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Boletim. Federal. Manual de Procedimentos. IOF - Operações de câmbio. ICMS - IPI e Outros. 3.1 Responsáveis 1. INTRODUÇÃO 4.

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Manual de Procedimentos

ICMS - IPI e Outros

São respon-sáveis pela cobrança e pelo recolhimento do IOF as instituições

financei-ras autorizadas a operar em câmbio

IOF - Operações de câmbio

SUMÁRIO 1. Introdução 2. Fato gerador 3. Contribuintes 4. Base de cálculo 5. Alíquota 6. Isenção 7. Cobrança e recolhimento 1. INTRODUÇÃO

O Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) é um tributo que incide sobre diversas operações financeiras, tais como as de crédito, câmbio, seguro e, ainda, as relativas a títulos ou valores mobiliários.

Neste texto, examinaremos a forma de incidência desse imposto nas operações de câmbio, prevista no Regulamen-to do IOF, aprovado pelo DecreRegulamen-to no

6.306/2007.

(Decreto no 6.306/2007) 2. FATO GERADOR

Ocorre o fato gerador do IOF na en-trega de moeda nacional ou estrangeira,

ou de documento que a represente, ou ainda na sua colocação à disposição do interessado, em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional entre-gue ou posta à disposição pelo interessado.

(Decreto no 6.306/2007, art. 11, caput)

2.1 Momento da ocorrência do fato gerador

Ocorre o fato gerador do IOF e torna-se exigido o im-posto no momento da liquidação da operação de câmbio.

(Decreto no 6.306/2007, art. 11, parágrafo único) 3. CONTRIBUINTES

São contribuintes do IOF os compradores ou os vendedores de moeda estrangeira nas operações

re-ferentes às transferências financeiras para o exterior ou do exterior, respectivamente.

Nota

As transferências financeiras compreendem os pagamentos e os rece-bimentos em moeda estrangeira, independentemente da forma de entrega e da natureza das operações.

(Decreto no 6.306/2007, art. 12) 3.1 Responsáveis

São responsáveis pela cobrança e pelo recolhi-mento do IOF as instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio.

(Decreto no 6.306/2007, art. 13) 4. BASE DE CÁLCULO

A base de cálculo do IOF é o mon-tante em moeda nacional recebido,

entregue ou posto à disposição, cor-respondente ao valor, em moeda es-trangeira, da operação de câmbio.

(Decreto no 6.306/2007, art. 14) 5. ALÍQUOTA

A alíquota máxima do IOF incidente sobre as operações de câmbio é de 25%.

(Decreto no 6.306/2007, art. 15) 5.1 Alíquota reduzida

A alíquota do IOF fica reduzida para os seguintes percentuais:

a) 5,38%, sobre o valor ingressado no País de-corrente de ou destinado a empréstimos em moeda com os prazos médios mínimos de até 90 dias;

Notas

(1) No caso de operações de empréstimo em moeda por meio de lançamento de títulos, com cláusula de antecipação de

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cimento, parcial ou total, pelo credor ou pelo devedor (put/call), a primeira data prevista de exercício definirá a incidência do imposto descrita na letra “a” (Decreto no 6.306/2007, art. 15, § 2o). (2) Quando a operação de empréstimo for contratada pelo prazo médio mínimo superior a 90 dias e for liquidada antecipadamente, total ou parcialmente, descumprindo o prazo médio mínimo exigi-do, o contribuinte ficará sujeito ao pagamento do IOF, calculado à alíquota mencionada na letra “a”, acrescido de juros moratórios e de multa, sem prejuízo das penalidades previstas no art. 23 da Lei no 4.131/1962 e no art. 72 da Lei no 9.069/1995 (Decreto no 6.306/2007, art. 15, § 3o).

(3) O art. 23 da Lei no 4.131/1962 dispõe:

Art. 23. As operações cambiais no mercado de taxa livre serão efetuadas através de estabelecimentos autorizados a operar em câmbio, com a intervenção de corretor oficial quando previsto em lei ou regulamento, respondendo ambos pela identidade do clien-te, assim como pela correta classificação das informações por este prestadas, segundo normas fixadas pela Superintendência da Moeda e do Crédito.

[...]

§ 2o Constitui infração imputável ao estabelecimento bancário, ao corretor e ao cliente, punível com multa de 50 (cinqüenta) a 300% (trezentos por cento) do valor da operação para cada um dos infratores, a declaração de falsa identidade no formulário que, em número de vias e segundo o modelo determinado pelo Banco Central do Brasil, será exigido em cada operação, assinado pelo cliente e visado pelo estabelecimento bancário e pelo corretor que nela intervierem. (Redação dada pela Lei no 9.069/1995) § 3o Constitui infração, de responsabilidade exclusiva do cliente, punível com multa de 5 (cinco) a 100% (cem por cento) do valor da operação, a declaração de informações falsas no formulário a que se refere o § 2o. (Redação dada pela Lei no 9.069/1995)

§ 4o Constitui infração, imputável ao estabelecimento bancário e ao corretor que intervierem na operação, punível com multa equi-valente de 5 (cinco) a 100% (cem por cento) do respectivo valor, para cada um dos infratores, a classificação incorreta, dentro da Superintendência da Moeda e do Crédito, das informações presta-das pelo cliente no formulário a que se refere o § 2o deste artigo. § 5o Em caso de reincidência poderá o Conselho da Superinten-dência da Moeda e do Crédito cassar a autorização para operar em câmbio aos estabelecimentos bancários que negligenciarem o cumprimento do disposto no presente artigo e propor á autoridade competente igual medida em relação aos corretores.

(4) O art. 72 da Lei no 9.069/1995 dispõe:

Art. 72. Os §§ 2o e 3o do art. 23 e o art. 58 da Lei no 4.131, de 3 de setembro de 1962, passam a vigorar com a seguinte redação: [...]

