PREFÁCIO
A estudo da Doutrina do Novo Testamento é um manancial de conhecimentos, que veio somar satisfatoriamente para o crescimento dos nossos obreiros.
O Mestre na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, Bispo Josias Brito esforçou-se exaustivamente por apresentar, em especial aos nossos obreiros, um trabalho bem elaborado, que vale a pena compulsá-lo.
Companheiros e companheiras, alunos e alunas do nosso Seminário em Teologia a nível Bacharel, vamos crescer no conhecimento! E juntos faremos da nossa grande Igreja, uma potência mundial.
Juntos somos fortes!!
SUMÁRIO
CONCEITO GERAL ... 7 INTRODUÇÃO ... 8 1. OS QUATROS EVANGELHOS. ... 9 1.1. Paralelo significativo ... 11 1.2. Os sinóticos e João ... 122.
AS PRINCIPAIS DOUTRINAS ... ... 12 2.1 Doutrina de Deus ... 12 2.2 Doutrina de Cristo ... 132.3 Doutrina do Espírito Santo ... 13
2.4 Doutrina dos Anjos ... 13
2.5 Doutrina do Homem ... 13
2.6 Doutrina da Salvação ... ... 14
2.7 Doutrina da igreja ... 14
2.8 Doutrina da Últimas Coisas ... ... 14
3. OS ENSINOS DE JESUS ... 15
4. TEOLOGIA DO APÓSTOLO JOÃO ... 16
5. TEOLOGIA DO APÓSTOLO PEDRO ... 17
6. TEOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO ... 18
6.1. O Conceito de Paulo sobre o Pecado ... 20
6.2. O Conceito de Paulo sobre a Pessoa de Cristo ... 20
6.3. O Conceito de Paulo sobre o Espírito Santo ... ... 20
7. TEOLOGIA NA ESPÍSTOLA AOS HEBREUS ... 23
7.1 A Superioridade de Cristo ... ... 21
7.2 Exortações Finais ... ... 22
8. TEOLOGIA DE TIAGO ... ... 23
9. TEOLOGIA DE JUDAS ... ... 24
10. TEOLOGIA DO APOCALIPSE ... 25
10.1 A Pessoa de Cristo no Apocalipse ... 25
12. EVANGELHO DE MARCOS ... 33
13. EVANGELHO DE JOÃO ... 44
14. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ... 53
CONCEITO GERAL
Teologia é a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das coisas divinas. A teologia abrange vários ramos, vejamos:
Teologia exegética: Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta teologia
procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.
Teologia Histórica: Envolve o Estudo da História da Igreja e o desenvolvimento da
interpretação doutrinária.
Teologia Dogmática: É o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos
apresentam nos credos da igreja.
Teologia Bíblica: Traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia e
descreve a maneira de cada escritor em apresentar as doutrinas mais importantes.
Teologia Sistemática: Neste ramo de estudo os ensinamentos concernentes a Deus e aos
INTRODUÇÃO
O Novo Testamento forma a Parte II da Bíblia. E ele uma coleção de vinte e sete livros, mas tem somente um terço do volume da Parte 1, o Antigo Testamento. Antigo Testamento cobre um período de milhares de anos de história, mas o Novo Testamento menos de um século.
"Novo Testamento" quer dizer, de fato, "Novo Pacto" em contraste com a antiga aliança. O vocábulo "testamento" transmite-nos a idéia de uma última vontade, e só passa a ter efeito na eventualidade da morte do testador. Assim é que o novo pacto entrou em vigor em face da morte de Jesus (Hebreus 9:15-17).
Escrita originalmente em grego, entre 45-95 D.C.. Os livros do Novo Testamento não estão arranjados na ordem cronológica em que foram escritos. As primeiras epístolas de Paulo foram os primeiros livros do Novo Testamento a ser escritos, e não os evangelhos.
E mesmo o arranjo das epístolas paulinas não segue a sua ordem cronológica, porquanto. Gálatas (ou talvez 1 Tessalonicenses) foi a epístola escrita bem antes daquela dirigida aos Romanos, a qual figura em primeiro lugar em nossas Bíblias pelo fato de ser a mais longa das epístolas de Paulo; e entre os evangelhos, o de Marcos, não o de Mateus, parece ter sido aquele que primeiro foi escrito.
A ordem em que esses livros aparecem, por conseqüência, é uma ordem lógica. Os evangelhos estão postos em primeiro lugar porque descrevem os eventos cruciais de Jesus. Entre os evangelhos, o de Mateus vem apropriadamente antes de todos devido à sua extensão e ao seu intimo relacionamento com o Antigo Testamento, que o precede imediatamente. No livro de Atos dos Apóstolos, uma envolvente narrativa do bem-sucedido surgimento e expansão da Igreja na Palestina e daí por toda a Síria, Ásia Menor, Macedônia, Grécia e até lugares distantes como Roma, na Itália.
O livro de Atos é a segunda divisão de uma obra em dois volumes, Lucas-Atos.) Bastam-nos essas idéias quanto aos livros históricos do Novo Testamento.
As epístolas e, finalmente, o livro de Apocalipse, explanam a significação teológica da história da redenção, além de extraírem dai certas implicações éticas. Entre as epístolas, as de
Paulo ocupam o primeiro lugar e entre elas, a ordem em que foram arranjadas segue primariamente a idéia da extensão decrescente, levando-se em conta a grande exceção formada pelas Epístolas Pastorais (I e II Timóteo e Tito), as quais antecedem a Filemom, a mais breve das epístolas paulinas que chegaram até nós.
A mais longa das epístolas não-paulinas, aos Hebreus (cujo autor nos é desconhecido), aparece em seguida, depois da qual vêm as epístolas Católicas ou Gerais, escritas por Tiago, Pedro, Judas e João.
E por fim, temos o livro que lança os olhos para o futuro retorno de Cristo, o Apocalipse, livro esse que leva o Novo Testamento a um mui apropriado climax.
O Novo testamento é o livro mais vital o mundo. Seu tema supremo é o Senhor Jesus Cristo. Seu objetivo supremo é a Salvação dos seres humanos. Seu projeto supremo é o reinado final do Senhor Jesus num império sem limites e eterno.
Dentro do estudo do Novo testamento estaremos observando as principais Doutrinas e Teologia.
1. OS QUATRO EVANGELHOS
Vamos dirigir agora a nossa atenção aos quatro evangelhos. Uma coleção de registros muito especial quando os examinamos coletivamente. Para começar, nos encontramos perguntando: Por que há quatro evangelhos, especialmente quando os três primeiros parecem abranger quase o mesmo assunto? Um só não seria melhor?
Como estamos tratando de escritos divinamente inspirados, a resposta final, naturalmente, é que há quatro porque Deus assim quis: mas podemos acrescentar que existem razões claras para Deus Ter feito isso.
Existem quatro evangelhos em lugar de um, de modo a apresentar-nos um retrato de Cristo. Os quatro Evangelhos têm cada um uma individualidade que não pode ser anulada.
A unidade do tema, somada à sua diversidade é que os torna tão interessantes à mente e tão satisfatório ao coração.
Também podemos explicar a necessidade dos quatro evangelhos facilmente pelo fato de ter havido, nos tempos apostólicos, quatro classes representativas do povo: Judeus, Romanos, Gregos e a Igreja.
Cada um dos evangelistas escreveu para uma dessa classes, adaptando-se ao seu caráter, às suas necessidades e ideais.
Livro Povo Revelação Figura
Mateus Judeus O Filho de Deus Leão
Marcos Romanos O Servo Boi
Lucas Gregos Filho do homem Rosto de homem
João Igreja O Salvador Águia
Mateus Sabendo que os Judeus esperavam pela vinda do Messias, prometido no Velho Testamento, apresenta Jesus como o Messias o filho de Deus.
O leão era o símbolo da tribo de Judá, a tribo real. Em Mateus nosso Senhor é singularmente "o Leão da Tribo de Judá "
João 3: 17 e “eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me
comprazo”.
