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Rihatejo O desfile de cavalos

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Proprietário, Administrador e Editor

V .

S .

M O T T A P I N T O

KEDACÇÃO E ADM1NISTRÀOÃU - AV. D, NUNO ÁLVAKES FfcKEIKA, 18 - TEL EF. 030Í6?

---—M

o

N T I J O -- ---COMPOSIÇÃO B IMPRB8SAO- - TXPOORASTA «GBAJPEX» - --TELES’. 030836— tíO N rltfO

D I R E C T O R

M O T T A

P I N T O

P R IM A VERA

Está a chegar a Prima­

vera !...

Logo de manhãzinha a

natureza e as suas belezas

parecem formar um cortejo

multicor que nos descreve

todo o valor desta formosa

estação.

É nestas manhãs que a

nossa alma sente o infrene

desejo de se refugiar sob as

belezas e realidades prima­

veris, esquecendo tudo quan­

to a Terra tem de agreste.

É nestes dias transbor-

dantes de luz, colorido e per­

fume que nós vemos a in­

fluência que a Natureza tem

sobre as almas.

Parece que a Terra com a

chegada da Primavera entoa

o seu lindo cântico de hos-

sânas.

Parece-nos que em cada

flor que tremula, em cada

pipilar, em cada sussurro,

até no simples alar da doce

brisa, há uma afirmação, um

mistério, como em tudo que

a sóbria Natureza nos mos­

tra, nos dá, e como o tudo

que nasceu do nada...

Mistério, porque tudo nos

fala eloquentemente dum po­

der soberano, que transcende

os finitos poderes humanos...

Olhando o vasto horizonte,

tudo quanto nos diiicia e aca­

rinha ; sentimo-nos presos a

todas as maravilhas desta

estação e vemos que a nossa

alma ternamente se dilata

ante a verdade deste imenso

poema natural.

É nestas tardes e noites

amenas-que nós sentimos o

encanto da Natureza e o

prazer de lhe aspirarmos o

suave e doce perfume.

E sob o seu influxo, luz e

naturalidade que nós senti­

mos a alma cantar, muitas

v e z e s chorando, e estabele­

cermos uma forte compara­

ção entre a nossa vida e a

vida de tudo quanto a terra

nos oferece.

É ela que nos obriga a

sentirmo-nos atraídos pela

insondável profundidade do

Incógnito, tentando distrair o

nosso pensamento com as

maravilhosas legendas que a

Natureza nos dita.

E ’ nesta estação que as

avezinhas sentem o doce ca­

lor do seu ninho e seguem

os ditâmes da Providência

na sua finalidade sobre a

Terra.

Nestes cenários surpreen­

dentes que a Primavera nos

d e j w a , encontram os poetas,

toda a beleza singular e v a­

riada para os mais compli­

cados e sentimentais poemas.

Esta formosa estação tra-

duz-nos toda a beleza do

Universo em coloridos e s ­

plêndidos e suaves perfumes.

E’ olhando as belezas pri­

maveris que nós sentimen­

talmente deduzimos que cada

esperança se desbobra em

mil desilusões, que a cada

aspecto da vida e alegria

corresponde um enxame de

sequências variadas que até

a mais leve brisa vai trans­

formando, como o faz as mais

formosas flores, que depois

de desfolhadas o calor solar

seca e desfaz.

E ’ nos aspectos sorridentes

da vida florida com manifes­

tações de esperanças, que

nós vemos que num momento

tudo se transforma, para se

multiplicar em cenários de

desolação e decadência, e

vetnos que a vida é a con­

tingência íntima, fortuita, e

a morte é a suprema lei uni­

versal para que tudo tende.

E’ olhando a linda e altiva

(C o n tin u a n a p á g in a 5)

Folhaao i DI VAG A MD O

v e n t o ...

P o r - S A P H E R A C O S T A

Embora que dia a dia nos

tornemos mais idosos, pelo

facto de nos não ser possí­

vel parar o tempo, todos nós

conservamos gratas recorda­

ções do que nos ficou para

trás.

Quem há que em horas de

meditação, não tenha pas­

sado em revista a sua vida

desde os tempos de meninice,

a recordar companheiros de

brincadeira, suas garotices,

camaraJas de estudo e de

trabalho e quantas partidi-

nhas endiabradas não tenha

ficado triste por lhe não ser

possível volvera e s s e tempo?

Haverá, por acaso, alguém

que tenha esquecido os seus

primeiros derriços e afastado

de si a lembrança de certas

maldades feitas ? Creio bem

que não, como também acre­

dito em muitos arrependi­

mentos que intimamente con­

fessam quando, em momen­

tos de contemplação do tempo

fugido, se relembra, tais pas­

sagens da vida, tendo, até,

inúmeras v e z es proferido as

conhecidíssimas f r a s e s : «.ve

eu soubesse o que hoje sei-»,

ou, « s e eu t e n h o a d ivi­

nhado'*...

Como voltar atrás, porém,

écompletamente impossível,

depois de havermos revivido

recordações, caímos na rea­

lidade e regressamos àquilo

que hoje somos... com imen­

sa pena, claro está, mas sem

outro remédio, além de ir

caminhando em direcção h

meta fina! da existência...

Pela minha parte, só peço

h Divina Providência que me

deixe poder contar aos meus

tetranetos algumas das ale­

gres passagens da vida que

tive em rapaz e com os restos

de saúde que ainda hoje

conservo...

Rihatejo

O desfile de cavalos

utilitários e dos carros

de lavoura de Almei-

rim e Alpiarça.

Há sempre um assunto

para escrever e de merecido

interesse, mesmo que seja

um abrir ou fechar de janela

que provoca disçussão.

Nesta Lisboa, onde os pa­

radoxos são os motivos mais

embrionários para o jornalista

ou escritor, desencandear o

poder da sua pródiga

iinagi-Por

MI NDA PI RES

nação, surgiu agora, mais um

degrau para subir e do cimo,

vislumbrarmos o panorama

que nos beija os pés.

Sobre os rumores que sem ­

pre cumulam a cidade, diz-

-se : , . . ali, era uma mercea­

ria e supomos ainda, daque­

las que vendem em cada

manhã, mal se pressente o

abrir dos ferrolhos sujos, um

tostão de «pó para as traças»

ou artigo congénere.

Deixou de ser vista a tal

senhoril mercearia e prosai­

camente tomou galantes v e s ­

tes e dos feijões e do arroz,

passou à sublime expressão

de galeria de,«arte», aprontou

seus cavaletes, prateleiras

de fundo cinzento, pendurou

sarapilheiras, para se apre­

sentar ao público com o pom­

poso nome de «MANSARDA»

local onde alguns bem inten­

cionados, deram abrigo e e s ­

tímulo a um certo escol de

artistas.

Quem pela vidraça te vê,

ou se detenha a comtem-

plar-te, cenário de aspecto

frio e de luzes de mansarda,

túgurio de dor e sofrimento,

antevê teu interior, onde os

dramas devem aflorir aos lá­

bios de cada assistente, e de

alguns aventureiros ávidos

de sensações, pseudos-disci-

pulos dum duplo existencia­

lismo, que a mais não chega

a ser que um golpe de m isé­

ria mora! que tão hábilmente

dá aos seus praticantes um

ar de tristeza e solidão.

Para vós a quem falta o

valor real do Sol bendito, de

valiosa terapêutica, ele, vos

incitaria ao trabalho e à luta

árdua pela vida, onde os

eleitos pelo bem e pela ver­

dade se debruçam no auxílio

ao semelhante sem fugir aos

seus deveres.

Descrever-te «mansarda»

é fazer antegozar aos nossos

leitores mais um descalabro

de tanta da nossa juventude

portuguesa que rodeada de

tão boas vontades, escolhe

alguns dos caminhos tortuo­

sos da vida e se desvia da

senda da verdadeira «ARTE».

Urn conselho que nos pa­

rece oportuno; a nossa ju­

ventude por ambiente e tem-

(iC o n tin u a n a p á g in a 4) M eu coração fo i p o u s a d a De ta n ta m u lh e r que a m o u ; T em hoje a p o rta fe c h a d a P or m u ito a m a r se c a n s o u ... M as tu ch eg a ste q u e r id a , C heia d e e n c a n to a s o r r i r ... E e n q u a n to ele b a te r com v id a ,

se

a c o n seg u eí* a b r i r . .. Manuel Giraldes da Silva Montijo, 11-3-859,

LEGENDAS DE PORTUGAL (XVI)

M

A

C

A

U

MACAU é a mais pequena de todas as Províncias Ultramarinas Portuguesas.

Situada na Costa Sul da China, a pequena distância da grande cidade de Cantão e da colónia inglesa de Hong-Kong, Macau abrange a península do mesmo nome e as ilhas da Taipa e Coloane, c o r re s p o n ­ dendo ao total uma superfície de 16 quilómetros quadrados.

A capital, a cidade de Santo Nome de Deus de Macau, é uma u rbe cosmopolita cheia de pitoresco e recheada de magníficos edi- íícios entre os quais alguns imponentes arranha -c éus.

Apesar do seu carácer pronunciadamente oriental, não faltam nela velhas fortalezas e belas igrejas a recordar quatro séculos da gloriosa presença poi tuguèsa.

Um dos seus lugares mais visitados é a *G ruta d e C a m õ e su onde, segundo a tradição, u grande poeta teria composto alguns can­ tos dos «LUSÍADAS».

Da população, constituída por 188.000 habitantes, a esmagadora maioria pertence à raça chinesa.

Dada a sua pequena extensão, Maeau vive principalm ente do comércio com os territórios vizinhos: a China e Hong-Kong.

O clima é muito húmido e a Província está exposta aos tufões do Mar da China.

( T r a n s c r ito com a d e v id a v é n ia de «Â C a m p a n h a», Ó rgão d a C a m p a n h a N a cio n a l d e E d ucação de A d u lto s)

(2)

M O N T

J O

{

pr o fissio n al

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fOYQ

fflOflUJME

A v. Jo ão d e D eus, 71 Praça 1.° de Maio)

M O N T I J O

P a ra clevida elucidação dos n o sso s leito res e em c o m p le ­ m en to ao P lano d e A c tiv id a d e s d e sta C â m a ra M u n icip a l do a n o económ ico e m curso, que tem o s d a d o a lu m e n e sta s co lu n a s, c o m eça m o s hoje a p u b lic a r a s b a se s do o rç a m en to o r d in á r io , à quele re sp eita n te.

Tr a ta -se a g o ra d u m ju d icio so p re â m b u lo que anteced e vários ca p itu lo s, ta is com o o d c re ­ ceita s e. d e s p e s a s ; d istrib u içã o de dotações d e s tin a d a s a o b ra s e m e lh o ra m e n to s das. fre g u e ­ s ia s ; o b ra s de in teresse p ú ­ blico a e fe c tu a r pelo M u n icí­ p io ; criação e v e n tu a l d e novos lu g a r e s ; e c o n o m ia s a r e a liza r n a a d m in is tr a ç ã o m u n ic ip a l; a ctualização ou rem o d e liza ç ã o d e co b ra n ça d a s ta x a s d c r e ­ ceita s m u n ic ip a is ; e m p r é s ti­ m o s p a r a a red e de a b a ste c i­ m en to de á g u a á n o ssa vila e b a ir r o s sa té lite s c- d e s p e s a s p r e v is ta s d e aq u isiçã o de te r ­ re n o p a r a a fu tu ra E sco la Técnica, b e m com o do p ro je c ­ ta d o B a irro d e C asas E conó­ m ic a s, a c o n stru ir p e la F ed e­ ração d a s C a ix a s d e P re v i­ d ê n c i a — , e a i n d a p a r a u rb a n iza ç ã o d a vila de M on­ tijo. N essa s sete b a s e s do o rç a ­ m e n to m u n ic ip a l d c M o n tijo , c o n d e n s a m -s e e co n c re tiza m - s e a lg u m a s d a s p r im a c ia is a sp ira ç õ e s d a n o ssa p o p u la ­ ção, a cujos p r o b le m a s a p r e ­ s id ê n c ia e a e d ilid a d e m o n ii- je n s e c o n tin u a rã o a e sta r e m ­ p e n h a d a s d ecerto, em a te n d e r s a tis fa to r ia m e n te .

*-■

*

*

Bases do o rça m e n to o rd in á ­ rio para o an o e c o n ó m ic a de 1959, da C â m a re M uni* c ip a i de M ontijo As bases do orçamento a elabo­ rar pelo Presidente da Câmara, nos termos do Código Adminis­ trativo, constituem um documento de elevada importância adentro da administração municipal e daí, certamente, a obrigatoriedade da sua discussão e votação pelo Con­ selho Municipal.

Cronologicamente, situam-se em segundo lu gar na lista dos do­ cumentos elaborados previamente em cada ano para orientação e coordenação da acção do Municí­ pio, no ano seguinte. Quanto à sua elaboração, podemos considerá-las fortemente influenciadas pelo p r i ­ meiro documento, o plano de acti­ vidades, pois é uma sua conse­ quência. Se nos permitem, pode­ mos afirmar que se trata duma ponte de passagem, daquele plano para o orçamento — esse documento final que consubstancia em si toda a longa previsão, em números, de realizações materiais e outras va­ riadas actividades.

O dever imposto ao Presidente da Câmara de elaborar essas bases condicionadas às directrizes do referido plano e que deverão im ­ prim ir a orientação a dar ao orça­ mento, não parece, na verdade, tarefa fácil, pois exige atributes que nos faltam, mas que tentamos suprir pela experiência de alguns anos, que nos permite o conheci­ mento dos problemas, necessida­ des e possibilidades do nosso con­ celho. Sucede ainda que, parte desses problemas estão estudados com colaboração técnica e o que se prevê não é mais do que a na­ tural continuidade das tarefas em eurso.

O Conselho Municipal, porém, como órgão da maior valia no sis­ tema da administração local, vai discutir e votar esse trabalho do Presidente da Câmara. Fá-lo nos termos legais, no livre exercício da sua íunção administrativa e também — estou certo — com o conhecimento dos problemas lo­ cais e com elevada noção dos inte­ resses confiados às representações dos seus membros.

Sem possibilidade de p r e v e r

concretamente a alta função fora do alcance dos profanos da m até­ ria — adiantarei, entretanto, que o orçamento municipal se ressentirá da redução da taxa sanitária de reses abatidas fora do Matadouro, que, por decisão jurídica, foi fixado novamente em cinco escudos por cada suíno.

Trata-se, com efeito, duma r e ­ ceita de prim ordial im portância — como que um dos pilares orça­ mentais — cuja redução acarreta sérias dificuldades na gestão m u ­ nicipal.

As outras receitas ordinárias, dum modo geral, não terão oscila­ ções profundas, antes se notarão ligeiros aumento'1, provenientes da natural evolução.

Regista-se, sobretudo, o subs­ tancial aumento de rendim ento do Mercado Central que, contudo, é proporcional ao dispêndio da sua conservação e funcionamento.

Com referência à despesa, para além das imprevisíveis, mas natu­ rais, oscilações, especialmente no que respeita à despesa extraordi­

De pé, toda a assistência envol­ vida n u m frenético entusiasmo, aplaudia e acenava com lenços àquele punhado de homens sim­ ples, mas conscientes dos seus de­ veres e saber, quando do m em o­ rável concerto musical dado no Coliseu dos Recreios, de Lisboa, que constituiu para a Banda da 1.° de Dezembo, a «consagração n a ­ cional», depois do estrondoso êxito obtido além-fronteiras, quando da obtenção do 2." P rémio do Con­ curso Internacional de Bandas Civis levado a efeito no passado ano de 1958, na cidade holandesa de Kerkrade.

Ainda não se apagou da memó­ ria daqueles que tiveram a felici­ dade de assistir àquele inolvidável concerto da Sociedade Filarmónica l . a de Dezembro, da nossa vila. — a SINFÓNICA DO MONTIJO, como a exigente crítica da capital designou a nossa centenária filar­ mónica; já de todos os pontos do país têm acorrido convites para outros concertos; e para mai( r glória da 1 “de Dezembro e HO''» RA para PORTUGAL, dum país amigo: a B élg ica — foi a colectividade montijense d i s t i n g u i d a com a honra dum convite, para naquele país participar num Concurso In­ ternacional Musical.

à gentileza do convite recebido e atendendo aos grandes encargos que implicaria a sua deslocação a esse país, — e ainda por já ter con­ tratos estabelecidos para essa al­ tura —,não poude a distinta Banda corresponder, em bora com pena de ali não ir enaltecer o nome da sua colectividade, assim como o de MONTIJO e de PORTUGAL.

Contudo, do país nosso irmão — BRASIL — veio um tentador con­ vite, o qual ainda não teve uma aceitação ou escusa, por se ir.anter de pé a vontade de muitos p ortu­ gueses residentes no Brasil em pretenderem ouvir a 1.° de Dezem­ bro, e quando os portugueses- -brasileiros querem qualquer coisa, a deslocação da nossa Banda é um aspecto de dignidade própria, a que não poderemos dizer se vão ou não; dependente aòmente daqueles que

nária, temos de contar com o já prometio aumento de vencimentos do funcionalismo público, que, le­ gal e justamente, será extensivo aos funcionários administrativos.

Sem acreditar nas variadíssimas versões da concretização desse aumento, não podemos, no entanto, deixar de acreditar na sua conces­ são e, qualquer que seja o critério aprovado pelo Governo, o certo é que o facto se reflectirá duramente no orçamento municipal.

Em local própiio, destas bases e do plano de actividades, se faz referência aos diversos assuntos relacionados com algumas receitas e despesas de maior vulto, pelo que me dispenso de outras consi­ derações.

Pcsto este preâmbulo breve, mas intencional, resta-me subm e­ ter à aprovação de V. Ex.as as bases do orçamento ordinário de 1959, elaboradas c o m rigorosa observância do disposto no art." 757.° do Código Administrativo e tendo em vista os superiores in te ­ resses do Município e do Montijo.

lá estão longe e a quem a nostal­ gia da Pátrla-mãe dos seus fami­ liares, os contamina.

* *

*

A tudo isto não ficaram indife­ rentes os governantes da Nação Portuguesa, e em face dum a opor­ tuna e tão expressiva exposi­ ção da autoria do Mestro, sr. A n­ tónio Gonçalves, que por iniciativa do novo presidente da Direcção da Sociedade, sr. António Luís Pe­ reira Coutinho Salgado, em boa hora fez chegar às mãos de Sua Ex.*, O Senhor Presidente do Con­

selho, por ofício datado de 6 de Fevereiro último do Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo, pela sua Secção de «Fundo de Turismo», era dado a conhecer que por despacho de 31 de Janeiro pretérito, Sua Ex.’, o Ministro da Presidência, sobre o pedido formulado pela exposição dirigida a Sua Ex.*, o Presidente do Conselho, que a considerou d e v id a m e n te , foi dado o subsídio de Esc. 3G.874Í70. Este subsidio veio suprir os encargos contraídos com a deslocação a Holanda.

Por tão importante verba obtida

Assembleia Geral E x traordária, que teve realização no passado sá­ bado, 14 do corrente, pelas 21 h o ­ ras, no Salão de Festas na sua nova sede, sita na Avenida D. João IV.

O Salão de Festas achava-se r e ­ pleto de associados, bastante e n t u ­ siasmados e um tanto ou quanto surpreendidos pela i n c ó g n i t a duma parte da ordem de trabalhos daquela Assembleia.