Art. 58. As infrações à presente Lei, ressalvadas as penalidades específicas constantes de seu texto, ficam sujeitas a multas de até R$ 100.000,00 (cem mil reais), a serem aplicadas pelo Banco Central do Brasil, na forma prescrita em regulamento a ser baixado pelo Conselho Monetário Nacional.

b) 2,38%, nas operações de câmbio destinadas ao cumprimento de obrigações de administra-doras de cartão de crédito ou de bancos co-merciais ou múltiplos na qualidade de emisso-res de cartão de crédito decorrentes de aqui-sição de bens e serviços do exterior efetuada por seus usuários;

c) 0%, nas operações de câmbio destinadas ao cumprimento de obrigações de administradoras

de cartão de crédito ou de bancos comerciais ou múltiplos na qualidade de emissores de car-tão de crédito decorrentes de aquisição de bens e serviços do exterior quando forem usuários do cartão a União, os Estados, os Municípios, o Dis-trito Federal e suas fundações e autarquias; d) 0,38%, nas operações de câmbio relativas ao

pagamento de importação de serviços; e) 0%, nas operações de câmbio relativas ao

in-gresso, no País, de receitas de exportação de bens e serviços;

f) 0%, nas operações de câmbio de natureza interbancária entre instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional autorizadas a operar no mercado de câmbio e entre estas e as instituições financeiras no exterior;

g) 0%, nas operações de câmbio, de transferên-cias do e para o exterior, relativas às aplicações de fundos de investimento no mercado interna-cional, nos limites e nas condições fixados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM);

h) 0%, nas liquidações de operações de câmbio para remessa de juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos por investidor estran-geiro, referentes às aplicações de que tratam as letras “o” e “p”;

i) 0%, nas operações de câmbio realizadas por empresas de transporte aéreo internacional, domiciliadas no exterior, para remessa de re-cursos originados de suas receitas locais; j) 0%, nas operações de câmbio realizadas por

instituição bancária para fins de repasse, no País, de recursos obtidos no exterior, liquida-das desde 17.03.2008;

k) 0%, nas operações de câmbio relativas ao in-gresso de moeda estrangeira para cobertura de gastos efetuados no País com utilização de cartão de crédito emitido no exterior;

l) 0%, na operação de compra de moeda estran-geira por instituição autorizada a operar no mer-cado de câmbio, contratada simultaneamente com uma operação de venda, exclusivamente quando requeridas em disposição regulamentar; m) 0%, nas operações de câmbio realizadas para

ingresso no País de doações em espécie re-cebidas por instituições financeiras públicas controladas pela União e destinadas a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conserva-ção e do uso sustentável das florestas brasilei-ras, de que trata a Lei no 11.828/2008;

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n) 0%, nas liquidações de operações de câm-bio de ingresso e saída de recursos no e do País, referentes a recursos captados desde 23.10.2008 a título de empréstimos e financia-mentos externos;

o) 2%, nas liquidações de operações de câm-bio para ingresso de recursos no País, realizadas por investidor estrangeiro, para aplicação no mercado financeiro e de capi-tais;

p) 0%, nas liquidações de operações de câmbio para fins de retorno de recursos aplicados por investidor estrangeiro no mercado financeiro e de capitais, nas operações descritas na letra “o”; e

q) 0,38%, nas demais operações de câmbio.

Nota

De acordo com o art. 3o, I, do Ato Declaratório Interpretativo (ADI) RFB no 24/2008, aplica-se a alíquota de 0% do IOF nas operações de câmbio contrata-das antes de 04.01.2008, ainda que a liquidação ocorra após essa data (confor-me a redação original do RIOF - Decreto no 6.306/2007, art. 15, § 1o, IV).

(Lei no 11.828/2008; Decreto no 6.306/2007, art. 15, § 1o; Ato Declaratório Interpretativo RFB no 24/2008, art. 3o, I) 6. ISENÇÃO

São isentas do IOF as operações de câmbio: a) realizadas para pagamento de bens

importa-dos;

Nota

Nas operações de importação financiada, a isenção do IOF de que trata a letra “a” aplica-se somente na liquidação do contrato de câmbio para re-messa de principal, não se aplicando na liquidação do contrato de câmbio para remessa de juros e comissões (Ato Declaratório Interpretativo RFB no 24/2008, art. 4o).

b) em que o comprador ou o vendedor da moeda estrangeira seja a entidade binacional Itaipu; c) contratadas pelos executores do Gasoduto

Brasil-Bolívia, diretamente ou por intermédio de empresas especialmente por eles selecio-nadas para esse fim, obedecidas as condi-ções previstas no Acordo entre os Governos da República Federativa do Brasil e da Repú-blica da Bolívia;

d) realizadas para pagamento de bens importa-dos destinaimporta-dos aos empreendimentos que se implantarem, modernizarem, ampliarem ou di-versificarem no Nordeste e na Amazônia e que sejam considerados de interesse para o de-senvolvimento dessas regiões, segundo ava-liações técnicas específicas das respectivas Agências ou Superintendências de Desenvol-vimento, até 31.12.2010;

e) em que os compradores ou os vendedores da moeda estrangeira estejam em missões diplomá-ticas e em repartições consulares de carreira; e f) contratadas por funcionários estrangeiros de

missão diplomática ou representação consu-lar, exceto os que tenham residência perma-nente no Brasil.

Notas

(1) As isenções de que tratam as letras “e” e “f” não se aplicam aos consulados e cônsules honorários (Decreto no 6.306/2007, art. 16, § 1o).

(2) A isenção descrita na letra “f” também se aplica aos membros das famílias dos funcionários, desde que com eles mantenham relação de depen-dência econômica e não tenham residepen-dência permanente no País (Decreto no 6.306/2007, art. 16, § 3o).

(3) A isenção do IOF também se aplica aos organismos internacionais e regionais de caráter permanente de que o Brasil seja membro e aos fun-cionários estrangeiros desses organismos, nos termos dos acordos firmados (Decreto no 6.306/2007, art. 16, § 4o).

