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I- Sucessão Legítima e Testamentária artigo 1784 CCB.

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(1)

SUCESSÕES

Loredana Gragnani Magalhães

[email protected]

Mestre em Direito

Professora de Direito de Família, Direito das Sucessões

e de Processo Civil Advogada

(2)

I- Sucessão Legítima e Testamentária –

artigo 1784 CCB.

• a) permanência do droit de saisine - artigo

1572CCB16/artigo1784 NCCB:

Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança

transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos

e testamentários.

Art. 1.923. Desde a abertura da sucessão,

pertence ao legatário a coisa certa, existente no

acervo, salvo se o legado estiver sob condição

suspensiva.

§ 1

o

Não se defere de imediato a posse da coisa,

nem nela pode o legatário entrar por autoridade

própria.

(3)

b) permanência da natureza de bem imóvel do direito à sucessão aberta - artigo 44,III CCB16/ artigo 80, II NCCB:

• Art. 80. Consideram-se imóveis para os

efeitos legais:

• I - os direitos reais sobre imóveis e as ações

que os asseguram;

(4)

Cessão por escritura pública

• São inúmeros os julgados que, porém,

autorizaram a cessão de direitos hereditários

por termo nos autos sem exigência de escritura

pública. O artigo 1793 do NCCB, sem

correspondente no CCB16, parece ter redação

bastante taxativa o que parece ter mudado

aquela orientação. Vide, v.g., Sílvio Rodrigues:

“Cessão de direitos que não for feita por

Escritura Pública é nula de pleno direito.”

RODRIGUES, Sílvio. Ob.cit., p. 27. Observar

que remanesce a regra de que a renúncia poder

ser feita por escrito público ou termo judicial

-artigo 1581CCB16/-artigo 1806NCCB.

(5)

Cessão: dicas

Artigo 1793, § 1º (CC)

direito

direito

de

de

substituição

acrescer

ambas figuras da sucessão

A cessão

não

(6)

Ainda a cessão de direitos

• Proibição de ceder bens singularmente

considerados :

Art. 1793 (CC). (...)

§ 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu

direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente.

§ 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do

juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade.

(7)

Cessão de direitos de meação: mais

dicas

• EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. NULIDADE DE

CESSÃO DE DIREITOS DE MEAÇÃO POR

INSTRUMENTO PARTICULAR. Na vigência do Código Civil de 1916 era discutível a exigência de escritura pública para realização de cessão de direitos hereditários. Além disso o contrato prevê que o cessionário pode exigir a outorga de escritura pública. Circunstâncias que impedem o reconhecimento de nulidade. Finalmente não houve partilha e nem cabe aqui examinar sobre a eficácia do instrumento para esse fim. Sentença de improcedência mantida. Apelo improvido. (Apelação Cível Nº 70025142084, Décima Quinta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo Roberto Felix, Julgado em 17/12/2008)

(8)

c) permanência da competência territorial para abertura da sucessão: último domicílio do autor da herança - artigo 1578CCB16/artigo 1785NCCB:

Art. 96. O foro do domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade e todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.

Parágrafo único. É, porém, competente o foro:

I - da situação dos bens, se o autor da herança não possuía domicílio certo; II - do lugar em que ocorreu o óbito se o autor da herança não tinha domicílio certo e possuía bens em lugares diferentes.

O que deve ser observado é a regra de que deve o juiz abster-se de partilhar bens situados no estrangeiro.

O artigo 5º, XXXI da CF em vigor (c/c Lei de Introdução ao CC) prescreve em seu comando que a sucessão de bens de estrangeiro situados no país é regulada pela lei brasileira, no entanto, ressalvando sempre que não seja mais favorável ao cônjuge ou aos filhos a lei pessoal do de cujus. Lembramos, p.ex., que algumas legislações permitem o pacto sucessório. Vide DINIZ, Maria Helena. Ob. Cit. p. 31. Neste sentido vide, ainda, RT 460:132.

(9)

Competência Internacional:

• Art. 89 (CPC). Compete à autoridade

judiciária brasileira, com exclusão de

qualquer outra:

• I - conhecer de ações relativas a imóveis

situados no Brasil;

• II - proceder a inventário e partilha de

bens, situados no Brasil, ainda que o autor

da herança seja estrangeiro e tenha

residido fora do território nacional.

(10)

d) permanência da lei vigente ao tempo da

abertura para regramento de legitimidade e

sucessão:

Art. 1.787. Regula a sucessão e a

legitimação para suceder a lei vigente ao

tempo da abertura daquela.

