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Budismo tibetano Práticas Diárias

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Prática Diária

Prática Diária

 Votos e CompromissosVotos e Compromissos

 Direção Segura (Refúgio) e PratimokshaDireção Segura (Refúgio) e Pratimoksha  BodhisattvaBodhisattva

 Tantra GeralTantra Geral

 Orações e Práticas TântricasOrações e Práticas Tântricas  Em GeralEm Geral

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Prática Diária - Votos e Compromissos

Prática Diária - Votos e Compromissos

Direção Segura (Refúgio) e Pratimoksha

Direção Segura (Refúgio) e Pratimoksha

Ações para Praticar

Ações para Praticar na Tna Tomada da Direção Segura omada da Direção Segura (Refúgio) ensaio curto(Refúgio) ensaio curto ensaio curtoensaio curto

Bodhisattva

Bodhisattva

Ações para Praticar o Estado Prometido de

Ações para Praticar o Estado Prometido de Bodhichitta ABodhichitta Aspirativaspirativa ensaio curtoensaio curto Votos-raiz do Bodhisattva

Votos-raiz do Bodhisattva ensaio médioensaio médio

Votos Secundários do Bodhisattva

Votos Secundários do Bodhisattva ensaio médioensaio médio

T

Tantra

antra Geral

Geral

Votos-Raiz Tântricos Comuns

Votos-Raiz Tântricos Comuns ensaio curtoensaio curto

Votos Secundários Tântricos

Votos Secundários Tântricos ensaio curtoensaio curto

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Ações para Praticar na Tomada da Direção

Ações para Praticar na Tomada da Direção

Segura (Refúgio)

Segura (Refúgio)

Modificado em Março de 2002, de Modificado em Março de 2002, de Berzin, Alexander.

Berzin, Alexander. TTaking the aking the Kalachakra InitiationKalachakra Initiation.. Ithaca, Snow Lion, 1997.

Ithaca, Snow Lion, 1997.

Introdução

Introdução

Tomar refúgio (

Tomar refúgio ( skyabs-'gro skyabs-'gro) significa darmos formalmente às ) significa darmos formalmente às nossas vidas uma direção segura enossas vidas uma direção segura e  positiva, indicada

 positiva, indicada pela Tpela Tripla Jóia - os Budaripla Jóia - os Budas, Dharma e Sas, Dharma e Sangha - e prometermngha - e prometermos manter estaos manter esta direção firme, constante e resolutamente, até ela

(2)

[Ver:

[Ver: Identificando os Objetos da Direção Segura (Refúgio)Identificando os Objetos da Direção Segura (Refúgio).].] A tomada formal de refúgio numa cerimónia de

A tomada formal de refúgio numa cerimónia de votos bodhisattva ou numa iniciação tântrica, quer votos bodhisattva ou numa iniciação tântrica, quer  num empoderamento completo (

num empoderamento completo (dbang dbang ,, “wang”“wang”) quer numa ) quer numa cerimónia de permissão subsequentecerimónia de permissão subsequente ((rjes-snang, “jenang”rjes-snang, “jenang”), é equivalente à tomada de refúgio num ritual separado com um professor ), é equivalente à tomada de refúgio num ritual separado com um professor  espiritual. Cortar um pouco de

espiritual. Cortar um pouco de cabelo e receber um nome de cabelo e receber um nome de Dharma não são componentesDharma não são componentes essenciais do procedimento. São dispensáve

essenciais do procedimento. São dispensáveis quando se toma refúgio is quando se toma refúgio numa cerimónia de votos denuma cerimónia de votos de  bodhisattva ou n

 bodhisattva ou numa iniciação, meuma iniciação, mesmo se for pela psmo se for pela primeira vez.rimeira vez.

Quando formalmente orientamos as nossas vidas com a direção segura e

Quando formalmente orientamos as nossas vidas com a direção segura e positiva do refúgio,positiva do refúgio, comprometemo-nos a praticar dois grupos de ações (

comprometemo-nos a praticar dois grupos de ações ( skyabs-'gro bslabs-bya skyabs-'gro bslabs-bya) que são úteis para) que são úteis para manter esta direção:

manter esta direção:

(1) práticas especificadas em

(1) práticas especificadas em Texto Todo-InclusivoTexto Todo-Inclusivo ((bsdu-ba-las 'byung-ba'i bslabs-byabsdu-ba-las 'byung-ba'i bslabs-bya),), (2) práticas especificadas em instruções pessoais (

(2) práticas especificadas em instruções pessoais ( man-ngag-las 'byung-ba'i bslabs-byaman-ngag-las 'byung-ba'i bslabs-bya).). O primeiro deriva do

O primeiro deriva do TTexto Todo-Inclusivo para Determinar exto Todo-Inclusivo para Determinar CertezasCertezas (( gT gTan-la dbab-pa bsdu-ban-la dbab-pa bsdu-baa,, Sânsc.

Sânsc. Vinishcaya-samgrahaVinishcaya-samgraha), um dos cinco textos do), um dos cinco textos do Níveis da Mente para Comportamento Níveis da Mente para Comportamento  Integrado

 Integrado ((rNal-'byor spyod-pa'i sarNal-'byor spyod-pa'i sa, Sânsc., Sânsc. YogacaryabhumiYogacaryabhumi) por Asanga, o mestre indiano do) por Asanga, o mestre indiano do século

século IV ou V.IV ou V.

O segundo contém dois

O segundo contém dois sub-grupos:sub-grupos: (1) práticas individuais para cada uma

(1) práticas individuais para cada uma das Três Jóias (das Três Jóias ( so-so'i bslab-bya so-so'i bslab-bya)) (2) práticas partilhadas com todas as Três Jóias (

(2) práticas partilhadas com todas as Três Jóias ( thun-mong-ba'i bslab-byathun-mong-ba'i bslab-bya).). Estes três grupos de ações a

Estes três grupos de ações a praticar não são votos. Se praticar não são votos. Se transgredirmos qualquer um deles, apenastransgredirmos qualquer um deles, apenas enfraquecemos a nossa direção segura na vida. Não perdemos essa direção a não

enfraquecemos a nossa direção segura na vida. Não perdemos essa direção a não ser queser que formalmente a

formalmente a abandonemabandonemos.os.

Práticas Especificadas em

Práticas Especificadas em

Texto Todo-InclusivoTexto Todo-Inclusivo

As ações a praticar com

As ações a praticar com base no texto de Asanga incluem dois grupos de quatro ações. O base no texto de Asanga incluem dois grupos de quatro ações. O primeiroprimeiro grupo abrange uma ação que é

grupo abrange uma ação que é paralela à tomada da direção segura dos Budas, duas paralela à tomada da direção segura dos Budas, duas do Dharma, edo Dharma, e uma do Sangha. O segundo grupo de

uma do Sangha. O segundo grupo de quatro ações está relacionado com a Jóia Tripla como umquatro ações está relacionado com a Jóia Tripla como um todo.

todo.

Paralelamente à tomada da direção segura dos Budas, (1)

Paralelamente à tomada da direção segura dos Budas, (1) o compromisso com todo o o compromisso com todo o coração a umcoração a um  professor espiritual. S

 professor espiritual. Se ainda não tivee ainda não tivermos encontrado urmos encontrado um professor pessm professor pessoal para dirigir a nossoal para dirigir a nossaa  prática, este com

 prática, este compromisso será o de promisso será o de encontrar um.encontrar um. A tomada formal de refúgio na presença de um

A tomada formal de refúgio na presença de um professor não implica necessariamenteprofessor não implica necessariamente comprometermo-nos a seguir esse professor como nosso guia espiritual. É importante, comprometermo-nos a seguir esse professor como nosso guia espiritual. É importante, naturalmente, manter sempre respeito e gratidão por

naturalmente, manter sempre respeito e gratidão por essa pessoa que abriu as portas à essa pessoa que abriu as portas à nossa direçãonossa direção segura na vida. Contudo, o nosso refúgio

segura na vida. Contudo, o nosso refúgio é na Jóia Tripla - representada por uma é na Jóia Tripla - representada por uma estátua ou pinturaestátua ou pintura de Buda durante a cerimónia - e não na pessoa específica que conduz o ritual. Só dentro do contexto de Buda durante a cerimónia - e não na pessoa específica que conduz o ritual. Só dentro do contexto de uma iniciação tântrica é

de uma iniciação tântrica é que o professor personifica as Três Jóias de Refúgio e que o professor personifica as Três Jóias de Refúgio e que a tomada deque a tomada de direção segura cria a ligação formal entre mestre espiritual e discípulo.

direção segura cria a ligação formal entre mestre espiritual e discípulo. Além disso, independentemente do contexto, a nossa direção segura é a da

Além disso, independentemente do contexto, a nossa direção segura é a da Jóia Tripla em geral, nãoJóia Tripla em geral, não a de uma l

a de uma linhagem específica ou tradição budista. Se o professor que inhagem específica ou tradição budista. Se o professor que conduz a cerimónia de refúgioconduz a cerimónia de refúgio ou a iniciação for

ou a iniciação for de uma linhagem particular, receber dele a direção segura ou empoderamento nãode uma linhagem particular, receber dele a direção segura ou empoderamento não nos torna necessariamente um seguidor

(3)

[Ver:

[Ver: Identificando os Objetos da Direção Segura (Refúgio)Identificando os Objetos da Direção Segura (Refúgio).].] A tomada formal de refúgio numa cerimónia de

A tomada formal de refúgio numa cerimónia de votos bodhisattva ou numa iniciação tântrica, quer votos bodhisattva ou numa iniciação tântrica, quer  num empoderamento completo (

num empoderamento completo (dbang dbang ,, “wang”“wang”) quer numa ) quer numa cerimónia de permissão subsequentecerimónia de permissão subsequente ((rjes-snang, “jenang”rjes-snang, “jenang”), é equivalente à tomada de refúgio num ritual separado com um professor ), é equivalente à tomada de refúgio num ritual separado com um professor  espiritual. Cortar um pouco de

espiritual. Cortar um pouco de cabelo e receber um nome de cabelo e receber um nome de Dharma não são componentesDharma não são componentes essenciais do procedimento. São dispensáve

essenciais do procedimento. São dispensáveis quando se toma refúgio is quando se toma refúgio numa cerimónia de votos denuma cerimónia de votos de  bodhisattva ou n

 bodhisattva ou numa iniciação, meuma iniciação, mesmo se for pela psmo se for pela primeira vez.rimeira vez.