(Decreto no 6.306/2007, art. 16; Ato Declaratório Interpreta-tivo RFB no 24/2008, art. 4o)

7. COBRANÇA E RECOLHIMENTO

O IOF será cobrado na data da liquidação da operação de câmbio.

O recolhimento do IOF deverá ser feito por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), até o 3o dia útil subsequente ao decêndio da

sua cobrança, com utilização dos seguintes códigos de receita:

Descrição Código de Receita Operação de câmbio - Entrada de moeda 4290 Operação de câmbio - Saída de moeda 5220

(Decreto no 6.306/2007, art. 17) 7.1 Recolhimento fora do prazo

O recolhimento do IOF fora do prazo previsto na legislação será acrescido de:

a) juros de mora equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) para títulos federais, acumulada men-salmente, calculados a partir do 1o dia do mês

subsequente ao do vencimento até o último dia do mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês do pagamento; e

b) multa de mora, calculada à taxa de 0,33% ao dia, a partir do 1o dia seguinte ao do

venci-mento, limitada a 20%.

(Decreto no 6.306/2007, art. 47)

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ICMS - Remessa de bens em comodato

ou empréstimo

SUMÁRIO 1. Introdução 2. Conceitos 3. Fato gerador

4. Conceito de mercadoria e de bem

5. Irrelevância dos aspectos jurídicos para efeito de tributação

6. Comodato - Não incidência 7. Mútuo

8. Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) 9. Jurisprudência administrativa 10. Penalidades

11. Modelos de notas fiscais

1. INTRODUÇÃO

Existem empresas que promovem saídas de bens a título de locação, comodato ou empréstimo de mercadorias. Essas operações podem ou não estar dentro do campo de incidência do ICMS. Neste texto, apresentamos o tratamento fiscal a elas dispensado, com base no Regulamento do ICMS do Estado, apro-vado pelo Decreto no 14.876/1991.

2. CONCEITOS

Os conceitos de contrato de locação, comodato e de empréstimo estão previstos no Código Civil Bra-sileiro.

2.1 Contrato de locação

Contrato de locação de coisas (móveis) é aquele em que uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e o gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição. Não fungí-veis são as coisas que não podem ser substituídas por outras da mesma espécie, qualidade e quantida-de (máquinas, aparelhos, ferramentas, obras quantida-de arte, de uso do contribuinte e/ou contabilizadas no Ativo Permanente das empresas), ao contrário das fungí-veis, como as mercadorias.

(Lei no 10.406/2002 - Código Civil Brasileiro, arts. 85 e 565)

2.2 Contrato de empréstimo

Contrato de empréstimo é aquele pelo qual uma das partes se obriga a entregar um objeto à outra,

que terá a obrigação de restituí-lo. O empréstimo é gênero de que são espécies o comodato e o mútuo.

Comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis pelo qual o comodatário devolverá o mesmo bem que recebeu do comodante.

Já o mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade.

(Lei no 10.406/2002 - Código Civil Brasileiro, arts. 579 e 586)

3. FATO GERADOR

O ICMS, de competência dos Estados e do Dis-trito Federal, incide, em regra, sobre operações rela-tivas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunici-pal e de comunicação.

Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto, dentre as hipóteses expressamente previstas na le-gislação, na saída de mercadoria do estabelecimento de contribuinte, inclusive cooperativa, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular.

(RICMS-PE/1991, art. 2o, caput, art. 3o, I) 4. CONCEITO DE MERCADORIA E DE BEM

É considerada mercadoria qualquer bem, novo ou usado, não reputado como imóvel por natureza ou acessão física, nos termos da Lei civil, suscetível de avaliação econômica.

Compreendem-se no conceito de mercadoria, para efeitos fiscais, a energia elétrica, os combustí-veis líquidos e gasosos, os lubrificantes e os minerais do País.

Na legislação tributária estadual, a referência a “bem” é utilizada para designar especificamente a mercadoria destinada a uso, consumo ou Ativo Imobi-lizado do contribuinte ou destinada a não contribuinte do tributo estadual.

No caso de importação, a referência à merca-doria é utilizada para designar inclusive “bem”, na

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forma conceituada pela legislação a que ora nos referimos.

(RICMS-PE/1991, art. 4o)

5. IRRELEVÂNCIA DOS ASPECTOS JURÍDICOS PARA EFEITO DE TRIBUTAÇÃO

Para efeito da caracterização do fato gerador e incidência do imposto, são irrelevantes:

a) a natureza jurídica da operação relativa à cir-culação da mercadoria e prestação relativa ao serviço de transporte interestadual ou intermu-nicipal e de comunicação;

b) o título jurídico pelo qual o sujeito passivo se encontra na posse da mercadoria que efetiva-mente tenha saído do seu estabelecimento. Desse modo, a saída de mercadoria ou bem de estabelecimento de contribuinte está sujeita ao im-posto, independentemente das circunstâncias referi-das nas letras “a” e “b”, tal como ocorre em relação às saídas a título de empréstimo, exceto quando se tratar de comodato (empréstimo gratuito), que está ao amparo da não incidência do imposto, conforme ve-remos no item 6.

(RICMS-PE/1991, art. 6o, I e II) 6. COMODATO - NÃO INCIDÊNCIA

De acordo com o disposto no art. 7o, IV, do

RICMS-PE/1991, o imposto não incide na saída de bem em decorrência de comodato (ou locação), contratados por escrito.

No contrato de comodato, além de sua peculiari-dade constituída por ato gratuito, para os efeitos tri-butários da não incidência, este deverá conter o reco-nhecimento de firmas das partes contratantes, além de outros requisitos.

