Instituto Superior Técnico
Políticas do Ambiente
Mestrado Integrado em Eng.ª do Ambiente
Convenções sobre a Água
Prof. Francisco Nunes Correia
Prof. António Nuno Fernandes Gonçalves Henriques
Grupo:
Catarina Simões. nº 71187 Nilton Gomes. nº57540
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Índice
1. Direito Internacional das Águas ... 5
1.1.Origens do direito da água ... 5
1.2. Lei da água em Portugal ... 6
2.Convenções Internacionais da Água ... 7
2.1.Convenção das Nações Unidas ... 7
2.1.1. Convenção sobre a Protecção e Utilização dos cursos de Água transfronteiriços e Lagos Internacionais ... 7
2.1.2. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito da não - navegação ... 9
a ) Conceitos ... 10 b) Artigos ... 10 c ) Principal Controvérsia ... 11 d) Ponto da Situação ... 12 2.2. Convenção de Helsínquia ... 13 2.3. A Convenção de Aarhus ... 13 2.4. Convenção Espoo de 1991 ... 13
3. Convenções regionais e tratados ... 14
3.1. Convenção sobre a protecção do Rio Danúbio ... 14
3.2. Convenção do Reno ... 15
3.3. Convenção de Barcelona ... 16
3.4. Convenção Luso - Espanha ... 16
3.4.1. Motivos ... 17
3.4.2. Recursos Hídricos de Portugal e Espanha ... 18
3.4.3. Acordos sobre os rios Luso-Espanhóis ... 19
4. Directiva Quadro da Água ... 20
5. Organização do Sector da Água em Portugal ... 21
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5.2. Entidades gestoras ... 22
Legislações relacionadas com a água e Convenções ... 23
Conclusão ... 24
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Introdução
Nos dias de hoje os Estados estão conscientes da necessidade de cooperação de modo a garantir que as águas transfronteiriças sejam utilizadas de forma equilibrada. O uso e a partilha dos cursos de água com determinados fins, promove a existência de convenções. Convenções essas, que asseguram direitos e deveres a todos os utilizadores de diferentes países. As convenções visam assegurar a conservação, melhoria racional das águas superficiais e subterrâneas de forma sustentável. Promovendo também medidas preventivas de modo a controlar potenciais riscos.
As leis sobre a água impostas ao longo dos anos tentam alcançar uma boa gestão integrada dos recursos hídricos portugueses. Estimulando a protecção e melhoria das águas e dos meios hídricos.
Começaram por existir tratados entre países muito cedo, o primeiro tratado de Portugal foi com a Espanha, em 29 de Setembro de 1864 em que O Rei de Portugal e dos Algarves e A Rainha de Espanha, celebraram o tratado entre ambas as nações, a fim de que os povos de um e outro pais desfrutem o beneficio que o tratado assegura. Inicialmente os tratados tinham apenas a função e obrigação de os utilizadores a montante não causarem danos a terceiros. Agora existem interesses na partilha de recursos e também se introduziu um maior controlo da poluição no uso da água e protecção do meio ambiente.
5 1. Direito Internacional das Águas
1.1.Origens do direito da água
A utilização e partilha dos cursos de água com fins diversos dos de navegação (principalmente os cursos de água internacionais como rios transfronteiriços, lagos internacionais), leva com que haja convenções e criação de direitos e deveres para que tanto o utilizador a montante com a de jusante possa usufruir de melhor forma os cursos de água.
O primeiro tratado feito por Portugal foi com a Espanha, em 29 de Setembro de 1864 em que O Rei de Portugal e dos Algarves e A Rainha de Espanha, celebraram o tratado entre ambas as nações, a fim de que os povos de um e outro pais desfrutem o beneficio que o tratado assegura.
No inicio, os tratados internacionais tinham direitos costumeiros. Dava-se prioridade em função da antiguidade e aos utilizadores de montante, tinham a obrigação de não causar danos a terceiros. Com o passar do tempo e a evolução as relações da vizinhança tradicionais passaram a ter uma relação de grupos e interesses e na partilha de recursos introduziram o controlo da poluição no uso da água e protecção do ambiente. Também passou a haver relações entre Regiões e estados.
A convenção da Espoo de 1991 introduziu o direito de avaliação do impacto ambiental transfronteiriço, a notificação e consulta das partes afectadas, participação do público, análise a posteriori e monitorização, implementação de programas de gestão ambiental integrados, programas de investigação e mecanismos para a resolução de conflitos.
