Entrevista
Tomiko Born:
uma vida para seu tempo
Por Beltrina Côrte Fotos: Alessandra Anselmi
entrevista com Tomiko Born aconteceu em duas etapas. Primeiramente foi fotografada quando esteve em São Paulo para o seminário “As ILPIs no cenário dos cuidados de longa duração à pessoa idosa”, na Câmara Municipal no dia 17 de agosto deste ano. Na segunda etapa, houve a entrevista propriamente dita. Foram-lhe enviadas algumas questões para responder tranquilamente. E tranquilamente mesmo, pois Tomiko mora na cidade de Caldas, bem mais calma do que a vizinha (e calma) Poços de Caldas, em Minas. Tomiko costuma vir a São Paulo frequentemente, mas as visitas são sempre ligeiras, carregadas de compromissos. Encontrar um tempo para uma entrevista é muito raro. Conheça um pouco mais quem é Tomiko Born e entenda por que é tão importante na história da Gerontologia brasileira.
Portal - Você poderia contar como foi sua infância, as vivências com irmãos, pais, e o casamento.
Tomiko - Nasci no dia 26 de maio de 1932, a penúltima de uma família de sete (três mulheres e quatro homens). Um dos meus irmãos morreu quando ele tinha 21 anos, num acidente numa lagoa, no bairro de Jabaquara. Isso foi em
A
1944, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses, assim como os alemães e italianos, sofreram represálias, por serem considerados do Eixo. O filme “Corações Sujos”, que ainda não pude ver, retrata essa situação. Nós morávamos na Liberdade, na rua Conselheiro Furtado, perto da praça João Mendes, e juntamente com outras famílias japonesas recebemos ordem para mudar daquele bairro num prazo de sete a dez dias, pois a Polícia Política considerava que a concentração de japoneses oferecia riscos para a segurança nacional. Foi uma época muito difícil para a minha família, pois o meu irmão mais velho fora diagnosticado com tuberculose e, por orientação do nosso médico, Kentaro Takaoka, ele foi tratado em casa com alimentação reforçada e repouso. Em 1943, eu havia concluído o primário no Grupo Escolar Campos Sales, e por ordem do meu pai, interrompi os estudos durante dois anos, para ajudar a minha mãe nos cuidados com o meu irmão, até a minha irmã mais velha concluir seus estudos no curso secundário, e me substituir nessa tarefa. Obedeci sem retrucar, pois prevalecia na minha família a rígida educação japonesa. Como a minha família pertencia a uma igreja protestante muito conservadora, fundada por missionários norte-americanos no Japão, a rigidez da educação japonesa era reforçada
pelo conservadorismo religioso, como concluí anos depois. Para uma menina de 11 anos, ficar afastada da escola era ficar privada da amizade de colegas da sua idade. Em 1972, quando trabalhava no Rio de Janeiro, conheci Hans Born, com quem me casei, e logo mudamos para São Paulo, pois ele fora transferido para a matriz do serviço dele, em São Paulo, e eu havia perdido meu emprego, por causa de questões políticas (vivíamos em plena ditadura).
Portal - E os estudos, como foram? Como foi a escolha pelo Serviço Social? E como foi parar em Nova York?
Tomiko - Meus estudos foram, em grande parte, em escolas públicas. Iniciei o ginásio no colégio Estadual Padre Anchieta (no Brás), mas concluí no Colégio Estadual Presidente Roosevelt (no Parque D. Pedro, conhecido como Ginásio do Estado). No último ano do ginásio, minha admiração por uma orientadora educacional, de quem havia recebido muita assistência emocional, me fez pensar em seguir uma carreira semelhante à dela. Naquela época, eram realizados testes vocacionais, que fiz na Colmeia, e por orientação de quem aplicou os testes decidi estudar Serviço Social, uma profissão ainda pouco conhecida. Ao invés de fazer o colégio, entrei no curso Normal no Instituto de Educação Caetano de Campos (Escola Normal da Praça). Cursando Serviço Social na Escola de Serviço Social, que funcionava na rua Sabará, em Higienópolis, descobri a origem do Serviço Social nos Estados Unidos e pensei em fazer pós-graduação na New York School of Social Work (hoje denominada Columbia University School of Social Work). Graças à ajuda de um pastor japonês que estava visitando igrejas japonesas no Brasil, a serviço do Conselho Mundial de Igrejas, entrei em contato com a Universidade de
Columbia, para solicitar uma bolsa de estudos, a qual me foi concedida por um ano. No segundo ano, somente consegui bolsa para as mensalidades e tive de trabalhar durante as férias, e em trabalhos temporários. Naquela época, telefonemas eram caros e não havia internet, de modo que comunicação com a família era por meio de cartas. Pensar em visitar a família nas férias estava fora de cogitação. Aliás, não me lembro de nenhum colega estrangeiro que tenha voltado ao seu país nas férias.