Quando formalmente orientamos as nossas vidas com a direção segura e

Quando formalmente orientamos as nossas vidas com a direção segura e positiva do refúgio,positiva do refúgio, comprometemo-nos a praticar dois grupos de ações (

comprometemo-nos a praticar dois grupos de ações ( skyabs-'gro bslabs-bya skyabs-'gro bslabs-bya) que são úteis para) que são úteis para manter esta direção:

manter esta direção:

(1) práticas especificadas em

(1) práticas especificadas em Texto Todo-InclusivoTexto Todo-Inclusivo ((bsdu-ba-las 'byung-ba'i bslabs-byabsdu-ba-las 'byung-ba'i bslabs-bya),), (2) práticas especificadas em instruções pessoais (

(2) práticas especificadas em instruções pessoais ( man-ngag-las 'byung-ba'i bslabs-byaman-ngag-las 'byung-ba'i bslabs-bya).). O primeiro deriva do

O primeiro deriva do TTexto Todo-Inclusivo para Determinar exto Todo-Inclusivo para Determinar CertezasCertezas (( gT gTan-la dbab-pa bsdu-ban-la dbab-pa bsdu-baa,, Sânsc.

Sânsc. Vinishcaya-samgrahaVinishcaya-samgraha), um dos cinco textos do), um dos cinco textos do Níveis da Mente para Comportamento Níveis da Mente para Comportamento  Integrado

 Integrado ((rNal-'byor spyod-pa'i sarNal-'byor spyod-pa'i sa, Sânsc., Sânsc. YogacaryabhumiYogacaryabhumi) por Asanga, o mestre indiano do) por Asanga, o mestre indiano do século

século IV ou V.IV ou V.

O segundo contém dois

O segundo contém dois sub-grupos:sub-grupos: (1) práticas individuais para cada uma

(1) práticas individuais para cada uma das Três Jóias (das Três Jóias ( so-so'i bslab-bya so-so'i bslab-bya)) (2) práticas partilhadas com todas as Três Jóias (

(2) práticas partilhadas com todas as Três Jóias ( thun-mong-ba'i bslab-byathun-mong-ba'i bslab-bya).). Estes três grupos de ações a

Estes três grupos de ações a praticar não são votos. Se praticar não são votos. Se transgredirmos qualquer um deles, apenastransgredirmos qualquer um deles, apenas enfraquecemos a nossa direção segura na vida. Não perdemos essa direção a não

enfraquecemos a nossa direção segura na vida. Não perdemos essa direção a não ser queser que formalmente a

formalmente a abandonemabandonemos.os.

Práticas Especificadas em

Práticas Especificadas em

Texto Todo-InclusivoTexto Todo-Inclusivo

As ações a praticar com

As ações a praticar com base no texto de Asanga incluem dois grupos de quatro ações. O base no texto de Asanga incluem dois grupos de quatro ações. O primeiroprimeiro grupo abrange uma ação que é

grupo abrange uma ação que é paralela à tomada da direção segura dos Budas, duas paralela à tomada da direção segura dos Budas, duas do Dharma, edo Dharma, e uma do Sangha. O segundo grupo de

uma do Sangha. O segundo grupo de quatro ações está relacionado com a Jóia Tripla como umquatro ações está relacionado com a Jóia Tripla como um todo.

todo.

Paralelamente à tomada da direção segura dos Budas, (1)

Paralelamente à tomada da direção segura dos Budas, (1) o compromisso com todo o o compromisso com todo o coração a umcoração a um  professor espiritual. S

 professor espiritual. Se ainda não tivee ainda não tivermos encontrado urmos encontrado um professor pessm professor pessoal para dirigir a nossoal para dirigir a nossaa  prática, este com

 prática, este compromisso será o de promisso será o de encontrar um.encontrar um. A tomada formal de refúgio na presença de um

A tomada formal de refúgio na presença de um professor não implica necessariamenteprofessor não implica necessariamente comprometermo-nos a seguir esse professor como nosso guia espiritual. É importante, comprometermo-nos a seguir esse professor como nosso guia espiritual. É importante, naturalmente, manter sempre respeito e gratidão por

naturalmente, manter sempre respeito e gratidão por essa pessoa que abriu as portas à essa pessoa que abriu as portas à nossa direçãonossa direção segura na vida. Contudo, o nosso refúgio

segura na vida. Contudo, o nosso refúgio é na Jóia Tripla - representada por uma é na Jóia Tripla - representada por uma estátua ou pinturaestátua ou pintura de Buda durante a cerimónia - e não na pessoa específica que conduz o ritual. Só dentro do contexto de Buda durante a cerimónia - e não na pessoa específica que conduz o ritual. Só dentro do contexto de uma iniciação tântrica é

de uma iniciação tântrica é que o professor personifica as Três Jóias de Refúgio e que o professor personifica as Três Jóias de Refúgio e que a tomada deque a tomada de direção segura cria a ligação formal entre mestre espiritual e discípulo.

direção segura cria a ligação formal entre mestre espiritual e discípulo. Além disso, independentemente do contexto, a nossa direção segura é a da

Além disso, independentemente do contexto, a nossa direção segura é a da Jóia Tripla em geral, nãoJóia Tripla em geral, não a de uma l

a de uma linhagem específica ou tradição budista. Se o professor que inhagem específica ou tradição budista. Se o professor que conduz a cerimónia de refúgioconduz a cerimónia de refúgio ou a iniciação for

ou a iniciação for de uma linhagem particular, receber dele a direção segura ou empoderamento nãode uma linhagem particular, receber dele a direção segura ou empoderamento não nos torna necessariamente um seguidor

(4)

Para manter a direção do Dharma na vida, [temos de] (2) estudar os ensinamentos budistas e (3) Para manter a direção do Dharma na vida, [temos de] (2) estudar os ensinamentos budistas e (3) focalizar a atenção

focalizar a atenção nos aspectos dos ensinamentos para superar especificamente as nos aspectos dos ensinamentos para superar especificamente as nossas emoçõesnossas emoções e atitudes perturbadoras. O estudo académico não é suficiente;

e atitudes perturbadoras. O estudo académico não é suficiente; nós precisamos de aplicar o Dharmanós precisamos de aplicar o Dharma às nossas vidas pessoais.

às nossas vidas pessoais. Para a tomada de direção

Para a tomada de direção da comunidade Sangha de praticantes altamente realizados (da comunidade Sangha de praticantes altamente realizados ( aryasaryas),), [precisamos] (4) seguir o seu

[precisamos] (4) seguir o seu exemplo. Fazê-lo não significa necessariamente nos tornarmosexemplo. Fazê-lo não significa necessariamente nos tornarmos monásticos mas, em vez disso, fazer esforços sinceros para compreender direta e

monásticos mas, em vez disso, fazer esforços sinceros para compreender direta e não- não-conceptualmen

conceptualmente os quatro verdadeiros fatos te os quatro verdadeiros fatos da vida (as quatro da vida (as quatro verdades nobres). Estes são: a vida éverdades nobres). Estes são: a vida é difícil; as nossas dificuldades vêm de

difícil; as nossas dificuldades vêm de uma causa, isto é, a uma causa, isto é, a confusão sobre a realidade; nós podemosconfusão sobre a realidade; nós podemos acabar com os nossos problemas; e para fazê-lo

acabar com os nossos problemas; e para fazê-lo precisamos da compreensãprecisamos da compreensão da vacuidade comoo da vacuidade como uma mente do caminho interior.

uma mente do caminho interior.

