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PAPILOSCOPIA E DATILOSCOPIA: POSTULADOS DA PAPILOSCOPIA E DA DATILOSCOPIA; IMPRESSÕES PLANTARES E PALMARES

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Academic year: 2021

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PAPILOSCOPIA E DATILOSCOPIA: POSTULADOS DA PAPILOSCOPIA E DA DATILOSCOPIA; IMPRESSÕES PLANTARES E PALMARES. CLASSIFICAÇÃO DAS IMPRESSÕES DIGITAIS E ARQUIVAMENTO. O SISTEMA VUCETICH COMO SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO: ASPECTOS TÉCNICOS E HISTÓRICOS. OUTROS SISTEMAS DE IDENTIFICAÇÃO: ANÁLISE COMPARATIVA E IMPORTÂNCIA

Os pioneiros da papiloscopia

Ainda no século XVIII, ouvia–se notícias a respeito da prática de identificação por meio das impressões papilares. Tratava-se dos trabalhos pioneiros de Henry Faulds e William Herschel. Cada um, de forma independente, entrou em contato com um costume local de utilização de impressões papilares no oriente. No Japão, Henry Faulds observou a existência de impressões digitais em cerâmicas japonesas. Passou a fazer diversos experimentos e constatou o valor dessas impressões para a identificação de pessoas. Herschel, por sua vez, teve sua experiência na Índia. Ele observou o costume dos indianos de aplicar impressões digitais ou palmares em documentos como forma de autenticação. Ele se valeu do costume como forma útil de inibir que uma mesma pessoa recebesse duas vezes pelo mesmo benefício pecuniário fornecido pelo governo inglês. Ainda falando sobre os pioneiros da papiloscopia, William Herschel, ao longo dos anos consolidou no seu trabalho o costume da coleta das impressões digitais nos recibos de pagamento de benefícios. Depois de algumas décadas chamou a sua atenção, o fato de que as impressões que coletara de uma mesma pessoa se mantinha no mesmo formato, mesmo após ter decorrido muito tempo. Esse passou então para as impressões digitais com objetivo de identificação. Muitas dessas impressões foram levadas para a Inglaterra e, posteriormente, repassadas para Francis Galton.

Em 1891, o argentino Juan Vucetich Kovacevich, casualmente, toma conhecimento do trabalho de Galton, através de uma matéria na Revista Científica. Ele desenvolve e passa a utilizar na Oficina de Estatística, onde trabalhava, em La Plata, um método prático de coleta, classificação e arquivamento das impressões digitais. Nesse mesmo ano, ele iniciou a coleta de impressões digitais de presos recolhidos à prisão de La Plata.

Papiloscopia e datiloscopia são termos que conceituam-se como a identificação ou processos de estudos realizados a partir de papilas dérmicas, através de impressões digitais (datiloscopia), palmares (quiroscopia) e plantares (podoscopia), localizadas e recolhidas na cena do crime, o papiloscopista (perito) é capaz de identificar o criminoso. Baseiam-se na observação dos desenhos formados pelas cristas papilares, os quais são formados a partir das ondulações da derme, que são reproduzidas pela epiderme.

Os exames podem ser realizados em impressões digitais de documentos oficiais (Carteiras de Identidade, Carteiras de Trabalho, Passaportes, Processos Criminais, etc.), provenientes de levantamento de fragmentos papilares coletados em locais de crime e/ou em objetos envolvidos em operações delituosas (facas, revolveres, cartas anônimas, etc.).

Consigna-se, primeiramente, que a datiloscopia é diferente da papiloscopia.

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papiloscopia é resultante de um hibridismo greco-latino (papilla= papila e skopêin = examinar). Papilas são pequenas saliências de natureza neurovascular, situadas na parte externa (superficial) da derme, estando os seus ápices reproduzidos pelos relevos observáveis na epiderme.

Numa impressão papilar, as cristas papilares produzem as linhas pretas, os sulcos interpapilares geram as linhas brancas.

Objetivo e divisão

A papiloscopia visa à identificação humana por meio das impressões digitais, palmares e plantares. Ela apresenta a seguinte divisão:

Datiloscopia - é o processo de identificação por meio das impressões digitais (daktilos = dedos e skopêin =

examinar). A datiloscopia foi a primeira área da papiloscopia a ser estudada e utilizada. Graças à variação classificação dos padrões nos dez dedos foi possível a criação grandes arquivos de impressões digitais, possibilitando o seu emprego na expedição de carteiras de identidade. Atualmente ganhou novo impulso com os Sistemas Automáticos de Impressões Digitais.