Em Mateus, o evangelho do Rei, vê-se nos primeiros capítulos o Rei dos Judeus e por Fim o Rei soberano nos céus e na terra, enviando para exigir sua sujeição e homenagem.
Marcos Escreveu aos Romanos, um povo cujo ideal era o poder e o serviço, assim Marcos descreveu Cristo o Servo fiel.
O boi é o emblema do trabalho servil. Ele representava entre os antigos do oriente, o trabalho paciente e produtivo. A ênfase do livro se encontra num Cristo ativo, um Servo forte, mas humilde.
Em Marco, o evangelho do grande Servo de Deus, enfatizam-se os atos de Cristo, não as Suas palavras, Marcos conta a lida incansável do Servo de Jeová.
Lucas Escreveu a um povo culto, os Gregos, cujo objetivo era atingir a perfeição e assim chegar a ser deus, assim Lucas apresenta Cristo como o Filho do homem, perfeito em tudo e que chegou a ser Deus.
O homem é símbolo de inteligência, razão, emoção, vontade, conhecimento, amor.
Lucas 5: 24 ‘Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade
para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa”
Em Lucas, o evangelho do Filho do homem, mostra-se o coração de Jesus em uma série de manifestações de Sua compaixão, ternura e amor.
João João ao escrever tinha em mente a Igreja, pois já fazia muitos anos que Cristo tinha sido crucificado e as verdades do Evangelho estavam sendo esquecida, por isso João, vendo as necessidades dos cristãos de todas as nações apresenta as verdades mais profundas do Evangelho.
João 4: 42 “e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós
mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. ”
Em João, o evangelho do Filho de Deus, vê-se como Jesus assemelha-se à natureza da águia que voa e nos leva às alturas da Sua divindade eterna. É o livro que nos revela o mistério de Ele ser com o Pai.
1.1. Paralelo significativo
Ezequiel 1: 10 “E a forma dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita
todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; ”.
O Leão simboliza a soberania a força suprema, o homem a mais alta inteligência, o boi o serviço, a águia o celestial o divino.
Os quatro aspectos são necessários para transmitir toda a verdade. Como soberano Ele vem para reinar e governar. Como servo vem para servir e sofrer. Como Filho do Homem vem para participar e consolar. Como Filho de Deus vem para revelar e remir.
Maravilhosa fusão - soberania e humanidade; humildade e divindade.
1.2. Os sinóticos e João
Sinótico: Que tem forma de sinopse; resumido. Os evangelhos de Mateus, Marcos e
Lucas cobrem quase o mesmo terreno, apresentando apenas narrações dos fatos enquanto o registro de João, além de ter sido escrito mais tarde do que os demais, trata em sua maior parte da matéria não mencionada por eles.
O evangelho de João é obra de um teólogo, que apresenta Jesus como o Cristo, o Filho de Deus.
2. AS PRINCIPAIS DOUTRINAS
Estamos apresentando as Doutrinas fundamentais contidas no Novo Testamento, através de um simples esboço, o estudo mais profundo será apresentado quando da matéria específica.
2.1. Doutrina de Deus
João 7:16-17 – “Respondeu-lhes Jesus: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me
enviou. Se alguém quiser fazer a vontade de Deus, há de saber se a doutrina é dele, ou se eu falo por mim mesmo”.
A Existência de Deus A Natureza de Deus Os Atributos de Deus
2.2. Doutrina de Cristo
Mateus 1: 18 – “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe,
desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo”.
• Natureza de Cristo • Os Ofícios de Cristo • A Obra de Cristo
2.3. Doutrina do Espírito Santo
Romanos 8:11 – “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós,
aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”.
• A Natureza do Espírito Santo
• O Espírito Santo no Antigo Testamento • O Espírito Santo em Cristo
• O Espírito Santo no Cristão • Os Dons do Espírito
2.4. Doutrina dos Anjos
Hebreus 1:13-14 – “Mas a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha direita até que eu
ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação? ”.
• Sua Natureza • Sua Classificação • Seu caráter • Sua Obra
• Reino das trevas
2.5. Doutrina do Homem
Mateus 19:4 – “Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, ”
• A Origem do Homem • A Natureza do Homem
• A Imagem de Deus no Homem
2.6. Doutrina da Salvação
Romanos 3: 24 – “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há
em Cristo Jesus, ” • A Natureza da Salvação • Justificação • Regeneração • Santificação 2.7. Doutrina da Igreja
Atos 11:22 – “Chegou a notícia destas coisas aos ouvidos da igreja em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia; ”
• A Natureza da Igreja • A Fundação da Igreja • As Ordenanças da Igreja • A Organização da Igreja
2.8. Doutrina das Últimas Coisas
Mateus 24:3 – “E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo.”
• Sinais da Vinda de Jesus • Arrebatamento da Igreja • Tribunal de Cristo • Bodas do Cordeiro • Grande tribulação • Milênio
3. OS ENSINOS DE JESUS
Os ensinamentos de Jesus foram fundamentados nas Escrituras do Velho Testamento. Mateus 4: 10 – Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu
Deus adorarás, e só a ele servirás.
Os ensinos de Jesus Cristo revelam claramente que Ele era o Messias prometido. Seus ensinamentos eram inspirados por Deus por isso estão ainda hoje vivos em nossa memória.
Ele apresentava-se diante do povo, usava linguagem do povo. Ele usava as figuras conhecidas para ensinar as idéias corretas e desfazer as errôneas. O Centro dos ensinamentos de Jesus Cristo era a fé. A fé ensinada por Jesus, opera gloriosos resultados, vemos:
A Fé Opera Milagres Mateus 9:2 – E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a [fé], disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados.
A Fé Promove Santificação Atos 26:18 – “para lhes abrir os olhos a fim de que se convertam das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus, para que recebam remissão de pecados e herança entre aqueles que são santificados pela fé em mim.”
A Fé Revela as Qualidades Romanos 1:8 – “Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé.”
A Fé Garante Salvação Romanos 3:26 – “para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”
A fé é crer que Deus é fiel. Ela é a força que move a mão de Deus. A fé conduz o indivíduo em perfeita relação com Deus.
Jesus Cristo pregava o Evangelho do Reino, não um reino político ou material, mas um reino espiritual e futuro. Jesus enfatizava o aspecto escatológico. Nos seu ensinamento Jesus Cristo enfatizava que Sua morte e ressurreição era uma necessidade para salvação do ser humano. Por várias ocasiões Jesus Cristo ensinou esta Doutrina.
Lucas 19:10 – “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Marcos 10:33 – “dizendo: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será
entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios;”
João 11:25 – “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a [ressurreição] e a vida; quem crê em mim,
ainda que morra, viverá;”
João 12:47 – “E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo;
pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.”
Jesus ensinou que o homem na condição o seu destino é a perdição eterna. Mateus 16: 26.
4. TEOLOGIA DO APÓSTOLO JOÃO
João filho de Zebedeu e de Salomé, irmão menor de Tiago, foi um dos primeiros discípulos e ser escolhido pelo Senhor e o último a morrer, humilde e simples, conhecido com Apóstolo do Amor.
O centro, a base, o alicerce da teologia de João é a pessoa de Cristo. Ele introduz sua teologia apresentando três declarações que excedem o entendimento do ser humano.
João 1:1-2 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era
Deus. Ele estava no princípio com Deus.”
Este princípio é diferente de iniciar, começar, partida. Gênesis 1:1 – "No princípio criou
Deus os céus e a terra”.
Este princípio é indefinido. É um tempo quando por um ato soberano Deus criou o universo.
João guiado pelo Espírito Santo nos conduz para além das eternidades passadas. Esta teologia é chamada de Cristocêntrica, porque para o apóstolo, Cristo é tudo. Não é uma teologia
apenas da razão, é uma teologia do Espírito. A mensagem de João mostra que Deus pode ser conhecido em Jesus Cristo.
João 16: 13 – “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda
a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras.”