Paralelamente à tomada da direção segura na Jóia Tripla como um

Paralelamente à tomada da direção segura na Jóia Tripla como um todo, [temos de] (5) todo, [temos de] (5) afastar asafastar as nossas mentes da perseguição aos prazeres

nossas mentes da perseguição aos prazeres sensoriais, quando elas distraidamente os perseguirem e,sensoriais, quando elas distraidamente os perseguirem e, em vez disso, trabalhar em

em vez disso, trabalhar em nós próprios, como tarefa principal das nós próprios, como tarefa principal das nossas vidas. Isto significanossas vidas. Isto significa devotarmos o nosso tempo e energia à superação das nossas falhas e

devotarmos o nosso tempo e energia à superação das nossas falhas e à realização dos nossosà realização dos nossos talentos e potenciais, em vez de

talentos e potenciais, em vez de perseguirmos sempre mais e mais entretenimento, alimento eperseguirmos sempre mais e mais entretenimento, alimento e experiências sexuais, e de acumularmos sempre mais e mais dinheiro

experiências sexuais, e de acumularmos sempre mais e mais dinheiro e posses materiais.e posses materiais. (6) Adotar os padrões éticos que o Buda estabeleceu. Esta ética é

(6) Adotar os padrões éticos que o Buda estabeleceu. Esta ética é baseada no claro discernimentobaseada no claro discernimento entre o que é útil e

entre o que é útil e o que é prejudicial a uma direção segura na vida, e não na obediência a umo que é prejudicial a uma direção segura na vida, e não na obediência a um grupo de leis ordenadas divinamente. Assim, seguir a ética budista significa nos refrearmos de grupo de leis ordenadas divinamente. Assim, seguir a ética budista significa nos refrearmos de certos modos de conduta porque são destrutivos e

certos modos de conduta porque são destrutivos e dificultam as nossas capacidades de beneficiar adificultam as nossas capacidades de beneficiar a nós ou aos outros, e

nós ou aos outros, e abraçarmos outros modos de conduta porque são construtivos e nos ajudam aabraçarmos outros modos de conduta porque são construtivos e nos ajudam a crescer.

crescer. (7) Te

(7) Tentar ser benevolente e compassivo para com os ntar ser benevolente e compassivo para com os outros tanto quanto possível. Mesmo se osoutros tanto quanto possível. Mesmo se os nossos objetivos espirituais forem apenas os de obter

nossos objetivos espirituais forem apenas os de obter a liberação dos nossos problemas pessoais,a liberação dos nossos problemas pessoais, isto nunca [deve ser] à custa dos outros.

isto nunca [deve ser] à custa dos outros.

Finalmente, para manter a nossa ligação com

Finalmente, para manter a nossa ligação com a Tripla Jóia, (8) fazer oferendas especiais de fruta,a Tripla Jóia, (8) fazer oferendas especiais de fruta, flores e assim por

flores e assim por diante, nos dias santos budistas, tais como o diante, nos dias santos budistas, tais como o aniversário da iluminação de Buda.aniversário da iluminação de Buda. Observar feriados religiosos com rituais tradicionais ajuda-nos a sentir

Observar feriados religiosos com rituais tradicionais ajuda-nos a sentir que fazemos parte de umaque fazemos parte de uma comunidade maior.

comunidade maior.

Práticas Individuais para

Práticas Individuais para Cada Uma das T

Cada Uma das Três Jóias

rês Jóias

O primeiro grupo de

O primeiro grupo de ações que deriva das instruções recomendadas abrange a prática das três açõesações que deriva das instruções recomendadas abrange a prática das três ações a evitar (

a evitar (dgag-pa'i bslabs-byadgag-pa'i bslabs-bya) e das três ações a praticar () e das três ações a praticar ( sgrub-pa'i bslab-bya sgrub-pa'i bslab-bya), ligadas), ligadas individualmente a cada uma

individualmente a cada uma das Três Preciosas Jóias. Adas Três Preciosas Jóias. As ações evitadas conduzem a s ações evitadas conduzem a uma direçãouma direção contrária na vida, enquanto que as

contrária na vida, enquanto que as adotadas promovem a consciência do objetivo.adotadas promovem a consciência do objetivo.  As três ações a evitar 

 As três ações a evitar são: (1) a são: (1) a tomada de direção predominante de outro lugar, apesar da tomadatomada de direção predominante de outro lugar, apesar da tomada de direção segura dos Budas. A co

de direção segura dos Budas. A coisa mais importante da vida isa mais importante da vida já não é o já não é o acumular de tantos objetosacumular de tantos objetos materiais e experiências divertidas quanto possíveis, mas de tantas boas qualidades quanto as

materiais e experiências divertidas quanto possíveis, mas de tantas boas qualidades quanto as conseguirmos - tais como o

conseguirmos - tais como o amor, a paciência, a concentração e a sabedoria - a amor, a paciência, a concentração e a sabedoria - a fim de sermos maisfim de sermos mais úteis aos outros. Isto não é um voto de pobreza e de abstinência mas, pelo contrário, uma afirmação úteis aos outros. Isto não é um voto de pobreza e de abstinência mas, pelo contrário, uma afirmação de termos uma direção mais

de termos uma direção mais profunda na vida.profunda na vida.

Mais especificamente, este compromisso significa não tomarmos refúgio final em

Mais especificamente, este compromisso significa não tomarmos refúgio final em deuses oudeuses ou espíritos. O budismo, particularmente na sua forma

espíritos. O budismo, particularmente na sua forma tibetana, contém com frequência ceremóniastibetana, contém com frequência ceremónias rituais (

rituais ( puja puja) dirigidas a várias figuras búdicas () dirigidas a várias figuras búdicas ( yidam yidam, deidades tântricas) ou protetores ferozes, a, deidades tântricas) ou protetores ferozes, a fim de ajudar

fim de ajudar a afastar obstáculos e a a afastar obstáculos e a realizar alvos construtivos. A realizar alvos construtivos. A execução destas cerimóniasexecução destas cerimónias faculta circunstâncias que fazem com

faculta circunstâncias que fazem com que os potenciais negativos amadureçam em que os potenciais negativos amadureçam em obstáculosobstáculos triviais, em vez de

(5)

vez de mais tardiamente. Porém, se

vez de mais tardiamente. Porém, se tivermos acumulado potenciais extremamente negativotivermos acumulado potenciais extremamente negativos, estass, estas ceremónias serão ineficazes no desvio

ceremónias serão ineficazes no desvio das dificuldades. Por conseguinte, pacificar deuses, espíritos,das dificuldades. Por conseguinte, pacificar deuses, espíritos,  protetores, ou até m

 protetores, ou até mesmo Budas esmo Budas nunca será um nunca será um substituto à atençãsubstituto à atenção ao nosso co ao nosso carma – evitar aarma – evitar a conduta destrutiva e agir de uma maneira construtiva. O budismo não é um caminho espiritual de conduta destrutiva e agir de uma maneira construtiva. O budismo não é um caminho espiritual de adoração a protetores nem mesmo de adoração ao Buda. A direção segura do caminho budista é o adoração a protetores nem mesmo de adoração ao Buda. A direção segura do caminho budista é o trabalho para nos transformarmos a nós próprios

trabalho para nos transformarmos a nós próprios em seres liberados ou iluminados.em seres liberados ou iluminados. (2) Prejudicar ou causar problemas a

(2) Prejudicar ou causar problemas a seres humanos ou animais, apesar da tomada de direção seguraseres humanos ou animais, apesar da tomada de direção segura do Dharma. Uma das principais recomendações que Buda ensinou foi ajudar

do Dharma. Uma das principais recomendações que Buda ensinou foi ajudar os outros tanto quantoos outros tanto quanto  possível, e se

 possível, e se não pudermos anão pudermos ajudar pelo menos judar pelo menos não causar nenão causar nenhum mal.nhum mal. (3) Associar intimamente com pessoas negativas, apesar da

(3) Associar intimamente com pessoas negativas, apesar da tomada de direção tomada de direção segura do Sangha.segura do Sangha. Evitar tal contato ajuda-nos a

Evitar tal contato ajuda-nos a não sermos facilmente afastados dos nossos objetivos positivosnão sermos facilmente afastados dos nossos objetivos positivos quando a nossa direção na vida ainda é

quando a nossa direção na vida ainda é fraca. Não significa termos de fraca. Não significa termos de viver numa comunidadeviver numa comunidade  budista mas, em

 budista mas, em vez disso, termovez disso, termos cuidado com as cuidado com as companhias s companhias que mantemos que mantemos e tomarmos ase tomarmos as medidas necessárias e adequadas para evitar

medidas necessárias e adequadas para evitar influências prejudiciais.influências prejudiciais.  As três ações a adotar 

 As três ações a adotar como sinal de respeito são: honrar (4) todas as estátuas, pinturas ecomo sinal de respeito são: honrar (4) todas as estátuas, pinturas e representaçõe

representações artísticas de Budas; (s artísticas de Budas; (5) todos os livros, 5) todos os livros, especialmente os relacionados com oespecialmente os relacionados com o Dharma; e (6)

Dharma; e (6) todas as pessoas com votos monásticos budistas, e até os todas as pessoas com votos monásticos budistas, e até os seus mantos.seus mantos. Tradicion

Tradicionalmente, os sinais de desrespeito são: pisar almente, os sinais de desrespeito são: pisar tais objetos; sentar ou estar tais objetos; sentar ou estar de pé em cimade pé em cima deles; e colocá-los diretamente no assoalho ou no

deles; e colocá-los diretamente no assoalho ou no chão sem colocar pelo menos um chão sem colocar pelo menos um pedaço de panopedaço de pano embaixo deles. Embora estes objetos não sejam as verdadeiras fontes de

embaixo deles. Embora estes objetos não sejam as verdadeiras fontes de direção segura, elesdireção segura, eles

representam os seres iluminados, as suas realizações supremas e os praticantes altamente realizados representam os seres iluminados, as suas realizações supremas e os praticantes altamente realizados e avançados nesse objetivo, e nos ajudam a

e avançados nesse objetivo, e nos ajudam a permanecer consciepermanecer conscientes deles.ntes deles.

