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UNINGÁ UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ FACULDADE DE INGÁ CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE BRUNA FOLCHINI SEBBEN

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UNINGÁ – UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR INGÁ

FACULDADE DE INGÁ

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PRÓTESE

BRUNA FOLCHINI SEBBEN

TÉCNICAS DE DESINFECÇÃO NOS MOLDES REALIZADOS

COM MATERIAIS ELASTOMÉRICOS NÃO-AQUOSOS

PASSO FUNDO 2007

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BRUNA FOLCHINI SEBBEN

TÉCNICAS DE DESINFECÇÃO NOS MOLDES REALIZADOS

COM

MATERIAIS ELASTOMÉRICOS NÃO – AQUOSOS

Monografia apresentada à unidade de Pós-graduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo Fundo-R S c o m o requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Prótese Dentária. Orientador: Prof. Ms. Cristiano Magagnin

PASSO FUNDO 2007

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BRUNA FOLCHINI SEBBEN

TÉCNICAS DE DESINFECÇÃO NOS MOLDES REALIZADOS

COM MATERIAIS ELASTOMÉRICOS NÃO – AQUOSOS

Monografia apresentada à comissão julgadora da Unidade de Pós-graduação da Faculdade Ingá – UNINGÁ – Passo Fundo-RS como requisito Parcial para obtenção do título de Especialista em Prótese Dentária.

Aprovada em __/__/__.

BANCA EXAMINADORA:

Prof. Ms. Cristiano Magagnin

Prof. Ms. Mateus S. M. Hartmann

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“O homem que venceu na vida é aquele que viveu bem, riu muitas vezes e amou muito; que conquistou

o respeito de homens inteligentes e o amor das crianças; que preencheu um lugar e cumpriu uma

missão, que deixou o mundo melhor do que encontrou, que procurou o melhor nos outros e deu o

melhor de si mesmo.”

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu irmão Victor, pelo seu amor, carinho, dedicação, auxílio e compreensão. A sua presença e bondade me incentivaram

à busca desse ideal. Obrigada por você existir e por tudo sempre.

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AGRADECIMENTOS

· Ao meu professor Leonardo Federizzi, pelo auxílio na produção deste trabalho e durante todas as etapas do curso;

· À minha família, minha mãe, meu pai e colega e, em especial, ao meu irmão Victor, pela ajuda e apoio incondicional sempre que preciso. Ele merece a dedicatória desta revisão, pois a ele devo as forças necessárias para a realização deste trabalho;

· À minha colega, dupla e grande amiga Renata, pelo apoio, orientação e paciência com minha falta de experiência, a ela também devo a entrega desta revisão. Obrigada por estar junto até mesmo quando eu não estava disposta;

· Às minhas grandes amigas de todas as horas, especialmente a irmã que eu escolhi, Renata Caus, o meu muito obrigada por deixarem seus afazeres para me ajudarem a encontrar garra para realizar este trabalho;

· Às professoras da disciplina de Metodologia Científica pela disponibilidade de acompanharem sempre todos os passos desta revisão;

· A todas as pessoas que se fizeram presentes nesta fase da minha vida e que sempre se mostraram dispostas a lutar junto comigo por esta conquista.

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RESUMO

A moldagem e a confecção de modelos são etapas muito importantes entre os vários procedimentos clínicos que devem ser realizados para a construção de uma prótese. O modelo precisa representar uma cópia fiel das estruturas, pois é sobre ele que será desenhada essa prótese. Os materiais elastoméricos não aquosos são os de escolha para moldagem de trabalho em prótese fixa. A desinfecção dos moldes é fundamental para que a infecção cruzada seja evitada. O propósito deste trabalho foi, através de uma pesquisa bibliográfica, obter uma revisão atual sobre o processo de desinfecção dos moldes realizados em prótese com materiais elastoméricos não aquosos e sobre quais os mais críticos quanto ao processo de desinfecção, relacionado à estabilidade dimensional, e as soluções e técnicas adequadas para cada um. Verificou-se que os polissulfetos e as siliconas de condensação são materiais mais instáveis, mas toleram bem quase todos os tipos de soluções e técnicas, tanto de imersão quanto por spray. Deve ser feita a desinfecção por um tempo curto, pois esses materiais sofrem alterações dimensionais. As siliconas de adição e o poliéter são os materiais mais estáveis. A silicona aceita uma grande variedade de soluções, mesmo por um longo tempo de imersão, sem sofrer distorções. Já o poliéter apresenta um processo chamado embebição, no qual absorve água. Portanto, nele deve ser usada a técnica de spray por um período curto de tempo.

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ABSTRACT

The molding and confection of models are stages of great importance among several procedures that must be done for constructing a prothesis. The model needs to be a faithful copy of the molded structures, because the prothesis will be made over the model. The non-watery elastomeric materials are the choice for molding in fixed prothesis. The molds disinfection is very important to avoid infections. This work’s purpose was, by review, to obtain an actual literature about the molds disinfection process performed in prothesis with non-watery elastomeric materials, evaluating the dimensional stability and the solution and technique indicated to each one. It was noticed that polysulfides and silicones of condensation are unstable materials but tolerate almost all kinds of solutions and techniques, only for a short period of time. The silicones of addition and the polyether are the stablest materials. The silicone accepts a great variety of solutions, even for a long period of time of immersion, without suffering distortion. The polyether is likely to absorb water, and so the spray technique must be used, for a short period of time.

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SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO...11

2. REVISÃO DE LITERATURA...13

2.1 MATERIAIS DE MOLDAGEM ELASTOMÉRICOS NÃO-AQUOSOS...13

2.2 AGENTES E TÉCNICAS DE DESINFECÇÃO...14

2.3 POLISSULFETOS...21 2.4 SILICONAS DE CONDENSAÇÃO...23 2.5 SILICONAS DE ADIÇÃO...25 2.6 POLIÉTER...29 3. CONCLUSÃO... 35 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...37

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1. INTRODUÇÃO

A moldagem e confecção de modelos são etapas muito importantes entre os vários procedimentos clínicos que devem ser realizados para a construção de uma prótese. O modelo precisa representar uma cópia fiel das estruturas, principalmente o término cervical, o preparo e as oclusais dos dentes, pois é sobre ele que será desenhada essa prótese. (PHILLIPS, 1998).

De acordo com a reação química, existem quatro materiais de moldagem elastoméricos não aquosos usados atualmente para impressão: polissulfetos, siliconas de condensação, siliconas de adição e poliéter. Todos esses materiais têm características boas de reprodutibilidade para que seja confeccionada com precisão uma prótese fixa ou removível. Deve-se cuidar muito o tempo de presa e de trabalho de cada material. (MEZZOMO E SUZUKI, 2006).

