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O IDEÁRIO EDUCACIONAL REPUBLICANO NO RIO GRANDE DO NORTE

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Academic year: 2021

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O IDEÁRIO EDUCACIONAL REPUBLICANO NO RIO GRANDE DO NORTE

Aline de Medeiros Fernandes Mestranda em Educação PPGED/UFRN E-mail | [email protected] Isabela Cristina Santos de Morais Mestranda em Educação PPGED/UFRN E-mail | [email protected] RESUMO

Apresenta uma síntese sob a ótica da história da educação no que concerne à efervescência política face ao ideário educacional republicano no estado do Rio Grande do Norte (RN). O estudo compreende as proposições sobre a instrução pública, tendo em vista o constitutivo cenário nacional que fora se configurando com o propósito de uma educação como direito de todos. Utilizou-se, como procedimentos metodológicos, a análise de fontes documentais e bibliográficas, sob o aporte teórico de Azanha (2002), Azevedo e Stamatto (2012), Stamatto (2013) e Stamatto e Medeiros Neta (2015), além de decretos do Rio Grande do Norte em contexto republicano. Os resultados evidenciaram que as determinações legais e uma sequência de acontecimentos foram pensadas e realizadas em prol do desenvolvimento e fortalecimento da oferta da educação pública, laica e gratuita.

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A educação brasileira sistematizada foi urgida na conjuntura da construção do Estado Republicano Nacional. O ideário republicano era fomentado pelas ideias positivistas e iluministas advindas do exterior e consagrados nas capitais brasileiras. A elite intelectualizada do Rio Grande do Norte apropriou-se destes conhecimentos no intuito de propagar nova identidade nacional.

O regime republicano foi instaurado em 15 de novembro de 1889 e precedeu-se o ideário da institucionalização da educação escolar primária em seu modelo hegemônico na constituição orgânica moderna. O período era marcado por uma fundamental movimentação no campo educacional, que predispôs a intervenção política na instrução pública. A figura do trabalho, não mais associada ao escravo, postulava uma associação com a educação, estabelecendo-se um processo de revestimento de uma sociedade, enfim, livre.

Nesse sentido, a educação nacional situou propósitos reformistas, na medida em que o estado do Rio Grande do Norte cumpriu e estabeleceu sua parcela de ideias e projetos, em termos legais, para uma educação orientada pela pedagogia moderna, inspirada em modelos estrangeiros e imbuídos pelo espírito racionalista. O setor educacional consolidou uma identidade nacional para o Brasil independente politicamente, em regime republicano e federativo para trabalhadores livres.

A República fora instalada na medida em que a instrução pública foi instrumentalizada para a consolidação desse novo processo civilizatório, “[...] quando era apontada como o elemento racional, modernizador, organizador da sociedade, tornando-a mais justa e integrada aos modernos parâmetros de progresso social e quicá econômico” (STAMATTO e MEDEIROS NETA, 2015, p. 87). A educação formal tornava-se imprescindível para o momento sociopolítico e educacional, quando a escola atingia maior expansão e sistematização.

Eis o processo da construção da identidade nacional com a emanação do nacionalismo patriótico, enquanto que o investimento na educação justificava-se pelo analfabetismo populacional generalizado em uma sociedade eminentemente rural, que acabara de romper com os direitos de propriedade sobre o outro, tendo em vista a abolição da escravatura em 1888. Stamatto (2013) assevera a necessidade de realizar o trabalho no

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espaço rural, uma vez que se tornava tarefa de trabalhadores livres, o que antes era designado para o escravo, conduzindo-se a necessária qualificação para o trabalho na lavoura, como também o industrial e urbano.

PROGRESSO E EDUCAÇÃO: A REPÚBLICA NO BRASIL

A educação, como setor transformador da sociedade, ganhara espaço nesse ideário com o intuito de moldar a nova nação. A identidade estruturada pelas elites imbuída no processo da propagação da nacionalidade republicana visava, através de seus discursos, persuadir os cidadãos a seguirem as aspirações políticas dominantes.