5. TEOLOGIA DO APÓSTOLO PEDRO
Pedro era um homem modesto, simples, pescador e observador, sincero e por natureza impulsivo, sempre falando, sempre ativo tomava a frente com facilidade, violento, instável etç...
Pedro dirigia-se aos cristãos dispersos pelas províncias da Ásia Menor, para confortar os que fieis que sofrem as perseguições em muitos lugares.
Lucas 22:31-33 – Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo;
mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.
Para edificação dos novos convertidos não somente dos judeus, mas, também, entre os gentios. Para alertar aos cristãos sobre a falsas doutrinas que iam entrado nas igrejas.
O Conceito de Pedro sobre a Pessoa de Cristo
I Pedro 1: 3 – “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a
sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,”
Jesus é apresentado por Pedro como o Salvador cuja obra redentora foi consumada no gólgota.
Jesus é considerado a Pedra Viva e Preciosa para os crentes, e pedra de tropeço para os incrédulos, conforme descrito no capítulo 2: 4 - 10 da primeira epístola de Pedro. Jesus é o exemplo que devemos seguí-lo.
Jesus é fiel para com os seus; Ele voltará para recompensar a seus servos, I Pedro 5: 1 - 11.
Muitos dos seus ensinos ele aprendeu diretamente de Jesus Cristo:
ENSINOS DE JESUS ENSINOS DE PEDRO
Mateus 13: 17 Pois, em verdade vos digo que
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.
I Pedro 1: 10 Desta salvação inquiririam e
indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada
João21: 15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos.
I Pedro 5: 2 Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade;
Lucas 22: 31 Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo;
I Pedro 5: 8 Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;
6. TEOLOGIA DO APÓSTOLO PAULO
Era da tribo de Benjamim, nativo da cidade de Tarso, tinha cidadania romana como direito de nascença, de família influencial, tinha herança judaica, grega e romana. Sua natureza era profundamente religiosa. Era homem educado em toda cultura secular.
No caminho de Damasco, numa intervenção divina, o Senhor se revela a ele. Assim passa a reconhecer que os cristãos a quem perseguia pertenciam ao Senhor Jesus Cristo. Houve uma transformação instantânea.
Efésios 2: 8 – Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom
de Deus;”
Romanos 3: 24 – “sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção
que há em Cristo Jesus,”
I Coríntios 15: 10 “Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo
não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo.”
Efésios 3: 8 – “A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar
aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo,”
Paulo apresenta a Graça como uma atitude de Deus para com o homem, Ef. 2:7; uma obra em seu favor, tito 2: 11; um Dom concedido ao homem, Ef. 4: 7.
Gálatas 5:16 – “Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da
carne.”
Paulo ao referir-se em " andai em espírito " que dizer que devemos usar nossas qualidades para inclinar-se à Deus. No cristão a vida espiritual é o domínio das inclinações da carne. É o viver consciente no Espírito.
Sua teologia enfatiza o homem em seu estado completo. Corpo, Alma e Espírito.
I Tessalonicenses 5: 23 – “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o
vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
II Pedro 2: 13 – “recebendo a paga da sua injustiça; pois que tais homens têm prazer em
deleites à luz do dia; nódoas são eles e máculas, deleitando-se em suas dissimulações, quando se banqueteiam convosco;”
II Coríntios 2:3 – “E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da
parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós.”
I Tessalonicenses 1:6 – “E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo
recebido a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo.”
Hebreus 4:12 – “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que
qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”
6.1. O Conceito de Paulo sobre o Pecado
Romanos 5:21 – “Para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também
viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. ”
O pecado é uma realidade e Paulo o apresenta como uma herança de Adão.
Romanos 5:12 – “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e
pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. ”
Adão fora criado para viver eternamente e continuaria nesta condição se não houvesse pecado. Toda a criação sofre por causa do pecado, este é universal e afeta toda natureza e não somente o homem.
Romanos 8:19-22 – “Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos
filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; ”
6.2. O Conceito de Paulo sobre a Pessoa de Cristo
Cristo foi o tema central da pregação de Paulo, a morte foi para que os nossos pecados fossem apagados e consequentemente as nossas almas resgatadas e alcançarmos a reconciliação com Deus.
No ensinamento de Paulo abrange também a vinda do Senhor. Ele destaca essa vinda em duas fases, para arrebatar a Igreja onde não será visto pelo mundo incrédulo e Jesus vindo em glória para implantar o milênio aqui na terra esta vinda será visível a todo olho:
Para arrebatar a Igreja. I Cor. 15: 50 - 52; I Tes. 4: 16 - 17 Para implantar o milênio. Mat. 24: 29 - 30, II Tes. 1: 7
6.3. O Conceito de Paulo sobre o Espírito Santo
A Ação do espírito Santo no ministério do apóstolo era real. Paulo nos orienta a termos uma vida totalmente voltada para a submissão ao Espírito Santo.
A santificação, o crescimento na graça são fruto do viver no Espírito. O Espírito Santo é Deus operando no aperfeiçoamento do Corpo de Cristo, a Igreja. A Igreja aparece como corpo onde Cristo é a cabeça.
7. TEOLOGIA NA EPÍSTOLA AOS HEBREUS
7.1. A Superioridade de Cristo
A fim de impedir seus leitores de retornarem ao judaísmo, o autor ressalta a superioridade de Cristo, especialmente em relação a várias características do judaísmo originadas do Antigo Testamento. O tema é a superioridade de Cristo, um tema reiterado por toda a obra, mediante exortações para que seus leitores não apostatassem da fé cristã.
Cristo é superior aos profetas do Antigo Testamento, o herdeiro do universo, o criador, o reflexo exato da natureza divina, o sustentador da vida, o purificador dos pecados, o Ser exaltado e, por conseguinte, a última e mais excelente palavra de Deus ao homem (vide 1:1-3a).
Cristo também é superior aos anjos, porque Cristo é o Filho divino e criador eterno, mas os anjos são apenas servos e seres criados (vide l:3b - 2:18). Era mister que Ele se tivesse tornado um ser humano a fim de estar qualificado como aquele que, por Sua morte, pudesse elevar o homem.
Cristo é superior a Arão e seus sucessores no ofício sumo sacerdotal. O autor da epístola aos Hebreus primeiramente destaca dois pontos de semelhança entre os sacerdotes arônicos e Jesus Cristo:
1. À semelhança de Arão, Cristo foi divinamente nomeado ao sumo
sacerdócio, e
2. ao compartilhar de nossa experiência humana, Cristo adquiriu por nós
uma simpatia pelo menos igual àquela de Arão.
Os itens frisados da superioridade de Cristo sobre Arão são:
1. Cristo se tornou sacerdote em virtude de um juramento divino, mas não assim com os aronitas,
2. Cristo é eterno, ao passo que os aronitas morriam e tinham de ser substituídos; 3. Cristo é impecável, ao passo que os aronitas não o eram;
4. As funções sacerdotais de Cristo envolvem as realidades celestiais, mas as dos aronitas dizem respeito somente a símbolos terrrenos;
5. Cristo ofereceu-se a Si mesmo voluntariamente como um sacrifício que jamais precisará ser repetido, ao passo que as repetitivas ofertas de animais desmascaram a sua ineficácia, pois animais inferiores não podem tirar os nossos pecados; e
6. O próprio Antigo Testamento, escrito durante o período do sacerdócio arônico, predizia que sobreviria uma nova aliança, que tornaria obsoleto ao antigo pacto, segundo o qual funcionava o sacerdócio arônico.
7.2. Exortações Finais
A epístola aos Hebreus, encoraja os seus leitores a uma contínua perseverança, citando, como exemplos, os heróis da fé do Antigo Testamento, e, finalmente, citando a pessoa de Jesus como o mais extraordinário exemplo de paciente perseverança sob os sofrimentos, após o que recebeu o seu galardão
Em conclusão, o escritor sagrado exorta os seus leitores ao amor mútuo, à hospitalidade (especialmente necessária naqueles dias, para os pregadores itinerantes), à simpatia, ao uso saudável e moral do sexo, dentro do matrimônio, evitar a avareza, à imitação dos líderes eclesiásticos, evitar os ensinamentos distorcidos, à aceitação conformada diante da perseguição, às ações de graças, à generosidade e à oração. Ler Hebreus 10:19 - 13.25.
