Ementa e Acórdão
20/02/2018 PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) :MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO
AGTE.(S) :NELSON SPERB NETO
AGTE.(S) :MAURÍCIO FAGUNDES SPERB
ADV.(A/S) :PAULO OLIMPIO GOMES DE SOUZA
AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
EMENTA
DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO SOB A ÉGIDE DO CPC/1973. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO E IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. ROL TAXATIVO. ATUAÇÃO DO MESMO JUIZ EM AÇÕES CIVIL E PENAL. POSSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. AGRAVO MANEJADO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015.
1. O entendimento da Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos preceitos constitucionais invocados no recurso.
2. As razões do agravo interno não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
3. Agravo interno conhecido e não provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em conhecer do agravo e negar-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora e por unanimidade de votos,
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
Ementa e Acórdão
RE 1092393 AGR / RS
em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 19 de fevereiro de 2018, na conformidade da ata do julgamento.
Brasília, 20 de fevereiro de 2018. Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
em sessão virtual da Primeira Turma de 09 a 19 de fevereiro de 2018, na conformidade da ata do julgamento.
Brasília, 20 de fevereiro de 2018. Ministra Rosa Weber
Relatora
Supremo Tribunal Federal
Relatório
20/02/2018 PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) :MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO
AGTE.(S) :NELSON SPERB NETO
AGTE.(S) :MAURÍCIO FAGUNDES SPERB
ADV.(A/S) :PAULO OLIMPIO GOMES DE SOUZA
AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Marco Antônio de Souza Camino, Nelson Sperb Neto e Maurício Fagundes Sperb.
A matéria debatida, em síntese, diz com a natureza taxativa do rol de situações de impedimento previsto no art. 252 do Código de Processo Penal.
Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alegam que “[...] não há como um Juiz Criminal que já se manifestou
favoravelmente sobre a aplicação de pena antecipada aos denunciados em outra esfera (processo cível – ação civil pública), pelos mesmos fatos objeto da presente ação penal e apenas com base em elementos colhidos na fase inquisitorial (sem que os investigados, na oportunidade, ao menos tivessem sido ouvidos), ser responsável pelo processo e julgamento do presente feito criminal. Foi esse mesmo Juízo que, a pedido do órgão do Ministério Público, na fase investigatória, autorizou o compartilhamento com a esfera cível, de elementos colhidos em interceptação telefônica em autos penais [...]” (doc. 08, fl. 06). Requerem a
expedição de habeas corpus de ofício, em razão da evidente nulidade do processo (doc. 08, fl. 10).
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
20/02/2018 PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393 RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) :MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO
AGTE.(S) :NELSON SPERB NETO
AGTE.(S) :MAURÍCIO FAGUNDES SPERB
ADV.(A/S) :PAULO OLIMPIO GOMES DE SOUZA
AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por
mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo interno Marco Antônio de Souza Camino, Nelson Sperb Neto e Maurício Fagundes Sperb.
A matéria debatida, em síntese, diz com a natureza taxativa do rol de situações de impedimento previsto no art. 252 do Código de Processo Penal.
Os agravantes atacam a decisão impugnada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Alegam que “[...] não há como um Juiz Criminal que já se manifestou
favoravelmente sobre a aplicação de pena antecipada aos denunciados em outra esfera (processo cível – ação civil pública), pelos mesmos fatos objeto da presente ação penal e apenas com base em elementos colhidos na fase inquisitorial (sem que os investigados, na oportunidade, ao menos tivessem sido ouvidos), ser responsável pelo processo e julgamento do presente feito criminal. Foi esse mesmo Juízo que, a pedido do órgão do Ministério Público, na fase investigatória, autorizou o compartilhamento com a esfera cível, de elementos colhidos em interceptação telefônica em autos penais [...]” (doc. 08, fl. 06). Requerem a
expedição de habeas corpus de ofício, em razão da evidente nulidade do processo (doc. 08, fl. 10).
Supremo Tribunal Federal
Relatório
RE 1092393 AGR / RS
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU DE SUSPEIÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. A excepta mencionou não possuir qualquer interesse pessoal no julgamento da causa e tampouco relação íntima de amizade que prejudique a apuração dos fatos, não tendo a exceção o condão de desdizer tal fundamentação. Exceção improcedente. (Exceção de Suspeição Nº 70051128445, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, Julgado em 29/11/2012.).” (Doc. 01, fl. 107.)
Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973.
Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo:
“EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU DE SUSPEIÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. A excepta mencionou não possuir qualquer interesse pessoal no julgamento da causa e tampouco relação íntima de amizade que prejudique a apuração dos fatos, não tendo a exceção o condão de desdizer tal fundamentação. Exceção improcedente. (Exceção de Suspeição Nº 70051128445, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, Julgado em 29/11/2012.).” (Doc. 01, fl. 107.)
Recurso extraordinário interposto sob a égide do CPC/1973.
Agravo manejado sob a vigência do Código de Processo Civil de 2015.
É o relatório.
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
20/02/2018 PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, manejam recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, da Lei Maior, Marco Antônio de Souza Camino, Nelson Sperb Neto e Maurício Fagundes Sperb. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, XXXIX, LIV, LV e LVII, da Constituição Federal.
É o relatório. Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
O Tribunal local julgou improcedente a exceção de impedimento ou suspeição oposta pelos recorrentes em acórdão assim ementado:
‘EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU DE SUSPEIÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. A excepta mencionou não possuir qualquer interesse pessoal no julgamento da causa e tampouco relação íntima de amizade que prejudique a apuração dos fatos, não tendo a exceção o condão de desdizer tal fundamentação. Exceção improcedente.’ (Exceção de Suspeição Nº 70051128445, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, Julgado em 29/11/2012.)
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
20/02/2018 PRIMEIRA TURMA
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393 RIO GRANDE DO SUL
VOTO
A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os
pressupostos genéricos, conheço do agravo interno e passo ao exame do mérito.
Nada colhe o agravo.
Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo:
“Vistos etc.
Contra o acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, manejam recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, da Lei Maior, Marco Antônio de Souza Camino, Nelson Sperb Neto e Maurício Fagundes Sperb. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, XXXIX, LIV, LV e LVII, da Constituição Federal.
É o relatório. Decido.
Preenchidos os pressupostos extrínsecos.
O Tribunal local julgou improcedente a exceção de impedimento ou suspeição oposta pelos recorrentes em acórdão assim ementado:
‘EXCEÇÃO DE IMPEDIMENTO OU DE SUSPEIÇÃO. IMPROCEDÊNCIA. A excepta mencionou não possuir qualquer interesse pessoal no julgamento da causa e tampouco relação íntima de amizade que prejudique a apuração dos fatos, não tendo a exceção o condão de desdizer tal fundamentação. Exceção improcedente.’ (Exceção de Suspeição Nº 70051128445, Quarta Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marco Antônio Ribeiro de Oliveira, Julgado em 29/11/2012.)
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
Nada colhe.
O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção de inocência, do contraditório, da ampla defesa, e do devido processo legal demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional RE 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária RE 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5º, incs. XXXVI e XL, LIV e lV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.6.2013).
Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis:
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’
De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
Nada colhe.
O exame de eventual ofensa aos princípios da presunção de inocência, do contraditório, da ampla defesa, e do devido processo legal demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal (v.g.: Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional RE 660.186 AgR/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária RE 642.408 AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 14.02.2012; Alegada afronta ao art. 5º, incs. XXXVI e XL, LIV e lV, da Constituição da República ARE 738.398 AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe 28.6.2013).
Verifico, ainda, que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis:
‘Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.’
De mais a mais, o entendimento adotado no acórdão
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
‘Habeas Corpus. 2. Magistrado que julgou o feito criminal e o de natureza cível decorrentes do mesmo fato. 3. Impedimento. Art. 252 do CPP. Rol taxativo. 4. Impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes do STF. 5. Ordem denegada.’ (HC 97544, Relator(a): Min. Eros Grau, Relator P/ Acórdão: Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03-12-2010.)
‘HABEAS CORPUS PRETENDIDO
RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO PELO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ALEGADO IMPEDIMENTO DE MINISTROS QUE ATUARAM EM JULGAMENTO ANTECEDENTE NAQUELA MESMA CORTE SUPERIOR JUÍZES QUE NÃO OFICIARAM EM INSTÂNCIAS DIVERSAS SITUAÇÃO NÃO SUBSUMÍVEL À HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA INSCRITA NO ART. 252, III, DO CPP DISCIPLINA JURÍDICA DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO NO PROCESSO PENAL MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO DOUTRINA PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.’ (HC 130351 AgR, Relator(a): Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJe 18-10-2017.)