Por fim, cabe ressaltar que o desenho digital é diferente da impressão digital. O desenho digital é possível observar diretamente olhando a polpa dos dedos, enquanto, com base no sistema de Vucetich, o desenho impresso é a impressão digital, que é reverso do desenho digital.

Quiroscopia - é o processo de identificação por meio das impressões palmares, isto é, das palmas das mãos;

É utilizada mais como uma forma de ampliar as possibilidades de identificação criminal. Atualmente volta-se o interesse em coletar impressões palmares a fim de auxiliar nas investigações policiais, pois é freqüente encontrar-se fragmentos de impressões palmares em locais de crime.

O desenho quiroscópico é formado por cristas papilares e sulcos interpapilares, apresentando deltas, pontos característicos e poros, possuindo os requisitos unicidade, perenidade, imutabilidade e variabilidade.

Podemos classificar a palma da mão em três regiões: Tenar : É a região situada na base do dedo polegar.

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mínimo, ocupando uma posição oposta à região tenar.

Superior ou Infra-Digital : É a região situada imediatamente abaixo dos dedos indicadores, médio, anular e mínimo.

Podoscopia - é o processo de identificação por meio das impressões plantares, isto é, das plantas dos pés.

A aplicação da podoscopia ficou consagrada na identificação de recém nascidos, em razão das dificuldades operacionais de identificação datiloscópica dos mesmos. Nos hospitais e maternidades colhem-se as impressões plantares dos bebês com a digital da mãe, com objetivo de serem utilizadas sempre que houver desaparecimento ou suspeitas de trocas de bebês. A polícia não tem tradição de manter arquivos podoscópicos, porém, eventualmente papiloscopistas realizam identificação de suspeitos que deixaram impressões plantares em locais de crime.

Com a finalidade de identificação a coleta de impressões plantares, podemos dividir a planta dos pés em cinco regiões, a saber: 1- região do grande artelho (dedão); 2- região do segundo ao quinto artelho; 3- região fibular (fíbula), lado externo do pé; 4- região tibial, lado interno (arco do pé); 5- região do calcanhar.

Poroscopia: Ao longo das cristas, existe uma série de poros correspondentes aos orifícios de abertura

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identificação;

Princípios fundamentais da papiloscopia

Os desenhos papilares não se restringem aos seres humanos. Elas também podem ser encontradas nos membros inferiores e superiores dos primatas. São também encontradas nos focinhos dos animais. Em todos eles os desenhos papilares têm as seguintes propriedades:

 Variabilidade é a propriedade que tem os desenhos papilares de não se repetirem, variando, portanto, de região para região papilar e de pessoa para pessoa. Não há possibilidade de se encontrar dois desenhos papilares idênticos, nem mesmo em uma mesma pessoa.

 Perenidade é a propriedade que tem os desenhos papilares definidos desde a vida intrauterina até a completa putrefação cadavérica. O desenho papilar observado em um recém-nascido permanece até sua velhice, com a única diferença do aumento de tamanho, como se fosse uma ampliação fotográfica.

 Imutabilidade é a propriedade que tem os desenhos papilares de não mudarem a sua forma original, desde o seu surgimento até a completa decomposição cadavérica. Os desenhos aumentam de tamanho durante o crescimento do corpo humano, porém, eles mantém constante as características que permite identificá-las.

Os desenhos papilares não são indestrutíveis, por isso lesões profundas provocam surgimento de cicatrizes, entretanto as demais áreas permanecem inalteradas. A cicatriz, uma vez estabelecida ali permanece, por isso pode ser utilizada como uma característica a mais das impressões papilares.

Vantagens do processo papiloscópico

O processo papiloscópico acabou por substituir o processo antropométrico em todos os países devido às suas vantagens, dentre as quais:

● Exatidão

Por meio dela é possível afirmar categoricamente a identidade de uma pessoa; ● Baixo custo

Com apenas uma ficha de papel e tinta é possível obter impressões papilares; ● Classificabilidade

A classificação das impressões papilares, principalmente as digitais, cria uma sequência numérica ou alfanumérica, que possibilita busca em arquivos com milhões de fichas; e

● Auxílio na solução de crimes

As impressões papilares podem ser encontradas em locais de crime e identificadas. Tais impressões, em conjunto com outras evidências, se constituem em um importante elemento de prova.

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Juan Vucetich definiu Dactiloscopia como “a ciência que se propõe a identificar as pessoas, fisicamente consideradas, por meio das impressões ou reproduções físicas dos desenhos formados pelas cristas papilares das extremidades digitais”.

SISTEMA DACTILOSCÓPICO DE VUCETICH

Este notável processo de identificação foi lançado em 1891 e instituído oficialmente no Brasil em 1902/1903, convertendo-se no método exclusivo e mais eficiente da ciência da identidade, disputando a primazia de excelência com a impressão digital genética do DNA.

Esse sistema de classificação considera a existência e disposição das cristas papilares ou papilas dérmicas, que são encontradas nas pontas dos dedos, estão dispostas em linhas regulares, que são separadas e limitadas entre si por sulcos, tendo como característica a unicidade e imutabilidade. Esse desenho recebe a definição de desenho digital ou dermatóglifo e, a impressão desse desenho recebe o nome de datilograma. A finalidade desse sistema classificatório é permitir uma checagem rápida, direta e segura.

Os sistemas de linhas podem ser observados exclusivamente nas impressões digitais e são três:

1) Sistema marginal: conjunto de linhas mais externas que ocupam o espaço situado acima da diretriz marginal superior;

2) Sistema nuclear: conjunto de linhas situadas dentro do espaço limitado pelas linhas diretrizes marginal e basilar;

3) Sistema basilar: conjunto de linhas que ocupam o espaço situado entre a prega interfalangeana e a linha diretriz basilar.

As linhas diretrizes, também encontradas exclusivamente nas impressões digitais, são linhas que limitam os sistemas. A linha diretriz basilar limita o sistema nuclear em relação ao sistema basilar e a linha diretriz marginal limita o sistema nuclear do sistema marginal.

O delta é o espaço triangular presente nos papilogramas em consequência da divergência do fluxo das linhas papilares. Pode ser encontrado nas impressões palmares, plantares e digitais. Nessas últimas, é um espaço formado pela confluência dos três sistemas de linhas, mas não faz parte de nenhum dos sistemas.

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De acordo com o sistema Vucetich a classificação primária tem por base os tipos fundamentais do polegar direito, constituindo assim quatro grupos fundamentais e, dessa constituição surge o delta. O sistema de classificação idealizado por Juan Vucetich consiste em quatro tipos fundamentais a saber:

Arco: é o datilograma, geralmente adéltico, formado por linhas que atravessam o campo digital, apresentando em sua trajetória formas mais ou menos paralelas e abauladas ou alterações características. É representado pela letra A para os polegares e número 1 para os demais dedos

Presilha interna: é o datilograma com um delta à direita do observador, apresentando linhas que, partindo da esquerda, curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem, formando laçadas. É representado pela letra I para os polegares e o número 2 para os demais dedos.

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Presilha externa: é o datilograma com um delta à esquerda do observador, apresentando linhas que, partido da direita, curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem, formando laçadas. É representado pela letra E para os polegares e o número 3 para os demais dedos.

Verticilo: é o datilograma com um delta à direita e outro à esquerda do observador, tendo pelo menos uma linha livre e curva à frente de cada delta. É representado pela letra V para os polegares e o número 4 para os demais dedos.

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Anotam-se com × os desenhos com defeito, por cicatrizes ou por qualquer alteração, e por 0 (zero) as amputações.

Denomina-se fórmula dactiloscópica a sucessão de letras e algarismos que configuram os tipos fundamentais de uma pessoa a partir do polegar direito até o mínimo esquerdo, sentida por meio de uma fração que tem como numerador a mão direita e denominador a mão esquerda

Se a fórmula dactiloscópica é representada por: teremos: V – Verticilo – polegar direito;

3. Presilha externa – indicador direito; 3. Presilha externa – médio direito; 3. Presilha externa – anular direito; 4. Verticilo – mínimo direito.

I – Presilha interna – polegar esquerdo; 2. Presilha interna – indicador esquerdo; 2. Presilha interna – médio esquerdo; 2. Presilha interna – anular esquerdo; 1. Arco – mínimo esquerdo.

O escopo da fórmula dactiloscópica é facilitar o arquivamento.

Classificação das impressões digitais e arquivamento

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www.monsterconcursos.com.br pág. epiderme na polpa digital, dessa forma, a impressão digital é a reprodução do desenho digital sobre qualquer tipo de suporte. Segundo o modelo proposto por Vucetich, o sistema datiloscópico possui quatro tipos fundamentais, arco, presilha interna, presilha externa, verticilo. Cada um apresenta duas características, uma sendo pertinente ao delta e outra as linhas do sistema nuclear.

Delta – A principal característica é o formato similar a um triângulo, ou seja um delta grego, formado por dois processos, pela bifurcação de uma linha simples ou pela brusca divergência de duas linhas paralelas.

Arco – são classificadas neste grupo as impressões digitais que não apresentam nenhum delta, e assim as linhas que partem de uma das bordas do dedo vão ao lado oposto, descrevendo curvas com leve convexidade. Presilha interna – apresenta um delta, situado à direita do observador, e as linhas nucleares correm para a esquerda do observador.

Presilha externa – apresenta um delta, situado à esquerda do observador, e as linhas nucleares correm para a direita do observador.

Verticilo – apresenta dois deltas, sendo um à direita e outro à esquerda do observador, e as linhas nucleares ficam encerradas entre os dois deltas, e assumem formas variadas.

Quanto ao arquivamento, temos que o armazenamento das impressões pode ser estruturado de duas maneiras de acordo com o objetivo que se pretende alcançar. A primeira é em forma de um arquivo decadactilar, que consiste em um armazenamento das dez impressões do individuo em um único conjunto. Esta é a forma utilizada para o arquivamento das impressões em um instituto de identificação.

Outra forma de estruturarmos o armazenamento é na forma dos arquivos monodactilar, onde cada impressão é classificada e armazenada separadamente, sendo esta a forma utilizada para a identificação criminal, pois em cenas de crimes são encontradas somente fragmentos de impressões ou elas isoladas, muito raramente se consegue a coleta do conjunto das dez impressões de um mesmo individuo. Como o objetivo do sistema é atender a identificação criminal adotamos como base a forma monodactilar para o armazenamento das impressões. Como um dos objetivos do sistema é a integração dos institutos de identificação em todo o país, os bancos de dados terão replicações distribuídas por áreas geográficas com a finalidade de agilizar as consultas, mas sua base total será centralizada.

Arquivamento segundo Vucetich

No sistema de Vucetich, o arquivamento é do tipo decadactilar, ou seja, são utilizadas as impressões dos dez dedos das mãos do indivíduo para a classificação e arquivamento. Essas impressões são coletadas e dispostas em uma ficha específica que contém em um dos lados dez campos na sequência polegar, indicador, médio, anular e mínimo, sendo os cinco da mão direita em cima e os cinco da mão esquerda em baixo tendo para cada um dos dedos três campos na parte superior onde é registrado o tipo fundamental, o sub-tipo e a contagem das linhas de cada dedo respectivamente. No verso da ficha, é colocado a qualificação do identificado, ou seja,

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nome, filiação, data de nascimento etc., e a sequência dos dedos indicador, médio, anular e mínimo de cada uma das mãos, unidos em uma única impressão, bem como a impressão de cada um dos polegares nos locais determinados. Esse procedimento serve para conferir a sequência das impressões dos dedos coletada no anverso da ficha.

A disposição das impressões digitais na ficha forma a ID, (individual dactiloscópica) que baseada nos tipos forma uma fração alfanumérica sendo letras para os polegares e números para os demais dedos. Exemplo: V1343 / V2122 (fig.. 27). O arquivamento das fichas é baseado na fórmula dactiloscópica da ID (individual dactiloscópica) sendo sua distribuição feita da seguinte forma: Primeira divisão: forma-se 4 grupos independentes de fichas com base no tipo fundamental encontrado no polegar direito. Exemplo: grupo A, grupo I, grupo E , grupo V. Segunda divisão: dentro de cada grupo, forma-se sub-grupos com base no tipo fundamental do polegar esquerdo. Exemplo: 1º Grupo A - A/A, A/I, A/E, A/V; 2º Grupo I - I/A, I/I, I/E, I/V; 3º Grupo E - E/A, E/I, E/E, E/V e 4º Grupo V - V/A, V/I, V/E, V/V. Terceira divisão: dentro de cada subgrupo segue-se a ordem crescente da fração numérica formada pelos tipos dos dedos, indicador, médio, anular e mínimo. Exemplo: 1º- 1111/1111, 2º-1111/1112 , 3º-1111/1113, 4º-1111/1114, 5º-1111/1121, 6º-1111/1122, ... ...256º- 1111 / 4444, 257º- 1112 / 1111, 258º- 1112 / 1112, ...65.536º- 4444 / 4444. Por exemplo, uma ficha dactiloscópica com a seguinte fórmula V3321 / I4233: Coloca-se a ficha no grupo V (arquivo destinado às fichas que possuem impressão digital do tipo verticilo no polegar direito); Dentro deste grupo V, coloca-se a ficha no sub-grupo I (posição destinada às fichas que possuem impressão digital do tipo presilha interna no polegar esquerdo) e;