O progresso instituído no discurso republicano direcionava para a instrução a responsabilidade de trazer para a sociedade brasileira as luzes do conhecimento, ressaltando os valores patrióticos e morais, tão caros para o contexto de nacionalidade pensado pela elite republicana.

De acordo com o ideal propagado pelos republicanos, a instrução pública estava configurada como um dos principais fatores de mudança significativa na construção da nova nação brasileira. Propiciava, através da educação, o reconhecimento da democracia e do patriotismo como constituintes da cidadania perante a nascente república.

Muitos foram os discursos em prol da instrução pública, e o cerne desse ideário educacional consistia em [...] “disciplinar os indivíduos, tornando-os saudáveis e produtivos por meio da introjeção de novos hábitos e pela vigilância sobre suas ações”. (AZEVEDO e STAMATTO, 2012, p.100). A reformulação de ações em âmbito social consistia em formar indivíduos aptos ao novo ideário social republicano.

Como é possível observar, os princípios positivistas vieram a calhar perfeitamente, dadas as necessidades objetivas enfatizadas pela elite brasileira para montar todo um discurso a favor da consolidação do estado republicano. Amar, respeitar, desejar a ordem, visando ao progresso da pátria brasileira, identificar as particularidades culturais que transformariam a grande massa comum em um “povo” específico, isto é, o “povo brasileiro”; eram esses os grandes desafios a serem vencidos não só pela elite, mas por todos os brasileiros, desde que conduzidos pelas elites. Essa grande tarefa, todavia, não caberia exclusivamente ao poder central,

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mas careceria do esforço de cada estado da recém-criada república. (PINHEIRO, 2002, p.102)

Nesse contexto, a figura dos grupos escolares redefiniu a organização escolar do país, frente às mudanças propostas no cerne da república. A institucionalização da escola contribuiria para o fortalecimento da laicidade no ensino, bem como a organização do sistema educacional estabelecido em consonância com o que era defendido pelos republicanos.

Assim sendo, as alteridades da vida em sociedade induziram paralelamente os processos educativos, uma vez que a incidência de escolas “[...] representou a institucionalização de práticas que, pela sua crescente complexidade, exigia a liberação parcial das famílias do esforço educativo.” (AZANHA, 2002, p. 66).

LEGISLAÇÃO E CRIAÇÃO DE ESCOLAS PRIMÁRIAS NO RN

Antes da consolidação do regime republicano em terras potiguares, o regulamento n° 32 de 11 de Janeiro de 1887 regeu a Diretoria Geral da Instrução Pública do Rio Grande do Norte até a promulgação do decreto n°18 de 30 de setembro de 1892. Esse regulamento foi considerado desarmonioso em relação aos progressos da pedagogia moderna, não satisfazendo as necessidades de ascensão do contexto educacional. (RIO GRANDE DO NORTE, 1892)

A partir da proclamação da República, teve início o processo de expansão da rede de ensino público, partindo da premissa de que a instrução pública propiciaria o desenvolvimento econômico e social da nação.

Com a publicação do decreto n.6, de 19 de novembro de 1889, foram declarados os eleitores todos os brasileiros, no gozo de seus direitos políticos e civis, que soubessem ler e escrever. Era o sufrágio universal adotado pelo novo regime, embora restrito ao voto do sexo masculino. Esse dado parece importante porque, aliando esse dispositivo legal ao discurso liberal e positivista, tão em voga naquele momento histórico, poder-se-ía inferir que o novo estado, ao decidir-se pela ampliação do número de cidadãos votantes, necessariamente alfabetizados, deveria, naturalmente, aumentar a oferta de instrução escolar (PINHEIRO, 2002, p. 98-100)

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Por conseguinte, em 1890, iniciou-se a reformulação e criação de leis voltadas para a instrução pública direcionando novos conceitos a serem seguidos em âmbito escolar. Intensificaram-se portanto projetos de grupos escolares, visando um espaço próprio para a educação, desvinculando também pela lei, a religiosidade da escola, incentivando a laicidade do ensino. (STAMATTO, 2013)