Práticas Partilhadas Com Todas as Três Jóias

Práticas Partilhadas Com Todas as Três Jóias

O último grupo de

O último grupo de compromissos da tomada de direção segura é a compromissos da tomada de direção segura é a prática das seis açõesprática das seis ações relacionadas com as Três Preciosas Jóias como um

relacionadas com as Três Preciosas Jóias como um todo. As seis são:todo. As seis são: (1) Reafirmar

(1) Reafirmar a nossa direção segura a nossa direção segura lembrando-nos continuamenlembrando-nos continuamente das te das qualidades das Três Jóiasqualidades das Três Jóias de Refúgio, e das diferenças entre

de Refúgio, e das diferenças entre elas e outras possíveis direções na vida.elas e outras possíveis direções na vida. (2) Oferecer diariamente à Tripla Jóia, com gratidão pela

(2) Oferecer diariamente à Tripla Jóia, com gratidão pela sua bondade e apoio espiritual, a primeirasua bondade e apoio espiritual, a primeira  porção das no

 porção das nossas bebidassas bebidas e refeições ques e refeições quentes. Geralmente isntes. Geralmente isto é feito por imaginaçto é feito por imaginação, emboraão, embora  possamos tam

 possamos também colocar uma pbém colocar uma pequena porçãequena porção da nossa po da nossa primeira bebida quente rimeira bebida quente do dia perante udo dia perante umama estátua ou pintura de Buda. Mais

estátua ou pintura de Buda. Mais tarde, imaginamos que os Budas nos devolvam a oferta, tarde, imaginamos que os Budas nos devolvam a oferta, para nóspara nós  próprios a aprecia

 próprios a apreciarmos e a bebermosrmos e a bebermos. Seria altamente de. Seria altamente desrespeitoso desrespeitoso deitar as nossas ofeitar as nossas oferendas pararendas para a latrina ou derramá-las no lavatório.

a latrina ou derramá-las no lavatório.  Não é necess

 Não é necessário, ao fazer ofereário, ao fazer oferendas de comidndas de comidas ou bebidas, as ou bebidas, recitar um verso numrecitar um verso numa línguaa língua estrangeira que não conhecemos, a não ser que achemos o seu mistério inspirador. Pensar  estrangeira que não conhecemos, a não ser que achemos o seu mistério inspirador. Pensar  simplesmente “Budas, por favor, Budas, apreciem isto” é suficiente. Se as pessoas com quem simplesmente “Budas, por favor, Budas, apreciem isto” é suficiente. Se as pessoas com quem estamos comendo não forem budistas, é melhor fazer

estamos comendo não forem budistas, é melhor fazer esta oferenda discretamente, de modo a queesta oferenda discretamente, de modo a que ninguém saiba o que estamos fazendo. Dar um

ninguém saiba o que estamos fazendo. Dar um espetáculo com a nossa prática apenas favorece oespetáculo com a nossa prática apenas favorece o desconforto ou o zombar dos outros.

desconforto ou o zombar dos outros.

(3) Conscientes da compaixão da Tripla Jóia, incentivar indiretamente os outros a irem

(3) Conscientes da compaixão da Tripla Jóia, incentivar indiretamente os outros a irem em suaem sua direção. A in

direção. A intenção deste compromisso não é tenção deste compromisso não é a de nos a de nos transformamos em missionários tentandotransformamos em missionários tentando converter os outros. Não obstante, as pessoas receptivas a nós e

converter os outros. Não obstante, as pessoas receptivas a nós e que estão perdidas na vida, semque estão perdidas na vida, sem direção ou com uma direção negativa, geralmente acham útil

direção ou com uma direção negativa, geralmente acham útil a nossa explicação sobre aa nossa explicação sobre a importância e o benefício que nós

importância e o benefício que nós próprios obtivemos por termos uma direção segura e próprios obtivemos por termos uma direção segura e positiva.positiva. Que os outros se

Que os outros se tornem budistas ou não, não é tornem budistas ou não, não é o objetivo. Os nossos próprios exemplos podemo objetivo. Os nossos próprios exemplos podem incentivá-los a fazer algo construtivo com as

incentivá-los a fazer algo construtivo com as suas vidas, trabalhando em si próprios para cresceremsuas vidas, trabalhando em si próprios para crescerem e melhorarem.

(6)

(4) Recordar os benefícios de ter

(4) Recordar os benefícios de ter uma direção segura, reafirmando-a formalmente três vezes todasuma direção segura, reafirmando-a formalmente três vezes todas as manhãs e três vezes todas as noites - geralmente de manhã logo após o acordar e à noite

as manhãs e três vezes todas as noites - geralmente de manhã logo após o acordar e à noite imediatamente antes do dormir. Esta afirmação é normalmente feita, repetindo: “eu tomo

imediatamente antes do dormir. Esta afirmação é normalmente feita, repetindo: “eu tomo direçãodireção segura dos professores, Budas, Dharma e Sangha”. Os professores espirituais não constituem uma segura dos professores, Budas, Dharma e Sangha”. Os professores espirituais não constituem uma quarta jóia preciosa, mas fornecem o

quarta jóia preciosa, mas fornecem o acesso às três. Dentro do contexto do acesso às três. Dentro do contexto do tantra, os mestrestantra, os mestres espirituais personificam todos eles.

espirituais personificam todos eles. (5) Seja o

(5) Seja o que for que aconteça, confiar na que for que aconteça, confiar na nossa direção segura. Em épocas de crise, a direçãonossa direção segura. Em épocas de crise, a direção segura é o melhor

segura é o melhor refúgio porque lida com a refúgio porque lida com a adversidade procurandadversidade procurando eliminar a o eliminar a sua causa. Ossua causa. Os amigos podem nos dar simpatia mas, a

amigos podem nos dar simpatia mas, a menos que sejam seres iluminados, deixam-nosmenos que sejam seres iluminados, deixam-nos inevitavelmente desapo

inevitavelmente desapontados. Têm os seus próprios problemas e são lntados. Têm os seus próprios problemas e são limitados naquilo que podemimitados naquilo que podem fazer

fazer. Porém, trabalhar constantemente para a superação das falhas e . Porém, trabalhar constantemente para a superação das falhas e dificuldades de uma maneiradificuldades de uma maneira séria e realista, nunca falha

séria e realista, nunca falha na hora da nossa necessidade.na hora da nossa necessidade. Isto conduz ao compromisso final; (6)

Isto conduz ao compromisso final; (6) nunca abandonar esta direção na vida, seja o nunca abandonar esta direção na vida, seja o que for queque for que aconteça.

aconteça.

Tomar Refúgio e Seguir Outras Religiões ou Caminhos

Tomar Refúgio e Seguir Outras Religiões ou Caminhos

Espirituais

Espirituais

Algumas pessoas pergunta

Algumas pessoas perguntam se fazer m se fazer votos de refúgio significa converterem-se ao budismo evotos de refúgio significa converterem-se ao budismo e abandonarem para sempre as suas religiões nativas. Este não é

abandonarem para sempre as suas religiões nativas. Este não é o caso, a menos que o o caso, a menos que o queiramosqueiramos fazer

fazer. Não há . Não há nenhuma palavra em tibetano nenhuma palavra em tibetano literalmente equivalente a “budista”. A palavra utilizadaliteralmente equivalente a “budista”. A palavra utilizada  para um praticante

 para um praticante significa “alguém qusignifica “alguém que vive no interior”, e vive no interior”, ou seja, dentro dou seja, dentro dos limites da tomada os limites da tomada dede uma direção segura e positiva na

uma direção segura e positiva na vida. Vvida. Viver esse tipo de iver esse tipo de vida não requer o uso vida não requer o uso de uma corda dede uma corda de  proteção vermelha

 proteção vermelha à volta dos noà volta dos nossos pescoçssos pescoços e nunca os e nunca entrar numa igreja, sinaentrar numa igreja, sinagoga, templo hindgoga, templo hindu,u, ou altar confuciano. Pelo contrário, significa tr

ou altar confuciano. Pelo contrário, significa trabalhar em nós próprios para superarmos as nossasabalhar em nós próprios para superarmos as nossas falhas e realizarmos os nossos potenciais - ou seja, para realizarmos o Dharma - como os Budas o falhas e realizarmos os nossos potenciais - ou seja, para realizarmos o Dharma - como os Budas o fizeram e os praticantes altamente realizados, Sangha, o estão

fizeram e os praticantes altamente realizados, Sangha, o estão fazendo. Pomos os nossos principaisfazendo. Pomos os nossos principais esforços nesta direção. Como tantos mestres budistas disseram, incluindo o meu

esforços nesta direção. Como tantos mestres budistas disseram, incluindo o meu próprio já falecidopróprio já falecido  professor

 professor, T, Tsenzhab Serkosenzhab Serkong Rinpoche, se ng Rinpoche, se examinarmos oexaminarmos os ensinamentos s ensinamentos sobre a caridade sobre a caridade e o amor e o amor  das outras religiões, como o cristianismo, t

das outras religiões, como o cristianismo, teremos de concluir que seguí-los não vai eremos de concluir que seguí-los não vai contra a direçãocontra a direção ensinada pelo budismo. Em todas as religiões a

ensinada pelo budismo. Em todas as religiões a mensagem humanitária é a mesma.mensagem humanitária é a mesma. A direção segura e positiva do nosso refúgio é

