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DIREITO CONSTITUCIONAL

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Academic year: 2021

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(1)

DIREITO

(2)

ESTÁCIO-CERS

(3)

A TEORIA DA SEPARAÇÃO DOS PODERES

PODER LEGISLATIVO

(4)

1. A teoria da tripartição dos poderes

2. A tripartição dos poderes e seus desafios

3. O Poder Legislativo

a) estruturação

b) modo de eleição de seus membros

c) o estatuto dos congressistas:

i) vedações e imunidades

ii) a perda do cargo

(5)

Constituição Federal

Art. 2º. São poderes da União,

independentes e harmônicos entre si,

o Legislativo, o Executivo e o

(6)

Constituição Federal

Art. 2º. São poderes da União,

independentes e harmônicos entre si,

o Legislativo, o Executivo e o

(7)

Declaração dos direitos do homem e do cidadão.

França, 1789:

“Art. 16. Não tem constituição a

sociedade na qual não se assegura a

garantia dos direitos, nem se determina

a separação dos poderes”

(8)

Constituição Federal

Art. 60 -

§

4º - Não será objeto de

deliberação a proposta de emenda

tendente a abolir:

(…)

(9)

Doutrina de Montesquieu:

diferentes funções confiadas a

órgãos diferentes e autônomos.

(10)

Funções típicas e atípicas

Todos os poderes exercem todas as funções,

embora algumas sejam predominantes e

(11)

Funções típicas:

Do Judiciário:

julgar controvérsias com produção

de coisa julgada material

Do Executivo:

administrar a coisa pública;

(12)

Funções atípicas

Judiciário

: administrar seus funcionários; legislar (na

elaboração de regimentos internos dos tribunais, na

decisão de ações de constitucionalidade e súmulas

vinculantes.

Legislativo

: administrar seus funcionários, julgar o

Presidente

da

República

nos

crimes

de

responsabilidade

(13)

Freios e contrapesos

(checks and balances)

Mesmo as funções típicas não são

exercidas isoladamente, exigindo a

(14)

O Presidente da República pode vetar projetos de lei e tem

iniciativa reservada em alguns assuntos.

O Judiciário julga as controvérsias, mas com base na lei. Seus

órgãos de cúpula são nomeados pelo Executivo.

O Executivo administra o país, mas está submetido à lei.

As leis podem ser invalidadas pelo Poder Judiciário

(15)

.Ministério Público

.Tribunal de Contas

.Conselhos de Controle Externo da Magistratura e

do MP

. Função do STF como Tribunal Constitucional

. Parlamentarismo

(16)

Legislar é mesmo atípico para o Poder Executivo?

E as medidas provisórias?

E a iniciativa reservada de lei do Presidente da República?

E os decretos autônomos?

E os decretos regulamentares?

E as agências reguladoras?

(17)
(18)

FUNÇÕES TÍPICAS

Legislar

e Fiscalizar

(19)

Parlamento bicameral de tipo igualitário

federativo, no âmbito federal.

Parlamento unicameral, nos Estados, DF e

Municípios

(20)

Câmara dos Deputados

Representação da população dos Estados

Deputados eleitos pelo sistema proporcional, de

acordo com a população dos Estados.

Nenhum Estado pode ter menos do que 8 ou mais

do que 70 deputados.

(21)

Senado Federal

Representação dos Estados e do DF

3 Senadores para cada, independentemente da

população

Eleitos com 2 suplentes

Mandato de 8 anos

Eleição Majoritária

Renovação a cada 4 anos de 1/3 e 2/3 dos

Senadores

(22)

LEGISLATURA

Período de quatro anos correspondente ao

mandato de um deputado federal

(23)

SESSÃO LEGISLATIVA

De 2 de fevereiro a 15 de julho

(24)

MAIORIAS

Simples

Absoluta

Qualificada

(25)

Comissões

Permanentes e Temporárias

Da Câmara, do Senado ou Mistas

(26)

Comissões

Devem respeitar a proporcionalidade dos

Partidos e blocos políticos

Podem votar projetos de lei, nos termos do

regimento, ressalvado recurso par o

plenário

(27)

Principais atribuições do Congresso

a) Legislar nas matérias de competência da

União Federal;

b) Resolver sobre tratados internacionais;

c) Aprovar o Estado de Defesa e a

Intervenção Federal e autorizar o Estado

de Sítio

(28)

Principais atribuições do Congresso

d) Autorizar o Presidente a declarar guerra e

celebrar a paz;

e) Julgar anualmente as contas do

Presidente;

(29)

Principais atribuições da Câmara

a) Autorizar o processo por crime comum

ou de responsabilidade contra o

Presidente da Republica;

b) Tomar as contas do Presidente da

República

(30)

Principais atribuições do Senado Federal

a) Julgar o Presidente da Republica nos

crimes de responsabilidade;

b) Julgar Ministros do STF, CNJ, CNMP, PGR

e AGU nos crimes de responsabilidade;

(31)

Principais atribuições do Senado Federal

d) Aprovar previamente, por voto secreto e

após arguição pública:

. Ministros do STF

. Ministros do TCU

. PGR

(32)

Principais atribuições do Senado Federal

d) Aprovar previamente, por voto secreto e

após arguição pública:

. Chefes de missão diplomática de caráter

permanente

(33)

Principais atribuições do Senado Federal

e) Fixar limites globais para o

endividamento da União, Estados, DF e

Municípios;

f) Suspender a execução de norma

(34)

IMUNIDADES

PARLAMENTARES

(35)

Art. 53. Os Deputados e Senadores são

invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de

suas opiniões, palavras e votos.

(36)

PARLAMENTAR – IMUNIDADE. A imunidade parlamentar,

ante ideias veiculadas fora da tribuna da Casa

Legislativa, pressupõe nexo de causalidade com o

exercício do mandato

STF

Inq 3855 / MA - MARANHÃO Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO

(37)

1. A inviolabilidade dos Deputados Federais e Senadores,

por opiniões palavras e votos, prevista no art. 53 da

Constituição da Republica, é inaplicável a crimes contra

a honra cometidos em situação que não guarda liame

com o exercício do mandato.

STF

Inq 3438 / SP - SÃO PAULO Relator(a): Min. ROSA WEBER

(38)

1. O reconhecimento da inviolabilidade dos Deputados e Senadores

por opiniões, palavras e votos, segundo a jurisprudência deste

Supremo Tribunal Federal, exige vínculo causal entre as supostas

ofensas e o exercício da atividade parlamentar. 2. Tratando-se de

ofensas irrogadas no recinto do Parlamento, a imunidade material do

art. 53, caput, da Constituição da República é absoluta. Despiciendo,

nesse caso, perquirir sobre a pertinência entre o teor das afirmações

supostamente contumeliosas e o exercício do mandato parlamentar.

STF

Inq 3814 / DF - DISTRITO FEDERAL Relator(a): Min. ROSA WEBER

(39)

2. Configurada, no caso, hipótese de manifestação protegida por

imunidade material, há ausência de tipicidade da conduta, o que leva

à improcedência da acusação, a teor do art. 6º da Lei 8.038/1990.

STF

Inq 3677 / RJ - RIO DE JANEIRO Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA

Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI Julgamento: 27/03/2014

(40)

A cláusula de inviolabilidade constitucional, que impede a responsabilização penal e/ou civil do membro do Congresso Nacional, por suas palavras, opiniões e votos,

também abrange, sob seu manto protetor, (1) as entrevistas jornalísticas, (2) a transmissão, para a imprensa, do conteúdo de pronunciamentos ou de relatórios

produzidos nas Casas Legislativas e (3) as declarações feitas aos meios de comunicação social, eis que tais manifestações – desde que vinculadas ao desempenho do mandato – qualificam-se como natural projeção do exercício das

atividades parlamentares

Inq 2874 AgR / DF - DISTRITO FEDERAL AG.REG. NO INQUÉRITO

Relator(a): Min. CELSO DE MELLO Julgamento: 20/06/2012

(41)

1. Vereador que, em sessão da Câmara, teria se manifestado de forma a ofender ex-vereador, afirmando que este “apoiou a corrupção [...], a ladroeira, [...] a

sem-vergonhice”, sendo pessoa sem dignidade e sem moral. 2. Observância, no caso, dos limites previstos no art. 29, VIII, da Constituição: manifestação proferida no exercício

do mandato e na circunscrição do Município. 3. A interpretação da locução “no exercício do mandato” deve prestigiar as diferentes vertentes da atuação parlamentar,

dentre as quais se destaca a fiscalização dos outros Poderes e o debate político. 4. Embora indesejáveis, as ofensas pessoais proferidas no âmbito da discussão política,

respeitados os limites trazidos pela própria Constituição, não são passíveis de reprimenda judicial. Imunidade que se caracteriza como proteção adicional à

liberdade de expressão, visando a assegurar a fluência do debate público e, em última análise, a própria democracia.(…)

(42)

“1. O Estado-membro não tem competência para estabelecer

regras de imunidade formal e material aplicáveis a Vereadores.

