhões CVE, sobretudo

nas despesas de Investimentos.

O

Programa

de

Investimento

Público, no período em análise, foi

financiado na sua maioria com

recursos externos (51,8%). Os

recursos do “Tesouro”, incluindo

Ajuda Orçamental, representaram

48,2%.

Em relação aos recursos externos:

41,5% são “Empréstimos”, 8,9%

correspondem

a

“Donativos

Directos” e 1,4% “Fundo de contra

partida”.

Os

eixos

estratégicos

que

contribuíram para a execução no

período foram: “Infra-estruturação”

(47,5%),

”Boa

Governação”

(22,2%),

“Reforço

do

Sector

Privado” (10,8%), “Capital Humano”

(9,7%) e “Afirmar a Nação Global”

(0,2%).

O “Eixo Infra-estruturação” atingiu

uma execução de 4.469,2 milhões

de CVE. Do montante executado,

constata-se que grande parte do

mesmo foi canalizado para o

Mobilização de água, distribuição de

energia

e

das

Infra-estruturas

portuárias

e

rodoviárias.

Dos

Projectos executados, destacam-se

“Infra-estruturas

de

Produção

Armazenamento e Distribuição de

Energia” (1.523,6 milhões de CVE),

“Desenvolvimento

das

Infra-estruturas

Portuárias”

(656,9

milhões de CVE), “Desenvolvimento

das Infra-estruturas Rodoviárias”

(335,0

milhões

de

CVE),

“Mobilização

de

Água

e

Ordenamento

de

Bacias

Hidrográficas”

(565,5 milhões

de CVE), “Melhoria da Qualidade

das Infra-estruturas Rodoviárias”

(322,7

milhões

de

CVE),

“Desenvolvimento do Sistema de

Transportes e Segurança Marítima”

(220,1

milhões

de

CVE),

“Mobilização de Água e Reforço da

Capacidade

de

Abastecimento

Público” (121,4 milhões de CVE),

Promoção

e

Reabilitação

da

Habitação de Interesse Social” (61,8

milhões de CVE), “Desenvolvimento

(24)

das Infra-estruturas

Aeroportuárias”

(18,7 milhões de CVE) e “Promoção

e Desenvolvimento do Saneamento

Básico” (16,5 milhões de CVE).

O Eixo Boa Governação registou

uma execução de 2.091,4 milhões

de CVE. Do montante executado,

constata-se que grande parte do

mesmo foi direccionado para a

“Consolidação e Requalificação

Ambiental” (589,7 milhões de CVE)

“Acesso aos Pobres dos Serviços

Sociais de Base e ao Rendimento”

(201,5 milhões de CVE), “Garantia

do acesso a todos os grupos sociais

e profissionais a protecção social”

(190,3

milhões

de

CVE),

“Modernização da Administração

Pública” (163,1 milhões de CVE),

“Programa mais qualidade mais

comunidade e micro realizações

(103,3 milhões de CVE), “Melhoria

do sistema estatístico nacional”

(68,3 milhões de CVE), “Reforço de

competências técnicas do MFP”

(65,7 milhões de CVE), “Gestão e

Administração Geral MFP” (47,7

milhões de CVE), “Construção e

reabilitação das infraestruturas do

Estado” (34,8 milhões de CVE) e

“Melhoria do sistema judicial” (26,3

milhões de CVE).

O Eixo do Reforço do Sector

Privado assinalou uma execução de

1.016,2 milhões de CVE. Do

montante executado, constata-se

que grande parte, do mesmo, foi

direccionado para “Melhoria da

Qualidade dos Produtos e Serviços

do Turismo” (246,6 milhões de

CVE), “Melhoria do Agro-Negócio e

das Fileiras Agro-pecuárias” (346,9

milhões de CVE), “Melhoria do

Ambiente de Negócios” (63,0

milhões de CVE), “Gestão dos

Recursos Haliêuticos para uma

Pesca Sustentável” (129,5 milhões

de CVE) e “Administração Cidadão

e Empresa” (47,9 milhões de CVE),

“Promoção do investimento de Cabo

Verde” (32,3 milhões de CVE) e

“Implementação e dinamização do

sistema nacional de qualidade”

(22,7 milhões de CVE).