A direção segura e positiva do nosso refúgio é principalmente o abandono das dez ações maisprincipalmente o abandono das dez ações mais destrutivas (dez não-virtudes): tirar a vida de qualquer criatura viva; tirar o que não é

destrutivas (dez não-virtudes): tirar a vida de qualquer criatura viva; tirar o que não é dado; dar dado; dar  rédea solta ao impróprio comportamento sexual; mentir;

rédea solta ao impróprio comportamento sexual; mentir; falar de um falar de um modo que crie divisões; usar modo que crie divisões; usar  uma linguagem áspera e cruel; conversar sem sentido;

uma linguagem áspera e cruel; conversar sem sentido; e pensar numa maneira cobiçosa e maliciosae pensar numa maneira cobiçosa e maliciosa ou distorcida e

ou distorcida e antagónica. Tantagónica. Tomar uma direção omar uma direção budista na vida budista na vida apenas envolve o nosso afastamentoapenas envolve o nosso afastamento dos ensinamentos de outros sistemas religiosos, filosóficos ou politicos que incentivam a

dos ensinamentos de outros sistemas religiosos, filosóficos ou politicos que incentivam a ação, falaação, fala ou pensamento envolvendo essas ações destrutiva

ou pensamento envolvendo essas ações destrutivas, e que é s, e que é prejudicial tanto para nós como para prejudicial tanto para nós como para osos outros. E mais, embora não haja nenhuma proibição de ir à igreja, manter uma direção constante outros. E mais, embora não haja nenhuma proibição de ir à igreja, manter uma direção constante significa não focalizar todas as nossas energias nesse aspecto das nossas vidas, à negligência do significa não focalizar todas as nossas energias nesse aspecto das nossas vidas, à negligência do nosso estudo e à prática

nosso estudo e à prática budista.budista.

Algumas pessoas pretendem saber se a tomada de refúgio

Algumas pessoas pretendem saber se a tomada de refúgio como parte de uma ceremónia tântricacomo parte de uma ceremónia tântrica requer que deixem de praticar

requer que deixem de praticar zen ou sistemas de treinamento físico, tais zen ou sistemas de treinamento físico, tais como hatha yoga ou artescomo hatha yoga ou artes marciais. A resposta é não, porque esses também são métodos para realizar os nossos potenciais marciais. A resposta é não, porque esses também são métodos para realizar os nossos potenciais  positivos e não

 positivos e não comprometem a nocomprometem a nossa direção sessa direção segura na vida. Pogura na vida. Porém, todos os grarém, todos os grandes mestresndes mestres recomendam que não se misturem nem se

recomendam que não se misturem nem se adulterem as práticas de meditação. Se quisermos comer adulterem as práticas de meditação. Se quisermos comer  uma sopa e um tomar um café ao almoço, não derramamos o café na sopa e bebemos os dois juntos. uma sopa e um tomar um café ao almoço, não derramamos o café na sopa e bebemos os dois juntos. Fazer cada dia vários tipos de práticas diferentes não faz mal. No entanto, é melhor fazê-los em Fazer cada dia vários tipos de práticas diferentes não faz mal. No entanto, é melhor fazê-los em sessões separada

sessões separadas, fazendo cada prática de uma s, fazendo cada prática de uma forma que honre os seus forma que honre os seus costumes individuais.costumes individuais. Assim como seria ridículo ao

(7)

seria impróprio recitar mantras durante uma sessão de meditação zen ou vipassana. type=text/javascript

Ações para Praticar o Estado Prometido de

Bodhichitta Aspirativa

Modificado em Março de 2002, de

Berzin, Alexander. Taking the Kalachakra initiation. Ithaca, Snow Lion, 1997.

Bodhichitta de Aspiração e de Engajamento

Os bodhisattvas são aqueles que possuem bodhichitta ( byang-sems) - um coração totalmente

dedicado aos outros e dirigido à iluminação para beneficiá-los tão inteiramente quanto possível. Há dois níveis de bodhichitta:

1. aspirativa ( smon-sems), 2. ngajada (' jug-sems).

A bodhichitta aspirativa é o forte desejo de superar as nossas falhas e realizar os nossos potenciais  para benefício de todos. Bodhichitta engajada significa o engajamento nas práticas que levam a

esse objetivo, a obtenção dos votos de bodhisattva, e a abstenção das ações a ele prejudiciais. A diferença entre os dois níveis é semelhante à diferença entre o desejo de nos tornarmos num doutor  e ingressarmos efetivamente numa escola de medicina.

Bodhichitta Meramente de Aspiração e Prometida

Através da participação numa cerimónia especial, podemos gerar o estado aspirativo de bodhichitta. Isto, porém, não envolve o recebimento dos votos de bodhisattva.

A bodhichitta aspirativa tem dois estágios:

1. o mero desejo de nos transformarmos num Buda para o benefício dos outros ( smon-sems  smon-pa-tsam),

2. a promessa de nunca abandonar esse alvo até ele ser alcançado ( smon-sems dam-bca'-can). Com o estado prometido de bodhichitta, prometemos praticar as cinco ações que nos ajudam a nunca perder a nossa determinação. Desenvolver o mero estado de desejo não envolve essa  promessa. As primeiras quatro práticas ajudam a nossa determinação bodhichitta a não declinar 

durante esta vida. A quinta prática ajuda-nos a não perder a nossa determinação nas vidas futuras.

Quatro Práticas para a Determinação Bodhichitta Não

Declinar Nesta Vida

(1) Cada dia e cada noite, pensar nas vantagens da motivação bodhichitta. Tal como superamos imediatamente a nossa fadiga e obtemos energia quando precisamos de dar atenção aos nossos filhos, também superamos facilmente todas as dificuldades e usamos todos os nossos potenciais quando a nossa principal motivação na vida é a bodhichitta.

(2) Reafirmar e fortalecer essa motivação, tornando a dedicar os nossos corações à iluminação e aos outros três vezes cada dia e três vezes cada noite.

(8)

(3) Fazer um esforço para fortalecer as redes de força positiva e de profundo apercebimento (coleções de mérito e sabedoria), construtoras da iluminação. Ou seja, ajudar os outros tão eficazmente quanto pudermos, e fazê-lo com tanto profundo apercebimento da realidade quanto  possível.

(4) Nunca deixar de tentar ajudar alguém ou, pelo menos, desejar ser capaz de o fazer, não importando quão difícil ele ou ela possa ser.

Prática para Não Perder a Determinação Bodhichitta nas

Vidas Futuras

O quinto ponto a praticar implica livrarmo-nos dos quatro tipos de comportamento sombrio ( nag- po'i chos-bzhi, quatro ações “pretas”) e, em vez disso, a adoção dos quatro tipos de comportamento

radiante (dkar-po'i chos-bzhi, quatro ações “brancas”). Em cada um dos seguintes quatro grupos, o  primeiro tipo de comportamento é o sombrio, que nós tentamos abandonar, e o segundo é o radiante

que tentamos adotar.

(1) Deixar, de uma vez por todas, de enganar os nossos professores espirituais, pais ou a Jóia Tripla. Em vez disso, ser sempre honestos com eles, especialmente sobre a nossa motivação e esforços para ajudar os outros.

(2) Deixar, de uma vez por todas, de criticar ou demonstrar desprezo pelos bodhisattvas. Em vez disso, como só os Budas podem ter a certeza de quem são realmente bodhisattvas, considerar todos de uma maneira pura como nossos professores. Mesmo se as pessoas agirem de maneiras grosseiras e desagradáveis, elas ensinam-nos a não nos comportarmos desse modo.

(3) Deixar, de uma vez por todas, de fazer com que os outros se arrependam de qualquer coisa  positiva que fizeram. Se alguém cometer inúmeros erros ao datilografar para nós uma carta e nós

gritarmos violentamente, essa pessoa pode nunca mais nos oferecer ajuda. Em vez disso, encorajar  os outros a serem construtivos e, se receptivos, a trabalharem para superar as suas falhas e

realizarem os seus potenciais para maior benefício de todos.

(4) Deixar, de uma vez por todas, de sermos hipócritas ou pretensiosos ao lidar com os outros, ou seja, deixar de esconder as nossas falhas e de fingirmos ter qualidades que não temos. Em vez disso, assumir responsabilidades na ajuda aos outros, sendo sempre honestos e francos sobre as nossas limitações e habilidades. É muito cruel prometer mais do que podemos fazer, dando falsas esperanças aos outros.

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Votos-raiz do Bodhisattva

Modificado, Março de 2002

Berzin, Alexander. taking the Kalachakra Initiation. Ithaca, Snow Lion, 1997.

Contexto

Um voto ( sdom-pa) é uma forma invisível, sutil, num continuum mental, que molda o

comportamento. Especificamente, é um refreamento de uma "ação não recomendável" ( sdom-pa), que é naturalmente destrutiva (rang-bzhin-gyi kha-na ma-tho-ba) ou que o Buda proibiu (bcas-pa'i kha-na ma-tho-ba) a indivíduos específicos que estão treinando para alcançar objetivos específicos.

