Segue abaixo um breve resumo dos principais acontecimentos do mês de março e das expectativas do mercado:

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Texto

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Conjuntura

Segue abaixo um breve resumo dos principais acontecimentos do mês de março e das expectativas do mercado:

 Índice Bovespa fecha em leve queda de 0,18%, com cena política no radar

O mês de março foi marcado pelo conturbado cenário político. O mercado de capitais estava extremamente atento ao

andamento da reforma da Previdência, com os investidores tentando buscar meios para avaliar o contexto político. Desta forma,

observou-se um aumento da aversão ao risco ao longo do mês, com as constantes trocas de farpas entre os dois principais

protagonistas da reforma, o presidente Jair Bolsonaro e o líder da Câmara Rodrigo Maia. Com isso, o Ibovespa chegou a tocar os 91

mil pontos no dia 27, após ter atingido os 100 mil pontos.

Todavia, com aparente trégua em Brasília, depois de duas semanas de fortes desencontros entre governo e Congresso, o

mercado recuperou as fortes quedas na reta final do mês, com o índice Bovespa estável frente fevereiro. No acumulado do primeiro

trimestre a bolsa soma alta de 8,65%.

 Prévia de inflação aponta para uma alta de 0,54% no IPCA no mês

Segundo IBGE, o número é o maior para o mês desde 2015. Em 12 meses, o índice de preços registrou 4,18%, acima dos

3,73% reportados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março, as maiores contribuições para a alta dos preços ficaram com

os setores de alimentos e transportes, nesta ordem de grandeza. Porém, mesmo com a alta dos preços, os economistas ainda

enxergam uma perspectiva desinflacionaria para a economia brasileira, com as projeções girando em torno de 3,8% para o ano de

2019, abaixo do centro da meta de 4,5%.

 Produção industrial avança 0,7% em fevereiro

O avanço de 0,7% praticamente zerou a queda da atividade em janeiro, que foi de 0,8%. No entanto, o número não foi

bem visto pelo mercado, uma vez que os analistas esperavam expansão de 1,1%.

 Copom mantém taxa Selic pela oitava vez consecutiva, aos 6,5% a.a

A manutenção confirma a expectativa do mercado, onde as 43 instituições consultadas previam de forma unânime a

sustentação da taxa. A decisão foi a primeira sob o comando de Roberto Campos Neto.

 No exterior, conjunto de informações confirmam desaceleração econômica

De acordo com indicadores de compra na indústria e no setor de serviços (PMI), tanto a atividade econômica alemã quanto

a francesa apresentaram forte desaceleração no mês de março. Nos EUA, dados apontaram para uma redução nas vendas no setor de

varejo.

Assim, os bancos centrais têm demonstrado preocupação com o crescimento econômico, e os discursos têm sido cada vez

mais voltados a um afrouxamento monetário. Além disso, preocupados com uma possível recessão, os investidores

norte-americanos passaram a demandar títulos de longo prazo ao contrário dos de curto, fator que impulsionou a famigerada inversão da

curva de juros. O fenômeno é extremamente preocupante e costuma acontecer antes de grandes recessões no país, como foi a bolha

de tecnologia em 2001 e a crise imobiliária em 2008.

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Comentário Gestão

No mês de março, as discussões giraram em torno da capacidade de redução do aperto monetário por

parte das economias desenvolvidas (redução dos juros). Sem dúvidas, o fraco crescimento econômico global

tem pressionado as decisões dos bancos centrais, que reforçaram a mensagem mais acomodatícia para a

política monetária, visando mitigar a desaceleração da atividade. Com isso, as taxas dos títulos de renda fixa

caíram pelo mundo, com o mercado de capitais se antecipando a possível decisão de diminuição dos juros por

parte das autoridades.

Assim, observou-se forte valorização dos ativos de renda fixa globais, uma vez que a queda das taxas

futuras de juros valorizou os títulos circulantes no mercado. Todavia, o movimento das taxas no Brasil

descolou-se do contexto internacional, uma vez que o comportamento das expectativas de juros futuros

ocorreu de acordo com as perspectivas para a aprovação da reforma da Previdência. Portanto, após certa

volatilidade, os juros fecharam estáveis, corroborados pela decisão do Copom de manter a taxa Selic no atual

patamar de 6,5%.

Acompanhando o mercado de renda fixa, a bolsa de valores brasileira fechou o mês sem grandes

variações. A elevação dos ruídos políticos levou a paralização da tramitação da reforma, trazendo volatilidade

ao mercado, com os ativos de renda variável registrando altas oscilações de preços.

Desta forma, mantemos a aprovação da reforma da Previdência como cenário básico, mas acreditamos

que o caminho não será em linha reta. Portanto, como trata-se de uma reforma estrutural de longo prazo, e de

alta complexidade, acreditamos que acontecerão embates acerca do projeto no congresso, fator que trará

volatilidade aos ativos de risco locais.

Pertinente aos juros, julgamos que o contexto econômico apresenta fortes desafios ao banco central,

mas que os riscos de uma inflação no curto prazo diminuíram, com os dados de atividade indicando que a

economia se recupera de forma lenta. Por consequência, uma redução da taxa básica de juros começa a ser

colocada em pauta pelo mercado, mas consideramos que há necessidade de algumas mudanças estruturais

para que o quadro fiscal se torne mais confortável, permitindo a diminuição da taxa Selic.

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Lecca Valuation

O fundo Lecca Valuation registrou retorno nominal de -1,45 % contra -0,18 % do Ibovespa. Em termos de atribuição de

performance, obtivemos resultado acima do benchmark por parte de dois dos 11 fundos listados na carteira. As contribuições

negativas foram mistas, e o descolamento de parte da carteira frente ao Ibovespa se deu devido à queda expressiva de alguns

ativos, principalmente ligados ao setor de consumo, como: Via Varejo, Lojas Americanas e Natura. As principais contribuições

positivas vieram de Petrobrás, Sabesp e BR Properties

.

ALOCAÇÃO POR FUNDO - ATUAL

ALOCAÇÃO POR ESTRATÉGIA – ATUAL

PERFORMANCE PORTIFÓLIO POR FUNDO LECCA VALUATION FIC AÇÕES x IBOVESPA

Long Only

79,68%

Long-Biased

19,04%

Caixa

1,28%

1,28%

2,52%

8,95%

9,08%

9,50%

9,54%

9,64%

9,68%

9,75%

9,84%

9,98%

10,23%

CAIXA

BRESSER AÇÕES

NAVI INSTITUCIONAL

ARX INCOME

APEX INFINITY 8 LB

AZ QUEST TOP LB

REAL INVESTOR

LEBLON AÇÕES

MOAT CAPITAL

CLARITAS VALOR

META VALOR

GTI DIMONA

-1,51%

-1,49%

-1,44%

-0,86%

-0,72%

-0,18%

-0,16%

0,41%

MOAT CAPITAL

META VALOR

CLARITAS VALOR

AZ QUEST TOP LB

NAVI INSTITUCIONAL

IBOVESPA

REAL INVESTOR

BRESSER AÇÕES

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Fundos Distribuídos: Multimercados

SulAmérica Evolution:

 Na estratégia de renda fixa, o ganho veio das posições táticas aplicadas em juros nominais até dois anos, até a

semana do Copom. Em moedas, o resultado foi levemente negativo, mas, em contrapartida, foram obtidos ganhos

na posição comprada em dólar vs real. Na parte de renda variável, assumimos posições táticas compradas em

IBOVESPA futuro, que contribuíram de forma positiva.

Occam Institucional II e Occam Equity Hedge:

 Apesar da diferença de exposição a ativos de risco, a gestora segue uma linha de raciocínio clara acerca do

mercado. No mês, com o aumento recente da volatilidade dos ativos locais, os gestores optaram por reduzir a

exposição em Brasil, tanto em juros, quanto em câmbio.

Portanto, houve uma redução no risco direcional, mas os fundos operam ativamente real contra dólar e DI futuro,

apesar de não estarem posicionados. Diante do forte fechamento das curvas de juros, decidiram realizar parte do

lucro. A visão da gestora é de um enfraquecimento das moedas de países desenvolvidos frente a alguns

emergentes.

No que tange a bolsa de valores, continuam construtivos com a dinâmica do país, mas acreditam que o aumento

de volatilidade no curto prazo é motivo para uma redução na exposição líquida dos fundos. A redução foi, em

grande parte, ligada ao setor bancário, acompanhada do aumento de hedge da carteira. Os destaques positivos

ficaram com os papéis do setor financeiro não bancário e energia, que são as principais posições dos fundos.

Az Quest Multi 15:

 O fundo apresentou rentabilidade negativa, devido à alta exposição em algumas ações que performaram abaixo

do esperado. Além disso, a volatilidade nas curvas de juros e no mercado de câmbio afetaram o desempenho da

carteira, uma vez que a gestora estava acreditando em uma valorização do real frente ao dólar, e, no mês,

aconteceu o inverso.