A convenção de Helsínquia de 1992 introduziu a avaliação de impacto ambiental transfronteiriço, implementação de sistemas de aviso e alerta em situações críticas, ajuda mútua em situações críticas e o mecanismo para a resolução de diferendos.
Em 1997 no resultado da aplicação das regras do direito costumeiro, surgiu a Convenção das Nações Unidas. Esta convenção fornece uma alternativa às teorias clássicas: soberania territorial absoluta (teoria de Harmon); Integridade absoluta do curso de água; Princípios de uso equitativo e de não causar danos.
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1.2. Lei da água em Portugal
Lei da Água (Lei n.º 58/2005 de 29 de Dezembro)
O principal aspecto da Lei da Água é conseguir alcançar boa qualidade ecológica das águas em todo o território nacional, sendo este o objectivo imposto pela Directiva-Quadro da Água (Directiva n.º 200/60/CE, do Parlamento e do Conselho Europeus). Orienta-se para a gestão integrada dos recursos hídricos portugueses, através da utilização criteriosa e da protecção e melhoria do actual estado das águas e dos meios hídricos.
O âmbito de aplicação é a totalidade dos recursos hídricos, qualquer que seja a sua natureza e titularidade, abrangendo, além das águas superficiais e subterrâneas, os respectivos leitos e margens, assim como as zonas adjacentes, de infiltração máxima e protegidas.
São explicitamente observados princípios relevantes, como os da precaução e da prevenção, da correcção na fonte, da gestão integrada das águas e dos ecossistemas aquáticos e terrestres associados, ao uso equitativo e razoável das bacias hidrográficas compartilhadas e da cooperação.
A unidade básica é a região hidrográfica que, segundo a definição da Directiva, engloba uma ou mais bacias hidrográficas vizinhas e as águas subterrâneas e costeiras que lhes estão associadas.
É também imposta a reforma integral do regime económico-financeiro aplicável, de forma progressiva, às diferentes utilizações, internalizando os custos decorrentes das actividades ambientais e a recuperação dos custos das prestações públicas, incluindo os da escassez.
Presta-se ainda especial atenção ao planeamento e ordenamento da rede hidrográfica fluvial, das albufeiras de águas públicas, dos estuários e da zona costeira, aos objectivos ambientais para protecção das águas e à sua monitorização (quantitativa, ecológica e química), às infra-estruturas hidráulicas, à informação e participação do público e, finalmente, ao regime de contra-ordenações.
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2.Convenções Internacionais da Água
Os Estados estão conscientes da necessidade de cooperação para que possam garantir que as águas transfronteiriças sejam utilizadas de forma razoável e equitativa. Sabendo que compartilham os mesmos recursos de água e dependem uns dos outros, para aplicar soluções eficazes. Por isso, estabelecem um conjunto de leis, regras e tratados que são aprovados, com consenso de todos num determinado sítio. Chama-se a isso uma convenção sobre água.
A Convenção exige que as partes (administrativos e órgãos governamentais, em todos os níveis) forneçam informações ambientais ao público para facilitar a participação pública na tomada de decisões sobre projectos específicos ou actividades, programas, planos, políticas, regras e regulamentos.
2.1.Convenção das Nações Unidas
o Convenção sobre a Protecção e Utilização dos Cursos de Água Transfronteiriços e Lagos Internacionais (1997):
A Convenção do Protocolo sobre Água e Saúde ;
A convenção do Protocolo sobre Responsabilidade Civil por danos transfronteiriços causados por actividades perigosas; A Convenção de Imprensa , dando detalhes de como os países
votaram;
o Convenção sobre o Direito dos Usos Não-Navegação dos Cursos de Água Internacionais
2.1.1. Convenção sobre a Protecção e Utilização dos cursos de Água transfronteiriços e Lagos Internacionais
A cooperação entre os Estados-membros para que possam garantir que as águas transfronteiriças sejam utilizadas de forma razoável e equitativa em que partilham os mesmos recursos de água e dependem umas das outras para aplicar soluções eficazes. Esta abordagem positiva para o problema foi provocado, em grande medida, pela Convenção UNECE sobre a Protecção e Utilização dos Cursos de Água Transfronteiriços e Lagos Internacionais, que 36 países UNECE e da Comunidade Europeia já ratificaram. A convenção entrou em vigor em 1996.
8 Os principais objectivos da convenção são:
Reforçar as medidas locais, nacionais e regionais para proteger e garantir o uso ecologicamente sustentável das águas transfronteiriças superficiais e subterrâneas;
Prevenir, controlar ou reduzir os impactos transfronteiriços; Conservação e protecção dos ecossistemas ;
Para prevenir, controlar e reduzir as emissões de resíduos perigosos, de acidificação e eutrofização das substâncias no meio aquático
Para promover a informação pública e participação do público em causa na tomada de decisões e processos.
