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BRUNA MAYUMI SATO KIYA

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Academic year: 2021

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Arapongas 2020

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BRUNA MAYUMI SATO KIYA

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Arapongas 2020

LEUCEMIA VIRAL FELINA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNOPAR – Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Medicina Veterinária.

Orientador: Edgard Hideaki Hoshi

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BRUNA MAYUMI SATO KIYA

LEUCEMIA VIRAL FELINA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à UNOPAR – Universidade Norte do Paraná, como requisito parcial para a obtenção do título de graduado em Medicina Veterinária.

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Edgard Hideaki Hoshi

Prof(a). Carolina Grecco Grano

Mestrando em Saúde e Produção Animal. José Victor Pronievicz Barreto

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Dedico este trabalho a Deus, minha família, meu namorado, a todos os professores que tive em toda minha vida e aos meus amigos que juntos me deram apoio, ensinamentos e me guiaram sem medir esforços para que eu pudesse concluir mais essa etapa tão importante em minha vida.

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AGRADECIMENTOS

Primeiramente quero agradecer a Deus pela minha vida, por todas as oportunidades e realizações que tive para que concluísse essa etapa.

Agradeço aos meus pais Katia e Edersom que não mediram esforços para que eu pudesse concluir e ter várias outras oportunidades, que me apoiaram, orientaram com sabedoria, me ensinaram e não deixaram desistir perante as dificuldades. Serei eternamente grata por tudo que fizeram e ainda fazem em minha vida, sem eles não seria nada. São grandes exemplos de pessoa de coração ótimo e generoso, são grandes exemplos para minha vida.

Às minhas irmãs Amanda e Celina que me apoiaram sempre, tiveram paciência, me aconselhavam e que conseguia me alegrar em dias difíceis.

À minha família, avós, avôs, tios, tias, primos e primas que sempre estiveram comigo, me apoiaram, me inspiraram.

Ao meu namorado que teve muita paciência, me apoiou, acalmou, ajudou, não deixou desistir e que me alegra em dias difíceis em todos esses sete anos.

Aos meus amigos que diretamente ou indiretamente incentivaram e me ensinaram nessa jornada.

A todos os professores que tive na vida, que sempre incentivaram e sem eles não seria possível concluir essa etapa.

Aos médicos veterinários (as) que nos estágios me ensinaram e não mediram esforços em me fazer entender, e que muitos deles viraram meus grandes amigos (as).

Aos meus animais que tive em toda a vida que me ajudaram a escolher essa linda profissão e que mesmo em silêncio demonstravam todo o amor.

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´´ O que significa ser humano? Talvez só os animais saibam``

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KIYA, Bruna M. S. Leucemia Viral Felina. 2020. Número total de 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Medicina Veterinária – Universidade Norte do Paraná, Arapongas, 2020.

