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Análise Semanal. Edição nº 32 11/09/15 NESTA EDIÇÃO

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Academic year: 2021

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Análise

Semanal

Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa NESTA EDIÇÃO ■ CONJUNTURA ECONÔMICA

Adeus, investment grade 2 Cortes, afinal? 3

Ata do Copom 4

Indicadores 4

Visões da crise: Dilma 5 Visões da crise: Lula 5 Expectativas Focus 6

■ CENÁRIO POLÍTICO

Impeachment, novamente 7

“Não fui eu!” 8 Raio X de Brasília 9

■ DESTAQUES INTERNACIONAIS

O calvário de Dilma 10

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Análise

Semanal

Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa CONJUNTURA ECONÔMICA

■ Adeus, investment grade

Esperada (e temida) há semanas, a decisão tomada pela agência classificadora de risco Standard & Poor’s na última quarta-feira (9), de

rebaixar o rating soberano do Brasil, ainda

re-percute como um fator a mais na crise política e econômica do país. A medida, que tira o grau de investimento do Brasil conquistado em abril de 2008 e faz com que sua nota passe de BBB- para BB+, é percebida como mais uma confirmação de que a condução da economia tem sido errática nos últimos meses. E funciona como um argumento adicional para reforçar a

impopularidade da presidente Dilma Rousseff.

Ao justificar a decisão, a agência classificadora ponderou que os “desafios políticos” do Brasil teriam levado o governo federal a apresentar uma proposta deficitária de Orçamento para 2016. O texto afirmou ainda que haveria uma probabilidade de "um em três” de um novo rebaixamento do Brasil devido à deterioração da situação fiscal do país, a uma mudança potencial da dinâmica política, incluindo uma falta de coesão dentro do gabinete presidencial, ou a uma turbulência econômica.

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11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa ■ Cortes, afinal?

Enquanto isso, o ministro Joaquim Levy (Fazenda) busca acalmar os mercados, reafir-mando que o governo está comprometido em criar o que chamou de “ponte fiscal” até que a economia se recupere. Esta estratégia seria atingida pelo monitoramento constante dos gastos do Orçamento da União do próximo ano, sempre de forma a ter ganhos de eficiência e redução de custos.

Em entrevista concedida ontem (10) à tarde, Levy disse que o governo já está “cortando na

carne este ano, economizando R$ 80 bilhões

em relação ao autorizado pelo Congresso”. Na madrugada desta quinta-feira, ele disse ao Jornal da Globo que “agora as pessoas têm que tomar as suas responsabilidades, tem que haver

cortes e sacrifícios para a economia crescer”.

Espera-se para hoje (11) a definição de alguns dos cortes administrativos que deverão ser feitos. Ontem o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), disse que será anunciada pela presidente “uma série de medidas de cunho administrativo, incluindo os ministérios”, a serem reforçadas na próxima semana. A ver.

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Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa ■ Ata do Copom

Na ata da reunião que manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou que ainda se mantém o cenário de convergência da

infla-ção para 4,5% no final de 2016, “apesar de

certa deterioração no balanço dos riscos”.

Para o colegiado há riscos no cenário externo, ainda que haja recuperação da atividade econômica em algumas das economias centrais. “[Há] evidências de novos focos de volatilidade nos mercados de moedas e de renda fixa, bem como moderação na dinâmica dos preços de commodities”, analisou o documento.

■ Indicadores

As pressões inflacionárias continuam, apesar da desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com a última sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de agosto desacelerou para 0,22%, após ter atingi-do 0,62% em julho.

Mas a taxa acumulada no ano é de 8,06% - a maior desde 2003, quando se atingiu 7,22%.

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11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa

■ Visões da crise: Dilma

Em entrevista publicada ontem no jornal Valor Econômico, a presidente Dilma Rousseff deu sua receita para a retomada do crescimento

econômico – um tripé formado pela queda da

inflação, pela recuperação das exportações (auxiliadas pela alta do dólar) e pela retomada dos investimentos. E anunciou que enviará um pacote de medidas ao Congresso, que incluirão aumento de impostos.

“O Brasil tem um grande problema

momen-tâneo, mas se conseguirmos aumentar a

produ-tividade, estabilizar macroeconomicamente, é um país que tem estrutura sólida para crescer (...) Ninguém também pode ver uma catástrofe e não tomar medidas”, disse.

Dilma também minimizou o rebaixamento do rating soberano do país. “Essa classificação não significa que o Brasil esteja em uma situação em que não possa cumprir as su

■ Visões da crise: Lula

Já seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva de-monstrou ter outra visão sobre a necessidade de se promoverem ajustes na economia.

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Análise

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11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa

“Me assusta a visão de que no primeiro sintoma de crise se fale em ajuste, [que traz] perda de salário, de emprego e miséria”, disse.

E também minimizou o rebaixamento do rating brasileiro: “Ministros não devem governar ape-nas para as agências de rating”.

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Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa CENÁRIO POLÍTICO ■ Impeachment, novamente

O enfraquecimento do cenário econômico, a perda do grau de investimento e a impo-pularidade de Dilma reanimaram a oposição a retomar os esforços para o impeachment da presidente. Foi lançado ontem (10) um movimento a favor do afastamento de Dilma, composto por parlamentares de partidos da oposição.

O primeiro passo deverá ser aproveitar o pedi-do de impeachment pedi-do ex-fundapedi-dor pedi-do PT Hélio Bicudo como base. E fontes do movimento disseram à imprensa que ele não ficará preso ao julgamento das contas de 2014 do governo federal pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no mês que vem.

Enquanto isso, dentro do PT já se avalia como

provável o afastamento de Dilma neste ano.

Em sua coluna na Folha de São Paulo, a jorna-lista Mônica Bergamo descreve o clima da base do partido no Congresso e de seus repre-sentantes na Esplanada dos Ministérios como “de abatimento”.

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11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa

■“Não fui eu!”

Apesar de o rebaixamento do rating brasileiro pela Standard & Poor’s apontar claramente que sua decisão se deveu à dificuldade de se aprovar medidas de recuperação da economia diante da hostilidade do Congresso perante o

governo, os presidentes das duas Casas se

eximiram de qualquer responsabilidade no episódio.

Para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, não há crise no rela-cionamento entre os dois poderes, e o rebaixamento se deveria a uma série de fatores – um dos quais seria que o “governo não está conseguindo fazer a parte dele”. “Quem mandou o Orçamento deficitário foi o governo. Não foi o Congresso”, disse.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), seguiu essa linha. “O Congresso alertou, chamou a atenção, se colocou à disposição, apoiou, fez o ajuste, qualificou o ajuste em algumas oportunidades, apresentou uma agenda e está disposto a continuar colaborando para reverter as expectativas”, afirmou.

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11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa ■ Raio X de Brasília

A perda do grau de investimento foi o assunto da semana. A agência de risco Standard & Poor’s classificou o Brasil como mau pagador, devido às revisões das metas de superávit fiscal. A de 2015 caiu de 1,13% para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB). E o superávit de 2016, fixado inicialmente em 0,7%, virou um déficit de 0,3% do PIB no orçamento enviado por Dilma ao Congresso – com um rombo oficial de R$ 30,5 bilhões.

Outro fator anotado pela agência é a falta de alinhamento da equipe econômica. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defensor de medidas mais ortodoxas, estaria em rota de colisão com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e Aloísio Mercadante, ministro da Casa Civil.

Em busca de novas receitas para cobrir esse déficit, autoridades econômicas suscitaram a hipótese de aumento de impostos – proposta prontamente rechaçada pelos presidentes da Câmara e do Senado.

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Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa DESTAQUES INTERNACIONAIS ■ O calvário de Dilma

A situação do Brasil continua sendo acompa-nhada de perto pela imprensa internacional – e mais ainda agora, após a Standard & Poor’s ter rebaixado o rating do país. Ontem o Le Monde dedicou bastante espaço ao assunto: em uma reportagem de página inteira, o jornal francês abordou a queda de popularidade da presi-dente Dilma Rousseff diante da “crise eco-nômica, política e moral” do país, e indagou se

ela terá condições de concluir seu mandato.

Intitulado “Le chemin de croix de Dilma Rousseff” (“A via-crúcis de Dilma Rousseff”), o texto salienta que a presidente é a chefe de

Estado “mais impopular da história demo-crática do Brasil”, e que é alvo de

manifes-tações populares em todo o país.

Ao quadro de recessão, inflação e desemprego, a matéria acrescenta o “devastador efeito da

corrupção” que vem sendo revelada pela

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Análise

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Edição nº 32

11/09/15

Documento produzido pela Diretoria de Gestão e Estratégia da Imagem Corporativa

O QUE VEM POR AÍ

 O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá julgar as contas do governo na segunda quinzena de outubro. Este é visto como o principal canal dos proponentes do afastamento da presidente Dilma Rousseff – o que abriria a possibilidade de seu vice, Michel Temer (PMDB-RJ), assumir o Palácio do Planalto.

 O governo federal deverá anunciar mais medidas de cortes na máquina

administra-tiva.

 Após ter firmado na última quarta-feira (9) acordo de delação premiada, o lobista

Fer-nando Soares, conhecido como Baiano,

poderá elevar a temperatura do Congresso. Afinal, ele é acusado de ser o operador do

PMDB no esquema de corrupção da

Petrobras investigado pela Operação

Lava-Jato. Seus depoimentos podem trazer

dores de cabeça tanto para o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quanto para seu colega do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além de figuras do partido no estado do Rio de Janeiro.

Referências

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