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Avifauna do Pantanal de Nabileque (Mato Grosso do Sul, Brasil)

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Avifauna do Pantanal de Nabileque

(Mato Grosso do Sul, Brasil)

1,3

Fernando Costa Straube , Alberto com o panorama de conhecimento do lado nho fluvial paralelo, no sentido NNW-1,4

brasileiro praticamente nulo até então. SSW; tem como foz o ponto de confluência Urben-Filho , Alessandro Pacheco

2,5 2,6

O presente estudo divulga os resultados de dois importantes e verdadeiros rios: o Nunes , Walfrido Moraes Tomás ,

7 de duas expedições visando o inventário da Aquidabã e o Branco, ambos originários das Maria Cecília Vieira-da-Rocha

avifauna do Pantanal do Nabileque, buscan- vertentes ocidentais do Planalto da Bodo-do contribuir com a composição da avifauna quena, a cerca de 140 km abaixo. Por esse A depressão orográfica do Rio Paraguai,

desta região. motivo, os terrenos situados entre o leito

mais conhecida como Pantanal, tem sido

ob-principal do Rio Paraguai e o seu curso se-jeto de diversos estudos ornitológicos desde

ÁREA DE ESTUDO cundário, têm sido chamados de "Ilha do Na-a visitNa-a do nNa-aturNa-alistNa-a Na-austríNa-aco JohNa-ann NNa-at-

Nat-Para fins unicamente de localização, deli- bileque" termo que, aliás, é mais adequado à terer, quando de sua viagem de 18 anos pelo

mitamos a nossa área de estudo como a fra- sua condição geográfica. Brasil (Pelzeln, 1871; Vanzolini, 1993).

ção brasileira situada entre as latitudes de Assim, o chamado Pantanal do Nabileque Uma extensa revisão contemplando

espéci-20°00' e 21°00'S e longitudes de 57°00' e consiste de uma zona inundada por 9 meses es citadas na literatura, exemplares de

mu-58°15'W, a qual coincide com o terço médio ou mais durante o ano, formada por planícies seu e informações inéditas de ocorrências

a final da sub-bacia hidrográfica do Rio Na- fluviais e espraiamentos aluviais do Rio Para-foi cuidadosamente preparada por Tubélis

bileque (UNIDERP, 2002) (Figura 1). Cabe guai. De acordo com a fonte, pode ser deno-& Tomás (2003), constituindo a mais

im-ressaltar que esse rio nada mais é do que um minado: Pantanal do Tarumã-Jibóia (IBGE), portante fonte para estudos com a avifauna

braço que se forma na margem esquerda do Pantanal do Jacadigo-Nabileque (Macrozo-desta região brasileira.

Rio Paraguai (próximo da foz do Rio Miran- neamento Geo-ambiental do Mato Grosso Apesar do cenário razoavelmente bem

or-da), em decorrência das cheias que se extra- do Sul) ou, simplesmente, Pantanal do Nabi-ganizado de toda essa informação,

observa-vasam do leito principal, formando um cami- leque (Jorge Adámoli) (UNIDERP, 2002). se que de um total de 67 localidades que

pu-deram ser adequadamente plotadas em ma-pa por estes autores, ainda existem enormes extensões que, até o presente, não recebe-ram nenhum tipo de pesquisa quanto à com-posição avifaunística. Segundo Tubélis & Tomás (2003): "...extensive gaps of

know-ledge become evident, mainly in the central area, along all the entire eastern border, in the south (region between Corumbá and Porto Murtinho) and in the extreme nort-hwestern portion (Pantanal of Cáceres), ne-ar the border with Bolivia".

A terceira região ali indicada corresponde ao chamado Pantanal do Nabileque, uma considerável lacuna na Ornitologia de todo o Estado do Mato Grosso do Sul e mesmo do extenso perímetro de fronteira do centro-oeste do Brasil. Por sua vez, áreas próximas mas situadas nos territórios do Paraguai (Matogrosense Region) e da Bolívia (Zona

de Vida del Cerrado, Bosque Chiquitano, Pastizales y Humedales del Beni y Santa Cruz) foram extensivamente pesquisadas

(Bond & Meyer de Schauensee, 1942, 1943; Remsen & Ridgley, 1980; Remsen & Tray-lor, 1983; Hayes, 1995; Hayes et al., 1990 e

(2)