(9)

Um exemplo do primeiro tipo de ação seria matar alguém; um exemplo do segundo seria comer  depois do meio-dia, que os monásticos precisam evitar para que suas mentes estejam mais claras ao meditarem à noite e na manhã seguinte.

Dos dois estágios do desenvolvimento da bodhichitta, aspirativa ( smon-pa'i sems-bskyed ) e engajada (' jug-pa'i sems-bskyed ), somente com o último fazemos votos de bodhisattva. [Para a diferença entre os dois estágios, veja: Ações para Praticar o Estado Prometido de Bodhichitta Aspirativa.]

Tomar votos de bodhisattva (byang-sems sdom-pa) envolve a promessa de refrear dos dois grupos de atos negativos que Buda proibiu àqueles que estão treinando como bodhisattvas para alcançar a iluminação, para serem de tanto benefício a outros quanto possível:

1. dezoito ações que, se cometidas, constituem uma queda- raiz ( byang-sems-kyi tsa-ltung ), 2. quarenta e seis tipos de comportamentos errados ( nyes-byas).

Uma queda-raiz significa a perda de toda a série dos votos de bodhisattva. É uma "queda" porque conduz a um declínio no desenvolvimento espiritual e dificulta o crescimento das qualidades  positivas. A palavra raiz significa que é uma raiz a ser eliminada. Para facilidade de expressão,

esses dois grupos são geralmente chamados votos de bodhisattva- raiz e secundários. Eles oferecem guias excelentes para os tipos de comportamento a evitar se desejarmos beneficiar os outros de uma maneira tão pura e completa quanto possível.

Atisha, o mestre indiano dos finais do século X, recebeu essa versão particular dos votos de

 bodhisattva do seu professor de Sumatra, Dharmakirti (Dharmapala) de Suvarnadvipa e depois os transmitiu ao Tibete. Esta versão deriva do Sutra de Akashagarbha ( Nam-mkha'i snying-po mdo, Skt. Akashagarbhasutr a), como citado em Compêndio de Treinamentos (bSlabs-btus, Skt.

Shikshasamuccaya), que foi escrito na India por Shantideva no oitavo seculo. Atualmente, todas as tradições tibetanas seguem-no, enquanto que as tradições budistas que derivam da China observam versões variantes dos votos de bodhisattva.

A promessa de manter os votos de bodhisattva aplica-se não só a esta vida, mas também a cada vida subsequente até à iluminação. Assim, como formas sutis, esses votos perduram nos nossos

continuums mentais em vidas futuras. Se tivermos feito os votos numa vida passada, não os

 perderíamos se agora cometêssemos uma transgressão total sem saber, a não ser que os tivéssemos tomado recentemente durante a nossa vida atual. Retomar os votos pela primeira vez durante esta vida fortalece o momentum dos nossos esforços em direção à iluminação que têm crescido desde que os tomamos pela primeira vez. Por conseguinte, os mestres Mahayana enfatizam a importância de morrer-se com os votos de bodhisattva intactos e fortes. Sua presença duradoura em nossos

continuums mentais estará acumulando força positiva (mérito) em vidas futuras, mesmo antes de os revitalizarmos tomando-os uma vez mais.

Seguindo Uma Explanação da Disciplina Ética dos Bodhisattvas: O Principal Caminho à  Iluminação( Byang-chub sems-dpa'i tshul-khrims-kyi rnam-bshad byang-chub gzhung-lam), um

comentário do século XV sobre os votos de bodhisattva por Tsongkhapa, o fundador da tradição Gelug, vamos examinar as dezoito ações negativas que constituem uma queda- raiz. Cada uma tem várias estipulações que precisamos saber.

(1) Elogiarmo-nos a nós mesmos e/ou rebaixar os outros

Esta queda refere-se a falar assim com alguém de posição inferior. A motivação tem de conter o desejo de obter lucro, elogio, amor, respeito, e assim por diante da pessoa a quem nos dirigimos, ou ciúmes da pessoa que rebaixamos. Não faz diferença se o que dissermos é verdadeiro ou falso. Os  profissionais que se dizem budistas necessitam ter cuidado para não cometerem essa queda.

(2) Não partilhar ensinamentos de Dharma ou riqueza

(10)

não querer compartilhar nossos apontamentos ou gravações (de ensinamentos), como também ser  avarentos com nosso tempo e recusar oferecer ajuda se for preciso.

(3) Não escutar as desculpas dos outros ou atacá-lo

A motivação para qualquer uma destas ações é a raiva. A primeira refere-se a uma situação em que estamos gritando ou batendo em alguém que nos pede perdão ou na qual outra pessoa nos pede para  parar e nós recusamos. A segunda é simplesmente bater em alguém. Às vezes, pode ser necessário

dar uma palmada em crianças ou animais de estimação traquinas para fazer com que não corram  para a estrada por não prestarem atenção (no que estamos lhes dizendo), mas nunca é correto ou útil

disciplinar movido pelaa raiva.

(4) Rejeitar os ensinamentos Mahayana e propôr outros fictícios

Significa rejeitar os ensinamentos corretos sobre tópicos a respeito dos bodhisattvas, tal como sobre seu comportamento ético, e inventar em seu lugar uma instrução plausível, mas enganadora, sobre o mesmo assunto, afirmá-la ser autêntica e, depois, ensiná-la a outros a fim de obter seguidores. Um exemplo dessa queda é quando professores, ansiosos por não assustar possíveis estudantes,

desculpam o comportamento moral liberal e explicam que qualquer tipo de ação é aceitável, desde que não prejudique ninguém. Não precisamos ser um professor para cometer essa queda. Podemos cometê-la até em conversações com os outros.

(5) Tirar oferendas destinadas à Tripla Jóia

Esta queda é roubar ou defraudar, pessoalmente ou através de outra pessoa, qualquer coisa oferecida ou pertencente aos Budas, Dharma ou Sangha, e depois considerá-la como nossa. Sangha, nesse contexto, refere-se a qualquer grupo de quatro ou mais monásticos. Exemplos incluem: defraudar  fundos doados para a construção de um monumento budista, para imprimir livros sobre Dharma, ou  para alimentar um grupo de monges ou monjas.

(6) Abandonar o sagrado Dharma

Rejeitar ou, exprimindo as nossas opiniões, fazer com que os outros rejeitem os ensinamentos escriturais dos veículos dos shravakas ( nyan-thos), pratyekabuddhas (rang-rgyal ), ou bodhisattvas como as palavras de Buda. Shravakas são aqueles que escutam os ensinamentos de um Buda

enquanto ainda estão vivos, enquanto que os pratyekabuddhas são praticantes que auto-evoluíram e que viverão principalmente durante as eras das trevas, quando o Dharma já não estará diretamente disponível. Para fazerem progresso espiritual, confiam na sua compreensão intuitiva, obtida através do estudo e da prática feitas durante vidas passadas. Coletivamente, os ensinamentos para ambos constituem o Hinayana, ou o "veículo modesto" para obter a liberação pessoal do samsara. O veículo Mahayana enfatiza métodos para se alcançar a completa iluminação. Negar que todas ou mesmo apenas determinadas escrituras de qualquer veículo (budista) derivam do Buda é uma queda de raiz.

[Veja: Os Termos Hinayana e Mahayana.]

Manter este voto não significa abdicar de uma perspectiva histórica. Os ensinamentos de Buda foram transmitidos oralmente durante séculos, antes de serem postos em escrito e, assim,

ocorreram, sem dúvida, corrupções e falsificações. Os grandes mestres que compilaram o cânone  budista tibetano certamente vão haver rejeitado textos que consideraram inautênticos. Porém, em

vez de basearem as suas decisões em preconceitos, usaram o critério de Dharmakirti, mestre indiano do século VII, para avaliar a validade de todo o material – que é a possibilidade de praticá-los para realizar os objetivos budistas: um renascimento melhor, a liberação, ou até mesmo a iluminação. Diferenças estilísticas entre escrituras budistas, e até dentro de um texto específico, indicam frequentemente diferenças na época em que várias partes dos ensinamentos foram escritas ou traduzidas em línguas diferentes. Portanto, estudar as escrituras através de métodos de análise textual modernos pode frequentemente ser frutífero e não está em conflito com esse voto. (7) Expulsarr os monásticos ou cometer ações como roubar as suas vestes

(11)

Esta queda refere-se especificamente a fazer algo que cause dano a um, dois ou três monges ou monjas budistas, não obstante o seu status moral ou nível de estudo ou prática. Tais ações são motivadas pela inimizade ou malevolência, e incluem bater ou insultá-los, confiscar seus bens, ou expulsá-los dos seus mosteiros. No entanto, expulsar os monásticos não é uma queda, caso eles tiverem quebrado um dos seus quatro votos principais, que sao: não matar, especialmente outro ser  humano; não roubar, particularmente algo pertencendo à comunidade monástica; não mentir,

especificamente sobre realizações espirituais; e manter o celibato total. (8) Cometer qualquer um dos cinco crimes abomináveis

Os cinco crimes abomináveis (mtshams-med lnga) são: (a) matar nossos pais, (b) nossas mães, ou (c) um arhat (que é um ser liberado), (d) com más intenções ferir até sangrar um Buda, ou (e) causar uma divisão na comunidade monástica. Este último crime abominável refere-se a rejeitar os ensinamentos de Buda e a instituição monástica, atraindo os monásticos para longe deles, e alistá-los na nossa própria recentemente fundada religião e tradição monástica. Não se refere a deixar um centro ou organização de Dharma – especialmente devido à corrupção na organização ou nos seus  professores espirituais - e a fundar outro centro que ainda siga os ensinamentos de Buda. E mais,

nesse caso, o termo sangha refere-se especificamente à comunidade monástica. Não se refere à "sangha" no uso não traditional do termo inventado por budistas ocidentais como equivalente à congregação de um centro ou de uma organização de Dharma.