(RICMS-PE/1991, art. 7o, IV, § 12, II) 6.1 Remessa

Na remessa da mercadoria, a título de comodato, será emitida Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, com os re-quisitos normalmente exigidos e, especialmente:

a) no campo “Natureza da Operação”, a expres-são: “Remessa de bem em comodato”;

b) no campo “Código de Situação Tributária“ (CST), indicar 041 (mercadoria nacional);

c) no campo “Código Fiscal de Operação ou Prestação” (CFOP), indicar 5.908 (operação interna) ou 6.908 (operação interestadual); d) no campo “Informações Complementares”,

in-dicar os dados e as características do contrato de comodato (data, prazo de retorno, condi-ções etc.) e a expressão “ICMS - Não-incidên-cia - Art. 7o, IV, § 12, II - RICMS/PE - Decreto no

14.876/1991”.

(RICMS-PE/1991, art. 7o, IV, § 12, II; RICMS-PE/1991, art. 85, I; RICMS-PE/1991, art. 89, caput; RICMS-PE/1991, art. 117, I; RICMS-PE/1991, art. 119, II, “a”, “10”, “a”, “11”, “d”, “4”, “g”, “1.2”; RICMS-PE/1991, art. 120, I)

6.2 Retorno

No retorno, será emitida Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, com os requisitos normalmente exigidos e, espe-cialmente:

a) no campo “Natureza da Operação”, a expres-são “Retorno de bem recebido em comodato”; b) no campo “Código de Situação Tributária“

(CST), a indicação de 041 (exemplo: merca-doria nacional);

c) no campo “Código Fiscal de Operação ou Prestação” (CFOP), a indicação de 5.909 (operação interna) ou 6.909 (operação interes-tadual);

d) no campo “Informações Complementares”, a indicação dos dados da nota fiscal de remes-sa do bem em comodato (data, número do contrato etc.) e a expressão “ICMS - Não-inci-dência - Art. 7o, IV, § 12, II - RICMS/PE -

Decre-to no 14.876/1991”.

(RICMS/PE, art. 7o, IV, § 12, II; RICMS-PE/1991, art. 85, I; RICMS-PE/1991, art. 89, caput; RICMS-PE/1991, art. 117, I; RICMS-PE/1991, art. 119, II, “a”, “10”, “a”, “11”, “d”, “4”, “g”, “1.2”; RICMS-PE/1991, art.120, I)

7. MÚTUO

Conforme observado no tópico 1, mútuo é a espécie do gênero empréstimo, em que o mutuan-te entrega ao mutuário demutuan-terminado bem fungível (substituível) a título de empréstimo, o qual deverá ser devolvido ao proprietário no prazo pactuado en-tre as partes.

No mútuo (empréstimo), a legislação não prevê hipótese de desoneração tributária como ocorre no comodato. Portanto, nesse caso, entendemos que a operação será tributada em virtude da irrelevância

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dos aspectos jurídicos da operação, conforme nos re-ferimos no item 4.

(CC/2002, art. 586 - Código Civil; RICMS/PE, art. 6o, I e II; RICMS-PE/1991, art. 7o, IV, § 12, II)

7.1 Remessa

Na remessa de mercadoria, a título de mútuo (em-préstimo), será emitida Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, com os requisitos normalmente exigidos e, especial-mente:

a) no campo “Natureza da Operação”, a expres-são: “Remessa de bem a título de emprésti-mo”;

b) no campo “Código de Situação Tributária“ (CST), a indicação de 000 (exemplo: merca-doria nacional);

c) no campo “Código Fiscal de Operação ou Prestação” (CFOP), a indicação de 5.949 (operação interna) ou 6.949 (operação interes-tadual);

d) no campo “Informações Complementares”, a indicação dos dados e as características do contrato de empréstimo (data, prazo de retor-no, condições etc.).

(RICMS-PE/1991, art. 85, I; RICMS-PE/1991, art. 117, I; RICMS-PE/1991, art. 119, II, “a”, “10”, “a”, “11”, “d”, “4”, “g”, “1.2”; RICMS-PE/1991, art. 120, I)

7.2 Retorno

No retorno, será emitida Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, com os requisitos normalmente exigidos e, espe-cialmente:

a) no campo “Natureza da Operação”, a expres-são: “Retorno de bem recebido a título de em-préstimo”;

b) no campo “Código de Situação Tributária“ (CST), a indicação de 000 (exemplo: merca-doria nacional);

c) no campo “Código Fiscal de Operação ou Prestação” (CFOP), a indicação de 5.949 (operação interna) ou 6.949 (operação interes-tadual);

d) no campo “Informações Complementares”, a indicação dos dados da nota fiscal de remes-sa do bem recebido a título de empréstimo (data, número do contrato, etc.).

(RICMS-PE/1991, art. 85, I; RICMS-PE/1991, art.117, I; RIC-MS-PE/1991, art. 119, II, “a”, “10”, “a”, “11”, “d”, “4”, “g”, “1.2”; RICMS-PE/1991, art. 120, I)

8. NOTA FISCAL ELETRÔNICA (NF-e)

Nos tópicos anteriores foram mencionados os pro-cedimentos para a emissão das notas fiscais, modelos 1 ou 1-A. Cabe observar que, desde 2008, diversos contribuintes já adotam a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) em substituição aos modelos anteriormente referidos.

Os contribuintes obrigados a emissão da NF-e constam do Protocolo ICMS no 10/2007 ou do

Protoco-lo ICMS no 42/2009 e preencherão esse documento,

utilizando-se dos mesmos dados que utilizariam no preenchimento da Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A; por-tanto, os dados abordados nos tópicos 7.1 e 7.2 são de uso comum para ambos os contribuintes.

(RICMS-PE/1991, art. 129-A)

9. JURISPRUDÊNCIA ADMINISTRATIVA

Transcrevemos, a seguir, ementas de Respostas a Consultas do Tribunal Administrativo Tributário do Estado de Pernambuco (Tate/PE), que versam sobre o assunto:

Consulta SF: 9.2001.04.06316.7. TATE 00.288/01- 2. ... CACEPE: ... . Acórdão no 0276/2001(11). Ementa: ICMS. Bens do Ativo Fixo. Comodato. Armazém Geral. O Pleno do TATE, no exame e julgamento do processo acima indi-cado, Acorda, por unanimidade de votos, em responder a Consulente o seguinte: A) A saída do armazém geral de bens nele depositados em razão de contrato escrito de co-modato celebrado entre o depositante e terceiros não está sujeita a tributação do ICMS; B) a entrada de tais bens em armazém geral, mesmo que oriundos de outros Estados brasileiros também não se sujeita à tributação do ICMS; prejudicado o questionamento do item C.

