QUA
04
NOV
www.jornaldeangola.co.ao
Director: VÍCTOR SILVA Director-Adjunto: CAETANO JÚNIOR
Kz 45,00 Quarta-feira 4 de Novembro de 2020 Ano 45 • N.º 16164
N E S T A E D I Ç Ã O
JOÃO MELO
África e as eleições americanas OPINIÃO •11CARVALHO DA ROCHA
Novo governador do Uíge entra em funções
POLÍTICA •3
Governo quer os melhores
na Administração Pública
O ministro de Estado e chefe da Casa Civil
do Presidente da República, Adão de
Almeida, defendeu, ontem, em Luanda,
que sempre que houver vagas na
Admi-nistração Pública, apenas devem ingressar
os melhores, num processo simples,
trans-parente e célere. Adão de Almeida, que
falava na abertura do seminário de
apre-sentação do novo procedimento de ingresso
de quadros na Administração Pública,
assegurou que os processos de admissão
terão a participação de todos, abrindo-se
agora espaço para que existam elementos
externos, ligados a diferentes organizações
da sociedade civil, para integrar o júri e
assegurar, com toda a transparência, que
sejam recrutados os melhores. O ministro
de Estado considerou que o futuro do país
não se faz sem uma Administração Pública
forte e capaz de responder aos seus grandes
desafios.
POLÍTICA •2MINISTRO DE ESTADO E CHEFE DA CASA CIVIL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, ADÃO DE ALMEIDA
VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDIÇÕES NOVEMBRO
ALBERTO PEDRO | EDIÇÕES NOVEMBRO
58 PACIENTES RECUPERADOS EM 24 HORAS
DESTAQUE • 4 a 7
349 novas infecções e dois óbitos
PARLAMENTO
A Assembleia Nacional
vota, hoje, em segunda
deliberação, a Lei que
aprova o Código Penal
Angolano, que agrava as
penas dos crimes por
cor-rupção. Trata-se de um
diploma que já passou por
votação final global, mas
voltou ao Parlamento
de-pois do veto do Presidente
da República, por altura da
promulgação. João
Lou-renço solicitou a
reapre-ciação do texto final, por
estar desfasado do novo
paradigma do país.
POLÍTICA •2Código que
agrava penas
por corrupção
vai à votação
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NOS EUA
Uma noite imprevisível
com números históricos
EMBAIXADORA PRATIBHA PARKAR
Índia garante
um mercado
de diamantes
competitivo
LIGA DOS CAMPEÕES
F
21H00
18H55
HOJE vs vs vs vs vs vs vs vs Juventus Rennes FC Krasnodar Dínamo Sevilla Manchester Ferencváros Chelsea Istanbul PSG Barcelona Club Brugge Lazio RB Leipzig Dortmund ZenitONTEM
LIGA DOS CAMPEÕES
F 1-1 0-6 2-6 3-2 3-0 3-0 0-5 1-2 Shakhtar Atalanta Real Madrid Lok. Moscow Manchester City Ajax Liverpool Inter Salzburg FC Porto Midtjylland Olympiakos Olympique Bayern Atl. Madrid Mönchengladbach
“TRUMUNU”
Petro sai
vitorioso
DESPORTO •31 MUNDO •15 DOMBELE BERNARDO | EDIÇÕES NOVEMBRO4 DE NOVEMBRO
Manuel Rui
nasceu
há 79 anos
ÚLTIMA •32 ENTREVISTA •8 e 9PAULO MULAZA | EDIÇÕES NOVEMBRO
Presidente da 3ª Comissão da Assembleia Nacional recebeu embaixador da Coreia do Norte
AGRAVAMENTO DAS PENAS POR CORRUPÇÃO
A Assembleia Nacional vota,
hoje, em segunda delibe-ração, a Lei que aprova o Código Penal Angolano. Trata-se de um diploma que já passou por votação final global, mas voltou ao Par-lamento depois do veto do Presidente da República, por altura da promulgação. João Lourenço solicitou a reapreciação do texto final enviado pela Assembleia Nacional, por, no seu enten-der, estar desfasado do novo paradigma do país.
O Chefe de Estado solicitou a revisão de artigos específicos do novo Código Penal rela-cionados, fundamentalmente, com crimes cometidos no exer-cício de funções públicas.
Para tal, João Lourenço fez chegar ao presidente da Assembleia Nacional uma carta a partilhar “reflexões e preocupações” sobre o diplo-ma, acabando mesmo por solicitar a reapreciação de algumas das suas disposições antes de promulgá-lo.
As questões levantadas pelo Chefe de Estado pren-dem-se, essencialmente, com o resgate dos valores da probidade pública no exer-cício das funções e do com-promisso nacional com a prevenção e combate à
cor-rupção a todos os níveis. O texto reapreciado foi aprovado a 29 de Outubro, por unanimidade, pelas comissões especializadas da Assembleia Nacional, estan-do pronto para a votação final global, durante a 2ª Reunião Plenária Extraordinária, que se realiza hoje.
Segundo a Angop, os par-lamentares votaram as emen-das para o agravamento emen-das penas de crimes cometidos no exercício ou em prejuízo de funções públicas e crimes de impacto ambiental, con-formando o diploma às soli-citações do Presidente da República.
Entre as alterações cons-tam o agravamento da pena por crime de peculato aos limites mínimos e máximos de 5 a 14 anos de prisão, caso o valor da coisa apropriada for consideravelmente ele-vado, enquanto para o crime cujo valor não for elevado a pena foi agravada de 1 a 5 anos de prisão.
No âmbito dos crimes cometidos no exercício ou em prejuízo de funções públicas, foi aprovado o agravamento da moldura penal de 1 a 5 anos de prisão e a eliminação da pena de multa alternativa cor-respondente, dado que o
má-Assembleia Nacional vota
Lei que aprova o Código Penal
Edivaldo Cristóvão
O Executivo garante que o
n o v o p r o c e d i m e n t o d e ingresso de quadros na Admi-nistração Pública passa a ser um processo simples, com mais transparência e celeri-dade. A informação foi dada, ontem, em Luanda, pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida. O ministro de Estado falava na abertura do seminário de apresentação do novo pro-cedimento de ingresso de quadros na Administração Pública, realizado na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP). Adão de Almeida consi-derou que o futuro do país não se faz sem uma Admi-nistração Pública forte e capaz de responder aos seus grandes desafios.
Reconheceu que ao longo dos anos, a Administração Pú-blica foi criticada no que diz respeito a processos de ingres-sos, tendo neste momento mais de 400 mil funcionários, com maior número nos sectores da Educação e da Saúde.
Adão de Almeida alertou que os processos de admissão terão a participação de todos, abrindo-se agora espaço para que existam elementos exter-nos, ligados a diferentes orga-nizações da sociedade civil, que integram o júri e parti-cipam do processo decisório para o ingresso na Adminis-tração Pública.
O ministro de Estado reco-nheceu que o país está num momento em que a Admi-nistração Pública não é e nem
deve ser o principal empre-gador, por isso, apelou à aber-tura do espaço e a intervenção do sector privado.
“Seguramente já não tere-mos grandes processos de ingresso na Administração Pública, mas sempre que houver vagas, apenas devem ingressar os melhores, para termos uma Administração Pública à altura dos nossos desafios, que passam por ter quadros capazes de pres-tar ao cidadão um serviço pronto, rápido e de quali-dade”, sublinhou.
O ministro de Estado real-çou que o Executivo decidiu estar aberto à participação externa, para concretizar a ideia de que o serviço público é de todos e deve ser partilhado. Acrescentou que se cada fun-cionário interpretar e imple-mentar nos termos em que está desenhada, vai se fazer uma mudança importante na Administração Pública.