Portal - Como foi seu percurso no envelhecimento?
Tomiko - Quem diria que as aulas que tive em Nova York com o professor Herman Stein, em 1957/58, na disciplina Aspectos Socioculturais do Serviço Social, me inspirariam tanto, décadas depois. Eu o menciono várias vezes. Não planejei entrar no campo de Gerontologia. Foi o acaso. Comecei a trabalhar como assistente social na Assistência Social Dom José Gaspar, mantenedora do Jardim de Repouso São Francisco (em Guarulhos), fundada em 1958, para abrigar imigrantes japoneses envelhecidos e sem suporte familiar. Trabalhei nessa entidade de 1978 a 1991 e acompanhei as mudanças que se operavam nos idosos residentes e no perfil dos idosos que solicitavam internação. Se no início a internação era motivada principalmente pela perda da capacidade de trabalho de imigrantes por causa do envelhecimento, aos poucos novas solicitações começaram a ser justificadas pelas dificuldades de as famílias continuarem a cuidar de idosos com perda de independência e autonomia, em decorrência de enfermidades crônico-degenerativas. Por meio da JICA, Agência de Cooperação Internacional do Japão, passei 40 dias no Japão, onde tive conhecimento do envelhecimento naquele país e de seus programas de atenção à população idosa. Fui professora no curso de Gerontologia Social do Instituto Sedes Sapientiae, primeiro curso de Gerontologia do Brasil, com o privilégio de conviver com pioneiras da área, como Rachel Vieira da Cunha e Miriam Vilarinho, e trabalhar alguns anos com Elvira da Conceição Abreu e Mello Wagner. Participei ativamente na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção São Paulo. Ali organizamos um colóquio de profissionais que trabalhavam ou haviam trabalhado em instituições de longa permanência para idosos (ILPI), dando início à Comissão de Assessoria a Instituições. Nessa ocasião, em contato com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do Governo do Estado de São Paulo, elaboramos um vídeo, “Viver e Ser Cuidado em Instituição Asilar”, seguindo-se ao mesmo a publicação do Manual para Cuidadores de Idosos em Instituições, com o mesmo título. Posteriormente, fui convidada para coordenar o Fórum de Instituições, que se realizava nos pré-congressos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Portal - Essa experiência contribuiu para uma autoavaliação do envelhecimento?
Tomiko - Esta pergunta me faz lembrar um curso intensivo de Gerontologia que organizei com Elvira Wagner. No momento da avaliação, uma aluna comentou que o curso lhe proporcionara oportunidades para refletir sobre todo
o ciclo vital. Nessa perspectiva, aprendi que para envelhecer bem é preciso viver bem, ou como diz o título de um livro que tenho há muitos anos, “Envelhecer é viver”.
Portal - Você participou da Caravana aos asilos em outubro de 2001. De lá para cá, o que avançou? Houve alguma mudança no cenário?
