FEUP - ENGENHARIA CIVIL Exercício Complementar nº 2 TEORIA DAS ESTRUTURAS 1 Ano lectivo 2002/2003
Resolução / Critério de Avaliação
Figura 1 – A estrutura a calcular
a) Indica-se pelo menos uma razão pela qual a estrutura não pode ser considerada
como sistema base.
A. Não. Elemento CD é hipóstatico. B. Não. Corpo ABCD-CE é hiperstático.
C. Sim. D. Sim.
E. Não. Corpo ABCD-CF é hipóstatico (CIR em C).
F. Não. Não resiste a uma acção horizontal.
G. Sim.
H. Não. CD bem como ABCE-CF são hipóstaticos. I. Não. Corpo ABCD-CF e CE são hipóstaticos.
d
e
Nota sobre a Avaliação: Cada item avaliado ou está completamente certo ou está completamente errado. Apenas está certo se o resultado for idêntico ao da solução, ou se for rigorosamente demonstrado que a substituição dos valores de entrada correctos conduz exactamente aos resultados da solução. Consideram-se correctos os valores com um erro inferior a 2%.
9x2% ABC, CD e CE: E=20GPa I=0.005m4 α=10-5/oC BFE: E=200GPa A=0.20 m2 α=10-5/oC 10 kN/m 0.001m 3,00m + 10°C 4. 00 m 4. 00 m 3,00m 3,00m + 10°C + 20°C + 20°C + 20°C + 20°C A B C D E F roldana
Características das Barras Convenção usada para diagramas de esforços:
M - V + N + M + V - N - EI = 100000 kN/m2 EA = 80000 kN
b) Cálculo dos esforços para Xi=0.
Cálculo das reacções da estrutura.
kN V V ME = D⋅3−60⋅6=0⇒ D =120
∑
kN V V Fy =−120+60+ E =0⇒ E =60∑
Figura 2 – Solicitação Xi=0
Cálculo dos momentos M0
kNm MB =−10⋅32 /2=−45 kNm MmeioBC =−10⋅4.52/2=−101.25 kNm M MCB = CE =−10⋅62/2=−180 kNm M MAB = EC =0
Cálculo dos esforços axiais N0
kN
NCE =60⋅4/5=48
kN
NCD =−120
Cálculo dos esforços transversos V0
kN VCA =−10⋅6=−60 kN VCE =60⋅3/5=+36 10 kN/m 0.001m 3,00m 4. 00 m 4. 00 m 3,00m 3,00m t = 1 5°C A B C D E F roldana V =120kND V =60kNE 0 ∆t = -1 0° C ∆t = -10°C t = 15°C0 t = 2 0°C 0 ∆t = 0° C t = 1 0° C 0 ∆ t = 0° C t = 1 0° C 0 t = 2 0°C 0
-45 -101.25 -180 -180 M0 [kN] [kN]N0 -120 +4 8 0 V [kN] +3 6 -30 -60
Figura 3 – Esforços associados a Xi=0 c) Cálculo dos esforços quando a incógnita X1=1.
kN V V ME = D⋅3=0⇒ D =0
∑
kN V V Fy =0= E −8 73⇒ E =8 73=0.936329∑
kN H H Fx =0=− E +3 73⇒ E =3 73=0.351123∑
3/ 0 73 73 8/ 73 3/ 3/5 1 4/5 8/73 4/5 3/5 1 1 X1=1 Figura 4 – Solicitação X1=1Cálculo dos momentos M1
kNm MCB =0.8⋅3=2.4 kNm MCF =4⋅(35−3 73)=0.995506 kNm MCE =3⋅8 73−4⋅3 73=12 73=1.404494 kNm M M MBC = FC = EC =0
Cálculo dos esforços axiais N1
kN NBFE =1 kN NBC =−3/5=−0.6 kN NCF =−(4/5+8 73) =−1.736329 5x15/4%+0%+0%
kN NCE =−(4 5⋅8 73+3 5⋅3 73)=−0.959737 Cálculo dos esforços transversos N1
kN VBC =4 5=0.8 kN VCE =4 5⋅3 73−3/5⋅8 73 =−0.280899 kN VCF =3 73−3/5=−0.248877 1 M [kN] +2.4 +1.404494 +0.995506 N1 [kN] -0.6 -1.736 329 +1 +1 -0.959 737 1 V [kN] 0.8 -0.24887 7 -0.28089 9
Figura 5 – Esforços associados a X1=1
d) Cálculo dos esforços quando a incógnita X2=1.
kN V V ME = D⋅3−1=0⇒ D =13
∑
kN V V Fy =0= E −13⇒ E =13∑
1/3 1/3 1 =1 2 X Figura 6 – Solicitação X2=1Cálculo dos momentos M2
kNm
MEC =1
kNm
MCE =0
Cálculo dos esforços axiais N2
kN
NCD =−13
kN NCE =4/5⋅13=0.266667
Cálculo dos esforços transversos V2 kN VCE =35⋅13=15 2 [kN]M +1 [kN]N2 -1/ 3 +0.2 66 667 [kN]V2 +1/ 5
Figura 7 – Esforços associados a X1=1
e) Cálculo dos δ10, δ11 e δ12 aplicando o Teorema dos Trabalhos Virtuais.
Cálculo de δ10 L t N ds t N ds h t M L EA N N ds EI M M c a 0 1 0 1 1 0 1 0 1 10 α α α δ =
∫
+∑
+∫
∆ +∫
+∑
m ds EI M M1 0 5 5 10 3482 . 880 10 ) 404494 . 1 ) 180 ( 5 3 1 )) 25 . 101 ( 2 180 ( 4 . 2 3 6 1 ( ⋅ ⋅ ⋅ − + ⋅ − + ⋅ ⋅ − ⋅ ⋅ − =− ⋅ − =∫
m L EA N N 0 0 1∑
= m ds h t M ∆ =(2.4⋅3 2+1.404494⋅5 2)⋅(−10⋅10−5 0.5)=−142.2247⋅10−5∫
α m ds t N c 5 5 0 1 (( 3/5 3) 15 ( 0.959737 5) 15 ( 1.736329 4) 20) 10 237.8866 10 − − =− ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ − + ⋅ ⋅ − + ⋅ ⋅ − =∫
α m L t N c 5 5 5 0 1 1 20 5 10 1 20 73 10 270.8801 10 − − − + ⋅ ⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =∑
α m 5 5 10 ( 880.3482 142.2247 237.8866 270.8801) 10 989.5794 10 − − =− ⋅ ⋅ + − − − = δ Cálculo de δ11∫
+∑
= c a L EA N N ds EI M M1 1 1 1 11 δ(
)
m ds EI M M c 5 5 1 1 =1/3⋅2.4⋅2.4⋅3+1.404494⋅1.404494⋅5+0.995506⋅0.995506⋅4 ⋅10− =10.3690⋅10−∫
m L EA N N a 5 1 1 =(1⋅1⋅5+1⋅1⋅ 73)/80000=16.9300⋅10−∑
m 5 5 11 (10.3690 16.9300) 10 27.2990 10 − − = ⋅ ⋅ + = δ Cálculo de δ12∫
+∑
= c a L EA N N ds EI M M1 2 1 2 12 δ 5x4/5%+5x5/5%+0% 5% 4%5 5 2 1 =1/6⋅5⋅1.404494⋅1⋅10− =1.1704⋅10−
∫
c ds EI M M m 0 2 1 =∑
a L EA N N m 5 5 12 (1.1704 0) 10 1.1704 10 − − = ⋅ ⋅ + = δ mf) Cálculo dos δ20, δ21 e δ22 aplicando o Teorema dos Trabalhos Virtuais.