RESUMO

A Leucemia viral felina consiste em um retrovírus envelopado sendo seu material genético o ácido ribonucléico (RNA). A leucemia é dividida em quatro grupos, podendo infectar gatos domésticos e selvagens. Essa doença atinge o mundo todo, sendo a maior incidência em gatos machos, que tem acesso a rua e geralmente com a saúde já debilitada, o vírus pode ser transmitido pela saliva, transplacentária, secreções do corpo, plasma, leite, urina e também pode ser transmitida por via iatrogênica. O gato infectado pode eliminar em média um milhão de partículas de vírus a cada milímetro pela saliva. O vírus tem como sua porta de entrada a mucosa de nariz e boca ou corrente sanguínea, dentro do organismo o vírus irá para órgãos linfóides, podendo de alastrar para algumas estruturas e órgãos do corpo do hospedeiro. O gato infetado pode ter a forma progressiva, latente, focal e abortiva da infecção. Os principais sinais clínicos são imunossupressão, anemia, trombocitopenia, diarréia, vômito, tumores e infecções secundárias. O diagnóstico dessa doença baseia-se no histórico, exames clínicos, sinais clínicos, exames laboratoriais como: hemograma e bioquímico, além de exames de triagem como o teste rápido, e exames para a confirmação como a reação em cadeia polimerase (PCR). O prognóstico dessa doença para os animais que desenvolvem os sinais clínicos é desfavorável, sendo o tratamento os antivirais, porém tem efeitos colaterais para infecção secundária utiliza drogas especificas para cada agente, e tratamento suporte dependendo do sinal clínico que o gato apresentar. Devido a importância do vírus na clínica de felinos, seus sinais clínicos, pela falta de um tratamento específico e pelo prognóstico desfavorável é importante que se faça a profilaxia para evitar ao máximo o contagio dessa doença, a profilaxia baseia na vacinação e mudanças de hábitos, tais como: não deixar que o gato tenha a acesso a rua, evitar contato com gatos que sejam positivos para a doença, se introduzir um gato novo no ambiente, testar o novo animal, vaciná-lo. O objetivo geral foi elaborar uma revisão de literatura para melhor compreendimento da doença, para que o diagnóstico seja mais rápido e consequentemente o tratamento também. É importante também o estudo para que possa ser feito a profilaxia. O trabalho apresentado consiste em uma revisão de literatura, onde a pesquisa foi feita em estudos dos anos 2006 a 2019. Os materiais para o estudo foram artigos, livros e sites como: Pubvet e Scielo.

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KIYA, Bruna M. S. Leucemia Viral Felina. 2020. Número total de 24 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso Medicina Veterinária – Universidade Norte do Paraná, Arapongas, 2020.

ABSTRACT

The feline Leukemia Virus consists in a enveloped retrovírus been your genetic material the ribonucleic acid (RNA). The leukemia is dividid in four groups, being able to infect domestic and wild cats. This disease affects cats all over the world, been the most incidence in male cats, that have Access to the house outside and usually with the helth already weakened, the vírus is transmitted via the saliva, transplacental via, body secretions, plasma, by Milk, by urine and can be transmitted via iatrogenic tôo. The infected cat can remove on average one million of particles os vírus each millimeter via the saliva. The vírus has as your gateway the nose and mouth or bloodstream mucous, inside of the organism the vírus are going to the lymphoid organs can extend to some structures and organs of the host body. The infected cat can have the progressive form, latent, focal and abortive of the infection. The mains clinecal signs are immunosuppression, anemia, thrombocytopenia, diarrhea, vomit, tumours and secondary infections. The diagnosis about this disease be based in the historic, clinical examinations, clinical signs, laboratory tests like: hemogram and biochemical, moreover screening examination like the rapid test and exams for the confirmation as the polymerase chain reaction (PCR). The prognosis of the disease to the animals that become with the clinical signs is unfavorable being the treatments the antivirals, however have side effects to the secondary infection use specific drugs for each agent, and support treatment depending on the clinical sign that the cat have show. Because the importance of the vírus in the clinical felines, their clinica signs, the lack of a specific treatment and the unfavourable prognosis is important to do the prophylaxis. To avoid as much as possible the infection of this disease the prophylaxis i based on the vaccination and changes of habits as: don´t let the cat have Access to the house outside, avoid contact with cats that are positiv to the disease, IF introduce a new cat in the environment test the new animal and vaccinate him. The general objective was to elaborate a literature review to better understand the disease, so that the diagnosis is faster and consequently the treatment as well. It is also important to study so that prophylaxis can be done. The work presented consists of a literature review, where the research was carried out in studies from the years 2006 to 2019. The materials for the study were articles, books and websites such as: Pubvet and Scielo.