A Convenção sobre a Protecção e Utilização dos Cursos de Água Transfronteiriços e Lagos Internacionais (Convenção da Água) destina-se a reforçar as medidas nacionais de protecção ecológica e uma boa gestão das águas transfronteiriças superficiais e subterrâneas. Obrigando as partes a prevenir, controlar e reduzir a poluição da água. A Convenção inclui disposições para pesquisa, monitoramento e desenvolvimento, consultas, alerta e alarme, a ajuda mútua, os arranjos institucionais, como o intercâmbio e a protecção de informações, bem como o acesso de informação ao público.
Nos termos da Convenção, o Protocolo sobre Água e Saúde, adoptada em Londres em 17 de Junho de 1999, e o Protocolo sobre Responsabilidade Civil foi adoptado em Kiev, em 21 de Maio de 2003.
Vários acordos bilaterais ou multilaterais entre os países europeus baseiam-se nos princípios e disposições da presente Convenção. Um exemplo foi a Convenção sobre a Protecção do Rio Danúbio, em 1994, que desenvolveu as disposições da Convenção num determinado contexto sub-regional.
A Convenção entrou em vigor em 06 de Outubro de 1996 e tem 36 partes. Em 28 de Novembro de 2003, as Partes na Convenção de Água aprovou alterações aos artigos 25 e 26. As emendas foram ratificadas por 10 Partes e entrará em vigor com 23 ratificações.
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2.1.2. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito da não - navegação
Ao nível das Nações Unidas, a Assembleia Geral, através da resolução 2669 de 8 de Dezembro de 1970, recomendou à Comissão que estudasse a elaboração de uma lei sobre usos, excluindo os de navegação, em cursos de água internacionais. No ano seguinte, a Comissão incluiu este tema no seu programa de trabalhos, tendo inventariado, compilado e analisado documentação relevante em vigor nos vários Estados.
Em 1994, a Comissão adoptou um texto com 33 artigos da lei sobre usos não navegacionais em cursos de água internacionais, remetendo a prossecução do processo para a Assembleia Geral, e recomendando que uma eventual Convenção sobre o assunto, fosse elaborada ao nível dessa Assembleia ou numa conferência internacional de plenipotenciários. Nesse mesmo ano, a Assembleia Geral convidou os Estados a emitirem pareceres e observações escritas ao teor da versão da Comissão, e em 1996 foi constituído um grupo de trabalho, aberto a todos os Estados-membros das Nações Unidas e membros de agências especializadas para procederem à elaboração de uma Convenção-quadro da lei sobre os usos não navegacionais em cursos de água internacionais (Resolução 49/52 de 9 de Dezembro de 1994).
Na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito da não - navegação Os Usos de Rios Internacionais é um documento que foi aprovado pela Organização das Nações Unidas em 21 de Maio de 1997. A Convenção aplica-se aos usos dos cursos de água internacionais e das suas águas para outros fins que não a navegação e as medidas de protecção, preservação e gestão referentes ao uso dos cursos da água. Ainda não entrou em vigor, porque aguarda ratificações de 35 Estados. Resultou da aplicação das regras do direito costumeiro.
Só os Estados ribeirinhos têm direito à água e fornecem uma alternativa às teorias clássicas como a soberania territorial absoluta (teoria de Harmon), integridade absoluta do curso de água e princípios de uso equitativo e de não causar danos.
Foi elaborado 37 artigos devidos em 7 partes: Parte II – Princípios Gerais.
Parte III – Medidas e novas actividades. Parte IV – Protecção, Preservação e Gestão.
Parte V – Condições susceptíveis de causar danos e situações de emergência.
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a ) Conceitos
“Curso de água”: sistema de águas superficiais e subterrâneas que constituem, em razão da sua relação física, um conjunto unitário, e que normalmente fluem para términos comum.
“Curso de água internacional”: curso de água com parcelas situadas em Estados diferentes.
“Estados ribeirinhos”: Estados que partilham as diferentes parcelas de um curso de água internacional.
b) Artigos
Artigo 5º - direito de cada Estado ribeirinho ao uso equitativo e razoável dos recursos hídricos de um curso de água internacional, compatível com a protecção adequada do curso de água e o dever de participar com os restantes Estados ribeirinhos da protecção e no desenvolvimento desse curso de água.