Art. 2.041. As disposições deste Código

relativas à ordem da vocação hereditária

(arts. 1.829 a 1.844) não se aplicam à

sucessão aberta antes de sua vigência,

prevalecendo o disposto na lei anterior

(11)

continuação

• e) permanência do critério de que a herança é

um todo unitário (

sucessão à título universal

) até

a partilha com inclusão, porém, do critério das

regras condominiais até a ultimação daquela –

art. 1791 CC.

Atentar, porém:

para a hipótese de

sucessão à título singular

na

sucessão testamentária. Vide Sílvio Rodrigues:

permanência da indivisibilidade do direito dos

co-herdeiros.

(12)

continuação

• f) prazo de 60 dias para aforamento do

Inventário - alteração dada pela lei n.

11.441/2007 que altera o artigo 1796 do

CCB e o artigo 983 do CPC.

Art. 983. (CPC) O processo de inventário e

partilha deve ser aberto dentro de 60 (sessenta)

dias a contar da abertura da sucessão,

ultimando-se

nos

12

(doze)

meses

subseqüentes, podendo o juiz prorrogar tais

prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

(Redação dada pela Lei nº 11.441, de 2007).

(13)

Dica:

• Art. 982. Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial; se todos forem capazes e concordes, poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário. (Redação dada pela Lei nº 11.441, de 2007).

• Parágrafo único. O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes interessadas estiverem assistidas por advogado comum ou advogados de cada uma delas, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial. (Incluído pela Lei nº 11.441, de 2007).

(14)

O companheiro e as posturas judiciais:

• g)

inclusão

do

companheiro

para

administração da herança e de pessoa da

confiança do juiz – artigo 1797 NCCB e

proibição de testar ao concubino - artigo

1801, III NCCB.

Atentar para que a disposição não se

aplica, “...de modo nenhum...” a quem viva

em união estável. RODRIGUES, Sílvio,

(15)

companheiro(continuação):

• Legitimidade para abrir o Inventário:

• Art. 987. A quem estiver na posse e

administração do espólio incumbe, no prazo

estabelecido no art. 983, requerer o inventário e

a partilha.

• Parágrafo único. O requerimento será instruído

com a certidão de óbito do autor da herança.

(16)

Continuação (abertura de inventário):

• Art. 988. Tem, contudo, legitimidade concorrente: • I - o cônjuge supérstite;

• II - o herdeiro; • III - o legatário;

• IV - o testamenteiro;

• V - o cessionário do herdeiro ou do legatário;

• Vl - o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança;

• Vll - o síndico da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou do cônjuge supérstite;

• Vlll - o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; • IX - a Fazenda Pública, quando tiver interesse.

(17)

Dica:

• Legitimidade para o cargo de

inventariante:

• “Art. 990. (...) I – o cônjuge ou companheiro sobrevivente desde que estivesse convivendo com o outro ao tempo da morte deste;

• II – o herdeiro que se achar na posse e administração do espólio, se não houver cônjuge ou companheiro sobrevivente ou estes não puderem ser nomeados. (...)”

Nova redação ao artigo 990 do CPC dada pela lei n. 12.195 de

(18)

continuação

• h) são irrevogáveis os atos de aceitação ou

de renúncia da herança - artigo 1812CCB.

• i) permanência do critério de que não há

direito de representação na renúncia – artigo

1811 NCCB;

• j) exclusão do indigno (artigo 1814 CCB - não

só quando pratica o crime contra o autor da

herança, mas também quando pratica contra

“... o cônjuge, companheiro, ou familiares

mais próximos do de cujus...” Rodrigues,

Sílvio. Ob.cit., p. 69).

(19)

continuação

• l) exclusão do indigno que incorrer não

apenas em crimes contra a honra do autor

da herança mas também do cônjuge ou

companheiro - artigo 1814, II NCCB.

À propósito

são crimes contra a honra a calúnia, a

difamação e a injúria.

(20)

continuação

• m)

permanência

do

direito

de

representação

dos

descendentes

do

herdeiro excluído - artigo 1816NCCB.

Atentar para que

o herdeiro excluído da sucessão, a teor do

artigo 1693,IV do NCCB, não pode

usufruir nem administrar bens que

couberem aos filhos sob seu poder

(21)

Ação declaratória de

indignidade

• Art. 1.815. A exclusão do herdeiro ou

legatário, em qualquer desses casos de

indignidade, será declarada por sentença.

• Parágrafo único. O direito de demandar a

exclusão

do

herdeiro

ou

legatário

extingue-se em quatro anos, contados da

abertura da sucessão.

(22)

Ação declaratória da

deserdação:

• Art. 1.964. (CC) Somente com expressa

declaração de causa pode a deserdação ser

ordenada em testamento.