Os materiais sempre sofrem distorções, assim como o gesso, porém estas podem ser compensadas, de modo a alcançar uma prótese clinicamente aceitável. As distorções consideradas inaceitáveis são aquelas ocorridas por erro da técnica, por isso o protocolo deve ser rigorosamente seguido. (CRAIG, POWERS, WATATA, 2002).

É necessário observar a estabilidade dimensional de cada material. Alguns podem ser vazados muito tempo depois e várias vezes, já outros permitem apenas vazamento único e logo após a moldagem. A polimerização residual e a alteração térmica afetam a estabilidade dimensional, assim como também a desinfecção dos moldes, que dependendo dos produtos usados e do tempo, podem causar deformação. (NOORT et al, 2004).

Nos procedimentos de moldagem executados no dia - a - dia do consultório odontológico, os materiais entram em contato com fluidos bucais como sangue, saliva, exsudatos e outros, que podem conter microorganismos patogênicos e, pelos moldes, transmitir doenças infecto contagiosas. O tratamento desses moldes em substâncias químicas tem sido adotado para promover a desinfecção dos mesmos. (BOER, FRANCISCONI, FORSSARD, 2004).

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A desinfecção de moldes pode ser definida como a etapa clínica que visa a destruir grande parte dos microorganismos da superfície de um molde, sendo bem sucedida se mantiver as propriedades físico-químicas dos materiais de moldagem. É a destruição somente dos germes patogênicos, realizada com algum tipo de solução. Opõe-se, assim, à esterilização, que é a destruição de todos os microorganismos, patogênicos ou não (GALAN JÚNIOR, 1999; ALVES-REZENDE, LORENZATTO,1999).

A desinfecção de todo e qualquer molde obtido é medida de biossegurança obrigatória na atividade clínica, sendo fundamental para que a equipe do laboratório, as auxiliares e o próprio cirurgião - dentista não sejam expostos a patologias virais e bacterianas, tais como: hepatite B, herpes, tuberculose, AIDS e outras. Os moldes devem ser sempre desinfetados, já que não é possível esterilizá-los devido à alta temperatura e longo tempo necessário para esse procedimento. Tão importante quanto a desinfecção é a seleção do método e da solução desinfetante a ser utilizada para cada material de moldagem. A capacidade de reprodução de detalhes, a estabilidade dimensional e o grau de umedecimento do material não devem ser criticamente afetados. (SHILLINGBURG, 1998; ALVES-REZENDE, LORENZATTO, 1999).

Um dos requisitos de um material para modelo ideal é a sua compatibilidade com o material de moldagem, definida pelo grau de umedecimento da superfície do molde e pela mistura água/gesso sobre ele vazada. O grau de umedecimento de um material de moldagem pode ser determinado pela mensuração do ângulo de contato formado pelo gesso sobre ele vertido. Quanto maior for esse ângulo, maior a possibilidade da ocorrência de bolhas de ar na superfície do modelo de gesso. Para um perfeito molhamento, o ângulo de contato deveria tender a zero. (ALVES-REZENDE, LORENZATTO, 1999).

O propósito deste trabalho foi, através de uma pesquisa bibliográfica, obter uma revisão atual sobre o processo de desinfecção dos moldes realizados em prótese com materiais elastoméricos não aquosos, que é um procedimento importante para evitar a infecção cruzada, que é a passagem de um microorganismo de um indivíduo para outro susceptível.

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2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1 MATERIAIS DE MOLDAGEM ELASTOMÉRICOS NÃO-AQUOSOS

Shillingburg (1998), afirma que os materiais usados para moldagem em prótese fixa são os que apresentam consistência elástica quando retirados da boca, para que o molde apresente as seguintes condições: réplica exata do dente preparado, outros dentes devem ser reproduzidos com precisão para permitir boa articulação, o modelo esteja isento de bolhas, principalmente nas linhas de terminação e nas faces oclusais.

De acordo com Phillips (1998), esses materiais eram inicialmente chamados de materiais a base de borracha. São formados por grandes moléculas de polímeros unidos por pequena quantidade de ligações cruzadas, que formam uma rede tridimensional e são chamados de gel.

Para Mezzomo e Suzuki (2006), os materiais de moldagem têm características peculiares e o conhecimento de suas propriedades reológicas e a influência da forma de manipulação e das condições ambientais no seu desempenho clínico influenciam decisivamente na qualidade final da impressão.

Phillips (1998) classificou os materiais como irreversíveis e reversíveis de acordo com sua forma de presa, e elásticos e anelásticos de acordo com sua forma de utilização.

Segundo Phillips (1998); Mezzomo e Suzuki (2006), a especificação da ADA atual os identifica como materiais elastoméricos não aquosos, e os classifica por suas propriedades elásticas e alterações dimensionais por sua reação química, e estes se subdividem em quatro classes de viscosidade: material leve, material médio ou regular, material pesado e massa densa. A viscosidade determina o escoamento de cada material Quanto mais fluido for o material maior será sua capacidade de escoamento e reprodução de detalhes.

A classificação mais conhecida dos materiais de moldagem é a química, que os divide em poliéteres, polissulfetos, sliconas de adição e siliconas de condensação. (MEZZOMO e SUZUKI, 2006)

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2.2 AGENTES E TÉCNICAS DE DESINFECÇÃO

Desinfecção é um processo que reduz o número de microorganismos evitando a possibilidade de disseminação de agentes patogênicos. No entanto, após o processo de desinfecção o número de microorganismos patogênico pode ser elevado se não for utilizado o desinfetante adequado. No Manual de Controle de Infecção Hospitalar do Ministério da Saúde os artigos são classificados como críticos, semi-críticos, que entram em contato com a mucosa íntegra e não críticos. Os moldes se encaixam nos artigos semi-críticos. Os desinfetantes indicados para inativar os vírus da hepatite e da AIDS são o glutaraldeído ou o hipoclorito de sódio, que pode ser usado diluído ou não. Esse último provoca a corrosão de metais. O glutaraldeído é utilizado na concentração de 2% e deve ser usado por 30 minutos, e se torna esterilizante se utilizado por mais de 10 horas. O álcool etílico também é utilizado como desinfetante, porém seu poder germicida é baixo, não atuando contra alguns microorganismos, como o da tuberculose. A desinfecção não substitui a esterilização, pois a primeira apenas destrói os microorganismos patogênicos. (FATINATO, et.al., 1994).

A preocupação com medidas que impeçam a disseminação de doenças como hepatite B e AIDS deveria existir desde o início da atividade odontológica. Porém, esta muitas vezes é negligenciada e muitos profissionais não têm consciência de que podem ser importantes disseminadores destas e de outras infecções. É fundamental conscientizar os odontólogos de que as normas adotadas para a hepatite B são suficientes para a AIDS devido à maior resistência do vírus da primeira. Se as normas básicas de esterilização, desinfecção e assepsia forem seguidas, não só essas duas infecções serão evitadas, como todas as outras. A desinfecção poderia ser substituída pela fervura em água durante 30 minutos. No caso de moldes, isso seria impossível, devido à alta temperatura e ao longo tempo necessários. (FATINATO. et. al., 1994).