Tomiko - A Caravana iniciou-se em São Paulo e a acompanhei em algumas visitas a ILPIs, com o promotor de Justiça, João Estevão. Eu me lembro muito bem de uma instituição que funcionava em más condições. O promotor comentou que deveria ser interditada, mas não o fazia, pois não tinha para onde encaminhar os idosos. Não tenho informações atualizadas sobre as ILPIs de São Paulo, mas, segundo algumas informações que tenho recebido, hoje, com o aumento da expectativa de vida, as ILPIs enfrentam problemas mais complexos, que exigem funcionários capacitados e em maior número, adequação ambiental e equipamentos adequados. A discussão que acreditava superada, se ILPI é equipamento social ou
médico, se mantém. Venho defendendo que deve ser gerontogeriátrico, isto é, instituições que se orientem por princípios da Gerontologia, e proporcionem assistência médica geriátrica. Após ter-me mudado para Minas, visitei algumas ILPIs, que me deixaram muito preocupada. Cheguei a escrever um texto, “Instituição asilar, antecâmara da morte?”. É incrível, mas não tenho mais esse texto. Ele andou circulando por internet e a promotora de Justiça de Belo Horizonte tomou providências enérgicas para a situação descrita ser alterada. Concluí que muitas ILPIs são um tipo de “Quarto de despejo”, para onde são encaminhadas todas as pessoas que necessitam de abrigo, independentemente da idade, excetuando-se as crianças.
Portal - Que condições considera indispensáveis para a implantação de uma Política Nacional de ILPI efetiva no Brasil? A que se deve a ausência?
Tomiko - Hoje eu me junto a Ana Amélia Camarano para defender a necessidade de uma Política Nacional de Cuidados de Longo Prazo, que inclua ILPI. Na realidade, há muito tempo estamos afirmando a necessidade de um programa global, que inclua centros de convivência, centros-dia, internação de longa permanência, internação de curta permanência, assistência domiciliar e outros, mas, necessitamos mais de uma Política. Continuamos a esperar que a família cuide dos idosos, sem perguntar que família?
Portal - Como se tornou referência nacional em Instituição de Longa Permanência para idosos? Esse termo - correspondendo a Long Term Care
Institution, Instituição de Cuidados de Longo Prazo - foi introduzido no Brasil por você, não?
Tomiko - Como mencionei no início da entrevista, trabalhei muitos anos numa ILPI para idosos japoneses e seus descendentes. Custei muito para superar a minha visão de instituição total, influenciada pela leitura de Erving Goffman: “Manicômios, prisões e conventos”. Creio que muitos outros que se dedicam a estudos ou práticas gerontológicas foram influenciados pelos estudos do Goffman ou pelo movimento antimanicomial, e foram contra ILPI, mas diante dos novos desafios do envelhecimento, assumiram outra posição. Há dois ou três anos, num seminário organizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o geriatra carioca Renato Veras deu um depoimento nesse sentido. Sem dúvida, as mudanças na estrutura da família e o aumento da longevidade criaram novos desafios que não podíamos imaginar nos anos 70. O termo Instituição de Longa Permanência para Idosos foi proposto por mim, no Fórum Nacional de Instituições, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Foi, basicamente, resultado da leitura de três livros – “Geriatria fundamental” (Brocklehurst, J. C. E Hanley, T); “Psicoterapia geriátrica” (Brink, T. L); “Long-Term Care: principles, programs and policies” (Kane, Rosalie A e Robert L.), e o estágio no Japão, para transmitir um novo modelo de atendimento institucional ao idoso. No entanto, todo modelo é provisório. Temos de estar prontos para novas discussões e elaboração de novos programas, como é o Group Home, para o qual ainda não tenho a tradução adequada, e é uma moradia para idosos dementados, na qual os/as residentes participam intensamente em algumas atividades domésticas, com a ajuda de cuidadores.
Portal - Diante do aumento da expectativa de vida, aumento de idosos com mais de 80, aumento de idosos dependentes e com alta dependência, o que pode ser feito?
Tomiko - Além de implantar uma política de cuidados de longo prazo, deveríamos investir mais em educação para a saúde, cuidados preventivos e promocionais para toda a população, mas com ênfase especial nos homens e mulheres da meia-idade. Deveríamos ressaltar e difundir o conceito de envelhecimento ativo sobre o qual se tem produzido muitos textos valiosos. Um dos mais instigantes de que tenho conhecimento é da Maria de Lourdes Quaresma, Questões do envelhecimento nas sociedades contemporâneas (Revista Kairós, v. 11- n.2)
Portal – “Quem vai cuidar de mim quando eu ficar velha?” Foi o título de um artigo seu publicado na revista Kairós, e dez anos depois na revista Portal de Divulgação, e com grande acesso. Já tem a resposta?