No Rio Grande do Norte, Estado pobre, periférico, o panorama não poderia ser diferente, em 1889, para uma população de 295, 000 habitantes (Almeida 1989, p.282), o Estado possuía 152 escolas oficiais, sendo 88 (oitenta e oito) masculinas, 60 (sessenta) femininas e 04 (quatro) mistas. A matrícula era composta por 5.080 alunos: 3.175 masculinos e 1.905 femininos (Araújo 1982). Portanto, apenas 1,7% da população norte-rio-grandense frequentavam a escola pública. Diante desse cenário, a educação adquiriu a dimensão de salvadora da pátria, estimuladora da ordem e do progresso social. (STAMATTO e MEDEIROS NETA, 2015, p.89)

No primeiro governo republicano, administrado por Pedro Velho de Albuquerque Maranhão (1892-1896), o processo de institucionalização do ensino primário norte-rio-grandense principiou através de reformas, na perspectiva da regulação legal.

O governo do estado autorizou a reestruturação do ensino por via da Lei n° 06 de 30 de maio de 1892, através da qual abarcava também o ensino secundário. Já em 30 de setembro do mesmo ano sancionou-se o Decreto n°18, de modo a consolidar e a reorganizar a instrução pública do Estado do Rio Grande do Norte. Este abrangia todos os níveis de ensino e consolidou o poder republicano em âmbito educacional. (STAMATTO e MEDEIROS NETA, 2015)

O regulamento da instrução pública do Rio Grande do Norte reportou-se ao Decreto n°.18 de 30 de setembro de 1892 e, através deste, determinou a organização do ensino em primário, secundário e normal. Aquele instituiu a responsabilidade do mantimento do ensino primário em escolas sob a Lei n° 6 de 30 de maio 1892, enquanto que o ensino secundário deveria ocorrer no Ateneu norte-rio-grandense. (RIO GRANDE DO NORTE, 1892)

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Em primeiro lugar, os grupos escolares surgiram num Brasil republicano. Já sem mão-de-obra escrava – pelo menos do ponto de vista institucional-legal – e inspirado em ideais liberais e positivistas, o país buscou a modernização, o progresso, a ordem, a regeneração da sociedade, a civilização das massas, o fortalecimento da nação e o engrandecimento econômico, tendo em vista a construção de uma República democrática, jamais plenamente conquistada. (PINHEIRO, 2002, p. 237)

A justificativa para a elaboração de reformas nas leis e a preocupação com a educação intensificaram-se devido à aceleração urbana e à precariedade do investimento escolar ao passo da qualificação para o trabalho.

Embora fosse majoritariamente rural, o Brasil já tomava contato com a aceleração urbana e, simultaneamente, com a precariedade do investimento escolar. Demandava-se qualificação para o trabalho industrial e urbano, mas também para os que iriam para a lavoura. Era preciso definir como se realizaria o trabalho no mundo rural, até então associado ao escravo, mas agora tarefa de trabalhadores livres. Estes foram os pontos fortes que justificaram as propostas de reforma e de investimento em educação na Primeira República. (STAMATTO, 2013, p. 01)

O ensino, no fim do império era exercido através da figura dos mestres-escola. No Rio Grande do Norte, as crianças aprendiam as primeiras letras em suas residências ou na casa dos professores. E aqueles que desejavam prosseguir com os estudos eram encaminhados para as capitais instruindo-se em Ateneus ou Liceus. Com o início da república, fortaleceu-se o ideário de um espaço próprio para a educação, um prédio direcionado ao funcionamento das escolas, denominados grupos escolares.

[...] a criação de grupos escolares acompanhou o processo de urbanização da recém-criada capital do estado – construída para dar visibilidade à “modernidade” republicana -, significando, ao mesmo tempo, um esforço para “superar o atraso representado pelas escolas isoladas”. [...] No Rio Grande do Norte, o primeiro grupo escolar foi fundado na cidade de Natal, em 1908 (Grupo Escolar Augusto Severo). (PINHEIRO, 2002, p.126)

A instituição de escolas com espaço próprio propiciava o controle do trabalho docente e era defendido por políticos e intelectuais da época. O modelo de ensino foi modificado na então atual conjuntura da lei, sendo organizado por séries, ou classes

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graduadas. Entre 1890-1900 destacou-se a reforma “Benjamin Constant, instituída pelo Decreto nº 981, de 8 de novembro de 1890, que teve como particularidade a montagem de uma diretriz educacional abrangente a todos os níveis de ensino” (STAMATTO, 2013, p. 04).

Como republicano convicto, Benjamin Constant defendia o ensino leigo e livre em todos os graus, sendo o primário, gratuito. O ensino primário não deveria ser apenas preparatório, mas uma ponte para a ascensão ao ensino superior. Pelo projeto da reforma que pretendia executar, maior atenção deveria ser dada ao ensino científico em contraponto à orientação literária, que, em sua avaliação, prevalecia na rede de ensino impedindo o avanço da educação no país. (STAMATTO, 2013, p. 03)

Este cenário educacional trouxe inovações para a cultura escolar da maneira como era concebida até então. Como afirmam as autoras Azevedo e Stamatto (2012, p.105):

A defesa da necessidade da construção de espaços próprios para as escolas tornou-se constante no Brasil por parte de políticos e educadores desde o final do século 19. A organização das escolas por classes graduadas, com tempo e espaço racionalizados, possibilitando o controle de trabalho docente, inaugurava uma nova cultura escolar. Esta marcaria o sistema escolar brasileiro nas décadas posteriores e diferia daquela existente nas escolas isoladas, uma vez que a cultura escolar destas se misturava com a cultura do lar e a escola funcionava na casa dos pais dos alunos ou na residência dos professores.

Perante a institucionalização do ensino público, fazia-se necessário direcionar um fundo escolar que mantivesse o financiamento da estrutura material do prédio destinado à educação, bem como o pagamento dos profissionais do ensino. Portanto, foi instituído um decreto no ano de 1910 que tratava especificamente do direcionamento de recursos rentáveis para o financiamento escolar. O fundo escolar, como foi denominado, determinava que:

Art. 33. Fica estabelecido um fundo escolar exclusivamente aplicado à Instrucção pública. Art. 34. O fundo Escolar será formado: 1° De um imposto especial que será determinado por lei posterior a este regulamento 2° Do produto das multas estabelecidas por este e outros regulemantos concernentes à Instrucção Pública 3° De donativos ou legados

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especialmente feitos à instrucção pública 4° Da importância dos emolumentos cobrados pelos certificados de instrucção primaria, secundaria e profissional 5° Das matriculas dos professores particulares: 6° Das verbas especiaes votadas pelo poder legislativo do Estado 7° Das obras que, em cada exercício, deixarem as diferentes verbas do orçamento do Estado. Art. 35. O tesouro do Estado será incumbido da arrecadação e discriminação do fundo escolar. (RIO GRANDE DO NORTE, 1910)

Em consonância com a Lei n° 405 de 29 de Novembro de 1916, que tinha como objetivo prosseguir com a reorganização do ensino primário, secundário e profissional no Estado, instituiu-se um decreto sancionado pelo congresso legislativo da época a presente lei, tratando sobre a divisão e organização do Ensino.

Ficou, portanto, instituído em seu artigo 1° que o ensino público, leigo em todos os seus graus, seria dividido em primário, secundário e profissional. Em seguida, o artigo 2° afirmava que nesse contexto o ensino privado seria inteiramente livre no que se refere aos métodos e regime didático, permanecendo subordinado, porém, à fiscalização do Governo concernente à higiene, à moralidade e ao conjunto das matérias ensinadas, dentre as quais teve sempre destaque a língua nacional; diferentemente do ensino público, que por lei seguia em sua organização didática os progressos pedagógicos da época. (RIO GRANDE DO NORTE, 1916)

Em conformidade com Azevedo e Stamatto (2012), o edifício escolar no Rio Grande do Norte estava imbuído pelos princípios higienistas, seguindo o que a arquitetura escolar pública no Brasil deveria denotar: democratização da educação, modernidade e inovação. Na mesma província, em seu Código de Ensino de 22 de dezembro de 1913 previa o parecer e a verificação do inspetor de ensino para a inauguração de qualquer estabelecimento de instrução, bem como a presença de banheiros com fossas sépticas ou reservatório estanque.

No Rio Grande do Norte, o Código de Ensino de 1916 atentava igualmente para o ambiente dos prédios escolares, determinando que eles deveriam ser construídos no centro de terreno elevado e seco, sem ligação com outros prédios, “devendo ficar situados fora dos centros urbanos de grande movimento e da vizinhança de estabelecimentos comerciais ou casas de diversões” que pudessem prejudicar a frequência e a moralidade escolar (artigo 12). (AZEVEDO e STAMATTO, 2012, p. 32)

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Em suma, a legislação educacional republicana, diferiu do período imperial no que concerne à instituição da escola laica e gratuita e a possibilidade de criação de instituições de ensino.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Apresenta o ideário educacional difundido no Brasil no tocante ao princípio da República. A marca deste período foi suas constantes transformações e reformulações de ensino; este, por sua vez, foi utilizado para impregnar o imaginário social com os preceitos da ordem, do progresso, do trabalho e do patriotismo adotados pelos republicanos.

A educação foi instituída, portanto, com o intuito de formar cidadãos aptos a colaborar com a construção de uma nova nação constituída a partir dos novos preceitos assumidos pelo regime republicano. Além disso, a educação teve por base as teorias recém-desenvolvidas na época, tendo por base a pedagogia moderna, criando, para tal, leis e decretos que fomentassem o ideário educativo de acordo com os princípios cívicos, demasiadamente priorizados pela nascente república.

A instrução pública serviu para propagar o civismo e os princípios morais, para além da função da escolarização. Embora não abarcasse toda a população, os grupos escolares delimitaram um espaço reconhecidamente público para o ato educativo, além de sistematizar a formatação do espaço-tempo escolar, materializar a seriação do ensino primário e reorganizar também a carreira do magistério, bem como suas respectivas práticas docentes.

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REFERÊNCIAS

AZANHA, José Mário Pires. Cadernos de História e Filosofia da Educação. Cultura Escolar Brasileira. Um programa de pesquisa. v. 5, n. 7. São Paulo, 2002.

AZEVÊDO, Crislane Barbosa; STAMATTO, Maria Inês Sucupira. Escola da Ordem e do Progresso. Brasília: Liber Livro, 2012.

PINHEIRO, Antônio Carlos Ferreira. Da era das cadeiras isoladas à era dos grupos escolares na Paraíba. Autores Associados. (Coleção educação contemporânea). Universidade São Francisco. Campinas, SP, 2002.

RIO GRANDE DO NORTE. Regulamento da instrucção primaria e secundaria do Estado do Rio Grande do Norte. 1892.

RIO GRANDE DO NORTE. Lei n. 405 de 29 de Novembro de 1916: Da divisão e organização do ensino. 1916.

STAMATTO, Maria Inês Sucupira. Reformas educacionais. FBV – CPDOC. São Paulo, 2013. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br/sites/default/files/verbetes/primeira-republica/REFORMAS%20EDUCACIONAIS%20.pdf>. Acesso em: 13 de julho de 2016. STAMATTO, Maria Inês Sucupira; MEDEIROS NETA, Olívia Morais de. Práticas educativas, formação e memória. Mercado de Letras – Série Educação Geral, Educação Superior e Formação Continuada do Educador. Campinas, SP, 2015.

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