Adão de Almeida consi-derou necessária a criação de uma cultura em que todos os funcionários públicos, em algum momento da carreira, passem por uma formação
na ENAPP, como forma de superação, elevação e actua-lização dos conhecimentos. Segundo o ministro de Estado, sempre que forem feitas alterações substanciais, os funcionários destinatários destas mudanças devem pas-sar por um processo de for-mação e actualização.
Adão de Almeida pediu responsabilidade a todos os funcionários públicos para que os grandes projectos e objectivos tenham êxito, por-que não se pode ambicionar uma economia de mercado forte e ter uma Administração Pública que não aja de acordo. Exemplificou que quando um funcionário público esti-ver diante de uma iniciativa de um investimento privado e deixar o assunto de hoje para amanhã, não estará a agir de acordo com o que é necessário para uma eco-nomia de mercado.
A Administração Pública e os seus funcionários, disse, têm de compreender que é da sua acção diária e res-ponsabilidade que depende o futuro e o êxito dos desafios do Executivo.
O Decreto Presidencial nº 207/20, de 3 de Agosto, ins-tituiu a ENAPP como Enti-dade Recrutadora Única.
O secretário de Estado da Administração Pública, Antó-nio Francisco Afonso, explicou que o principal aspecto do diploma é a separação da enti-dade que solicita os quadros e a responsável pelo recruta-mento. O novo modelo, disse, vai garantir maior objectivi-dade, imparcialiobjectivi-dade, rigor e credibilidade nos concursos de ingresso.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
DOMBELE BERNARDO| EDIÇÕES NOVEMBRO
Adão de Almeida orientou acto de apresentação do novo modelo de ingresso de quadros
Novo processo de ingresso
garante mais transparência
Ministro de Estado e chefe da Casa Civil defendeu, ontem,
a entrada dos melhores quadros na Administração Pública
O ministro de Estado considerou que o futuro do país não se faz
sem uma Administração Pública forte e capaz de responder
aos seus grandes desafios
Edna Dala
A República Popular Demo-crática da Coreia propôs, ontem, a criação de grupos nacionais de amizade Angola e Coreia, em alusão ao 45º aniversário do estabeleci-mento das relações diplomá-ticas entre os dois países.
A intenção foi manifestada p e l o e m ba i x a d o r n o r te -coreano, Pyong Chol, que foi recebido, ontem, em audiên-cia, pela presidente da Comis-são de Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas da Assembleia Nacional, Josefina Pitra Diakité.
A emergência dos grupos de amizade, disse, poderá impulsionar, de forma con-siderável, o crescimento e
fortalecimento das relações de cooperação.
À imprensa, Josefina Diakité informou que a Coreia do Norte começou a dar os primeiros passos e apresentou o com-provativo para o estabeleci-mento deste grupo de amizade. “Agora, nós temos que fazer também o nosso trabalho com o correspondente do grupo nacional de acompa-nhamento e ver se durante o mês de Novembro será pos-sível realizar alguma actividade para saudar o 45º aniversário do estabelecimento das rela-ções diplomáticas”.
Josefina Pitra Diakité reco-nheceu que a relação entre Angola e a Coreia do Norte já foi muito frutífera, mas foi prejudicada, por um lado, com as sanções impostas à
Coreia pelas Nações Unidas e, por outro, com a Covid-19. Acrescentou que as rela-ções de cooperação diminuí-ram e a Coreia tem menos especialistas em Angola.
Mauritânia
Josefina Pitra Diakité recebeu, igualmente, o embaixador da Mauritânia, Mohamed Ould Mekhalle, com quem abordou questões relacionadas com a cooperação interparlamen-tar. O diplomata apresentou algumas preocupações rela-cionadas com a comunidade mauritaniana em Angola.
A parlamentar aconselhou o embaixador a utilizar os canais adequados e a dar o devido apoio e orientação à comunidade que se encontra em Angola.
2
Quarta-feira4 de Novembro de 2020
POLÍTICA
ximo da moldura ultrapassa o patamar de referenciação máximo de 360 dias de multa, definido na parte geral do Código, equiparável a três anos. No capítulo da corrupção activa de funcionários, os deputados aprovaram o agra-vamento para até dois anos de prisão, elevação do limite máximo da moldura penal para até três anos. Em relação ao capítulo de crimes ambi-entais, os parlamentares aprovaram o agravamento da moldura penal de 1 a cinco anos de prisão e a eliminação da multa alternativa, por ultrapassar o limite de 360 dias de multa definido na parte geral (equiparável a 3 anos de prisão).
No nº 2 do artigo 282º, agravou-se a pena de 2 a 12 anos, e das penas previstas no nº 4, nomeadamente, para prisão até 2 anos ou de multa até 240 dias, no primeiro caso, e até 5 anos no outro. Quanto ao artigo sobre a poluição, foi agravado ao limite máximo da pena do nº 2 para 7 anos, para a pro-pagação de doenças, pragas, animais nocivos ou plantas daninhas agravada ao limite máximo da moldura do crime para 2 anos ou multa cor-respondente (240 dias).
3
Quarta-feira
4 de Novembro de 2020
Os jovens filiados na JMPLA
d e fe n d e ra m , o nte m , n a cidade do Huambo, num encontro com membros da sociedade civil, a promoção de mais diálogo no seio da juventude. O encontro serviu para colher propostas e solu-ções dos problemas que afli-gem a juventude.
O primeiro secretário pro-vincial da JMPLA em exer-cício, Abílio Jamba, disse que a reunião foi realizada no quadro do programa da organização, que visa anga-riar propostas e soluções para as questões que mais inquietam a juventude, com destaque para o desemprego, formação académica e téc-nico-profissional.
O dirigente da JMPLA re-conheceu que os militantes vivem as mesmas dificul-dades que outros jovens an-golanos, daí a necessidade de se encontrar caminhos para solucionar a situação por via do diálogo. “O diálogo promove a união, paz, tole-rância e amor”, sublinhou o líder juvenil.
Abílio Jamba destacou que cada jovem deve participar na edificação do país e não se deixar levar por emoções para caminhos errados.
O representante do Con-selho Provincial da Juventude no Huambo, João Lara Hota-lala, considerou indispen-sável a visão e força da ju-ventude para o desenvolvi-mento do país.
João Lara Hotalala con-siderou importante haver união e debate aberto sobre os problemas da juventude. O director do Gabinete Provincial para o Desenvol-vimento Económico Inte-grado, Manuel Vitongue, disse que tomou boa nota das preocupações levantadas pelos jovens e elogiou a ini-ciativa da JMPLA. Apelou às demais organizações juvenis a primarem pelo diálogo.
O coordenador da LAR-DEF, Marcos Vakembe, disse que muitos problemas da juventude já estão identifi-cados, faltando apenas a im-plementação das soluções. Marcos Vakembe apelou a uma fiscalização rigorosa dos vários investimentos públicos, com maior destaque para os projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municí-pios (PIIM).
Alfredo Ferreira | Caxito
A delegação provincial da
Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (CSS/FAA) no Bengo conta com novas instalações, inau-guradas pelo secretário de Estado para a Defesa Nacional, almirante José Maria de Lima. O edifício, com dois pisos, inaugurado no âmbito do 45º aniversário da Independência Nacional, custou 500 milhões de kwanzas. Além dos gabi-netes de trabalho e sala de reu-niões, o novo edifício tem uma sala multiusos, com capacidade para 200 pessoas. O secretário de Estado para a Defesa Nacio-nal, almirante José Maria de Lima, afirmou que a constru-ção da infra-estrutura resulta de um investimento da Caixa de Segurança Social das FAA, para assegurar a assistência aos pensionistas com maior comodidade e dignidade.
“A delegação permitirá aproximar a instituição aos assistidos, melhorando a pres-tação dos serviços públicos aos que se bateram, com bra-vura e heroísmo, pela liber-tação do país”, precisou.