• Art. 1.965. (CC) Ao herdeiro instituído, ou

àquele a quem aproveite a deserdação,

incumbe provar a veracidade da causa alegada

pelo testador.

• Parágrafo único. O direito de provar a causa da

deserdação extingue-se no prazo de quatro

anos, a contar da data da abertura do

testamento.

(23)

Continuação:

• n) introdução da rubrica Petição de

Herança, tratada nos artigos 1824 a

1828,

sem

correspondentes

no

CCB16;

Permanece o entendimento

consubstanciado pela súmula 149 do

STF: “É imprescritível a ação de

investigação de paternidade, mas

não o é a de petição de herança.”

(24)

Petição de Herança

• Art. 1.824.

O herdeiro

pode, em

ação de petição de herança,

demandar o reconhecimento de

seu direito sucessório, para obter

a restituição da herança, ou de

parte dela, contra quem, na

qualidade de herdeiro, ou mesmo

sem título, a possua.

(25)

Continuação:

• o) permanência da nomenclatura

por cabeça e por estirpe na

sucessão legítima.

(26)

Vocação Hereditária

• Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as

pessoas nascidas ou já

concebidas

(embriões criogenizados?)

no momento

da abertura da sucessão.

• ENTÃO A regra é a

sucessão

por cabeça

e não

por

representação

(27)

Continuação:

• Art. 1.799. Na sucessão testamentária

podem ainda ser chamados a suceder:

• I - os filhos, ainda não concebidos,

de

pessoas

(no

plural)

indicadas

pelo

testador, desde que vivas estas ao

abrir-se a sucessão (a chamada prole

eventual);

• II - as pessoas jurídicas;

• III - as pessoas jurídicas, cuja organização

for determinada pelo testador sob a forma

de fundação.

(28)

Continuação:

Art. 1.800. (...)

§ 4

o

Se, decorridos dois anos

após a abertura da sucessão, não

for

concebido

o

herdeiro

esperado, os bens reservados,

salvo disposição em contrário do

testador, caberão aos herdeiros

legítimos.

(29)

Ilegitimidade para receber por

testamento:

• Art. 1.801. Não podem ser nomeados herdeiros

nem legatários:

• I - a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento,

nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus

ascendentes e irmãos;

• II - as testemunhas do testamento;

• III - o concubino do testador casado, salvo se

este, sem culpa sua, estiver separado de fato do

cônjuge há mais de cinco anos;

• IV - o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou

escrivão, perante quem se fizer, assim como o

que fizer ou aprovar o testamento.

(30)

Ainda o concubino:

• Art. 550. A doação do cônjuge adúltero ao

seu cúmplice pode ser anulada pelo outro

cônjuge,

ou

por

seus

herdeiros

necessários, até dois anos depois de

dissolvida a sociedade conjugal.

(31)

II- Herdeiros Necessários - artigo

1845 NCCB/sem correspondência

no CCB16

os descendentes,

os ascendentes e

o cônjuge

(32)

DICA:

O companheiro não consta da ordem

do artigo 1845.

Alguns já atentaram para que o artigo 1850 do

NCCB

prevê

presuma-se EXCLUÍDO da

sucessão testamentária apenas os colaterais se

o testador ao dispor de seu patrimônio, não os

contemplou, sem mencionar os companheiros.

(33)

III- Ordem de Vocação Hereditária

- artigo

1829

CCB

Art. 1.829.

A sucessão legítima defere-se na

ordem seguinte:

I - aos descendentes, em concorrência com o

cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o

falecido no regime da comunhão universal, ou no

da separação obrigatória de bens (art. 1.640,

parágrafo único); ou se, no regime da comunhão

parcial, o autor da herança não houver deixado

bens particulares;

II - aos ascendentes, em concorrência com o

cônjuge;

III - ao cônjuge sobrevivente;

IV - aos colaterais.

(34)

Na OAB:

• Josefina e José, casados pelo regime da comunhão universal de bens, tiveram três filhos: Mário, Mauro e Moacir. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro. Mauro teve três filhos: Breno, Bruno e Brian. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel. Em um acidente automobilístico, morreram Mário e Mauro. José, muito triste com a perda dos filhos, faleceu logo em seguida, deixando um patrimônio de R$ 900.000,00. Nesse caso hipotético, como ficaria a divisão do monte?

• (A) Josefina receberia R$ 450.000,00. Os filhos de Mário receberiam cada um R$ 75.000,00. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50.000,00 cada um. E, por fim, as filhas de Moacir receberiam R$ 75.000,00 cada uma.

• (B) A herança seria dividida em três partes de R$ 300.000,00. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150.000,00. Breno, Bruno e Brian receberiam, cada um, R$ 100.000,00. E, por fim, Isabel e Isolda receberiam cada uma a importância de R$ 150.000,00.