Fatinato et.al,1994, relataram que a contaminação do profissional de odontologia durante sua atividade clínica foi comprovada por inúmeras

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pesquisas, as quais demonstram que 45% dos cirurgiões dentistas adquirem infecções, principalmente respiratórias e hepatite B. A hepatite B pode ser transmitida pela saliva, e para que seja evitada a infecção cruzada, deve ser realizada a etapa de desinfecção de moldes. Os dados de prevalência da hepatite B no Brasil demonstram que a incidência é significativamente maior em profissionais da saúde. O vírus dessa doença é um dos mais resistentes, permanecendo viável por mais de duas semanas e a grande maioria dos desinfetantes não exerce função sobre ele, a não ser o hipoclorito de sódio, glutaraldeído e os desinfetantes iodóforos.

O vírus da AIDS é extremamente frágil e a probabilidade de transmissão no consultório é pequena se utilizadas as técnicas corretas.(FATINATO, et al, 1994).

Discacciati, Neves, Pordeus (1999), realizaram um estudo co m o objetivo de avaliar a percepção dos pacientes quanto ao risco de se contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV) durante o atendimento odontológico e suas atitudes em relação a continuar ou não o seu tratamento caso venham a saber que seu cirurgião-dentista (CD) atende pacientes com AIDS. Foram realizadas 518 entrevistas entre militares da Polícia Militar de Minas Gerais e seus dependentes, que haviam terminado tratamento com 233 CD diferentes. Os pacientes foram questionados sobre a freqüência de uso de cada artigo do EPI pelo seu CD, tendo quatro opções de resposta: sempre usava, às vezes usava, nunca usava e não estou bem certo. Quando o paciente relatava que seu CD sempre usava determinado artigo, seu tratamento somava um ponto. As demais respostas não foram pontuadas. Assim, em relação ao uso do EPI, uma nota de zero a cinco foi dada a cada um dos 518 tratamentos concluídos, de acordo com as informações prestadas pelos pacientes. Além disso, foi pedido ao participante que classificasse o tratamento recebido, considerando as condições de higiene com que foi conduzido. As opções foram: ótimo, muito bom, bom, regular e péssimo. Para se avaliar a percepção e as atitudes dos pacientes em relação aos riscos de se infectar pelo HIV durante um procedimento odontológico, foram introduzidas três questões. A primeira perguntava se o paciente acreditava que o HIV poderia ser transmitido durante

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um tratamento odontológico, uma outra questionava se o paciente continuaria seu tratamento com o mesmo CD se soubesse que ele atendia pacientes com AIDS e a última indagava se o paciente continuaria o tratamento se soubesse que o seu CD estava infectado pelo HIV. Observou-se que a grande maioria dos participantes (88,4%) acredita que o HIV possa ser transmitido durante o tratamento odontológico e que muitos entrevistados não continuariam o tratamento se seu CD atendesse pacientes com AIDS (42,9%) ou fosse HIV soropositivo (45%). Aqueles entrevistados que haviam sido atendidos por profissionais que utilizavam os artigos do equipamento para proteção individual (EPI) de forma adequada se mostraram mais dispostos a continuar o tratamento caso viessem a saber que seu CD atende pacientes com AIDS. No entanto, o uso adequado do EPI não é um fator encorajador para que os pacientes continuem tratando-se com seu CD caso venham a saber que ele é soropositivo. Estes achados sugerem que maiores informações devem ser repassadas para o público leigo, informando-o sobre os verdadeiros riscos de se infectar pelo HIV e suas formas de prevenção na Odontologia. O crescente número de indivíduos HIV infectados em todo o mundo promoveu uma série de mudanças na prática odontológica. Órgãos internacionais reconhecidos mundialmente, como a American Dental Association (ADA), já vinham recomendando medidas para controle de infecção cruzada nos atendimentos odontológicos. Os resultados deste estudo mostraram que a máscara facial é o artigo mais utilizado, seguido de luvas. Importante ressaltar que a grande maioria dos CD sempre utilizam luvas, no entanto, quase 10% dos CD avaliados nunca as utilizam, segundo informações dos pacientes.

Segundo Raiz, et.al., (2002), o HIV é um vírus que possui a capacidade de invadir células do organismo, porém com maior eficiência os linfócitos CD4, responsáveis pela coordenação das respostas imunológicas, tornando o individuo susceptível a infecções por inúmeros microorganismos. Sua transmissão ocorre através de relações sexuais, exposição parenteral a sangue e hemoderivados e em decorrência da passagem da mãe para o filho, durante o período pré-natal. As manifestações orais mais comuns nos pacientes soros positivos são: infecções de origens fúngicas como a candidíase; infecções

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bacterianas: GUNA, gengivite e periodontite; infecções virais: herpes simples, varicella zoster, papiloma vírus, leucoplasia pilosa; manifestações de origem desconhecida: estomatite aftosa recorrente e aumento das glândulas salivares; doenças neoplásicas: Sarcoma de Kaposi. Todos os profissionais são chamados, hoje, a adequar sua postura profissional à realidade da AIDS nos consultórios odontológicos, pois há um grande despreparo, preconceito e medo em relação ao tratamento desses pacientes. Os procedimentos de proteção (esterilização adequada, uso de luvas, mascara, entre outros) devem ser utilizados como rotina em todo e qualquer atendimento odontológico. Sendo assim, salienta-se a busca de conhecimento de níveis adequados de prevenção da infecção cruzada e métodos de proteção. Foram analisados 295 dentistas brasileiros que foram entrevistados a respeito de aspectos básicos da AIDS e da infecção pelo HIV. Foi aplicado um questionário específico que avaliava o conhecimento sobre a prática odontológica em relação às vias de contaminação nas doenças infecto-contagiosas. As respostas revelaram que há um despreparo, medo e preconceito em relação ao tratamento de pacientes HIV positivo. Sendo assim, esse estudo mostra a necessidade da implantação de programas sistemáticos de esclarecimento aos cirurgiões dentistas. Foi comentado que um grande número de profissionais mostram-se pouco informados a respeito do manejo e da transmissão da AIDS, o que leva a atitudes e orientações equivocadas, ou até o não atendimento desse tipo de paciente, o que indicaria uma necessidade de implantação de programas sistemáticos de esclarecimento para cirurgiões-dentistas e acadêmicos de Odontologia.