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Carteiras sugeridas: LECCA Investimentos

As carteiras sugeridas pela Lecca são definidas de acordo com o perfil de risco adotado (conservador, moderado ou

arrojado) e são constituídas por produtos de classes distintas (Renda Fixa, Multimercado e Renda Variável), que

possuem um valor percentual de alocação conforme tabela abaixo:

A Classe Renda Fixa é composta apenas por papéis Lecca:

o RDB Lecca (108% CDI - 361 dias ¹);

o FIDC Lecca Sênior (110% CDI).

¹ Taxa para aplicações acima de R$ 500 mil. As taxas podem sofrer alteração de acordo

com as políticas internas da Lecca.

Indicado consultar taxas vigentes no momento da aplicação.

A Classe Multimercado é composta por fundos multimercados que adotam estratégias diversas em seus portfólios,

como: Multimercados Livre, Macro, Crédito Privado e Long & Short. Os fundos selecionados são: Occam Equity Hedge,

AZ Quest Multi 15, SulAmérica Evolution e Occam Institucional II.

A Classe Renda Variável é composta pelo fundo Lecca Valuation FIC FIA, um fundo de categoria livre que busca, através

das estratégias Long Only e Long Biased, superar o Ibovespa no longo prazo.

Proposta de alocação da carteira

Alocação em Renda Fixa

Conservadora

Moderada

Arrojada

80%

60%

40%

RDB

70%

55%

35%

FIDC SENIOR

30%

45%

65%

Conservadora

Moderada

Arrojada

Renda Fixa

80%

60%

40%

Multimercado

15%

25%

35%

Renda Variável

5%

15%

25%

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Rentabilidade Acumulada – Portfólios

A Carteira Moderada apresentou esse mês

resultado abaixo do benchmark (29,35%

do CDI). O mês foi complicado para os

fundos multimercados, com alta

volatilidade nas curvas de juros e nas

ações. No médio/longo prazo (acima de

seis

meses), o portfólio segue entregando

rentabilidade próxima aos 120% da taxa

de juros.

Esse mês, os ativos foram afetados pela

queda do Ibovespa, fator que contribuiu

para o resultado abaixo do CDI da Carteira

Conservadora, cuja a rentabilidade foi de

(77,64% do CDI). Porém, o portfólio segue

mantendo baixa volatilidade (1,02%) e, no

longo prazo, o resultado é superior a 110%

CDI.

A Carteira Arrojada apresentou queda de

(-19% do CDI). No entanto, apesar do

resultado conturbado para os ativos de

risco locais, principalmente devido a

turbulência causada pelo cenário político, o

portfólio mantém excelente performance

nos últimos 12 meses, entregando 135% do

CDI.

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RELATÓRIO MENSAL | Março 2019

Responsabilidade Social – Instituto Apontar

Descobrindo e desenvolvendo o potencial intelectual

O Instituto Apontar, nova marca do Instituto Lecca, nasceu em 2003 e é o nosso braço social. Por meio de diversos

programas, cria oportunidades de desenvolvimento e inclusão para crianças, jovens e suas famílias. Um exemplo é o

Programa Estrela Dalva, que, desde 2007, seleciona alunos em escolas municipais do Rio de Janeiro e oferece suporte

acadêmico e cultural para que eles possam prestar concurso em escolas públicas de excelência.

Dentre as Instituições estão colégios como: Cefet, Colégio Pedro II, Instituto Federal do Rio de Janeiro, Colégio de

Aplicação da UFRJ e Colégio de Aplicação da UERJ.

O cuidado com o aluno se estende ao momento posterior ao concurso. Eles são acompanhados por professores e

psicólogos do Instituto para garantir que tenham suporte acadêmico, participando de oficinas profissionais que

constroem enriquecimento cultural até concluírem o ensino médio.

Somente no ano passado, tivemos 87% de aprovação. Nós investimos na educação, pois acreditamos que ela tem o

poder de melhorar a condição de vida e é um transformador de realidades.

Visita ao Instituto Lecca realizada no dia 0.08.2018

“Meu objetivo é contribuir para o desenvolvimento da educação, preparando as novas gerações para

os desafios do mundo moderno. Acredito na evolução que o estudo traz para todos que podem experimentá-lo.”

Luis Eduardo da Costa Carvalho

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