Consulta Processo no 085.00210/03-04. TATE 00.355/03-8. Consulente: ... CNPJ/MF: ... CACEPE: ... . Acórdão Pleno o 0046/2004 (08). EMENTA: ICMS. Não incidência. Comercia-lização de cervejas e refrigerantes. Cessão em comodato de embalagens e vasilhames. Comodato. Não Incidência. Arti-go 7o IV do RICMS. Necessidade da formalização de contra-to apartado para cada operação. O TATE, em sua composi-ção Plena Acorda, unânime, em responder a consulente que não está correto o seu entendimento exposto às folhas 08, sendo necessária a formalização do contrato de comodato apartado para cada operação. P.I.R.C..(DJ 12.05.2004). 10. PENALIDADES

O descumprimento das obrigações tributárias, prin-cipal ou acessórias, sujeita o infrator (contribuinte ou responsável) à penalidade prevista na legislação tribu-tária. No Estado de Pernambuco, a Lei no 11.514/1997

relaciona as infrações e as respectivas penalidades a que estão sujeitos os contribuintes do ICMS.

(7)

11. MODELOS DE NOTAS FISCAIS 11.1 Remessa de bem em comodato

Reproduzimos, a seguir, modelo de preenchimento de nota fiscal de remessa de bem em comodato:

NOTA FISCAL

Nº 001.946

X SAÍDA ENTRADA

Indústria Modelo Ltda. Rua Irú, nº 2.710 Recife - PE CEP: 50000-000 Tel.: 1ª VIA DESTINATÁRIO/ CNPJ REMETENTE NATUREZA DA OPERAÇÃO

Remessa de bem em comodato

CFOP

5.908 INSC. ESTADUAL DO SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO INSCRIÇÃO ESTADUAL DATA-LIMITE PARA EMISSÃO

DESTINATÁRIO/REMETENTE

NOME/RAZÃO SOCIAL

Sociedade Comercial “X” Ltda.

CNPJ/CPF DATA DA EMISSÃO

25.05.2010

ENDEREÇO

Rua dos Camponeses, nº 1.784

BAIRRO/DISTRITO Boa Viagem CEP DATA DA SAÍDA/ENTRADA 25.05.2010 MUNICÍPIO Recife FONE/FAX UF PE

INSCRIÇÃO ESTADUAL HORA DA SAÍDA

16:00

FATURA

DADOS DO PRODUTO

ALÍQUOTAS CÓDIGO

PRODUTO DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS CL. FISC.

SITUAÇÃO

TRIBUTARIA UNIIDADE QUANTIDADE VALOR UNITÁRIO VALOR TOTAL ICMS IPI VALOR DO IPI

301 Máquina para fabricar

calçados 8453.20.00 041 Un. 1 8.000,00 8.000,00 - 2% 160,00

CÁLCULO DO IMPOSTO

BASE DE CÁLCULO DO ICMS VALOR DO ICMS BASE DE CÁLCULO ICMS SUBSTITUIÇÃO VALOR DO ICMS SUBSTITUIÇÃO VALOR TOTAL DOS PRODUTOS

8.000,00

VALOR DO FRETE VALOR DO SEGURO OUTRAS DESPESAS ACESSÓRIAS VALOR TOTAL DO IPI

160,00

VALOR TOTAL DA NOTA

8.160,00

TRANSPORTADOR/VOLUMES TRANSPORTADOS

NOME/RAZÃO SOCIAL FRETE POR CONTA PLACA DO VEÍCULO UF CNPJ/CPF 1. EMITENTE

2 2. DESTINATÁRIO

ENDEREÇO MUNICÍPIO UF INSCRIÇÃO ESTADUAL QUANTIDADE ESPÉCIE MARCA NÚMERO PESO BRUTO PESO LÍQUIDO

DADOS ADICIONAIS

ICMS - Não incidência de acordo com o RICMS-PE/1991, art. 7º, IV, § 12, II.

Contrato de comodato nº XXX/2010, de 25.05.2010, com prazo de

retorno de um ano, a vencer em 24.05.2011. RESERVADO AO FISCO

Nº DE CONTROLE DO FORMULÁRIO

001.946

00.00.00

Nota

(8)

11.2 Retorno do bem recebido em comodato

Reproduzimos, a seguir, modelo de preenchimento de nota fiscal de retorno de bem recebido em comodato:

NOTA FISCAL

Nº 002.352

X SAÍDA ENTRADA

Sociedade Comercial “X” Ltda. Rua dos Camponeses, nº 1.784

Recife - PE CEP: 50000-000 Tel.: 1ª VIA DESTINATÁRIO/ CNPJ 00.000.000/0000-00 REMETENTE NATUREZA DA OPERAÇÃO

Retorno de bem recebido em comodato

CFOP

5.909

INSC. ESTADUAL DO SUBSTITUTO TRIBUTÁRIO INSCRIÇÃO ESTADUAL

0000000-00

DATA-LIMITE PARA EMISSÃO

DESTINATÁRIO/REMETENTE

NOME/RAZÃO SOCIAL

Indústria Modelo Ltda.

CNPJ/CPF 00.000.000/0000-00 DATA DA EMISSÃO 24.05.2011 ENDEREÇO Rua Irú, nº 2.710 BAIRRO/DISTRITO Boa Viagem CEP DATA DA SAÍDA/ENTRADA 24.05.2011 MUNICÍPIO Recife FONE/FAX UF PE INSCRIÇÃO ESTADUAL 0000000-00 HORA DA SAÍDA 9:00 FATURA DADOS DO PRODUTO ALÍQUOTAS CÓDIGO

PRODUTO DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS CL. FISC.