Artigo 6º - factores e circunstâncias que permitem determinar se um uso é equitativo e razoável:
Características naturais da bacia hidrográfica;
Necessidades de água, passadas, presentes e previsíveis; Meios alternativos para satisfazer as necessidades de água; Sustentabilidade dos usos;
Evitar danos desnecessários;
Possibilidade de compensação dos danos.
Artigo 7º - obrigação dos estados ribeirinhos tomarem as medidas para prevenir, minimizar ou eliminar os danos significativos que possam afectar os demais Estados ribeirinhos.
Artigo 8º - dever dos estados ribeirinhos cooperarem na protecção e no desenvolvimento dos cursos de água.
Artigo 9º - troca de informações.
Artigo 10º - não há usos prioritários; devem ser tidos em conta as “necessidades humanas vitais”.
Artigo 20º - dever de protecção e preservação dos ecossistemas aquáticos.
Artigo 21º - dever de prevenir, reduzir e controlar a poluição dos cursos de água internacionais.
Artigo 23º - medidas necessárias para proteger e preservar o meio marinho, incluindo os estuários.
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Artigo 24º - consultas relativas ao parlamento do desenvolvimento sustentável e à promoção de medidas de protecção e controlo do curso de água.
Artigo 25º - dever de participação na regularização dos cursos de água internacionais, incluindo a comparticipação de despesas de construção e manutenção de infra-estruturas.
Artigo 26º - dever de manutenção e protecção das instalações.
Artigo 27º - dever de prevenir ou minimizar as condições susceptíveis de causar dano.
Artigo 28º - dever de notificação imediata de situações de emergência. Artigo 33º - resolução de diferendos - aplica-se a resolução de diferendos quando não há acordos bilaterais específicos e serve como base para a elaboração de novos acordos e interpretação de acordos existentes.
c ) Principal Controvérsia
A principal questão levantada por esta Convenção, reside nos moldes de conjugação da aplicação dos dois princípios chave que introduz nos artigos 5 (Uso equitativo e razoável dos usos e participação), e 7 (Obrigação de não causar danos significativos) que encerram alguma ambiguidade e subjectividade.
De facto, o artigo 7 (Obrigação de não causar dano significativo), requer aos Estados que partilham um curso de água, a tomada de medidas adequadas no sentido da prevenção de provocarem danos significativos nos cursos de água dos Estados vizinhos e a obrigação de os compensar por quaisquer danos que lhe sejam imputáveis e que não estejam contemplados num acordo.
De acordo com o seguinte exemplo dado por Stephen McCaffreye, um Estado pode fazer um uso legítimo de um curso de água no seu território e mesmo assim, provocar impactos negativos noutros.
-“O Estado A, a montante, por ser um território de extensas áreas montanhosas, ainda não desenvolveu infra-estruturas hidráulicas. A topografia dos Estados B e C a jusante, é plana e ambos têm ao longo de vários séculos, utilizado intensivamente as águas para irrigação. No entanto, a situação evoluiu e o Estado A pretende construir barragens para aproveitamento hidroeléctrico e para irrigação. Os Estados B e C, recorrendo ao previsto no artigo 7, podem pedir indemnizações visto irem ser prejudicados significativamente.”.
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d) Ponto da Situação
Até fim de Agosto de 2010, 16 Estados assinaram a Convenção e 19 ratificaram-na (sendo, de acordo com o artigo 36 (1) da Convenção, necessários 35 instrumentos de ratificação, aceitação, adesão ou aprovação para que a Convenção entre em vigor):
Participante Assinatura Ratificação/aceitação/adesão/ aprovação África do Sul 13.08.1997 26.10.1998 Alemanha 13.08.1998 15.01.2007 Costa do Marfim 25.09.1998 Espanha 24.09.2009 Finlândia 31.10.1997 23.01.1998 Guiné-Bissau 19.05.2010 Hungria 20.06.1999 26.01.2000 Iraque 09.06.2001 Líbia 14.06.2005 Jordânia 17.04.1998 22.06.1999 Líbano 25.05.1999 Luxemburgo 14.10.1997 Namíbia 19.05.2000 29.08.2001 Noruega 30.09.1998 30.09.1998 Uzbequistão 04.09.2007 Paraguai 25.08.1998 Países Baixos 09.03.2000 09.01.2001 Portugal 11.11.1997 22.06.2005 Qatar 28.02.2002 Síria 11.08.1997 02.04.1998 Suécia 15.06.2000 Tunísia 19.05.2000 22.04.2009 Venezuela 22.09.1997 Iémen 17.05.2000
Fig. 1- Tabela dos Estados membros da convenção das Nações Unida.