José de Lima disse que o Presidente da República e
Comandante-em-Chefe das FAA, João Lourenço, tem sido incansável na execução de tarefas que visam a concre-tização das aspirações dos mais variados estratos sociais, com o objectivo de melhorar as condições de vida dos angolanos, entre os quais os pensionistas da CSS/FAA.
A governadora do Bengo, Mara Quiosa, saudou o esforço da direcção da Caixa de Segu-rança Social das FAA, na cons-trução da imponente obra, que muito orgulha e dá uma outra imagem à cidade de Caxito e dignidade aos fun-cionários e utentes.
A edificação desta infra-estrutura, acrescentou, de-monstra claramente a pre-ocupação do Executivo na criação de condições que per-mitam acomodar os serviços de Segurança Social das FAA, visando proporcionar um atendimento à dimensão da dedicação dos utentes, en-quanto estiveram no activo. A delegação provincial da Caixa de Segurança Social das FAA tem o registo de 1.320 pensionistas, sendo 1.210 beneficiários de pensão de reforma, 108 de pensão de sobrevivência e dois de pensão por invalidez.
EDIÇÕES NOVEMBRO
Funcionários e pensionistas vão ter melhores condições
DR
Jovens encorajados a buscar soluções através do diálogo
HUAMBO
BENGO
CUNENE
JMPLA defende
mais diálogo
entre os jovens
Caixa Social das FAA
tem novas instalações
António Capitão | Uíge
O ministro da Administração do
Ter-ritório, Marcy Lopes, pediu, ontem, à população da província do Uíge, cola-boração e solidariedade ao novo gover-nador, José Carvalho da Rocha.
Marcy Lopes falava na cerimónia de apresentação do novo governador à população, membros do Governo Pro-vincial, autoridades tradicionais e ecle-siásticas, representantes das forças de Defesa e Segurança e sociedade civil.
José Carvalho da Rocha foi nomeado pelo Presidente da República, João Lou-renço, no dia 22 de Outubro, em subs-tituição de Sérgio Luther Rescova Joaquim, falecido a 9 de Outubro, por doença. Marcy Lopes pediu a colaboração e solidariedade da sociedade e de todos os intervenientes na cadeia da Admi-nistração Pública no Uíge, para com o novo governador, tendo em conta as condições e os termos que obrigaram a nomeação de José Carvalho da Rocha. O ministro destacou as qualidades do novo governador do Uíge, apresen-tando-o como um político e governante experimentado e com boas referências em todos os cargos governativos que desempenhou.
Marcy Lopes disse tratar-se de uma pessoa de trato fácil, afável e com forte disponibilidade para o diálogo. “Uma das grandes e melhores qualidades do governador José Carvalho da Rocha é saber ouvir todos. Vai precisar do apoio e colaboração de todos para dar conti-nuidade ao trabalho iniciado, para que seja concluído com êxito”, sublinhou. Para Marcy Lopes, o êxito da gover-nação na província do Uíge vai se reflectir no bem-estar da população local e nos desígnios de Angola, como um todo.
O novo governador provincial, José Carvalho da Rocha, na sua primeira intervenção, destacou a maneira dedicada como foi recebido e considerou o gesto como a porta que vai facilitar a sua gover-nação. Realçou que o seu principal
objec-tivo é servir o povo e fazer a província caminhar na direcção do progresso e do desenvolvimento. José Carvalho da Rocha garantiu que está aberto ao diálogo e disponível para auscultar e discutir com os diversos grupos da sociedade sobre os vários assuntos da província.
“Estamos aqui para nos juntarmos a vós e, em conjunto, fazermos uma família que possa trabalhar em prol da província. Se estivermos unidos e dis-poníveis, é possível fazer do Uíge um lugar de grandes oportunidades, tra-balhando com dedicação e disciplina para o resgate daquilo que antes foi a ‘terra do bago vermelho’”, disse.
A vice-governadora para o sector Polí-tico, Social e Económico, Maria Fernando Cavungo, que esteve, cumulativamente, a desempenhar o cargo de governadora interina, desde o falecimento de Sérgio Luther Rescova, disse que o período foi conturbado, mas com o dever de Estado foi possível dar o seu melhor. Maria Fer-nando Cavungo acredita que, com a nomeação do novo governador, vai ser introduzida uma nova dinâmica na gover-nação da província. “Acredito num novo rumo para a província, visto que o novo governador é reconhecido pela sua com-petência em todos os cargos que já desem-penhou”, disse.
A cerimónia de apresentação decorreu no salão nobre do Governo Provincial e contou, também, com a presença do vice-governador para as Infra-estruturas e Serviços Técnicos, António Rosário Alex Mutunda.
ANTÓNIO CAPITÃO | UÍGE| EDIÇÕES NOVEMBRO
Ministro da Administração do Território orientou a cerimónia de apresentação
JOSÉ CARVALHO DA ROCHA APRESENTADO NO UÍGE
Marcy Lopes pede apoio
para o novo governador
O ex - dire ctor da Rádio
Nacional de Angola (RNA) no Cunene, Conceição Bar-tolomeu Caetano, foi con-denado, ontem, a dois anos e oito meses de prisão, pelos crimes de peculato e preva-ricação, praticados entre 2014 e Abril de 2020.
Detido em Maio de 2020, depois de uma audição da Procuradoria-Geral da Repú-blica, Conceição Caetano, que começou a ser julgado no dia 27 de Agosto, foi absolvido dos crimes de violação das normas orçamentais e abuso de poder. O ex-gestor esteve no cargo de director da RNA no Cunene desde 2007.
Segundo a Angop, o juiz
de Direito do Tribunal de Comarca do Cuanhama, Felisberto Laurindo Capunge, disse que o acto de produção de provas resultou na pena única de dois anos e oito meses de prisão.
O réu, além da pena de prisão, vai pagar uma indem-nização de 4.589.262 kwan-zas ao Estado, por perdas e danos causados.
O tribunal provou que o réu causou prejuízos à RNA, no valor de 149 milhões de kwanzas. Felisberto Capunge sublinhou que ficou ainda provada uma dívida de oito milhões de kwanzas à ENDE, no fornecimento de energia eléctrica.
Ex-director da RNA
condenado a dois anos
O ministro falava na cerimónia de apresentação do
novo governador aos membros do Governo Provincial
O ministro destacou as qualidades do novo governador do Uíge, apresentando-o como um político e governante experimentado e com boas
referências em todos os cargos governativos que
desempenhou
Mazarino Cunha
O secretário de Estado para a
Saúde Pública, Franco Mu-finda, destacou, ontem, que, em termos epidemiológicos, a província de Luanda está no nível quatro, Benguela, Cabinda, Zaire e Huíla no nível três e as restantes pro-víncias no nível dois.
Franco Mufinda esclareceu que 9.441 casos positivos foram registados em Luanda, a única com circulação comu-nitária do vírus Sars-Cov2, 346 em Benguela, 293 em Cabinda, 291 na Huíla e 272 na província do Zaire (todos casos de transmissão local). As restantes províncias, referiu o secretário de Estado, têm números abaixo dos 100 casos positivos da Covid-19. Apesar da variação epide-miológica de província para província, o governante esclareceu que o país tem uma taxa diária de positivi-dade de 14,6 por cento.
No habitual encontro com os jornalistas, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), sobre a evolução da pandemia, Franco Mufinda disse que, face ao aumento de novos casos e de mortes, os cidadãos devem redobrar as medidas de prevenção, de forma individual e colectiva. O secretário de Estado pediu aos cidadãos para evi-tarem ajuntamentos popu-lacionais, fazer o uso correcto da máscara facial, lavar sem-pre as mãos com água e sabão, a não violarem a cerca sani-tária de Luanda e respeitar todas as medidas contidas no Decreto sobre a Situação de Calamidade Pública.
Franco Mufinda recomen-dou que, em casos de sin-tomas como dor de cabeça, febre, cansaço, dores arti-culares e musarti-culares, perda de olfacto e calafrios, as pes-soas devem procurar, com urgência, a unidade sanitária mais próxima de casa. "As unidades sanitárias estão orientadas a testar, com prio-ridade, os doentes internados
e em consultas ambulatórias, bem como os profissionais da Saúde", afirmou o secre-tário de Estado.
Franco Mufinda apelou às equipas de resposta rápida e às brigadas de vigilância para reforçarem as activi-dades de sensibilização no seio das comunidades.
Situação epidemiológica
Angola registou, nas últimas 24 horas, 349 casos positivos de Covid-19, dois óbitos e a recuperação de 58 pacientes. Dos casos positivos, 229 foram notificados em Luanda, 36 no Namibe, 34 em Ben-guela, 27 em Cabinda,12 na Huíla, oito no Uíge, dois no Cunene e um no Zaire, sendo 238 do sexo masculino e 111 do sexo feminino.
De acordo com o secre-tário de Estado, na capital do país, os casos foram noti-ficados nos municípios de Belas, Cacuaco, Kilamba Kiaxi, Viana, Talatona e nos
distritos urbanos da Ingom-bota, Sambizanga, Samba, Rangel e Maianga.
Em relação às mortes, ocorreram uma em Luanda e a outra na província de Cabinda. Trata-se de um nacional de 76 anos do sexo masculino e de uma cidadã do sexo feminino de 78 anos. Relativamente aos pacientes recuperados, Franco Mufinda informou que ocorreram em Luanda e têm idades entre 2 e 61 anos.
Com estes dados, o país soma 11.577 casos positivos, dos quais 291 óbitos, 5.230 recuperados e 6.056 activos. Deste número, 16 estão em estado crítico a receber tra-tamento por ventilação me-cânica invasiva, 31 em si-tuação grave, 156 são con-siderados moderados, 363 têm sintomas leves e 5.235 assintomáticos.
O secretário de Estado para a Saúde Pública infor-mou que nos centros de
tra-tamento da Covid-19, a nível do país, estão internados 566 doentes. Em quarentena ins-titucional estão 360 cidadãos e 4.071 sob investigação epi-demiológica.
Nas últimas 24 horas, 16 pessoas que estavam em quarentena institucional tiveram alta, sendo nove em Luanda, cinco no Cuando Cubango, uma em Benguela e igual número na província da Lunda-Sul. O Centro Inte-grado de Segurança Pública (CISP) registou, ontem, 148 chamadas, todas relacionadas a pedidos de informação sobre a pandemia da Covid-19.
No domínio do Labora-tório de Biologia Molecular, Franco Mufinda informou que, nas últimas 24 horas, foram processadas 2.397 amostras, das quais 349 tive-ram resultados positivos. Desde o início da pandemia, em Março, foram processadas 164. 326 amostras, sendo 11.577 positivas.
BALANÇO DAS ÚLTIMAS 24 HORAS
Com 229 casos positivos e no nível quatro, a província de Luanda continua no
topo da pandemia da Covid-19, seguida de Benguela, Cabinda, Zaire e Huíla,
que se encontram no nível três
4
DESTAQUE
Quarta-feira4 de Novembro de 2020
Luanda continua no topo
da pandemia com 229 novas infecções
Cabinda
Benguela
Zaire
Activos 11.577 Recuperados 6.056 Óbitos 291 Total de casos 11.577346
293
272
Lunda-Sul sob suspeita de ter
circulação comunitária do vírus
Flávia Massua|Saurimo
O coordenador adjunto da
equipa multissectorial de com-bate à Covid-19 na Lunda-Sul cogitou a possibilidade da pro-víncia estar em situação de circulação comunitária da doença, face aos últimos sete casos positivos registados segunda-feira (02.11), que tota-lizaram catorze, 11 dos quais activos e três recuperados.
Viegas de Almeida conside-rou essa possibilidade pelo facto dos cidadãos em causa não terem saído da província desde Março último, o que leva a equipa a levantar fortes suspeitas sobre os meios de contaminação da doença aos pacientes dos bairros Verde, Candembe, Manauto e Social da Juventude, já inter-nados, desde ontem, no centro de tratamento de Mulombe.
Segundo ele, decorre um processo de recolha de amos-tras com zaragatoas aos con-tactos dos sete cidadãos que testaram positivo à Covid-19 e 20 delas resultaram em casos reactivos a IGG e IGM, que foram enviadas a Luanda ontem, a fim de apurar o estado epide-miológico dos mesmos. A falta
de consciência de alguns cida-dãos foi igualmente apontada por Viegas de Almeida, que aconselhou ao respeito da vida pessoal e colectiva, pau-tando sempre pela valorização do “bem maior, doado de graça por Deus”.
Para disciplinar alguns ci-dadãos obrigados a cumpri-rem a quarentena domiciliar depois de testarem reactivo a IGG e IGM, iniciou-se ontem o processo de pagamento de multas, na Conta Única do Tesouro.
Viegas de Almeida consi-derou a situação alarmante, tendo afirmado haver falta de equipamentos e outros meios para a realização de testes aleatórios e massivos nas comunidades.
O médico que tabém é Vie-gas de Almeida apelou à popu-lação e aos órgãos de Defesa e Segurança a intensificarem a sensibilização e mobiliza-çã o d a p o p u l a mobiliza-çã o pa ra o cumprimento das medidas exaradas no Decreto Presi-dencial sobre a Situação de Calamidade Pública em curso no país, para “evitarmos um colapso no país e na província em particular”.
CASOS POSITIVOS DÃO O ALERTA
Cento e quarenta e oito
doentes diagnosticados domingo, no Instituto Nacio-nal dos Petróleos (INP), no Sumbe, província do Cuanza -Sul, iniciaram, ontem, o tratamento com especialistas da Clínica Girassol.
De acordo com o director do Gabinete Provincial da Saúde, Felizardo Manuel, que falava numa reunião da comis-são de resposta à Covid-19, uma equipa multissectorial está no Sumbe para atender os pacientes. Segundo o res-ponsável, foi já realizado um trabalho psicológico e a sepa-ração dos casos positivos para se evitarem novas infecções. Informou que foram colhidas 73 amostras para serem enca-minhadas a Luanda.
A propósito, o governador do Cuanza-Sul, Job Castelo
Capapinha, avançou que dos resultados de uma reunião com a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, concluiu-se a necessidade de uma comunicação permanente sobre o evoluir da situação na região e em particular no INP. “O INP recebeu instru-ções de como lidar com a situação, essencialmente da distribuição da alimentação, distribuição dos quartos e a transformação da instituição em centro institucional da Covid-19”, rematou. Acon-selhou a população para maior seriedade, deixando de usar a fome como justi-ficação para criar aglome-rações sem necessidade.
O Cuanza-Sul conta com 174 casos confirmados, com quatro recuperados e três óbitos.
Clínica Girassol apoia
recuperação de doentes
no Instituto dos Petróleos
CUANZA-SUL
PROVÍNCIAS COM MAIS CASOS
Luanda
Arão Martins | Lubango
As autoridades sanitárias
estão a realizar busca de pos-síveis contactos directos dos mais recentes casos positi-vos à Covid-19, registados na província da Huíla, no âmbito da vigilância epidemiológica em curso, informou, ontem, a directora da Saúde, Luciana Guimarães.
Luciana Guimarães, que falava em conferência de im-prensa, disse que a busca está a ser feita através da realização de testes aleatórios, por RT-PCR, para evitar a propagação dos contactos directos dos 25 casos novos da pandemia re-gistados recentemente.
Referiu que o trabalho abrange os bairros Chioco, Comandante Nzangi, Mitcha, Nambambe, Lalula, Comer-cial, comandante Cow-boy e Lucrécia, que registam maior acumulado de casos positivos na cidade do Lubango.
Informou que 12 pessoas estavam, até terça-feira, inter-nadas na área da Covid-19 do Hospital Central do Lubango. Luciana Guimarães afirmou que, além do Lubango, o mesmo trabalho abrange tam-bém os possíveis contactos dos 5 casos registados no muni-cípio da Chibia e Quipungo, Humpata 4 e Matala 1.
Controlo dos infectados
Até ontem, indicou, a província da Huíla tinha o controlo de 36 pessoas em quarentena institucional e 380 outras em quarentena domiciliar.
Referiu que o número está distribuído por Lubango 222, Quilengues 42, Quipungo 27, Caluquembe 24, Humpata 24, Chibia 16, Caconda 14, Matala 10, e Chicomba 1.
Durante esta semana em
curso, esclareceu, continuam as acções de realização do rastreio epidemiológico aos casos identificados.
“Esta é uma situação pro-gressiva. Estamos a realizar acções de buscas nas
locali-dades que registam mais casos da Covid-19”, disse. “O objec-tivo é impedir a possível pro-pagação”, sublinhou.
Em simultâneo, acrescen-tou, decorre com sucesso o processo de testagem à
Covid-19, aos trabalhadores de diversos organismos da pro-víncia. “O trabalho de tes-tagem requer cada vez mais motivação aos trabalhadores do sector, que continuam a efectuar um trabalho
atu-rado, no âmbito do combate à Covid-19”, disse. A respon-sável apontou que tal acção requer, todos os dias, moti-vação. É o que as autoridades estão a fazer para que os tra-balhadores de vários
orga-nismos sejam motivados para efectuar bom trabalho - disse.
Mais de 200 amostras em processamento
Revelou que a província da Huíla tem um acumulativo de 3.052 amostras processa-das. Informou que, até ontem, estavam em processamento mais de 200 amostras e o número vai aumentando ou diminuindo, dependendo dos casos positivos que são regis-tados todos os dias.
“Quanto mais casos posi-tivos, mais amostras são colhi-das de mais contactos”, disse. “O número de amostras por recolher depende do agregado familiar e do lugar onde a pes-soa teve o seu caso positivo e, consequentemente, a deter-minação do número de pos-síveis contactos”, explicou.
"No centro de tratamento da Covid-19 continuamos a trabalhar para que os métodos de trabalho estejam cada vez mais afinados”, defendeu, salientando que, para o local da Covid-19, criado no Hos-pital Central do Lubango, só pode ficar quem realmente necessita. Se a pessoa tiver sintomas leves ou moderados, não precisa estar no Hospital Central, mas sim no centro de quarentena onde há assis-tência médica e medicamen-tosa”, indicou.
Huíla intensifica investigação
de possíveis novos casos
de transmissão da Covid-19
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
DR
DR
Cento e 54 cidadãos nacio-nais foram detidos, nos últi-mos sete dias, pela Polícia Nacional, na Huíla, por deso-bediência as medidas de protecção e controlo da pro-pagação do vírus. Trata-se de cidadãos com idades entre 16 e 50 anos flagrados e deti-dos na rua, estabelecimentos comerciais e restaurantes, depois das 22 horas. A infor-mação foi avançada à im-prensa pelo segundo-co-mandante provincial da Huíla para a Ordem Pública, subcomissário Florêncio Ningui, no quadro da apre-s e n ta ç ã o d o apre-s d a d o apre-s d a
Covid-19 na província, pela direcção local da Saúde. Segundo o oficial, a desobe-diência resultou na aplicação de 54 multas, que totalizaram a arrecadação de 600 mil kwanzas. Destacou ainda o registo de 124 crimes de natu-reza diversa, com a média de 18 crimes/dia, dos quais 77 foram esclarecidos com 82 detidos, representando um grau de esclarecimento na ordem de 62 por cento. O Lubango foi o que mais se evidenciou com 56 crimes, mais nove, seguindo da M a t a l a c o m 1 6 c r i m e s , menos dois.
Detidos 154 cidadãos
por desobediência
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DESTAQUE
Quarta-feira 4 de Novembro de 2020Justino Victorino / Huambo
A falta de acesso à água
potá-vel, para manter a higieni-zação, bem como acautelar as medidas de biossegurança nesta fase da Covid-19, está a obrigar alunos, professores e até directores, de algumas escolas do II ciclo do ensino secundário do município do Londuimbali, província do Huambo, a percorrerem lon-gas distâncias, para acarre-tarem água com o propósito de colocar nos reservatórios dos referidos estabelecimen-tos de ensino.
A situação tem vindo a preocupar as autoridades do sector da Educação daquela jurisdição e garantem não estarem de braços cruzados, para ultrapassar estas dificul-dades, neste período da pan-demia da Covid-19, provocada pelo novo coronavírus.
Os directores afirmaram que, por vezes, são também obrigados a abandonar os respectivos gabinetes, à pro-cura de água potável, para fazer face ao processo de higienização, cumprindo, desta forma, com as medidas
de prevenção contra a doença do novo coronavírus.
Luis Pedro e Américo Albino, ambos directores de escolas afectas ao II ciclo do ensino secundário do muni-cípio de Londuimbali, pediram às entidades competentes do sector da Educação a nível da
província do Huambo, no sen-tido de velarem por esta situa-ção, visto que lavar as mãos com frequência tornou-se h á b i to , s o b re t u d o n e s te p erío do da pandemia da Covid-19.
“A situação é de lamentar porque algumas escolas não
dispõem sequer de condições mínimas a respeito das medi-das de biossegurança. E por vezes, nós, directores e alunos, somos obrigados a acarretar água a partir de fontenários, rios e nascentes que distam a mais de 200 metros das esco-las", desabafou.
Outra preocupação não menos importante, segundo o entrevistado, tem a ver ainda com o quadro do pessoal, principalmente dos auxiliares de limpeza, que é muito redu-zido, pelo que carecem, nos próximos tempos, do recru-tamento de mais funcionários para manter a higiene e o bom funcionamento nas institui-ções de ensino.
Falta de água atrapalha o curso normal das aulas
HUAMBO
Luciana Guimarães afirmou que, além
do Lubango, o mesmo trabalho abrange também os possíveis contactos dos 5 casos registados no município da Chibia e Quipungo, Humpata 4 e Matala 1. Directores e alunos são obrigados a acarretar água a partir de fontenários, rios e nascentes distantes
das escolas para garantir a higienização
das mãos
Doze (12) pessoas estavam, até terça-feira, internadas na área da Covid-19
do Hospital Central do Lubango
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DESTAQUE
Quarta-feira 4 de Novembro de 2020“A maioria das mortes registadas no Benin deve-se quer à detecção tardia quer ao tratamento tardio de pacientes que não declararam os sintomas rapidamente", lamentam as autoridades beninenses. O Benin contava, até ao último fim de semana, 187 casos de pacientes de Covid-19 em tratamento, de acordo com as estatísticas do Minis-tério da Saúde.
Segundo estas estatísticas, o Benin registou dois mil 683 infecções acumuladas, das quais duas mil 455 foram curadas e 41
pacientes morreram. Neste país, que declarou o seu primeiro caso de Covid-19 a 16 de Março último, a taxa de cura é estimada em 81,9 por cento, a letalidade em 1,8 por cento e a taxa de positividade em 2,9 por cento.
Um centro de atendimento foi criado pelas autoridades sanitárias, desde Março último, a nível nacional, para todos os pedidos relacionados com a gestão da pandemia, sete dias por semana e 24 horas por dia, tanto em francês como em várias línguas nacionais.
Nigéria com 111 novos pacientes
O Centrode Controlo de Doenças da Nigéria (NCDC) anunciou segunda-feira que o país registou 111 novos casos de Covid-19, elevando o total de infecções para 62 mil 964.
O NCDC declarou também, por meio da sua conta no Twitter, que a Nigéria registou ainda duas mor-tes, elevando o total para mil 146. A agência indicou que 58 mil 790 pacientes foram tratados e voltaram às suas casas.