A

Execução

do

Eixo

Capital

Humano ficou pelos 914,9 milhões

de CVE. Do montante executado,

constata-se que grande parte do

mesmo foi direccionado para

“Infra-estrutura de rede hospitalar” (126,5

milhões de CVE), “Desenvolvimento

do Sector Farmacêutico” (117,5

milhões de CVE), “Promoção do

(25)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

21

Emprego e Formação Profissional”

(95,0 milhões de CVE), “Acção

Social e Escolar” (94,8 milhões de

CVE), “Melhoria das Condições de

Vida das Crianças e Adolescentes”

(42,2

milhões

de

CVE),

“Desenvolvimento

de

infra-estruturas do ensino secundário”

(42,2

milhões

de

CVE),

Desenvolvimento de infra-estruturas

do ensino básico” (40,6 milhões de

CVE), “Reforço da Luta Contra

SIDA” (30,9 milhões de CVE),

“Participação e Representação dos

Jovens” (30,6 milhões de CVE),

“Consolidação do ensino superior”

(27,3 milhões de CVE) e “Formação

profissional direcionada para o

emprego e inclusão social” (23,7

milhões de CVE)

O Eixo Afirmar a Nação Global teve

uma execução de 19,6 milhões de

CVE.

Do

montante

executado

constata-se que grande parte do

mesmo

foi

direccionado

para

“Melhoria da Política de Imigração”

(13,2 milhões de CVE), “Melhoria da

Qualidade de Vida dos Emigrantes”

(5,7 milhões de CVE) e “Reforço

dos laços culturais e comunicação

entre a diáspora de Cabo Verde”

(0,6 milhões de CVE).

Financiamento

O financiamento do défice de

5.354,9 milhões de CVE no período

em análise, conforme previsto, ficou

na

sua

maioria

a

cargo

da

componente externa, tendo sido os

desembolsos

registados

canalizados para financiamento das

Infra-estruturas

Portuárias,

Rodoviárias, Mobilização de Água e

Ordenamento

de

Bacias

hidrográficas

e

Produção

Armazenamento e Distribuição de

Energia.

Dívida Pública

Até Setembro de 2015, o stock da

dívida pública, excluindo os TCMF,

atingiu 191.624,5 milhões de CVE

(117,6% do PIB), o que representa

um crescimento de 12% em relação

ao stock do período homólogo. Em

termos de rácio dívida/PIB a

variação foi de 6,7p.p.

A dívida interna situou-se em

45.901,4 milhões de CVE, o que

corresponde a 28,2% do PIB. A

(26)

dívida externa constitui a maior

parcela da divida do Governo

Central. Ela atingiu os 145.723,1

milhões de CVE, correspondendo a

89,5% do PIB.

O aumento da dívida é justificado

pelos novos desembolsos externos

e emissões de títulos do Tesouro

ocorridos, no período, para a

implementação do programa do

Investimento público e fazer face as

necessidades de tesouraria do

Estado.

No que tange ao fluxo da dívida do

Governo

Central,

registaram-se

como entradas, em termos globais,

incluindo a dívida flutuante, o valor

de 15.388,8 milhões de CVE. O

desembolso

externo

totalizou

6.988,1 milhões de CVE. Das

emissões de títulos de tesouro no

mercado interno, a entrada foi de

8.400,7 correspondendo a 54,6% do

total de desembolsos ocorridos no

ano.

O serviço da dívida no período

totalizou os 7.934,7 milhões de

CVE, sendo 4.803,7 milhões de

CVE para as amortizações e 3.131

milhões de CVE para os juros. Este

aumentou, comparativamente ao

período

homólogo

anterior

em

28,8%. Esta tendência é justificada,

essencialmente, pelo aumento do

capital

da

divida

interna

fundamentado

pelo

perfil

de

amortização dos títulos de tesouro.