A paisagem local abriga um intrincado mosaico de diversos tipos fitofisionômicos, conjunto este denominado "Complexo do Pantanal" (Veloso et al., 1991). Segundo Sil-va et al. (2000), os tipos de vegetação predo-minantes no Pantanal do Nabileque são, com as respectivas porcentagens de área: campo inundado (21,4%), carandazal (19,1%), campo seco (15,8%), paratudal (14,0%), brejo (8,5%), chaco (6,7%) e ou-tros tipos, incluindo pequenas extensões de pirizais, baceiros e canjiqueirais, além de matas estacionais e de galeria. Essa configu-ração permite de antemão notar as peculiari-dades fitofisionômicas desta região, em comparação com os outros pantanais sul-matogrossenses (vide Vila-da-Silva, 1998; Silva et al., 2000).

MÉTODOS

Os registros de espécies foram obtidos pe-lo somatório de esforço de campo de duas campanhas realizadas pelos autores entre ju-nho de 2005 e julho de 2006. Procurou-se re-presentar um máximo de pontos amostrais que estivessem razoavelmente distanciados entre si, visando caracterizar a avifauna do maior número de ambientes possíveis e de uma abrangência geográfica significativa. Essa situação foi prejudicada pelas precári-as condições dprecári-as viprecári-as de acesso rodoviário, o que impossibilitou a visita a regiões mais fronteiriças, inatingíveis em decorrência do período de cheias. Eventualmente o trans-porte fluvial, por barco, também foi usado, permitindo a visita a pontos adicionais, ain-da que seus resultados tenham sido oriundos de um pequeno período de trabalho.

As espécies foram identificadas com auxí-lio de binóculos e por meio do reconheci-mento vocal, durante os deslocareconheci-mentos nas adjacências dos pontos amostrais. O ponto geográfico de referência de cada uma das lo-calidades visitadas, datas de visita, esforço amostral e demais informações são as se-guintes (Figura 2):

1. Fazenda Pacu, município de Corumbá (20°38'47"S, 57°37'58"W; alt. 90 m); perío-do: 22 a 25 de julho de 2006; esforço amos-tral: 15 h; pesquisadores: FCS, AUF, MCVR (vide Anexo, Figuras A-1 a A-5). 2. Reserva Kadiwéu, município de Porto Murtinho (20°39'23"S, 57°29'44"W; alt. 152 m); período: 23 a 24 de julho de 2006; esfor-ço amostral: 8 h; pesquisadores: FCS, AUF, MCVR) (vide Anexo, Figuras A-6 a A-13). 3. Rio Nabileque, município de Corumbá (20°44'52"S, 57°43'10"W; alt. 90 m); perío-do: 24 de julho de 2006; esforço amostral: 3 h; pesquisadores: FCS, AUF, MCVR) (vide Anexo, Figuras A-14 a A-17).

4. Ponte do Nabileque, município de Co-rumbá (20°21'46"S, 57°38'17"W; alt. 90

Arapaçu-do-campo Xiphocolaptes major. Foto Cassiano Zaparoli Zaniboni

FIGURA 2. Área de estudo, enfocando os seis pontos amostrais (esq.) e a aparência do relevo local (dir.), neste caso apontando com azul claro, o curso principal do Rio Paraguai e seu braço a leste, denominado Rio Nabileque (correndo no sentido NNE-SSW). O grande

bloco florestado a sudeste da área de estudo corresponde ao Planalto da Bodoquena, protegido em grande parte pelo Parque Nacional da Serra da Bodoquena.

(3)

m); período: 26 a 28 de julho de 2006; esfor- cionadas as 26 espécies até então conheci- ajantes do Museu de Zoologia da Universi-ço amostral: 5 h; pesquisadores: FCS, AUF, das na literatura para a área de estudo, de dade de São Paulo (Pinto, 1938, 1944). MCVR) (vide Anexo, Figuras A-18 a A-24) acordo com a revisão de Tubélis & Tomas O presente estudo ampliou para 235

espé-5. Fazenda Tarumã do Nabileque, município (2003). cies o total conhecido para a região. Não

obs-de Corumbá (20°17'33"S, 57°38'52"W; alt. 90 tante essa riqueza represente quase 50,1%

m); período: 27 a 28 de julho de 2006; esforço A AVIFAUNA DO da composição conhecida para todo o domí-amostral: 8 h; pesquisadores: FCS, AUF, PANTANAL DO NABILEQUE nio do Pantanal e, em uma área nunca antes MCVR) (vide Anexo, Figuras A-25 a A-29). O resultado mais importante foi a adição explorada, ela ainda deve ser considerada 6. Fazenda Terra Preta, município de Por- de novas espécies para o inventário avifau- bastante preliminar levando-se em conside-to Murtinho (20°24'57"S, 57°21'26"W; alt. nístico desta área sul-maconside-togrossense. De conside-to- ração o pequeno período amostral, todo ele 77 m); período: 9 e 22 de junho de 2005; es- do o quadrante abordado, eram conhecidas realizado no período de inverno.