• (C) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150.000,00. Breno, Bruno e Brian receberiam, cada um, R$ 100.000,00. E, por fim, Moacir receberia R$ 300.000,00. • (D) Josefina receberia R$ 450.000,00. Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 75.000,00. Breno, Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50.000,00. Moacir receberia R$ 150.000,00.

(35)

Sucessão dos companheiros:

• Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:

• I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho;

• II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;

• III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança;

• IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança.

(36)

O vetor da quota mínima para o

cônjuge ascendente:

• Art. 1.832. Em concorrência com os

descendentes (art. 1.829, inciso I) caberá

ao cônjuge quinhão igual ao dos que

sucederem por cabeça, não podendo a

sua quota ser inferior à quarta parte da

herança, se for ascendente dos herdeiros

com que concorrer.

(37)

O problema do direito real de habitação

para cônjuges e companheiros

• Art. 1.831. Ao cônjuge (atentar para o uso de

nomenclatura específica) sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real

de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela

natureza a inventariar.

Dica: para os companheiros

(38)

Doutrina:

Sílvio Venosa assevera que na hipótese

de existirem filhos comuns assim como

filhos somente do autor da herança, é de

se assegurar a quarta parte ao cônjuge.

parece lógico que no caso da participação

do companheiro na sucessão do outro, em

hipótese idêntica, isso é filhos comuns e

filhos somente do falecido, também se

assegurará

ao

sobrevivo

a

quota

equivalente nos termos do artigo 1790,I do

NCCB.

(39)

Jurisprudência majoritária:

• EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO.

INVENTÁRIO. SUCESSÃO LEGÍTIMA. CÔNJUGE SOBREVIVENTE. INC. I DO ART. 1.829 DO CCB.

VOCAÇÃO HEREDITÁRIA. CONCORRÊNCIA. O

cônjuge sobrevivente casado pelo regime da comunhão parcial de bens detém o direito de meação e herança, na forma do art. 1.829 do CCB, na hipótese de o autor da herança deixar bens particulares. Todavia, no caso, inexistindo bem particulares, conforme reconhece a própria viúva-meeira, deve o Juízo, desde logo, porque questão de direito, excluí-la da classificação de herdeira, mantida, apenas, a sua condição de meeira. RECURSO PROVIDO. (Agravo de Instrumento Nº 70013227533, Sétima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Raupp Ruschel, Julgado em 21/12/2005)

(40)

Continuação:

• Art. 1.836. Na falta de descendentes, são

chamados à sucessão os ascendentes, em

concorrência com o cônjuge sobrevivente.

§ 1

o

Na classe dos ascendentes, o grau mais

próximo exclui o mais remoto, sem distinção de

linhas.

§ 2

o

Havendo igualdade em grau e diversidade

em linha, os ascendentes da linha paterna

herdam a metade, cabendo a outra aos da linha

materna.

• Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em

primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da

herança; caber-lhe-á a metade desta se houver

um só ascendente, ou se maior for aquele grau.

(41)

Ainda a união homoafetiva:

Família homoafetiva?

REsp 820.475 (2008)– Min. Luis Felipe Salomão – 4ªT: “Poderia o legislador, caso desejasse, utilizar expressão restritiva, de modo a impedir que a união entre pessoas de idêntico sexo ficasse definitivamente excluída da abrangência legal. Contudo, assim não procedeu, pelo que pode o julgador entender que há lacuna legislativa e solucionar a questão declarando a existência de união estável homoafetiva, julgando por analogia ...”

ADIn 3300 (2006) – Min. Celso Mello – Dec. Mon.: “Concluo a minha decisão. E ao fazê-lo, não posso deixar de considerar que a ocorrência de insuperável razão de ordem formal (esta ADIn impugna norma legal já revogada – art. 1º da Lei 8971/94 pelo art. 1723 do CC) torna inviável a presente ação direta, o que me leva a declarar extinto este processo (...), sem prejuízo, no entanto, da utilização de meio processual adequado à discussão in abstracto (...) da relevantíssima tese pertinente ao reconhecimento, como entidade familiar, das uniões homoafetivas. (...)”

REsp 502.995 (2005)– Min. Fernando Gonçalves – 4ª T: “ ...A primeira condição que se impõe à existência da união estável é a dualidade de sexos. (...) mas pode configurar sociedade de fato, ...”

REsp 8204.75(2008) – Min. Antonio de Pádua Ribeiro – 4ª T: “ União homossexual. Reconhecimento como união estável. Pedido juridicamente possível. (...) Vencidos os Mins. Aldir Passarinho e Fernando Gonçalves ...”

(42)

a união concubinária

Família concubinária:

Resp 931.155-Min. Nancy Andrighi – 3ªT:

“Casamento e concubinato simultâneos. Ação de Reconhecimento de união estável. Improcedência do pedido.(...)”

Resp 1.104.316 – Min. Maria Thereza de Assis Moura - 6ªT “PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. COMPARTILHAMENTO DA PENSÃO ENTRE A VIÚVA E CONCUBINA. IMPOSSIBILIDADE. CONCOMITÂNCIA ENTRE CASAMENTO E CONCUBINATO ADULTERINO IMPEDE A CONSTITUIÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL, PARA FINS PREVIDENCIÁRIOS. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. (...) As situações de concomitância, isto é, em que há simultânea relação matrimonial e de concubinato, por não se amoldarem ao modelo estabelecido pela legislação previdenciária, não são capazes de ensejar união estável, razão pela qual apenas a viúva tem direito à pensão por morte. (...)”

(43)

União

estável:

orientação

jurisprudencial

(continuação)

• Companheira e concubina - Distinção. Sendo o Direito uma verdadeira ciência, impossível é confundir institutos, expressões e vocábulos, sob pena de prevalecer a babel. União estável - Proteção do Estado. A proteção do Estado à união estável alcança apenas as situações legítimas e nestas não está incluído o concubinato. Pensão Servidor público Mulher -Concubina - Direito. A titularidade da pensão decorrente do falecimento de servidor público pressupõe vínculo agasalhado pelo ordenamento jurídico, mostrando-se impróprio o implemento de divisão a beneficiar, em detrimento da família, a concubina." ( RE 397.762 clique aqui, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-6-08, DJE de 12-9-08)

(44)

Alcance da expressão proventos do

trabalho e outros:

• RECURSO ESPECIAL DIREITO DE FAMÍLIA -COMUNHÃO UNIVERSAL - FRUTOS CIVIS - VERBAS

RECEBIDAS A TÍTULO DE BENEFÍCIO

PREVIDENCIÁRIO - DIREITO QUE NASCEU E FOI PLEITEADO PELO VARÃO DURANTE O CASAMENTO - INCLUSÃO NA PARTILHA DE BENS - RECURSO NÃO CONHECIDO. 200600187233 1. No regime da comunhão universal de bens, as verbas percebidas a título de benefício previdenciário resultantes de um direito que nasceu e foi pleiteado durante a constância do casamento devem entrar na partilha, ainda que recebidas após a ruptura da vida conjugal. 2. Recurso especial não conhecido. Resp 918.173 – Min. Massami Uyeda - 2008

(45)

Proventos do trabalho (continuação):

• Civil. Família. Fruto civil de trabalho.

Comunhão

universal

de

bens.

Sobrepartilha. Inteligência do art. 263, XIII

c/c 265 do CC. - No regime de comunhão

universal

de

bens,

admite-se

a

comunicação das verbas trabalhistas

nascidas e pleiteadas na constância do

matrimônio e percebidos após a ruptura

da vida conjugal. Resp. 355.581 – Min.

Nancy Andrighi - 2003

(46)

Proventos (continuação):

• Direito civil e família. Recurso especial. Ação de divórcio. Partilha dos direitos trabalhistas. Regime de comunhão parcial de bens. Possibilidade. - Ao cônjuge casado pelo regime de comunhão parcial de bens é devida à meação das verbas trabalhistas pleiteadas judicialmente durante a constância do casamento. - As verbas indenizatórias decorrentes da rescisão de contrato de trabalho só devem ser excluídas da comunhão quando o direito trabalhista tenha nascido ou tenha sido pleiteado após a separação do casal. Recurso especial conhecido e provido. Resp. 646.529 - 2005

(47)

Filiação (a questão da negatória de paternidade

e a mera prova da falsidade):

• Direito civil. Família. Criança e Adolescente. Recurso especial. Ação negatória de paternidade c.c. declaratória de nulidade de registro civil. Interesse maior da criança. Ausência de vício de consentimento. Improcedência do pedido. – (...) por meio de um preciso e implacável exame de laboratório, pode-se destruir verdades construídas e conquistadas com afeto. (...)Existem, pois, cônjuges e companheiros; não podem existir, contudo, ex-pais. - O reconhecimento espontâneo da paternidade somente pode ser desfeito quando demonstrado vício de consentimento, isto é, para que haja possibilidade de anulação do registro de nascimento de menor cuja paternidade foi reconhecida, é necessária prova robusta no sentido de que o “pai registral” foi de fato, por exemplo, induzido a erro, ou ainda, que tenha sido coagido a tanto. (...)A fragilidade e a fluidez dos relacionamentos entre os adultos não deve perpassar as relações entre pais e filhos, as quais precisam ser perpetuadas e solidificadas. Recurso especial conhecido e provido. Resp 1003628 – Min. Nancy Andrighi - 2008

(48)

O prazo decadencial de 4 anos do artigo 1614 CC:

• REsp

765479

/

RJ/Ministro

HUMBERTO

GOMES

DE

BARROS

:

(...)A regra que impõe ao perfilhado o prazo de

quatro anos para impugnar o reconhecimento,

só é aplicável ao filho natural que visa afastar a

paternidade por mero ato de vontade, a fim de

desconstituir o reconhecimento da filiação, sem

buscar constituir nova relação. É imprescritível a

ação de filho, mesmo maior, ajuizar negatória

de paternidade. (...)

(49)

Art. 1.840. Na classe dos colaterais,

os mais próximos excluem os mais

remotos, salvo o direito de

representação concedido aos filhos

de irmãos.

Art. 1.843. Na falta de irmãos,

herdarão os filhos destes e, não os

havendo, os tios.

(50)

g) do Município, Distrito Federal ou

União - artigo 1844

Herança Jacente – 1ª fase (arrecadação/nomeaç.curad or)

• Art. 1.819. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. 2ª fase • Art. 1.820. Praticadas as diligências de arrecadação e ultimado o inventário, serão expedidos editais na forma da lei processual, e, decorrido um ano de sua primeira publicação, sem que haja herdeiro habilitado, ou penda

habilitação, será a

herança declarada vacante.

(51)

3ª fase

• Art. 1.822. A declaração de vacância da herança

não prejudicará os

herdeiros que legalmente se habilitarem; mas,

decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas circunscrições, incorporando-se ao

domínio da União quando situados em território federal.

• Parágrafo

único. Não se

habilitando até

a declaração

de vacância,

os colaterais

ficarão

excluídos da

sucessão.

(52)

Testamento (algumas

ponderações)

• Art. 1.857. Toda pessoa capaz pode

dispor, por testamento, da totalidade dos

seus bens, ou de parte deles, para depois

de sua morte.

§ 1

o

A legítima dos herdeiros necessários

não poderá ser incluída no testamento.

§

2

o

São

válidas

as

disposições

testamentárias de caráter não patrimonial,

ainda que o testador somente a elas se

tenha limitado.

(53)

Nulidade de disposição testamentária (não necessariamente de todo o testamento):

• Art. 1.900. É nula a disposição:

I - que institua herdeiro ou legatário sob a

condição captatória de que este disponha,

também por testamento, em benefício do testador,

ou de terceiro;

II - que se refira a pessoa incerta, cuja identidade

não se possa averiguar;

III - que favoreça a pessoa incerta, cometendo a

determinação de sua identidade a terceiro;

IV - que deixe a arbítrio do herdeiro, ou de

outrem, fixar o valor do legado;

V - que favoreça as pessoas a que se referem os

arts. 1.801 e 1.802.

(54)

DIREITO DE ACRESCER

• Art.

1.941.

Quando

vários herdeiros, pela

mesma

disposição

testamentária,

forem

conjuntamente

chamados à herança

em

quinhões

não

determinados,

e

qualquer

deles

não

puder ou não quiser

aceitá-la, a sua parte

acrescerá à dos

co-herdeiros,

salvo

o

direito do substituto.

• Art. 1.942. O direito de

acrescer competirá aos

co-legatários,

quando

nomeados

conjuntamente

a

respeito de uma só

coisa, determinada e

certa, ou quando o

objeto do legado não

puder ser dividido sem

risco

de

(55)

DIREITO DE SUBSTITUIR:

• Art. 1.947. O testador pode substituir outra pessoa ao herdeiro ou ao legatário nomeado, para o caso de um ou outro não querer ou não poder aceitar a herança

ou o legado,

presumindo-se que a

substituição foi

determinada para as duas alternativas, ainda que o testador só a uma se refira.

• Art. 1.948. Também

é lícito ao testador

substituir muitas

pessoas por uma só,

ou vice-versa, e

ainda substituir com

reciprocidade ou sem

ela.

(56)

Capacidade testamentária ativa

• Art. 1.860. Além dos

incapazes,

não

podem testar os que,

no ato de fazê-lo,

não tiverem pleno

discernimento.

• Parágrafo

único.

Podem

testar

os

maiores

de

dezesseis anos.

• Art.

1.861.

A

incapacidade

superveniente

do

testador não invalida

o testamento, nem o

testamento

do

incapaz

se

valida

com

a

superveniência

da

capacidade.