(9) Mantendo uma perspectiva distorcida e antagonista

Significa negar o que é verdadeiro e de valor - tal como a lei de causa e efeito comportamental, uma direção segura e positiva na vida, o renascimento e a liberação - e ser antagonista em relação a tais ideias e àqueles que as mantêm.

(10) Destruir lugares tais como cidades

Esta queda inclui intencionalmente demolir, bombardear, ou degradar o ambiente de uma vila, cidade, distrito ou área no campo, e torná-la inadequada, nociva ou, para os seres humanos ou animais, difícil de nela viver.

(11) Ensinar a vacuidade àqueles cujas mentes não estão treinadas

Os principais objetos desta queda são pessoas com motivação bodhichitta que ainda não estão  prontas para compreender a vacuidade. Essas pessoas ficariam confusas ou assustadas com esse

ensinamento e, consequentemente, abandonariam a via do bodhisattva e seguiriam para o caminho de liberação pessoal. Isso pode acontecer como o resultado de se pensar que, já que todos os

fenômenos são vazios de existência inerente e encontrável, então ninguém existe e, neste caso, para quê incomodarmo-nos trabalhando para o benefício de outros? Essa ação também inclui ensinar a vacuidade a qualquer pessoa que a entendesse mal e, como resultado, abandonasse completamente o Dharma, pensando por exemplo que o budismo ensina que nada existe e que por isso é totalmente absurdo. Sem percepção extrassensorial é difícil saber se as mentes dos outros estão suficientemente treinadas de modo a que não interpretem mal os ensinamentos sobre a vacuidade de todos os

fenômenos. Portanto, é importante conduzir os outros a esses ensinamentos através de explanações de níveis graduais de complexidade, e verificar periodicamente a sua compreensão.

(12) Desencorajar os outros de procurarem a completa iluminação

Os objetos para esta ação são as pessoas que já desenvolveram a motivação bodhichitta e estão se esforçando em direção à iluminação. A queda é dizer-lhes que são incapazes de constantemente agir  com generosidade, paciência e assim por diante – dizer-lhes que não é possível que se tornem um Buda, e que por isso seria muito melhor se se esforçassem apenas pela sua própria liberação. Porém, a não ser que realmente rejeitassem a iluminação como sua meta, essa queda raiz ficaá incompleta. (13) Afastar os outros dos seus votos de pratimoksha

(12)

a homens e mulheres leigos, monjas provisórias, monges noviços, monjas noviças, monges

completos e monjas completas. Aqui, os objetos são pessoas que estão mantendo um desses grupos de votos pratimoksha. A queda é dizer-lhes que, como bodhisattvas, não faz sentido manter os votos  pratimoksha, porque todas as ações de um bodhisattva já são puras. Para que essa queda seja

completa eles têm que realmente abandonar os seus votos. (14) Rebaixarmos o veículo do shravaka

A sexta queda- raiz é rejeitar os textos dos veículos dos shravakas ou dos pratyekabuddhas como sendo as palavras autênticas do Buda. Aqui, aceitamos que são, mas estamos negando a eficácia de seus ensinamentos e afirmando que é impossível livrarmo-nos das emoções e atitudes perturbadoras  por intermédio das suas instruções, por exemplo, as do vipassana (meditação da introvisão).

(15) Falsamente proclamarmos que compreendemos a vacuidade

Cometemos esta queda se, embora não compreendamos completamente a vacuidade, a ensinamos ou escrevemos sobre ela fingindo que a compreendemos, devido à nossa inveja dos grandes

mestres. Não faz diferença se quaisquer estudantes ou leitores forem enganados pela nossa

 pretensão. No entanto, é necessário que compreendam o que explicamos. Se não compreenderem o que dissemos, a queda é incompleta. Embora esse voto se refira a proclamar falsas realizações, especificamente sobre a vacuidade, é claro que também precisamos evitar cometê-lo, mesmo quando ensinamos bodhichitta ou outros tópicos do Dharma. Porém, não há falha em ensinar a vacuidade antes de a compreendermos inteiramente, desde que admitamos abertamente estarmos apenas explicando com o nosso nível atual de compreensão.

(16) Aceitar o que foi roubado da Jóia Tripla

Esta queda consiste em aceitar como um presente, oferenda, salário, recompensa, multa ou suborno algo que alguém roubou ou apropriou-se fraudulentamente, (pessoalmente ou delegando a outra  pessoa), dos Budas, Dharma ou Sangha, incluindo os pertences de somente a um, dois ou três

monges ou monjas.

(17) Estabelecendo procedimentos injustos

Significa ser parcial ou preconceituoso contra praticantes sérios, por causa de raiva ou hostilidade em relação a eles, e favorecer os que tem pouca ou nenhuma realização, devido ao apego a eles. Um exemplo dessa queda é, como professores, darmos a maior parte do nosso tempo a estudantes

 particulares ocasionais que podem pagar quantias elevadas, e negligenciar estudantes sérios que não  podem pagar.

(18) Abandonar a bodhichitta

É abandonar o desejo de alcançar a iluminação para o benefício de todos. Dos dois níveis de  bodhichitta, aspirativa e engajada, refere-se especificamente a rejeitar a aspirativa. Ao fazê-lo,

abandonamos também a engajada.

Ocasionalmente, uma décima nona queda -raiz é especificada: (19) Rebaixar os outros com versos ou palavras sarcásticas

Porém, isto pode também já estar incluído na primeira quedaraiz do bodhisattva.

Mantendo os Votos

Quando as pessoas aprendem sobre votos como esses, às vezes sentem que são difíceis de manter e têm medo de recebê-los. Evitamos esse tipo de intimidação, ao saber claramente o que significam os votos. Há duas maneiras de explicá-los. A primeira é que votos são uma atitude que adotamos em relação à vida, de nos abstermos de certos modos de conduta negativa. A outra é que são uma forma ou um delineamento sutil que damos às nossas vidas. Em qualquer dos casos, manter os votos

(13)

mantemos nossos votos na mente todos os dias. Com vigilância, mantemos vigia no nosso

comportamento para verificar se concorda com os votos. Se descobrirmos que estamos a transgredí-los, ou quase a transgredí-transgredí-los, exercitamos o autocontrole. Dessa maneira, definimos e mantemos uma forma ética nas nossas vidas.

Guardar os votos e manter a plena atenção deles não é assim tão estranho ou difícil de fazer. Se dirigirmos um carro, concordamos seguir determinadas regras a fim de minimizar acidentes e

maximizar a segurança. Essas regras dão forma ao nosso dirigir - evitamos acelerar e mantemo-nos no nosso lado da estrada - e delineiam a maneira mais prática e mais realística de chegar ao nosso destino. Depois de alguma experiência, seguir as regras torna-se tão natural que estarmos cientes delas sem esforco e nunca são um peso. A mesma coisa acontece quando mantemos votos de  bodhisattva ou quaisquer outros votos éticos.

Os Quatro Fatores que Amarram que fazem Perder Votos

Perdemos nossos votos quando os abandonamos totalmente, ou desistimos de tentar mantê-los. Isto e o que chamamos de uma queda-raiz. Quando ocorre, a única maneira de adquirir novamente essa forma de ética é reformarnossas atitudes, seguindo um processo de purificação, tal como a

meditação no amor e compaixão, e retomando os votos. De entre as dezoito quedas-raiz do  bodhisattva, se chegamos ao estado mental da nona ou décima oitava queda-raiz – manter uma

atitude distorcida e antagonista ou abandonar a bodhichitta - perdemos, pelo fato da nossa própria mudança de atitude, a forma ética das nossas vidas proporcionada pelos votos do bodhisattva e, assim, abandonamos quaisquer esforços para mantê-la. Consequentemente, perderemos

imediatamente todos os nossos votos de bodhisattva (e não apenas aquele que rejeitamos especificamente).

Transgredir os outros dezesseis votos de bodhisattva não constitui uma queda- raiz a não ser que a atitude acompanhando o ato contenha os quatro fatores que amarram ( kun-dkris bzhi), que

 precisariam de ser sustentados e mantidos desde o momento imediatamente depois de se

desenvolver a motivação de quebrar o voto, até o momento imediatamente após ter-se completado o ato de transgressão.

Os quatro fatores que amarram são:

(1) Não considerar a ação negativa como sendo prejudicial, ver apenas vantagens e cometer a ação sem nenhum arrependimento.

(2) Tendo tido anteriormente o hábito de cometer a transgressão, não ter nenhum desejo ou intenção de deixar de repeti-la agora ou no futuro.

(3) Ter prazer na ação negativa e cometê-la com alegria.

(4) Não ter autodignidade moral (ngo-tsha med-pa, não ter sentido de honra) nem consciência de como as nossas ações afetam outros ( khrel-med , nenhum sentido de vergonha) como nossos  professores e pais e, assim, não ter nenhuma intenção de reparar os danos que estamos fazendo a

nós próprios.