forço amostral: 120 h; pesquisadores: APN, apenas 26 espécies de aves (Tubélis & To- Essa particularidade ressalta a necessida-WMT) (vide Anexo, Figura A-30). más, 2006), oriundas de material coleciona- de de outros esforços para conhecer a com-Com o objetivo de complementar o co- do, de forma assistemática, por Claude posição da avifauna, em particular de pon-nhecimento da avifauna local, foram adi- Grant (Grant, 1911a,b,c) e de naturalistas vi- tos de difícil acesso mais a oeste dos aqui

FIGURA 3. Documentação do registro de Calonetta leucophrys, obtida em 28 de julho de 2006 na localidade Fazenda Tarumã. À esquerda, um casal de Amazonetta brasiliensis, que um dos indivíduos do grupo acompanhava.

(4)

se Region of Paraguay. Bulletin of the British

considerados que, por sua proximidade com Sporophila palustris. Na manhã de 10 de

Ornithologist's Club 110:94-103.

a fronteira com o Paraguai poderão, inclusi- junho de 2006, um casal desta espécie foi ob- Nunes, A.P.; Ticianeli, F.A.T. & Tomás, W.M. 2006. ve, trazer novidades interessantes mesmo servado forrageando em um banhado na Fa- Aves ameaçadas ocorrentes no Pantanal. Co-como adições à avifauna do Brasil. zenda Terra Preta. Trata-se de uma espécie rumbá, Embrapa. Série Documentos n° 83. 41 pp. Pelzeln, A. von. 1871. Zur Ornithologie brasiliens:

Alguns registros destacaram-se no con- com escassos registros no País; sua área de

Resultate von Johann Natterers Reisen in den

Jah-texto geral, sejam por constituirem-se de in- reprodução no Brasil restringe-se à região ren 1817 bis 1835. Viena, A.Pichler's Witwe & formações adicionais à avifauna do Panta- sudoeste do estados do Rio Grande do Sul Sohn. 462 pp + xx (Itinerarium von Natterer's Rei-nal, sejam no tocante á conservação. onde reproduz, de onde se dispersa para o sen in Brasilien 1817-1835).

Pinto, O.M. de O. 1938. Catálogo das aves do Brasil e

Calonetta leucophrys. Em duas ocasiões, Pantanal e Planalto Central, além da Bahia

lista dos exemplares no Museu Paulista. 1º parte:

foi possível observar esta espécie migrató- e Minas Gerais (Birdlife International,

Aves não Passeriformes e Passeriformes não

Osci-ria, com escassos registros no Estado do 2006; Nunes et al., 2006; Cestari, 2006), pas- nes excluida a Fam.Tyrannidae e sguintes. Revis-Mato Grosso do Sul. Em uma delas, um gru- sando pelo noroeste e nordeste do Paraná ta do Museu Paulista 22:1-566.

Pinto, O.M. de O. 1944. Catálogo das aves do Brasil e

po com três indivíduos cruzou o Rio Nabile- (E.Carrano per Straube et al., 2004).

lista dos exemplares existentes na coleção do

De-que enquanto realizávamos deslocamento partamento de Zoologia. 2º parte: Ordem

Passeri-por barco. Posteriormente, na Fazenda Taru- AGRADECIMENTOS. Como forma de formes (continuação): Superfamília Tyrannoidea mã (28 de julho de 2006), encontramos 19 in- expressar reconhecimento pelo apoio finan- e Subordem Passeres. São Paulo, Departamento

de Zoologia. 670 pp.

divíduos, frequentando grupos de aves limí- ceiro e logístico que possibilitou este estudo,

Remsen, J. & Ridgely, R. 1980. Additions to the

avifau-colas (inclusive nadando lado a lado com FCS, AUF e MCVR agradecem a Angela