Também é necessário lembrar da gravidade de uma lesão ocular denominada úlcera dendrítica, provocada pelo vírus do herpes simples, da qual muitos dos profissionais não tem conhecimento e não dão importância ao atender os pacientes portadores de uma lesão tão comum. Segundo os autores, os desinfetantes mais utilizados são glutaraldeído a 2%, hipoclorito de sódio a 1% e etanol. (FATINATO, et al, 1994).

De acordo com Craig et. al. (2002), há cinco tipos de desinfetantes químicos que podem ser utilizados: compostos de cloro, compostos fenólicos

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sintéticos combinados, glutaraldeídos, iodófórmio e combinações de álcool fenólico. Fatinato e t . a l ., (1994), ressaltaram que os aldeídos são potencialmente cancerígenos e devem ser utilizados com cuidados especiais. O recipiente deve sempre ter a tampa fechada e deve ser manuseado com luvas.

Para Noort et al (2004), o procedimento de desinfecção a ser adotado depende do desinfetante e do material de moldagem utilizado. Deve-se levar em consideração que o objetivo do procedimento é desinfetar e não esterilizar e nunca é permitida imersão prolongada em solução alguma. Não existe nenhum método aplicado universalmente para a desinfecção de todos os tipos de materiais.

Segundo Shillingburg (1998), as recomendações indicam a imersão dos moldes por um período de até 30 minutos. É possível, também, que seja realizada a técnica com aerossóis nos materiais mais vulneráveis a distorções, na qual após se enxaguar o molde, se vaporiza a solução sobre esse, em vez de mergulhá-lo em alguma solução.

O método da desinfecção por aerossóis, além da sua aplicabilidade a qualquer tipo de material de moldagem, destaca-se pelo baixo custo devido ao menor nível de solução desinfetante utilizada e economia de tempo. (ALVES-REZENDE; LORENZATTO,1999).

A prática do uso de agentes químicos não oferece vantagens em relação aos agentes físicos, pois além de não destruir todos os microorganismos, é mais trabalhosa, demorada e dispendiosa, mas é a única maneira de manter o profissional e sua equipe mais protegidos contra infecções quando a esterilização não é possível. ( FATINATO et.al,1994).

Russo et.al., (2000), pesquisaram a intensidade de contaminação pela microbiota bucal, de pontas de seringas tríplices usadas no atendimento a pacientes. Cinqüenta pontas descartáveis (Riskcontrol, Injecta Prod. Odontológicos) foram avaliadas: 10, imediatamente após a abertura da embalagem; 30, após o uso em pacientes; e 10, após o uso e a desinfecção com álcool etílico 70%, friccionado por um minuto. Em todas as pontas usadas em pacientes, observou-se um número incontável de microorganismos, (maior

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que 300), revelando intensa contaminação. Nas pontas usadas e desinfetadas com álcool etílico 70%, verificou-se apreciável redução na contagem de colônias, mas incompatível com a segurança biológica. Os resultados sugerem, como condição ideal, o uso de pontas descartáveis nas seringas tríplices. As pontas sem uso, analisadas imediatamente após a abertura da embalagem, não apresentaram desenvolvimento de colônias de bactérias, o que representa 0 (zero). Esse resultado mostra que, antes do uso, encontravam-se devidamente esterilizadas. No caso das pontas que, após serem utilizadas em pacientes, sofreram desinfecção com álcool etílico 70%, registrou-se crescimentos variando de 1 a 100, nas diferentes amostras analisadas. Em todas as 30 pontas analisadas imediatamente após a utilização em pacientes, constatou-se um desenvolvimento maciço e, conseqüentemente, incontável de microorganismos, revelando intenso grau de contaminação ( Figuras 1 e 2).

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(BOER.; FRANCISCONI, FROSSARD; 2004). Molde imerso na solução de hipoclorito de sódio a 10%.

Manetta e Montenegro (1999), visam alertar aos técnicos em prótese dentária sobre os riscos de transmissão das doenças infecto-contagiosas do

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consultório odontológico para o laboratório, como proceder diante de trabalhos recebidos dos cirurgiões-dentistas (CD) visando o controle da infecção cruzada. Estes profissionais que atuam diretamente com os CD, podem entrar em contato com fluidos corpóreos dos pacientes, como saliva e sangue, porconseqüência, haverá a possibilidade de contaminação com mi-crorganismos provenientes destes fluidos, tornando estes profissionais igualmente vulneráveis ao contágio por vírus, bactérias e fungos, oriundos de pacientes atendidos pelo CD. Portanto, é lícito afirmarmos que os técnicos em prótese dentária também estejam atentos a essas doenças e a sua biossegurança, uma vez que, no Brasil, não temos dados estatísticos suficientes. Durante um estudo entre trabalhos enviados ao laboratório e CD, mostraram que 67% dos materiais enviados pêlos consultórios odontológicos estavam contaminados por microrganismos de vários graus de patogenicidade (Micobacterium tuberculosis, vírus da Hepatite B e vírus do herpes simples), diante de tal resultado, aconselham à desinfecção destes trabalhos, de acordo com o tipo de material utilizado e segundo a orientação do fabricante para não causarmos alterações dimensionais em moldes efetuados pelo CD. Os autores apresentam os seguintes quadros ilustrativos:

Técnica de Desinfecção Tipo de Material

"Spray" com glutaraldeído a 2% Modelos de gesso

"Spray" de hipoclorito de sódio a 1% + recipiente fechado por 10 minutos

Poliéteres

Alginato

Imersão em glutaraldeído a 2%, por 10 minutos Siliconas de adição Siliconas de condensação Mercaptanas Pastas zinco-eugenólicas Godivas

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Superfície de Trabalho Complexos Fenólicos lodóforos Compostos Clorados Superfície de trabalho

*Material ideal para superfície (Germpol®) Utilizados mais como anti-sépticos (Povedine®) **ldeais para superfícies com sangue (Virex®)

"' Não deve ser usado em borrachas. ** Não devem ser usados em metais, pois é corrosivo.

2.3 POLISSULFETOS

Mezzomo e Suzuki (2006) afirmam que o polissulfeto foi o primeiro elastômero que surgiu. Está classificado como o material menos rígido, sendo de fácil manuseio clínico. Esse material possui alta resistência ao rasgamento, sendo ótimo para usar em preparos intra-sulculares, e uma boa resistência ao peso do gesso sem se deformar. É fácil de ser removido de áreas retentivas. Traz como uma de suas desvantagens a sensibilidade à umidade. Além disso, é menos estável dimensionalmente que as siliconas de adição e os poliéteres por causa de sua liberação de água durante a cura.