Keywords: FeLV. Immunosuppression. Leukemia. Diagnosis. Prophylaxis.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS DNA Ácido Desoxirribonucleíco

ELISA Enzyme Linked Immunosorbent Assay FeLV Leucemia Viral Felina

Fe THRT1 Feline Highaffinity Thiamine IFI Imunofluorescência Indireta PCR Reação em Cadeia Polimerase RNA Ácido ribonucleíco

S.C Subcutâneo

UI Unidade internacional V.O Via Oral

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ... 13

2. ETIOLOGIA, EPIDEMIOLOGIA E PATOGENIA ... 15

2.1 ETIOLOGIA...15

2.2 EPIDEMIOLOGIA...16

2.3 PATOGENIA...17

3. SINAIS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICOS ... 18

3.1 SINAIS CLÍNICOS...18

3.2 DIAGNÓSTICOS...19

4. PROGNÓSTICO, TRATAMENTO E PROFILAXIA ... 21

4.1 PROGNÓSTICO...21

4.2 TRATAMENTO...22

4.3PROFILAXIA...23

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 24

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1. INTRODUÇÃO

O vírus da leucemia viral felina (FeLV) foi descrito por William Jarret e colaboradores no ano de 1964. Se trata de um gammaretrovírus o qual é presente o envelope, de material genético ácido ribonucleico (RNA) de fita simples. O vírus é transmitido principalmente por meio da saliva, porém pode ser transmitido também pela placenta, leite, secreções, urina, fezes e de forma iatrogênica, porém em menor quantidade comparada à saliva.

Há animais que podem se tornar virêmicos, se recuperar ou se tornar latentes. O animal pode apresentar tais sinais clínicos: neoplasias, citopenia, anemia, macrocitose, imunodepressão, conjuntivites, dentre tantos outros sinais. Os sinais clínicos são bem complicados e para isso a profilaxia com a vacina tem uma grande importância, já que o tratamento para a FeLV objetiva não a cura, mas sua remissão. A população de gatos está crescendo cada vez mais, porém o hábito de vacinação infelizmente ainda é reduzido, comparado ao hábito de vacinação de cães. Além da questão vacinal, há também fatores como o de o tutor permitir os gatos a terem acesso à rua, não castrar os animais (já que tem mais risco de haver brigas por disputa territorial e de fêmeas no cio, principalmente entre os gatos machos, mas isso não quer dizer que exclua o risco entre as gatas fêmeas de contrair a doença), com todos esses fatores a incidência de casos da FeLV aumenta. Para evitar o aumento de números de casos deve fazer a profilaxia, orientar os tutores sobre a vacinação, hábitos, sinais clínicos, entre outros.

Gatos portadores da FeLV se sintomáticos, geralmente são imunossuprimidos e ao longo de sua vida podem apresentar diversas doenças, sendo que uma doença simples para gatos saudáveis (negativos para a FeLV ou outras doenças imunossupressoras) pode se transformar em um agravante para este animal positivo. Sendo assim qual seria a importância da vacinação, mudança de hábitos e mudança de ambiente, para os animais sendo eles positivos ou negativos para a FeLV?

Por causa da sua grande importância da FeLV na rotina clínica de felinos, o objetivo do trabalho consiste em compreender melhor a doença, apresentar a etiologia, epidemiologia e patogenia da FeLV, também discutir sobre os sinais

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clínicos, diagnósticos, possível diagnóstico diferencial, descrever sobre o prognóstico, possíveis tratamentos e profilaxia.

O trabalho foi uma revisão de literatura, tendo como base, pesquisas em artigos científicos, no Google Acadêmico (Scielo, Pubvet) e livros da biblioteca da universidade. Tendo como descritores: FeLV, Leucemia viral felina, sinais clínicos, profilaxia, retrovírus. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a outubro de 2020.