Pel-na of Bolivia. Condor 82:69-75.

um casal da marreca Amazonetta brasilien- lin e Márcia Brambilla, da Fundação Neo- Remsen, J. & Traylor, M.A. 1983. Additions to the

sis) em um alagadiço, onde foi possível ob- trópica do Brasil ("Projeto Corredor de Bio- avifauna of Bolivia, part 2. Condor 85:95-98. Rivasseau, E. 1936. A vida dos indios Guaycurus:

ter imagens comprobatórias (Figura 3). diversidade Miranda - Serra da

Bodoque-quinze dias nas suas aldeias (Sul de

Matto-Buteo brachyurus. Um indivíduo foi ob- na") e à Conservação Internacional do Bra- Grosso). São Paulo, Companhia Editora servado, na manhã de 24 de julho de 2006, sil. APN e WMT agradecem à Fundação Pan- Nacional. 331 p.

sobrevoando uma mata decidual ladeada tanal Com Ciência, Conservação Internacio- Silva, M.P. da; Mauro, R.; Mourão, G. & Coutinho, M. 2000. Distribuição e quantificação de classes de

por cerrado stricto sensu na Reserva Kadi- nal do Brasil e Embrapa Pantanal ("Projeto

vegetação do Pantanal através de levantamento

wéu. A espécie não consta na coletânea de Levantamento da diversidade, distribuição

aéreo. Revista Brasileira de Botânica

Tubélis & Tomás (2003), embora seja larga- geográfica e relações biogeográficas da avi- 23(2):143-152.

mente conhecida por todo o Brasil extra- fauna do Pantanal"). Somos também gratos Straube, F.C.; Urben-Filho, A. & Kajiwara, D. 2004. Aves. In: S.B.Mikich & R.S.Bérnils eds. Livro

amazônico. aos proprietários e administradores das

fa-vermelho da fauna ameaçada no Estado do Aramides ypecaha. Além dos registros ob- zendas estudadas, pela permissão ao acesso

Paraná. Curitiba, Instituto Ambiental do Paraná. tidos na região de Porto Murtinho (Rio Apa) às propriedades: srs. Terêncio e Apolinária 763 p.

(Straube et al., em prep.), encontramos essa (Fazenda Pacu), Jorge e Joel (Fazenda Bu- Straube, F.C.; Urben-Filho, A.; Pivatto, M.A.C.; Nunes, A.P. & Tomás, W.M. em prep. Nova

espécie em outros três pontos da região do gio), Milton e Iara (Fazenda Tarumã do

Nabi-contribuição à Ornitologia do chaco brasileiro

Nabileque (Anexo 1), somando seis consta- leque). Nossa gratidão ao sargento Saraiva (Mato Grosso do Sul, Brasil). Estudo em tações visuais e/ou auditivas. Na Ponte do (Polícia Ambiental, Destacamento de Boni- preparação.

Teixeira, D.M.; Nacinovic, J.B. & Schloemp, I.M.

Nabileque, onde obtivemos contactos em to) pela intervenção competente e ágil no

1991. Notas sobre alguns Passeriformes

quatro pontos diferentes, esse ralídeo pare- contacto com os proprietários.

brasileiros pouco conhecidos. Ararajuba

2:97-ce ser comum, sendo flagrado facilmente pe- 100.

la vocalização característica. Tratam-se es- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Tubélis, D. P. and W.M.Tomas. 2003. Bird species of

Birdlife International. 2006. Species facsheet: Spo- the Pantanal wetlands, Brazil. Ararajuba

tes dos primeiros registros para o Pantanal

rophila palustris. Disponível online em 11(1):5-37.

brasileiro (cf. Tubélis & Tomas, 2003).

http://birdlife.org , acessada em 31 de dezembro Vanzolini, P.E. 1993. As viagens de Johann Natterer no

Anodorhynchus hyacinthinus. Espécie de 2006. Brasil (1817-1835). Papéis Avulsos de Zoologia

oficialmente ameaçada de extinção (MMA, Bond, J. & Meyer de Schauensee, R. 1942. The birds of 38(3):17-60.