Desde o início da pandemia,
em Fevereiro, o Centro testou 627 mil 600 amostras.O NCDC apelou mais uma vez ao público em geral para assumir as suas responsabilidades e proteger a população vulnerável, especial-mente as crianças.
“Incentivem os vossos filhos a usarem máscara. Lavem as mãos com frequência, tussam ou espirrem com o antebraço dobrado e relatem casos de i n d i v í d u o s q u e s e s e n t e m mal”, exortou.
O Ministériotunisino da Saúde anunciou segunda-feira que a Tunísia registou 33 novas mortes pelo coronavírus (Covid-19) e 791 novas infecções nas últimas 24 horas.
O número total de óbitos eleva-se para mil 381 casos e o número de infecções para 61 mil 906 casos desde o início
da pandemia, em Fevereiro passado, precisou o Ministé-rio, no seu boletim epidemio-lógico diário.
O número de pacientes inter-nados eleva-se a mil 361 pes-soas, enquanto o de pacientes nos cuidados intensivos é de 234, dos quais 105 sob respira-dores artificiais.
O Togoregistou 26 novos casos de Covid-19 domingo, soube a PANA junto de fontes próximas do Ministério da Saúde, Higi-ene Pública e Acesso Universal a Cuidados.
Os 26 novos casos concernem a pessoas cuja faixa etária é compreendida entre os dois e os 99 anos, segundo o Ministério. O número acumulado de pes-soas afectadas pela pandemia
no país, depois destes 26 casos, é de dois mil 357.
Por outro lado, registaram-se no mesmo dia 16 novas curas, ou seja, mil 676 pacientes cura-dos, no total.
O número de óbitos perma-nece 57, mas o de pacientes ainda em tratamento é de 624.
O Togo fez 120 mil 903 testes de laboratório desde o início da pandemia em Março último.
Tunísia anuncia mais 33 óbitos
Togo contabiliza 26 infecções
EDIÇÕES NOVEMBRO
Áfricapassou ontem 1,8 milhões de infectados pelo novo coronavírus, tendo registado nas últimas 24 horas mais 245 mortes devido à Covid-19, aumentando para 43.421 o total de vítimas mor-tais, segundo dados oficiais. De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nos 55 Estados-membros da organização registaram-se nas últimas 24 horas mais 7.844 casos de Covid-19, para um total de 1.802.351.
O número de recuperados é agora de 1.475.897, mais 9.121 do que na véspera.
O maior número de casos de infecção e de mortes regista-se na África Austral, com 808.972 infecções e
20.943 mortes por Covid-19. Nesta região, a África do Sul, o país mais afectado do con-tinente, contabiliza um total de 727.595 casos de infecção e 19.465 mortes.
O norte de África, a se-gunda zona mais afectada pela pandemia, regista um total de 524.365 pessoas infectadas e 14.555 mor-tos e na África Oriental há 217.225 infectados e 4.008 vítimas mortais.
Na região da África Oci-dental, o número de infec-ções é de 190.967, com 2.772 vítimas mortais, e a África Central regista 60.822 casos e 1.143 óbitos.
O Egipto, que é o se -gundo país africano com mais vítimas mortais, a seguir à África do Sul, regista
6 . 2 9 1 m o r to s e 1 0 7 . 9 2 5 infectados, seguindo-se Marrocos, que contabiliza 3.826 vítimas mortais e 225.070 casos de infecção. A Argélia surge logo a seguir, com 58.574 infecções e 1.980 mortos.
Entre os seis países mais afectados estão também a Etiópia, que regista 96.942 casos de infecção e 1.489 vítimas mortais, e a Nigéria, com 63.036 infectados e 1.147 mortos.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, Angola lidera em número de mortos e Moçambique tem o maior número de casos.
Cabo Verde conta 95 mor-tos e 8.882 casos, Moçambi-que 94 mortos e 13.130 casos,
Guiné Equatorial 83 mortos e 5.089 casos, Guiné-Bissau 41 mortos e 2.413 casos e São Tomé e Príncipe 16 mor-tos e 944 casos.
Oprimeiro caso de Covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de Fevereiro, e a Nigé-ria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infecção, em 28 de Fevereiro.
A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infecção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezem-bro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
África passa faixa de 1,8 milhões de casos positivos da Covid-19
INFECTADOS
Cabo Verde registou um
decréscimo das suas expor-tações na ordem de 32 por cento, relativamente ao mesmo período de 2019, apurou a PANA de fonte segura.
Segundo dados provisó-rios do Comércio Externo, relativos ao 3.º trimestre de 2020, divulgados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), também as importações diminuíram em 8,9 por cento face ao pe-ríodo homólogo do ano tran-sacto, enquanto as reexpor-tações do país caíram 63,9 por cento, comparativamente ao mesmo período do ano de 2019.
No período em análise, o défice da balança comercial diminuiu 6,7 por cento e a taxa de cobertura decresceu em 2,3 pontos percentuais. De acordo com a mesma fonte, no 3.º trimestre de
2020, as exportações de Cabo Verde totalizaram mil 184 mil contos (cerca de 10,7 milhões de euros), corres-pondentes a um decréscimo significativo de 558 mil con-tos (cinco milhões de euros) face ao mesmo período do ano anterior.
A Europa, mesmo tendo uma diminuição de 35,5 por cento, continua a ser o prin-cipal cliente do país, absor-vendo cerca de 92,6 por cento do total das exporta-ções cabo-verdianas.
Por país, a Espanha lidera o ranking dos principais clientes de Cabo Verde na zona económica europeia, representando, no período em análise, 68,4 por cento do total das exportações.
Os produtos mais expor-tados foram os preparados e conservas de peixes, repre-sentando 58,9 por cento. Peixe, crustáceos e
molus-c o s p o s i molus-c i o n a m - s e e m segundo lugar, com 17,0 por cento do total, enquanto vestuários, na terceira posi-ção, com um peso de 6,6 por cento.
Relativamente às impor-tações, o continente europeu continua também a ser o principal fornecedor de Cabo Verde, com 75,2 por cento do montante total, contra 78,0 por cento do mesmo período do ano transacto.
Conforme o INE, Portugal lidera entre os países forne-cedores de Cabo Verde, com 53,8 por cento do total (+8,4 pontos percentuais), em rela-ção ao trimestre homólogo, seguido da China com 8,9%, (+4,0 pontos percentuais).
Os produtos mais impor-tados foram reactores e cal-deiras com 11,3 por cento, combustíveis com 9,8 por cento, máquinas e motores com um peso de 6,9 por
cento, ferro e suas obras com 6,3 por cento e veículos auto-móveis com 5,1 por cento.
O INE informa ainda que a análise das importações mostra que as grandes cate-gorias de bens evoluíram negativamente no 3.º trimes-tre de 2020, sendo que as categorias "bens de consumo" atingiram -15,9 por cento e combustíveis -22,4 por cento. Por sua vez, as categorias de "bens intermédios e bens materiais" tiveram uma evo-lução positiva, alcançando 3,1 por cento e 2,2 por cento, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2019. Os bens de consumo con-tinuam a ser a principal cate-goria económica de bens importados por Cabo Verde, com um peso de 43,6 por cento, seguido dos "bens inter-médios" com 33,0 por cento, "bens de capital" 13,6 por cento e combustíveis 9,8 por cento.
Os produtos mais exportados foram os preparados
e conservas de peixes, representando 58,9 por cento
COMÉRCIO EXTERNO
Cabo Verde regista queda
de 32% nas exportações
Autoridades
lamentam
atitude dos
doentes
“Está a ser ponderada uma
coisa diferente, porque a situação é diferente. Será um Estado de Emergência muito limitado, de efeitos preven-tivos." Marcelo Rebelo de Sousa antecipou ontem, em entrevista à RTP, os con-tornos do novo Estado de emergência pedido pelo Governo, apontando para um regime com medidas "não muito extensas".
O Presidente da República entende que não há espaço para mais: porque a socie-dade está "fatigada" da pan-demia, preocupada com as consequências económicas, num contexto em que tam-bém o consenso político em torno desta medida se perdeu pelo caminho. Ainda assim, sublinhou Marcelo, a decla-ração de um novo Estado de Emergência deverá recolher "uma maioria clara, de revi-são constitucional" - cerca de dois terços dos votos no Parlamento - com a anun-ciada aprovação do PSD e do CDS, além do PS.
Falando num dia em que se cumpriu luto nacional pelas vítimas da Covid19 -e qu-e coincidiu com o r-egisto de óbitos (46) mais alto de sempre -, Marcelo fez ques-tão de afirmar que os mode-los matemáticos apontam para uma progressão dos contágios que poderiam levar aos "oito, nove, dez mil casos diários no final do mês". É certo que a progressão mate-mática dos contágios não tem batido certo, assinalou, mas advertindo que números daquela grandeza deixariam o Sistema de Saúde numa situação muito séria.
A entrevista decorreu no final de um dia totalmente dominado pela resposta a dar à actual situação da Covid-19. Logo pela manhã, o primeiro-ministro foi a Belém pedir ao Presidente da República que decrete um novo Estado de Emer-gência, um pedido que Antó-nio Costa fundamentou com a necessidade de dar
sus-tentação jurídica a medidas como a limitação à liberdade de circulação, a imposição do controlo de medição de temperatura em locais públi-cos e nos locais de trabalho, a eventual requisição de pri-vados e sector social para a prestação de cuidados de saúde. Costa admitiu tam-bém que os funcionários públicos, de outras áreas que não as da saúde, poderão ser chamados, por exemplo, a fazer o rastreio das novas infecções por Covid-19, caso das Forças Armadas.
O p r i m e i ro - m i n i s t ro apontou para um Estado de Emergência "prolongado", mas, tal como aconteceu em Março, essa declaração terá de ser renovada de 15 em 15 dias. Na manhã de ontem, o líder do PSD, Rui Rio,
defen-dia que o Estado de Emer-gência poderia ser declarado por um prazo superior a duas semanas, para evitar que os deputados tenham de se pro-nunciar a cada quinzena. Mas a ideia defendida pelo l í d e r s o c i a l - d e m o c rata esbarra na Constituição, que estipula, no artigo 19.º, que a "declaração do Estado de Sítio ou do Estado de Emer-gência é adequadamente fundamentada e contém a especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso, não podendo o estado declarado ter duração superior a quinze dias, ou à duração fixada por lei quando em consequência de declaração de guerra, sem prejuízo de eventuais reno-vações, com salvaguarda dos mesmos limites".
Ao DN, o constituciona-lista Jorge Miranda confirma isso mesmo: "O Estado de Emergência é declarado por 15 dias. Pode ser prolon-gado, mas tem de haver nova declaração. Não há Estado de Emergência sem limite de tempo."
Rui Rio já disse que dará o aval à nova declaração do Estado de Emergência, em nome do "interesse nacio-nal", e também o CDS ad-mitiu ontem, à saída do Pa-lácio de Belém, que votará favoravelmente, apesar das muitas críticas ao Governo. O que significa que, com os votos do PS, a declaração s erá aprovada p or larga maioria.
À esquerda, a posição é de grande reserva. O PCP já avisou que é contra.
O príncipe William esteve infec-tado com a Covid-19, em Abril, na mesma altura que o pai dele, avança a BBC, que cita fontes próximas da família real.
De acordo com o Sun, o pri-meiro jornal a dar conta da in-fecção, o duque de Cambridge manteve o seu diagnóstico em sigilo, para evitar alarmar o Reino Unido. O Palácio de Ken-sington, onde o príncipe reside e trabalha, recusou-se a fazer comentários oficiais.
William, segundo na linha de sucessão ao trono, não con-tou a ninguém sobre o resultado positivo do teste, porque "havia coisas importantes a acontecer e não queria preocupar nin-guém", diz o diário britânico. O Duque de Cambridge, neto da rainha Isabel II, foi tratado pelos médicos do palácio e seguiu as directrizes do Governo, isolando-se na casa da família, Anmer Hall, em Norfolk.
A BBC diz que, além de evi-tar o alarme nacional, a família real também tentou preservar alguma privacidade.
Em Abril, o príncipe William assumiu 14 compromissos por
telefone e videochamada, incluindo videochamadas para funcionários de uma escola primária, em Burnley.
Os jornais britânicos não mencionam qualquer infecção nos restantes membros da família, a mulher Kate ou os filhos George, Charlotte e Louis. Já o pai de William, o príncipe Charles, testou positivo em Março e passou sete dias isolado na Escócia, após apresentar sintomas leves, enquanto a mulher testou negativo.
O príncipe de Gales, de 71 anos, disse mais tarde que "se saiu muito bem" na luta contra o novo coronavírus, mas assumiu, no seu primeiro compromisso público, que não tinha recuperado total-mente o paladar e o olfacto. A notícia do diagnóstico do príncipe William chega dias antes de Inglaterra entrar num segundo confinamento nacio-nal durante quatro semanas, a começar na quinta-feira.
O Reino Unido soma mais de um milhão de casos e quase 47 mil mortes, desde o início da pandemia.
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DESTAQUE
Quarta-feira4 de Novembro de 2020
MENOS RESTRITIVO E MAIS PROLONGADO
Portugal entra
para uma versão
“suave” do Estado
de Emergência
A pandemiada Covid-19 matou pelo menos 1.206.525 no mundo desde que a OMS relatou o início da doença, no final de Dezembro, segundo dados obtidos ontem pela agência de notícias AFP junto de fontes oficiais.
Mais de 46.958.530 casos de infecções foram oficialmente diagnosticados desde o início da epidemia, dos quais pelo menos 31.166.300 pessoas já foram consideradas curadas. O número de casos diag-nosticados reflecte apenas uma fracção do número real de infecções, uma vez que alguns países testam apenas os casos graves, outros prio-rizam o teste para rastrea-mento e muitos países pobres têm capacidade limitada de teste, alerta a AFP.
Na segunda-feira, 6.148 novas mortes e 498.791 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de novas mortes em seus rela-tórios mais recentes são os Estados Unidos, com 559, Índia (490) e Argentina (483). Os Estados Unidos são o país mais afectado em termos de mortes e casos, com 231.566 mortes para 9.293.284 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade
Johns Hopkins. Pelo menos 3.674.981 pessoas foram decla-radas cudecla-radas.
Depois dos Estados Unidos, os países mais afectados são o Brasil com 160.253 mortes e 5.554.206 casos, a Índia com 123.097 mortes (8.267.623 casos), o México com 92.100 mortes (933.155 casos) e o Reino Unido com 46.853 mor-tes (1.053.864 casos).
Entre os países mais atin-gidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 105 mortes por 100.000 habi-tantes, seguido pela Bélgica (102), Espanha (78), Brasil (75). A China (excluindo os ter-ritórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.070 casos (49 novos entre segunda-feira e ontem), incluindo 4.634 mortes e 81.045 pessoas recuperadas. A América Latina e Caribe totalizaram 403.344 mortes em 11.326.222 casos ontem às 11:00, a Europa 283.829 mor-tes (10.975.318 casos), os Esta-dos UniEsta-dos e Canadá 241.768 mortes (9.532.353 casos), a Ásia 172.277 mortes (10.686.922 casos), o Médio Oriente 60.980 mortes (2.602.606 casos), a África 43.386 mortes (1.805.266 casos) e a Oceânia 941 mortes (29.851 casos).
BALANÇO
Mundo regista
1.206.525 mortos
O principal especialista em doenças infecciosas na China considera improvável uma segunda vaga do novo corona-vírus no país, numa altura em que os casos disparam em vários países europeus.
Zhong Nanshan disse, numa conferência que, embora a China continue a lutar contra surtos esporádicos, os controlos exis-tentes significam que é "impro-vável" que haja um ressurgimento generalizado da transmissão, "na casa das dezenas de milhares". "Temos uma experiência ines-timável acumulada. O Governo central adoptou uma estratégia de bloquear a propagação no epicentro, enquanto pratica métodos de prevenção em massa em outros lugares", disse Zhong. "Esta é a chave para a nossa vitória decisiva", explicou.
A China tomou medidas duras para controlar um surto em Kashgar, ao isolar a cidade, que fica em Xinjiang, no extremo Noroeste do país, e testar cerca de 4,75 milhões de pessoas em cerca de três dias.
Xinjiang registou, até à data, um total de 54 casos
confirma-dos. A primeira infecção deste surto, o mais recente no país, foi relatada em 24 de Outubro, mas a origem dos casos per-manece desconhecida.
Na província de Shandong, no Nordeste do país, as autori-dades estão a tentar rastrear um lote de carne de porco congelada, importada do Brasil, após a des-coberta, na quinta-feira passada, de vestígios do novo coronavírus numa embalagem. O rastrea-mento tornou-se outra estra-tégia importante para o controlo
da doença na China. No do-mingo, mais de 8.000 amostras de produtos e embalagens, além de funcionários que podem ter manuseado a mercadoria importada do Brasil, foram tes-tados pelas autoridades, na cidade de Yantai. Os resultados foram todos negativos, segundo as autoridades.
Os clientes de uma churras-caria e os compradores no mer-cado de carnes nas proximidades de Weihai, para onde parte da carne de porco seguiu, foram
solicitados a realizar o teste de ácido nucleico, no sábado.
Embora cientistas estran-geiros tenham expressado dúvi-das de que alimentos congelados possam causar infecções, pes-quisadores do Centro de Pre-venção e Controlo de Doenças de Pequim e da Academia Chi-nesa de Ciências Médicas publi-caram descobertas, no mês passado, que ligam o salmão importado a um surto em Pequim, em Junho passado, que envolveu 335 casos.
Zhong disse que a China vai continuar a viver com estes surtos "esporádicos" e que não deve relaxar as medidas de prevenção da epidemia.
"O ambiente actual na China é seguro agora, mas isso foi con-quistado com dificuldade", disse. A China não está sozinha no Pacífico, no sucesso na con-tenção do vírus. Também a Coreia do Sul, Nova Zelândia ou Taiwan registaram estraté-gias bem-sucedidas. Taiwan cruzou, na semana passada, um marco de 200 dias sem novos casos de Covid-19, excluindo importados.
DIZ ESPECIALISTA DO GOVERNO
DR
Segunda vaga
na China é
improvável
O Governo propôs, o
Presidente aceita, o maior
partido da oposição aprova:
o novo Estado de emergência
está a caminho em Portugal
Príncipe
William
escondeu
a doença
Armando Estrela
Em que pé estão as relações bilaterais entre Angola e a Índia?
Apraz-me informar que Angola e Índia completam este ano 35 anos de estabe-lecimento de relações diplo-máticas. No entanto, é per-tinente referir que a Índia e Angola partilham relações amistosas que remontam aos tempos da pré-independên-cia de Angola, quando a Índia apoiou a luta pela liberdade. A Índia estabeleceu relações diplomáticas com Angola em 1985 e, desde então, mantém relações extrema-mente cordiais com o país. É com satisfação que cons-tatamos que no seu discurso de abertura, em 2017, o Pre-sidente João Lourenço men-cionou a Índia entre os países com os quais Angola procu-raria aprofundar os seus laços de amizade.
Onde isso mais se reflecte?
Tivemos poucas visitas de personalidades importantes
(VIP) entre os dois países, durante esses 35 anos. O nosso Primeiro-Ministro, Narendra Modi, e o Presidente angolano, João Lourenço, reuniram-se paralelamente na Cimeira dos BRICs, em Joanesburgo, em 2018, e dis-cutiram as formas de aumen-tar o comércio e o investimento entre os dois países. Fico feliz em informar que, actual-mente, as relações de ami-zade estão numa trajectória avançada.
.
Como perceber isso?
Ambos os países tiveram a primeira Reunião da Comis-são Conjunta co-presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Índia, Dr. S Jaishankar, e pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, sua excelência Téte António, no dia 7 de Setem-bro deste ano. Durante a reunião, ambos os ministros concordaram em continuar a intensificação das relações bilaterais, económicas, atra-vés de parcerias no comércio e investimento, na agricul-tura e processamento de
alimentos, no comércio de diamantes, na saúde e pro-dutos farmacêuticos, Tec-nologias de Informação (TI) e Telecomunicações, petró-leo e gás natural, etc.
Q u e re s u l ta d o s j á fo ra m alcançados?
Três Memorandos de Enten-dimento foram assinados durante a reunião, em maté-ria de saúde, treinamento entre institutos de serviço
estrangeiro e facilitação na isenção de vistos para titu-lares de passaportes diplo-máticos e oficiais. Ambos os países planeavam visitas extremamente importantes nos dois sentidos, no início
RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ESTABELECIDAS HÁ 35 ANOS
ALBERTO PEDRO| EDIÇÕES NOVEMBRO
deste ano, o que não pôde ser concretizado devido à Covid-19. Esperamos torná-las realidade, assim que a situação relacionada à Covid melhorar. Também, augu-ra m o s q u e A n g o l a s e j a representada ao seu mais alto nível, na Quarta Cimeira Índia-África, que estava ori-ginalmente planeada para 2020, mas agora remarcada por razões óbvias.
Como avalia o estado actual das relações comerciais entre os dois países?
A balança comercial entre Angola e a Índia é favorável a Angola. O nosso comércio bilateral apresentou um aumento perceptível nos últimos três anos, em relação aos anos anteriores, e atingiu cerca de 4,0 mil milhões de dólares a 4,5 mil milhões (4,5 mil milhões de dólares em 2017-18, 4,4 mil milhões em 2018-19 e 4,0 mil mi-lhões em 2019-20). As im-portações da Índia são de 3,7 mil milhões de dólares e as exportações de 0,3 mil milhões em 2019-20. Angola é o segundo maior fornece-dor africano de petróleo para a Índia e a Índia é o terceiro maior parceiro comercial de Angola, compartilhando cerca de 10 por cento do comércio externo de Angola, principalmente por conta da compra de petróleo bruto a granel.
A expansão da Covid-19 não afecta essas trocas comerciais?
A Covid-19 impactou as nossas economias, mas precisamos converter essa adversidade em uma oportunidade, diver-sificando o nosso comércio bilateral para mais áreas, além das nossas parcerias comer-ciais em curso nos sectores petrolífero e energético. Vou trabalhar arduamente com o Governo angolano, no sentido de aumentar o nosso comércio bilateral e investimento.
Mencionou que as relações comerciais entre os dois países estão também focadas na área da energia. Quais são as outras áreas de interesse da Índia?
Presentemente, as relações comerciais entre a Índia e Angola concentram-se na área de energia. Gostaria de sublinhar que as economias dos nossos dois países se complementam. Angola é rica em hidrocarbonetos e recursos minerais, enquanto a Índia é rica em capital hu-mano e financeiro e possui conhecimento técnico de baixo custo. A Índia pode se tornar num importante par-ceiro comercial nas áreas
Três Memorandos de Entendimento foram assinados durante a reunião, em matéria de saúde, treinamento entre institutos de serviço estrangeiro e facilitação na isenção de vistos para titulares de passaportes diplomáticos e oficiais
ALBERTO PEDRO| EDIÇÕES NOVEMBRO