A Constituição Federal reserva à União legislar sobre Direito

Penal e Processual Penal. 2. As garantias que integram o

universo dos membros do Congresso Nacional (CF, artigo 53,

§§ 1º, 2º, 5º e 7º), não se comunicam aos componentes do

Poder Legislativo dos Municípios. Precedentes.

(43)

§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a

expedição do diploma, serão submetidos a

julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

(44)

“1. Revela-se patente, no caso, a usurpação das competências

constitucionais da Corte (art. 102, inciso I, alínea b, da Constituição

Federal), uma vez que foram instaurados, de ofício, dois inquéritos

policiais… nos quais figurava como indiciado o reclamante detentor

de foro especial por prerrogativa de função, uma vez que investido, à

época da instauração dos procedimentos policiais, em mandato de

deputado federal. 2. É da jurisprudência da Corte o entendimento de

que a polícia judiciária não está autorizada a instaurar, de ofício,

inquérito policial para apurar a conduta de parlamentares federais

(PET nº 3.825/MT-QO, Tribunal Pleno, Relator para acórdão o Ministro

(45)

1. Dada a incidência do princípio tempus regit actum, são válidos

todos os atos processuais praticados na origem, antes da

diplomação do parlamentar, devendo o feito prosseguir perante essa

Corte na fase em que se encontrava...”

Inq 2648 / SP - SÃO PAULO

Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA

(46)

§ 2º Desde a expedição do diploma, os

membros do Congresso Nacional não poderão

ser presos, salvo em flagrante de crime

inafiançável. Nesse caso, os autos serão

remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa

respectiva, para que, pelo voto da maioria de

(47)

§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou

Deputado, por crime ocorrido após a

diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará

ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de

partido político nela representado e pelo voto da

maioria de seus membros, poderá, até a decisão

final, sustar o andamento da ação

(48)

§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela

Casa respectiva no prazo improrrogável de

quarenta e cinco dias do seu recebimento pela

(49)

§ 5º A sustação do processo suspende a

(50)

§ 6º Os Deputados e Senadores não serão

obrigados a testemunhar sobre informações

recebidas ou prestadas em razão do exercício do

mandato, nem sobre as pessoas que lhes

confiaram ou deles receberam informações

(51)

§ 7º A incorporação às Forças Armadas de

Deputados e Senadores, embora militares e

ainda que em tempo de guerra, dependerá de

(52)

§ 8º As imunidades de Deputados ou Senadores

subsistirão durante o estado de sítio, só

podendo ser suspensas mediante o voto de dois

terços dos membros da Casa respectiva, nos

casos de atos praticados fora do recinto do

Congresso Nacional, que sejam incompatíveis

(53)

VEDAÇÕES

AOS

(54)

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

I - desde a expedição do diploma:

a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de

direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de

economia mista ou empresa concessionária de serviço

público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas

(55)

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

I - desde a expedição do diploma:

b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego

remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad

nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;

(56)

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:

II - desde a posse:

a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze

de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito

público, ou nela exercer função remunerada;

b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum",

nas entidades referidas no inciso I, "a";

c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades

a que se refere o inciso I, "a";

(57)

De

Empresa que

Goze de favor

Decorrente de

Contrato com o

Poder Público.

Proprietário

Controlador

Diretor

Desde a posse, deputado

ou senador não pode ser

(58)

De

Entidade

ou empresa

mencionada no

Inciso I “a”

Ocupar cargo ou função demissível ad nutum

Patrocinar interesse

Desde a posse, deputado

ou senador não pode

(59)

Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:

I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;

II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;

III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das

sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por

esta autorizada;

IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;

V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta

Constituição;

(60)

§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar,

além dos casos definidos no regimento interno, o

abuso das prerrogativas asseguradas a membro do

Congresso Nacional ou a percepção de vantagens

indevidas.

(61)

§ 2º Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do

mandato será decidida pela Câmara dos Deputados

ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta,

mediante provocação da respectiva Mesa ou de

partido político representado no Congresso

(62)

§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a

perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva,

de ofício ou mediante provocação de qualquer de

seus membros, ou de partido político representado

(63)

PERDA DO MANDATO

I – desrespeito às limitações

II – falta de decoro

VI – condenação criminal

Decisão

pela maioria

da Câmara

ou do Senado

(64)

PERDA DO MANDATO

III– não comparecimento

IV – perda ou suspensão

dos direitos políticos

V – decisão da Justiça

Eleitoral

Declaração

da

(65)