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2. ETIOLOGIA, EPIDEMIOLOGIA E PATOGENIA

O vírus da Leucemia viral felina (FeLV) foi descoberta em 1964 (ALVES et al, 2015). A prevalência de gatos domésticos infectados pela FeLV, se saudáveis varia de 1,4% a 15,6% e em gatos doentes varia de 7,6% a 30,4% (COBUCCI et al, 2017). O vírus tem como principal porta de entrada a mucosa dos olhos, nariz, boca ou a corrente sanguínea (PAULA et al, 2014). Após o animal ser exposto ao vírus, pode ter quatro fases de classificação: progressiva, regressiva ou latente, focal e a abortiva (MEDEIROS et al, 2017). Os sinais clínicos são bem variados, mas geralmente apresentam imunossupressão, anemia, linfoma, leucemia, neuropatias, desordem reprodutiva, dentre outros sinais (COBUCCI et al, 2017).

2.1 ETIOLOGIA

O vírus da Leucemia viral felina (FeLV) foi descoberto em 1964 por William Jarret e colaboradores quando observaram partículas virais ligadas a membrana de linfoblastos de um gato com linfoma (FIGUEIREDO, 2011). Conhecer a estrutura e a biologia do vírus ajuda na compreensão da transmissão, diagnóstico e vacinação do mesmo. A proteína principal do capsídeo interno p27 e a glicoproteína superficial gp70 são de extrema importância para a detecção do antígeno no plasma de gatos infectados dando assim a possibilidade de diagnóstico (CHANDLER et al, 2006).

A FeLV é considerada um retrovírus pertencendo à família Retroviridae, com subfamília Oncoviridae (ALVES et al, 2015). O vírus é envelopado, ou seja, possui envolto de si camada lipoproteica, constituída por fosfolipídios e proteína, e seu material genético é o ácido ribonucléico (RNA) (BIEZUS, 2017). É dividido em quatro subgrupos: FeLV A, FeLV B, FeLV C e FeLV T, podendo infectar gatos domésticos e também felinos selvagens (ROSA et al, 2011).

Somente o grupo A é transmissível entre os gatos, o receptor para que o vírus consiga se ligar é a Feline highaffinity thiamine transporter 1 (feTHRT1) podendo ser encontrada em tecidos do intestino delgado, fígado, rins e também pode ser encontrado em células do sistema linfóide. O grupo B é comum ser associado a linfomas. Já o grupo C é o mais patogênico, causando anemia aplástica. O grupo T apresenta 96% similaridade com o grupo A (FIGUEIREDO, 2011).

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O vírus pode causar imunossupressão e problemas oncológicos, podendo ser transmitido principalmente por via oro nasal através de partículas de saliva com o vírus, o vírus também pode ser disseminado através da via transplacentária, lágrimas, plasma, urina, leite e também por via iatrogênica, porém essas vias são menos comuns de acontecer (ALMEIDA et al, 2016).

2.2 EPIDEMIOLOGIA

A prevalência do vírus em animais saudáveis varia entre 1,4% a 15,6%, e em gatos doentes varia entre 7,6% a 30,4% (COBUCCI et al, 2017). As taxas mais altas têm sido encontradas em gatos machos, que há acesso à rua, a saúde do animal também é importante para que a incidência aumente (TEIXEIRA et al, 2006).

A prevalência da doença é problemática já que a realização dos testes é algo voluntário, os dados que foram encontrados no Brasil há grande variação, tendo no estado de Minas Gerais dados de 12,6 %, 32,5% e 47,5%, no Rio Grande do Sul dados de 38,3% e 17,4%. Sendo que o contato com gatos na rua ou a introdução de animais infectados pela FeLV tem como conseqüência a maior incidência de FeLV já que é maior a disseminação (FIGUEIREDO et al, 2011).

O animal infectado pode eliminar até um milhão de partículas de vírus a cada mililitro de saliva. O animal exposto ao vírus pode ser regressivo ou não quanto a doença, o que vai influenciar é a resposta imune, a cepa viral e o tempo que foi exposto, idade e o estado de saúde do animal. Já que é uma doença em que geralmente causa imunossupressão, infecções secundárias são comuns (ALVES et al, 2015).