SITUAÇÃO

TRIBUTARIA UNIIDADE QUANTIDADE VALOR UNITÁRIO VALOR TOTAL ICMS IPI VALOR DO IPI

301 Máquina para fabricar

calçados 8453.20.00 041 Un. 1 8.000,00 8.000,00 -

-CÁLCULO DO IMPOSTO

BASE DE CÁLCULO DO ICMS VALOR DO ICMS BASE DE CÁLCULO ICMS SUBSTITUIÇÃO VALOR DO ICMS SUBSTITUIÇÃO VALOR TOTAL DOS PRODUTOS

8.000,00

VALOR DO FRETE VALOR DO SEGURO OUTRAS DESPESAS ACESSÓRIAS VALOR TOTAL DO IPI VALOR TOTAL DA NOTA

8.160,00

TRANSPORTADOR/VOLUMES TRANSPORTADOS

NOME/RAZÃO SOCIAL FRETE POR CONTA PLACA DO VEÍCULO UF CNPJ/CPF 1. EMITENTE

2 2. DESTINATÁRIO

ENDEREÇO MUNICÍPIO UF INSCRIÇÃO ESTADUAL QUANTIDADE ESPÉCIE MARCA NÚMERO PESO BRUTO PESO LÍQUIDO

DADOS ADICIONAIS

ICMS - Não incidência de acordo com o RICMS-PE/1991, art. 7º, IV, § 12, II.

Contrato de comodato nº XXX/2010, de 25.05.2010, com prazo de retorno de um ano, a vencer em 24.05.2011.

IPI debitado na nota fiscal de remessa nº 001.946, de 25.05.2010 = R$ 160,00.

Total da nota fiscal de remessa = R$ 8.160,00

RESERVADO AO FISCO Nº DE CONTROLE DO FORMULÁRIO 002.352 00.00.00 Nota

O preenchimento do documento retromencionado é meramente exemplificativo, devendo ser observadas as demais regras previstas na legislação.

(9)

IOB Setorial

ESTADUAL

Setor açucareiro - Tratamento

tributário nas operações com açúcar

Para o Brasil do início do século XVI, a plantação de cana-de-açúcar representava grande importância econômica, pois além de ter sido a primeira atividade economicamente organizada no País, por mais de 2 séculos, o açúcar foi o principal produto brasileiro.

Não obstante as dificuldades para a sua implanta-ção, o açúcar foi a base de sustentação da economia e da colonização do Brasil, durante os séculos XVI e XVII, quando, em face da perda do monopólio para os holandeses, gradativamente, foi substituída a cultura canavieira pela cafeeira.

A primeira usina implantada em Pernambuco foi a de São Francisco da Várzea, cuja primeira moagem aconteceu em 1875. O Estado chegou a ter mais de 100 usinas e, atualmente, no entanto, persistem ape-nas cerca de 38, estando, algumas, inclusive, parali-sadas ou desativadas.

Por várias décadas, Pernambuco foi o principal produtor nacional de açúcar, e o setor foi responsável pela geração de empregos e o desenvolvimento do Estado. Todavia, a partir da década de 70, quando o Governo federal estimulou a produção de álcool em outros Estados, Pernambuco começou a perder posição e, atualmente, oscila entre o 4o e 5o lugar no

ranking de maiores produtores do açúcar da cana.

Com o objetivo de reverter este cenário, o Gover-no estadual estabeleceu uma Gover-nova sistemática de tri-butação para as operações com açúcar, que consiste no seguinte tratamento:

a) isenção, nas saídas internas de cana-de-açúcar destinadas à fabricação do açúcar;

b) crédito presumido, nas saídas internas, interes-taduais ou para o exterior de açúcar, promovidas pelo respectivo estabelecimento fabricante, em substituição ao sistema normal de apuração do imposto e por opção do contribuinte, no valor correspondente a 9% do montante das mencio-nadas saídas, observando-se que:

b.1) a utilização do mencionado crédito presu-mido ocorrerá exclusivamente para o fim de compensação com o débito do imposto apurado pelo respectivo estabelecimento fabricante;

b.2) a utilização de quaisquer outros créditos fica vedada ;

b.3) o eventual crédito acumulado resultante do mencionado crédito presumido não pode-rá ser utilizado de forma diversa daquela prevista na letra “b.1”, ainda que decor-rente de operações de exportação para o exterior;

b.4) o acúmulo do referido crédito presumido registrado em julho de cada ano, último mês da respectiva safra de cana-de-açú-car, somente poderá ser utilizado até o mês de julho do ano subsequente, devendo a parcela não utilizada ser estornada neste mesmo período fiscal;

b.5) o sistema adotado, em agosto de cada ano, mês do início da safra da cana-de-açúcar, será caracterizado como opção do contribuinte para todo o período, vedada a mudança de sistemática no curso de uma mesma safra.

(www.fundaj.gov.br; Decreto no 21.755/1999, art. 3o)

IPI - Crédito de 50% - Aquisição de matéria-prima de comerciante atacadista optante pelo Simples Nacional

1) Ao estabelecimento industrial ou equiparado que adquirir matéria-prima, produto intermediário e material de embalagem de comerciante atacadista optante pelo

Simples Nacional é permitido o crédito de IPI sobre 50% do valor da operação constante da nota fiscal?

Tendo em vista que é vedada a transferência de créditos relativos ao IPI por microempresa (ME) ou em-presa de pequeno porte (EPP) optante pelo Simples

(10)

Nacional, pode-se concluir que, se aplicada literal-mente essa disposição, o adquirente contribuinte do IPI não terá direito ao crédito do imposto calculado sobre 50% do valor da aquisição. Entretanto, como a citada disposição é dirigida aos estabelecimentos in-dustriais (contribuintes normais do IPI) optantes pelo Simples Nacional, há a dúvida com relação ao fato de a vedação ser ou não aplicável também no caso de comerciantes atacadistas não contribuintes do IPI e optantes pelo sistema simplificado.

Poderíamos entender que o adquirente teria di-reito ao aproveitamento do citado crédito partindo do pressuposto de que o IPI já teria sido pago em etapa anterior (segundo a alíquota correspondente ao pro-duto), isto é, por ocasião da saída do estabelecimento industrial para o comerciante atacadista não contri-buinte, o que não ocorre quando a saída é promovida pelo estabelecimento industrial optante pelo Simples Nacional, caso em que o tributo é recolhido juntamen-te com os demais tributos e contribuições incluídos no regime, sem se levar em conta a alíquota prevista para o respectivo produto.

Contudo, a Secretaria da Receita Federal do Bra-sil (RFB), por meio de diversas Soluções de Consulta, entre as quais a de no 6/2007, manifestou o

entendi-mento no sentido de não serem passíveis do crédito citado as aquisições de insumos de ME ou EPP optan-te pelo Simples Nacional.

Tendo em vista que as Soluções de Consulta ex-pedidas pela RFB somente são aproveitadas pela parte interessada, caberá ao contribuinte, se desejar, formular consulta para um posicionamento oficial do órgão sobre o seu caso concreto.

(RIPI/2002, art. 165; Lei Complementar no 123/2006, art. 23; Solução de Consulta no 6/2007)

IPI - Recusa de recebimento da mercadoria - Venda para terceiros sem que ocorra o retorno

2) Qual é o procedimento para vender a mercado-ria para terceiros quando houver a recusa pelo adqui-rente original?

Perante a legislação do IPI, ocorrendo recusa do recebimento pelo destinatário, a mercadoria poderá ser enviada a um terceiro, sem que retorne ao esta-belecimento remetente, desde que o estaesta-belecimento vendedor:

a) emita nota fiscal de entrada simbólica, para creditar-se do IPI, com indicação do número e da data da emissão da nota fiscal originária e do valor do IPI nela destacado, efetuando a sua escrituração no livro Registro de Entradas e no respectivo controle de estoque;

b) emita nova nota fiscal, com destaque do IPI, em nome do novo destinatário, com indicação do local de onde os produtos devem sair (pri-meiro destinatário).

(RIPI/2002, art. 173)

PE/ICMS - PAF-ECF - Disciplina

3) Qual a legislação que dispõe sobre os procedi-mentos para o registro de Programa Aplicativo Fiscal (PAF-ECF) em Pernambuco?

A legislação que estabelece os procedimentos para o registro de PAF-ECF, no Estado, é a Portaria SF no 61/2010.

(Portaria SF no 61/2010)

PE/ICD - Doação - Contribuinte

4) Quem é o contribuinte do Imposto sobre Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD), no caso de doação?

No caso de doação, o contribuinte do ICD é o ad-quirente dos bens, direitos e créditos.

(Lei no 13.974/2009, art. 11, I)

PE/ICD - Penalidades - Disciplina

5) Qual a legislação que dispõe sobre as penalida-des no caso de penalida-descumprimento das obrigações tribu-tárias, principal e acessórias, previstas na legislação relativa ao Imposto sobre Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD)?

A legislação que dispõe sobre este assunto é a Lei no 13.974/2009 no seu Capítulo IX.

(Lei no 13.974/2009, Capítulo IX)

(11)

ICMS - IPI e Outros

Eletrônico IOB

ICMS

Convênios ICMS n

o

s 69 a 78/2010 -

Ratificação

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) declarou ratificados os Convênios ICMS nos:

- 69/2010, que altera o Convênio ICMS no 11/2009,

o qual autoriza os Estados do Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins e o Distrito Federal a dispensar ou reduzir juros e multas mediante parcelamento de débitos fis-cais relacionados com o ICM e o ICMS, na forma que especifica;

- 70/2010, que autoriza o Distrito Federal a isentar a venda de mercadorias efetuadas na VII Feira Nacio-nal da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, a ser realizada nos dias 16 a 20.06.2010;

- 71/2010, que altera o Convênio ICMS no 28/2010,

o qual autorizou o Estado de Roraima a não exigir da Importadora e Exportadora Trevo Ltda. os créditos tri-butários que especifica;

- 72/2010, que altera o Convênio ICMS no 65/2010,

o qual autoriza os Estados do Amapá e da Paraíba a remitir, e o Estado do Amapá a, também, dispensar ou reduzir juros e multas de débitos fiscais relacionados ao ICMS;

- 73/2010, que concede isenção do ICMS nas operações com medicamento destinado ao tratamen-to dos portadores de Gripe A (H1N1);

- 74/2010, que autoriza o Estado do Piauí a conceder isenção do ICMS nas saídas internas de geladeiras realizadas no âmbito do Projeto Doação e Troca de Geladeira para comunidade de baixa renda;

- 75/2010, que altera o Convênio ICMS no 10/2002,

o qual concede isenção do ICMS a operações com medicamento destinado ao tratamento dos portado-res do vírus da Aids;

- 76/2010, que autoriza o Estado do Acre a con-ceder isenção do ICMS nas operações com energia elétrica destinadas a companhia de água e sanea-mento;

- 77/2010, que dispõe sobre a adesão do Es-tado do Mato Grosso do Sul ao Convênio ICMS no 103/2008, o qual autoriza os Estados do Acre,

Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Ma-ranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Per-nambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins e o Distrito Federal a conce-der isenção do ICMS em relação ao diferencial de alíquotas, na aquisição de tratores de até 75 CV, realizada pelos pequenos agricultores do Distrito Federal, no âmbito do Programa Nacional Trator Popular; e

- 78/2010, que autoriza o Estado do Rio Grande do Sul a conceder isenção e redução da base de cál-culo do ICMS incidente na importação de equipamen-tos médico-hospitalares.