De acordo com informações da WWF7 de Junho de 2010, a França iniciou o processo de adesão e a República Checa, Eslovénia e Reino Unido estão a ponderar a sua ratificação.
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2.2. Convenção de Helsínquia
A Convenção de Helsínquia de 1992 entrou em vigor a 6 de Outubro de 1996.
Os seus principais objectivos são:
Reforçar as acções nacionais e internacionais visando a protecção e sustentável uso da superfície das águas subterrâneas transfronteiriças e o meio marinho afins;
Prevenir, controlar e reduzir a liberação de substâncias perigosas no meio aquático e no meio ambiente;
Promover a informação e a participação do público na tomada de decisões relacionados processos, projectos, programas e políticas;
Avaliação do impacto ambiental transfronteiriço;
Implementação de sistemas de aviso e alerta em situações criticas; Mecanismo para a resolução de diferendos.
A convenção está aberta aos países membros da CEE / ONU e outros países europeus tem um estatuto consultivo junto da UNECE.
2.3. A Convenção de Aarhus
A Convenção trata o Acesso à Informação, Participação do Público no Processo Decisório e Acesso à Justiça em Matéria de Ambiente, foi assinada em Aarhus, na Dinamarca, em 25 de Junho de 1998, é outra Convenção UNECE-chave. Como esta há mais de 16 partes, que entraram em vigor em 01 de Outubro de 2001.
O principal objectivo da Convenção de Aarhus é "contribuir com a protecção do direito de todas as pessoas, de gerações presentes e futuras, para que possam viver num ambiente adequado à sua saúde e bem-estar”
2.4. Convenção Espoo de 1991
Os governos percebem que para evitar as ameaças ambientais devem informar e consultarem-se mutuamente sobre os projectos em estudos que podem ter um impacto ambiental adverso. A Convenção de Espoo é um passo fundamental para reunir todas as partes interessadas para evitar danos ambientais antes que elas ocorram. A Convenção entrou em vigor em 1997.
A convenção estabelece obrigações aos estados para avaliarem o impacto ambiental de determinadas actividades em estado inicial. Também estabelece a obrigação dos Estados a notificar e consultarem-se mutuamente sobre os principais projectos em consideração que são susceptíveis de ter um impacto ambiental negativo para além fronteiras. Permite fazer uma análise a posteriori e monitorização, implementação de programas de gestão ambiental integrados. Procurando também encontrar mecanismos para resolução de conflitos entre estados.
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3.
Convenções regionais e tratados
Tratam uma cooperação feita entre dois ou mais Estados que partilhem o mesmo percurso de água transfronteiriço, de forma a garantir que as águas sejam utilizadas de forma razoável e equitativas.
3.1. Convenção sobre a protecção do Rio Danúbio
A origem da ICPDR remonta a 1985, quando a Declaração de Bucareste para a Protecção do rio Danúbio foi aceite. Foi seguida por uma série de declarações e eventos, incluindo a adopção da Convenção de Helsínquia de 1992 da UNECE, que levou à assinatura da Convenção sobre a Protecção do Rio Danúbio em 11 países da Europa Oriental, Central e da União Europeia em Julho de 1994. O secretariado ICPDR, provisório foi formado em 1995 e realizou a sua primeira reunião em 28-29 de Outubro de 1998, em Viena.
As partes da Convenção do Danúbio são: Áustria, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, a UE / CE, Bulgária, República Checa, Alemanha, Croácia, Hungria, Moldávia, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Ucrânia.
A base para as actividades da ICPDR deriva da Convenção do Danúbio, cujo principal objectivo é a protecção e o uso sustentável dos rios Danúbio e todas as águas da sua bacia, particularmente no contexto transfronteiriço, que requer uma forte e estreita cooperação entre as partes.
A UE é um parceiro chave que suporta todos os outros signatários, especialmente nos países candidatos, a cumprir as suas obrigações e implementar actividades no âmbito da Convenção.
O principal objectivo sobre a Convenção do Rio Danúbio é garantir que as águas superficiais e subterrâneas na bacia do Danúbio são gerados e utilizados de forma sustentável e equitativa. Trata-se da conservação, melhoria racional das águas superficiais e subterrâneas. Arranjar medidas preventivas para controlar os riscos de acidentes que envolvem inundações, gelo ou substâncias perigosas e medidas para reduzir as cargas de poluição que entram no Mar Negro a partir de fontes na bacia do rio Danúbio.