8. TEOLOGIA DE TIAGO
Tiago, líder da Igreja de Jerusalém e irmão do Senhor Jesus Cristo e não o apóstolo. Embora não fosse crente em Jesus, durante o ministério público do Senhor. Tiago foi testemunha do Cristo ressurreto.
I Coríntios 15:5-7 – “que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais
de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos. ”
A epístola de Tiago é o livro prático do Novo Testamento, como Provérbios o é do Antigo. De fato, suas declarações francas e concisas de verdades morais têm semelhança notável com Provérbios.
Ela contém muito poucas instruções doutrinárias; o seu propósito principal é pôr em relevo o aspecto religioso da verdade.
Tiago escreveu a certa classe de judeus cristãos na qual se manifestava uma tendência de separar a fé das obras. Pretendiam ter a fé, mas existia entre eles impaciência sob provação, contendas, acepção de pessoas, difamações e mundanismo.
Tiago explica que uma fé que não produz santidade de vida é coisa morta. Salienta a necessidade de uma fé viva e eficaz para obter a perfeição cristã.
Não há qualquer conflito entre a Teologia de Paulo e a de Tiago. Paulo falo do aspecto espiritual e Tiago o prático. As obras para Tiago expressam a fé.
Efésios 2:8-9 – “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é
dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
Tiago 2:14,17 – “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver
obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.”
A epístola de Tiago encontrou algumas dificuldades para adquirir lugar no cânom do Novo Testamento. Vejamos:
1. A brevidade da epístola, sua natureza prática e não doutrinária. 2. Fato de Tiago não ser um dos Apóstolos.
3. A incerteza da identidade de Tiago.
4. A aparente contradição com a doutrina paulina da fé
9. TEOLOGIA NA EPÍSTOLO DE JUDAS
Judas se identifica como o irmão de Tiago. Dessa maneira, também era irmão de Jesus, mas, por modéstia, descreveu a si mesmo como um " servo de Jesus Cristo "
Judas tinha tencionado escrever um tratado doutrinário, mas a infiltração da Igreja por parte de falsos mestres o compelira a alterar a natureza de sua epístola para uma exortação em defesa da verdade do evangelho.
Enfatiza a fé e o Dom de Deus. O Espírito Santo como fonte de vida e poder para o crente, e uma vida de santidade como dever de cada filho de Deus; e Cristo como juiz.
Judas 6 aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia,
" Anjos que caíram " Quem são estes personagens? Os anjos que pecaram com Lúcifer. Estes encontraram-se em algemas eternas. O lugar preparado para o Diabo e seus anjos.
A carta foi escrita para exortar e animar os crentes a batalharem pela fé. Lembrando-lhes os castigos recebidos pelos ímpios no passado.
Os abusos no campo da fé serão castigados como ocorreu com os anjos que caíram. A santificação do crente é um dever.
10. TEOLOGIA NO APOCALIPSE
O Apocalipse é uma mensagem que alcança todos os tempos. Embora tenha uma mensagem para o presente, o seu alcance penetra até o estado eterno.
Os sete candeeiros são as sete igrejas locais, mas com características futuras simbolizam as Igrejas de todos os tempos. As sete estrelas são os sete anjos ou mensageiros destas igrejas.
No termino de cada mensagem as Igrejas há uma exortação da parte do Espírito Santo. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz as Igrejas.
10.1. A Pessoa de Cristo no Apocalipse
Jesus depois de consumar seu ministério terreno, apresenta-se nesta revelação como O Rei do Universo, Juiz que executará a sua missão neste mundo e no reino espiritual ma1dade. No reino das trevas de satanás.
A humanidade sem Cristo passará pelo vale escuro da tribulação. Os que lhe pertencem sairão redimidos e viverão na Pátria Celestial, com Cristo por toda a eternidade.
Jesus Cristo em sua revelação entre as Igrejas e o envio de mensagens a estas Igrejas, identifica - SE como o Príncipe dos reis da terra diante do qual todo joe1ho se dobrara. O Primogênito dos mortos, a Fiel Testemunha e Àquele que nos ama. Ele revela a grande tribulação que há de envo1ver a terra antes do Seu reino milenar.
Ele revela o estado eterno e a nova Jerusalém. Jesus é o Herdeiro do Trono conforme as Escrituras. A vitória mencionada é incontestável.
A Bíblia em seus primeiros capítulos fala-nos da criação do homem, da sua queda e do pecado. Enquanto O Criador anunciava os castigos que deviam envolver Satanás e o homem, prometeu um Redentor Vitorioso que restauraria todas as coisas. À trajetória do Apocalipse revela-nos a redenção e a glória dos remidos.
11. EVANGELHO DE MATEUS
Mesmo não sendo o primeiro livro a ser escrito, Mateus foi colocado logo no início do NT, encabeçando assim os demais livros. Lembrando que os livros da Bíblia não foram organizados segundo a respectiva cronologia, mas de acordo os assuntos. Por isso é que Mateus foi colocado nesta posição, exatamente pelo conteúdo abrangente. Desde o início, este evangelho foi muito usado na catequese* cristã. O seu conteúdo e a forma em que ele foi organizado, isto é, em tópicos, facilitava a instrução cristã. Além disso, ele fornece a ponte essencial entre o AT e NT, pois no seu primeiro versículo ele anuncia aquele evento tão esperado; evento este que fora objeto profetizado pelos profetas, a saber a vinda do Messias: "Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão". Através de várias citações do AT, Mateus vai documentando as evidências de que Jesus é verdadeiramente o Messias esperado. Ele possui as credenciais do Messias, prega a mensagem que somente o Messias poderia pregar, e prega com autoridade, faz milagres, dar a verdade da lei, tirando o espírito da letra, e finalmente morre a morte que somente o Messias poderia morrer.
I) Autoria. Como muitos livros do NT, este evangelho não indica quem o escreveu. Desde os
primórdios da igreja, a autoria desse evangelho foi atribuída a Mateus.
Mateus era um publicano a quem Marcos e Lucas denominaram-no de Levi. Publicano era uma denominação dada aos cobradores de impostos, que estavam a serviço de Roma. Não eram bem vistos pelos judeus (cf. Mt 5:46; 9:10;18:17; 21:31). Ele foi um dos doze, chamado para fazer parte do ministério de Jesus (cf. Mt 9:9-13; 10:3). Nada mais se sabe a respeito de Mateus, a não ser o seu nome e profissão. Depois da referência feita em – At. 1:13, ele desaparece da história.
* Catequese vem do grego katekhesis e significa instrução oral, doutrinação. E diz respeito ao ensino do evangelho
de Cristo. Mais tarde essa palavra foi usada exclusivamente pela igreja católica como forma de divulgar suas doutrinas que aparecem em forma de catecismo, um método de perguntas e respostas. O uso de catequese aqui nada tem a ver com a igreja católica.
Na qualidade de ex-cobrador de impostos, funcionário do governo, Mateus estava bem qualificado para produzir tal Evangelho. Certamente o seu conhecimento comercial de taquigrafia capacitou-o a registrar totalmente os discursos de Jesus. Dúvidas recentes são levantadas quanto a autoria atribuída a Mateus. Mas estas hipóteses não podem alterar o testemunho da Igreja primitiva, cujos escritores citaram este Evangelho com mais freqüência do que qualquer outro.
II) Data e local. Não se conhece a data exata em que foi escrito este Evangelho. Pode-se afirmar que provavelmente tenha sido escrito antes da primeira dispersão dos cristãos em Jerusalém, At. 8:4. Assim sendo, a data do Evangelho de Mateus deve ser anterior a 70 d.C.,
III) Destinatários. Mateus escreveu para os judeus. Este ponto de vista está confirmado pelas referências às profecias e pelas citações do Antigo Testamento. Procurou dar ênfase a missão de Cristo aos judeus (cf. Mt 10:5-6; 15:24). O objetivo do Evangelho de Mateus era convencer os judeus que Jesus era o Messias prometido.
IV) Tema e propósito. O tema do Evangelho é anunciado nas suas palavras de abertura – Mt. 1:1. A fraseologia faz lembrar as duas seções do livro de Gênesis, por meio da mesma expressão, “livro das gerações” ou “estas são as gerações de” Gn. 2:4; 5:1; 6:9. Cada ocorrência desta frase marca um estágio no desenvolvimento da promessa messiânica. Em relação ao propósito, podemos ver que:
a) Suas muitas citações extraídas do AT, devem ser tanto literárias quanto polêmicas – o autor indica que o cristianismo é uma graduação acima do judaísmo, mas não contradição com o mesmo. Isso significa que o autor sagrado aceitava a tese que a antiga e a nova dispensações se combinavam em Cristo e sua igreja, e que a igreja contém o melhor do judaísmo, elevado a um nível superior.
b) Jesus é o novo Moisés; e seus ensinamentos são a nova lei, conforme se torna evidente na secção dos capítulos 5-7. Assim como Moisés exigia o respeito do povo, por ter trazido uma revelação inédita, assim sucedeu no caso de Cristo, Mas a revelação trazida por Cristo é superior a de Moisés; pelo que sua autoridade é maior. Jesus Cristo é o Messias (cap. 1), é o Filho de Davi e é o Salvador. Ele é também o Rei legítimo.
d) Erguer uma nova autoridade, já que Jerusalém (e, portanto, o judaísmo), fora recentemente destruída.
e) O conteúdo do próprio evangelho mostra o intuito de fazer um apelo aos judeus e gentios igualmente, assegurando a ambos que Jesus é o Messias e Salvador. A genealogia e a referência frequentemente repetidas às leis e costumes judaicos serviam de apelo aos judeus. A referência ao ministério de Jesus fora dos territórios judaicos (4:15, 25), com a indicação que os judeus haviam repelido a ele mesmo e a sua doutrina, o que quer dizer que sua mensagem voltou par os gentios (8:11-12 e 21:43), além da grande comissão (28:19-20), enfatiza a universalidade do novo evangelho, apelando aos gentios.
f) Enfatizar as questões escatológicas, refletindo a crença dos cristãos primitivos de que o segundo advento de Cristo (a parousia) estava próximo, e que a grande tribulação rebentaria com o aparecimento do anticristo, o que seria uma realidade para breve (cap. 24).
g) O livro tenciona mostrar com que se parece o “ideal” reino dos céus”, e como Cristo deve ser o Rei daquele reino (caps. 1, 2, 5-7, 13 e 25).
h) Mostrar um Jesus poderosíssimo e operador de milagres.
VI) Chaves para Mateus
a) Palavras-chave: "Jesus, o Rei".
b) Versículos-chave: (16.16-19; 28.18-20).
c) Capítulo-chave: (12) - o capítulo 12 marca um momento decisivo no ministério de Jesus, quando os fariseus, líderes religiosos em Israel, rejeitam Jesus como o Messias, e não somente isso, mas o acusam de realizar milagres pelo poder de Satanás. A partir daí há uma imediata mudança no ministério de Jesus com o uso de parábolas em seus ensinos focalizando os seus discípulos e reiterando a sua morte na cruz.
VII) Esboço do conteúdo
A origem e a infância de Jesus o Messias (1.1-2.23). a) A genealogia do Messias (1.1-17).
c) A visita dos magos (2.1-12). d) A fuga para o Egito (2.13-15).
c) O massacre das crianças e o retorno a Nazaré (2.16-23). Início do ministério de Jesus ((3.1-4.25).
a) A pregação de João Batista e o batismo de Jesus (3.1-17). b) As tentações no deserto (4.1-11).
c) Início do ministério da Galiléia (4.12-25). A ética do Reino de Deus (5.1-7.29).
a) Características do discipulado cristão (5.1-16). b) Jesus e a Lei Mosaica (5.17-48).
c) A piedade dos filhos do Reino (6.1-18). d) Propósito único (6.19-34).
e) Julgamento e discriminação (7.1-6). f) Perseverança na oração (7.7-11).
g) A regra áurea: os dois caminhos; falsos profetas; os dois construtores (7.12-29). Jesus, o realizador de obras poderosas (8.1-9.34).
a) Jesus cura a lepra, a paralisia e a febre (8.1-22).
b) Domínio sobre a natureza; vencendo os demônios e perdoado pecados (8.23-9.8). c) Jesus é amigo de Publicanos e pecadores; a questão to jejum ; restaura vida, visão e fala (9.9-34).
Jesus e seus pregadores missionários (9.35-10.42). As prerrogativas de Jesus, o Messias (11.1-12.50).
a) Jesus e João Batista (11.1-19).
b) O lamento de Jesus pelas cidades impenitentes e o convite aos cansados (11.20-30). c) Colhendo espigas no sábado e a cura do homem da mão ressequida (12.1-21).
d) A controvérsia sobre Belzebu; o pedido de um sinal; a volta de um espírito imundo (12.22-45).
e) A nova família de Jesus (12.46-50). As sete parábolas sobre o Reino do céu 913.1-52).
A rejeição de Jesus em Nazaré e a morte de João Batista (13.53-14.12). Jesus se retira dos domínios de Herodes (14.13-17-27).
a) Alimentando a multidão e andando sobre o lago (14.13-36).
b) controvérsia sobre a pureza; a cura da filha de uma mulher cananéia (15.1-28). c) Retornando ao lago; a segunda multiplicação de pães (15.29-16.12).
d) A confissão de Pedro e o anúncio da paixão (16.13-28).
e) A transfiguração; a cura de um jovem epiléptico; o imposto do templo (17.1-27). A vida na comunidade messiânica (18.1-35).
A viagem para Jerusalém ((19.1-20.34).
a) A questão do divórcio; "deixai os pequeninos" (19.1-15). b) O jovem rico e a recompensa dos discípulos (19.16-30).
c) A parábola dos trabalhadores na vinha; o terceiro anuncio da paixão (20.1-19). d) O pedido dos filhos de Zebedeu e os sois cegos de Jericó (20.20-340).
O Messias desafia Jerusalém ((21.1-22.46).
a) A entrada triunfal; a purificação do templo; a morte da figueira (21.1-22). b) A autoridade de João e a de Jesus (21.23-32).
c) As parábolas dos lavradores maus e das bodas (21.33-22.1-14). e) Uma série de questões (22.15-46).
O Messias denuncia os escribas e fariseus ((23.1-39).
A profecias a respeito dos finais dos tempos e a segunda vinda do Messias (24.1-51).
Três parábolas de julgamento: As dez virgens; os talentos; as ovelhas e os cabritos (25.1-46). A narrativa da paixão (26.1-27.66).
a) A decisão do sinédrio; a unção em Betânia; a traição por Judas (26.1-16). b) A última Ceia e o Getsêmani (26.17-56).
c) O julgamento perante Caifás; as negações de Pedro (26.57-75). d) A morte de Judas; o julgamento perante Pilatos (27.1-31). e) A crucificação e o sepultamento de Jesus (27.32-66). A ressurreição de Jesus e suborno dos guardas (28.1-15). A Grande Comissão (28.16-20). (Tasker pp. 21-3)
VII) Incidentes peculiares do Evangelho.
• A vida de José – 1:20-24. • A visita dos magos – 2:1-2. • Fuga para o Egito – 2:13-15. • Matança dos inocentes – 2:16.
• O sonho da mulher de Pilatos – 27:19. • A morte de Judas – 27:3-10.
• A ressurreição dos santos e a crucificação – 27:52. • O suborno da guarda – 28:12-15.
a) A parábolas
• Parábola do joio – 13:24-30,36-43. • Parábola do tesouro escondido – 13:44. • Parábola da pérola – 13:45-46.
• Parábola da rede – 13:47.