‘ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS
3
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido:
‘Habeas Corpus. 2. Magistrado que julgou o feito criminal e o de natureza cível decorrentes do mesmo fato. 3. Impedimento. Art. 252 do CPP. Rol taxativo. 4. Impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes do STF. 5. Ordem denegada.’ (HC 97544, Relator(a): Min. Eros Grau, Relator P/ Acórdão: Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 03-12-2010.)
‘HABEAS CORPUS PRETENDIDO
RECONHECIMENTO DE NULIDADE DE JULGAMENTO PROFERIDO PELO E. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ALEGADO IMPEDIMENTO DE MINISTROS QUE ATUARAM EM JULGAMENTO ANTECEDENTE NAQUELA MESMA CORTE SUPERIOR JUÍZES QUE NÃO OFICIARAM EM INSTÂNCIAS DIVERSAS SITUAÇÃO NÃO SUBSUMÍVEL À HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA INSCRITA NO ART. 252, III, DO CPP DISCIPLINA JURÍDICA DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO NO PROCESSO PENAL MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO DOUTRINA PRECEDENTES PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELO NÃO PROVIMENTO DO AGRAVO RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.’ (HC 130351 AgR, Relator(a): Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJe 18-10-2017.)
‘ARGÜIÇÃO DE IMPEDIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA, MONOCRATICAMENTE, DECIDIR SOBRE PEDIDOS
3
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU
CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AImp 4 AgR, Relator(a): Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe 29-06-2012.) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República.
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTES OU
CONTRÁRIOS À JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO TRIBUNAL. CAUSAS DE IMPEDIMENTO. ART. 252 DO CPP. TAXATIVIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Supremo Tribunal Federal, em diversas oportunidades, já se manifestou pela possibilidade de o relator, monocraticamente, decidir sobre pedidos manifestamente improcedentes ou contrários à jurisprudência predominante no Tribunal. 2. As causas de impedimento do julgador, listadas no art. 252 do CPP, são mesmo taxativas e jungidas a fatos diretamente relacionados à ação penal em que argüida a imparcialidade do julgador. Até porque o tratamento normativo-ordinário do impedimento e da suspeição do julgador não tem outro objetivo senão o de densificar as garantias do Juiz natural (inciso LIII do art. 5º da CF) e do devido processo legal (inciso LIV do art. 5º da CF). 3. Nesse sentido, as duas Turmas do Supremo Tribunal Federal já recusaram pedidos de uma mais larga interpretação das hipóteses de impedimento do magistrado, expressamente definidas no art. 252 do Diploma Processual Penal. 4. No caso, a decisão objeto da insurgência defensiva seguiu o entendimento pacificado no Supremo Tribunal Federal quanto à taxatividade das causas de impedimento do magistrado e, expressamente, reconheceu a distinção entre os fatos apurados na Ação Penal 470 e no Inquérito 2.280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AImp 4 AgR, Relator(a): Min. AYRES BRITTO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 24/05/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe 29-06-2012.) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa a preceito da Constituição da República.
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo.
No que diz com a natureza taxativa do rol de situações de impedimento previsto no art. 252 do Código de Processo Penal, importante a transcrição do esclarecedor voto do Min. Gilmar Mendes, Rel. p/ o ac., HC 97.544/SP, Segunda Turma, verbis:
“Quando esta Corte Suprema assenta que não se pode estender, pela via da interpretação, o rol do artigo 252 do Código de Processo Penal, quer ela dizer que não é possível ao Judiciário legislar para incluir causa não prevista pelo legislador. Essa inclusão pode se dar por analogia pura e simples, como também pela dita interpretação extensiva, que nada mais é do que a inclusão, a partir de um referencial legal, de um item não previsto em um rol taxativo. O dispositivo legal tem a seguinte redação:
‘art. 252. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo que: (...] III - tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.’
