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HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL

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Academic year: 2021

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RIA SE

HÉRNIAS DA

PAREDE

ABDOMINAL

CIURGIA - HÉRNIAS

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HÉRNIAS DA

PAREDE

ABDOMINAL

CONTEÚDO: CÍNTIA MELLO

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SUMÁRIO

CONCEITO: ... 4 EPIDEMIOLOGIA: ... 4 FATORES DE RISCO: ... 4 DIAGNÓSTICO: ... 4 CLASSIFICAÇÃO: ... 5 HÉRNIA EPIGÁSTRICA: ... 5 HÉRNIA UMBILICAL: ... 5 HÉRNIA DE SPIEGEL: ... 6 HÉRNIA INCISIONAL: ... 7 REFERÊNCIAS ... 8

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CONCEITO:

Conceitualmente, uma Hérnia da parede

abdominal é o abaulamento da região do

abdome causado pelo conteúdo nal (porções intestinais e gordura abdomi-nal), em determinada área de maior fra-queza ou defeito congênito ou defeito ad-quirido.

EPIDEMIOLOGIA:

- Ocorrem em 80% dos casos em homens; - Sendo 65% em maiores de 40 anos; - Sobretudo no dimidio direito;

- 74% delas são do tipo inguinofemorais; - 10% da ocorrência é do tipo umbilical; - 10% incisional (ventral);

- 6% epigástrica.

- Outras menos comuns: Hérnia de

Gryn-felt: região do trígono lombar Superior; Hérnia de Petit: região do trígono lombar

Inferior.

FATORES DE RISCO:

Inatos

- Persistência do processo vaginal; - Prematuridade e baixo peso; - Deficiências do colágeno.

Adquiridos

- Tabagismo;

- Aumento constante / repetitivo da pres-são intra-abdominal: prostatismo, DPOC

(doença pulmonar obstrutiva crônica),

neoplasia intra-abdominal, constipação crônica, ascite, obesidade, diabetes.

DIAGNÓSTICO:

É essencialmente CLÍNICO! Pelo exame fí-sico completo da parede abdominal e anamnese adequada.

Anamnese – terá o objetivo de avaliar e

identificar fatores de riscos.

- Fatores causais: de alívio e piora; - Intensidade dos sintomas;

- Presença ou não de irradiação;

- Alterações urinárias e do hábito intesti-nal;

- Causas de aumento da pressão intra-ab-dominal;

- História Patológica Pregressa: cirurgias prévias, recorrências.

Exame Físico

- Deve ser realizado na posição em pé e

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Blog Jaleko

CLASSIFICAÇÃO:

De acordo com a sua redutibilidade/com-plicação, as hérnias se classificam em: - Redutíveis: quando ainda é possível

re-posicionar o conteúdo herniado entre a

musculatura circundante.

- Irredutíveis (urgência cirúrgica):

Encarceradas: não é possível realizar o

re-posicionamento do conteúdo, mas não há

comprometimento do suprimento sanguí-neo.

Estranguladas: presença de sofrimento de

alça – sinais de irritação e inflamação locais

e/ou peritoneais.

HÉRNIA EPIGÁSTRICA:

Sendo mais comum no sexo masculino, dos 18 aos 50 anos, ocorre protusão me-diante aumento da pressão

intra-abdominal e defeito na linha média

abdo-minal (linha alba): região entre o umbigo e

o processo xifoide.

Se classificam em: verdadeiras (envolvem o saco peritoneal, e normalmente, contêm apenas o omento) ou falsas (apenas gor-dura extraperitoneal – sem o saco perito-neal).

Habitualmente, é assintomática e o paci-ente se queixa apenas da percepção de um abaulamento na região de cerca de 1cm. Raramente ocorre encarceramento ou es-trangulamento – com isso, o tratamento ci-rúrgico é reservado para os casos sintomá-ticos (dor à palpação) e sua recorrência é pouquíssimo frequente. Em 20% dos ca-sos, múltiplas hérnias epigástricas podem estar presentes – sendo necessária corre-ção com colocacorre-ção de telas.

HÉRNIA UMBILICAL:

Ocorre por persistência do anel umbilical, havendo abaulamento da cicatriz umbili-cal, que pode ser redutível espontanea-mente ou não. Mais frequente em afrodes-cendentes e no sexo feminino. Apesar do menor risco de encarceramento / estran-gulamento, possui indicação de correção cirúrgica sobretudo nos adultos.

Hérnias com anel herniário < 1,5 cm em crianças até 6 anos, costumam ter o fecha-mento do anel em até 96% dos casos. Nas > que 1,5cm ou persistentes, a indicação é de herniorrafia (sutura simples ou coloca-ção de telas). Na gravidez, pode estar pre-sente devido ao aumento da pressão

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intra-6 abdominal e nos casos > 2cm, a colocação

de prótese é indicada para evitar encarce-ramento/estrangulamento.

Hérnia umbilical – Domínio pú-blico.

HÉRNIA DE SPIEGEL:

É uma hérnia ventrolateral e se apresenta devido a um defeito na aponeurose do músculo transverso do abdômen. Sua lo-calização é no chamado “cinturão da

hér-nia de Spiegel”: uma zona transversal de

6 cm de largura em torno do nível da linha arqueada, a qual consiste na extensão mais caudal da bainha posterior do reto. Ou seja, na região abdominal média a

in-ferior, lateralmente ao músculo reto. A

Hérnia de Spiegel é coberta pela aponeu-rose oblíqua externa intacta. Sendo sua maioria de natureza interparietal.

Sendo assim, habitualmente não é palpá-vel ao exame físico e ultrassonografia como exame complementar pode ser útil. O paciente pode se queixar de dor aguda ou sensibilidade local.

Uma vez confirmada, se recomenda o tra-tamento cirúrgico com inguinotomia ou in-cisão paramediana pararretal

química. As enzimas proteolíticas produzi-das pelas bactérias levam inicialmente a perda de matriz cartilaginosa (ação con-drolítica), seguida pela perda de colágeno cartilaginoso e no aumento da pressão in-traarticular. Por isso, é de suma importân-cia a identificação rápida da doença e o tra-tamento adequado. A tabela 1 mostra os riscos da artrite séptica.

Hérnia de Spiegel Bilateral – Imagem: Colé-gio Brasileiro de Cirurgiões.

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HÉRNIA INCISIONAL:

É definida como uma protusão do conte-údo abdominal por áreas da parede abdo-minal enfraquecidas devido às interven-ções cirúrgicas anteriores. Ocorre em 10 a 15% de todas as laparotomias. Pode ser prevenida com melhores técnicas de fe-chamento e prevenção das complicações nas feridas operatórias (sua incidência em cirurgias contaminadas pode alcançar 30%). Seu tratamento deve ser precoce e eminentemente cirúrgico.

São grupos de risco (tudo o que retarda a cicatrização e/ou eleva a pressão intra-ab-dominal):

- Desnutrição; - Hematomas;

- Infecção do sítio cirúrgico; - Diabetes; - Obesidade; - Diálise peritoneal; - Ascite; - Corticoides e quimioterápicos; - Idade avançada

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@jalekoacademicos Jaleko Acadêmicos @grupoJaleko

REFERÊNCIAS

SABISTON, D.C.Jr., ed. et al. Tratado de cirurgia: A base Biológica da prática. Cirúrgica Moderna. 19ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014..

Referências

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