(57)

A especial condição do analfabeto, surdo-mudo e

cego:

• Art. 1.865. Se o testador não souber, ou não puder assinar, o tabelião ou seu substituto legal assim o declarará, assinando, neste caso, pelo testador, e, a seu rogo, uma

das testemunhas

instrumentárias.

• Art. 1.873. Pode fazer testamento cerrado o surdo-mudo, contanto que o escreva todo, e o assine de sua mão, e que, ao entregá-lo ao oficial público, ante as duas testemunhas, escreva, na face externa do papel ou do envoltório, que aquele é o seu testamento, cuja aprovação

• Art. 1.866. O indivíduo

inteiramente surdo, sabendo ler, lerá o seu testamento, e, se não o souber, designará quem o leia em seu lugar, presentes as testemunhas.

• Art. 1.867. Ao cego só se permite o testamento público, que lhe será lido, em voz alta, duas vezes, uma pelo tabelião ou por seu substituto legal, e a outra por uma das testemunhas, designada pelo testador, fazendo-se de tudo circunstanciada menção no testamento.

(58)

Na OAB

• Em 2004, Joaquim, que não tinha herdeiros necessários, lavrou um testamento contemplando como sua herdeira universal Ana. Em 2006, arrependido, Joaquim revogou o testamento de 2004, nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. Em 2008, Sérgio faleceu, deixando uma fi lha Catarina. No mês de julho de 2010, faleceu Joaquim. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão, Rubens.

Assinale a alternati va que indique a quem caberá a herança de Joaquim.

• (A) Rubens. • (B) Catarina. • (C) Ana.

(59)

Ações da Sucessão:

• 1. Anulação de Partilha:

Art. 2.027. A partilha, uma vez feita e

julgada, só é anulável pelos vícios e

defeitos que invalidam, em geral, os

negócios jurídicos.

Parágrafo único. Extingue-se em um ano

o direito de anular a partilha.

(60)

Ações da Sucessão

(continuação)

• 2. Ação Rescisória:

Art. 485. A sentença de mérito, transitada em

julgado, pode ser rescindida quando:

I - se verificar que foi dada por prevaricação,

concussão ou corrupção do juiz;

II - proferida por juiz impedido ou absolutamente

incompetente;

III - resultar de dolo da parte vencedora em

detrimento da parte vencida, ou de colusão entre as

partes, a fim de fraudar a lei;

(61)

Ação rescisória (continuação)

V - violar literal disposição de lei;

Vl - se fundar em prova, cuja falsidade tenha sido apurada em processo criminal ou seja provada na própria ação rescisória;

Vll - depois da sentença, o autor obtiver documento novo, cuja existência ignorava, ou de que não pôde fazer uso, capaz, por si só, de Ihe assegurar pronunciamento favorável;

VIII - houver fundamento para invalidar confissão, desistência ou transação, em que se baseou a sentença;

IX - fundada em erro de fato, resultante de atos ou de documentos da causa.

(62)

Ação Rescisória ou anulatória?

• CUIDADO:

• Art. 486. Os atos judiciais, que não

dependem de sentença, ou em que esta

for meramente homologatória, podem ser

rescindidos, como os atos jurídicos em

geral, nos termos da lei civil.

(63)

Ações da Sucessão

(continuação)

• 3. Petição de Herança (PARA QUEM NÃO

FOI PARTE)

• 4. Invalidação de testamento

Art. 1.859. Extingue-se em cinco anos o direito de

impugnar a validade do testamento, contado o

(64)

Incidente de registro de testamento em

apenso:

Abertura,

registro

e

cumprimento

do

testamento cerrado: Art. 1.125-7. do CPC;

Confirmação do testamento particular: art.

1.130-3 do CPC;

Cumprimento do testamento público: art.

1.128 do CPC

(65)

Ações da Sucessão

(continuação)

• 5. Invalidação de cláusula

testamentária

• Art. 1.909. São anuláveis as disposições

testamentárias inquinadas de erro, dolo ou

coação.

Parágrafo único. Extingue-se em quatro anos

o direito de anular a disposição, contados de

quando o interessado tiver conhecimento do

vício.

(66)

Doação Inoficiosa

• Pela colação

• Por ação declaratória ainda em vida do

doador

(67)

Dica:

• Atentar para os prazos de possibilidade de

invalidação;

• Não

é

tendência

doutrinária

nem

jurisprudencial a possibilidade de invalidar

quando passados mais de vinte ou dez

anos da data do ato.

(68)

Doação inoficiosa (no STJ):

• Venda de ascendente para descendente por

interposta

pessoa.

Ato

jurídico

anulável.