Interpretar-se por extensão essa redação, para inserir-se a manifestação em processo cível na mesma jurisdição e instância, em nada difere da inclusão, pela via da interpretação, de novo dispositivo legal impediente de exercício de jurisdição não contemplado pelo legislador. É clara a intenção da norma ao fixar como critério de impedimento o exercício da função "em outra instância", o que certamente não é o caso de varas únicas onde o magistrado exerce, ao mesmo tempo, jurisdição cível e jurisdição penal. A teleologia da norma é a de impedir que o
5
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
Nego seguimento ao recurso (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada.
Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo.
No que diz com a natureza taxativa do rol de situações de impedimento previsto no art. 252 do Código de Processo Penal, importante a transcrição do esclarecedor voto do Min. Gilmar Mendes, Rel. p/ o ac., HC 97.544/SP, Segunda Turma, verbis:
“Quando esta Corte Suprema assenta que não se pode estender, pela via da interpretação, o rol do artigo 252 do Código de Processo Penal, quer ela dizer que não é possível ao Judiciário legislar para incluir causa não prevista pelo legislador. Essa inclusão pode se dar por analogia pura e simples, como também pela dita interpretação extensiva, que nada mais é do que a inclusão, a partir de um referencial legal, de um item não previsto em um rol taxativo. O dispositivo legal tem a seguinte redação:
‘art. 252. O juiz não poderá exercer jurisdição no processo que: (...] III - tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão.’
Interpretar-se por extensão essa redação, para inserir-se a manifestação em processo cível na mesma jurisdição e instância, em nada difere da inclusão, pela via da interpretação, de novo dispositivo legal impediente de exercício de jurisdição não contemplado pelo legislador. É clara a intenção da norma ao fixar como critério de impedimento o exercício da função "em outra instância", o que certamente não é o caso de varas únicas onde o magistrado exerce, ao mesmo tempo, jurisdição cível e jurisdição penal. A teleologia da norma é a de impedir que o
5
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
duplo grau de jurisdição seja mitigado em razão da participação, em ambos os julgamentos, de magistrado que já possui convicção formada sobre os fatos e sobre suas repercussões criminais. A norma não visa atingir o tratamento do mesmo fato, em suas diversas conotações e consequências, pelo mesmo juiz. Nem poderia ser diferente, haja vista o fato de as pequenas comarcas do Brasil possuírem apenas uma vara e um juiz. Entender que o mesmo fato —com repercussões administrativas, cíveis ou penais —deve ser julgado por juízes diferentes, exigiria a presença de no mínimo dois magistrados em cada localidade do país. Nada obsta ao juiz entender que, comprovado o fato, dele se obtenham apenas efeitos cíveis, não mais criminais. Não há comprometimento do julgador com as consequências dos atos por ele reconhecidas em julgamento anterior, na mesma instância, porém em outra esfera.
Não é de hoje que esta Corte Suprema vem entendendo pela impossibilidade de criação jurisprudencial – pela via da interpretação – de causas de impedimento. Nesse sentido, cito alguns precedentes:
‘EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRESIDÊNCIA DE INQUÉRITO. IMPEDIMENTO DO MAGISTRADO. INOCORRÊNCIA. ART. 255 do CPP. ROL TAXATIVO. PRECEDENTES. JUIZADO DE INSTRUÇÃO. INOCORRÊNCIA. INCOMPATIBILIDADE DO ART 75 DO CPP COM A
CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ORDEM
DENEGADA. I - As hipóteses de impedimento elencadas no art. 252 do Código de Processo Penal constituem um
numerus clausus. II - Não é possível, pois, interpretar-se
extensivamente os seus incisos Io II de modo a entender que o juiz que atua em fase pré-processual desempenha funções equivalentes ao de um delegado de polícia ou membro do Ministério Público. Precedentes. III - Não se adotou, no Brasil, o instituto acolhido por outros países do juizado de instrução, no qual o magistrado exerce, grosso modo, as competências da polícia judiciária. IV - O juiz, ao
Supremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal
RE 1092393 AGR / RS
duplo grau de jurisdição seja mitigado em razão da participação, em ambos os julgamentos, de magistrado que já possui convicção formada sobre os fatos e sobre suas repercussões criminais. A norma não visa atingir o tratamento do mesmo fato, em suas diversas conotações e consequências, pelo mesmo juiz. Nem poderia ser diferente, haja vista o fato de as pequenas comarcas do Brasil possuírem apenas uma vara e um juiz. Entender que o mesmo fato —com repercussões administrativas, cíveis ou penais —deve ser julgado por juízes diferentes, exigiria a presença de no mínimo dois magistrados em cada localidade do país. Nada obsta ao juiz entender que, comprovado o fato, dele se obtenham apenas efeitos cíveis, não mais criminais. Não há comprometimento do julgador com as consequências dos atos por ele reconhecidas em julgamento anterior, na mesma instância, porém em outra esfera.