Tomiko - Infelizmente, ainda não tenho resposta. Por enquanto, apesar de velha, vou me cuidando, zelando pela minha saúde por meio de alimentos saudáveis que eu mesma cozinho, comendo muita salada que vem da horta doméstica, sem agrotóxicos, cultivada pelo meu marido. É possível que no futuro opte por ingressar numa ILPI ou residência protegida, não elimino essa possibilidade.
Portal - Como vê o nosso futuro? Como estarão e serão nossos velhos?
Tomiko - Creio que as gerações atuais têm grandes possibilidades de envelhecer bem, se as nossas lutas por políticas públicas forem bem-sucedidas e se houver empenho dos indivíduos por um envelhecimento saudável. Mas vejo com grande preocupação a corrida insana de parte de homens e mulheres, por mais posse, mais títulos, mais, mais, mais.
Portal - Você se aposentou quando? Como foi se aposentar?
Tomiko - Eu me aposentei em setembro de 1991, pelo INSS, mas continuei a trabalhar algum tempo mais. Como me mantive ocupada, participando de reuniões, dando cursos para cuidadores, escrevendo, a aposentadoria apenas significou ter mais flexibilidade no meu tempo. Com o tempo, perda da capacidade aquisitiva. Pensei que teria mais tempo para dedicar-me a leituras e ao lazer, mas ainda tenho muitas obrigações. Faço parte do coral Canto da Terra e sinto-me muito feliz. Participo no grupo de bordado, que se reúne uma vez por semana. Meus bordados são muito simples, mas o trabalho manual é uma ótima terapia, e presentear minhas amigas com um pano de cozinha feito por mim me proporciona uma grande alegria.
Portal - Como foi o impacto que sentiu na transferência de São Paulo para Caldas? Por que Caldas?
Tomiko - Foi um ato de loucura. Acho que me faltam alguns parafusos... Sair de uma cidade como São Paulo, onde há estímulos culturais, boa assistência médica, amigos e minha família, e mudar-me para Caldas, uma pequena cidade de 13 mil habitantes - “perdida no tempo” -, como observava, preocupado, o meu padrinho de casamento, Jether Pereira Ramalho. Hoje,
quando vou a São Paulo, penso que é uma loucura morar na megalópole com o crescente aumento da violência, congestionamento e poluição. Em Caldas havia a presença do Rubem Alves e nosso sonho de realizar atividades conjuntas em prol daquele município. Já conhecíamos Caldas há alguns anos, desde que aqui estivemos pela primeira vez, convidados por Rubem, para passar o São Silvestre, preparando sukiyaki, um prato japonês, cozido num fogareiro, sobre a mesa. Já conhecíamos algumas pessoas e uma palestra que eu ouvi, em dezembro de 2001, do Ladislau Dowbor (descrita no livro “O mosaico partido”), no qual ele relata o papel exercido pelo seu pai num pequeno município do Maranhão. Fora um homem conservador, mas a sua vida com populações pobres provocou nele uma mudança radical. Ouvindo essa palestra, no auditório do SESC Paulista, pensei cá comigo: quem sabe, Hans e eu poderíamos ser úteis em Caldas? No meu caso, não posso dizer que era uma mulher conservadora, desde que havia rompido com muitos padrões da família tradicional e da igreja fundamentalista e passara a sonhar com uma sociedade mais justa e humana.
Portal - Fale de sua amizade com Rubem Alves.