De acordo com o parágrafo único do art. 36 do Regimento Interno do Confaz, aprovado pelo Convê-nio ICMS no 133/1997, a Secretaria-Executiva do

ór-gão providenciará a expedição e publicação, no Diá-rio Oficial da União, do ato declaratóDiá-rio da respectiva ratificação ou rejeição, em até 10 dias depois de findo o prazo de ratificação dos convênios pelos Estados e pelo Distrito Federal, que é de 15 dias contados de sua publicação.

(Ato Declaratório Confaz no 5/2010)

Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.

(12)

Margens de valor agregado para

combustíveis, lubrificantes e outros

produtos - Divulgação

O Secretário Executivo do Conselho Nacional de Po-lítica Fazendária (Confaz), por meio do Ato Cotepe/MVA no 6/2010, alterou a Tabela I anexa ao Ato Cotepe/ICMS

no 21/2008, o qual divulga as margens de valor agregado

a que se refere a cláusula oitava do Convênio ICMS no

110/2007, que dispõe sobre o regime de substituição tri-butária nas operações com combustíveis e lubrificantes, derivados ou não de petróleo, e com outros produtos.

(Ato Cotepe/MVA no 6/2010)

Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.

PMPF para gasolina C, diesel,

GLP, QAV, AEHC e gás natural -

Divulgação

O preço médio ponderado a consumidor final (PMPF) de gasolina C, diesel, gás liquefeito de pe-tróleo (GLP), querosene de aviação (QAV), álcool etí-lico hidratado combustível (AEHC) e gás natural foi divulgado para as Unidades da Federação indicadas na tabela constante do Ato Cotepe/PMPF no 10/2010,

com aplicação a partir de 1o.06.2010.

(Ato Cotepe/PMPF no 10/2010)

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IOB

Atualiza Estadual

ICMS

Benefícios fiscais - Regulamentação

O Governo do Estado regulamentou diversos benefícios fiscais concedidos por meio dos seguin-tes atos:

a) Lei no 13.891/2009, que reduz a base de

cál-culo do ICMS incidente nas operações inte-restaduais com veículos automotores novos nacionais ou importados, promovidas por estabelecimento industrial ou comercial ata-cadista de veículos;

b) Lei no 13.892/2009, que altera a Lei no

12.430/2003, que dispõe sobre a concessão de benefícios fiscais com ovos, aves e produ-tos resultantes de seu abate;

c) Lei no 13.941/2009, que prorroga o termo

fi-nal de vigência da alíquota do ICMS de 12% prevista para as operações internas e de im-portação com veículos automotores novos que especifica;

d) Lei no 13.993/2009, que concede crédito

pre-sumido do ICMS nas saídas interestaduais de mel de abelha promovidas por produtor ou cooperativa de produtores.

Cabe observar ainda que esses benefícios foram introduzidos ao Regulamento do ICMS do Estado e

produzirão efeitos a partir das datas fixadas nas refe-ridas leis.

(Decreto no 35.031/2010)

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“Campanha Todos com a Nota” -

Procedimentos para a operacionalização

A Secretaria da Fazenda estabeleceu os proce-dimentos para a operacionalização da “Campanha Todos Com a Nota”, relativa ao Cartão Todos Com a Nota Digital.

Desta forma, prevê, entre outros assuntos, os cri-térios a serem observados pelos contribuintes quanto à solicitação do cartão, à fixação de valores de do-cumentos - relativamente à troca por pontos a serem creditados neste cartão -, o horário de funcionamento dos postos de atendimento e o acesso aos jogos de futebol, dentro da Campanha Todos com a Nota.

(Portaria SF no 72/2010)

Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.

(13)

Microempreendedor individual (MEI)

- Emissão de nota fiscal e Pedido de

Aquisição de Formulário de Segurança

(PAFS) - Procedimentos

O Governo do Estado alterou o RICMS-PE/1991 para estabelecer procedimentos a serem observados pelo MEI no que tange a emissão da nota fiscal e ao PAFS.

Desta forma, desde 1o.05.2010, deverá

cons-tar na nota fiscal emitida por contribuinte optante do Simples Nacional, na modalidade de MEI, no quadro “Outros dados de interesse do emitente”, a seguinte mensagem:“Documento emitido por microempreendedor individual - não gera crédito fiscal de ICMS”.

Quanto aos dados constantes do PAFS, previsto no Convênio ICMS no 58/1995, e alterações, estes

se-rão incluídos, via Internet, no sistema fazendário de gestão de documentos fiscais:

a) no período de 12.03.2007 a 30.04.2010, pelo estabelecimento encomendante;

b) a partir de 1o.05.2010, pelo fabricante,

deven-do ser confirmadeven-do pelo estabelecimento enco-mendante dos mencionados formulários.

(Decreto no 35.032/2010)

Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.

Sistema Eletrônico Integrado de

Informações Fazendárias (e-Fisco)

- Suspensão da confirmação da

regularidade da situação do contribuinte

Devido a problemas técnicos ocorridos no Siste-ma Eletrônico Integrado de InforSiste-mações Fazendárias (e-Fisco) que impossibilitou a confirmação da regu-laridade da situação do contribuinte, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) determinou a suspensão da referida confirmação, nos períodos de 25.08 a 19.09.2008 e de 10 a 23.03.2010.

A verificação da situação do contribuinte é neces-sária para efeito de liberação de mercadoria retida, quando são confirmadas as seguintes informações:

a) dados cadastrais: b) débitos fiscais; c) Sistema Fronteiras;

d) entrega ou transmissão de documento de in-formação econômico-fiscal;

e) credenciamentos específicos.

(Portaria SF no 71/2010)

Para visualizar a íntegra do(s) ato(s) citado(s), acesse o conteúdo da Biblioteca Legislativa IOB, pelo link disponível no Site do Cliente.

IOB - Informações Objetivas Publicações Jurídicas Ltda. Presidente: Gilberto Fischel

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Equipe de Redação

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