Bolivia. Part I. Proceedings of The Academy of Vila-da-Silva, J. dos S.; Abdon, M. de M.; Boock, A. &

2003), na categoria "vulnerável", foi

encon-Natural Sciences of Philadelphia 94:307-391. Silva, M.P. da. 2000. Fitofisionomias

trada em três localidades, duas delas,

efeti-Bond, J. & Meyer de Schauensee, R. 1943. The birds of dominantes em parte das sub-regiões do

vamente inseridas na área de estudo: duran- Bolivia. Part II. Proceedings of The Academy of Nabileque e Miranda, sul do Pantanal. Pesquisa te deslocamento fluvial pelo Rio Nabileque Natural Sciences of Philadelphia 95:167-221. Agropecuária Brasileira 33:1713-1719.

CBRO, 2006. Lista das aves do Brasil. Versão 17 de UNIDERP, 2002. Atlas geográfico digital de Mato

(5 indivíduos voando) e na Fazenda Terra

julho de 2006. Comitê Brasileiro de Registros Grosso do Sul. Universidade para o Preta (23 indivíduos). Uma terceira ocasião

Ornitológicos. Disponível on line em Desenvolvimento do Estado e da Região do

refere-se a dois indivíduos constatados so- http://www.cbro.org.br. Acessada em 25 de agos- P a n t a n a l . H o m e p a g e , d i s p o n í v e l e m : brevoando a estrada de acesso para a Fazen- to de 2006. http://www2.uniderp.br/Atlas/ , acessada em 30

Cestari, C. 2006. Novos registros de aves do gênero de dezembro de 2006.

d a L o n t r a C i n c o ( 2 0 ° 4 7 ' 2 1 " S e

Veloso, H.P; Rangel-Filho, A.L.T. & Lima, J.C.A.

Sporophila para o Pantanal. Atualidades

Orni-57°14'11"W) a partir da Rodovia MS-382. 1991. Classificação de vegetação brasileira

tológicas 129:7.

Phyllomyias reiseri. Esse tiranídeo é co- Grant, C.H.B. 1911a. List of birds collected in Argenti- adaptada a um sistema universal. Rio de nhecido de apenas algumas poucas localida- na, Paraguay, Bolívia, and southern Brazil, with Janeiro, IBGE. 124 p.

field notes. Part I. Passeres. Ibis 5:80-137.

des brasileiras e também no Paraguai, todas

Grant, C.H.B. 1911b. List of birds collected in

Argenti-elas em florestas decíduas (Teixeira et al, 1. Mülleriana: Sociedade Fritz Müller de

na, Paraguay, Bolívia, and southern Brazil, with

1991). Já foi localizado no Parque Nacional field notes. Part II. Picariae -Anatidae. Ibis Ciências Naturais, Curitiba, Paraná, Brasil;

da Serra da Bodoquena (Pivatto et al., 2006) 5:317-350. 2. Embrapa Pantanal, Corumbá, Mato

Grant, C.H.B. 1911c. List of birds collected in

Argenti-e constitui-sArgenti-e dArgenti-e intArgenti-erArgenti-essantArgenti-e Argenti-endArgenti-emismo Grosso do Sul, Brasil; 3. urutau@

na, Paraguay, Bolívia, and southern Brazil, with

dos enclaves de matas decíduas no bioma do mulleriana.org.br; 4. neocrex@mulleriana.

field notes. Part III.Columbidae - Rheidae. Ibis

cerrado. Um indivíduo foi observado na ma- 5:459-478. org.br; 5. [email protected]; 6. tomasw@

nhã de 24 de julho de 2006 em uma mata de- Hayes, F.; Goodman, S.M. & López, N.E. 1990. New cpap.embrapa.br; 7. cilabelula@yahoo.

or noteworthy bird records from the

(5)

ANEXO 1. Lista de espécies registradas na região do Pantanal de Nabileque (segundo CBRO, 2006).

1 2 3 4

Localidades (vide sob Métodos): . Fazenda Pacu; . Reserva Kadiwéu; . Rio Nabileque; . Ponte do Nabileque;

5. 6

Fazenda Tarumã do Nabileque; . Fazenda Terra Preta. Registros da literatura (Tubélis & Tomás, 2003):

e p b c

, Porto Esperança; , Morro/Ilha do Puga; , Ilha dos Bugres/Passo dos Bugres; , Forte Coimbra.

