I - Relatório da Conjuntura e Síntese da Execução do Orçamento de Janeiro a
Setembro de 2015
Contexto Internacional …….………...1
Economia Nacional – Evolução Recente.……….……...8
Sector Monetário e Financeiro …….…….………..8
Sector Externo.…….…….……….…...10
Finanças Públicas………..………..11
Análise da Receita.………..……….…...…13
Análise da Despesa.………..………...16
Análise de Aquisição de Activos não Financeiros e do Investimento Público…….…..19
Financiamento.…….………..…….21
Dívida Pública……...………..21
Dívida Interna………..22
Divida Externa……….23
Quadro Estatístico anexo ao relatório.……….………....24
Operações Financeiras do Estado..……….……….26
Receitas Orçamentais . .……..………....27
Despesas Públicas Correntes .………28
Despesas Públicas Correntes de Funcionamento………...29
Despesas Públicas Correntes .de Investimento..………...30
II – Anexos
Mapa A.3 – Desembolsos Efectuados até Terceiro Trimestre do ano 2015
Mapa I – Receitas Correntes do Estado, Segundo uma Classificação Económica
Mapa B – Fundos Saídos da Tesouraria do Estado para Pagamento das Despesas Mapa
II.1 – Despesas Globais de Funcionamento do Estado Segundo a Classificação
Económica
Mapa II – Despesas de Funcionamento do Estado, Especificada Segundo a
Classificação Económica e Orgânica.
Mapa II.1.1 – Despesas Globais de Funcionamento de Encargos Gerais da Nação,
Segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.2 – Despesas Globais de Funcionamento do Governo e Chefia do Governo,
segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.3 – Despesas Globais de Funcionamento de Serviços e Fundos Autónomos,
Segundo a Classificação Económica
Mapa II.1.4 – Adiantamento de Fundos por Regularizar
Mapa II.1.5 – Amortização de Empréstimos
Mapa IV – Receitas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Segundo a Classificação
Económica e Orgânica
Mapa V – Despesas Globais de Serviços e Fundos Autónomos, Especificadas Segundo
a Classificação Económica e Orgânica
Mapa A.5 – Pagamento de Programa Plurianual de Investimentos Públicos
Directamente aos Projectos
Mapa A.6 – Despesas Globais de Investimento do Estado Segundo a Classificação
Económica
Mapa X – Programa Plurianual de Investimentos Públicos Estruturados Por Programas e
Sub-Programas
Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Interna Pública por credores e por Instrumentos de
Financiamento
Mapa II.1.6 – Estoque da Dívida Externa Pública por credores e por Instrumentos de
Financiamento
DO ESTADO
DE JANEIRO A SETEMBRO
2015
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1
Contexto Internacional
Economia Mundial
O Fundo Monetário Internacional
(FMI) voltou a rever em baixa as
suas
previsões
económicas
mundiais apontando a queda dos
preços das commodities como um
dos principais fatores para o que
classifica
de
"crescimento
moderado e desigual" da economia
mundial, com impacto negativo nas
economias
emergentes
e
não
exclui, as mudanças da economia
chinesa e a perspectiva de aumento
de juros nos Estados Unidos.
De acordo com o relatório do FMI
sobre
Perspectivas
Económicas
Mundiais, Outubro de 2015, a
economia mundial deverá crescer
3,1% este ano e 3,6% no próximo,
em comparação com 3,3% e 3,8%,
respectivamente, previstos em Julho
passado.
O FMI prevê um crescimento de
4,0%
para
as
economias
emergentes, este ano, e 4,5% para
o
próximo,
representando,
respectivamente, revisões em baixa
para ambos os anos de 0,2p.p, face
às previsões de Julho.
Quanto às economias avançadas, a
previsão para 2015 foi revista em
baixa em 0,1p.p, passando de 2,1%
em Julho, para 2%.
Em geral, os indicadores recentes
indicam
um
abrandamento
da
actividade económica mundial, em
termos médios, destacando algum
esfriamento no final do terceiro
trimestre. O Índice de Gestores de
Compras (Global Manufacturing and
Services PMI1 Summary - na língua
inglesa), publicado pela JP Morgan
e Markit, registou uma média de
53,6 valores no terceiro trimestre,
inferior aos 55,2 valores registados
no trimestre anterior, ao mesmo
tempo que diminui 2,8%, face ao
trimestre homólogo.
Fonte: MARKIT
Quanto aos preços internacionais,
as taxas de inflação nas economias
avançadas e emergentes deverão
situar-se
nos
0,3%
e
5,6%,
respectivamente, no final do ano,
explicado,
essencialmente,
pela
evolução dos preços das
matérias-primas.
No terceiro trimestre o índice de
preços
das
matérias-primas
diminuiu 35,1%, em relação ao
trimestre anterior, reflectindo no
essencial a variação no índice dos
produtos energéticos (combustíveis
(-49,1%)).
Analogamente à outra componente
do índice global, o índice dos
produtos não energéticos (não
combustíveis) registou uma queda
de 19,0%.
Fonte: Index Mundi
A
evolução
nos
preços
das
matérias-primas
energéticas
reflectem,
essencialmente,
a
variação do preço no petróleo bruto
(crude), tanto em termos homólogos
(-51,4%), quanto face ao trimestre
anterior (-19,2%). Estes resultados
derivam da diminuição dos preços
nas
diferentes
categorias
do
petróleo,
nomeadamente,
Brent,
Dubai
Fateh
e
West
Texas
Intermediate (WTI).
Realce-se que o preço do Brent
diminuiu 19,5%, face ao período
anterior, e 51,0%, em termos
homólogos. O do Dubai Fateh
também diminuiu em relação ao
trimestre precedente e face ao
período homólogo em 18,7% e
50,8%, respectivamente. E o do
WTI diminuiu quer face ao período
Gráf ico nº2.-Evolução do Indice de Preços das
Matérias- Primas
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precedente (19,5%), quer face ao
período homólogo (52,3%).
Fonte: Index Mundi
Quanto aos preços dos produtos
alimentares, de acordo com o índice
de preços da FAO, no terceiro
trimestre,
registou-se
uma
diminuição de 5,2% e de 20,0%,
face ao trimestre anterior e ao
período homólogo, respectivamente.