Outro fator importante para que a FeLV fique no hospedeiro é a imunidade do mesmo, se o gato não tiver resposta imune o suficiente, o vírus irá de desenvolver e se multiplicar livremente, porém, se a resposta imune do hospedeiro for suficiente o gato poderá se recuperar. O vírus fora do hospedeiro é destruído com facilidade com produtos e ambientes como: desinfetantes, sabão, aquecimento e ressecamento (CHANDLER et al, 2006).

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2.3 PATOGENIA

O vírus tem sua porta de entrada através de mucosa dos olhos nariz e boca ou então entrando na corrente sanguínea (PAULA et al, 2014). Após a entrada do vírus, o mesmo irá crescer no tecido linfóide local de entrada, em poucos dias acontece a viremia, aonde o vírus junto com outras células vão para a medula óssea e para os órgãos linfóides, onde se multiplicam intensamente em células que se dividem intensamente. (CHANDLER et al, 2006)

A partir dai o vírus se os vírus começam a se alastrar por todo o organismo do hospedeiro. Caso a resposta imune do gato seja suficiente antes de atingir a medula óssea, o gato pode então se recuperar da infecção, se a resposta imune se atrasar um pouco, porém com a mesma resposta imune suficiente o gato pode então ocorrer apenas uma viremia transitória onde acaba em poucos dias ou semanas. Porém se a resposta imune não for o suficiente e atrasar muito tempo o animal sofre a viremia persistente (CHANDLER et al, 2006).

A produção de partículas do vírus necessita de ácido desoxirribonucleico (DNA) celular, ou seja, o vírus irá preferir locais com alta quantidade de replicação como, por exemplo: medula óssea e epitélios. Se o tempo de replicação viral dentro de celular hemolinfáticos podem levar o animal a anemia e imunossupressão (QUINN et al, 2002).

Há diferentes possibilidades da evolução viral: Progressiva, latente, focal e abortiva. Na progressiva, o vírus se desenvolve gerando doenças, tumores e sinais clínicos tanto primários quanto secundários. Na latente o sistema imunológico do hospedeiro irá controlar a disseminação do vírus. Na focal o vírus replica-se em apenas um local do organismo do gato. Abortiva o gato responde efetivamente a infecção (MEDEIROS et al, 2017).

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3. SINAIS CLÍNICOS E DIAGNÓSTICOS

Os gatos positivos podem apresentar vários sinais clínicos sendo diretamente relacionado com o vírus ou indiretamente por meio de infecções secundárias (PULA et al, 2014). A idade média dos gatos que apresentam os sinais clínicos é de dois a quatro anos (CHANDLER et al, 2004). Gatos infectados pela FeLV geralmente são imunossuprimidos, sendo assim suscetíveis a outros agentes secundários como: Peritonite Infecciosa Felina (PIF), Toxoplasma gondii, Cryptococcus neoformans, dentro outros agentes ( ALVES et al, 2015). O diagnóstico baseia-se no histórico, exame físico, sinais clínicos, exames laboratoriais, testes de triagem e teste confirmatório (ALMEIDA et al, 2016).

3.1 SINAIS CLÍNICOS

Cerca de 30% dos animais que tiveram contato com o vírus irão apresentar a forma progressiva da FeLV e também as doenças associadas a esse vírus. O animal pode apresentar neoplasias, citopenias, anemias, macrocitose, ceratite, gengivite, estomatite, dentre outros sinais. A imunodepressão é geralmente associada a doenças de origem bacteriana, virais e parasitárias como: dermatites, abscessos, hemobartonelose, criptococose e toxoplasmose são alguns exemplos, além de problemas na reprodução e a anemia (PAULA et al, 2014).

O gato que desenvolver doenças relacionadas com a FeLV geralmente tem idades entre dois a quatro anos, a explicação para isso é que geralmente o vírus fica encubado por dois a quatro anos, para então apresentar desenvolvimento dessa doença. Se o gato não conseguir recuperar-se da infecção pela FeLV, pode se infectar ou desenvolver tanto doenças malignas quanto não malignas, porém todas são sérias e em alguns casos até fatais para esses animais (CHANDLER et al, 2004).