• Parábola do servo incompassivo – 18:23-35. • Parábola dos trabalhadores da vinha – 20:1-16. • Parábola dos dois filhos – 21:28-32.
• Parábola do casamento do filho do rei – 22:1-13. • Parábola das dez virgens – 25:1-13.
• Parábola dos talentos – 25:14-30.
b) Só três milagres são peculiares a Mateus.
• Milagre da cura de dois cegos – 9:27-31.
• Milagre da libertação do mudo endemoniado – 9:32-33. • Milagre da moeda na boca do peixe – 17:24-27.
c) Mateus pode ser classificado como:
• O Evangelho do Discurso. - A pregação de João – 3:1-12. - Sermão da Montanha – 5:1 – 7:29. - A grande Comissão – 10:1-42; 28:18-20. - Parábolas – 13:1-52. - Significado do perdão – 18:1-35. - Denúncia e predição. • O Evangelho da Igreja.
Evangelho de Mateus é o único em que ocorre a palavra “igreja”, 16:18 e 18:17. Nestas duas passagens encontramos palavras de Cristo, mostrando que Ele tinha idéia definida da Igreja como instituição futura.
• O Evangelho do Rei.
Mateus não só dá ênfase a doutrina do Reino como também à realeza de Cristo, que é um assunto proeminente através de todo o Evangelho.
A entrada de Jesus em Jerusalém, acentua a Sua chegada como Rei – 21:5,7. No seu discurso escatológico – 25:31.
A inscrição da cruz colocada por Pilatos – 27:37.
d) A análise do Evangelho do ponto de vista do Reino. • Linhagem e nascimento – cap.1.
• Sua busca – 2:2. • Sua adoração – 2:11. • Seu anúncio – 3:1-12.
• Sua vitória espiritual m- 4:1-11.
• A chamada de seus seguidores – 4:18-22.
• Seu poder sobre as forças da natureza e sobre a doença – 14:14-36, 15:32-39. • Suas instruções acerca dos princípios do Reino – caps. 18-20.
• Suas profecias relacionadas com o futuro – caps. 24 e 25.
VIII) Os Cinco Grandes Discursos:
8.1 - Sermão da montanha – Jesus dá uma interpretação nova à lei. Aqui temos o novo Sinai (o monte), a nova lei e o novo Messias (Cristo). Esse grande discurso não é para nação de Israel, e nem meramente para o reino vindouro. É para nossa época; é o código de conduta do novo Israel, a Igreja.
8.2 – A obra e a conduta dos discípulos especiais é o tema do segundo grande discurso, (9:35 – 11:1). Aqui Jesus envia seus missionários com instruções para seu modo de vida e para conduta em sua missão.
8.3 – O Reino dos Céus (reino de Deus). Jesus apresenta certo número de parábolas a fim de ilustrar o conceito cristão do reino, corrigindo muitas noções falsas que tinham sido acrescidas ao redor dessa doutrina (cap. 13).
8.4 – 18:1 – 19:2 – esse é o texto infantil, que aplica os ensinamentos às crianças espirituais, usando o que é literal como lições objetivas. Esses são os pequenos do reino dos céus, os novos convertidos, a igreja cristã que milita em meio ao mundo hostil. Esta secção,
naturalmente, inclui a abordagem aos problemas eclesiásticos, mostrando quais devem ser as nossas atitudes básicas acerca de nossos irmãos na comunidade cristã.
8.5 – O quinto diz respeito à escatologia (Mt 24:1 – 26:2).
12. EVANGELHO DE MARCOS
Marcos, o mais breve e o mais simples dos quatro evangelhos, apresenta um relato conciso e de cenas rápidas da vida de Cristo. Com pequenos comentários, Marcos deixa a narrativa falar por si só, quando conta a conta a história do Servo que está constantemente em movimento, ao pregar, curar, ensinar e, por fim, morrer pelos pecadores. Seu ministério começou com as massas, logo restringindo-se aos doze discípulos, e por fim culminou na cruz. Ali o Servo que "não veio para ser servido, mas para servir" faz o supremo sacrifício de serviçal, dando "sua vida em resgate de muitos" (10.45). (Wilkinson p. 345)
I) Autoria. Embora o Evangelho que tem o seu nome não faça nenhuma menção a Marcos, temos evidências suficientes para identificarmos o mesmo. Todos os testemunhos disponíveis dos Pais da Igreja Primitiva citam Marcos, o auxiliar de Pedro, como sendo o escritor do livro. A tradição relacionada com a autoria de Marcos retrocede até Papias no fim do primeiro século ou no começo do segundo, e foi confirmada pelos escritos de homens como Irineu, Clemente de Alexandria, Orígenes e Jerônimo. Todos concordam que Marcos, o companheiro de Pedro era João Marcos de Atos 12:12, 25 e 15:37-39. As evidências do próprio Evangelho estão de acordo com o testemunho histórico da Igreja Primitiva.
Pouco se sabe a respeito de Marcos. Em nenhum lugar do Evangelho aparece o seu nome e há relativamente poucas referências que nos forneçam algumas sugestões.
A tradição identifica-o como João Marcos, membro duma família cristã de Jerusalém, o auxiliar e substituto de Paulo, de Barnabé e talvez de Pedro.
Marcos era filho de Maria – pessoa amiga dos apóstolos, conforme mencionada em Atos 12. A reunião de oração a favor da libertação de Pedro realizou-se em sua casa, e é possível que seu lar fosse o quartel general dos líderes cristãos de Jerusalém. A casa dela foi a primeira que Pedro procurou logo que se sentiu livre (At 12:12).
A família de Marcos – tinha abundância de bens, pois sua mãe era dona de casa e tinha escravos. Seu primo Barnabé era possuidor de bens (At. 4:37).
Foi levado ao ministério – por seu primo Barnabé, depois da visita a Jerusalém – At. 11:30, voltou a Antioquia levando consigo Marcos (At. 12:25). Quando Barnabé e Paulo foram na primeira viagem missionária, Marcos acompanhou-os – At. 13:5.
Marcos foi referenciado por Paulo – na Epístola aos Colossenses. Paulo recomendou-o a Igreja de Colossos. Paulo deu testemunho de Marcos (II Tm. 4:11).
É óbvio que o autor conhecia bem a Palestina e Jerusalém em particular. Ele fez referências geográficas que estão corretas nos mínimos detalhes (11:1), revelando seu conhecimento da área.
Marcos certamente conhecia o aramaico, a língua da Palestina, como indica o uso que faz dela, 5:41, 7:37, como também pela evidência da influência do aramaico no seu grego.
Tem-se observado que existe uma semelhança notável entre o esboço geral do Evangelho de Marcos e o sermão de Pedro em Cesareia (At 10:34-43), o que aponta para Pedro como a fonte principal do material que Marcos usou (I Pe. 5:13).
II) Data e local. Não existe nenhuma declaração explícita no Evangelho, nem no restante do NT, da qual possamos constatar uma data específica para a origem do livro. Ultimamente a maioria dos mestres colocam-na entre 55-65 d.C.
III) Destinatários. Provavelmente, quando Marcos escreveu o seu Evangelho, tinha em mente os cristãos gentios. Parece claro que não foi escrito aos judeus, pelo fato de ter poucas referências ao Antigo Testamento. A explicação de palavras e costumes judaicos indica que o autor tinha em mente os gentios (cf. 3:17, 5:41, 7:1-4, 11, 34).
IV) Tema e propósito. Enquanto Mateus se preocupa com o tema do Messias, Marcos preocupa-se com a atividade de Jesus como Filho de Deus, que é também – Servo de Deus. O livro não visa servir de propaganda, tendente a converter os não-cristãos ao cristianismo, mas foi escrito primariamente para aqueles que já professavam a fé cristã, firmados em uma fé que já estava alicerçada nas mesmas fontes de onde Marcos escolheu o seu material.
V) Chaves para Marcos
a). Palavras-chave: "Jesus, o Servo". b) Versículos-chave: (10.43-45; 8.34-37).
c) Capítulo-chave: (8) - o capítulo 8 de Marcos marca a mudança no ministério de Jesus. Começa com a revelação de Pedro: "Tu és o Cristo". Desse momento em diante, Jesus
enfatiza a sua morte na cruz do calvário. E os ensinos que seguem são de esclarecimento de sua obra e de fortalecimento para os discípulos, preparando-os para enfrentar essa situação. A partir daí o evangelho narra a proximidade de Jesus de Jerusalém, lugar em que o Servo de Deus daria a sua "vida em resgate de muitos".
VI) Esboço do conteúdo
a) A apresentação do Servo de Deus (1.1-2.12).
a) João Batista, o precursor do Servo de Deus (1.1-8). b) Batismo e tentação do Servo (1.9-13).
c) Sua missão: os primeiros discípulos; os primeiros milagres (1.14-2.12). b) Oposição ao Servo de Deus (2.13-3.35).
a) Controvérsias sobre a amizade de Jesus com pecadores: a vocação de Mateus; a parábola dos remendo e odres (2.13-22).
b) Sobre o trabalho e cura no sábado (2.23-3.12).
c) A seleção dos doze; a oposição dos amigos e a blasfêmia dos fariseus (3.13-35). c) As parábolas: dos solos, da lâmpada, germinação da semente e da semente de mostarda (4.1-34).
d) Os milagres: acalma a tempestade, a cura da mulher com o fluxo e da filha de Jairo (4.35-5.43).
e) Crescente oposição contra o Servo de Deus (6.1-8.26). a) Rejeição em Nazaré e o envio dos doze (6.1-13).
b) O assassinato de João Batista e o regresso dos doze (6.14-31).
c) Outros milagres: alimenta cinco mil, anda sobre as águas e cura em Genesaré (6.32-7.23).
d) Retirada para os gentios: a mulher Siro-fenícia é curada, cura do surdo e mudo e quatro mil são alimentados (7.24-8.9).
e) os fariseus buscam um sinal (8.10-26). f) A instrução ministrada pelo Servo (8.27-10.52).
a) A confissão de Pedro referente a Cristo (8.27-33). b) O preço do discipulado (8.34-39).
c) A transfiguração (9.1-13).
e) Jesus prediz a sua morte (9.30-32).
f) Jesus prepara os discípulos com várias instruções: acerca do inferno, matrimônio e divórcio, sobre a riqueza e a iminente crucificação (9.33-10.45).
g) Bartimeu, o cego, é curado (10.46-52).
h) A apresentação formal de Jesus em Jerusalém: a entrada triunfal, a purificação do templo (11.1-19).
i) Instrução sobre oração (11.20-26).
j) Oposição proveniente dos líderes: questão da autoridade; parábola do proprietário de uma vinha; questão sobre o imposto, a ressurreição, o maior mandamento (11.27-12.44). l) Instrução sobre o futuro: sobre a tribulação, a segunda vinda; a parábola da figueira, exortação à vigilância (13.1-37).
m) A paixão do Servo (14.1-15.47).
a) A trama dos líderes para matar Jesus; Maria unge Jesus (14.1-9). b) O plano de Judas para trair Jesus (14.10,11).
c) A celebração da páscoa e a instituição da Ceia do Senhor (14.12-25). d) Jesus prediz a negação de Pedro (14.26-31).
e) Jesus ora no Getsêmani (14.32-42). f) Judas trai Jesus (14.43-52).
g) O julgamento e a crucificação de Jesus (14.53-15.47). n) A ressurreição de Jesus (16.1-8).
o) As aparições de Jesus e sua ascensão (16.9-20).
VII) A estrutura do Evangelho.
O Evangelho – Logo às primeiras palavras, o livro declara o interesse atribuído ao evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus (1:1), denominado também, pouco adiante, “Evangelho de Deus” (1:14). Para Marcos, bem como para Paulo, esta palavra designa a “Boa Nova”, destinada a todos os homens e cuja aceitação define a fé cristã: por meio de Jesus, Deus realiza Suas promessas em favor deles. Por isso, o Evangelho deve ser proclamado a todas as nações (13:10; 14:9).
O esboço de Marcos é edificado sobre as constantes mudanças de localidades geográficas do Seu ministério.
O esboço também revela uma progressão de pensamento.
Veja como podemos classificar essa estrutura literária do Evangelho.
a) A primeira seção pode ser considerada uma introdução, 1:2-13 que trata da preparação de Jesus para o Seu ministério.
b) A segunda seção dá impressão inicial de ser simplesmente miscelânea de acontecimentos significativos, 1:14 – 5:43 tais como:
• O milagre do paralítico – 2:1-12. • O debate com os fariseus – 2:23-28. • A cura do homem da mão mirrada – 3:1-6.
• A autoridade de Jesus sobre os demônios – 3:11, 20-30; 5:1-20.
• A tempestade no lago da Galiléia revelou o seu poder sobre a natureza – 4:35-41. • A ressurreição da filha de Jairo – 5:21-24.
c) A terceira seção – 6:1 – 8:26. Continuam os ensinos e milagres de Jesus. Aqui Marcos revela a prontidão de Jesus em servir aos necessitados, Sua sabedoria em responder às perguntas, contrastam com a irrefletida ambição das multidões.
d) A quarta seção – 8:27 – 10:31 começa com a saída de Jesus para Cesaréia de Filipos, onde Jesus convidou os seus discípulos a fazer uma confissão pessoal Nele.
e) A quinta seção é uma referência sobre as conseqüências desta volta na vida de Jesus, apresentando a última viagem para a cruz – 10:32-40.
f) A última seção é a paixão – 14:1 – 15:47 o que não difere muito dos fatos relevantes mencionados nos outros Evangelhos.
VIII) Particularidades do Evangelho.
Marcos é um Evangelho de reações pessoais. Através de todas as suas páginas estão registradas as respostas dos auditórios de Jesus.
• Ficavam “admirados” – 1:27. • Criticavam – 2:7.
• Eram medrosos – 4:41. • Perplexos – 6:14. • Espantados – 7:37.
• Hostis – 14:1.
Embora ressalte o poder divino de Cristo, o autor com freqüência faz referência aos sentimentos humanos de Jesus.
• Sua decepção – 3:5. • Seu cansaço – 4:38. • Seu assombro – 6:6.
• Seus gemidos – 7:34, 8:12. • Seu afeto – 10:21.
Os dezenove milagres registrados em seu curto livro demonstram o poder sobrenatural do Senhor.
Oito milagres provam o poder de Jesus sobre as enfermidades – 1:31, 41, 2:3-12, 3:1-5, 5:25, 7:32, 8:23, 10:46.
Cinco milagres demonstram seu poder sobre os elementos da natureza – 4:39, 6:41,49, 8:8-9, 11:13-14.
Quatro milagres revelam a autoridade de Jesus sobre os demônios – 1:25, 5:1-13, 7:25-30, 9:26.
Dois milagres demonstram a vitória de Jesus sobre a morte – 5:42, 16:9.
Das setenta parábolas, Marcos narra apenas dezoito e algumas delas compreendem apenas uma frase cada.
13. O EVANGELHO DE LUCAS
O Evangelho de Lucas é a narrativa mais completa da vida de Jesus, que veio até nós proveniente da era apostólica. Foi propósito do autor, elaborar uma descrição completa do curso da vida do Senhor, desde o seu nascimento até a sua ascensão, e fez parte de um projeto maior – o livro de Atos, o qual prossegue com a história das atividades missionárias da Igreja até o estabelecimento da comunidade cristã em Roma.
I) Autoria: De acordo com o testemunho uniforme da Igreja, Lucas foi o autor do terceiro Evangelho. A íntima relação entre o Evangelho e o livro de Atos – mostra que as duas têm o mesmo autor, e sejam quais forem os elementos que o identifiquem uma obra dá testemunho da outra. Esta relação prova pelas evidências literárias que Lucas é o autor.
Nesta relação, observamos: a continuidade do estilo e dos ensinamentos sobre a pessoa de Cristo, a ênfase predominante sobre a obra do Espírito Santo, o interesse penetrante pelo ministério dos gentios, e a atenção constante que o escritor dedica aos acontecimentos históricos e contemporâneos.