“...a atual Constituição estabeleceu os casos de perda ou suspensão dos direitos políticos em norma de eficácia plena (art. 15, III). Em consequência, o condenado

criminalmente, por decisão transitada em julgado, tem seus direitos políticos suspensos pelo tempo que durarem os efeitos da condenação. 3. A previsão contida

no artigo 92, I e II, do Código Penal, é reflexo direto do disposto no art. 15, III, da Constituição Federal. Assim, uma vez condenado criminalmente um réu detentor de mandato eletivo, caberá ao Poder Judiciário decidir, em definitivo, sobre a perda do

mandato. Não cabe ao Poder Legislativo deliberar sobre aspectos de decisão condenatória criminal, emanada do Poder Judiciário, proferida em detrimento de membro do Congresso Nacional. A Constituição não submete a decisão do Poder

Judiciário à complementação por ato de qualquer outro órgão ou Poder da República.”

STF, AP 470-MG

Rel. Min. Joaquim Barbosa j. 17.12.2012

(66)

Não há sentença jurisdicional cuja legitimidade ou eficácia esteja condicionada à aprovação pelos órgãos do Poder Político. A sentença condenatória não é a revelação

do parecer de umas das projeções do poder estatal, mas a manifestação integral e completa da instância constitucionalmente competente para sancionar, em caráter definitivo, as ações típicas, antijurídicas e culpáveis. Entendimento que se extrai do

artigo 15, III, combinado com o artigo 55, IV, §3º, ambos da Constituição da República. Afastada a incidência do §2º do art. 55 da Lei Maior, quando a perda do

mandato parlamentar for decretada pelo Poder Judiciário, como um dos efeitos da condenação criminal transitada em julgado. Ao Poder Legislativo cabe, apenas, dar

fiel execução à decisão da Justiça e declarar a perda do mandato, na forma preconizada na decisão jurisdicional.”

STF, AP 470

(67)

4. Repugna à nossa Constituição o exercício do mandato parlamentar quando recaia, sobre o seu titular, a reprovação penal definitiva do Estado, suspendendo-lhe o exercício de direitos políticos e decretando-lhe a perda do mandato eletivo. A perda

dos direitos políticos é “consequência da existência da coisa julgada”.

Consequentemente, não cabe ao Poder Legislativo “outra conduta senão a declaração da extinção do mandato” (RE 225.019, Rel. Min. Nelson Jobim).

STF, AP 470-MG

Rel. Min. Joaquim Barbosa j. 17.12.2012

(68)

1. A perda do mandato parlamentar, no caso em pauta, deriva do

preceito constitucional que impõe a suspensão ou a cassação dos

direitos políticos. 2. Questão de ordem resolvida no sentido de que,

determinada a suspensão dos direitos políticos, a suspensão ou a

perda do cargo são medidas decorrentes do julgado e imediatamente

exequíveis após o trânsito em julgado da condenação criminal,

sendo desimportante para a conclusão o exercício ou não de cargo

eletivo no momento do julgamento.

STF

AP 396 QO / RO - RONDÔNIA

QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL

Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA

(69)

8. Controvérsia no âmbito desta Suprema Corte a respeito da

competência para decretar a perda do mandato no caso de

condenação criminal transitada em julgado. Orientação original que

deve prevalecer, no sentido de a atribuir à Casa Legislativa a que

pertence o parlamentar condenado. Inteligência do art. 55, § 2º, da

Constituição da República.

STF

AP 563 / SP - SÃO PAULO

AÇÃO PENAL

Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI

Revisor(a): Min. ROBERTO BARROSO

(70)

§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a

processo que vise ou possa levar à perda do

mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos

suspensos até as deliberações finais de que tratam

(71)

Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou

Senador:

I - investido no cargo de Ministro de Estado,

Governador de Território, Secretário de Estado, do

Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de

Capital ou chefe de missão diplomática temporária;

(72)

“5. Perda do mandato parlamentar. Entendimento da maioria no

sentido de que não cabe ao Poder Judiciário decretar a perda de

mandato de parlamentar federal, em razão de condenação criminal.

Determinação de comunicação à respectiva Casa para instauração

do procedimento do art. 55, §

2º, da Constituição Federal.”

STF

AP 572 / RR - RORAIMA

AÇÃO PENAL

Relator(a): Min. GILMAR MENDES

Julgamento: 11/11/2014

(73)

Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou

Senador:

II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de

doença, ou para tratar, sem remuneração, de

interesse particular, desde que, neste caso, o

afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por

(74)

Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou

Senador:

§ 1º O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura

em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e

vinte dias.

§ 2º Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para

preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do

mandato.

§ 3º Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar

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