O nosso jornal, por cativante convite, fez-se represe ntar e assim registou que a Mesa da Assembleia Geral Extraordinária, foi consti­ tuída pelos srs. António Pereira Coutinho Salgado, Jaime Sanchez Bermejo e António Caxeirinha, respectivamente, Presidente e Se­ cretários.

Aberta a sessão, o presidente da Mesa fez sentir a sua satisfação pelo entusiasmo e interesse d e ­ monstrado pela massa associativa presente àquela assembleia, e se­ guidamente explicou quais ai razões que levaram a Direcção a convocá-la.

Entrando na ordem de trabalhos, no respeitante à eleição da Comis­ são Revisora de Contas, disse que, tendo a Direcção antecessora eleito uma Comissão com essa finalidade, a mesma nunca exerceu o seu mandato, não obstante a nova Di­ recção ter convocado esses mes- mesmos associados para procede­ rem à revisão de contas, o que nunca o fizeram, nem tão poueo justificaram a sua falta de compa­ rência.

Assim pedia à digna Assembleia a nomeação de novos elementos para constituir aquela Comissão, sendo eleitos por unânimadade, os srs. António Júlio Canarim Nepo- muceno, António Manuel da Silva Ramalho e I l e l d e r Lopes dos Anjos.

Mais um a vez se verifica a defi­ ciência dos velhos estatutos, que parecem ter sido redigidos pela lei de menor esforço, chamando-se por isso a atenção da massa asso­ ciativa e principalmente dos novos dirigentes, para que os novos es­ tatutos sejam elaborados e apro­ vados, pois os actuais não estão à altura da projecção e responsabi- lidades que a 1.° de Dezembro, — mais do que nunca — arcou, pois os que estão, vigentes só dão aborrecimentos e motivos a inci­ dentes, sem razão.

Entrando-se na apreciação do assunto de máximo interesse da Sociedade, o Presidente da Mesa disse quais os motivos e deu a conhecer o subsídio a que aciuia se faz referência.

Impulsionada por tal notícia, a massa associativa da colectividade levantou-se em peso, e num a p ro ­ longada e quente ovação manifes­ tou-se com vivas à 1.° Dezembro, a Montijo, ao sr. Governador Ci­ vil do Distrito, a Portugal e ao Estado Novo.

Em seguida o sr. António Luís

Pereira Coutinho Salgado, p resi­ dente da Mesa, propôs para Sócio- -Honorário, por prestantes serv i­ ços prestados à colectividade, o sr. José Manuel Salgado, residente na c a p i t a l , e para PRESIDENTE- -IIONORARIO, Sua Ex.a O SE­ NHOR PRESIDENTE DO CON­ SELHO, D R . A N T Ó N I O DE OLIVEIRA SALAZAR.

De pé, toda a massa associativa sob o domínio da maior euforia, aprovou por unanimidade, o nome do Exm.® Snr. Dr. ANTÓNIO DE

(Continua n a p á g i n a 5)

âssemblgia Geral txfraorJinária da

S

é íé

F. 1.° Is Pauto

Sua Ex." O S e n h o r P r e sid e n te d o C o n s e l h o , en fre vi­

brantes a c l a m a ç õ e s , foi e le ito Preside n t e - H on o r á rio

da S o c i e d a d e Filarmónica 1.® d e D e z e m b r o d e M ontijo

C ró n ic a da J o s é J ú lio V a lé rio R o d r i g u e s

A B a n d a d a S o c ie d a d e />'H a rm ó n ica 1.° de D ezem b ro , na s u a id a a B o u za s (V ig o ) E s p a n h a , em J u lh o de 1958, sob a r e g ê n c ia do M aestro, sr. A n tó n io G o n ç a lv e s,o n d e fo i recebida a p o teó tica m e n te

(3)

A

GENDA

ELEGANTE

M

N T

À A T E N Ç Ã O D O S C . C . T.

ew«®!asMíK£aa«f. iirwr r m m

A n iv e r s á r io s

— No dia 13, a sr.* D. Maria da Glória Romeira da Encarnação Gervásio, esposa do nosso estima­ do assinante, sr. José Marques Gtrvásio.

— No dia 15, a sr.* D. Mai ia An- tónia Marcelino Bastos, irmã do r.osso dedicado assinante, sr. Ma­ nuel Marcelino.

— No dia 15, completou o seu 18.® aniversário o sr. José António C. Marques Gaspar, nosso prezado assinante.

— No dia 15, completou o seu 39.® aniversário a sr.a D. Adelaide Coelho Carinelo, esposa do nosso dedicado assinante, sr. Amiícar Ervedoso Carmelo.

— No dia 16, completou as suas 16 risonhas primaveras a gentil menina Célia Coelho Carmelo. fi­ lha do nosso dedicado assinante sr. Amilcar Ervedoso Carmelc.

— No dia 16, a s r . ’ O. Maria de Lourdes Fernandes da Silva, filha do nosso prezado assinante, sr. Ricardo Raimundo da Silva, r e s i ­ dente em Portalegre.

— No dia 16, completou 12 anos a menina Maria Adília T raquino Resina, filha do nosso dedicado assinante, sr. José António Resina.

— No dia 17, a menina Maria Florinda Gonçalves de Sousa, filha do nosso estimado assinante, sr. Delfim Gonçalves de Sousa.

— No dia 17, a nossa dedicada funcionária, menina Maria Alice Nunes Castanheira.

— No dia 17, a sr.’ I). Maria Carmina da Veiga Marques Simões, esposa do nosso prezado assinante, sr. Fernando Carvalho Simões, residentes em Coimbra.

— No dia 17, o sr. Cai los Leitão, pai do nosso jovem assinante, o menino João Carlos da Cruz Lei­ tão.

— No dia 19, o sr. Carlos Silva Tavares Almeida, filho fio nos»o dedicado assinante, sr. José T ava­ res Almeida, residente em Lisboa. — No dia 19, a menina Maria José Borralho Felício, neta estre» tnosa da nos«a dedicada assinante, sr.* Viuva de António Borralho.

— No dia 19, completa o seu 42.° aniversário, o nosso prezado assi­ nante, sr. Mário Luís Barreto.

— No dia 20, o menino José Manuel Troncho Sequeira Amaral, neto do nosso dedicado assinante, sr. José António Sequeira Amaral.

— No dia 22, perfaz o 4.® a n i­ versário a menina Judite Emília da Costa Oliveira, so brin ha e afi­ lhada do nosso dedicado assinante, sr. Á lvaro da Costa e Silva.

— No dia 22, a sr.“ D. Emíla 1 eodoro da Silva, esposa do nosso prezado assinante, sr. Manuel Soa­ res Canastreiro.

— No dia 22, completa o seu 10.° aniversário a menina Maria He­ lena Pascoal de Almeida Tavares, filha do nosso dedicado assinante, sr. Américo Tavares.

— No dia 22, completa 65 anos o sr. Manuel Gomes Patego, sogro do nosso estimado assinante, sr. Mário Luís Barreto.

— No dia 23, o sr. António Amé­ rico Costa Ribeiro, filho do no»so dedicado assinante, sr. António Ribeiro.

As nossas

felicitações-a g r felicitações-a d e c i m e n t o

Adriana fcrnandcs I . Lacas

Maria da Conceição Martins, Artur José Fernandes Bastos L u ­ cas, Adriano José de Bastos Lucas, e demais família, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas, que de qulquer modo manifestaram i n ­ teresse pela prolongada doença de sua tilha, mãe e parente e bem assim a todos quantos a acompa­ nharam a sua última morada, p e ­ dindo desculpa de não o fazerem directamente por desconhecimento de moradas.

A todos o seu eterno reconheci­ mento.

o i m n n r oim nrrrintnm rins

V i s a d o p e l a C e n s u r a

a fijj, j u i j u u u u

Em referência à local sob este titulo, publicada no n.° 200, deste semanário, de 22 Janeiro p, pd.®, e esclarecendo a reclamação ai formulada, reproduzimos a seguir a informação dimanada da Admi­ nistração Geral dos Correios, T e ­ légrafos e Telefones e transm itida pela 2.8 Repartição do Secreta­ riado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo.

Senhor

Director do jornal «A Província» MONTIJO

Em cumprimemto do decretro n.° 30.320, de 19 de Março de 1940, tenho a honra de enviar, ju n ta ­ mente, a V. Ex.a, uma informação recebida da Administração Geral dos Correios, Telégrafos e Telefo­ nes, em referência a uma local publicada nesse jornal em 22/1 do corrente ano.

A BEM DA NAÇÃO Sterttiiist!i> Nacianel da Inlormsfão, 14 ilt

iBoiífl Ji 1959

PF.L’0 CHEFE DA REPARTIÇÃO (.4. F o lg a d o d a S ilv e ira )

I N F O R M A Ç Ã O O Jornal «A Província», de Montijo, no seu número de 22-1 -59, publicou uma local em que alude aos inconvenientes de enc errar cedo a estação dos CTT daquela vila, o que impede que as corres­ pondências possam ser lançadas na caixa receptáculo, de modo a poderem beneficiar da expedição da manhã ; sugere, para obstar a esta deficiência, que se instale um marco postal ju nto da mesma estação.

Informa-nos, a propósito, a Administração Geral dos CTT de que já foi autorizada a colocação do marco pedido o que virá satis­ fazer a pretensão em causa.

Entretanto, esclarece que os poucos usuários que utilizam o receptáculo da estação têein-no c o n s e g u i d o com regularidade, mercê da permanência voluntária do respectivo chefe no edefício que lhes tem facultado o portão aberto, nas horas de encerramento dos serviços.

O Chefe dos Serviços de Informações e Reclamações

F. Sousa

Fazendo justiça ao zelo dem ons­ trado pelo chefe dos serviços dos correios nesta vila, apraz-nos sa­ lientar que já diversas deligências haviam sido tomadas por si, 110

sentido de acautelar os interesses dos usuários dos serviços CTT, ju n to das entidades superiores.

N.s 208 • «A Província» - 19-3-959

Anúncio

C O M A R C A DE M O N TIJO 2.“ Publicação

No dia 3 de Abril próximo, pelas 14 horas, no T r i b u n a l desta comarca, nos autos de acção sumá­ ria, em execução de sentença, que Bastos & Lima, L.da, com sede em São João da Madeira move contra Alexandre Pereira Gomes, casado, comerciante, morador em Alhos Vedros, hão-de ser postos em prim eira praça, para se a r re ­ matarem ao maior lanço oferecido acima do valor por que forem pos­ tos em praça, vinte duas camisolas para h o m e m ; 29 pulôveres para ho m e m ; 17 camisolas para crian­ ça; 16 gabardines para homem ; e 7 cortes de fato para homem.

Destes bens é depositário José Gouveia, casado, morador na Ave­ nida da República — Barreiro.

Montijo, 4 de Março de 1959 O Chefe da 3.* Secção A lfre d o A la ria P ereira R ib eiro Verifiq uei:

O Juiz de Direito Ilid io B o rd a lo S o a r e s

Assim pela rectificação solici­ tada, mais uma vez se deu a Deus o que era de Deus, e a César o que era de César.

Ao digno funcionário que dirige os serviços postais da nossa vila, pedimos nos releve a reclamação mal fundamentada, e que decerto não veio dim inuir a consideração a que tem jús, da parte da popu­ lação da nossa vila, e seus a r r e ­ dores.

Arruamentos no

Afonsoeiro

Nem sempre o dito popular «lenho as ruas livres para passear*, tem a devida propriedade. Assim, para atestar o que afirmamos, está o facto de quem desejar percorrer a parte levantina do Bairro do Aíunsoeiro, terá de entrar e r e tro ­ ceder na mesma rua, porque algu­ mas estão abertas só a espaços, e depois fechadas à circulação.

O proprietário doa terrenos desta zona, quando vendeu os lotes para as construções deixou, e muito bem, os arruainent03 frente aos terrenos entregues. Ka 1 ta, deste modo, sòmente, que sejam expro­ priados 4 ou 5 quintais de pessoas que adquiriram os terrenos antes do plano da Câmara, e que espe­ ram ansiosamente a solução deste problema para, com as quantias a receber, comprarem os quintais que substituirão aqueles de que se verão privados.

Salvo erro, há sete ou oito anos que estas ruas foram demarcadas pelos competentes serviços da Câ­ mara Municipal de Montijo e até hoje tudo continua quase na mesma. Apenas são ruas teòricamente.

Afora os interesses de toda a população s u c e d e m , p a rtic u la r­ mente, os dos comerciantes desta parte que, motivado pelo e n c erra­ mento da passagem que um parti­ cular autorizava, estão na contin­ gência de perder parte dos fre­ gueses, o que lhes prejudicará o desenvolvimento comercial d a s suas c-asas.

Ao sr. Presidente da Câmara pessoa que sempre tem dem ons­ trado a maior simpatia e com­ preensão pelos anseios justos dos munícipes, pedinaos a resolução do que apontamos, pois julgamos digna e ser a mais premente ne­ cessidade deste populoso bairro. - (<-:•)

Cartas à Direcção

a q u e m d e direito . . .

Dirigiu-se-nos um assíduo leitor e prezado assinante chamando a nossa atenção, pelo facto de há já algumas semanas se encontrar um amontoado de pedras na Rua 1.° de D ezetu bro,— ju n to à estação da C. P. desta vila—, dificultando por vezes o trânsito de veículos, que por ali necessitam de fazer passagem.

A sua permanência naquele lo­ cal constitui um perigo para os automobilistas e motoristas, pelo que nos permitimos solicitar as devidas providências do sr. P re­ sidente do nosso Município, no sentido de ser removido esse obstáculo, antes de ali haver a la­ mentar algum desastre.

S u b s íd io s a h osp ita is

s u b - r e g io n a is

Pelo Ministério da Saúde e As­ sistência têm sido distribuidos milhares de contos de subsídios a hospitais sub-regionais de todos os distritros do País.

P a ra o D istrito d e S e tú b a l fo ia m con ced id o s, aos de : Alcá­ cer do Sal, 60; Almada, 140; A llios V e d r o s (M oita), 18; Azeitão, 28; Barreiro, 52; C anha íM o n t i j o ), 12 M ontijo, 9 6 ; Grândola, 40; Palmeia, 20; San­ tiago do Cacém, 100; Sesimbra, 68; Sines, 31; Torrão (Alcácer do Sal), 10; Alcochete 18,

C â m a ra Municipal

de Montijo

Resumo de acta da reunião

ordinária de 10 de Março

de 1959

P r e s e n te s; Os srs. José da Silva Leite, P resid ente; e os ve­ readores, Francisco Tobias da Silva Augusto, Tomás Manhoso Iça, Joaquim Brito Sancho, Carlos Gouveia Dimas e Mário Miguel de Sousa Rama. S e c r e tá r io : o sr. José Maria Mendes Costa, Chefe da Secretaria.

Deliberações tomadas;

— Conceder diversas licenças para obras e de utilização;

— Arrem atar a cantina do Mer­ cado Central a Maria Julieta da Graça SENGO;

— Aprovar a conta de gerência do ano findo ;

— Adquirir prédios de Maria Anlónia Silva e Leonor Júlia Fialho Caria, na Travessa Guerra J u n q u e i r o ;

— Converter em processo disci­ plinar o inquérito ordenado a um funcionário da Secção Técnica e suspendê-lo do exercício das fun­ ções.

— A dquirir duas muares para os serviços de limpeza.

— Nomear um vereador para membro do juri do concurso de funcionários.

— Contratar um engenheiro c i­ vil para prestação de serviços t é c ­ nicos.

Prof» ]osé M, Landeiro

O «Relatório e Contas da Ge­ rência de 1958», da Casa do Con­ celho de Penamacor, com sede no Largo de S. Domingos, em Lisboa, propõe um voto de louvor ao sr. Prof. José Manuel Landeiro, o que foi aprovado.

Esta proposta foi baseada na ma­ neira como tão desinteressada e inteligente, este nosso prezado colaborador se vem, desde há mais de vinte anos, ocupando, em e s t u ­ dos sérios e meritórios das Terras de Penamacor.

«A Província», em que o Proft Landeiro vem colaborando desde o seu aparecimento, congratula-se por esta distinção que lhe acaba de ser conferida por unanimidade.

Os nossas parabéns não só ao nosso colaborador m?s a t éà«C asa do Concelho de P e n a m a c o r» que também se honrou com este merecido louvor prestado a um seu digno conterrâneo e amigo, ao qual com agrado igualmente nos associamos.

8 MlIãO 19 GOFilia El

minas, dirale ui smsln

A 183.244 contos subiu o valor da exportação portuguesa de cor­ tiça em rolhas, no prim eiro se­ mestre de 1958.

A Alemanha foi o principal comprador, com uma importação de 1.033 toneladas, que renderam 42.338 contos, seguindo-se a I n ­ gla terra com 510 toneladas por 31.689 contos, a França com 370 toneladas por 17.275 contos, e os Estados Unidos com 223 toneladas por 17.235 contos.

Outros países im portadores: o Canadá, Cuba, o Brasil, o Chile, a Colômbia, o Perú, a Venezuela, o Paquistão, a Austiália, a Rússia, a Polónia, as Filipinas, a Grécia, a Itália, a Checoslováquia e muitos mais. (ANI).

MONTIJENSE:

Colabora expontâneamente para que o nosso concelho seja apontado como símbolo de civilidade! — O cuspir, o lançamento de inundicies e inutilidades para a via pública, é sintoma de pouca educação e desrespeito pelo próximo I

I

AG EN D A

U T IL IT Á R IA

I

I

farmácias dt Serviço

5.3 feira, 19 — D i o g o 6,a feira, 20 — G i r a i d e s Sábado, 21 — M o n t e p i o Domingo,,22 — A l o d e r n a 2.a feira, 23 — H i g i e n e 3.* feira, 24 — D i o g o 4.a feira, 25 — Gi r a l d e s

B o l e t i m R e l i g i o s o

Vida Católica

HORÁRIO DAS MISSAS 5.*-feira, 19 — às 8, 8,30 e 9 h. 6.» fe ir a , 20 - às 8,30,9 e 9,30 h. S á b a d o , 21 — às 8,30, 9 e 9,30 h. D om ingo, 22 — na Igreja da Mi-seiicórdia, às 8 h.; na Igreja Pa­ roquial, às 10, 11,30 e 18 h .; na Capela do Afonsoeiro, às 9 h . ; no Santuário da Atalaia, às 10,30 h.; e, na Ja rdia às 16,15 h . .

C u lto E v a n g é l ic o

Horário dos serviços religiosos na Igreja Evangélica Presbiteriana do Salvador — Rua Santos Oliveira, 4 - Montijo.

D o m in g o s Escola dominical, às 10 horas, para crianças, jovens e adultos. Culto divino, às 11 e 21 h.

Q u a rta a -fe ira s — Culto abre­ viado, com ensaio de cânticos reli­ giosos, às 21 h.

S e x ta s - f e i r a s— Reunião de Oração às 21 h.

No segundo domingo de cada mês, celebração da Ceia do Senhor, mais vulgarm ente conhecida por Eucarística Sagrada Comunhão

Ig reja P en teco sta l, R u a A le­ x a n d r e H erculano, 5-A - M o n ­ tijo. D o m in g o s ; — Escola D omini­ cal, às 11,30 h . ; Prègação do E v an ­ gelho, às 21 h. Q u in ta s - fe ir a s : — Prègação do Evangelho, às 21 h.

E s p e c t á c u l o s

CINEMA TEATRO JOAQUIVl DE ALMEIDA 5.* feira, 19 ; (Para 12 anos) No­ vamente a pedido. No p a lc o ; o famoso canto r brasileiro, Ivon C u r i ; No e c r a n i: o arrebatador filme de aventuras, «Aventura em Hong-Kong», com Rory Calhoun e Barbara Rush.

Sábado, 21, às 21,15; e Domingo, 22, às 15,80 e 21,15; (Para 12 anos) O melhor espectáculo de todos os tempos, com Cantinflas e David Niv en: «A Volta ao Mundo em 80 Dias».

3.a feira, 24; (Para 17 anos) O traravilhoso filme em Cinemas- c ó p i o : «A Colina da Saudade», com Willian Holden e Jennifer Jones.

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Informa nesta redacção.

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(4)

n a V ila d a M o ita

F U T E B O L

Taça de Portugal —- Fase Preliminar

M o n tijo , 3 - A lm a d a , 3

A actuação da defesa local, anulou as pos-

sibilidades de vitória da sua equipa *..

Campeonato Nacional

Juniores

MONTIJO, 2 - OLIYAISJ

0 Montijo ensinou,

mas também aprendeu,

X pedido do rev." padre João Evangelista de Jesus Matos, pároco das freguesias de Moita do Ribatejo e Sarilhos Grandes, do nosso con­ celho, publicamos a seguir o p ro ­ grama das festividades da Semana Santa naquela vila, que terão ini­ cio no próxim o Domingo, 22, (Do­ mingo de Ramos), e se prolonga­ rão até Domingo de Páscoa, dia 29 do c o r r e n t e :

Dia 2 2 , D om ingo de Ram os

A ’a 9 h o ra s — Missa de Comu­ nhão Geral.

A ’s 11 h o r a s— Bênção, Distri­ buição e Procissão dos Ramos. Missa Solene com canto da Paixão e Sermão.

A 's 17 h o ra s — Procissão do Senhor dos Passos com Sermão do Encontro na Praça do Municí­ pio. Ao recolh er haverá o Sermão do Calvário.

Nos d ias 2 Í , 2 4 a 25

A 's 21 h o ra s — Haverá Terço do Rosário, Práticas de Preparação para a Comunhão Pascal e Bênção do Santíssimo Sacramento. Dia 2 é , Q u in ta -fe ira Santa

A ’s 17 h o r a s — Missa Solene Cantada, Sermão, Lava-Pés,

Comu-Realizam-se nos dias 1, 2 e 3 de Maio próxim o as intereisantes festas académicas destes im porta n­ tes estabelecimentos de ensino, as quais constarão de cortejo histó­ rico, cortejo académico, jogos flo­ rais, sarau d ’arte, tarde desportiva, garraiada, baile e fogo de artifício e outros números de sensação, que decerto levarão à cidzde Nabantina grande n ú m e ro de visitantes a essas lindas paragens de Tomar, banhadas pelo Rio Nabão.

O seu programa encontra-se em eloboração, o qual oportunamente será apresentado permenorisada- mente aos nossos leitores.

Anuncia se igualmente p a r a breve a publicação do novo jornal «C N A», editado pelos Serviços de Divulgação dos mesmos estabele­ cimentos de ensino com publica­ ção bi-mensal, a 2 cores, que será órgão informativo das suas

activi-D

nhão Geral, Procissão e Exposição do Santíssimo no Sepulcro e des- nudação dos Altares.

A ’s 2 2 h o r a s — Hora Santa Solene pregada.

Dia 2 7 , S o x to -feira Santa A 's 10 h o ra s — Via-Sacra So­ lene com prègação em cada Es­ tação.

A ’8 15 h o ra s — Solene Acção Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor. Sermão, Adoração da Ciuz, Procissão, Comunhão do Clero e dos Fiéis.

A ’s 21 h o ra s — Procissão do Senhor Morto, com Sermão da Soledade ao recolher.

Dia 28, lé b a d o Santo

A ’s 2 2 h o ra s — Bênção do Lume Novo, do Círio Pascal, da A’gua Baptismal, Renovação das Promessas do Baptismo, Missa Solene da Vigília Pascal, Apareci­ mento da Aleluia e Comunhão Geral.

Dia 2 9 , D om ingo de Pásco a A’s 11 h o ra s — Procissão da Ressurreição do Senhor.

A’s 12 h o ra s — Missa Solene Cantada com Sermão da Ressur­ reição e Rènção do Santíssimo.

dades e elo espiritual para a for­ mação cultural dos seus alunos, abrangendo diversas secções, de Artes, Letras, Ciência», Históri?, Cultura Nacional e Estrangeira, Crítica, Teatro, Cinema, Contos, Passatempos, Humorismo, etc.

O preço de venda ao público é de 1$50 por número avulso, de Fsc. 30$00 por assinatura anual e de Esc. 15$00, por assinatura se­ mestral.

Pela valiosa acção educativa que os colégios de N un’ÀlYares, vêm desenvolvendo e que decerto será penhor do mais ridente porvir a essas iniciativas, recomendamos o seu m elhor acolhimento aos nossos leitores.

Os seus serviços de divulgação estão instalados na PracetaGualdim Pais, — Prédio Fonseca, 2.°-D.° TOMAR, com o telefone 39G1.

Os montijenses voltaram

a premiar os seus adeptos

com uma exibição que de

maneira nenhuma se coa­

duna com a classificação

obtida no Nacional da 2.»

Divisão, nem com o nome

que alcançaram no desporto

Nacional.

Coube ao C . D . M . uma

série que normalmente po­

deria vencer e pode, mas o

que não há dúvida é que

mercê do resultado alcançado

frente aos Almadenses, com­

prometeu de certo modo as

suas legítimas aspirações.

O jogo em si não tem

história, salvo a marcha do

resultado, pois foi jogado

aos repelões, com a bola

pelo ar, vivendo uma e ou­

tra equipa de esforços indi­

viduais, em prejuizo nítido

do jogo de conjunto. A de­

fesa dos visitados actuou

francamente mal, sobretudo

P i n t o

e

B a r r i g a n a ;

o primeiro dá-nos a ideia,

aliás justa, de acusar os

e f e i t o s dum campeonato

longo e duro, para o qual não

estava preparado, pois em­

bora se trate de um jogador,

como o já demonstrou, de

reais possibilidades, não ti­

nha o necessário calo para

estas andanças.

Ambos culminaram a sua

actuação, contribuindo direc­

tamente em

2 golos obtidos

pelos pupilos de Jacinto;

mas, nem só a defesa jogou

mal, pois André e Barriga

t i v e r a m de certo

modo

actuação bastante apagada,

mormente o último. Dos res­

tantes gostámos de J. Paulo,

autor de 2 golos, Serralha,

Mora e a espaços R om eu;

muito bom o golo obtido por

Veredas, assim como a de­

fesa de Redol à grande pe­

nalidade cedida desnecessa­

riamente por Barrigana ; Ro­

drigues m u ito combativo,

procurando fazer o que sabe,

merece um acerio de simpa­

tia.

Os Almadenses que nos

brindaram com uma exibição

bastante inferior à do cam­

peonatos da

2

.a divisão, ti­

veram em Faustino, muito

bom, e em Costa, Gaivéu e

Brandão os seus melhores

elementos.

A arbitragem do sr. Antó­

nio Bernardo, de Lisboa,

esteve em nível excelente

nos primeiros

5 minutos,

mas decaiu um tanto na

2

.a

metade.

As turmas tiveram a s e ­

guinte constituição:

M O N T I J O : — REDOL;

MORA E B A R R I G A N A ;

SERRALHA, PINTO E A N ­

DRÉ; BARRIGA, ROMEU,

VEREDAS, J.

PAULO E

RODRIGUES.

A L M A D A : — Faustino;

Santana e J. Silva; Leal,

Costa e Silva ; Gaivéu, Quei-

roga, Brandão, Saraiva e

Vasques.

A rtu r L u ca s

C am p o: Luís de Almeida

Fidalgo, no Montijo.

Árbitro: Manuel Fortunato,

de Évora.

Equipas :

M O N T I J O : - E m íd iol

Alves Reis e G er v á s io ; Be-|

xiga, (Adriano), José Antó­

nio e Artur; Coelho, Pinto,-

Cruzeiro, Neto e Galambasl

OLIVAIS : — Nobre ; Car­

valho e Ricardo; Afonso,

Marques e Raul; Samuel,!

Brito, Núncio, Adelino e

Jesus.

* * *

P r i n c ip i a d o o encontro,

logo os rapazes do Montijo

deram a indicação de pos­

suírem um conjunto mais

apurado técnicamente, tanto

no aspecto individual, como

colectivo. Em face de tais

factos, não pesámos devida-'

mente o valor físico e viril

do Olivais, armas das quais

fez vasto uso, colocando em

sérias d i f i c u l d a d e s umal

equipa superior a manobrar-

calma edespreocupadamente,;

o que não deixa de ser mui­

tas vezes um erro pouco ou

nada sanável.

Somos defensores do fu­

tebol pensado, mas nunca

do futebol parado e, se numa

demos lição, rio outro rece­

bemos. E s t a s conclusões,

servem claramente para de­

monstrar a razão do equilíf

brio havido durante todo o

primeiro tempo.

Começado o segundo, ve­

rificou-se rapidamente que a

lição recebida tinha sido bem

aproveitada e, a partir de

então, só o Montijo existiu

como comandante, pena íoi

não terem sabido aproveitar!

capazmente, tão intenso do­

mínio. Neto, Núncio e de-|

pois Coelho, fizeram os ten­

tos duma partida onde todos!

procuraram c u m p r i r , com

destaque para Pinto, Arturl

e Coelho, no Montijo, Ade-|

lino, e Marques, no O livaisl

O director da partida de-|

monstrou perfeita imparcia-g

lidade, permitindo jogo duro

e viril, mas nunca súcio ou

mal intencionado. Para se»-

arbitrar bem, basta ser-se

conhecedor, sério e claro

como o foi o senhor Forlu-

nato — parece-nos que nãol

seria exigir muito

1

. . .

Jo só C a n a rim

«A PROVÍNCIA»

A S S I N A T U R A S Por P a g a ma n t a a di a nt a do 10 n ú m e r o s9S90 20 n ú m e ro s20S00 5 2 n ú m e r o s5’0$0Ó P a ra as P ro vín cia s U ltram a­ r in a s e E stra n g e iro , a cresce ct\ p o rtes de correio.

D I V A G A N D O

C o n t i n u a ç ã o d a p r i m e i r a p á g i n a )

peramento, é muito come­

dida, e não suporta esforça­

dos e n t u s i a s m o s e com

raciocínio e inteligência, dei­

xem que passe a época des­

trutiva e os seus atractivos,

não querendo comparar a

velha e maravilhosa França,

não enraizem os estragos

existentes dos neo-realismos,

mal assimilados e dos exis-

tencialismos baratos que po­

voam os becos e as vielas

de Lisboa.

Olhai o nosso Tejo que

ama os artistas e o Sol que

doira os cabelos das crianças

e convida os ricos e os po­

bres a gozarem dos seus be­

nefícios

1

Provem pela moral quer

novos e velhos, pela vossa

honestidade e trabalho quais

os que se sentem verdadei­

ros artistas sem acepção de

homens, o humilde cavador

também é um artista e re­

trata no seu valor o Belo e

a natureza.

M inda Pires

S A N F E R ,

L .

D A

S E D E

11

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Pretende ser um grande jornal;

Deseja ter a melhor e maior colaboração;

Quer ter mais páginas, mais secções e mais interesse;

Quer ser mais doutrinário, mais informativo, e mais

recreativo.

<A Província» pretende modificar a sua estrutura,

ser um jornal mais agradável à vista e à sua leitura.

«A Província» quer ser um jornal moderno, aquele

que os seus leitores desejam.

Que é necessário fazer ? . . .

Que todos colaborem, um por um, dando uma insig­

nificância

1

Que s e pede a cada assinante?

Só isto ! Que cada assinante arranje outro assinante.

S ó m a i s u m a s s i n a n t e ! Mais nada!

Mas é preciso que todos colaborem. Todos sabem,

que a união faz a força.

Pedimos-lhe a si, caro leitor: A rran je, pelo menos,

só um assinante; pense apenas no seu tributo p a ra um

jo rn a l maior.

Se todos fizerem só isso, teremos um belo e grande

jo rn a l, e tudo muito brevemente.

Sim, é preciso que todos ajudem nesta campanha.

A C a m p a n h a d o MAIS UM .

A todos que colaborem, ser-lhes-á entregue um

emblema de «A Província», um artístico emblema do

seu jornal.

TEREMOS CO NCURSO S E GRANDES SURPRESAS!

Caro assinante: A r r a n j a s ó i s t o s MAIS U M !

COLÉGIOS DE MUI TÁLVARES

DE T O M A R

Referências

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