Prescrição de quatro anos, na forma do art. 178, §

9º, V, "b", do Código Civil de 1916. Precedentes

da Corte e do Supremo Tribunal Federal. 1. A

anulação

da

venda

de

ascendente

para

descendente por interposta pessoa, sob o regime

do Código Civil anterior, prescreve em quatro

anos. A configuração de ato anulável, de resto, já

está consolidada no Código Civil vigente (art. 496)

que reduziu o prazo para dois anos, "a contar da

data da conclusão do ato" (art. 179). 2. Recurso

especial conhecido e provido.

REsp 771736/SC – Min. Carlos Alberto Menezes Direito

(69)

Tendência majoritária no STJ:

NULIDADE NÃO CONFIGURADA. AÇÃO DE

RECONHECIMENTO DE SIMULAÇÃO CUMULADA COM AÇÃO DE SONEGADOS. BENS ADQUIRIDOS PELO PAI, EM NOME DOS FILHOS VARÕES. INVENTÁRIO.

DOAÇÃO INOFICIOSA INDIRETA. PRESCRIÇÃO.

PRAZO VINTENÁRIO, CONTADO DA PRÁTICA DE CADA ATO. COLAÇÃO DOS PRÓPRIOS IMÓVEIS,

QUANDO AINDA EXISTENTES NO PATRIMÔNIO DOS RÉUS. EXCLUSÃO DAS BENFEITORIAS POR ELES REALIZADAS. CC ANTERIOR, ARTS. 177, 1.787 E

1.732, § 2º. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA.

REDIMENSIONAMENTO. CPC, ART. 21. (...) II. Se a aquisição dos imóveis em nome dos herdeiros varões foi efetuada com recursos do pai, em doação inoficiosa, simulada, em detrimento dos direitos da filha autora, a prescrição da ação de anulação é vintenária, contada da prática de cada ato irregular. (...)Resp 259406 /PR– Min.

(70)

Ainda jurisprudência do TJRS:

• EMENTA:

DOAÇÃO

INOFICIOSA.

ANULAÇÃO.

PRAZO

PRESCRICIONAL.

CONTAGEM. O prazo prescricional para a ação

de declaração de ineficácia da doação

inoficiosa é de vinte anos, contados da data da

liberalidade, ou seja, do ato da escritura pública.

Precedentes doutrinários e jurisprudenciais.

Sentença

que

reconheceu

a

prescrição

confirmada. Apelação desprovida, por maioria.

(SEGREDO DE JUSTICA) (7 FLS D.) (Apelação

Cível Nº 70005180344, Oitava Câmara Cível,

Tribunal de Justiça do RS, Relator: José Ataídes

Siqueira Trindade, Julgado em 28/11/2002)

(71)

A questão do título de herdeiro concorrente

no regime da separação total

convencionada:

REGIME MATRIMONIAL. SUCESSÃO. Trata-se de recurso interposto

contra acórdão exarado pelo TJ que deferiu pedido de habilitação de viúva como herdeira necessária. A questão resume-se em definir se o cônjuge sobrevivente – que fora casado com o autor da herança sob o regime da separação convencional de bens – participa da sucessão como herdeiro necessário em concorrência com os descendentes do falecido. (...) cuida-se de um casamento que durou dez mecuida-ses; quando descuida-se cuida-segundo casamento, o autor da herança já havia formado todo seu patrimônio e padecia de doença incapacitante; os nubentes escolheram, voluntariamente, casar pelo regime da separação convencional (...) inclusive frutos e rendimentos. Para a Min. Relatora, o regime de separação obrigatória de bens previsto no art. 1.829, I, do CC/2002 é gênero que agrega duas espécies: a separação legal e a separação convencional (...) ambas obrigam os cônjuges, uma vez estipulado o regime de separação de bens, à sua observância. Não remanesce, para o cônjuge casado mediante separação de bens, direito à meação tampouco à concorrência sucessória (...). Resp 992 749 – Min. Nancy Andrighi - 2010

(72)

Ação de Inventário e Partilha

Rito Longo • artigo 982 e seguintes do CPC Rito de arrolamento • 1ª hipótese: artigo 1031 CPC (herdeiros capazes, consenso, quitação de tributos´) • 2ª hipótese: § 1º (herdeiro único – adjudicação) • 3ª hipótese: art. 1036 do CPC (baixo valor do monte)

(73)

Legislação sobre o imposto de transmissão:

• Cada Estado-membro pode regulamentar

através de lei estadual especificamente as

incidências do imposto, alíquotas, formas

e prazo de arrecadação como também

penalidades com base nos arts. 24, § 3o

da CF e 34, § 3o do ADCT salvo quando

se tratar de exigência específica de lei

complementar nos termos do art. 155, III,

letras a e b(STF - 1ª T. - RE 236.

931-8/SP –

REL.Min. Ilmar Galvão, j.

Referências

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