De acordo com Phillips (1998) e Mezzomo e Suzuki (2006), o subproduto gerado é a água e mesmo a perda de uma quantidade pequena pode alterar dimensionalmente o molde. Na polimerização, é observada uma contração, e por isso é necessário que os modelos sejam vazados imediatamente. Aconselha-se o uso de moldeira individual nas moldagens com esse tipo de material para que tenha uma espessura fina e homogênea. Para os autores, as principais vantagens dos polissulfetos são: alta resistência à ruptura, precisão, tempo de trabalho longo, menos hidrofóbico, baixo custo e prazo de validade longo. Pode ser encontrado em três consistências: leve, regular e pesada. É um dos únicos materiais radiopacos devido à presença de chumbo, sendo de fácil detecção se permanecer no sulco gengival, o que pode

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causar irritação, apesar de ser o material com a menor contagem de morte celular, se permanecendo no sulco gengival.

Anusavice (1998), afirma que a desinfecção dos moldes de polissulfeto pode ser feita com várias soluções sem afetar a dimensão, mas que o tempo de desinfecção deve ser curto. Ele recomenda o uso de hipoclorito de sódio a 10% por 10 minutos.

De acordo com Schillingburg (1998), foi demonstrado que o polissulfeto tem estabilidade dimensional suficiente quando imerso em hipoclorito de sódio, glutaraldeído, iodofórmio e fenol. Galan Junior, Powers, Watata, (1999), dizem que a contração de polimerização desses materiais indica vazamento imediato. Para a desinfecção de moldes feitos com esses materiais, os autores recomendam o emprego de glutaraldeído a 2%.

A Associação Americana de Odontologia recomenda que os polissulfetos sejam desinfetados em soluções à base de glutaraldeído pelo método de imersão. (NOORT e t a l , 2 0 0 4 ; A L V E S -REZENDE, LORENZATTO,1999.)

Craig et. al (2002), afirmam que a precisão dos troquéis de gesso de alta resistência não foi excelente, mas aceitável para os polissulfetos. Segundo os autores, logo após a desinfecção, essa moldagem deve ser lavada com água e o excesso de líquido removido com jatos suaves de ar. O preparo do troquel ou modelo não deve ser adiado, já que a alteração dimensional da reação continuada ocorre por algum tempo.

Soares, Ueti, (2001), realizaram um estudo comparativo da alteração dimensional, textura superficial e resistência à compressão de troquéis de gesso tipo IV e V submetidos à desinfecção química por imersão durante 30 minutos em soluções de hipoclorito de sódio a 1% e glutaraldeído a 2%. Realizaram-se moldes com materiais elastoméricos não aquosos e logo os corpos de prova com gesso especial. Os resultados mostraram que a desinfecção química não provocou alteração dimensional nos troqueis, mas provocou alteração na textura superficial do gesso tanto na imersão quanto na adição da solução desinfetante à água durante a espatulação do gesso.

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Portanto, após a desinfecção dos moldes, estes devem se apresentar secos na hora do vazamento.

Phillips (1998) recomenda, para os profissionais que costumam mandar os moldes para o laboratório para serem vazados, a utilização de materiais com maior estabilidade, como siliconas de adição e poliéteres.

O propósito do estudo de Saed Zeiaei- Nafchi et.al., (2000), foi investigar o efeito do tempo nas alterações dimensionais dos materiais de impressão de polissulfetos através do tempo. Um molde de aço inoxidável fabricado de acordo com a ADA, especificações-padrão N. 19 foi usado. Medidas foram realizadas em intervalos de 15 minutos até 3 horas, e depois às 6, 12, e 24 horas. Resultados, a média e a porcentagem das alterações dimensionais foram relatados. Toda a informação coletada se baseou em medidas repetidas. Todos os três materiais de impressão testados puderam produzir réplicas com alterações dimensionais clinicamente aceitáveis até 24 horas depois de feita a impressão. Entretanto, após 3 horas, houveram alterações dimensionais significativamente maiores, se aproximando do nosso critério de 40 µm de aceitabilidade. É, portanto, recomendável que materiais de impressão de polissulfeto sejam vazados dentro de 3 horas da realização da impressão.

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2.4 SILICONAS DE CONDENSAÇÃO

As críticas aos polissulfetos, como odor desagradável, manchamento da roupa e esforço para misturar a base ao catalisador resultaram no ímpeto para o desenvolvimento de materiais de moldagem de silicone. (CRAIG et al., 2002)

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Phillips (1998) relata que esses materiais surgiram praticamente junto com os polissulfetos, e ainda são um dos tipos mais utilizados no Brasil. A reação por condensação tem como subproduto o álcool etílico. Possuem uma técnica fácil de ser executada, boa resistência à ruptura, recuperação elástica, pouca distorção na remoção, tempo de trabalho e presa adequados e odor agradável, além de não manchar. Apresenta precisão inadequada, fraca estabilidade dimensional, distorção em potencial significante, custo mais elevado e vida útil curta, o que provoca uma certa tendência a escolher outros materiais.

De acordo com Mezzomo e Suzuki (2006), o grande problema desse material é a contração excessiva. A espessura deve ser fina e uniforme, usando-se a moldagem em dois tempos. Seu tempo de trabalho é menor que o do polissulfeto e tem uma estabilidade dimensional delicada. Sua resistência à ruptura é limitada, porém sua remoção da boca não é difícil. Esse material possui aversão à água e deve se ter um campo livre de umidade para que se tenha uma boa impressão. Isso pode dificultar o vazamento e, assim, pode ser aplicado um redutor de tensão superficial. As manchas na roupa podem ser removidas com álcool. Esse material tem vida útil limitada por causa da oxidação do estanho no catalisador e degradação da pasta base.

Galan Junior, Powers, Watata, (1999), relatam que os moldes realizados com as siliconas de condensação não podem ser vazados mais do que uma vez, e isso deve ser feito de 15 a 20 minutos após sua remoção da boca.

Mezzomo e Suzuki (2006), recomendam que moldes com esses materiais sejam vazados imediatamente após a desinfecção devido às alterações dimensionais e, para os profissionais que costumam encaminhar o molde para ser vazado em laboratório, o uso de materiais mais estáveis dimensionalmente, como siliconas de adição e poliéteres, que não sofrem a contração que as siliconas de condensação sofrem.

Schillingburg (1998), afirma que as siliconas de condensação toleram bem a desinfecção com soluções de hipoclorito de sódio, glutaraldeído e fenol na técnica de imersão, desde que o tempo não ultrapasse o recomendado para o vazamento do material, que seria de no máximo 10 minutos.

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Para Noort et. al. (2004), embora as siliconas de condensação não sejam afetadas quimicamente pela imersão prolongada em soluções desinfetantes, esse material é limitado pela sua instabilidade dimensional pela evaporação do álcool etílico que ocorre mesmo após a presa. O autor afirma que a Associação Americana de Odontologia sugere a imersão por 30 minutos em uma solução de glutaraldeído para as siliconas de condensação.