Tomiko - Conheço o Rubem Alves há muitos anos, em reuniões ecumênicas, nos quais eu o via como pessoa de pensamento extremamente criativo, um revolucionário nos meios cristãos. Durante uma dessas reuniões, quando lhe contei que havia me casado, ele me disse em inglês: “you were re-born” (você renasceu), fazendo um trocadilho com o sobrenome “Born” que havia adotado. Nossa amizade vem aumentando com o tempo. É uma amizade que é partilhada pelo meu marido. Quando os vejo conversando sobre teologia ou filosofia, penso que são dois irmãos. Nos últimos anos acompanhei de perto os sofrimentos emocionais que o levaram a deixar de frequentar Caldas, assim como seus problemas de saúde, e suas dificuldades para lidar com as perdas funcionais que acompanham seu envelhecer. Exulto com o reconhecimento dos seus textos no Brasil e no exterior. Recentemente recebeu importante prêmio, nos Estados Unidos, pelo seu livro “Transparências da eternidade”, traduzido por Jovelino Ramos, pastor carioca que teve de se exilar durante os anos de ditadura, e Joan, sua esposa americana.
Portal - De aposentada a empreendedora social? Como foi a criação da ONG Oportunidade? E do Barracão de Artes e Criatividade?
Tomiko - É um exagero denominar-me empreendedora social. Faço algumas coisas em Caldas para dar um sentido à minha vida. Em 2004, um ano após nos mudarmos para Caldas, criamos a “Oportunidade”, associação de apoio a iniciativas emancipatórias em Caldas, apoiando uma sugestão do Daniel Tygel, um físico jovem, muito inteligente, que conhecemos aqui. Ao invés de continuar a carreira acadêmica, fazendo doutorado, como queria o seu orientador de mestrado na Unicamp, ele vivia aqui, fiel à sua opção por uma vida simples, difundindo e apoiando os princípios da Economia Solidária e participando de movimentos ambientalistas. Trabalhei vários anos nessa associação, mas no começo deste ano decidi pedir demissão do cargo de coordenadora-geral que havia assumido, pois estava cansada e sentia ter dado a minha dose de contribuição à entidade. Como integrante da Oportunidade, participei intensamente em várias atividades de defesa do meio ambiente, organização de cursos, saraus, além de tarefas da coordenadoria. Compramos um barracão centenário ao lado da nossa casa, houve uma reforma completa, que incluiu troca do telhado, construção de cozinha, sanitários e mezanino. Resolvemos chamá-lo de Barracão de Artes e Criatividade, pois a nossa intenção era servir para cursos e oficinas, exposições, encontros. Atualmente há nele o ensaio do coral Canto da Terra, aulas de dança circular e o encontro do grupo de bordados. Recentemente abrigou uma apresentação de música lírica por Vivace, escola de música de Poços de Caldas.
Portal - O que tem a dizer sobre a responsabilidade das pessoas de mais idade com relação às gerações futuras?
Tomiko - Provavelmente, o desafio da generatividade, de que fala Eric Ericson, está presente, naturalmente, na vida das pessoas velhas que têm filhos e netos. No nosso caso, na própria motivação ao nos mudarmos para cá, havia o desafio da generatividade. Basicamente, vejo duas responsabilidades: como cidadãs sênior, participar de movimentos políticos para criar uma sociedade mais justa e humana, e como moradores do planeta Terra preservar o meio ambiente.
Portal - Quantos títulos já recebeu? O último foi de cidadã caldense, em 2009?
Tomiko - Tenho algumas placas guardadas na minha estante de livros, mas o mais importante foi a manifestação de carinho e amizade que recebi de amigas e amigos e de minha família quando completei 80 anos.
Portal - Conte-nos sobre seus projetos.
Tomiko - São bem modestos. A curtíssimo prazo, fazer geleia de pitanga preta com as frutas do nosso quintal. Em médio prazo, escrever com várias amigas um livro sobre Instituições de Longa Permanência para Idosos.
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Beltrina Côrte - Jornalista, com doutorado e pos.doc em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), docente do Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia da PUC-SP e editora de conteúdo do Portal do Envelhecimento, membro fundador e associada ativa do Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE). E-mail: [email protected]
Alessandra Anselmi - Profissional de Comunicação e Marketing formada em
Relações Públicas pela Metodista em 1996 e em Marketing e Vendas pela Anhembi Morumbi em 2012. Mais de dez anos de experiência em Comunicação, Marketing e Eventos, atuando com locução e fotografia.
Atualmente trabalha como repórter-fotográfica para o Portal do
Envelhecimento, responsável pela Comunicação e Marketing da ONG OLHE -
Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento. E-mail: