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65 - Classificação das Variantes

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Academic year: 2021

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51 51    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

Classificação das

Classificação das

 V

 V

ariantes das Mo

ariantes das Mo

edas

edas

Coloniais Brasileiras

Coloniais Brasileiras

de Prata 

de Prata 

A intenção deste artigo é dar a oportunidade para novos A intenção deste artigo é dar a oportunidade para novos colecionadores ingressarem no árduo, porém prazeroso, caminho colecionadores ingressarem no árduo, porém prazeroso, caminho da coleção e estudo das moedas brasileiras de prata do período da coleção e estudo das moedas brasileiras de prata do período Colonia

Colonial e Reino Unil e Reino Unidodo, com ên, com ênffase em ase em suas variasuas variantntes. Pes. Por este motivoor este motivo estabelecemos objetivos múltiplos, quais sejam: dar uma noção de estabelecemos objetivos múltiplos, quais sejam: dar uma noção de como se processou os p

como se processou os primeiros estudos e norrimeiros estudos e normamatizaçõetizações neste cs neste campoampo da numismática brasileira; disponibilizar informações bibliográficas da numismática brasileira; disponibilizar informações bibliográficas sobre as obras que consagraram a atividade (mesmo algumas sendo sobre as obras que consagraram a atividade (mesmo algumas sendo um tant

um tanto escassas o escassas no mercado ainda pno mercado ainda podem ser odem ser encontradasencontradas, com um, com um pouco de

pouco de pacpaciência, garimpando-se os sebos e iência, garimpando-se os sebos e as lojas especializadas)as lojas especializadas) e; por último, reproduzir informações necessárias e essenciais para o e; por último, reproduzir informações necessárias e essenciais para o estudo, pesquisa e classificação de tais variantes. Peço desculpas aos estudo, pesquisa e classificação de tais variantes. Peço desculpas aos

experts 

experts do assunto, mas tenho em foco que os novos colecionadoresdo assunto, mas tenho em foco que os novos colecionadores

de hoje serão o

de hoje serão o experts experts do fdo futurouturo..

A problemática da classificação da numária brasileira é uma A problemática da classificação da numária brasileira é uma questão bastante trabalhada pelos pesquisadores, mas ainda não questão bastante trabalhada pelos pesquisadores, mas ainda não totalmente resolvida. Durante o período colonial, o Rei de Portugal D. totalmente resolvida. Durante o período colonial, o Rei de Portugal D. Pedro II autorizou a criação da primeira Casa da Moeda no Brasil (na Pedro II autorizou a criação da primeira Casa da Moeda no Brasil (na Bahia em 1694

Bahia em 1694). A partir de ). A partir de 1695 esta iniciou a cunhag1695 esta iniciou a cunhagem de moedasem de moedas com principal destaque para as moedas de prata. A precariedade com principal destaque para as moedas de prata. A precariedade dos cunhos, e suas frequentes fraturas, acarretava a necessidade de dos cunhos, e suas frequentes fraturas, acarretava a necessidade de substituição e a confecção de novos cunhos. Daí existirem grandes substituição e a confecção de novos cunhos. Daí existirem grandes quantidades de variantes de mesma data, principalmente nas moedas quantidades de variantes de mesma data, principalmente nas moedas maiores, 640 e 960 réis.

maiores, 640 e 960 réis.

O primeiro pesquisador a realmente realizar um estudo O primeiro pesquisador a realmente realizar um estudo sistemático e significativo que constasse a classificação das sistemático e significativo que constasse a classificação das variantes de prata colonial foi Kurt Prober com o livro Catálogo de variantes de prata colonial foi Kurt Prober com o livro Catálogo de Moedas Brasileiras de Prata, publicado em 1947. Como o próprio Moedas Brasileiras de Prata, publicado em 1947. Como o próprio autor afirmou no prefácio de sua obra, este foi um salto muito autor afirmou no prefácio de sua obra, este foi um salto muito grande para a numismática brasileira de sua época e, durante o grande para a numismática brasileira de sua época e, durante o planejamento de sua obra, percebeu que muitos colecionadores planejamento de sua obra, percebeu que muitos colecionadores não acompanh

não acompanhariam este saltoariam este salto, sendo , sendo necessário pnecessário preparar os leitorreparar os leitoreses met

metodologicamente para tal. Foi pensaodologicamente para tal. Foi pensando asndo assim qsim queue, enqu, enquantanto seuo seu catálogo de moedas de prata estava ainda em fase embrionária, catálogo de moedas de prata estava ainda em fase embrionária, lançou o Manu

lançou o Manual de Numismáal de Numismática, em 1944. Este manual ftica, em 1944. Este manual fez grandeez grande sucesso entre os

sucesso entre os colecionadorescolecionadores, logo se , logo se esgotesgotando. Pando. Por soor solicitaçãolicitação de muitos numismatas, Prober lançou no ano seguinte a segunda de muitos numismatas, Prober lançou no ano seguinte a segunda edição do manual, já revisada e ampliada.

edição do manual, já revisada e ampliada.

Marco Tulio Freire Baptista

Marco Tulio Freire Baptista

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52 52

Para que os jovens numismatas possam se iniciar na coleção Para que os jovens numismatas possam se iniciar na coleção das variantes de prata, reproduziremos a seguir a nomenclatura das variantes de prata, reproduziremos a seguir a nomenclatura adotada e consagrada por Prober no seu Manual de Numismática a adotada e consagrada por Prober no seu Manual de Numismática a ser utilizada na descrição das

ser utilizada na descrição das minúcias destas moedas:minúcias destas moedas:

1A

1A Arco Arco Externo Externo Esquerdo Esquerdo 2A Arco 2A Arco Externo Externo DireitDireitoo 1B

1B Arco Arco IntIntermediárermediário io Esquerdo Esquerdo 2B 2B Arco Arco IntIntermediárermediário io DireitDireitoo 1C

1C Arco Arco IntInterno erno Esquerdo. Esquerdo. 2C Arco 2C Arco IntInterno erno DireitDireitoo 3

3 Cruz Cruz 4 4 Florões Florões do do DiademaDiadema (ou pérolas)

(ou pérolas) 5

5 Diadema Diadema 6 6 PPonta onta do do EscudoEscudo 7-O

7-O Florão Florão Oblíquo Oblíquo 7-V 7-V Florão Florão VVertical.ertical. 8

8 VValoalor r 9 9 BicBico o da da EsferaEsfera 10

10 Pé Pé da da EsfEsfera era 11 11 ZodíacoZodíaco 12

12 Sombra Sombra do do ZodíacoZodíaco 13

13 Zonas (TZonas (Trópicos – rópicos – CapricórnCapricórnio io e e Câncer Câncer – – e e CírculoCírculos s PPolares olares –– Norte e Sul)

Norte e Sul) 14

14 Campo Campo da da EsfEsfera era 15 15 LetrLetra a MonetáriaMonetária 16

16 Eixo Eixo da da EsfEsfera era (meridi(meridiano)ano)

   C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

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53 53    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A 17

17 GrinaldGrinalda a de de TTulipas ulipas (nas moedas (nas moedas de de cobrecobre, , Colar Colar de de Pérolas)Pérolas) 18

18 Forro Forro da da Coroa Coroa (Imperi(Imperial). al). 19 19 Grãos Grãos de de CaCaféfé 20 F

20 Folhas olhas de de CaCafé fé 21 21 Flores Flores de de TTabacoabaco 22

22 Folhas Folhas de de TTabaco abaco 23 23 EstrelasEstrelas 24

24 Laço Laço Nacional Nacional 25 25 CastCasteloselos 26

26 Escudetes Escudetes 27 27 EscudinEscudinhoho11..

1

1Nomenclatura introduzida por Lupércio. Berbert chama de escudo menor.Nomenclatura introduzida por Lupércio. Berbert chama de escudo menor.

Vivia-se um grande momento de entusiasmo na numismática Vivia-se um grande momento de entusiasmo na numismática brasileira. Poucos anos antes, a revista Numária, da Sociedade brasileira. Poucos anos antes, a revista Numária, da Sociedade Numismática Cearense, no seu nº 3 de julho de 1936, divulgou a Numismática Cearense, no seu nº 3 de julho de 1936, divulgou a notícia espetacular da descoberta do único patacão de 1809, da notícia espetacular da descoberta do único patacão de 1809, da Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Esta notícia causou furor no meio Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Esta notícia causou furor no meio numism

numismático e levou muita gático e levou muita gentente a voltar seus olhos para as moe a voltar seus olhos para as moedas deedas de três patacas (como é chamada a moeda de 960 réis) e suas variantes. três patacas (como é chamada a moeda de 960 réis) e suas variantes. Identificar e classificar as variantes não era um processo muito fácil. Identificar e classificar as variantes não era um processo muito fácil. Foi aí que Prober demonstrou sua genialidade, criando o primeiro Foi aí que Prober demonstrou sua genialidade, criando o primeiro método de identifi

método de identificação das cação das variantvariantes para os es para os PaPatatacões. A ccões. A criatividaderiatividade científica do método merece algumas linhas:

científica do método merece algumas linhas:

A base científica do método de Prober foi o fato de que cada A base científica do método de Prober foi o fato de que cada vez que era confeccionado um novo cunho, este, feito manualmente, vez que era confeccionado um novo cunho, este, feito manualmente, não guardava exatamente o mesmo posicionamento das legendas do não guardava exatamente o mesmo posicionamento das legendas do cunho anterior, podendo-se, assim, medir esta variação de posição cunho anterior, podendo-se, assim, medir esta variação de posição das

das legendas de legendas de fforma orma a dia differenciar cada variante.erenciar cada variante. Par

Para a realização a a realização do trabalho, Kdo trabalho, Kurt Prober utiliurt Prober utilizou um zou um transftransferidoreridor transparente de 360° (celulose, plástico ou acrílico) com o qual fazia a transparente de 360° (celulose, plástico ou acrílico) com o qual fazia a

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54 54

medição ang

medição angular de cincular de cinco ponto pontos padros padronizados. O posicioonizados. O posicionamento namento dodo transferidor para moedas coloniais era o seguinte: a medição ocorre transferidor para moedas coloniais era o seguinte: a medição ocorre no REVERSO; a linha horizontal (0° - 180°) do transferidor é colocada no REVERSO; a linha horizontal (0° - 180°) do transferidor é colocada cobrindo a linha inferior do Zodíaco da esfera armilar (moeda de cobrindo a linha inferior do Zodíaco da esfera armilar (moeda de cabeça para baixo), desloca-se o transferidor horizontalmente de cabeça para baixo), desloca-se o transferidor horizontalmente de forma que o ângulo de 90° passa sobre o ponto onde o eixo corta a forma que o ângulo de 90° passa sobre o ponto onde o eixo corta a esf

esfera no pólo Sulera no pólo Sul. A partir da. A partir daí faz-se a leitura em graus dos segmentosí faz-se a leitura em graus dos segmentos angulares que partem da origem do eixo cartesiano e passam pelos angulares que partem da origem do eixo cartesiano e passam pelos seguintes po

seguintes pontntos:os:

A – Ponto da abreviatura SIGN; A – Ponto da abreviatura SIGN; B –

B – PPonta onta infinferior do triângulerior do triângulo do bro do braço esquerdo da cruz;aço esquerdo da cruz; C – Ponto do Bico da esfera;

C – Ponto do Bico da esfera; D

D – – PPontonto em que encoo em que encosta na esfsta na esfera, o traço superior do bera, o traço superior do braçoraço direito da cruz; e

direito da cruz; e E –

E – PPonta onta infinferior do triângulerior do triângulo do bro do braço direitaço direito da cruz.o da cruz.

   C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

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55 55

Ex

Exemplo de emplo de leiturleitura: 54X140X221X289X336a: 54X140X221X289X336

O posicionamento do transferidor para moedas do Reino O posicionamento do transferidor para moedas do Reino Unido era feito da seguinte forma: a medição ocorre no ANVERSO; Unido era feito da seguinte forma: a medição ocorre no ANVERSO; a linha horizontal do transferidor (0° - 180°) era colocada cobrindo a linha horizontal do transferidor (0° - 180°) era colocada cobrindo o seguimento que liga os dois últimos frutos (interno e externo) do o seguimento que liga os dois últimos frutos (interno e externo) do ramo direito do café e, simultaneamente, o ângulo de 90° passa ramo direito do café e, simultaneamente, o ângulo de 90° passa sobre o ponto depois de PORT. A partir daí faz-se a leitura angular sobre o ponto depois de PORT. A partir daí faz-se a leitura angular dos segmentos angulares que partem da origem do eixo cartesiano e dos segmentos angulares que partem da origem do eixo cartesiano e passam pelos seguintes pontos:

passam pelos seguintes pontos: A –

A – 2º fruto int2º fruto interno do ramo dierno do ramo direitreito;o; B –

B – PPontonto final da lego final da legenda, depois de REX;enda, depois de REX; C – Primeira pérola do diadema;

C – Primeira pérola do diadema;

D – Pedra da folha do centro do diadema; e D – Pedra da folha do centro do diadema; e E –

E – A primeira pérA primeira pérola superior do arco extola superior do arco externo direiterno direito da o da coroa.coroa.

O Catálogo de moedas

O Catálogo de moedas brasileiras de brasileiras de praprata fta foi conoi conffeccionado neccionado naa forma de uma grande tabela onde se pode identificar, primeiramente, forma de uma grande tabela onde se pode identificar, primeiramente, o ano, seguido de uma série de dados importantes tais como serrilha, o ano, seguido de uma série de dados importantes tais como serrilha,    C   C   L   L

   A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

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56 56    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

orla, bico, pé, florões, etc, todos tabelados segundo o estabelecido orla, bico, pé, florões, etc, todos tabelados segundo o estabelecido no Manual de

no Manual de Numismática. Em seguida, nas Numismática. Em seguida, nas minúciasminúcias, pode-se tirar a, pode-se tirar a prova da variante com a medição acima descrita.

prova da variante com a medição acima descrita.

Quanto ao método de Prober, destaca-se que as moedas Quanto ao método de Prober, destaca-se que as moedas coloniais são medidas pelo reverso e as do Reino Unido são medidas coloniais são medidas pelo reverso e as do Reino Unido são medidas pelo anverso. D

pelo anverso. Daí surge um problema logo de inícaí surge um problema logo de início para os quio para os que quereme querem todas as variantes de cunho: os cunhos de anverso e reverso são todas as variantes de cunho: os cunhos de anverso e reverso são independentes, para classificar perfeitamente seria necessário ampliar independentes, para classificar perfeitamente seria necessário ampliar o método para os dois lados do cunho.

o método para os dois lados do cunho.

A classificação de Kurt Prober atendeu perfeitamente aos A classificação de Kurt Prober atendeu perfeitamente aos anseios dos numismatas da época, contudo a medida que a atividade anseios dos numismatas da época, contudo a medida que a atividade ganhava vulto aumentava a necessidade de uma classificação mais ganhava vulto aumentava a necessidade de uma classificação mais simples que garantisse aos compradores e vendedores de moedas simples que garantisse aos compradores e vendedores de moedas decidirem por uma negociação de forma mais rápida e eficiente.

decidirem por uma negociação de forma mais rápida e eficiente. Em 1961, o numis

Em 1961, o numismamata Luiz Nogueira da Gama Filho publicouta Luiz Nogueira da Gama Filho publicou o livro C

o livro Carimbo de Minas – “96arimbo de Minas – “960”, que tinha por objetivo classificar0”, que tinha por objetivo classificar as variantes desta famosa contra-marca brasileira, aplicada sobre as variantes desta famosa contra-marca brasileira, aplicada sobre moedas de 8 reales espanholas. Nesta obra utilizou-se do método moedas de 8 reales espanholas. Nesta obra utilizou-se do método descritivo, o qual se mostrou muito eficiente na identificação dos descritivo, o qual se mostrou muito eficiente na identificação dos cunhos de anverso e reverso. Incluiu novos cunhos descobertos cunhos de anverso e reverso. Incluiu novos cunhos descobertos depois d

depois do trabalho de o trabalho de Prober sobre o assuntoProber sobre o assunto, bem com, bem como provo provas eas e cunhos falsos, dando um pas

cunhos falsos, dando um passo a frentso a frente para a numie para a numismática brasileira.smática brasileira. Embora a precisão do método tenha sido satisfatória, ficou claro Embora a precisão do método tenha sido satisfatória, ficou claro que ao d

que ao descrever uma variaescrever uma variantente, anverso e rev, anverso e reverso, algumerso, algumas destas seas destas se repetiam, formando novas combinações e fazendo-se descrições repetiam, formando novas combinações e fazendo-se descrições repetidas. Além disso era necessário criar uma nova classificação repetidas. Além disso era necessário criar uma nova classificação para ca

para cada combinada combinação que aparecia. A soção que aparecia. A solução foi o que ele chamoulução foi o que ele chamou de Classificação Racional. Esta se constituía em classificar todos de Classificação Racional. Esta se constituía em classificar todos os cunhos de anverso e reverso, de forma independente e apenas os cunhos de anverso e reverso, de forma independente e apenas publicar a listagem das combinações já encontradas. Segundo publicar a listagem das combinações já encontradas. Segundo relata, procedeu desta forma por sugestão do numismata Dr. Alceu relata, procedeu desta forma por sugestão do numismata Dr. Alceu de Campos Pulpo e publicou esta nova classificação no Boletim de Campos Pulpo e publicou esta nova classificação no Boletim da Sociedade Numismática Brasileira nº 19, ano VI, de janeiro da Sociedade Numismática Brasileira nº 19, ano VI, de janeiro de 1964. Este procedimento simplificou sobremaneira o trabalho de 1964. Este procedimento simplificou sobremaneira o trabalho de identificação e reduziu consideravelmente a necessidade de de identificação e reduziu consideravelmente a necessidade de descrição de um mesmo cunho diversas vezes, ou seja, toda vez descrição de um mesmo cunho diversas vezes, ou seja, toda vez que aparece em outra combinação.

que aparece em outra combinação.

O exemplo de Luis Nogueira da Gama Filho serviu de O exemplo de Luis Nogueira da Gama Filho serviu de laboratório para o passo seguinte, pois embora os cunhos do Carimbo laboratório para o passo seguinte, pois embora os cunhos do Carimbo de Minas permitissem grande número de combinações (nem todas de Minas permitissem grande número de combinações (nem todas ocorreram) estes se resumiam a 24 pares (anverso e reverso), embora ocorreram) estes se resumiam a 24 pares (anverso e reverso), embora nem todos tenham sido encontrados. O passo seguinte seria aplicar a nem todos tenham sido encontrados. O passo seguinte seria aplicar a classificação racional em todas as variantes de prata.

classificação racional em todas as variantes de prata.

Neste sentido,em 1970, Renato Berbert de Castro publicou o Neste sentido,em 1970, Renato Berbert de Castro publicou o “Catálogo dos 960 réis da Casa da Moeda da Bahia”. Em seu livro “Catálogo dos 960 réis da Casa da Moeda da Bahia”. Em seu livro utilizou a metodologia descritiva para individualizar cada variante utilizou a metodologia descritiva para individualizar cada variante de cunho, e uma tabela iniciando cada data (variantes de anverso X de cunho, e uma tabela iniciando cada data (variantes de anverso X variant

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57 57    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A f

feita consieita considerando-se derando-se cada variantcada variante come como sendo sendo o o o conjunto resultantconjunto resultantee de determinado anverso e rev

de determinado anverso e reverso. Por exerso. Por exemplo: emplo: em 18em 1810, 10, a variante 7a variante 7 era o conj

era o conjuntunto resultanto resultante do e do anverso 2 com anverso 2 com o revo reverso 6erso 6..

A ousadia de partir para um método descritivo aplicado a um A ousadia de partir para um método descritivo aplicado a um grande conjunto (215 variantes dos 960 réis B) fez com que alguns lhe grande conjunto (215 variantes dos 960 réis B) fez com que alguns lhe dirigissem a crítica de ser por

dirigissem a crítica de ser por demais minucioso nos ddemais minucioso nos detetalhes e tornar oalhes e tornar o método cansativ

método cansativoo, difi, dificultando cultando uma ruma rápida ápida identificação. Por outro ladoidentificação. Por outro lado,, a descrição das minúcias é mais rápida e prática do que a medição de a descrição das minúcias é mais rápida e prática do que a medição de Prober e, também, fazem o deleite de numerosos numismatas. Críticas Prober e, também, fazem o deleite de numerosos numismatas. Críticas a parte, o método utilizado por Berbert possibilitou a identificação e a parte, o método utilizado por Berbert possibilitou a identificação e catalogação de diversas outras variantes (Prober havia classificado 162 catalogação de diversas outras variantes (Prober havia classificado 162 variantes de 960 B) e se mostrou mais prático para as negociações. variantes de 960 B) e se mostrou mais prático para as negociações.

Seguindo a idéia do método descritivo, Lupércio Gonçalves Seguindo a idéia do método descritivo, Lupércio Gonçalves Ferreira lançou em 1978 o primeiro volume de sua obra Catálogo Ferreira lançou em 1978 o primeiro volume de sua obra Catálogo Descritivo dos Patacões da Casa da Moeda do Rio, abrangendo 957 Descritivo dos Patacões da Casa da Moeda do Rio, abrangendo 957 variantes das moedas de 960 réis do Período Colonial entre as dez variantes das moedas de 960 réis do Período Colonial entre as dez datas estudadas, 1809 – 1818, (incluindo-se 12 variantes de 1816 datas estudadas, 1809 – 1818, (incluindo-se 12 variantes de 1816 Série Especial). Poucos anos depois, em 1981, publicou o segundo Série Especial). Poucos anos depois, em 1981, publicou o segundo volume de sua obra, abrangendo 1145 variantes das moedas do Reino volume de sua obra, abrangendo 1145 variantes das moedas do Reino Unido e Império, entre treze datas estudadas de 1818 a 1834. Em Unido e Império, entre treze datas estudadas de 1818 a 1834. Em 1986 publicou, ainda, o “Catálogo das 960B”, uma versão resumida 1986 publicou, ainda, o “Catálogo das 960B”, uma versão resumida da obra de Berbert para servir de referência rápida, extremamente da obra de Berbert para servir de referência rápida, extremamente útil para negociações. Neste livro também acrescentou algumas novas útil para negociações. Neste livro também acrescentou algumas novas variantes descobertas depois de 1970.

variantes descobertas depois de 1970.

Lupércio também investiu grande parte de seu tempo para Lupércio também investiu grande parte de seu tempo para o estudo das 640 réis, editando, também em 1986, o “Catálogo o estudo das 640 réis, editando, também em 1986, o “Catálogo Descritiv

Descritivo das Moedas o das Moedas de 640 de 640 Réis”.Réis”.

Nesta catálogo classificou 726 variantes desde 1695 até 1834, Nesta catálogo classificou 726 variantes desde 1695 até 1834, consagrando definitivamente o método descritivo para a classificação consagrando definitivamente o método descritivo para a classificação das variantes de prata. A classificação de Lupércio Ferreira foi fixada no das variantes de prata. A classificação de Lupércio Ferreira foi fixada no anv

anverso da moerso da moeda, ou sejeda, ou seja, numerou de acordo com os anversosa, numerou de acordo com os anversos, dando, dando um núm

um número e uma lero e uma letretra (1Aa (1A, 1B, e, 1B, etc) patc) para o conjura o conjuntntoo, de , de acordo com asacordo com as variantes de reverso. Este método de classificação facilita a introdução variantes de reverso. Este método de classificação facilita a introdução de novas variantes, pois se encontrando novo anverso ou reverso, estes de novas variantes, pois se encontrando novo anverso ou reverso, estes podem entrar na sequência dos já conhecidos para determinada data. podem entrar na sequência dos já conhecidos para determinada data.

P

Por estes serem os trabalhos or estes serem os trabalhos mais comais consagransagrados e dos e que nortearamque nortearam o meio numismático brasileiro neste campo da numismática, creio que o meio numismático brasileiro neste campo da numismática, creio que seja oport

seja oportuno discuno discorrer um pouco orrer um pouco mais sobmais sobre o assuntre o assunto para fo para facilitar aacilitar a introdução dos novos colecion

introdução dos novos colecionadores à coleção daadores à coleção das variantes de pras variantes de pratata coloniais e do Reino Unido.

coloniais e do Reino Unido.

O Método é realmente muito fácil. O problema reside, para O Método é realmente muito fácil. O problema reside, para o iniciante, no excesso de abreviaturas e conhecimentos básicos de o iniciante, no excesso de abreviaturas e conhecimentos básicos de heráldica,

heráldica, os qos quais uais preprettendo endo esclareceresclarecer.. No in

No início ício de cada cade cada catálogo existem orientações e tálogo existem orientações e abreabreviaturviaturasas que ajudam a efetuar uma leitura compreensiva da descrição, que ajudam a efetuar uma leitura compreensiva da descrição, portanto vamos nos ater apenas aos pontos que não são muito portanto vamos nos ater apenas aos pontos que não são muito claros e podem causar dúvidas. Observando-se o exemplo abaixo claros e podem causar dúvidas. Observando-se o exemplo abaixo ref

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58 58    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

Casa da Moeda do Rio de Janeiro. Casa da Moeda do Rio de Janeiro. a)

a) A primeira questão que A primeira questão que aparece aparece ao novao novo colecionador é o colecionador é sabersaber se tem na mão um patacão da Casa da Moeda do Rio de Janeiro se tem na mão um patacão da Casa da Moeda do Rio de Janeiro ou da Bahia quando a letra monetária não é visível, devido falha a ou da Bahia quando a letra monetária não é visível, devido falha a na re-cunhagem ou desgaste. Para esta questão basta observar-se na re-cunhagem ou desgaste. Para esta questão basta observar-se o reverso, onde os braços da cruz suportam trapézios para a o reverso, onde os braços da cruz suportam trapézios para a Casa da Moeda do Rio de Janeiro e triângulos para a Casa da Casa da Moeda do Rio de Janeiro e triângulos para a Casa da Moeda da

Moeda da Bahia. Bahia. Esta é a regra gEsta é a regra geral, porém eeral, porém existem exceçõesxistem exceções, daí , daí 

existir o “reverso do Rio” em moedas da Bahia! existir o “reverso do Rio” em moedas da Bahia! b)

b) Ao laAo lado da palavrdo da palavra ANVERSOa ANVERSO, t, tem-se a dispoem-se a disposição da legendasição da legenda conforme informado no início do catálogo. Em seguida aparece conforme informado no início do catálogo. Em seguida aparece “6v”. Neste caso, o 6 refere-se ao algarismo da data 1816, cujo “6v”. Neste caso, o 6 refere-se ao algarismo da data 1816, cujo formato é bem verticalizado. Compare as imagens a seguir:

formato é bem verticalizado. Compare as imagens a seguir:

(

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59 59    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A c)

c) A infA informação segormação seguinte uinte refrefere-se à perere-se à perolagolagem; a quantidade deem; a quantidade de perolas segundo suas disposições nos arcos (conforme aparece perolas segundo suas disposições nos arcos (conforme aparece no índice do livro). Em seguida, tem-se “2r”. Este 2r significa o no índice do livro). Em seguida, tem-se “2r”. Este 2r significa o número de linhas encontradas na base da coroa, que podem ser número de linhas encontradas na base da coroa, que podem ser

r (reta) ou c (curva); r (reta) ou c (curva);

Vejamos outras situações que podem causar dúvidas na classificação: Vejamos outras situações que podem causar dúvidas na classificação: d)

d) “dois vermelhos descem “dois vermelhos descem da pontda ponta” e a” e “vermelho long“vermelho longo à o à esquerda”esquerda” (960 réis, 1811, 15A):

(960 réis, 1811, 15A): Ref

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60 60

por linhas verticais, neste exemplo: por linhas verticais, neste exemplo: e)

e) “tra“travessão superior unido à vessão superior unido à esfesfera” era” (960 réis(960 réis, 1814, , 1814, 17):17):

Refere-se ao pé da cruz que sustenta a esfera armilar, onde se Refere-se ao pé da cruz que sustenta a esfera armilar, onde se espera encontrar dois traços (travessões) que dividem as hastes espera encontrar dois traços (travessões) que dividem as hastes em três porções iguais. Aparecem, também, descrições com um em três porções iguais. Aparecem, também, descrições com um ou outro travessão (inferior e superior) deslocado para esquerda ou outro travessão (inferior e superior) deslocado para esquerda

ou para direita. ou para direita. f)

f) Com fCom ferência a erência a posiçãposição o da da legenda, legenda, devemos devemos levar levar em em considconsideraçãoeração que esta sempre acompanha a orla circular, por isso uma descrição que esta sempre acompanha a orla circular, por isso uma descrição do tipo

do tipo GP (+G), ou seja, entre G e PGP (+G), ou seja, entre G e P, mais para G, poderá causar, mais para G, poderá causar dúvidas dependendo do

dúvidas dependendo do ângulo de visada. Nestângulo de visada. Neste caso é melhor e caso é melhor queque se faça uma observação bem na vertical do ponto de referência. se faça uma observação bem na vertical do ponto de referência. g)

g) Alguns tAlguns termos também podem ermos também podem gergerar dúvidas como “quase tar dúvidas como “quase toca”,oca”, “pró

“próximoximo”, “af”, “afastado”, etc. No entantastado”, etc. No entantoo, é o ônus do t, é o ônus do trabalho derabalho descriscritivo!tivo!

   C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

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61 61    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

Ainda sobre o método descritivo deve-se mencionar o trabalho Ainda sobre o método descritivo deve-se mencionar o trabalho de Luiz Oswaldo Norris Aranha, “Catálogo Descritivo das Moedas de de Luiz Oswaldo Norris Aranha, “Catálogo Descritivo das Moedas de Pra

Prata Brasileiras do Prita Brasileiras do Primeiro Sistmeiro Sistema Monetário, Livro V – 320 ema Monetário, Livro V – 320 Réis”. NRéis”. Nãoão há uma sequ

há uma sequência de liência de livros destvros deste numismata, a menção livro V é porquee numismata, a menção livro V é porque conta com os trabalhos anteriormente descritos como uma sequência conta com os trabalhos anteriormente descritos como uma sequência lógica para o seu próprio trabalho. Neste catálogo o autor classificou lógica para o seu próprio trabalho. Neste catálogo o autor classificou 360 variantes das moedas de 320 réis, desde 1695 até 1833.

360 variantes das moedas de 320 réis, desde 1695 até 1833.

Temo cometer uma injustiça se deixasse de tecer algum Temo cometer uma injustiça se deixasse de tecer algum comentário

comentário sobre algumasobre algumas obras recents obras recentes e qes e que somue somam admiraam admiravelmentvelmentee para o futuro de nossa numismática. Por isso gostaria de ressaltar para o futuro de nossa numismática. Por isso gostaria de ressaltar a irretocável obra de José Serrano Júnior e Flávio Barbosa Rebouças, a irretocável obra de José Serrano Júnior e Flávio Barbosa Rebouças, Catálogo descritivo dos 960 réis da Casa da Moeda da Bahia, publicada Catálogo descritivo dos 960 réis da Casa da Moeda da Bahia, publicada em 2003. Nesta obra os autores adotaram a ordenação e classificação em 2003. Nesta obra os autores adotaram a ordenação e classificação também pelo

também pelo anversoanverso, ass, assim facilitando a introdução im facilitando a introdução de novas variantes.de novas variantes. Acresce o fato de cada uma das variantes virem acompanhada de suas Acresce o fato de cada uma das variantes virem acompanhada de suas fotografias de anverso e reverso, facilitando a identificação.

fotografias de anverso e reverso, facilitando a identificação. Outra obr

Outra obra que a que não podemos não podemos deixar de citar é deixar de citar é “Os Recunhos“Os Recunhos de 960 réis” de David André Levy, publicado em 2002. Este livro de 960 réis” de David André Levy, publicado em 2002. Este livro inteiramente dedicado ao estudo das variantes de 960 réis, inteiramente dedicado ao estudo das variantes de 960 réis, tomando-se por referência a moeda batomando-se, ou tomando-seja, depende da identificação se por referência a moeda base, ou seja, depende da identificação da moeda que foi utilizada para a re-cunhagem, seja ela da moeda que foi utilizada para a re-cunhagem, seja ela hispano-americanas ou não. Sem dúvida este foi o mais novo ramo de estudo americanas ou não. Sem dúvida este foi o mais novo ramo de estudo da numismática brasileira, tornando esta obra genuína e inovadora. da numismática brasileira, tornando esta obra genuína e inovadora. Embora se soubesse desde o lançamento dos patacões que estes Embora se soubesse desde o lançamento dos patacões que estes eram cunhados sobre moedas estrangeiras, por muito tempo os eram cunhados sobre moedas estrangeiras, por muito tempo os numismatas deixaram esta possibilidade de coleção e classificação numismatas deixaram esta possibilidade de coleção e classificação de lado para focar a atenção nas variantes de cunho. A delícia deste de lado para focar a atenção nas variantes de cunho. A delícia deste tipo de classificação está justamente na busca de traços ainda visíveis tipo de classificação está justamente na busca de traços ainda visíveis da moeda anterior (que não foram totalmente apagados com a da moeda anterior (que não foram totalmente apagados com a batida do novo cunho). Este tipo de classificação nos leva a estudar e batida do novo cunho). Este tipo de classificação nos leva a estudar e reconhecer aspectos

reconhecer aspectos da cunhagem da cunhagem hispanohispano-american-americana, na sua maioria,a, na sua maioria, mas também de outros países como EUA, Itália, França, Áustria, etc. mas também de outros países como EUA, Itália, França, Áustria, etc. Dando uma prazerosa complexidade à numismática brasileira.

Dando uma prazerosa complexidade à numismática brasileira.