Lucas era um médico gentio e companheiro do apóstolo Paulo. Provavelmente era de Antioquia onde se converteu, quinze anos aproximadamente depois do Pentecostes.
Tomou parte na segunda viagem missionária de Paulo, depois de se encontrar com ele em Trôade - At. 16:10. Foi pastor da Igreja em Filipos, enquanto Paulo prosseguia no seu ministério itinerante na Acaia e, depois duma visita a Antioquia, 18:22, na Ásia Menor – 19:1-41.
Na terceira viagem missionária, Lucas juntou-se a Paulo de novo, quando este passava por Filipos – 20:6.
O diário de Lucas constitui a melhor fonte de conhecimento das viagens missionárias de Paulo e deve ter sido colaborador muito íntimo do apóstolo. Tinha muitas amizades entre os líderes cristãos do primeiro século.
II) Data e local. Devido à conclusão abrupta do livro de Atos, parece que Lucas concluiu o mesmo no final dos dois anos da prisão de Paulo em Roma. Se o Evangelho foi escrito anteriormente, conforme indicado na introdução de Atos 1:1, deve ter sido composto, aproximadamente, antes de 62 d.C., quando terminou a prisão de Paulo.
É provável que Lucas tenha colhido o material para compor as suas obras, durante seus dez anos de serviço com Paulo.
A referência feita à tomada de Jerusalém (Lc. 21:20-24) tem sido interpretada que o Evangelho foi escrito depois deste acontecimento em 70 d.C.. Tal conclusão é inválida se considerarmos que o conteúdo do capítulo é uma profecia, e que Lucas está apenas registrando as palavras de Jesus sobre o futuro.
Não há nenhuma indicação do lugar de publicação. Uma tradição relaciona o Evangelho com a Grécia. Outra sugere que o lugar onde Lucas escreveu seja a Antioquia da Síria. Cesaréia parece ser o local mais adequado.
III) Destinatário. Lucas escreveu o seu Evangelho a Teófilo, provavelmente um gentio de alta posição. Teófilo era um cristão convertido, interessado em saber mais sobre a nova fé do que poderia obter da simples instrução de rotina. As duas obras de Lucas certamente tinham a finalidade de transformá-lo num crente maduro, conhecedor da revelação divina. IV) Tema e propósito. O conceito de Jesus como Filho do Homem enfatiza a sua humanidade e a sua compaixão sentida por todos os homens. O desenvolvimento deste conceito tem a sua raiz em Lucas 2:11, onde o menino Jesus é anunciado como “um Salvador, que é Cristo o Senhor”. O tema deste Evangelho é o “Filho do Homem perfeito que veio buscar e salvar o que se havia perdido” (19:10).
Lucas claramente expressa seu propósito no prólogo de seu Evangelho: “...escrever-te uma narração em ordem... para que conheças plenamen“...escrever-te a verdade das coisas em que foste instruído”. (1:1-4). Lucas queria criar uma narração acurada, cronológica e abrangente da vida singular de Jesus Cristo, com o fim de fortalecer a fé dos crentes gentios e estimular a fé salvífica entre os não crentes. Lucas poderia também ter tido um propósito secundário, ou seja, mostrar que o cristianismo não era uma seita politicamente subversiva. Ele registra o triplo conhecimento de Pilatos de que Cristo era inocente (23:4, 14, 22).
V) Chaves para Lucas
a) Palavras-chave: "Jesus, o Filho do Homem". b) Versículos-chave: (1.3-4; 19.10).
c) Capítulo-chave: (15). Neste capítulo, a graça de Deus é revelada por meio de três parábolas, a ovelha perdida, a dracma e a do filho pródigo. Todas elas enfatizam a festa no céu quando um pecador que estava perdido se arrepende.
VI) Esboço do conteúdo a) Introdução – 1:1:1-41. b) A Anunciação do Salvador.
a) Anunciação a Zacarias – 1:5-25; b) Anunciação a Maria – 1:26-56; c) Nascimento de João – 1:57-80;
d) Nascimento de Jesus – 2:1-20; e) Apresentação no Templo – 2:21-40; f) A visita a Jerusalém – 2:41-52. c) Aparecimento do Salvador.
a) A introdução de João Batista – 3:1-20; b) O batismo de Jesus – 3:21-22;
c) A genealogia – 3:23-38; d) A tentação – 4:1-13;
e) A entrada de Jesus na Galiléia – 4:14-15. d) O Ativo Ministério do Salvador.
a) A definição do Seu ministério = 4:16-44; b) As provas do Seu poder – 5:1 – 6:11; c) A escolha dos apóstolos – 6:12-19;
d) Um sumário dos Seus ensinamentos – 6:20-49; e) Um período difícil do Seu ministério – 7:1 – 9:17; f) O clímax do Seu ministério – 9:18-50.
e) O Caminho para a Cruz.
a) A perspectiva da cruz – 9:51-62; b) O ministério dos setenta – 10:1-24; c) Ensino público – 10:25 – 13:29;
d) O começo dos debates públicos – 13:22 – 16:31; e) Instruções aos discípulos – 17:1 – 18:30.
f) O Sofrimento do Salvador.
a) A ida a Jerusalém – 18:31 – 19:27; b) A entrada em Jerusalém – 19:28-44; c) O ensino em Jerusalém – 19:45 – 21:4; d) O discurso no Jardim das Oliveiras – 21:5-38; e) A última ceia – 21:1-38; f) A traição – 22:39-53; g) A prisão e o julgamento – 22:54 – 23:25; h) A crucificação – 23:26-49; i) O sepultamento – 23:50-56. g) A Ressurreição – 24:1-53. a) A sepultura vazia – 24:1-12;
b) A caminhada a Emaús – 24:13-35;
c) O aparecimento aos discípulos – 24:36-43; d) A última comissão – 24:44-49;
e) A ascensão – 24:50-53.
VII) Incidentes peculiares do Evangelho.
• As descrições do nascimento de João Batista – 1:5-25, 57-58. • O nascimento e infância de Jesus – 1:26-56 – 2:1-52.
• A genealogia – 3:23-38.
• A pregação em Nazaré – 4:16-30. • As ordens especiais a Pedro – 5:8-10.
• A história do encontro com Zaqueu – 19:1-10. • Jesus sendo escarnecido por Herodes – 23:8-12.
• O aparecimento de Jesus no caminho de Emaús – 24:13-35. Lucas descreveu dezenove parábolas:
Projeto: Complete o quadro.
REFERÊNCIA TÍTULO/PARÁBOLA 7:41-43 10:30-37 11:5-8 12:13-21 12:35-40 12:41-48 13:6-9 14:7-11 14:16-24 14:28-30 14:31-32 15:8-10 15:11-32
16:1-13 16:19-31 17:7-10 18:1-8 18:9-14 19:11-27
VIII) Particularidades de Evangelho.
Lucas – é o Evangelho da graça de Deus – 2:32, 3:6, 24:47.
Lucas – é o Evangelho do Filho do Homem. Ressalta a amável atitude de Cristo para com os pobres. • Os discípulos pobres – 6:20. • A mulher pecadora – 7:37. • Maria Madalena – 8:2. • Os samaritanos – 10:33. • Os publicanos e pecadores – 15:1. • Os mendigos abandonados – 16:20-21. • Os leprosos – 17:12.
• O ladrão da Cruz – 23:43, etc. Lucas – é o Evangelho da oração.
Contém três parábolas sobre a oração, que não se encontra nos outros Evangelhos. • O amigo à meia noite – 11:5-8.
• O justo juiz – 18:1-8.
• O fariseu e o publicano – 18:9-14. Contém orações de Cristo.
• No seu batismo – 3:21. • No deserto – 5:16.
• Antes de escolher os discípulos – 6:12. • Na transfiguração – 9:29.
• Por Pedro – 22:32.
• No jardim do Getsêmani – 22:44. • Na Cruz – 23:46.