Phillips (1998), afirma que os silicones por condensação, apesar da fraca estabilidade, podem ser imersos na maioria das soluções desinfetantes disponíveis e, como nos polissulfetos, por um período curto de tempo.

Silva, Salvador, (2004), realizou um estudo para avaliar a estabilidade dimensional das siliconas de condensação pesada e leve para moldagem odontológica quando desinfetadas pela técnica de imersão por 10 e 20 minutos. Foram testadas as siliconas de condensação Optosil Confort e Xantopren VL Plus, imersas nas soluções de glutaraldeído a 2% e hipoclorito de sódio a 1%. Executaram-se um total de 50 moldagens pela técnica em passo único, retiradas após 7 minutos para garantir a completa polimerização do material. Um grupo de moldes foi submetido à imersão por 10 minutos, outro por 20 minutos e um grupo de controle não foi desinfetado. Após a imersão, foram lavados em água corrente durante 15 segundos e, em seguida, medidos em microscópio óptico. Os resultados encontrados demonstram que: as marcas testadas permanecem dimensionalmente estáveis por 20 minutos após a moldagem; a desinfecção por imersão dos moldes realizados com esses materiais, durante 20 minutos, em glutaraldeído a 2% e hipoclorito de sódio a 1%, não provoca alteração dimensional significante. A desinfecção de moldes de silicona de condensação por 10 ou 20 minutos pode ser um método seguro para manter a estabilidade dimensional e diminuir os riscos de contaminação do ambiente clínico e laboratorial.

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2.5 – SILICONAS POR ADIÇÃO

Devido a algumas desvantagens das siliconas por condensação, a principal delas, a instabilidade dimensional por sua reação de presa, houve uma modificação no seu mecanismo que trouxe uma nova família de silicones: silicones por adição. Nesses materiais, não há formação de subprodutos na reação de presa, e o que se deve cuidar é a proporção que, quando correta, não permite a formação de gás hidrogênio durante a polimerização, o qual pode causar bolhas no gesso. (PHILLIPS, 1998; MEZZOMO e SUZUKI, 2006). Segundo Phillips (1998), deve-se, como no caso das siliconas de condensação, cuidar o uso de luvas de látex, pois os sulfetos presentes nessas luvas podem alterar a reação de presa. Ele recomenda o uso de luvas de vinil. As siliconas de adição são os materiais que apresentam a melhor elasticidade, quase não existindo distorção após a sua remoção, mesmo em áreas retentivas. Deve-se cuidar durante o manuseio desses materiais para que não sejam comprimidos, pois podem desenvolver sua memória elástica durante o assentamento. Possuem alta resistência ao rasgamento, mas devem ser manuseados corretamente, pois senão, em vez de esticar, eles rasgam. Também devem ser removidos rapidamente, e poucas marcas têm silicones por adição radiopacos. O autor recomenda a desinfecção dos moldes de

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silicone por adição com hipoclorito a 10% ou glutaraldeído a 2%. Deve-se deixar por no máximo 15 minutos para não eliminar o componente hidrofílico e tornar o material hidrofóbico.

Galan Junior, Powers, Watata, (1999), dizem que as siliconas de adição podem ser desinfetadas com qualquer tipo de solução, e pode-se usar a técnica de imersão. Esses materiais são totalmente estáveis dimensionalmente e nem o tempo, nem a solução serão capazes de afetar as superfícies e dimensões da moldagem.

Puttaiah et. al., (2000), realizaram um estudo que teve por objetivo avaliar a compatibilidade entre alguns materiais elastoméricos comumente utilizados para impressões e dois tipos de desinfetantes (Biossurf surface disinfectant e Biomers immersion disinfectant). Três materiais de impressão (Express ® 3M, Aquasil ®Caulk Dentsplay e Take – 1 ® Kerr – Sybron SDS) de alta e baixa viscosidades foram testados. O material de baixa viscosidade foi aplicado na superfície seguida do de baixa viscosidade (simulando o uso clínico). Propriedades físicas, como reprodução de detalhes na superfície e estabilidade dimensional, foram medidas, quando os moldes foram expostos pelo tempo recomendado pelo fabricante (grupo de tratamento), e quando os moldes foram imersos em água deionizada pelo mesmo tempo (grupo de controle). Dezesseis moldes de controle e 16 de tratamento para cada material e para cada desinfetante foram utilizados no teste. Uma linha de 25µm foi estudada, e foi dada uma nota de 1 (linha completamente reproduzida, com detalhes perfeitos) a 4 (linha não completamente reproduzida) para reprodução de detalhe, enquanto o comprimento da linha de 25µm foi medido após 24 horas usando-se um programa de computador. Tanto os materiais de impressão como os desinfetantes tiveram efeito significativo na reprodução de detalhes de superfície, mas somente os materiais de impressão tiveram efeito significativo na estabilidade dimensional. Nesse estudo, os desinfetantes se mostraram compatíveis com os três matérias de impressão elastoméricos testados quando aplicados pelo tempo recomendado de desinfecção de 5 minutos. Os desinfetantes não tiveram efeitos deletérios nas propriedades de reprodução de detalhes na superfície e na estabilidade dimensional dos três

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matérias elastoméricos comumente utilizados. Take 1, (Kerr SDS), entretanto, mostrou resultados mais pobres do que os outros com respeito à reprodução de detalhes quando tratado com desinfetantes.

Noort e t a l., (2004), afirmam que não ocorre nenhum efeito adverso, mesmo após uma exposição prolongada desses materiais a todas as variedades de desinfetantes. Esses são os únicos materiais que podem ser desinfetados sem nenhum efeito virtualmente adverso. A limitação maior é a redução do umedecimento da impressão dos silicones hidrofílicos pelo material do modelo.

Para Mezzomo e Suzuki (2006), esse material tem grande estabilidade dimensional e não libera nenhum subproduto. Pode ser vazado até sete dias depois do molde. É possível obter um segundo modelo com a mesma fidelidade do primeiro A liberação do hidrogênio se dá na primeira hora. Quando o dentista tem o hábito de enviar o modelo para o laboratório, a silicona de adição é um dos materiais indicados.

Craig et al. (2002), afirmam que a precisão dos troquéis de gesso de alta resistência foi excelente para siliconas de adição, após a desinfecção em uma variedade de soluções.

Schillingburg (1998), relata que o número de microorganismos retidos na superfície dos moldes de siliconas por adição é significativamente menor que em outros materiais antes da desinfecção. Esses materiais, porém, geralmente toleram bem qualquer solução desinfetante e a técnica de imersão e por spray.

As siliconas de adição são materiais com excelente estabilidade. Fracaro et al. (2007), realizaram um estudo para verificar a influência da imersão no desinfetante a base de ácido paracético 0,2% sobre a reprodução de detalhes e compatibilidade com gesso nas siliconas de adição, condensação e poliéter. Foram confeccionados dez corpos de prova de cada material, sendo que cinco foram imersos no desinfetante por dez minutos e cinco utilizados como controle. A reprodução de detalhes foi analisada pela visualização de uma linha de 30 mm de comprimento e 20µm de espessura em pelo menos 2 de 3 impressões. Para compatibilidade com gesso avaliou-se a reprodução dos mesmos detalhes nos modelos vazados com gesso tipo IV sobre as mesmas

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impressões. Todos os materiais apresentaram compatibilidade com gesso e reprodução de detalhes 100% nos corpos de prova. A desinfecção por imersão em ácido paracético não alterou as propriedades de reprodução de detalhes e compatibilidade com gesso dos materiais testados. As siliconas de adição e poliéteres, devido a excelente estabilidade, se apresentaram similares aos moldes do grupo controle após a desinfecção. O ácido paracétido vem ganhando espaço por ser eficaz e devido ao grande risco provocado por algumas soluções desinfetantes como glutaraldeído, por exemplo, que é potencialmente cancerígeno.

Por outro lado, as pesquisas realizadas por Pasini, Boscarioli e Pinto (2002), chegaram a resultados diversos dos apresentados no estudo acima. Foi avaliada a alteração dimensional de dois elastômeros imersos em duas diferentes soluções desinfetantes e a dureza do modelo de gesso após o contato com o molde desinfetado. Foram confeccionados 15 moldes com cada um dos elastômeros (3M Express ®, Xantopren VL Plus) a partir de uma matriz de aço inoxidável. Cinco foram imersos por 10 minutos em uma solução de glutaraldeído a 2%, cinco em formaldeído 20g e as outras cinco formaram o grupo controle. A alteração dimensional foi verificada com um microscópio. Utilizando-se modelos com gesso especial tipo IV (Vel Mix), avaliou-s e a dureza com um microdurômetro por 24 horas. O estudo concluiu que todos os grupos sofreram contração, não houve diferença significativa entre Xantopren e 3M express, com ecxeção do grupo imerso em glutaraldeído, no qual o 3M Express sofreu maior contração. Para o Xantopren não houve diferença entre todos os grupos. Com relação à dureza dos gessos odontológicos, não houve diferença significativa entre eles.

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(PASINI, BOSCARIOLI, PINTO, 2002)

2.6 – POLIÉTERES

O poliéter foi o primeiro material de moldagem produzido para esse fim. Possui grande estabilidade dimensional, como as siliconas de adição, não havendo liberação de subprodutos após sua reação de presa. É um material bastante rígido, de difícil remoção em boca, recomendando-se que áreas retentivas sejam previamente aliviadas. Sua resistência à ruptura é maior que a das siliconas por condensação, equivalente as siliconas de adição e menor que dos polissulfetos.( MEZZOMO e SUZUKI, 2006),

Para Phillips (1998), a maioria dos poliéteres ainda hoje é espatulado manualmente apesar de existir no mercado um misturador automático. Como os materiais com diferentes viscosidades, como os silicones por adição, vem sendo escolhidos para o uso em consultório, os poliéters também sofreram algumas modificações e sua rigidez acabou diminuindo. São materiais hidrofílicos e podem permanecer estáveis por até sete dias. Os poliéteres possuem baixa resistência ao rasgamento. Rompe-se mais facilmente que os polissulfetos e possui resistência à ruptura um pouco maior que os silicones. Deve-se cuidar na hora de remover para que ele não se rasgue e cause uma irritação por corpo estranho no sulco gengival, pois além de rasgar mais

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facilmente ele é radiolúcido, sendo de difícil detecção. O material é hidrofílico e reage bem a ambientes úmidos, mas o molde não deve ser mantido em umidificador para que não se altere dimensionalmente. Uma das desvantagens do poliéter é a necessidade de usar moldeiras individuais, para que se tenha uma espessura fina de material. O autor recomenda a desinfecção dos moldes de poliéter com glutaraldeído a 2% mas não pode ultrapassar 10 minutos para que não sofra alterações dimensionais.

Valle (1998) diz que os poliéteres preenchem 86% dos requisitos de um material ideal. A estabilidade dimensional é boa, e não apresentam a formação de subprodutos na reação de presa, porém uma polimerização residual ocorre, mas por um período mais curto que os polissulfetos causando uma pequena contração. Um molde de poliéter pode ser vazado até alguns dias depois com a mesma precisão, porém, não deve ser vazado vários modelos sobre o mesmo molde pois devido à rigidez do material, pode causar distorção durante a primeira remoção.

Schillingburg (1998) afirma que a precisão dos moldes realizados com poliéter aumenta quando vazado uma semana após sua retirada da boca. Esse material tem uma tendência a absorver umidade e o autor recomenda a desinfecção dos moldes com aerossóis e não a imersão, que poderia causar problemas devido as suas propriedades hidrófilas. Apesar disso, foi comprovado que o poliéter é dimensionalmente estável quando imerso de 10 a 30 minutos em hipoclorito de sódio, glutaraldeído, iodóforo e fenol.

Galan Junior, Powers, Watata, (1999) dizem que, segundo a recomendação da ADA para a desinfecção de poliéteres, polissulfetos e siliconas seja utilizada a técnica de imersão em soluções como a d e glutaraldeído, por exemplo, por um tempo de 10 minutos.

Craig et al (2002), relatam que as maiores limitações desses materiais são curto tempo de trabalho e alta rigidez. As moldagens com poliéter não devem ser armazenadas com água e devem ser lavadas e secas após a remoção da boca, e então desinfetadas. Afirma que uma variedade de desinfetantes foram usados para a desinfecção de moldes de polissulfeto, siliconas e poliéter, como glutaraldeído, fenol, iodofórmio e dióxido de cloro. Em

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seu estudo, os moldes foram imersos por 10 minutos, exceto no dióxido de cloro onde a imersão foi de apenas 3 minutos. A precisão de troqueis de gesso de alta resistência foi excelente para siliconas de adição, aceitável para polissulfetos e inaceitável para poliéteres. A técnica de imersão para os moldes de poliéter não é recomendada a não ser por tempo curto, de mais ou menos 3 minutos em compostos clorados.

Para Noort et al. (2004), os poliéteres expandem em contato com a umidade, portanto, a imersão desses moldes em diversos desinfetantes pode causar expansão excessiva. Relatam que as alterações dimensionais são mesmo críticas após quatro horas de imersão, mas que são aceitáveis por até 10 minutos. Eles recomendam para os poliéters a técnica de desinfecção por spray com curto tempo de ação, como hipoclorito de sódio.

Mezzomo e Suzuki (2006) recomendam a desinfecção dos moldes de poliéter com hipoclorito de sódio a 10 % pela técnica de spray devido à embebição que esse material sofre.

A desinfecção de moldes com aerossóis de hipoclorito de sódio 1% ou glutaraldeído 2% não afetou a adaptação entre gessos e poliéter, mas as diferentes marcas comerciais de gesso tipo IV mostraram resultados diferentes. O gesso Durone se adaptou melhor aos moldes de poliéter, representando uma melhor reprodução de detalhes. (ALVES-REZENDE, LORENZATTO,1999.)

O GRÀFICO 1, abaixo, expressa os valores médios obtidos para o ângulo de contato entre o gesso e o poliéter.:

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O estudo realizado por Ivanis et.al, (2000), teve como finalidade medir e comparar mudanças dimensionais lineares de três diferentes materiais elastoméricos não aquosos após a imersão em um determinado desinfetante. Foram testados siliconas de condensação (Blend-a-scon), siliconas de adição (Panasil) e poliéter (Impregum). Doze amostras foram imersas no desinfetante, doze na água e doze em contato com o ar, sem imersão, por períodos de tempo de 10 minutos, 30 minutos, 60 minutos e 24 horas. As mudanças dimensionais lineares foram medidas por um microscópio digital. As menores mudanças foram registradas nas siliconas de adição que tem menos tendência a expansão. A silicona de condensação sofreu uma contração considerada aceitável; e o poliéter teve uma expansão significativa quando imerso no desinfetante. Os resultados deste trabalho demonstram que o poliéter não é apropriado para a desinfecção por imersão em gluconato de clorexidina, devido à sua expansão. Seria melhor utilizar a técnica de spray. Os outros materiais testados, por outro lado, sofreram alterações dimensionais clinicamente aceitáveis mesmo após terem passado por uma imersão de até 24 horas.

No estudo de Alves – Rezende, Lorenzatto (1999), o propósito foi avaliar o grau de umedecimento de uma marca comercial de poliéter (Impregum F) por três diferentes marcas comerciais de gesso tipo IV (Herostone, Durone e Polirock), após sua desinfecção por aerossóis de hipoclorito de sódio a 1% ou glutaraldeído a 2%. Foram confeccionados 45 moldes de poliéter, os quais em grupos de 15, receberam aerossóis de água (grupo controle) hipoclorito de sódio e glutaraldeído. Sobre as superfícies dos moldes foram obtidos modelos de gesso tipo IV, em um número de cinco para cada marca de gesso. Foi então realizado um seccionamento mediano e preparo da superfície de corte e os modelos levados ao microscópio para leitura do ângulo de contato. Os resultados obtidos permitiram concluir que a capacidade de umedecimento de moldes de poliéter por diferentes marcas comerciais de gesso variou para os gessos estudados. O gesso Durone se adaptou melhor aos moldes que os demais. A desinfecção de moldes com aerossóis de hipoclorito e glutaraldeído não afetou a adaptação entre os gessos e o material de moldagem.

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Khalid, Abdelaziz, Hassan, (2004), realizaram um estudo para avaliar a reprodutibilidade de moldes de borracha após esteriliza-los com diferentes métodos. Foram avaliadas a estabilidade dimensional e molhabilidade das siliconas e poliéter. Três métodos de esterilização foram utilizados: imersão em glutaraldeído por 10 horas, autoclavagem e radiação por microondas. Moldes não submetidos aos processos foram usados como controle. ANOVA com método Dunnet foram utilizados para análise estatística e demonstraram que todos os métodos reduziram a reprodutibilidade das moldagens, reforçando a afirmação de outros autors que os moldes não podem ser esterilizados. Porém, nem sempre essa redução foi tão significante. A esterilização por microondas teve pequeno efeito na estabilidade e molhabilidade. Os efeitos mais críticos dos outros métodos puderam ser eliminados utilizando-se moldeiras de cerâmica e borrifando as superfícies dos moldes com surfatantes antes de vazar o gesso. O glutaraldeído diminuiu a estabilidade dimensional mesmo com o uso de moldeiras de cerâmica e surfatante. Os resultados encontrados permitem concluir que a esterilização dos moldes com moldeiras acrílicas geralmente esteve associado a algum grau de alteração dimensional. A energia de microondas parece ser uma técnica eficaz para esterilizar moldes a base de borracha e a aplicação de surfatantes ajudou a restaurar a molhabilidade dos modelos esterilizados.

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3. CONCLUSÃO

Sendo a moldagem uma etapa estratégica na qual transporta a situação da boca para os modelos articulados, é de extrema importância que ela seja uma cópia fiel, apresentando o mínimo possível de distorções. Na etapa de desinfecção, que é indispensável para que se evite infecção cruzada, alguns dos materiais são mais críticos e exigem maiores cuidados.

O polissulfeto é um material instável dimensionalmente, pela liberação de água na reação de presa. Portanto, depois de removido da boca, deve ser lavado o molde, feita a desinfecção por um tempo curto, cerca de 10 minutos em solução de hipoclorito de sódio a 10%..

As siliconas de condensação são materiais que sofrem a liberação de álcool etílico, que continua mesmo após sua presa e causa contração excessiva do material. Sendo assim, têm fraca estabilidade dimensional e devem ser vazadas imediatamente. Após removidos da boca e lavados, os moldes podem ser desinfetados. Toleram bem quase todas as variedades de desinfetantes e a técnica de imersão, desde que por um curto período de tempo. Pode ser utilizado glutaraldeído a 2% por no máximo 10 minutos.

As siliconas de adição são materiais estáveis dimensionalmente. Podem ser vazados até sete dias após a moldagem e várias vezes sobre o mesmo molde, com a mesma precisão. É possível haver uma liberação de hidrogênio durante a polimerização que pode causar bolhas no gesso. Esses materiais são os únicos passíveis de ser desinfetados sem nenhum efeito virtualmente adverso. A única limitação é a redução do componente hidrofílico. Podem ser desinfetados em qualquer solução e toleram bem até a imersão prolongada sem se alterar dimensionalmente. Pode-se utilizar todas as variedades de soluções por período de tempo indeterminado.

O poliéter preenche 86% dos requisitos de um material ideal. Porém, apesar de ser estável dimensionalmente, não ter a liberação de subprodutos e poder ser vazado até sete dias após a moldagem, possui uma limitação: sofre um processo chamado embebição (absorção de água), que o torna crítico para o procedimento de desinfecção. Apesar de tolerar bem ambientes úmidos e

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aceitar quase todos os tipos de solução por até 30 minutos, a técnica de desinfecção recomendada para esse tipo de material é a solução de hipoclorito de sódio a 10% pela técnica de spray com curto tempo de ação, para que não sofra expansão excessiva.

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