O trabalho de classificação das variantes de prata não se O trabalho de classificação das variantes de prata não se encerra com as obras descritas, cumpre lembrar que novos trabalhos encerra com as obras descritas, cumpre lembrar que novos trabalhos  já

 já surgirsurgiram am e e ainda ainda surgirão surgirão no no desenvdesenvolveolver r da da ciência ciência numismáticanumismática brasileira. Contudo uma classificação padronizada e oficial para todas brasileira. Contudo uma classificação padronizada e oficial para todas as moedas brasileira parece ser um objetivo longe de ser alcançado as moedas brasileira parece ser um objetivo longe de ser alcançado pois não é tarefa exequível por uma pessoa física, pelo contrário, pois não é tarefa exequível por uma pessoa física, pelo contrário, é uma tarefa que deveria, na minha opinião, ser realizada por uma é uma tarefa que deveria, na minha opinião, ser realizada por uma instituição especializada. Desta maneira contaria com a colaboração instituição especializada. Desta maneira contaria com a colaboração simultânea de muitos especialistas congregados para uma obra única simultânea de muitos especialistas congregados para uma obra única que abrangeria todo o acervo brasileiro e seria utilizada sem barreiras que abrangeria todo o acervo brasileiro e seria utilizada sem barreiras por

por ttodos odos os nos numismatasumismatas,, experts experts ou principiantes.ou principiantes.

Uma grande vantagem para o estabelecimento de uma Uma grande vantagem para o estabelecimento de uma classificação oficial da

classificação oficial da numária brasileirnumária brasileira seria a seria a redução das restriçõesa redução das restrições impostas por direitos autorais. Isto possibilitaria uma ampla divulgação impostas por direitos autorais. Isto possibilitaria uma ampla divulgação

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62 62    C    C    L    L    A    A    S    S    S    S    I    I    F    F    I    I    C    C    A    A    Ç    Ç     Ã     Ã   O   O    D    D    A    A    S    S    V    V    A    A    R    R    I    I    A    A    N    N    T    T    E    E    S    S    D    D    A    A    S    S    M    M    O    O    E    E    D    D    A    A    S    S    C    C    O    O    L    L    O    O    N    N    I    I    A    A    I    I    S    S    B    B    R    R    A    A    S    S    I    I    L    L    E    E    I    I    R    R    A    A    S    S    D    D    E    E    P    P    R    R    A    A    T    T    A    A

da mesma e o consequente aumento do interesse do público da mesma e o consequente aumento do interesse do público alvo, o numismata brasileiro. Muito da falta de interesse dos novos alvo, o numismata brasileiro. Muito da falta de interesse dos novos colecionadores se dá pela falta de material de consulta adequado, colecionadores se dá pela falta de material de consulta adequado, pela escasses dos mesmos no mercado devido a publicações de pela escasses dos mesmos no mercado devido a publicações de tiragens extremamente pequenas e caras. Veja-se, por exemplo, se um tiragens extremamente pequenas e caras. Veja-se, por exemplo, se um numismata quiser publicar um album fotográfico de variantes de prata numismata quiser publicar um album fotográfico de variantes de prata de um determinado período, para facilitar a sua identificação, qual de um determinado período, para facilitar a sua identificação, qual seria a classificação utilizada? Uma classificação de um determinado seria a classificação utilizada? Uma classificação de um determinado autor, ou outro? Uma nova classificação? Cada um que publicar sobre autor, ou outro? Uma nova classificação? Cada um que publicar sobre o assunto fará uma nova classificação? Onde estará a continuidade? o assunto fará uma nova classificação? Onde estará a continuidade? Neste aspecto, creio que não seria nenhum absurdo se uma instituição Neste aspecto, creio que não seria nenhum absurdo se uma instituição ou uma associação de instituições numismáticas assumissem o ônus ou uma associação de instituições numismáticas assumissem o ônus de uma classificação oficial da numária brasileira com todas as suas de uma classificação oficial da numária brasileira com todas as suas possíveis

possíveis variantvariantes.es.

REFERÊNCIAS REFERÊNCIAS

ARANHA, Luiz Oswaldo Norris,

ARANHA, Luiz Oswaldo Norris, Catálogo descritivo das moedasCatálogo descritivo das moedas de prata brasileiras do primeiro sistema monetário – Livro V – de prata brasileiras do primeiro sistema monetário – Livro V – 320 réis

320 réis. Ed. J. Anesi: Rio de Janeiro, 2000.. Ed. J. Anesi: Rio de Janeiro, 2000. BERBERT (DE CASTRO), Renato.

BERBERT (DE CASTRO), Renato. Catálogo dos 960 Réis da Casa daCatálogo dos 960 Réis da Casa da Moeda da Bahia

Moeda da Bahia. Ed. Mensageiro da Fé: Salvador, 1970.. Ed. Mensageiro da Fé: Salvador, 1970. FERREIRA, Lupércio.

FERREIRA, Lupércio. Catálogo do Patacões da Casa da Moeda doCatálogo do Patacões da Casa da Moeda do Rio

Rio. Vol. 1 e 2, Tipografia Marista: Recife, 1978 e 1981.. Vol. 1 e 2, Tipografia Marista: Recife, 1978 e 1981. FERREIRA, Lupércio.

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FERREIRA, Lupércio. CaCatálogo das 96tálogo das 960 B0 B. Cia. E. Cia. Editditora de Pernambuco:ora de Pernambuco: Recife,1986.

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Referências

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