Cálculo de δ20 L t N ds t N ds h t M L EA N N ds EI M M c a 0 2 0 2 2 0 2 0 2 20 1/3 0.001 α α α δ − ⋅ =
∫
+∑
+∫
∆ +∫
+∑
5 5 0 2 =(16⋅1⋅5⋅(−180))⋅10− =−150.0000⋅10−∫
ds EI M M rad 0 0 2∑
L= EA N N rad 5 5 2 0.5 50.0000 10 10 ) 10 ( 1 5 2 1⋅ ⋅ ⋅ − ⋅ − =− ⋅ − = ∆∫
ds h t M α rad 5 5 0 2 4 10 0.266667 5 15) 10 6.6666 10 3 1 (− ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ⋅ − = ⋅ − =∫
c ds t N α rad 0 0 2∑
= c L t N α rad 5 5 20 ) 10 160.000 10 3 100 6667 . 6 0000 . 50 0000 . 150 (− − + + ⋅ − =− ⋅ − = δ rad Cálculo de δ21 12 21 δ δ = Cálculo de δ22∫
+∑
= c a L EA N N ds EI M M2 2 2 2 22 δ 5 5 2 2 =1/3⋅5⋅1⋅1⋅10− =1.6667⋅10−∫
c ds EI M M rad 0 2 2 =∑
a L EA N N rad 5 5 12 =(1.6667+0)⋅10− =1.6667⋅10− δ rad g) Equação resolvente 2 12 1 11 10 0=δ +δ X +δ X 2 22 1 21 20 0=δ +δ X +δ X 2 1 1.1704 2990 . 27 5794 . 989 0=− + X + X 2 1 1.6667 1704 . 1 000 . 160 0=− + X + X kN X1 =33.131 kNm X =72.732{
{
{
3% 5% 3% 2%h) Cálculo dos esforços MM, NN e VV da estrutura, por utilização do princípio da sobreposição dos
efeitos.
Cálculo dos momentos MM
kNm MCB =−180+2.4⋅33.131=−100.486 kNm MCF =0.995506⋅33.131=32.982 kNm MCE =−180+1.404494⋅33.131=−133.468 Cálculo dos esforços axiais NN
kN NBC =−3/5⋅33.131=−19.879 kN NCD =−120−1/3⋅72.732=−144.244 kN NCF =−1.736329⋅33.131=−57.526 kN NCE =48−0.959737⋅33.131+0.266667⋅72.732=35.598 Cálculo dos esforços transversos VV
kN VBC =−30+4/5⋅33.131=−3.495 kNm VCF =−0.248877⋅33.131=−8.246 kN VCE =36−0.280899⋅33.131+1/5⋅72.732=41.240 [kN] M +72.732 -133.468 +3 2.9 82 -45 -100.486 [kN]N +35.598 -144 .244 -57. 52 6 +3 3.131 +33. 131 -19.879 [kN]V -30 -33.495 -3.495 -8 .2 46 +41 .240
Figura 8 – Esforços finais i) Cálculo da variação de comprimento do cabo
m L t A E L N l (33.131/80000 20 10 5) (5 73) 0.00832 0 = + ⋅ ⋅ + = + ⋅ ⋅ = ∆ α −
j) Cálculo da rotação e deslocamento horizontal do nó C.
Cálculo da translação horizontal de C
Aplicando o teorema dos trabalhos virtuais, usando como estrutura em equilibrio a que corresponde o sistema base D da alínea a) solicitada por uma carga unitária na direcção direita/esquerda aplicada em C e a deformada virtual a verdadeira deformada da estrutura vem:
ds t N ds h t M ds EI M M ca c C H
∫
∫
+∫
∆ ⋅ + ⋅ = ⋅1 α α 0 δ 5x3/5%+5x3/5%+5x3/5% 5%m ds EI M M C 5 5 39.9867 10 10 5 ) 468 . 133 632 . 72 2 ( ) 4 ( 6 / 1 ⋅ − ⋅ ⋅ − ⋅ ⋅ − =− ⋅ − = ⋅
∫
m ds h t M c 5 5 200 10 10 2 5 ) 4 ( 5 . 0 ) 10 (− ⋅ − ⋅ ⋅ − = ⋅ − = ∆ ⋅∫
α m ds t N ca 5 5 0 0.6 5 15 10 45 10 − − = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =∫
α m H ( 39.9867 200 45) 10 0.00205 5 = ⋅ + + − = − δ 1 1 4 [kN]M -4 [kN]N +0.6Figura 9 – Solicitação unitária e respectivos esforços para o cálculo
do deslocamento horizontal de C Cálculo da rotação de C
Aplicando o teorema dos trabalhos virtuais, usando como estrutura em equilibrio a que corresponde o sistema base D da alínea a) solicitada por um momento unitário no sentido directo no ponto C e a deformada virtual a verdadeira deformada da estrutura vem:
1 1 [kN] M -1 [kN] N 0 0 0 0
Figura 10 – Solicitação unitária e respectivos esforços para o cálculo da rotação do ponto C
ds t N ds h t M ds EI M M ca c C C