Comportamento Organizacional
M.B.A.
Maria Eduarda Soares
Instituto Superior de Economia e Gestão
Tema 1 - Conceito e Âmbito do
Comportamento Organizacional
• Definição de comportamento organizacional.
• Objectivos e desafios do estudo do comportamento
organizacional.
• Níveis de análise do comportamento organizacional.
• Interesse do estudo do comportamento organizacional
Definição de
Comportamento Organizacional
• Comportamento organizacional é uma área de estudos
orientada para o desenvolvimento de uma melhor
compreensão do comportamento humano, utilizando
esse conhecimento no sentido de melhorar a satisfação e
a produtividade das pessoas em contexto organizacional
(Mitchell e Larson, 1987).
• Comportamento organizacional refere-se ao estudo
sistemático das acções e atitudes das pessoas nas
organizações (Robbins, 1997).
Principais valores do estudo do
Comportamento Organizacional
• Orientação Humanística.
• Orientação para a eficácia organizacional.
• Fundamentação em pesquisa empírica e utilização do
método científico.
• Ênfase em estabelecer relações de causa e efeito.
• Empenhamento no desenvolvimento e mudança.
Variáveis fundamentais em
comportamento organizacional
Desempenho
Objectivos do estudo do
Comportamento Organizacional
• Explicação – Identificar os motivos do comportamento
de um indivíduo ou grupo.
• Previsão – Identificar antecipadamente as consequências
de acções, políticas ou estratégias que se pretendem levar
a cabo.
• Intervenção – Identificar quais as medidas mais eficazes
para obter os comportamentos desejados.
Objectivos aplicados do estudo do
Comportamento Organizacional
• Melhorar a eficácia e eficiência organizacional.
• Melhorar o bem-estar social.
• Desenvolver as competências dos trabalhadores.
• Gerir a diversidade.
Desafios actuais para o
Comportamento Organizacional
• Contexto de globalização das empresas (ex.: força de
trabalho multicultural, negociações internacionais).
• Novos métodos de trabalho (ex.: tele-trabalho, postos de
trabalho flexíveis).
• Novas estruturas organizacionais (ex.:outsourcing,
organização virtual).
• Exigências crescentes de qualidade.
• Exigências crescentes de inovação e mudança.
Níveis de análise do
Comportamento Organizacional
Nível Social (ex: comunicação) Nível Individual (ex: atitudes) Nível OrganizacionalInteresse da perspectiva transcultural
Comparar o comportamento organizacional em diferentes
países e culturas permite:
• Conhecer os comportamentos, acções, políticas e
estratégias mais adequados e eficazes em cada cultura.
• Melhorar a interacção com trabalhadores, gestores,
clientes, fornecedores e parceiros oriundos de outros
países.
• Clarificar as relações causa e efeito detectadas em
estudos uni-culturais, pela verificação da sua validade
em diferentes condições culturais.
Tipos de estudos “culturais”
A
A
B
C
A
B
Estudos Culturais
Estudos Transculturais
(Comparativos ou Multiculturais)
Estudos Interculturais
Dimensões culturais com impacto no
Comportamento Organizacional
• Individualismo-Colectivismo
• Distância Hierárquica
• Controle da Incerteza
• Masculinidade - Feminilidade (Quantidade ou Qualidade)
• Orientação p/ Longo Prazo – Orientação p/ Curto Prazo
Individualismo-Colectivismo
(adaptado de Hofstede, 1991)
Colectivismo
• A identidade é baseada na rede social a que o indivíduo pertence. • O recrutamento e promoções têm
em conta o grupo a que a pessoa pertence.
• Os diplomas são vistos como dando acesso a grupos de status superior.
• Vida profissional e vida pessoal sem fronteiras bem definidas.
• O conflito é sempre negativo
• A confrontação pessoal deve ser evitada por boa educação.
• As boas relações prevalecem sobre
Individualismo
• A identidade é baseada no próprio indivíduo.
• O recrutamento é suposto ser baseado em competências e regras. • Os diplomas são vistos como
aumentando o valor económico da pessoa.
• Vida pessoal e vida profissional separadas.
• O conflito pode ser produtivo.
• Dizer o que se pensa é
considerado característica de honestidade.
Individualismo – Colectivismo
(Hofstede, 1991) 27 Portugal 33 71 França 10/11 35 Grécia 30 71 Suécia 10/11 46 Japão 22 74 Dinamarca 9 51 Espanha 20 75 Bélgica 8 63 Finlândia 17 76 Itália 7 67 Alemanha 15 80 Países Baixos 4 69 Noruega 13 89 Grã Bretanha 3 70 Irlanda 12 91 EUA 1 Score País Ranking Score País RankingDistância Hierárquica
(adaptado de Hofstede, 1991)
Fraca distância hierárquica
• Abordagem participativa por parte dos superiores.
• Subordinados consideram normal que os consultem.
• Símbolos de status, poder ou privilégios ausentes ou mal-vistos. • Informalidade (Nomes próprios). • Independência e iniciativa são
apreciadas.
• Descentralização é comum.
Forte distância hierárquica
• Abordagem directiva por parte dos superiores.
• Subordinados consideram normal que lhes digam o que devem fazer. • Símbolos de status, poder ou
privilégios são apreciados. • Formalidade (Títulos).
• Obediência e respeito são apreciados.
Distância Hierárquica
(Hofstede, 1991) 18 Dinamarca 51 40 EUA 38 28 Irlanda 49 50 Itália 34 31 Suécia 47/48 54 Japão 33 31 Noruega 47/48 57 Espanha 31 33 Finlândia 46 60 Grécia 27 35 Grã Bretanha 42/44 63 Portugal 24 35 Alemanha 42/44 65 Bélgica 20 38 Países Baixos 40 68 França 15 Score País Ranking Score País RankingControle da Incerteza
(adaptado de Hofstede, 1991)
Forte controle da incerteza
• As regras e procedimentos devem ser tão completas quanto possível. • Medo de situações ambíguas ou
pouco familiares.
• Elevados níveis de stress.
• Resistência a ideias novas e à inovação.
• O superior deve ter todas as respostas – tem de ser um especialista.
• A segurança é fonte de motivação.
Fraco controle da incerteza
• Não deve haver mais regras do que as estritamente necessárias. • Confortável em situações
ambíguas ou pouco familiares. • Baixos níveis de stress.
• Abertura a ideias novas e a novos desenvolvimentos.
• O superior pode dizer “não sei” – não precisa ser especialista da área.
• O desempenho e resultados obtidos são fonte de motivação.
Controle da Incerteza
(Hofstede, 1991) 23 Dinamarca 51 65 Alemanha 29 29 Suécia 49 75 Itália 23 35 Irlanda 47/48 86 Espanha 10/15 35 Grã Bretanha 47/48 86 França 10/15 46 EUA 43 92 Japão 7 50 Noruega 38 94 Bélgica 5 53 Países Baixos 35 104 Portugal 2 59 Finlândia 31 112 Grécia 1 Score País Ranking Score País RankingMasculinidade-Feminilidade
(adaptado de Hofstede, 1991)
Masculinidade
• Ênfase no dinheiro e posses materiais.
• Ser ambicioso e falar sobre os seus sucessos é considerado normal. • Competição e assertividade.
• Resolução de divergências pelo poder ou regra da maioria.
• Simpatia pelos fortes e os vencedores.
• “Vive para trabalhar”.
Feminilidade
• Ênfase nas pessoas e na qualidade de vida.
• Ser modesto é considerado correcto.
• Procura de cooperação e consenso. • Resolução de divergências pela
cedência mútua e negociação.
• Simpatia pelos fracos e
perdedores.