STRUTHIONIFORMES CATHARTIDIFORMES JACANIDAE

13456

CATHARTIDAE

RHEIDAE Jacana jacana

6 1256

Cathartes aura Rhea americana

123456

Cathartes burrovianus STERNIDAE

13456 1356

Coragyps atratus Phaetusa simplex

TINAMIFORMES 6 Sarcoramphus papa TINAMIDAE 246 RYNCHOPIDAE Crypturellus undulatus 135

2 FALCONIFORMES Rynchops niger

Crypturellus parvirostris

PANDIONIDAE

3

Pandion haliaetus COLUMBIFORMES

ANSERIFORMES

COLUMBIDAE ANHIMIDAE

1

136 ACCIPITRIDAE Columbina minuta

Chauna torquata 13456 16

Rostrhamus sociabilis Columbina talpacoti

6 123456

Ictinia plumbea Columbina squammata

ANATIDAE 12356 123456

134 Geranospiza caerulescens Columbina picui

Dendrocygna viduata 13456 e56

6 Buteogallus urubitinga Patagioenas picazuro

Dendrocygna autumnalis 13456 6 Heterospizias meridionalis 136 Patagioenas cayennensis Cairina moschata 1346 56 Busarellus nigricollis 156 Zenaida auriculata Amazonetta brasiliensis 12456 12456 Rupornis magnirostris 35 Leptotila verreauxi Callonetta leucophrys 1 6

Buteo melanoleucus Leptotila rufaxilla

2 Buteo brachyurus GALLIFORMES PSITTACIFORMES CRACIDAE FALCONIDAE 123456 PSITTACIDAE 123456

Ortalis canicollis Caracara plancus 6

6 156 Anodorhynchus hyacinthinus

Aburria cumanensis Milvago chimachima 236

3 6 Primolius auricollis

Crax fasciolata Herpetotheres cachinnans 6

Aratinga leucophthalma

6

Micrastur semitorquatus 12456

Aratinga aurea

16

PELECANIFORMES Falco sparverius e13456

Nandayus nenday

26

PHALACROCORACIDAE Falco rufigularis 126

13456 Pyrrhura devillei

Phalacrocorax brasilianus ep123456

Myiopsitta monachus

GRUIFORMES e1236

Brotogeris chiriri

ANHINGIDAE ARAMIDAE e12356

1 13456 Pionus maximiliani

Anhinga anhinga Aramus guarauna 12456

Amazona aestiva

RALLIDAE CICONIIFORMES

146 CUCULIFORMES

ARDEIDAE Aramides cajanea

456 13456 CUCULIDAE Aramides ypecaha Tigrisoma lineatum 236 6 b6 Piaya cayana Porzana albicollis Cochlearius cochlearius 13456 1356 Crotophaga ani Nycticorax nycticorax 13456

13456 HELIORNITHIDAE Guira guira

Butorides striata 34 1345

6 Heliornis fulica Tapera naevia

Bubulcus ibis 6 13456 Dromococcyx phasianellus Ardea cocoi CARIAMIDAE 13456 Ardea alba 124 STRIGIFORMES Cariama cristata 1356

Syrigma sibilatrix TYTONIDAE

6

6

Pilherodius pileatus CHARADRIIFORMES Tyto alba

1456

Egretta thula CHARADRIIDAE

156

STRIGIDAE

Vanellus chilensis

46 5

THRESKIORNITHIDAE Charadrius collaris Megascops choliba

146 456

Mesembrinibis cayennensis Glaucidium brasilianum

1456 6

Phimosus infuscatus RECURVIROSTRIDAE Athene cunicularia

1456 156 b

Theristicus caerulescens Himantopus melanurus Rhinoptynx clamator

156 Theristicus caudatus SCOLOPACIDAE CAPRIMULGIFORMES e Tringa flavipes CICONIIDAE CAPRIMULGIDAE e e 6 Tringa solitaria Nyctiprogne leucopyga Ciconia maguari 5 356

1456 Tringa melanoleuca Podager nacunda

Jabiru mycteria

e 1456

6 Calidris melanotos Nyctidromus albicollis

(6)

1 1346

TURDIDAE

Caprimulgus parvulus Certhiaxis cinnamomeus

16 123456 123456

Hydropsalis torquata Phacellodomus rufifrons Turdus rufiventris

146 26

Phacellodomus ruber Turdus leucomelas

b12456 e146

APODIFORMES Pseudoseisura unirufa Turdus amaurochalinus

TROCHILIDAE

6

Eupetomena macroura TYRANNIDAE MIMIDAE

6 6

146

Chlorostilbon lucidus Leptopogon amaurocephalus Mimus saturninus

25 12456

e46

Hemitriccus striaticollis

Hylocharis chrysura Mimus triurus

46 6

Hemitriccus margaritaceiventer Polytmus guainumbi

46

Todirostrum cinereum MOTACILLIDAE

2

6

TROGONIFORMES Phyllomyias reiseri Anthus lutescens

2

TROGONIDAE Myiopagis caniceps

156 6

Trogon curucui Elaenia flavogaster THRAUPIDAE

12356

Camptostoma obsoletum 16

Tachyphonus rufus

6

CORACIIFORMES Suiriri suiriri 156

Ramphocelus carbo

46

ALCEDINIDAE Serpophaga subcristata 123456

13456 145 Thraupis sayaca

Ceryle torquatus 13456 Euscarthmus meloryphus 16

16 Thraupis palmarum

Chloroceryle amazona Tolmomyias sulphurescens 6

13456 6 Conirostrum speciosum

Chloroceryle americana Platyrinchus mystaceus

5

Myiophobus fasciatus

6 EMBERIZIDAE

GALBULIFORMES Lathrotriccus euleri

13456

16 Zonotrichia capensis

GALBULIDAE Cnemotriccus fuscatus

16 e56 56

Galbula ruficauda Pyrocephalus rubinus Ammodramus humeralis

156

156 Poospiza melanoleuca

Xolmis cinereus

e156 126

BUCCONIDAE Xolmis velatus Sicalis flaveola

2 12456 6

Nystalus striatipectus Xolmis irupero Emberizoides herbicola

6 6

Gubernetes yetapa Volatinia jacarina

6 e46

PICIFORMES Arundinicola leucocephala Sporophila leucoptera

34

RAMPHASTIDAE e

Fluvicola albiventer Sporophila bouvreuil

c123456

123456

Ramphastos toco Machetornis rixosa 146

Sporophila collaris

1 6

Myiozetetes cayanensis Sporophila hypoxantha

PICIDAE 123456 6 Pitangus sulphuratus 26 Sporophila palustris Picumnus albosquamatus 136 6 Megarynchus pitangua 16 Sporophila angolensis

Melanerpes candidus e16

12456 Tyrannus melancholicus 6 Coryphospingus cucullatus Melanerpes cactorum 6 13456 Tyrannus savana 26 Paroaria coronata Veniliornis passerinus 126

Casiornis rufus e13456

126 Paroaria capitata

16

Piculus chrysochloros Myiarchus ferox

e1246

12456

Colaptes melanochloros Myiarchus tyrannulus

156 CARDINALIDAE

Colaptes campestris

c1456 56

Saltator coerulescens

Celeus lugubris TITYRIDAE

1 156

c Saltator atricollis

Dryocopus lineatus Tityra cayana

6

Campephilus melanoleucos

PARULIDAE

VIREONIDAE 12456

123456

PASSERIFORMES Cyclarhis gujanensis Parula pitiayumi

1345

THAMNOPHILIDAE Geothlypis aequinoctialis

13456 6

Taraba major CORVIDAE Basileuterus flaveolus

123456 12456 6

Thamnophilus doliatus Cyanocorax cyanomelas Basileuterus hypoleucus

26 1356

Thamnophilus sticturus Cyanocorax chrysops

6

Formicivora rufa ICTERIDAE

e4 1356

Cercomacra melanaria HIRUNDINIDAE Psarocolius decumanus

6 1456

Tachycineta albiventer Procacicus solitarius

15

DENDROCOLAPTIDAE Tachycineta leucorrhoa 123456

Cacicus chrysopterus

26 46

Sittasomus griseicapillus Progne chalybea 123456

Icterus cayanensis

1236 2

Xiphocolaptes major Stelgidopteryx ruficollis 1456

6 Icterus croconotus

Dendrocolaptes platyrostris 123456

2 Gnorimopsar chopi

Dendrocolaptes picumnus TROGLODYTIDAE 46

12456 156 Amblyramphus holosericeus

Lepidocolaptes angustirostris Troglodytes musculus 46

1456 123456 Agelasticus cyanopus

Campylorhamphus trochilirostris Campylorhynchus turdinus 45

6 Chrysomus ruficapillus

Thryothrorus leucotis 123456

1 Agelaioides badius

FURNARIIDAE Thryothorus guarayanus

6 46 Molothrus oryzivorus Furnarius leucopus 56 e123456 Molothrus bonariensis

Furnarius rufus DONACOBIIDAE

56 1456

Schoeniophylax phryganophilus Donacobius atricapilla

46

FRINGILLIDAE

Synallaxis frontalis

2 1256

POLIOPTILIDAE Carduelis magellanica

Synallaxis albescens

1256

56 16

Polioptila dumicola

(7)

ANEXO

Documentação fotográfica

FIGURA A-1. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada

“Fazenda Pacu", situada na margem esquerda do Rio Nabileque, poucos quilômetros a montante da foz do Rio Naitaca.

FIGURA A-2. Estrada de acesso à Fazenda Pacu a partir da Rodovia MS-382. Paisagem de orografia plana com pastos naturais e cerrado, interrompida por pequenas elevações com florestas decíduas.

(8)
(9)

FIGURA A-4. Vista na ponte sobre o Rio Naitaca, na Rodovia MS-382. Três gradientes altitudinais determinando a paisagem: margem fluvial e várzea; carandazais, sob solos sazonalmente encharcados; e floresta decídua, confinada à maiores elevações de relevo.

(10)

FIGURA A-6. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada “Reserva Kadiwéu", e sua orografia montanhosa, nas adjacências da margem esquerda do Rio Naitaca.

FIGURA A-7. Proximidades da Fazenda Tomásia, nas margens da Rodovia MS-382. Vegetação rupícola com bromeliáceas e cactáceas, mostrando ao fundo (esquerda) a floresta decídua.

(11)

FIGURA A-8. Limite sudeste da Reserva Kadiwéu, na Rodovia MS-382: várzea do Rio Aquidabã com estádio seral da mata ciliar.

(12)

FIGURA A-10. Ponte sobre o Rio Aquidabã, na Rodovia MS-382: mata ciliar com acuri (Scheelea phalerata).

(13)

FIGURA A-13. Campo de gramíneas e cerrado stricto sensu; ao fundo, pequenas elevações com floresta decídua: Reserva Kadiwéu. FIGURA A-12. Transição de floresta decídua e cerrado, na Reserva Kadiwéu.

(14)

FIGURA A-15. Rio Nabileque e seu leito, com campos inundados, tendo à margem extensos carandazais.

FIGURA A-14. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada "Rio Nabileque", e sua orografia plana com vários meandros, canais de vazão fluvial e lagoas de água aprisionada, eventualmente interrompidos por pequenas elevações. À direita o nítido limite da floresta decídua.

(15)
(16)

FIGURA A-17. Rio Nabileque e mata ciliar com alguns indivíduos de carandá e predomínio de espécies arbóreas, dentre elas os ingazeiros (Inga).

FIGURA A-18. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada

(17)

FIGURA A-20. Paisagem de inundação ao longo da várzea do Rio Nabileque, à margem da Rodovia MS-195. FIGURA A-19. Ponte sobre o Rio Nabileque na Rodovia MS-195: vasta extensão de brejo e campo inundado.

(18)

FIGURA A-22. Grande concentração de aguapés em ambientes fluviais de pequena correnteza.

FIGURA A-21. Margem do Rio Nabileque e gradação de relevo, determinando a presença de espécies de plantas aquáticas, como o aguapé (Eichhornia) e vegetação de relevos sazonalmente inundáveis (campo de gramíneas e arbustos).

(19)

FIGURA A-24. Margem da Rodovia MS-195, onde há extensas áreas de inundação, preenchidas por extensas concentrações de Cyperus giganteus (pirizais) e capões, formações florestais isoladas em feições geomorfológicas de altitudes pouco maiores.

FIGURA A-23. Paratudal, tendo o predomínio de um estrato arbóreo dominado pelo paratudo (Tabebuia aurea) cercado, em locais mais baixos, por adensamentos de Cyperus giganteus, à margem da Rodovia MS-195.

(20)

FIGURA A-25. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada "Fazenda Tarumã do Nabileque", situada na margem esquerda do Rio Nabileque.

(21)

FIGURA A-27. Carandazal do tipo arbóreo aberto, em um local elevado dos arredores da Fazenda Tarumã

(22)

FIGURA A-30. Imagem de satélite (Google Earth, 2006) indicando a localidade aqui denominada "Fazenda Terra Preta". FIGURA A-29. Campo de gramíneas e arbustos; ao fundo, carandazal arbustivo aberto.

Referências

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