Se todas essas quatro atitudes não estão acompanhando a transgressão de qualquer dos dezesseis votos, a forma bodhisattva das nossas vidas continuapresente, assim como o esforço de mantê-la, mas ambas se tornaram fracas. Em relação aos dezesseis votos, há uma grande diferença entre apenas quebrá-los e perdê-los completamente.

Por exemplo, suponhamos que não queremos emprestar um dos nossos livros a alguém devido ao apego e à avareza. Não vemos nada de errado com isso - afinal, essa pessoa poderia derramar café nele ou não devolvê-lo. Nunca o emprestamos antes e não temos intenção de mudar esse

 procedimento agora ou no futuro. Além disso, quando recusamos, sentimo-nos felizes com a nossa decisão. Faltando-nos autodignidade moral, não temos vergonha de recusar. Também não nos

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importamos com as conseqüências da nossa recusa, apesar de que estamos, supostamente,

desejando levar todos à iluminação.. Sendo assim, como poderíamos não estar dispostos a partilhar  qualquer fonte de conhecimento que temos? Sem nenhuma vergonha, não nos importamos de como nossa recusa se reflete nos nossos professores espirituais ou no budismo em geral. Além do mais, não temos nenhuma intenção de contrabalançar o nosso ato egoísta.

Se tivermos todas essas atitudes ao recusar emprestar o nosso livro, perdemos definitivamente a forma bodhisattva da nossa vida. Fracassamos totalmente no treinamento Mahayana e perdemos todos os votos de bodhisattva. Por outro lado, se nos faltarem algumas dessas atitudes ao não emprestar o livro, o que fizemos foi apenas relaxar nossos esforços de manter uma forma  bodhisattva na nossa vida. Ainda temos os votos, mas numa forma enfraquecida.

Enfraquecendo os Votos

 Na verdade, transgredir um dos dezesseis votos sem nenhum dos quatro fatores obrigatórios  presentes não enfraquece nossos votos de bodhisattva. Por exemplo, não emprestamos o livro a

alguém que nos pede, mas basicamente sabemos que isso está errado. Não pretendemos fazer disso um hábito, sentimo-nos tristes em dizer não, e estamos preocupados sobre como a nossa recusa se reflete em nós e nossos professores. Temos uma razão válida para recusar emprestá-lo, tal como uma necessidade imediata do livro, ou talvez já o tínhamos prometido à outra pessoa. Aqui, a nossa motivação não é o apego ao livro nem a avareza. Portanto, desculpamo-nos por não poder emprestá-lo agora e explicamos o porquê, assegurando que o emprestaremos o mais cedo possível. Para

compensar a perda, oferecemos partilhar nossas notas. Dessa forma, continuamos mantendo completamente a forma bodhisattva das nossas vidas.

Progressivamente, ao ficarmos cada vez mais sob a influência do apego e da avareza, começamos a enfraquecer essa forma bodhisattva de vida e a relaxar o controle dos nossos votos. Notem, por  favor, que manter o voto de abster-se de não partilhar os ensinamentos de Dharma ou quaisquer  outras fontes de conhecimento não nos livra do apego ou da avareza com relação aos nossos livros. Apenas nos ajuda a não agir sob a sua influência. Podemos emprestar o nosso livro ou, devido a outra razão, não o emprestar agora, mas podemos continuar apegados a ele e sermos basicamente avarentos. Os votos, contudo, ajudam na luta para eliminar essas emoções perturbadoras e obter a liberação dos problemas e do sofrimento que trazem. No entanto, quanto mais fortes forem as emoções perturbadoras que causam problemas, mais difícil será exercitar o autocontrole e não as deixar ditar o nosso comportamento.

Ficamos progressivamente mais dominados pelo apego e avareza - e os nossos votos ficam  progressivamente mais fracos - quando, ao não emprestar o nosso livro, sabemos que isso está

errado, mas temos presente um, dois, ou todos os três dos outros fatores obrigatórios. Estes

constituem os níveis menor, médio, e principal de corrupção menor ( zag-pa chung-ba) dos nossos votos. Por exemplo, sabemos que não emprestar o livro é errado, mas isto já e hábito e não fazemos exceções. Se nos sentíssemos mal sobre isso e ficássemos envergonhados com o reflexo da nossa recusa sobre nós e nossos professores, o estilo de vida bodhisattva que estamos tentando adotar  ainda não está demasiado fraco. Mas se, adicionalmente, agora nos sentíssemos felizes sobre isto e , além disso, não nos preocupássemos com o que os outros pensam de nós ou dos nossos professores, estaríamos caindo mais e mais vítimas do nosso próprio apego e avareza.

Um nível ainda mais fraco de manter essa forma nas nossas vidas começa quando não

reconhecemos que haja algo de errado em recusar emprestar o livro. Esse é o nível menor de corrupção média ( zag-pa 'bring ). Acrescentando um ou dois dos outros fatores que amarram, enfraquecemos essa forma ainda mais, com corrupção média principal e corrupção principal ( zag- pa chen-po) respectivamente. Quando todos os quatro fatores que amarram estão presentes,

cometemos uma queda- raiz e perdemos completamente nossos votos de bodhisattva. Estamos agora inteiramente sob o controle do apego e da avareza, o que significa que já não estamos

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os outros. Ao abandonarmos o estágio engajado da bodhichitta, perdemos nossos votos de  bodhisattva que estruturam esse nível.

Fortalecendo os Votos Enfraquecidos

O primeiro passo para restaurar os nossos votos de bodhisattva, se os tivermos enfraquecido ou  perdido, é admitir que fizemos um erro. Podemos fazer isso por meio de um ritual de expiação

( phyir-'chos, phyir-bcos). Esse ritual não envolve confessar nossos erros a outra pessoa ou procurar  o perdão dos Budas. Precisamos simplesmenteser honestos conosco e com nosso compromisso (de  bodisattva). Se ao quebrar um voto específico já havíamos sentido que era errado, agora tornamos a

admitir nosso erro. Depois, geramos os quatro fatores que agem como forças oponentes ( gnyen-po bzhi). Estes quatro fatores são:

(1) Sentir arrependimento pela nossa ação. O arrependimento (' gyod-pa),quer na altura da

transgressão de um voto ou mais tarde, não significa sentir a culpa. O arrependimento é o desejo de nãocometer o ato que estamos cometendo ou que já cometemos. É o oposto de sentir prazer ou de mais tarde regozijarmo-nos coma nossa ação. A culpa, por outro lado, é um sentimento forte de que a nossa ação é ou foi realmente má e, que isto nos torna verdadeiramente maus. Considerando estas identidades como intrínsecas e eternas, amofinamo-nos morbidamente e não as largamos. Por isto, a culpa nunca é uma resposta apropriada ou útil aos nossos erros. Por exemplo, se comermos algo que nos faz mak, arrependemo-nos dessa ação - foi um erro. Porém, o fato de termos comido algo que nos fez mal não nos torna intrinsecamente maus. Somos responsáveis pelas nossas ações e suas consequências, mas não somos culpados por elas no sentido condenador que nos priva de qualquer  sentimento de autovalor ou dignidade.

(2) Prometer tentar não repetir o erro. Mesmo se tivéssemostido essa intenção ao transgredir o voto, reafirmamos conscientemente a nossa resolução.

(3) Voltar à nossa base. Isso significa reafirmar a direção segura e positiva nas nossas vidas e tornar  a dedicar os nossos corações a conseguir a iluminação para benefício de todos - ou seja, revitalizar e fortificar o nosso refúgio e nível aspirativo de bodhichitta.

(4) Tomar medidas corretivas para contrabalançar a nossa transgressão. Essas medidas incluem a meditação no amor e na generosidade, pedir desculpas pelo nosso comportamento cruel, e engajar  noutras ações positivas. Agir de maneira positiva requer autodignidade moral e consciência de saber  como nossas ações afetam aqueles que respeitamos, por isto contrabalança a falta dessas

(qualidades positivas) que pode ter acompanhado o nosso ato negativo. Mesmo se tivéssemos

sentido envergonhados e acanhados no momento da transgressão, esses passos positivos fortalecem o nosso auto-respeito e consideração pelo que os outros possam pensar dos nossos professores.

Observações Conclusivas

Podemos ver, então, que os votos de bodhisattva são de fato muito difíceis de perder 

completamente. Desde que os respeitemos sinceramente e tentemos mantê-los como diretrizes, na verdade nunca os perderemos porque os quatro fatores que amarram nunca estarão completos -mesmo se nossas emoções perturbadoras nos fizerem quebrar um voto. E, -mesmo no caso de uma atitude distorcida e antagonista ou se houvermos abandonado a bodhichitta, se admitirmos o nosso erro, reunirmos as forças oponentes do arrependimento e assim por diante, e retomarmos os votos,  podemos recuperar e recomeçar o nosso caminho.

Consequentemente, ao decidir se tomamos os votos ou não, é mais razoável basear a decisão numa avaliação da nossa capacidade de sustentar um esforço contínuo em mantê-los como diretrizes, em vez de baseá-la na nossa capacidade de mantê-los na perfeição. O melhor, contudo, é nunca

enfraquecer ou perder os nossos votos. Embora possamos voltar a andar outra vez depois de quebrar  um pé, podemos também acabar coxeando.

Referências

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