No que se refere às diferentes
categorias
de
produtos
que
compõem o índice de preços da
FAO,
regista-se
variações
homólogas negativas em todas as
categorias, sendo: produtos lácteos
(-30,6%), açúcares (-29,1%), carnes
18,0%), óleos 18,3%) e cereais
(-12,7%).
Fonte: Food and Agriculture Organization
Estados Unidos da América
O Produto Interno Bruto (PIB) dos
Estados Unidos desacelerou no
terceiro trimestre do 2015 ao
registrar um crescimento anualizado
de 1,5%, de acordo com as últimas
estimativas
divulgadas
pelo
departamento
de
análises
económicas (Bureau of Economic
Analysis). O resultado ficou abaixo
do registado no trimestre anterior,
quando chegou a 3,9%.
No que se refere a 2015, o FMI
avança que a economia
norte-americana continua a apresentar
sinais
de
fraca
recuperação
económica,
devendo
crescer
somente 2,6% no final do ano.
Gráfico 3. - Evolução de Preços de Petróleo
(médias mensais dos índices)
Gráf ico nº4.-Evolução do Indice de Preços dos
Produtos Alimentares
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
No mercado de trabalho, a taxa de
desemprego situou-se nos 5,1%,
em Setembro, valor idêntico ao
registado no mês precedente.
A inflação diminuiu 0,2p.p, em
Setembro, situando-se nos 0,0%. A
evolução dos preços no consumidor
continua a reflectir a evolução dos
preços dos produtos energéticos e
dos produtos alimentares.
Em termos de política monetária, no
dia 17 de Setembro de 2015, o
Comité do Mercado Aberto da
Reserva Federal decidiu manter as
taxas referência dos fundos federais
(fed funds) perto de zero, no
intervalo [0%-0,25%], devido a
desaceleração da China e as
incertezas económicas mundiais.
Zona Euro
Na
Zona
Euro
a
actividade
económica está a crescer a um
ritmo muito lento. O produto interno
bruto, de acordo com o FMI, deverá
apresentar no final do ano uma taxa
de crescimento real de 1,5%, valor
idêntico ao previsto em Julho.
Quanto
aos
indicadores
de
conjuntura mais recentes, estes
sinalizam melhorias na actividade
económica. O índice de sentimento
económico registou um valor médio
de 105,6 no terceiro trimestre, ante
104,1
valores
registados
no
segundo trimestre e a confiança no
consumidor melhorou 1,5p.p, em
Setembro face ao mês de Agosto.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
A nível de preços, a inflação
homóloga
medida
pelo
índice
Gráf ico nº5.-Evolução da Actividade Económica e
Preços/EUA ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
Gráf ico nº6.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Zona Euro ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
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harmonizado
de
preços
no
consumidor (IHPC) foi de -0,1%, em
Setembro (0,2p.p abaixo do valor
registado em Agosto). No mercado
de trabalho, a taxa de desemprego
diminuiu para 10,8%, ante 10,9%
em Agosto.
No que respeita às decisões de
política monetária, na reunião de 05
de Setembro, o Conselho do Banco
Central Europeu (BCE) decidiu
manter as taxas de juro directoras
do BCE inalteradas. Deste modo, a
taxa de juro aplicável às operações
principais
de
refinanciamento
situam-se
em
0,05%,
a
taxa
referente à facilidade permanente
de cedência de liquidez em 0,3% e
a relativa à facilidade permanente
de depósito desceu para -0,2%, em
Junho de 2015.
Japão
A actividade económica no Japão
está a recuperar-se num ritmo
moderado, impulsionada por fortes
medidas de estímulo económico.
De acordo com as previsões do
FMI, a economia Japonesa irá
crescer 0,6% em 2015 (abaixo
0,2p.p do valor previsto em Julho).
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
Na esfera nominal, em Setembro, a
inflação foi de 0% e o desemprego
manteve-se idêntica a Agosto nos
3,4%.
Do lado monetário, na reunião de 5
de Setembro, o Banco do Japão
(BoJ) decidiu manter intactas as
suas medidas de política monetária,
anunciadas em Abril deste ano, com
o objectivo de estabilizar os preços
em 2%, e relançar a actividade
económica.
Ásia em desenvolvimento
Apesar de persistir num patamar
relativamente elevado, o ritmo de
crescimento
das
principais
economias
emergentes
e
avançadas da Ásia tem vindo a
desacelerar, à medida que são
retirados os estímulos à economia,
Gráfico nº7.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Japão ( Variação do PIB real e inflação, em %)
com
implicação
directa
nos
investimentos e na procura interna.
O FMI voltou a rever em baixa as
suas previsões de crescimento
económico para este grupo de
países. Assim, o produto deverá
crescer, em média, 6,5% em 2015
(0,1p.p abaixo do valor previsto em
Julho).
Relativamente à China, a economia
continua
a
abrandar.
Neste
trimestre, o PIB real cresceu 6,9%
(ritmo anual), o que significa uma
desaceleração de 0,1p.p, face ao
trimestre anterior, e de 0,3p.p, em
relação a 2014. Estes valores
continuam
a
apontar
para
o
arrefecimento da segunda maior
economia do mundo, que pela
primeira vez nos últimos seis anos,
desde o segundo trimestre de 2009,
em que o crescimento do PIB
chinês fica abaixo de 7%.
Para o final deste ano, as previsões
do
Fundo
apontam
para
um
crescimento económico de 6,8%,
valor idêntico a previsão anterior.
A nível da esfera nominal, a taxa de
inflação foi de 1,6%, em Setembro
(ante 2,0% em Agosto), e o
desemprego manteve-se nos 4%.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
América Latina e Caraíbas
A fraca performance da economia
mundial tem afectado a actividade
económica nos países da América
Latina e Caraíbas, em particular no
que se refere ao comércio externo.
As previsões avançadas pelo FMI
indicam que a economia dos países
americanos
e
caribenhos
irão
contrair em 0,3% em 2015, uma
revisão em baixa de 0,8p.p, quando
comparado com Julho.
No que se refere aos parceiros de
Cabo Verde na região, de acordo
com o relatório divulgado pelo FMI,
a actividade económica no Brasil,
contrairá em 3,0%, em 2015 (1,5p.p.
abaixo das previsões de Julho),
justificado, essencialmente, pelo
ajuste
nos
preços
e
pela
Gráf ico nº8.-Evolução da Actividade Económica e Preços/China ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
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depreciação da taxa de câmbio,
com o real desvalorizado perante o
dólar.
Quanto ao nível de preços e as
condições da mão-de-obra, de
acordo com o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatísticas (IBGE), a
inflação situou-se nos 9,5% e a taxa
de desemprego foi de 5,4%, ante
7,6% em Agosto.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais - FMI
África Sub-Sahariana
Os países da Africa Subsariana têm
sido afectados pelos baixos preços
das commodities, o abrandamento
da procura global e os problemas
estruturais
internos
que
tem
influenciado a actividade económica
na região, principalmente os países
que exportam ou importam petróleo.
De facto, o FMI tem registado um
abrandamento da economia da
África Sub-Sahariana, de acordo
com a última previsão para 2015,
que reflecte uma revisão em baixa
de 0,6p.p, quando comparado com
o valor previsto em Julho.
Fonte: Perspectivas Económicas Mundiais, FMI, Outubro de
2015
Em suma, segundo o Fundo, o
abrandamento
da
actividade
económica
nas
economias
emergentes espelha a redução do
preço
das
matérias-primas,
à
possibilidade de aumento dos juros
nos Estados Unidos e as mudanças
na política monetária chinesa, o que
fará com que a economia mundial
fique mais resiliente em relação ao
aumento das incertezas enfrentadas
actualmente.
Gráf ico nº9.-Evolução da Actividade Económica e Preços/Brasil ( Variação do PIB real e inf lação, em %)
Tabela nº1.-Evolução de Indicadores Económicos Mundiais
2015 2016 Variações em percentagem PIB REAL Economia Mundial 3,3 3,4 3,1 3,6 Economias Avançadas 1,1 1,8 2,0 2,2 EUA 1,5 2,4 2,6 2,8 Zona Euro -0,3 0,9 1,5 1,6 Japão 1,6 -0,1 0,6 1,0
Outras Economias Avançadas 2,2 2,8 2,3 2,7
Economias Emerg. e em Desenlvimento 5,0 4,6 4,0 4,5
China 7,7 7,3 6,8 6,3
Índia 6,9 7,3 7,3 7,5
Brasil 2,7 0,1 -3,0 -1,0
África Sub-Sahariana 5,2 5,0 3,8 4,3
Indice de Preços no Consumidor (IPC)
Economias Avançadas 1,4 1,4 0,3 1,2
Economias Emerg. e em Desenvolvimento 5,8 5,1 5,6 5,1
Projeção
Economia Nacional - Evolução
Recente
A actividade económica nacional, de
acordo com os indicadores de
conjuntura do terceiro trimestre,
apontam que o ritmo de crescimento
económico continua a melhorar. O
indicador da conjuntura passou para
-11, após ter-se situado no -14 no
segundo trimestre deste ano.
O Fundo Monetário Internacional
(FMI)
projectou
para
3,5%
o
crescimento da economia
cabo-verdiana, em 2015, percentagem
que subirá para 3,7% em 2016.
Quanto aos preços, a inflação
média
aumentou
0,1p.p
em
Setembro, comparado com o mês
anterior, situando-se em 0,0%. A
inflação homóloga situou-se nos
0,6%,
aumentando
0,3p.p
em
relação a Agosto.
Este resultado reflecte a alta dos
preços, principalmente nas classes:
Acessórios, equipamento doméstico
e
manutenção
corrente
da
habitação (C05 (+5,7%)), Produtos
alimentares
e
bebidas
não
alcoólicas (C01 (+3,2%)), Bens
serviços diversos (C12 (+2,9%)),
Lazer, recreação e cultura (C09
(+1,8%))
Bebidas
alcoólicas
e
tabaco (C02 (+1,7%)), Vestuário e
calçado
(C03
(1,2%)),
Hotéis
restaurantes cafés similares (C11
(+1,1%)).
A taxa de inflação, excluindo os
produtos
alimentares
não
transformados
e
energéticos
(inflação
subjacente
ou
core
inflation), foi de 0,9%, valor superior
ao registado no mês anterior em
0,1p.p.
Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas
Sector Monetário e Financeiro
A massa monetária, no terceiro
trimestre deste ano, de acordo com
os dados provisórios do Banco de
Cabo Verde (BCV) cresceu 7,1%,
em termos homólogos, e 2,0%, face
a
Dezembro
de
2014.
Isto,
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essencialmente, devido a evolução
dos
activos
externos
líquidos
(15,3% em termos homólogos e
-2,4% face a Dezembro).
Os
activos
internos
líquidos
registaram um aumento de 4,1%,
em termos homólogos e 3,9%, face
a Dezembro. O crédito interno
líquido aumentou 2,6% e 2,9%,
respectivamente,
em
termos
homólogos e face a Dezembro,
tendo
sido
o
principal
propulsionador desta evolução.
A evolução do crédito interno resulta
do aumento do crédito ao sector
público
administrativo,
devido,
sobretudo,
à
variação
dos
depósitos.
Realce-se que o crédito ao governo
central cresceu 9,8% e 13,4%, em
termos
homólogos
e
face
a
Dezembro
de
2014,
respectivamente.
Quanto ao crédito à economia,
destaca-se que tanto face ao
período homólogo, como face a
Dezembro de 2014, a variação foi
positiva
em
1,5%
e
0,0%,
respectivamente.
O
crédito
ao
sector privado (82% do crédito
interno e 97,4% do crédito à
economia) caiu em relação ao
período homólogo e a Dezembro,
0,3% e 1,8%, respectivamente.
Fonte: Banco de Cabo Verde, Novembro de 2015
No que se refere aos passivos
monetários, a circulação monetária
aumentou em 4,5%, face ao mesmo
período de 2014 e diminuiu 9,5%
quando comparado com Dezembro
e os depósitos à ordem em moeda
nacional também aumentaram em
termos
homólogos
(9,4%)
e
diminuíram em relação ao final do
ano
anterior
(2,1%).
Estes
resultados permitiram que a massa
monetária no sentido restrito (M1)
aumentasse em 7,1%, em termos
Tabela nº2.-Evolução dos Indicadores Monetários e Financeiros
Set-14/Set-15 Dez-14/Set-15
ACTIVO EXTERNO LIQUIDO
37.302,83 44.061,49 43.010,56
15,3%
-2,4%
dq: Banco de Cabo Verde
39.991,29 46.365,80 42.446,71
6,1%
-8,5%
Reservas Internacionais (liquido)
40.041,49 46.370,71 42.483,74
6,1%
-8,4%
Bancos Comerciais
-2.688,45 -2.304,31
563,85
-121,0%
-124,5%
ACTIVO INTERNO LÍQUIDO
101.763,38 101.943,54 105.884,95
4,1%
3,9%
Crédito Interno Liquido
124.048,73 123.688,73 127.322,28
2,6%
2,9%
Crédito líquido ao Sector Público Administrativo 31.146,23 29.347,14 33.013,98
6,0%
12,5%
Crédito ao Governo Central
26.124,93 25.295,19 28.678,57
9,8%
13,4%
Crédito aos Governos Locais
3.146,34 3.300,69 3.537,91
12,4%
7,2%
Depósitos ( inclui Governos Locais, INPS, IDA) 9.800,81 10.923,03 10.966,35
11,9%
0,4%
Crédito á Economia
92.902,50 94.341,59 94.308,30
1,5%
0,0%
Crédito ao Sector Privado
92.096,12 93.501,81 91.832,38
-0,3%
-1,8%
OUTROS ACTIVOS LÍQUIDOS
-22.285,36 -21.745,19 -21.437,34
-3,8%
-1,4%
MASSA MONETÁRIA
139.047,58 146.005,03 148.895,51
7,1%
2,0%
PASSIVOS MONETÁRIOS
48.219,88 54.174,11 52.367,98
8,6%
-3,3%
Moeda em circulação
7.538,07 8.706,66 7.876,87
4,5%
-9,5%
Depósitos à Ordem em M/N
40.681,81 45.467,45 44.491,12
9,4%
-2,1%
PASSIVOS QUASE MONETÁRIOS
90.827,71 91.830,91 96.527,53
6,3%
5,1%
Valores em CVE 10^6
Provisórios
T.V.H
set/14
dez/14
set/15
homólogos, e diminuísse em 3,3%,
face a Dezembro.
Relativamente aos passivos quase
monetários, estes cresceram 6,3% e
5,1%, face ao período homólogo e a
Dezembro
de
2014,
respectivamente. A expansão dos
“quase monetários” resulta, no
essencial, da variação positiva dos
depósitos de poupança, depósitos a
prazo em moeda nacional e dos
depósitos dos emigrantes.
Os depósitos a prazo em moeda
nacional aumentaram em 6,3% e
5,3%, face ao período homólogo e
Dezembro
de
2014,
respectivamente. Os depósitos dos
emigrantes
também
registaram
variações no sentido ascendente,
7,3% em termos homólogos e 5,2%
face a Dezembro.
As reservas internacionais líquidas
no
final
do
terceiro
trimestre
aumentaram 6,1% (1.383 milhões
de CVE), relativamente ao período
homólogo, e diminui 8,4%, em
relação a Dezembro de 2014 (cerca
de 3.887,0milhões de CVE). O valor
das reservas no período garantiu
4,8 meses de importação de bens e
serviços previstas para 2015.
Sector Externo
As
contas
externas
nacionais
reflectem melhorias no saldo da
conta corrente. No terceiro trimestre
de
2015,
a
balança
corrente
registou um défice de 3,3% do PIB
previsto, o que evidencia um
desagravamento do saldo da conta
corrente em 52,7%, em termos
homólogos.
A diminuição do défice inscreve-se
sobretudo
num
contexto
de
diminuição das importações de bens
(-10,2%),
aumentos
das
exportações de serviços (+7,6%),
com
particularidade
para
os
serviços ligados ao turismo (+9,7%),
das transferências oficiais (+55,7%)
e das remessas de emigrantes
(+19,8%).
As exportações de bens diminuíram
em
27,3%
enquanto
que
as
importações
de
serviços
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Fonte: Banco de Cabo Verde/ Novembro de 2015
Quanto às outras componentes da
balança de pagamentos, destaca-se
o
aumento
de
41,7%
dos
investimentos directos estrangeiros
em termos homólogos.
Fonte: Banco de Cabo Verde/Novembro de 2015
Finanças Públicas
Análise Global
A execução orçamental provisória
relativa ao terceiro trimestre de
2015
2
aponta para um saldo global
negativo de 5.565,4 milhões de
escudos
(-3,4%
PIB),
o
que
representa menos 1,7p.p do PIB,
face ao período homólogo.
Esta
evolução
da
execução
orçamental resulta, sobretudo, da
desaceleração da execução do
programa de investimento público
em curso e do aumento das receitas
totais.
Por sua vez, tendo em conta o
comportamento das receitas, o
saldo corrente primário teve uma
variação positiva de 0,1p.p, em
relação ao período homólogo.
2
Conta 3º trimestre 2015
Gráf ico nº12.-Evolução dos Indicadores da Balança de Pagamentos (taxa de variação homologa)
-30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 I-2006 III -2006 I-2007 III -2007 I-2008 III -2008 I-2009 III -2009 I-20 10 III-20 10 I-20 11 III-20 11 I-2012 III -2012 I-2013 III -2013 I-2014 III -2014 I-2015 III -2015 Exportações Importações
Gráf ico nº13.-Evolução dos Indicadores da Balança de Transações Correntes (taxa de variação homologa)
-100,0 -50,0 0,0 50,0 100,0 150,0 200,0 I-2006 III -2006 I-2007 III -2007 I-2008 III -2008 I-20 09 III-20 09 I-2010 III -2010 I-2011 III -2011 I-2012 III -2012 I-2013 III -2013 I-20 14 III-20 14 I-2015 III -2015 Transferências Oficiais Remessas de Emigrantes
Grafico 14. - Evolução do Saldo Global
(Em % do PIB)
Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento
A receita total (incluindo a ajuda
alimentar e donativos) aumentou
13,8%, justificado, essencialmente,
pelo
acréscimo
dos
impostos
(9,3%), das receitas de capital
(68,8%),
das
outras
receitas
(20,8%)
e
das
transferências
(75,5%),
comparativamente
ao
período homólogo. Em relação ao
PIB, a receita total atingiu 17,5%, ou
seja, um aumento de 1,3p.p, face ao
mesmo período do ano anterior.
O desempenho das receitas fiscais
deveu-se, sobretudo, do aumento
registado no IUR-PC, em 34,1% e
do IUR-PS, em 4,4%, no período
em
análise,
tendo
o
rácio
impostos/PIB fixado em 13,4%,
acima em 0,4p.p, relativamente ao
período homólogo.
Quanto às despesas (despesas
correntes
de
funcionamento
e
investimento),
verificou-se
um
aumento de 12,2%,face ao período
homólogo. Quando analisado em
termos do PIB, a despesa atingiu
17,7% (1,0p.p que no mesmo
período de 2014).
De acordo com os dados da conta
trimestral de Setembro de 2015, os
activos não financeiros registaram
uma variação homóloga negativa de
27,2%, atingindo 5.164,0 milhões de
escudos, o que representa cerca de
39,2% do valor orçamentado para
2015 e cerca de 3,2% do PIB.
Face à estes desenvolvimentos, o
stock da divida pública, excluindo os
TCMF (Títulos Consolidados de
Mobilização Financeira), em termos
acumulados,
atingiu
191.624,5
milhões de CVE, sendo a dívida
interna de 45.901,4 milhões de CVE
(28,2% do PIB) e a dívida externa
de 145.723,1 milhões de CVE
(89,5% do PIB).
O rácio global dívida pública/PIB foi
de 117,6%, registando um aumento
de 6,7p.p do PIB, face a 2014.
Grafico 15. - Evolução da Divida Pública
(Em % do PIB)
Relatório de Conjuntura e
Síntese da Execução Orçamental
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Direcção Nacional do Planeamento
Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública
13
Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento
Fonte: Ministério das Finanças e do Planeamento
Análise das Receitas
Durante o terceiro trimestre, as
receitas provisórias ascenderam
28.497,1
milhões
de
CVE,
correspondendo a um grau de
execução
de
64,1%,
o
que
representa um acréscimo de 13,8%,
face ao período homólogo.
A
semelhança
do
segundo
trimestre, as principais rúbricas que
contribuíram para o aumento em
causa foram os impostos, outras
receitas e receitas de capital.
Da análise de execução de Janeiro
a Setembro, verifica-se que os
impostos aumentaram 9,3%, face
ao período homólogo, contribuindo
para esse resultado as variações
positivas nos Impostos sobre o
rendimento em 15,9%, Impostos
sobre bens e serviços em 8,2% e
Impostos
sobre
transações
internacionais em 5,3%.
A evolução positiva nos impostos
sobre
rendimento
reflecte,
em
particular, o desempenho do IUR
–
Pessoas Colectivas em 34,1%.
O desempenho em sede do imposto
Tabela nº3.-Principais Indicadores Orçamentais
2014 2015 Var. Em % do 3º trim 3º trim Homologa PIB 1. RECEITAS TOTAIS 25 040 28 497 13,8 17,5 1.1 - Receitas Correntes 24 126 26 956 11,7 16,5 Impostos 19 904 21 751 9,3 13,4 Segurança Social 42 32 -23,5 0,0 Transferências( correntes) 226 397 75,5 0,2 Outras Receitas 3 954 4 776 20,8 2,9 1.2 - Receitas de Capital 913 1 541 68,8 0,9
2. DESPESAS TOTAIS (Fun+Inv) 25 764 28 898 12,2 17,7 2.1-Despesas Correntes FUN 22 595 24 723 9,4 15,2
das quais: Juros da dívida interna 1 328 1 651 24,3 1,0 Juros da dívida externa 1 289 1 480 14,8 0,9
2.2-Despesas Correntes INV 3 169 4 176 31,8 2,6 3. Resultado Operacional Bruto -724 -401 -44,6 -0,2 4. Activos não Financeiros 7 091 5 164 -27,2 3,2
Compra de activos não financeiros 7 164 5 345 -25,4 3,3 dq: programa de Funcionamento 63 119 89,7 0,1 dq: programa de investimento 7 101 5 226
Venda activos não financeiros 73 181 0,0 0,1
5. SALDO GLOBAL (base caixa; 1 - 2 - 4) -7 815 -5 565 -
Saldo global ( em percentagem do PIB) -5,1 -3,4
Saldo global excluindo transferências(donativos) -8 955 -7 503 -
Saldo Corrente (1.1-2) -1 638 -1 943 -
Saldo Corrente Primario 979 1 188 -
Saldo Corrente Primario (em percentagem do PIB) 0,6 0,7 -
Saldo Corrente (em percentagem do PIB) -1,1 -1,2 -
Saldo global Primário (1-2+juros) -5 198 -2 434 -
Saldo global Primário (em percentagem do PIB) -3,4 -1,5 -
-6. FINANCIAMENTO 7 626 5 355 -
6.1 Activos Financeiros -3 289 -1 293 -
-Empréstimos Concedidos Mi Amortizações 11 152 -
-Empréstimos Concedidos Mi Concedidos -3 219 -1 668 -
-Acções E Outras Participações Mi - Aquisições -28 -248 -
-Acções E Outras Participações Mi - Alienação 483
Outros Activos Financeiros Mi - Alienações -22 21 -
-Acções E Outras Participações Me - Aquisições -32 -32
6.2 Passivos Financeiros 10 915 6 648 -
-Interno líquido 1 094 1 670 -
Sistema bancário 4 536 3 018 -
Outras transações 0 0 -
Outros Passivos Financeiros Pmi - Aquisições -1 096 0 -
Outras Operações Tesouro 122 -
-Despesa por compensar na conta do Tesouro no BCV em 31do Trimestre0 0 -
-Pagamento de 2014 compensado em 2015 -2 000 -2 792 -
-Receitas recebidas por cheque não Compensado -
Sistema não bancário -346 1 323 -
-Externo líquido 9 821 4 977 -
-Desembolsos 11 459 6 988 -
Amortizações programadas -1 637 -2 011 - -7. DIFERENCIAL DE FINANCIAMENTO / DISCREPÂNCIA (5 + 6) -189 -211 - DÍVIDA PÚBLICA (em % do PIB) 110,9 117,6
Dívida Pública 171 024 191 625
Interna 42 173 45 901
Externa 128 851 145 723
sobre o lucro reflecte:
Por um lado, as medidas de
políticas introduzidas com a
entrada em vigor do novo
Código do Imposto sobre as
Pessoas
Colectivas,
que
consagrou os pagamentos
fraccionados por conta, cujo
montante
arrecadado
no
período ascendeu os 1.450,2
milhões de escudos e,
Por
outro
lado,
pelo
adiamento da cobrança da
autoliquidação, que no ano
passado cifrou-se em 682,3
milhões de escudos que
deveria ser pago em Maio.
Pois, com o novo Código as
empresas, os contribuintes
têm a prerrogativa de diferir
o pagamento, para os anos
de 2016, 2017 e 2018.
Relativamente ao IUR
– Pessoas
Singulares, este teve uma evolução
positiva em 4,4%. O desempenho
face ao periodo homologo reflecte a
evolução favorável do imposto
declarativo,
motivado
pelo
pagamento:
do IUR referente ao ano de
2009, notificado no mês de
Dezembro do ano passado,
no
montante
de
106,0
milhões de escudos e
do imposto sobre rendimento
predial
que
registou
um
acréscimo no montante de
57,3 milhões de escudos,
justificado pelas medidas de
politicas introduzidas com a
entrada em vigor do novo
Código do Imposto sobre as
Pessoas
Singulares,
agravando
a
taxa
de
incidência.
Em relação aos impostos sobre
transacções internacionais
regista-se um aumento em 5,3%, face ao
período homólogo e em relação à
previsão a diminuição foi de 15,2%.
Em
termos
desagregados,
relativamente ao período homólogo,
verificou-se uma variação positiva
do Direito de Importação em 5,5% e
Taxa Comunitária CEDEAO em
-0,5%.
Comparativamente
à
previsão,
regista-se
uma
performance negativa relativamente
a Taxa Comunitária em 24,4% e DI
em 14,8%.
Gráfico 15. - Receitas Correntes
Relatório de Conjuntura e
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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública
15
Fonte: DNOCP
Nos
impostos
sobre
bens
e
serviços, destaca-se um aumento
do IVA em 10,0%, face ao período
homólogo, com variações positivas
em
ambas
as
fontes
de
arrecadação, DA e DCI. Sendo que
no IVA-DA o aumento foi de 1,8% e
no IVA-DCI 22,2%. Para este
resultado contribuíram o IVA regime
normal e o IVA regime simplificado.
Esta evolução positiva face ao
mesmo período do ano anterior
resulta do aumento da taxa do IVA
de 15% para 15,5%, em vigor desde
Janeiro deste ano, e do pagamento
de uma das empresas do sector
petrolífero pela entrega fora do
prazo do IVA, ficando impedido de
deduzir o crédito de imposto.
Ainda, relativamente à arrecadação
do IVA por fonte, constata-se que
55,2% foi da responsabilidade da
DA e 44,8% da DCI.
O acréscimo verificado nas receitas
de capitais, em relação ao período
homólogo, deve-se ao aumento dos
donativos directos em 573 milhões
CVE, para fazer face ao Inquérito às
despesas e receitas familiares e
elaboração do perfil da pobreza, ao
Co - Financiamento da substituição
da conduta de água Patim e Cova
Figueira,
Fundo
Flexível
para
Estudos e pequenas Infra-estruturas
de água e saneamento e para
realização de projectos.
A variação de 20,8% (acréscimo de
822,0 milhões CVE) nas outras
receitas
foi
impulsionada,
principalmente,
pelas
rubricas
rendimentos
de
propriedades
(entrada dividendos da ASA), outras
receitas
diversas
e
não
especificadas e multas e outras
penalidades. Em termos absolutos,
houve um aumento de 628,3
milhões CVE, 118,3 milhões CVE, e
78,4 milhões CVE, respetivamente.
Até Setembro de 2015, a despesa
total (funcionamento e despesas
correntes de investimento público)
situou-se em 28.898,4 milhões de
CVE, apresentando um acréscimo
em
12,2%,
face
ao
período
homólogo,
correspondente
a
3.134,3 milhões de escudos, em
termos absolutos.
As rubricas que contribuíram para
esta evolução foram:
Subsídios em 57,6% (46,5
milhões de CVE),
Outras despesas correntes em
38,1%
(342,7
milhões
de
CVE),
Aquisição de bens e serviços
em 34,1% (1.075,2 milhões de
CVE),
Juros correntes em 20,3%
(531,9 milhões de CVE),
Transferências correntes em
18,1%
(520,0
milhões
de
CVE),
Benefícios sociais em 8,7%
(279,0 milhões de CVE),
Despesas com pessoal em
0,3% (39,6 milhões de CVE).
A variação positiva verificada na
rúbrica
Aquisição
de
bens
e
serviços deve-se ao aumento do
montante
executado
nas
Assistências
Técnicas
não
residentes 181,3% (487,1 milhões
de CVE), Assistências técnicas
residentes 44,6% (172,8 milhões de
CVE), Representação dos serviços
em 535,9% (91,9 milhões de CVE),
Livros e documentação técnica
733,7% (33,1 milhões de CVE),
Material de transporte e peças
137,2% (16,6 milhões de CVE),
Matérias-primas
subsidiárias
270,7% (14,5 milhões de CVE),
Medicamentos 6,1% (24,3 milhões
de CVE) e Produtos Alimentares
83,0% (65,4 milhões de CVE).
O aumento é derivado:
da cativação de apenas 10%
das rubricas que constituem
este agrupamento económico,
quando
que
nos
anos
antecedentes o cativo foi de
30%;
da consolidação do processo
de bancarização – inclusão no
OE
2015
de
vários
CC
nomeadamente, dos sectores
de
saúde,
educação
e
desenvolvimento
rural,
que
antes não integravam o OE;
e também da Transferência de
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17
OF,
motivada
pela
nova
abordagem da elaboração do
OE (Orçamento Programa).
O acréscimo nos Subsídios deve-se
ao aumento da rubrica, Subsídios a
Empresas Públicas não Financeiras
em 75,2% (41,4 milhões de CVE),
justificado pelo custo assumido pelo
Governo com a subsidiação das
linhas
marítimas
consideradas
deficitárias e subsidio a empresas
privadas não financeiras em 20,0%
(5,1 milhões de CVE).
As Outras despesas correntes
registaram uma variação de 38,1%,
justificado, essencialmente, pelas
rubricas de:
Restituições
em
314,0%
(138,4
milhões
de
CVE),
motivado pela restituição do
IUR e Reembolso do IVA em
atraso;
Indeminizações 298,2% (123,4
milhões de CVE);
Organizações
não-governamentais 79,6% (85,7
milhões de CVE);
Bolsas de Estudo e Outros
Benefícios Educacionais em
10,5% (38,5 milhões de CVE);
Outras Despesas Residuais
19,8% (20,9 milhões de CVE).