Os signatários do DRPC concordaram em cooperar em questões fundamentais de gestão de água, tomando "todas as medidas legais, administrativas e técnicas, pelo menos, manter e se possível, melhorar a qualidade da água actual e das condições ambientais do rio Danúbio e das águas na sua área de influência, e para prevenir e reduzir tanto quanto possível os impactos negativos e as mudanças que ocorrem ou que possam ser causados. “.
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3.2. Convenção do Reno
A nova Convenção sobre a Protecção do Reno foi assinada em Berna em 12 de Abril de 1999. Os governos dos cinco países banhados pelo Reno ( Suíça, França, Alemanha, Luxemburgo, os Países Baixos), e o representante da Comunidade Europeia confirmaram formalmente a sua determinação em reforçar a sua cooperação com vista a uma continuada protecção do carácter valioso do Reno, as planícies de inundação. Esta Convenção substitui a Convenção de Berna, assinada em 1963.
Os objectivos da nova Convenção são as seguintes:
Desenvolvimento sustentável do Reno e do ecossistema através de:
o Manutenção e melhoria da qualidade das águas do Reno, e da sua função natural;
o Proteger a diversidade das espécies;
o Redução da contaminação;
o Conservação e melhoria dos habitats naturais da fauna e da flora selvagens;
Assegurar uma gestão ambientalmente saudável dos recursos hídricos; Produção de água potável;
Melhoria da qualidade de sedimentos; Protecção contra as inundações;
Coordenação com as medidas de protecção do Mar do Norte. Os Estados ribeirinhos comprometeram-se a :
o Cooperar na tomada de acções para proteger o Reno;
o Implementar programas e estudos sobre o rio;
o Identificar as causas e os responsáveis pela poluição;
o Assegurar que as medidas técnicas que podem ter um sério efeito sobre o ecossistema, bem como as descargas de águas residuais e de substâncias perigosas, estão sujeitas a autorização prévia;
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3.3. Convenção de Barcelona
Convenção para a protecção do meio marinho e da região costeira da convenção Mediterrâneo. A Convenção de Barcelona de 1976, para a Protecção contra a Poluição no Mar Mediterrâneo é uma convenção regional para prevenir e eliminar a poluição proveniente de navios, aeronaves e fontes terrestres no mar Mediterrâneo. Os signatários concordaram em cooperar e ajudar a lidar com emergências de poluição, monitoramento e pesquisa científica. A convenção foi alterada em 1995.
O objectivo principal da proteger e melhorar o ambiente marinho convenção é "reduzir a poluição no Mar Mediterrâneo e na área, contribuindo assim para o seu desenvolvimento sustentável ".
3.4. Convenção Luso - Espanha
Historicamente, os governos de Espanha e Portugal assinaram acordos bilaterais, em benefício mútuo, sobre o uso e aproveitamento dos rios transfronteiriços. O estabelecimento dos ditos acordos, mediante Tratados e/ou Convénios, foi uma consequência lógica da contínua transformação política, social e económica de ambas as Nações, e contribuíram em grande medida para o desenvolvimento e bem-estar das populações que beneficiam dos seus recursos hídricos.
O último convénio aprovado por ambas as nações em matéria dos recursos hídricos partilhados é o Convénio sobre a Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, habitualmente denominado Convénio de Albufeira, assinado em 1998 na cidade portuguesa de Albufeira e em vigor desde o dia 17 de Janeiro de 2000, data da última notificação trocada entre as Partes comunicando o cumprimento dos respectivos procedimentos internos, segundo se estabelece no seu artigo 35º.
Se bem que todos os Convénios anteriores ao de Albufeira foram estabelecidos com o fim de harmonizar o aproveitamento dos recursos em benefício de ambas as nações, na década de noventa produziu-se um conjunto de circunstâncias que levou a considerar que o seu alcance era insuficiente, pelo que se iniciaram as negociações para formular um novo Convénio em que se contemplariam os mecanismos que acolheram, além dos princípios básicos para acordos futuros, as novas exigências que iriam derivar da Directiva Quadro da Agua (DQA), e a situação actual das bacias partilhadas em aspectos tão relevantes como a qualidade das águas e a disponibilidade dos recursos como resposta aos períodos de seca.
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Neste sentido, o Convénio de Albufeira faz uma alusão ampla à figura de Bacia Hidrográfica, como unidade de referência para estudo, planeamento e gestão do meio hídrico, abrangendo tanto as águas superficiais e subterrâneas como os ecossistemas relacionados com o meio hídrico. Desenvolve mecanismos que permitem uma gestão mais aberta e participativa dos utilizadores tradicionais e novos actores, dando suporte a um desenvolvimento sustentável do meio natural. O Convénio de Albufeira permite a aplicação das normativas comunitárias, segundo cumprimento da DQA, assim como a aplicação e desenvolvimento das políticas de águas próprias de cada uma das partes.
3.4.1. Motivos
• O aumento dos consumos de água em Espanha causou um decréscimo significativo dos caudais (em alguns casos 50% de decréscimo nos últimos 50 anos).
• O aumento da regulação do regime hidrológico provocou a artificialização do regime de caudais com maior variação e, em geral, menores caudais na estação seca.
• O aumento das descargas de águas residuais e a redução dos caudais de estiagem provocou o aumento da poluição – orgânica, nitratos, químicos.
• O aumento do regadio provocou um acentuado acréscimo de salinidade dos caudais.
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3.4.2. Recursos Hídricos de Portugal e Espanha
Bacia Hidrográfica do Minho; Bacia Hidrográfica do Lima; Bacia Hidrográfica do Tejo; Bacia Hidrográfica do Douro; Bacia hidrográfica do Guadiana;
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3.4.3. Acordos sobre os rios Luso-Espanhóis
• 1864 Tratado de Limites;
• 1866 Regras de uso dos troços Fronteiriços dos Rios Internacionais; • 1926 Convenção de Limites;
• 1968 Convenção para o uso dos Troços Internacionais dos Rios Minho, Lima, Tejo, Guadiana e Chanca e dos seus afluentes;
• 1927 Convenção para Regular o uso do troço Internacional do Douro;
• 1964 Convenção para o uso do troço Internacional do Rio Douro e dos seus afluentes;
O Convénio de Albufeira tem como antecedentes mais próximos os Convénios assinados em 1964 e 1968, os quais tratam essencialmente de regular o aproveitamento hidroeléctrico dos rios partilhados, estabelecendo o princípio de atribuir 50% do potencial a cada país. O Convénio de 1968 incorpora alguns acordos sobre outros temas distintos dos hidroeléctricos. Tais como a necessidade de garantir caudais mínimos de estiagem, de acordo com a legislação nacional correspondente, e o uso da água para outros fins para além dos hidroeléctricos. O Tratado de Lisboa (ou Tratado dos Limites de Lisboa) foi um tratado firmado entre as duas monarquias da Península Ibérica e pelo qual se fixaram definitivamente, em parte, as fronteiras ainda hoje vigentes entre Portugal e Espanha, desde a foz do Rio Minho até à confluência da Ribeira do Caia com o Rio Guadiana. O tratado foi ratificado por Espanha e Portugal no ano seguinte.
Na convenção de 1927, para Regular o uso do troço Internacional do Douro, o Governo da República Portuguesa e o Governo de Sua Majestade Católica acordam nomear uma Comissão Mista, encarregada de elaborar um projecto de Convénio de modo a regular o aproveitamento hidroeléctrico do troço internacional do rio Douro.
20 4. Directiva Quadro da Água
A 23 de Outubro de 2000 a União Europeia (UE) estabeleceu um quadro comunitário, como o principal instrumento de acção no domínio da política da água, para a protecção e a gestão da água, Directiva 2000/60/CE do parlamento Europeu e do Conselho. Entrou em vigor a 22 de Dezembro de 2000 com designação Directiva-Quadro da água (DQA).
O objectivo da presente directiva é estabelecer um enquadramento para a protecção das águas de superfície interiores, das águas de transição, das águas costeiras e das águas subterrâneas que:
• Evite a continuação da degradação e proteja e melhore o estado dos ecossistemas aquáticos, e também dos ecossistemas terrestres e zonas húmidas directamente dependentes dos ecossistemas aquáticos, no que respeita às suas necessidades em água;
• Promova um consumo de água sustentável, baseado numa protecção a longo prazo dos recursos hídricos disponíveis;
• Vise uma protecção reforçada e um melhoramento do ambiente aquático, nomeadamente através de medidas específicas para a redução gradual das descargas, das emissões e perdas de substâncias prioritárias e da cessação ou eliminação por fases de descargas, emissões e perdas dessas substâncias prioritárias;
• Assegure a redução gradual da poluição das águas subterrâneas e evite a agravação da sua poluição;
• Contribua para mitigar os efeitos das inundações e secas, contribuindo, dessa forma, para:
o O fornecimento em quantidade suficiente de água superficial e subterrânea de boa qualidade, conforme necessário para uma utilização sustentável, equilibrada e equitativa da água;
o Reduzir significativamente a poluição das águas subterrâneas;
o A protecção das águas marinhas e territoriais;
o O cumprimento dos objectivos dos acordos internacionais pertinentes, incluindo os que se destinam à prevenção e eliminação da poluição no ambiente marinho através de acções comunitárias nos termos do nº 3 do artigo 16.o, para cessar ou eliminar faseadamente as descargas, emissões e perdas de substâncias perigosas prioritárias, com o objectivo último de reduzir as concentrações no ambiente marinho para valores próximos dos de fundo para as substâncias naturalmente presentes e próximos de zero para as substâncias sintéticas antropogénicas.
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5. Organização do Sector da Água em Portugal
O sector de serviços de águas, compreende as actividades de abastecimento de água às populações, urbanas e rurais, e as actividades associadas, como os serviços, tais como o comércio e a pequena indústria inserida na malha urbana. Compreende também a drenagem e o tratamento de águas residuais urbanas, que incluem as águas residuais de origem doméstica, industrial e pluvial.
Estas duas actividades têm, tradicionalmente, sido tratadas em conjunto, verificando-se, todavia, que a actividade de abastecimento de água apresenta níveis de atendimento muito superiores aos registados na actividade de saneamento de águas residuais.
5.1. Evolução do Sector em Portugal entre 1868 e 2006
• 1868
Criação da CAL – Companhia de Águas de Lisboa, que veio mais tarde a dar origem à EPAL – Empresa Pública das Águas de Lisboa;
• 1993
Criação da figura legal dos Sistemas Multimunicipais (Decreto-Lei no 379/93 de 5 de Novembro);
Constituição da Águas de Portugal; • 1994
Primeiro concurso público de concessões municipais; • 1995
Arranque dos Sistemas Multimunicipais (1a geração) - Primeira concessão Municipal;
• 1997
Criação do IRAR – Instituto Regulador de Águas e Resíduos – www.irar.pt -Decreto-Lei no 230/97, de 30 de Agosto;
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Publicação do PEAASAR I 2000-2006 – Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais.
Início da Regulação pelo IRAR – Instituto Regulador de Águas e Resíduos • 2001
Aquisição da Luságua – Gestão de Águas, SA pela AQUAPOR; • 2006
Publicação do PEAASAR II 2007-2013 O PEAASAR II foi aprovado pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, a 28 de Dezembro de 2006, e publicado em Diário da República através do Despacho n.º 2339/2007 (2.a Série) de 14 de Fevereiro.
5.2. Entidades gestoras
Em Portugal subsistem entidades de natureza e modelo de gestão muito distintos:
– Gestão directa:
• Câmaras Municipais/Serviços Municipalizados;
• Empresas Municipais ou Intermunicipais – desde 1998;
– Concessões Municipais e Intermunicipais – concedente Município (s) – desde 1993 (Processo obrigatoriamente feito por concurso);
– Concessões Multimunicipais – concedente Estado através da AdP - Águas de
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Legislações relacionadas com a água e Convenções
Regulamento interno CADE;
Titularidade dos Recursos Hídricos (Lei 54/2005);
Lei da Água (Lei 58/2005);
Regime Jurídico da avaliação de impacte ambiental dos projectos públicos e
privados (DL 197_2005);
Complemento da Lei da Água (DL 77/2006);
Orgânica das Administrações de Região Hidrografia (ARH) (DL 208_2007)
Regime Jurídico de Utilização dos Recursos Hídricos (DL 226_2007);
Projectos sujeitos a avaliação prévia de impacte ambiental (DL 232_2007);
Regime de constituição e gestão de empreendimentos de fins múltiplos (DL
311_2007);
Regulamento de Segurança de Barragens;
Delimitação georreferenciada das regiões hidrográficas (DL 347_2007);
Regime das associações de utilizadores do domínio público hídrico (DL
348_2007);
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Conclusão
Deste trabalho, após várias pesquisas e uma entrevista feita ao Professor Rodrigo Proença de Oliveira, apreendemos que convenção deve ser vista como um instrumento de apoio à democracia participativa, civil sociedade (ONGs) e dos direitos dos cidadãos, especialmente nos países em transição. Também serve de apoio a pacificação entre Estados em conflitos sobre a matéria de água.
Os tratados só entram em vigor, em cada estado, após a aprovação no parlamento desse estado. A política de cada Estado é um dos principais factores que influência a entrada em vigor dos tratados feitos nas convenções.
Aprendemos mais sobre as convenções e tratados sobre água e questões ambientais, o que é bastante positivo.
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