Gatos positivos para a FeLV pode ter em média 62 vezes mais chances de desenvolver linfoma ou leucemia comparado a gatos que não tem a FeLV, sendo esses tumores os mais freqüentes, animais que tem a FeLV são associados principalmente as células T já que os animais negativos é associados as células B. Os sinais clínicos são: palidez em mucosas, petéquias, equimoses, febre, letargia,

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perda de peso, hepatoesplenomegalia. Sendo o diagnóstico pelo hemograma e exame da medula óssea (HARTMANN, 2012).

Já a anemia, leucopenia e a trombocitopenia pode ser causada por replicação do vírus, interrupção ou inativação da célula infectada (BIEZUS, 2017). Na FeLV há frequentemente uma anemia macrocítica sem resposta reticulócita, além de que a Haemobartonella felis pode ocorrer como infecção secundária nesses indivíduos (CHANDLER et al, 2004). Os sinais relacionados a anemia são: apatia, mucosas pálidas, esplenomegalia, icterícia e anorexia (ALVES et al, 2015).

Indivíduos imunossuprimidos causado pelo vírus podem desenvolver estomatite, calicevírus, diarréia, vômito, entre outros sinais relacionados à infecções secundárias. Pode haver alterações neurológicas e oftálmicas também. Sendo os sinais: mudança de comportamento, paraparesia, tetraparesia, ataxia ou fraqueza. E sinais oftálmicos: blefaroespasmo, rubor aquoso, glaucoma, miose ou luxação de lente. Sendo causadas por linfoma ou infecções secundárias como: peritonite infecciosa felina, Toxoplasma gondii, Cryptococcus neoformans, dentre outros (ALVES et al, 2015).

3.1 DIAGNÓSTICOS

O diagnóstico da FeLV baseia-se no histórico, exame clínico, exames laboratoriais como por exemplo o hemograma e bioquímico, como exame para a detecção do antígeno são feitos: prova de Enzyme- Linked Immunosorbent Assay (ELISA), testes rápidos, imunofluorescência indireta (IFI), há também a reação em cadeia da polimerase (PCR) que vai detectar o ácido desoxirribonucléico (DNA) proviral da FeLV (ALMEIDA et al, 2016).

O exame de ELISA detecta a proteína do capsídeo de 27kDA (p27) tanto no soro quanto no plasma, onde há grande quantidade da proteína nos animais infectados, o teste detecta a proteína a partir da quarta semana após a infecção. O exame de IFA baseia-se nos componentes do gene gag que podem ser detectados por anticorpo através do esfregaço sanguíneo nas células granulócitos e plaquetas, porém não é considerado um bom teste de triagem (FIGUEIREDO, 2011).

O teste rápido permite obter o resultado em 10 minutos, sendo um teste de triagem, sendo este teste baseado na detecção da proteína p27 do capsídeo, porém

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precisa-se de outro teste para confirmação como a PCR, por exemplo, (MEDEIROS et al, 2017). Em relação ao linfoma faz análise da medula óssea, caracterizando caráter clínico e patológico, como a presença de corpúsculos linfoglandulares (ALMEIDA et al, 2017).

O diagnóstico da FeLV é complicado já que nem todas fases podem ser detectadas pelos métodos sorológicos. Quando a infecção é regressiva; latente, focal e abortiva pode dar resultado falso-negativo, pois o antígeno p27 não está circulante, desse modo o único exame para detectar é o PCR (MEDEIROS et al, 2017).

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4. PROGNÓSTICO, TRATAMENTO E PROFILAXIA

O prognóstico para essa doença é reservada (COBUCCI et al, 2019). O tratamento proposto é com antivirais, porém não tem eliminado a viremia. Drogas visando à melhora do sistema imune também são utilizadas, além de quimioterápicos e seus combinantes para casos de neoplasias. Também se utiliza suplemento como tratamento suporte (ALVES et al, 2015). O precoce diagnóstico é um passo importante para agilizar condutas clínicas e profiláticas (MEDEIROS et al, 2017). Recomendações aos tutores quanto ao manejo ambiental, sanitário e cuidados que os animais tanto positivos quanto negativos devem ter é muito importantíssimo na profilaxia dessa doença (ALVES et al, 2015).

4.1 PROGNÓSTICO

Felinos positivos para FeLV podem apresentar imunossupressão, anemia, desordens mieloproliferativas, linfoma, leucemias, dermatopatias, enteropatias, entre outros problemas (COBUCCI et al, 2019). Os sinais clínicos vão apresentar em órgãos atingidos pelo vírus, sendo causado pelo vírus ou então por infecção secundária (ALVES et al, 2015).

A complicação não neoplásica que acometem os gatos com FeLV é a anemia, sendo dois terços dos gatos com anemia arregenerativa, provocada pela FeLV (ALVES et al, 2015). A anemia apresentada por gatos positivos para a FeLV, 90% são arregenerativas, pois o vírus suprime a medula óssea e também pela infecção primária nas células hematopoiéticas (COBUCCI et al, 2019).

A infecção pela FeLV ocorre no mundo todo, sendo a transmissão por via da saliva, secreções, leite, urina e fezes contaminados (TEIXEIRA et al, 2006). Na cidade de Maringá a maioria dos animais eram adultos, com média de idade de 5,89 anos, sendo metade dos animais castrados. Os gatos machos têm maior possibilidade de serem infectados, já que há agressões devido a território e brigas (ROSA et al, 2011).

Os gatos podem permanecer assintomáticos por muitos anos e se apresentarem sinais clínicos, pode ter o tratamento suporte ou direto, dependendo do sinal e da infecção secundária (ROSA et al, 2011). O prognóstico para essa

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enfermidade é desfavorável já que a maioria apresentará patologias relacionadas à FeLV (COBUCCI et al, 2019).

4.2 TRATAMENTO

O diagnóstico positivo para a FeLV é assustador para o tutor do animal, portanto o médico veterinário tem grande importância em acalma-lo e instruir corretamento desde o tratamento adequado para aquele caso, manejo ambiental, manejo sanitário, identificação de outros gatos positivos que vive com o gato detectado primeiro, prevenção de outras doenças para o gato infectado (ALVES et al, 2015).

As drogas zidovidina ou azidotimidina são antivirais que inibe a transcriptase reversa estão sendo propostas como tratamento para o vírus, porém não tem eliminado a viremia, sua resposta tem sido melhor em gatos infectados experimentalmente do que os infectados naturalmente, além de ter muitos efeitos tóxicos. A dose proposta é de 5-10 mg/kg, via oral (VO) ou subcutânea (SC) a cada doze horas. Caso feito SC, deve ser diluído em solução de cloreto de sódio 0,9% para diminuir possíveis irritações locais (ALVES et al, 2015).

Para a melhora do sistema imune, utiliza drogas como a proteína A do

Staphtylococcus spp, Proprionibacterium acnes, acermaman ou interferon-α

humano, na dose de 30 unidade internacional (UI)/gato, VO a cada 24 horas. Para gatos que desenvolveram neoplasias o tratamento quimioterápico é utilizado, comumente é prescrita a combinação dexorrubicina com vincristina, prednisona e ciclofosfamida (ALVES et al, 2015).

Para infecções secundárias utiliza drogas especificas para cada agente. O tratamento suporte pode ser realizado com vitamina B12, ácido fólico, eritropoetina ou até mesmo a transfusão em casos de anemia extrema. O tratamento para a FeLV visa a remissão e não a cura da doença, já que o vírus permanece viável no organismo, podendo ocorrer remissões (ALVES et al, 2015).

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4.3 PROFILAXIA

A população de gatos adquiridos pelos humanos tem crescido bastante (ALMEIDA et al, 2016). Para que aumente a prevenção para a FeLV, tutores e médicos Veterinários precisam trabalhar juntos. O médico Veterinário irá conduzir e repassar informações para os tutores, e os tutores deve acatar as informações e recomendações passadas, para que a propagação dessa doença diminua (ALVES et al, 2015).

Em questão de ambiente é necessário que o gato infectado com a FeLV não compartilhe comedouros e bebedouros com outros gatos, não deixar gatos negativos em contato com gatos positivos, gatos com FeLV não devem ter acesso a rua além da vacinação contr a FeLV para gatos negativos. Todas essas medidas são importantes para a diminuição da disseminação do vírus entre os felinos (ALVES et al, 2015).

A vacina ideal deve produzir anticorpos contra o subgrupo A, porém nenhuma das vacinas disponíveis ocorre isso, porém todas as vacinas fornecem certo grau de proteção contra o vírus. A vacinação é recomendada a todos os gatos que de alguma forma apresentam risco de exposição ao vírus (ALVES et al, 2015) Filhotes também são recomendados a serem vacinados, receber a primeira dose a partir da oitava semana e a segunda dose após quatro semanas (FIGUEIREDO et al, 2011).

O reforço da vacinação deve ser feita anualmente (FIGUEIREDO et al, 2011). O precoce diagnóstico da FeLV é um passo muito importante, para agilizar condutas clínicas, para evitar que o gato piore em seus sinais clínicos e para a prevenção de outros felinos (MEDEIROS et al, 2017).

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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O vírus da leucemia viral felina (FeLV) está presente em todo o mundo, porém a prevalência exata da doença é um problema já que a realização é algo voluntário, porém a disseminação da FeLV é grande já que um animal infectado pode eliminar até um milhão de partículas de vírus por cada milímetro de saliva. O animal infectado pode ser progressivo ou não e isso depende da imunidade, cepa viral, quantidade e tempo de exposição ao vírus.

A porta de entrada do vírus se dá pelas mucosas dos olhos e nariz ou então pela corrente sanguínea, quando entra no organismo do hospedeiro o felino pode ter uma resposta imune suficiente antes de o vírus atingir a medula óssea, o felino pode então se recuperar da doença, se a imunidade se atrasar um pouco pode ocorrer uma viremia transitória, porém se a resposta imune não for o suficiente pode então sofrer uma viremia e se tornar persistente.

Os sinais clínicos podem ser relacionados diretamente com o vírus ou então pelas infecções secundárias. Os principais sinais clínicos são a imunossupressão, anemia, vômito, diarréia, tumores, entre tantos outros. O diagnóstico baseia-se no histórico, exame clínico, sinais clínicos e também exames como: hemograma, bioquímico, testes rápidos, sorológicos, porém, para a confirmação da patologia é utilizado à reação em cadeia da polimerase (PCR).

Os gatos podem ser assintomáticos por muitos anos, porém se apresentarem os sinais clínicos o prognóstico se torna desfavorável. O tratamento tem como objetivo a remissão do vírus e não a cura da doença, já que o vírus permanece viável no organismo. O tratamento pode ser por antivirais, drogas mais diretas para o agente secundário e tratamento suporte para os sinais clínicos ou para estimular a imunidade do animal.

A doença abordada neste trabalho tem uma grande importância clínica, já que é de fácil disseminação e o tratamento é limitado. Dessa forma, mais informações sobre esse vírus se tornam importante, pois o médico veterinário poderá diagnosticar mais rápido, estabelecer o tratamento mais precocemente e também poderá passar informações e instruções para os tutores sobre profilaxia para que diminua a disseminação dessa doença.

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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, N. R.; SOARES, L. C.; WARDINI, A. B. Alterações clínicas e hematológicas em gatos domésticos naturalmente infectados pelo Vírus da Leucemia Felina (Felv). Revista de Saúde. 2016 Jan/Jun.; 07 (1): 27-32.

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