A variação registada na rúbrica
Juros correntes é derivada do
aumento do montante executado
nos Juros da dívida interna 24,3%
(323,1 milhões de CVE) e Juros da
divida externa em 14,8% (191,1
milhões de CVE).
O aumento dos juros da divida
interna é resultante das novas
emissões de títulos ocorridas no
ano transacto e no ano em curso.
Nos juros da divida externa o
aumento
é
justificado
pela
ocorrência de novos desembolsos,
resultante de acordos empréstimos
assinados, em anos anteriores, na
sua maioria junto de credores
comerciais e bilaterais.
O acréscimo de 18,1% (520,0
milhões
de
CVE)
na
rúbrica
Transferências
Correntes
é
justificado pelo pagamento:
Fundos e serviços autónomos
correntes em 351,6% (81,4
milhões de CVE), justificado,
essencialmente,
pela
transferência do INPS aos
hospitais Centrais (HCAN e
HCBS),
no
âmbito
da
comparticipação
da
previdência
social
na
assistência
médica
e
hospitalar;
Quotas
a
Organismos
Internacionais Correntes em
437,0% (107,7 milhões de
CVE),
justificado,
essencialmente,
pela
regularização das quotas em
atraso da CEDEAO.
Os Benefícios Sociais aumentaram
8,7%, derivado, essencialmente,
pelo acréscimo das Pensões de
aposentação em 12,0% (222,3
milhões de CVE), Pensões do
regime não contributivo 3,5% (34,3
milhões de CVE) e Pensões de
sobrevivência em 8,1% (9,5 milhões
de CVE), Ouros benefícios socias
em numerário em 73,0% (25,1
milhões de CVE) e Evacuação de
doentes em 5,5% (6,5 milhões de
CVE).
Esta
rubrica
tem
registando
consecutivos
agravamentos,
resultando da própria natureza do
regime fechado das pensões da AP,
devido ao aumento do nºs dos
beneficiários
de
pensões
de
aposentação e de regime não
contributivo.
A evolução da Despesa com o
Pessoal deve-se ao acréscimo na
Segurança Social em 5,9%. Esta
evolução
resulta
do
aumento
derivado de descongelamento de
alguns recrutamentos e evolução na
carreira pessoal docente ocorridas
em finais do ano transacto, bem
como da inscrição no INPS de
alguns
funcionários
que
não
estavam abrangidos pelo sistema
de Segurança Social.
Fonte: DNOCP
Gráfico 16. – Despesas Correntes
Relatório de Conjuntura e
Síntese da Execução Orçamental
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Direcção Nacional do Orçamento e da Contabilidade Pública
19
Aquisição
de
Activos
Não
Financeiros
e
Programa
de
Investimento Público
As despesas com activos não
financeiros
registaram
um
decréscimo de 27,2%, atingindo
5.164,0 milhões CVE, sobretudo
nas despesas de Investimentos.
O
Programa
de
Investimento
Público, no período em análise, foi
financiado na sua maioria com
recursos externos (51,8%). Os
recursos do “Tesouro”, incluindo
Ajuda Orçamental, representaram
48,2%.
Em relação aos recursos externos:
41,5% são “Empréstimos”, 8,9%
correspondem
a
“Donativos
Directos” e 1,4% “Fundo de contra
partida”.
Os
eixos
estratégicos
que
contribuíram para a execução no
período foram: “Infra-estruturação”
(47,5%),
”Boa
Governação”
(22,2%),
“Reforço
do
Sector
Privado” (10,8%), “Capital Humano”
(9,7%) e “Afirmar a Nação Global”
(0,2%).
O “Eixo Infra-estruturação” atingiu
uma execução de 4.469,2 milhões
de CVE. Do montante executado,
constata-se que grande parte do
mesmo foi canalizado para o
Mobilização de água, distribuição de
energia
e
das
Infra-estruturas
portuárias
e
rodoviárias.
Dos
Projectos executados, destacam-se
“Infra-estruturas
de
Produção
Armazenamento e Distribuição de
Energia” (1.523,6 milhões de CVE),
“Desenvolvimento
das
Infra-estruturas
Portuárias”
(656,9
milhões de CVE), “Desenvolvimento
das Infra-estruturas Rodoviárias”
(335,0
milhões
de
CVE),
“Mobilização
de
Água
e
Ordenamento
de
Bacias
Hidrográficas”
(565,5 milhões
de CVE), “Melhoria da Qualidade
das Infra-estruturas Rodoviárias”
(322,7
milhões
de
CVE),
“Desenvolvimento do Sistema de
Transportes e Segurança Marítima”
(220,1
milhões
de
CVE),
“Mobilização de Água e Reforço da
Capacidade
de
Abastecimento
Público” (121,4 milhões de CVE),
Promoção
e
Reabilitação
da
Habitação de Interesse Social” (61,8
milhões de CVE), “Desenvolvimento
das Infra-estruturas
Aeroportuárias”
(18,7 milhões de CVE) e “Promoção
e Desenvolvimento do Saneamento
Básico” (16,5 milhões de CVE).
O Eixo Boa Governação registou
uma execução de 2.091,4 milhões
de CVE. Do montante executado,
constata-se que grande parte do
mesmo foi direccionado para a
“Consolidação e Requalificação
Ambiental” (589,7 milhões de CVE)
“Acesso aos Pobres dos Serviços
Sociais de Base e ao Rendimento”
(201,5 milhões de CVE), “Garantia
do acesso a todos os grupos sociais
e profissionais a protecção social”
(190,3
milhões
de
CVE),
“Modernização da Administração
Pública” (163,1 milhões de CVE),
“Programa mais qualidade mais
comunidade e micro realizações
(103,3 milhões de CVE), “Melhoria
do sistema estatístico nacional”
(68,3 milhões de CVE), “Reforço de
competências técnicas do MFP”
(65,7 milhões de CVE), “Gestão e
Administração Geral MFP” (47,7
milhões de CVE), “Construção e
reabilitação das infraestruturas do
Estado” (34,8 milhões de CVE) e
“Melhoria do sistema judicial” (26,3
milhões de CVE).
O Eixo do Reforço do Sector
Privado assinalou uma execução de
1.016,2 milhões de CVE. Do
montante executado, constata-se
que grande parte, do mesmo, foi
direccionado para “Melhoria da
Qualidade dos Produtos e Serviços
do Turismo” (246,6 milhões de
CVE), “Melhoria do Agro-Negócio e
das Fileiras Agro-pecuárias” (346,9
milhões de CVE), “Melhoria do
Ambiente de Negócios” (63,0
milhões de CVE), “Gestão dos
Recursos Haliêuticos para uma
Pesca Sustentável” (129,5 milhões
de CVE) e “Administração Cidadão
e Empresa” (47,9 milhões de CVE),
“Promoção do investimento de Cabo
Verde” (32,3 milhões de CVE) e
“Implementação e dinamização do
sistema nacional de qualidade”
(22,7 milhões de CVE).
A
Execução
do
Eixo
Capital
Humano ficou pelos 914,9 milhões
de CVE. Do montante executado,
constata-se que grande parte do
mesmo foi direccionado para
“Infra-estrutura de rede hospitalar” (126,5
milhões de CVE), “Desenvolvimento
do Sector Farmacêutico” (117,5
milhões de CVE), “Promoção do
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21
Emprego e Formação Profissional”
(95,0 milhões de CVE), “Acção
Social e Escolar” (94,8 milhões de
CVE), “Melhoria das Condições de
Vida das Crianças e Adolescentes”
(42,2
milhões
de
CVE),
“Desenvolvimento
de
infra-estruturas do ensino secundário”
(42,2
milhões
de
CVE),
Desenvolvimento de infra-estruturas
do ensino básico” (40,6 milhões de
CVE), “Reforço da Luta Contra
SIDA” (30,9 milhões de CVE),
“Participação e Representação dos
Jovens” (30,6 milhões de CVE),
“Consolidação do ensino superior”
(27,3 milhões de CVE) e “Formação
profissional direcionada para o
emprego e inclusão social” (23,7
milhões de CVE)
O Eixo Afirmar a Nação Global teve
uma execução de 19,6 milhões de
CVE.
Do
montante
executado
constata-se que grande parte do
mesmo
foi
direccionado
para
“Melhoria da Política de Imigração”
(13,2 milhões de CVE), “Melhoria da
Qualidade de Vida dos Emigrantes”
(5,7 milhões de CVE) e “Reforço
dos laços culturais e comunicação
entre a diáspora de Cabo Verde”
(0,6 milhões de CVE).
Financiamento
O financiamento do défice de
5.354,9 milhões de CVE no período
em análise, conforme previsto, ficou
na
sua
maioria
a
cargo
da
componente externa, tendo sido os
desembolsos
registados
canalizados para financiamento das
Infra-estruturas
Portuárias,
Rodoviárias, Mobilização de Água e
Ordenamento
de
Bacias
hidrográficas
e
Produção
Armazenamento e Distribuição de
Energia.
Dívida Pública
Até Setembro de 2015, o stock da
dívida pública, excluindo os TCMF,
atingiu 191.624,5 milhões de CVE
(117,6% do PIB), o que representa
um crescimento de 12% em relação
ao stock do período homólogo. Em
termos de rácio dívida/PIB a
variação foi de 6,7p.p.
A dívida interna situou-se em
45.901,4 milhões de CVE, o que
corresponde a 28,2% do PIB. A
dívida externa constitui a maior
parcela da divida do Governo
Central. Ela atingiu os 145.723,1
milhões de CVE, correspondendo a
89,5% do PIB.
O aumento da dívida é justificado
pelos novos desembolsos externos
e emissões de títulos do Tesouro
ocorridos, no período, para a
implementação do programa do
Investimento público e fazer face as
necessidades de tesouraria do
Estado.
No que tange ao fluxo da dívida do
Governo
Central,
registaram-se
como entradas, em termos globais,
incluindo a dívida flutuante, o valor
de 15.388,8 milhões de CVE. O
desembolso
externo
totalizou
6.988,1 milhões de CVE. Das
emissões de títulos de tesouro no
mercado interno, a entrada foi de
8.400,7 correspondendo a 54,6% do
total de desembolsos ocorridos no
ano.
O serviço da dívida no período
totalizou os 7.934,7 milhões de
CVE, sendo 4.803,7 milhões de
CVE para as amortizações e 3.131
milhões de CVE para os juros. Este
aumentou, comparativamente ao
período
homólogo
anterior
em
28,8%. Esta tendência é justificada,
essencialmente, pelo aumento do
capital
da
divida
interna
fundamentado
pelo
perfil
de
amortização dos títulos de tesouro.
Representou 4,9% do PIB, sendo
1,9% para os juros e 2,9% para o
capital.
Dívida Interna
O stock da dívida interna, no
terceiro trimestre de 2015, atingiu o
valor de 45.901,4 milhões de
escudos. Verificou-se um aumento
no stock das OT’s de 12,4%,
diminuição de 55,0% no stock dos
BT’s e decréscimo de 4% nos
outros créditos, relativamente ao
período homólogo.
Tabela nº 4 - Principais Indicadores da Divida
T xa .c re s . 2 0 14 2 0 15 % E st o q ue G l o b al 17 1.0 2 4 ,0 19 1.6 2 4 ,5 12 ,0 % Dívida Interna 4 2 .17 2 ,8 4 5 .9 0 1,4 8 ,8 % Dívida Externa 12 8 .8 5 1,2 14 5 .7 2 3 ,1 13 ,1% V ar i ação em val o r es ab so l ut o s 2 0 .6 0 0 ,5 3 .7 2 8 ,6 16 .8 7 1,9 E st o q ue G l o b al em % d o P I B 110 ,9 % 117 ,6 %
Divida Int erna em % do PIB 2 7 ,4 % 2 8 ,2 %
Dí vida Ext erna em % do PIB 8 3 ,6 % 8 9 ,5 % V ar i ação g l o b al em P o nt o s
p er cent uai s 6 ,7
Fo nte: DGT- M inistério das Finanças e do P laneamento
(em milhõ es de CVE)
P R IN C IP A IS IN D IC A D O R E S D A D Í V ID A P ÚB LIC A S e t e m bro
Divida Interna Dívida Externa