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www.monsterconcursos.com.br pág. Finalmente, dentro do sub-grupo I, coloca-se a ficha na posição correspondente à fração numérica 3321/4233 que estará entre os extremos 1111/1111 e 4444/4444. Com este sistema de arquivamento, formamos 4 grupos com os polegares direito, contendo 4 subgrupos de polegares esquerdos em cada grupo e 65.536 combinações numéricas formadas pelos demais dedos para cada subgrupo, perfazendo um total de 1.048.576 combinações possíveis.

Como já foi dito, a fórmula dactiloscópica tem o objeto precípuo de tornar mais fácil o arquivamento das fichas. Mas a identidade das impressões digitais é realizada pelo estudo dos pontos característicos.

Os pontos característicos, encontrados em todos os tipos de impressões papilares, são as particularidades morfológicas das linhas que permitem individualizar uma impressão. São também conhecidos como minúcias ou caracteres individualizadores. A nomenclatura dos pontos característicos é bem variada, mas os termos mais utilizados são bifurcação, ponta de linha, ponto, ilhota e encerro.

Não existe um número mínimo de pontos característicos coincidentes que permitam determinar a identidade da impressão papilar. Isto porque o papiloscopista, ao fazer o confronto das impressões, não observa somente a quantidade de pontos, mas também a configuração do desenho quanto à raridade, ao formato das linhas e até mesmo à estrutura dos poros. Todos esses elementos são igualmente importantes e gozam dos princípios da perenidade, imutabilidade e variabilidade. Na maioria dos casos, a partir da constatação do terceiro ponto de coincidência, o perito já começa a perceber a identidade das impressões. Quanto mais sinalética for a impressão e maior o grau de visibilidade de sua estrutura de linha, menor será a quantidade de pontos característicos necessários à identificação.

Saiba mais...

Os 12 pontos tradicionalmente assinalados é um padrão adotado para a individualização. Os Estados Unidos aceitam a quantidade mínima de oito pontos; a Suíça sete pontos; a França e a Inglaterra 18 pontos, e em outros países varia em torno de 12 pontos. Trata-se de convenções jurídicas calcadas na tradição que remonta à época do criminalista Locard (1909). Porém o próprio Locard, embora tivesse a opinião de que a quantidade de 12 pontos fosse suficiente, admitiu que um agrupamento de linhas de forma incomum é muito mais sinalético

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(ou seja, individualizador) do que uma centena de pontas de linhas espalhadas pela impressão.

Do ponto de vista técnico não há empecilho algum. Se as impressões são idênticas, não somente 12 pontos serão coincidentes, mas todos os pontos visíveis o serão. O único problema é quando for examinado um fragmento de impressão papilar em que todos os elementos técnicos tenham permitido a absoluta convicção da identidade do mesmo, porém alega falta de condições técnicas de exame, em razão da quantidade mínima dos doze pontos não terem sido atingidos.

No âmbito da Polícia Federal, o Instituto Nacional de Identificação recomenda o assinalamento de pelo menos 12 pontos característicos.

Os pontos característicos mais comuns são: o ponto, a cortada, a bifurcação, a forquilha e o encerro. No assinalamento desses pontos, em primeiro lugar procede-se à ampliação fotográfica da impressão testemunha e da impressão suspeita. Depois, divide-se o desenho em quatro quadrantes, começando-se a marcar os acidentes que se devem iniciar do quadrante superior direito em sentido dos ponteiros do relógio.

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Por fim, examinando-se certas impressões digitais, podem-se notar, além dos desenhos das linhas negras papilares e dos espaços correspondentes aos sulcos interpapilares, algumas linhas brancas, de forma, direção e tamanho os mais variados, as quais, em seu conjunto, são conhecidas sob a denominação de “albodactilograma”

Em sua maioria, são representadas por cicatrizes ou ferimentos. No entanto, algumas delas são resultantes da impressão de cristas muito rasas e de caráter congênito. Neste último caso, os sulcos têm bordas bem regulares e não existe retração do tecido circunvizinho. Essas linhas brancas apresentam um valor muito significativo na identificação, não dificultam a classificação pelo sistema decadactilar, mas podem comprometer a subclassificação, pois, algumas vezes, prejudicam os elementos apreciáveis em uma visualização monodactilar.

Têm influência a idade, o sexo, a raça e a atividade profissional. São mais comuns na mão direita e nos polegares e indicadores. Na maioria das vezes, persistem definitivamente e, em outras circunstâncias, aparecem apenas quando a pele se pregueia.

Finalmente, pode-se dizer que o método de identificação pelo sistema dactiloscópico de Vucetich é um processo de grande valia e de extraordinário efeito, porque ele apresenta os requisitos essenciais de um bom método: unicidade, praticabilidade, imutabilidade e classificabilidade. Só não apresenta o requisito da perenidade.

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www.monsterconcursos.com.br pág.

Outros sistemas de identificação:

É possível realizar a identificação de um indivíduo ou cadáver a partir de análise comparativa de dados identificados através de:

• Odonto legal (arcada dentária); • Genética Forense (DNA).

A primeira forma buscada para realizar a identificação é a papiloscopia, que já abordamos acima, que se trata da identificação das impressões do indivíduo ou cadáver, porém, em alguns casos, essa identificação é impossibilitada pelas condições das papilas dérmicas. Nesse caso o resultado se dá em entre um ou dois dias. Quando isso acontece, a providência seguinte a ser tomada é a comparação da arcada dentária, realizada pela odontologia legal. Aqui, se faz necessária a colaboração da família, dentistas e técnicos de próteses para fornecer dados referenciais ao indivíduo e assim realizar a comparação de dados, sendo que o resultado é apresentado em até cinco dias.

A identificação humana pós-morte é uma das grandes áreas de estudo e pesquisa da Medicina e Odontologia Legal, pois as duas ciências trabalham com o mesmo material, ou seja, o corpo humano, em vários estados do pós-morte (esquartejado, dilacerado, carbonizado, macerado, putrefeito, em esqueletização e esqueletizado), sempre com o mesmo objetivo, ou seja, estabelecer a identidade humana. O Odontolegista atua em todos os níveis periciais, e como tal, pode ser nomeado pelo Juiz para atuar em perícias criminais e civis, além de poder ser nomeado como assistente do réu ou da vítima.

As técnicas de DNA abriram uma grande perspectiva para o dentista, porque até mesmo naqueles casos onde o vestígio humano é ínfimo, ele tende ser sempre ou quase sempre os dentes, pois eles são as peças mais resistentes do corpo humano. Sabemos que dentes resistem muito mais que outro tecido à degradação pós-morte e às variações de temperatura e pressão. Então, o dentista é constantemente chamado porque além da tradicional identificação de arcadas, que é rápida, simples e barata, ele tem a possibilidade de executar a identificação por meio dos exames de DNA das peças mais resistentes do organismo, os dentes.

Confiável e barato, o método de identificação dentária permanece como o mais consistente, já nas situações onde registros dentários não são disponíveis as amostras de DNA são a estratégia ideal, o que se vê constantemente em casos de investigações criminais e jurídicas.

No passado, confiamos em impressões digitais, métodos odontológicos, radiológicos e patológicos para identificação, agora, em adição a esses métodos, as ferramentas da biologia molecular estão sendo usados com uma frequência cada vez maior, e a identificação vem sendo baseada em tipificação de DNA, uma nova abordagem para a busca da identidade.

Por ultimo, tem-se como meio de identificação o exame de DNA, sendo que esse processo se dá pela extração do material, amplificação, sequenciamento e a confecção do laudo técnico. Esse processo leva em média 10 dias para apresentação do laudo, dependendo das condições do material coletado.

Referências

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