Representou 4,9% do PIB, sendo

1,9% para os juros e 2,9% para o

capital.

Dívida Interna

O stock da dívida interna, no

terceiro trimestre de 2015, atingiu o

valor de 45.901,4 milhões de

escudos. Verificou-se um aumento

no stock das OT’s de 12,4%,

diminuição de 55,0% no stock dos

BT’s e decréscimo de 4% nos

outros créditos, relativamente ao

período homólogo.

Tabela nº 4 - Principais Indicadores da Divida

T xa .c re s . 2 0 14 2 0 15 % E st o q ue G l o b al 17 1.0 2 4 ,0 19 1.6 2 4 ,5 12 ,0 % Dívida Interna 4 2 .17 2 ,8 4 5 .9 0 1,4 8 ,8 % Dívida Externa 12 8 .8 5 1,2 14 5 .7 2 3 ,1 13 ,1% V ar i ação em val o r es ab so l ut o s 2 0 .6 0 0 ,5 3 .7 2 8 ,6 16 .8 7 1,9 E st o q ue G l o b al em % d o P I B 110 ,9 % 117 ,6 %

Divida Int erna em % do PIB 2 7 ,4 % 2 8 ,2 %

Dí vida Ext erna em % do PIB 8 3 ,6 % 8 9 ,5 % V ar i ação g l o b al em P o nt o s

p er cent uai s 6 ,7

Fo nte: DGT- M inistério das Finanças e do P laneamento

(em milhõ es de CVE)

P R IN C IP A IS IN D IC A D O R E S D A D Í V ID A P ÚB LIC A S e t e m bro

Divida Interna Dívida Externa

(27)

Relatório de Conjuntura e

Síntese da Execução Orçamental

www.minfin.cv

Direcção Nacional do Planeamento

Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública

23

Analisando a evolução da dívida

interna,

em

relação

ao

PIB,

constata-se que este rácio atingiu,

em Setembro de 2015, os 28,2% do

PIB. Este rácio mantém-se próximo

dos

limites

preconizados

pelo

Governo.

A estrutura da dívida interna, no

período em análise é a seguinte:

94,2% por Obrigações do Tesouro,

3,8% por outros créditos e 1,9% por

Bilhetes do Tesouro.

Em termos de composição da dívida

interna por sector, o sistema

bancário e o sistema não bancário

detêm 63,1% e 36,9% do total da

divida interna, respectivamente.

A amortização de Capital da divida

interna no período, situou-se em

2.793

milhões

de

CVE.

Comparativamente com o período

homólogo aumentou em 46,6%,

reflexo do perfil de amortização dos

títulos que constituem o portfólio da

dívida interna. Quanto aos juros,

estes, atingiram os 1.651,1 milhões

de CVE, um crescimento de 24,3%,

consequência de novas emissões

ocorridas no ano transacto e no ano

em curso.

Dívida Externa

No terceiro trimestre de 2015, a

dívida externa do Governo Central

atingiu em termos absolutos o

montante de 145.723,1 milhões de

CVE contra 128.851,2 milhões de

CVE do período homólogo do ano

transacto,

representando

um

crescimento de 13,1%. A variação

em termos absolutos foi de 16.871,9

milhões CVE.

A divida externa é sem duvida a

parte da divida do Governo Central

que tem aumentado de forma mais

acentuada. O seu aumento é

justificado

pela

aceleração

de

desembolsos, resultante de acordos

empréstimos assinados, em anos

anteriores, na sua maioria junto de

credores comerciais e bilaterais. Os

recursos têm sido direccionados

para financiar projectos que ainda

se encontram em fase de execução,

nas áreas de agricultura, de

Infra-estruturas portuárias e rodoviárias,

de saúde, da redução da pobreza e

desigualdade social, da água, do

saneamento e da energia. É de

Referências

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