Não é de hoje que esta Corte Suprema vem entendendo pela impossibilidade de criação jurisprudencial – pela via da interpretação – de causas de impedimento. Nesse sentido, cito alguns precedentes:
‘EMENTA: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRESIDÊNCIA DE INQUÉRITO. IMPEDIMENTO DO MAGISTRADO. INOCORRÊNCIA. ART. 255 do CPP. ROL TAXATIVO. PRECEDENTES. JUIZADO DE INSTRUÇÃO. INOCORRÊNCIA. INCOMPATIBILIDADE DO ART 75 DO CPP COM A
CONSTITUIÇÃO. INEXISTÊNCIA. ORDEM
DENEGADA. I - As hipóteses de impedimento elencadas no art. 252 do Código de Processo Penal constituem um
numerus clausus. II - Não é possível, pois, interpretar-se
extensivamente os seus incisos Io II de modo a entender que o juiz que atua em fase pré-processual desempenha funções equivalentes ao de um delegado de polícia ou membro do Ministério Público. Precedentes. III - Não se adotou, no Brasil, o instituto acolhido por outros países do juizado de instrução, no qual o magistrado exerce, grosso modo, as competências da polícia judiciária. IV - O juiz, ao
Supremo Tribunal Federal
Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
presidir o inquérito, apenas atua como um administrador, um supervisor, não exteriorizando qualquer juízo de valor sobre fatos ou questões de direito que o impeça de atuar com imparcialidade no curso da ação penal. V -O art. 75 do CPP, que adotou a regra da prevenção da ação penal do magistrado que tiver autorizado diligências antes da denúncia ou da queixa não viola nenhum dispositivo constitucional. VI - Ordem denegada.’ - (HC n. 92.893/ES, Rei. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 12.12.2008).
‘EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SENTENÇA CONDENATÓRIA FUNDAMENTADA. PRECLUSÀO DA ARGUIÇÀO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. COMPORTAMENTOS TÍPICOS ATRIBUÍDOS AOS RECORRENTES DESCRITOS NA DENÚNCIA. IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÀO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. HIPÓTESES TAXATIVAS. I. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal segundo a qual não é possível reexame de provas na via do habeas corpus. 2. Sentença condenatória fundamentada com base nos fatos e nas provas que permeiam a lide. 3. A arguição de inépcia da denúncia está coberta pela preclusão quando, como na espécie, aventada após a sentença penal condenatória, o que somente não ocorre quando a sentença vem a ser proferida na pendência de habeas corpus já em curso. Precedentes. 4. Denúncia que contém 'a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias", com adequada indicação da conduta ilícita imputada aos recorrentes, de modo a propiciar a eles o pleno exercício do direito de defesa (art. 41 do Código de Processo Penal). 5. Hipóteses descritas no art. 252 do Código de Processo Penal. Rol taxativo. 6. Recurso ao qual se nega provimento' - (HC n. 98.091/PB, Rei. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
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Supremo Tribunal Federal
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RE 1092393 AGR / RS
presidir o inquérito, apenas atua como um administrador, um supervisor, não exteriorizando qualquer juízo de valor sobre fatos ou questões de direito que o impeça de atuar com imparcialidade no curso da ação penal. V -O art. 75 do CPP, que adotou a regra da prevenção da ação penal do magistrado que tiver autorizado diligências antes da denúncia ou da queixa não viola nenhum dispositivo constitucional. VI - Ordem denegada.’ - (HC n. 92.893/ES, Rei. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 12.12.2008).
‘EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SENTENÇA CONDENATÓRIA FUNDAMENTADA. PRECLUSÀO DA ARGUIÇÀO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. COMPORTAMENTOS TÍPICOS ATRIBUÍDOS AOS RECORRENTES DESCRITOS NA DENÚNCIA. IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÀO. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. HIPÓTESES TAXATIVAS. I. É pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal segundo a qual não é possível reexame de provas na via do habeas corpus. 2. Sentença condenatória fundamentada com base nos fatos e nas provas que permeiam a lide. 3. A arguição de inépcia da denúncia está coberta pela preclusão quando, como na espécie, aventada após a sentença penal condenatória, o que somente não ocorre quando a sentença vem a ser proferida na pendência de habeas corpus já em curso. Precedentes. 4. Denúncia que contém 'a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias", com adequada indicação da conduta ilícita imputada aos recorrentes, de modo a propiciar a eles o pleno exercício do direito de defesa (art. 41 do Código de Processo Penal). 5. Hipóteses descritas no art. 252 do Código de Processo Penal. Rol taxativo. 6. Recurso ao qual se nega provimento' - (HC n. 98.091/PB, Rei. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 16.4.2010).
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
Dessa forma, pedindo vênia ao ilustre relator, não vejo como interpretar-se extensivamente o artigo 252, III, do CPP sem criar-se judicialmente nova causa de impedimento não prevista em lei. Nesses termos, inaugurando a divergência, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.”
Segue transcrita a ementa do acórdão:
“Habeas Corpus. 2. Magistrado que julgou o feito criminal e o de natureza cível decorrentes do mesmo fato. 3. Impedimento. Art. 252 do CPP. Rol taxativo. 4. Impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes do STF. 5. Ordem denegada.” (HC 97544/SP, Relator para acórdão Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 03.12.2010)
Reafirmo que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Por fim, anoto que, além de não se vislumbrar nenhum constrangimento ilegal flagrante ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício, os argumentos dos agravantes são insuficientes para descaracterizar a decisão impugnada, a ser mantida por seus próprios fundamentos.
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RE 1092393 AGR / RS
Dessa forma, pedindo vênia ao ilustre relator, não vejo como interpretar-se extensivamente o artigo 252, III, do CPP sem criar-se judicialmente nova causa de impedimento não prevista em lei. Nesses termos, inaugurando a divergência, denego a ordem de habeas corpus.
É como voto.”
Segue transcrita a ementa do acórdão:
“Habeas Corpus. 2. Magistrado que julgou o feito criminal e o de natureza cível decorrentes do mesmo fato. 3. Impedimento. Art. 252 do CPP. Rol taxativo. 4. Impossibilidade de criação pela via da interpretação de causas de impedimento. Precedentes do STF. 5. Ordem denegada.” (HC 97544/SP, Relator para acórdão Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJE de 03.12.2010)
Reafirmo que no julgamento do RE 748.371-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Pleno, DJe 1º.8.2013, esta Suprema Corte decidiu pela inexistência de repercussão geral da matéria relacionada à alegação de violação dos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, verbis:
“Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.”
Por fim, anoto que, além de não se vislumbrar nenhum constrangimento ilegal flagrante ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício, os argumentos dos agravantes são insuficientes para descaracterizar a decisão impugnada, a ser mantida por seus próprios fundamentos.
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Voto - MIN. ROSA WEBER
RE 1092393 AGR / RS
As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo interno conhecido e não provido.
É como voto.
9
Supremo Tribunal Federal
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RE 1092393 AGR / RS
As razões do agravo não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada.
Agravo interno conhecido e não provido.
É como voto.
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Extrato de Ata - 20/02/2018
PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO AGTE.(S) : NELSON SPERB NETO
AGTE.(S) : MAURÍCIO FAGUNDES SPERB
ADV.(A/S) : PAULO OLIMPIO GOMES DE SOUZA (3230/RS)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e
negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018.
Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma
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PRIMEIRA TURMA
EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 1.092.393
PROCED. : RIO GRANDE DO SUL
RELATORA : MIN. ROSA WEBER
AGTE.(S) : MARCO ANTONIO DE SOUZA CAMINO AGTE.(S) : NELSON SPERB NETO
AGTE.(S) : MAURÍCIO FAGUNDES SPERB
ADV.(A/S) : PAULO OLIMPIO GOMES DE SOUZA (3230/RS)
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu do agravo e
negou-lhe provimento, nos termos do voto da Relatora. Primeira Turma, Sessão Virtual de 9.2.2018 a 19.2.2018.
Composição: Ministros Alexandre de Moraes (Presidente), Marco Aurélio, Luiz Fux, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso.
Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma