CENTRO
SÓCIO-ECONÔMICO
DEPARTAMENTO
DE
CIÊNCIAS
DA
ADMINISTRAÇÃO
CULTURA
ORGANIZACIONAL
E
RESISTÊNCIA
A
MUDANÇAS
TRABALHO
DE
CONCLUSÃO
DE ESTÁGIO
Adriana
de
FariaSodré
Rosa
CENTRO
SÓCIO-ECONÔMICO
DEPARTAMENTO
DE
CIÊNCIAS
DA
ADMINISTRAÇÃO
CULTURA
ORGANIZACIONAL
E
RESISTÊNCIA
A
MUDANÇAS
TRABALHO
DE
CONCLUSÃO
DE ESTÁGIO
Adriana
de
FariaSodré
Rosa
Orientadora
Eloise
Helena
Livramento
DellagneloÀ
memória
de
minha
queridamãe,
Ivonilze e demeu
carinhoso irmão, CarlosAndré
A
Deus
por terme
dado
saúde para realizar maisum
desafioem
minha
vida.Ao meu
amor
Camilo
pela paciência, carinho e incentivo queme
dedicou nesse período.Aos meus
irmãos,Anna
Paola, José Henrique e Karla quemesmo
longe, são tãoimportantes
na
minha
formação pessoal e profissional.À
professora e orientadora Eloise por ter acreditadoem
mim,
depositando confiança,incentivo e atenção.
Aos
estagiários e funcionários dos Correios,em
especialdo
Gabinete eda
Ascom
peloconvívio e a
amizade
cultivados durante 0 período de estágio.Aos meus
amigos
e amigas, pelosmomentos
de descontração compartilhados.A
todosque
dealguma forma
contribuíram para a realização deste trabalho, muitoobrigada.
determina
quem
somos
eo que
estamosnos
tornando,mas
a
maneira
com
que
respondemos ao
desafio.Somos
combatentes, idealistas,mas
plenamente
conscientes,porque
o
terconsciência
não
nos
obrigaa
ter teoria sobreas coisas: só nos obriga
a sermos
conscientes.Problemas
para
vencer, liberdadepara
provar. E,enquanto
acreditarmosno
nossosonho,
nada
épor
acaso”.LISTA
DE TABELAS
... ..RESUMO
... . . 1INTRODUÇÃO
... .. 2OBJETIVOS
... .. 2.1 Geral ... .. 2.2 Específicos ... .. 2.3 Justificativa ... ._ 3FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICÃ
... ._ 3.1 Cultura Organizacional ... .. 3.2Mudança
Organizacional ... .. 4PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
... .. 4.1 Desenho de Pesquisa ... .. 4.2 População ou universo ... .. 4.3 Coleta de dados ... .. 4.4 Análise de dados ... ..5
APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS
... ..5.1 Histórico
ECT
... ..5.1.1 Perfil
ECT
... _.5.1.2 Perfil da
DR/SC
... ..5.2
Mudança
Organizacional ... ..5.2.1
Mudanças
a partir de 1995 ... ..5.3 Valores nas mudanças ... ..
5.4 Análise das entrevistas ... ..
...n
ó
CONCLUSÃO
... ..7
BIBLIOGRAFLA
... ..TABELA
01-
Unidades de atendimento daDR/SC
... ..TABELA
02-
Frota própria de veículos ... _.TABELA
03-
Linhas de superfície ... ._O
presente trabalho apresentaum
diagnósticoda
cultura organizacional eda
resistência a
mudanças na Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos-
Diretoria Regionalde Santa Catarina. Para tal, foi necessário identificar as
mudanças
organizacionais ocorridasa partir de 1995, identificar os valores subjacentes às
mudanças
introduzidasna
empresa,diagnosticar a cultura organizacional existente e por
fim,
verificar se a cultura observadaem
seus colaboradores atuoucomo
fonte de resistênciaou
de aceitação àsmudanças
implementadas
na
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos;O
projeto viabilizou-se, atravésda
metodologia de investigação teórica eprática.
Os
procedimentos metodológicos adotados nessa pesquisaforam
qualitativos.O
problema
de pesquisa foi definidocomo
um
estudo de caso descritivo.Os
dadosforam
coletados por observação participativa, entrevista semi-estruturada e consulta a
documentos
OI'gaI1lZ21Cl0l'1a1S.
Após
esse estudo, pode-se perceber que os processos demudança
resultamda
interpretação dos colaboradores
da
organização analisada e da influência dos ambientesinterno e
extemo
em
que estão inseridos.E
que as reações manifestadas frente ao processo,podem
ser de aceitaçãoou
de resistência de acordocom
os interesses e os valores de seusOs
primeiros estudiosos da Administração concentravam sua atenção principalmenteem
questões relativas a estrutura formalda
organização: a divisão detrabalho, os processos funcionais, a estrutura e o controle gerencial.
Mais
tarde, os aspectoscomportamentais
começaram
a setomar
muito importantesno
estudo deuma
organização.A
idéia de grupo, a liderança informal, as redes de comunicação, a resistência àsmudanças
e a visão
da empresa
como
sistema aberto que interagecom
omeio
ambientecomeçaram
a ser analisadas e estudadas.Hoje sabemos que
o ambiente afeta a organização, acarretandomudanças
nosmais
diversos níveis de atividades, principalmentena
atuação de seus colaboradoresno
alcance de suas metas. Isso tende a provocar
mudanças na
estrutura organizacional paraatingir os objetivos planejados e tal
mudança
parecetambém
estar relacionada aos valores ecostumes presentes
em
cada pessoa quecompõe
a organização.Para
Souza
(1978, p.36), “Cultura organizacional é o conjunto defenômenos
resultantes
da
açãohumana,
visualizada dentro das fronteiras deum
sistema”.Fatores
como
a política administrativa, os costumes sociais, os estilos degerência, os tabus, tradições, padrões de conduta esperada
fazem
parteda
cultura e,portanto,
regem
a vida organizacional.Y
Com
base nesses pressupostos, pretende-se neste trabalho analisar a culturaorganizacional
da
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos e verificar sua relaçãocom
as
mudanças
estruturais ocorridas a partir de 1995,como
a informatização e a implantaçãoda
qualidade total.Assim
faremosum
estudo analisando o seguinteproblema
de pesquisa:"A cultura organizacional atuou de
forma
a facilitarou
a dificultar aimplementação
de2.1 Objetivo
Geral
Identificar se a cultura organizacional atuou de
forma
a facilitarou
a dificultar asmudanças
estruturais implementadasna
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos apartir de 1995.
2.2 Objetivos Específicos
0 Identificar as
mudanças
organizacionais ocorridas a partir de 1995na
Empresa
Brasileirade Correios e Telégrafos;
0 Identificar os valores subjacentes às
mudanças
introduzidasna
empresa;0 Diagnosticar a cultura organizacional existente
na
DR/SC;
0 Verificar se a cultura observada
em
seus colaboradores atuoucomo
forma
de resistênciaou
de aceitação àsmudanças
implementadasna Empresa
Brasileira de Correios eTelégrafos;
2.3 Justificativa
A
evolução das empresas e asmudanças
resultantes deuma
conscientização,superada,
buscando
entãouma
nova
imagem
quemelhor
se adapte ànova
realidade e àsnovas necessidades
do
mercado.A
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos éuma
organização pública deadministração direta que presta serviços de correios convencionais e avançados, transporte
de
encomendas
e atendimentos especiais. Criadaem
1969, revolucionou o setor postal nacional.Trinta anos
mais
tarde, configura-secomo
uma
das maiores empresasdo
setorpúblico brasileiro, pois, constitui-se
com
patrimônio100%
daUnião
e se encontra àsvésperas de
uma
reforma proposta pelo anteprojeto da Lei Geraldo
Sistema Nacional deCorreios.
Essa reforma propõe
mudanças
profundasno
sistema postal brasileiro,dando
aos Correios liberdade para disputar
mercados
com
novas organizações.Além
disso,estarão abertos a parcerias
com
a livre iniciativa para explorar negócios específicos.Ganhará
competitividade e concorrência de acordocom
a qualidade exigida pelo mercado. Diante de tão intensasmudanças
aEmpresa
Brasileira de Correios e Telégrafos-
ECT,
sentiu a necessidade demodificações
constantes e enérgicas para continuar atuandono
mercado de
acordocom
sua missão.Para tanto, desde 1995 a
empresa
vem
trabalhandonum
processo de implementação demudanças
estruturaisem
todos os seus setores, relacionadas às suasmetas e estratégias de ação, variação
no
estilo gerencial emodificação
dos processos detrabalho.
Não
se sabe, entretanto, qual a congruência entre asmudanças
e a culturaexistente
na
organização. Acredita-se quedependendo da
cultura o processo demudança
pode
apresentarmaior
ou
menor
resistência por parte dos funcionáriosda
empresa.Portanto, este estudo será realizado
com
o intuito de averiguar deque forma
acultura organizacional
da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos influenciou aimplantação das necessárias mudanças, de
forma
a facilitar acompreensão
dos processos vivenciados pela organização.Além
disso, o projeto justifica-se, pela necessidade de se desenvolveruma
formação
acadêmica, observando de queforma
os conceitos e técnicas contidasna
literatura de administração são usados, e observando a compatibilidade
da
teoriacom
aprática nas empresas. Constatar as oportunidades, usar as técnicas absorvidas, saber gerir
recursos, qualificar o ser
humano
e fazeruma
gestão eficiente de todos os processosorganizacionais
fazem
parte deuma
formação acadêmica competitiva, flexível e de3.1
Cultura
OrganizacionalOs
estudos organizacionais, detempos
em
tempos, sepreocupam mais
com
determinado tema, colocando-o
como
sendo mais abrangente e referencial obrigatório paratodas as demais análises.
A
partirda
década de 80, otema
Cultura Organizacionaltomou-se
centro dasanálises e discussões entre os estudiosos organizacionais. Hoje, este
tema
está intimamenteligado à Teoria das Organizações, às análises administrativas e ao cotidiano das empresas.
A
cultura expressa-se deforma
volúvel,sempre
parcial e sutil, impossibilitandouma
análise matemáticaou
pragmática.A
cultura organizacional éum
conjunto derepresentações imaginárias sociais, construídas e reconstruídas nas relações cotidianas dentro da organização (Freitas, 1991), que são expressas
em
termos de valores, normas, significados e interpretações, colocando a organizaçãocomo
a fonte de identidade ede
reconhecimento para seusmembros.
A
formaçãoda
cultura organizacional baseia-se, então, nas diferentesinterpretações
que
os indivíduosfazem
sobre a realidadena
qual estão inseridos, de acordocom
valoresque
compartilham entre si.As
diversas interpretaçõespodem
acarretarconcepções diferentes e originar o aparecimento de subculturas.
A
cultura organizacional é aforma
expressiva deum
projeto, deuma
missão, deuma
mudança.
Ela expressaum
visão da organização euma
visãodo
mundo
existenteou
futuro.
É
a culturaque
comunica
quais são os comportamentos, as prioridades e as açõesque
darão sustentação às mudanças. Ela infonna os valores que sãoou não
compatíveiscom
asmudanças
eque
crençasdevem
osmembros
da organização se apegarem.melhor
adaptação dos colaboradores. É, ainda, ela que cria a idéia de comunidade, deorgulho, de grupo.
A
cultura organizacional enquantoda
ordem
do
simbólico, darepresentação,
da
construção de imagens e significados, atua diretamenteno
imaginário dosindivíduos; à
medida que
ela sugereum
mundo
euma
missão grandiosa, ela faz amudança,
apassagem
entre omodelo
anterior de gestão (fundado sobre a obediência) eum
modelo
fundado
na
adesão ena
conquistado
amor
(Freitas, 1991).Segundo
Oliveira (citado por Almeida, 1996), cultura organizacional é o conjunto de valores e crenças vigentesna
organização e oscomportamentos
individuais e coletivos decorrentes.Elementos
da
Cultura
\
Destacar e conceituar os elementos que constituem a cultura organizacional,
nos ajuda a entender
melhor
aforma
como
funcionam e asmudanças que provocam.
Serãodestacados os elementos mais freqüentemente citados pela literatura.
Valores
Segundo Deal
&
Kemiedy
(citados por Freitas, 1991, p. 14),“Valores são as crenças e os conceitos básicos
numa
organização. Elesfonnam
o coração
da
cultura,definem
o sucessoem
tennos concretos para osempregados
e estabelecem os padrõesque
devem
ser alcançadosna
organização.
Os
valores representam a essênciada filosofia
para atingimentodo
sucesso, pois eles fornecem
um
senso de direçãocomum
para todos osempregados
eum
guia para ocomportamento
diário.”Os
valoresbem
definidos pela organização são compartilhados por todos seusmembros.
Os
valores dosempregados
devem
ser compatíveiscom
os valoresda
organizaçãona
qual está inserido.Só
assim ele se sentirá parte importante dela e terá15
Uma
pesquisa realizada por Posner,Kouzes
e Shimidt (citados por Freitas,1991) mostra
que
os valores pessoais estão ligados diretamente aos valores organizacionais.A
partir dessa pesquisa foi possível chegar às seguintes conclusões:Os
valores compartilhados estão relacionadoscom
os sentimentos de sucessopessoal,
com
ocomprometimento
organizacional,com
a autoconfiançano
entendimentopessoal e valores organizacionais,
como
comportamento
ético,com
sentimentos de stresspessoal e profissional e
com
os objetivos organizacionais.Os
valores deuma
organizaçãotêm
papel muito importante ao longodo
tempo.Não devem
mudar
sempre
para que nãopercam
a confiabilidade das pessoas.Os
valoresdevem
se adaptar às mudanças, expansões e crescimento da empresa.Crenças
As
organizaçõespossuem
uma
visãodo
mundo,
tal visão passa a serconsiderada
como
correta e válidaquando
elasconseguem
resolver seus problemascom
sucesso. Tais visões se transformam então
em
crenças e pressupostos. Geralmente essascrenças se
formam
a respeito decomo
se relacionarcom
o ambiente ecomo
administrar asquestões internas à organização.
Ritos, Rituais e
Cerimônias
Deal
&
Kennedy
(citados por Freitas, 1991)vêem
nos ritos, rituais e cerimôniasum
papel muito importanteem
tomar
expressiva a cultura, àmedida que
comunicam
claramente de
que
maneira as pessoasdevem
se comportarna
organização e quais são ospadrões de decoro aceitáveis;
chamam
a atenção para a maneiracomo
os procedimentossão executados; estabelecem a maneira
como
as pessoaspodem
divertir-se;exercem
uma
influência visível e penetrante; apresentam
o
lado criativo da cultura,que
libera tensões eencoraja inovações,
aproximando
as pessoas, reduzindo os conflitos, criando novas visões epor trás de cada ritual está
um
mito que simboliza a crença central da corporação;exibem
efornecem
experiências a serem lembradas pelos empregados.É
importante observar que tais rituaispodem
ser alterados a partir deum
novo
planejamento, desenvolvendo assimuma
nova
visãodo
futuro.Tabus
Para Freitas (1991), os tabus
têm
um
papel de orientar o comportamento,demarcando
áreas de proibição.É
tudo aquilo que não funciona, que considera aspectos discriminatóriosna
organização.Comunicação
A
comunicação
é parte fundamental parauma
administração de qualquer organizaçãobem
sucedida.É
inerente a ela.A
organização é feita de pessoas, as pessoascomunicam,
interagem, trocammensagens
e idéias.Nessa
interação social, as culturas sãocriadas, sustentadas, transmitidas e alteradas.
Existe
também
um
processo não verbal decomunicação
taiscomo
ambientefísico, a maneira
como
as pessoas se vestem, decoração, refeitórios e estacionamentos.A
cultura
da
organizaçao é manifestada através dacomunicação
de seusmembros.
I
Identificação
da
culturaA
cultura por si só é bastante diversificada e complexa.Existem
váriosconceitos e fonnas distintas de entender a cultura. Por isso toma-se diñcil decifrar a cultura
Na
verdade, a identificação da cultura depende decomo
o pesquisadordefine
cultura e de
como
ela se fonna. Deal&
Kennedy
(citados por Freitas, 1991)sugerem
doistipos de análises. Aspectos
que
podem
ser vistos de fora e as questões intemasda
organização.
Dentro
da
primeira análise pode-se estudar o ambiente ñsico, ler oque
acompanhia
fala de sua própria cultura, testarcomo
acompanhia cumprimenta
estranhos à organização, entrevista pessoas e observarcomo
elasusam
seu tempo.Na
segunda análise é sugerido entender o sistema de progressão de carreiras,quanto
tempo
as pessoasficam
num
cargo, prestar atenção ao conteúdo dos discursos ememorandos
eem
particular às anedotas e estórias.Níveis
da
culturaf\
De
acordocom
Scheín (citado por Freitas, 1991, p.8)“a
cultura organizacionalpode
ser divididaem
três níveis:o Artefatos e criações,
que
são a tecnologia, a arte e osmodelos
decomportamento
visíveis e audíveis,
embora
visíveis, esses elementos freqüentementenão
sãodecifrados;
ø Valores,
em
alto grau conscientes ;o Pressupostos básicos sobre relacionamento
com
o ambiente, naturezada
realidade,tempo
e espaço, naturezada
naturezahumana,
natureza das atividadeshumanas,
natureza dos relacionamentos humanos.”-
Papéis
da
Cultura
OrganizacionalA
culturadesempenha
importantes papéisna
organização.Segundo
Leitãopessoas,
em
toda a sua estrutura hierárquica,conduz
osempregados
aum
sentimento deidentidade, ajuda a gerar compromissos, por parte dos empregados, e ajuda a estabilidade
da
corporaçãocomo
um
sistema social.ç/
3.2
Mudança
OrganizacionalA
grande turbulênciaque
se verifica, cada vez mais,no
ambiente externo, asempresas
têm
sido a principal responsável pela adoção dos conceitos estratégicos nessas organizaçoes.Tais
mudanças
extemas, constantes e de grande amplitude,acabam
exigindoque
aempresa
se envolvaem
processos internos demudança.
Essasmudanças
intemas poderão exigirmudanças
organizacionais e/ou culturais.Dessa
forma, o entendimento das questões relacionadascom
processos demudança
é de grande importância para a implantação e o desenvolvimentoda
Administraçãoem uma
empresa.Os
processos demudança
se referem àsmudanças
estratégias, isto é, aosprocessos pelos quais a organização está passando ao adotar novas estratégias para se
antecipar
ou
se adaptar àsmudanças do
ambiente extemo.Podemos também
nos referir ao processo específicoda
mudança
culturalenvolvida
na
adoção denovos
valores gerenciais. Essamudança
cultural,embora
interligada
com
amudança
estratégica,tem
suas características próprias.Normalmente,
todo processo de
mudança
tem
embutidauma
mudança
cultural,em
menor
ou maior
grau, eque deve
ser levadaem
consideraçãoquando
se trata de gerenciar processo demudança
.Para Torquato (1991), a reorganização dos sistemas empresarias se aplica às
enxugamento
das áreas, departamentos e setores.Não
se trata apenas de cortar,mas
sim
deagrupar
em
blocos organizacionais, dando-lhes maior fluidez e operacionalidade.A
consequënciada
mudança
estrutural se darámais
nos processos, afinal decontas a burocracia
ou
multiplicação das fases, processos de operaçao das atividadesaumentam
a cargado
poder dos chefes. Reduzir esta burocracia toma-seum
desafio.A
reorganização completa-secom
uma
reciclagemdo
quadro de funcionários,principalmente dos grupos
ou
pessoas responsáveis por atividades fundamentais.A
complexidade organizacional e as rápidas
mudanças passam
a exigirdo
corpo gerencial,visões
mais
integradas e generalistassem
deixar de lado a questão da especialização. Isto é,além de dominar
sua especialidade, o gerente precisaacompanhar
as tendências sociaisdo
mundo.
Mudança
significa sobrevivência:quem
não é adaptávelnão
sobrevive, poistoma-se rapidamente superado. Todavia, a todo
momento
as chefias sedeparam
com
anecessidade de
promover modificações no
serviço e enfrentam problemas de resitência porparte dos subordinados. Essa resistência nasce da dúvida, das incertezas, sendo a
mudança
então interpretada
como
ameaça. Para encaminharcom
eficácia processos demudança
éessencial
que
as chefias saibam o porquê das mudanças,quando há
necessidade destas eque estratégias adotar para promovê-las.
Judson (1980, p.24) apresenta a
mudança
como
"qualquer alteração iniciadapela administração
na
situaçãoou no
ambiente de trabalho deum
indivíduo".Os
fatoresque ocasionam
mudanças
segundo omesmo
autor são asnecessidades de melhorar o produto, aumentar o
volume
de vendas e a rentabilidade,melhorar a
imagem
daempresa
diantedo
público, melhorar as relaçõeshumanas
eaumentar a capacidade de organização.
Cada mudança
é única de acordocom
o contextoem
que está inserida, e resultaUma
característica dasmudanças
nos dias atuais é a velocidadecom
que
elasocorrem
e são percebidas.Hoje
em
dia as notíciaschegam
ao conhecimento das pessoasdiariamente nos quatro cantos
do
planeta, exercendo influências e gerando reações.O
estilode vida das pessoas está muito diferente
do
que existiano
iníciodo
século.Mudança
EstruturalPara se falar
em
mudança,
é fundamental falarem
mudança
estrutural,caracterizada pela eliminação de alguns
modelos
históricos. Perceber fatosnovos
significaestar atento aos indícios de
mudanças
estruturais.A
mudança
não
ocorre sónum
macroambiente, ela
também
afeta estruturalmente o interiorda
organizaçãocomo
porexemplo
a faltade
matéria-primaou
restriçõesno mercado
financeiro. ParaMontenegro
(1988),
uma
análiseda
realidadeque
vise a detecção deuma
mudança
passa por doisíndícios:
um
caráter conjuntural,como
porexemplo
ocomportamento
de parâmetrosquando
começam
a fornecer resultados diferentesdo
previsto; e outro relacionado àestrutura das informações disponíveis.
Mudança
estrutural caracteriza-se pela buscado melhor
desempenho
pelaotimização
da
estruturada
organização.Envolve
divisãodo
trabalho e descentralização.Ambos
possibilitam criação de unidadesmenores
e autônomas. Isso prioriza as açõesque
visam melhor
desempenho
como
resultadodo
trabalho e produtividade.A
rapidezcom
que
omercado
crianovos
produtos e necessidades leva asorganizações a se adaptarem para não perder seus clientes.
As
mudanças
que criam novasoportunidades criam necessidades de novas relações entre as pessoas e as novas
tecnologias.
A
tecnologia écom
certeza o fator que maistem
provocadomudanças
em
Quando
um
grupo é afetado poruma
mudança
geralmente os valores e crençasda
sociedadeou
organização serão afetadas. Isso significa que asmudanças
atingemdiretamente a cultura das pessoas
fazem
parte da organização.Mudança
organizacional corresponde segundoWood
Jr (1992, p.79) “aqualquer alteração significativa, articulada, planejada e operacionalizada por pessoal
intemo
ou extemo
à organização, que tenha o apoio e a supervisãoda
administração superior e atinja integralmente, oscomponentes
decunho
comportamental, tecnológico e estratégico”.Isso significa
que
a decisão e a operacionalização damudança
devem
sercompartilhadas e atingidas por
meio
do esforço de todos os integrantesda
organização.Judson (1980) acredita que os objetivos
da
mudança
precisam ser divulgados ejustificados para
que
sejam aceitos, caso contráriopodem
precipitar reações contrárias à suaimplementação
e afetar o funcionamento organizacional.Porque
promover mudanças?
Matos
(1981) acredita que amudança
deve serpromovida
a partir de alguns aspectos observados.Quando
os resultados esperadosnão forem
realmente alcançados, amudança
se faz necessária para atender a eficácia nos resultados.Quando
surgem
situaçõesem
transformação,como
omercado
se desenvolvendo, a tecnologia sendo renovada,condições de trabalho sendo reformuladas, a organização precisa se atualizar, crescer,
flexibilizar suas estruturas de
modo
que estaspermitam
que as coisas aconteçam.Indicadores
da
Necessidadede
Mudança
OrganizacionalMatos
(1981) acredita que a necessidade demudança
pode
passar despercebidapelas lideranças
da
empresa, muitas vezes limitadas pela cultura da organização.Por
issoSegundo
omesmo
autor (p.35),podemos
considerar os seguintes indicadores demudança:
0
“Demora
e prazos vencidos:uma
etema
corrida contra o tempo,em
prejuízo a sua credibilidade junto a clientela.0
Pouca
flexibilidade: a conservaçãoda
estrutura formal,impede
asatualizações necessárias pela desmotivação que acarreta.
0 Objetivos imprecisos: objetivos
não comunicados
ao pessoal, simplesmente porqueninguém
os explicitou claramentepodem
levar a habituaisequívocos de interpretação.
0 Objetivos conflitantes: a administração intuitiva, por falta de objetivos
claros, leva a ações isoladas e ao personalismo.
0 Falta de equilíbrio organizacional: setores sobrecarregados
em
confrontocom
outros semi-ociosos.0
O
sucessodo
passadocomo
mito: a crença nosmétodos
e processosque
tiveram êxito
em
outras épocas eque
são considerados intocáveis.”Efeito
da
mudança
nas pessoasMudanças
criam incertezas, ansiedades e tensões.Além
disso,mudanças
afetamo
desempenho
e auto-estima das pessoas. Para Leitão (1996, p.237) isso acontece pelas seguintes razões:0
“As
novas metodologias, processo e sistemas terão que ser aprendidos eisso
demanda
tempo;0 Existe,
também,
um
efeito devido ao progressodo
aprendizado, isto é,novos
sistemas não funcionam perfeitamenteno
seu primeiro ciclo;0
As
pessoas diretamente afetadas pelamudança
sofremum
declíniona
auto-estima e isso afeta o desempenho.”
Leitão (1996) avalia o efeito
da
mudança
nas pessoas, e acreditaque
o processo passa pelos estágios de negação, defesa, percepção, adaptação e intemalização.Os
estágiosreferentes às reações das pessoas, ao longo
do
processo demudança,
podem
serinterpretadas
da
seguinte forma:Negação
-
Dianteda
possibilidade demudança,
as pessoas valorizam a situação atual.Defesa
- As
realidades demudança
setomam
claras e concretas.As
pessoastendem
aassumir
comportamentos
defensivoscom
atitudes de defesado
seu trabalho edo
seuterritório.
Percepção
~
Neste estágio as pessoas jácomeçam
a pensarno
futuro, alguns sentimentos otimistasemergem. Começa-se
a falar aberta e construtivamente sobre amudança.
Adaptação
- As
pessoascomeçam
a testarno novo
sistema.São
testadosnovos
comportamentos, padrões distintos e novas formas de lidarcom
amudança.
As
pessoasaprendem
etambém
seadaptam
às novas idéias.Intemalização
-
Agora
as pessoas envolvidas criaramum
novo
processoou
uma
nova
organização.
Novos
relacionamentos foram testados,modificados
e aceitos.As
pessoas seincorporam à
nova
situação de trabalho e consideram-nanormal
novamente.Planejamento
do
processode
mudança
A
mudança
deve serum
processo planejado paraque
possa ter êxito. Assim,devem
sertomados
certos cuidados emedidas
na
sua iniciação e durante 0 seudesenvolvimento.
De
acordocom
Kakabadse
(citado por Leitão, 1996), são passosimportantes
no
planejamento deum
processo demudança:
Levantar corretamente as questões envolvidas
no
processo demudança.
Os
principais problemas e as questões críticas que afetam o ambiente de trabalho e
que
estãomotivando
a necessidade demudanças
devem
ser divulgados e debatidos pelas pessoasenvolvidas
no
processo demudança.
Começar
aos poucos,com
um
problema
de cada vez.Os
primeiros passos são importantes para influenciar as pessoas favoravelmenteno
processo demudança.
Usar
a colaboração de terceiros é importante poispode
facilitar os diagnósticos,Montar
equipe adequada éum
aspecto importantíssimo para o êxitodo
processo.
A
equipe responsável pelacondução do
processo demudança
deve estar convicta das vantagensda
mudança
para a empresa.E
apesar das dificuldades e resistências, deverãoinsistir e prosseguir
com
o processo.Lidar corretamente
com
as oposições, pois elassempre
estarão presentesnum
processo de
mudança,
procurando identificar falhas nas novas técnicasou
apenas manifestando desaprovação.É
preciso ter paciência, pois, tais dificuldadesdependem
geralmente
da
culturada
organização, e a culturanão
semuda
da noite para o dia.Desenvolver o treinamento gerencial é ideal para facilitar o processo de
mudança.
Uma
das questões cruciais para o êxitodo
processo demudança,
é ado
desenvolvimentohumano
para amudança.
E
dar continuidade ao processo demudança
é fundamental.Muitos
conseguem
administrarbem
o processo e muitas vezes, são obrigados a larga-lono
meio.O
importanteé conseguir
que
sealcancem
alguns resultados a curto prazo, paraque
o processoganhe
credibilidade.
Resistência a
mudanças
Os
processos demudança
geralmente,geram
sentimentos de resistências.Assim, a resistência à
mudança
éum
fenômeno
da própria naturezahumana.
Leitão (1996)acredita
que
uma
das principais causas para o surgimento da resistência àmudança
é o fatode se tratar as etapas
da
formulação eda
operacionalização deforma
independente,admitindo
que
uma
acontece automaticamente após a outra.Acontece que
as pessoasenvolvidas
no
processo de operacionalização,na
maioria das vezes não participamdo
processo de formulação.Nem
sequertêm
conhecimento das razõesque
levaram aempresa
a adotar tais mudanças.“A
resistência ocorresempre
queuma
mudança
na
instituição introduz descontinuidadesem
seucomportamento
histórico,em
sua cultura e/ouem
sua estrutura depoder” (Leitão, 1996, p.245).
A
Para
Matos
(1981) as principais causas de resistência são omedo
denão
assimilar as novas técnicas, contrariar hábitos,
modificar
atitudes e contrariar a leido
menor
esforço.Todos
esses fatoressurgem
devido à insegurança por parte daqueles queestão
acomodados
e sevêm
prestes a abandonar as velhas rotinas.A
rotina decomportamentos
bloqueia as tentativas inovadoras.Além
disso, amudança
pode
serconsiderada
uma
manifestação frente a realidade, e portanto, atenta contra o conformismo,exigindo esforço de todas as pessoas envolvidas
no
processo.Com
fundamento
nas causas de resistência apontadas acima,Matos
(1981)sugere as seguintes
medidas
de prevenção:0 Discussão,
em
grupo, antes das possíveis mudanças.Com
a participação dosinteressados, preserva-se o sentido de valorização das modificações.
0
Conceder
responsabilidades a cada indivíduona
execuçãoda mudança.
assim todos sesentem comprometidos no
esforço coletivo de resolução dos problemas ena
implantação das mudanças.
0
Demonstrar
a preponderância das novas técnicas sobre as anteriores.A
partir de fatos, ede resultados, deve-se procurar
comprovar
a eficiência dosnovos
processos sobre osanteriores.
0 Estabelecer
com
o grupoum
programa
de aplicação das novas técnicas.Nada
mais
éque
um
planejamentono
qual todosfazem
parte e portanto estarãoempenhados
em
cumprir seus objetivos.
0 Mostrar
que
amudança
não é definitiva. Estando a tecnologiapermanentemente
em
aperfeiçoamento, as
modificações
não serão definitivas, sendosempre
modificadasem
função de critérios de eficiência e eficáciaPara Leitão (1996), existem duas fonnas básicas de se gerenciar as resistências
que surgem
nos processos demudança: ou
se reage às resistências àmedida que
elasaparecem,
que
é ométodo
maiscomum,
ou
se prepara a organização para reduzir aspossibilidades
do
surgimento de resistências.As mudanças
e omeio ambiente
O
impactodo
ambiente sobre o indivíduo determina,em
grande parte, seucomportamento.
Matos
(1981, p.l98) entende que,“As
atitudes dos indivíduos sãomarcadamente
influenciadas pelascaracterísticas
do
meio
ambientedo
grupo,ou
da empresa,ou
atéda
região.A
maneira
como
osmembros
do
grupo secomportam, pode
condicionar asatitudes de
um
novo
integrante, fazendocom
que omesmo
adquira as atitudes eos hábitos convencionais. Trabalhar a cultura organizacional é a orientação
estratégica indicada para a eficaz administração
da mudança.”
Não
pode
havermudança sem
a participação daqueles diretamente interessadosno
problema.O
diagnósticoda
situação, que estabelecerá as estratégias necessárias para aA
partir das considerações contidasna
fundamentação teórica, esse capítuloapresenta a metodologia
que
viabilizou diagnosticar a cultura organizacional e identificar asmudanças
ocorridasna
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos -ECT.
Será descrito o desenho de pesquisa, a população
ou
universo investigado, a técnicade
coleta de dados e a análise dos dados obtidos.4.1
Desenho
de
PesquisaExistem
diversas maneiras de se fazer pesquisa,com
técnicas distintas edelineamentos diferentes. Esta pesquisa constitui-se
em
um
estudo de caso.O
estudo de caso éuma
alternativa metodológica de pesquisa apropriada para vários tipos de projetos.Podemos
considerar o estudo de casocomo
sendouma
estratégia de pesquisaque examina
um
fenômeno
dentro deum
contexto.Segundo Koesch
(1996, p.147), “... o estudo de casopode
ser utilizado demodo
exploratório, descritivo e
também
esplanatório que consisteem
traduzir precisamente osfatos
do
caso, considerar explicações, alternativas e concluir se baseandona
explicaçãomais
coerente.”Tendo
em
vista oproblema
de pesquisa definido tem-se neste trabalhoum
estudo de caso descritivo. Kotler eArmstrong
(1998), consideramque
a pesquisa descritivatem
como
objetivo descreverfenômenos
e objetos.Os
procedimentos metodológicos adotados nessa pesquisa são qualitativos.A
abordagem
qualitativa pressupõe a verificação dos mais diversos aspectos deuma
dada
realidade,
como
os elementos subjetivos vinculados às percepções e à dinâmica dasinterações gmpais, através de seus significados para as pessoas (Triviños, 1987;
Richardson, 1989, citados por Feurschütte, 1996) .
Para Vergara (1990), pesquisa de
campo
éuma
investigação realizadano
local de ocorrência de fenômenos.
O
tipo de estudo qualitativo,em
outras palavras, éaquele estudo cuja
abordagem
exprimeou
determina as qualidades.4.2
População ou
universoA
população deste estudocompreende
os funcionáriosda
Diretoria Regional de Santa Catarinada
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos -ECT.
Mais
precisamente,foi analisada urna amostra
com
15 funcionários da Diretoria Regional de Santa Catarina.Os
entrevistados pertencem ao Gabinete, Assessoria deComunicação,
Coordenadoria Regional de Negócios, Coordenadoria Regional de Suporte, Gerência de Administração, Gerência de Vendas, Gerência de Planejamento e Qualidade, Gerência de Operações, entreoutras.
Os
entrevistados foram escolhidos aleatoriamente,compreendendo
áreas e setoresdiversos e cargos variados.
4.3 Coleta
de
dados
Os
dadosforam
coletados nos seguintes tipos de fontes.0 Fontes primárias: por observação participativa e entrevista semi-estruturada.
0 Fontes secundárias: consulta a
documentos
organizacionais.As
técnicasdo
trabalho decampo
queenvolvem
a coleta de dados qualitativos,aconteceram por
meio
de entrevista semi-estruturada, observação de arquivos e observaçãolivre
ou
participante.A
entrevista semi-estruturada, determina urna realidade, atravésdo
contatocom
os colaboradores da empresa. Através deste contato, busca-se
uma
conversacom
propósitosbem
definidos e objetivos.O
objetivo essencial é entendercomo
os entrevistadospercebem
O
critério para escolha dos entrevistados baseou-seno
quadro de funcionáriosda
amostraestudada.
A
observação de arquivos se dáquando
a coleta de dados é obtida a partirda
consulta a
documentos
organizacionais, manuais, Intranet, publicações periódicas,informativos internos (jornais e revistas), relatórios gerenciais das atividades, regimentos,
enfim,
todos aquelesdocumentos
e materiaisda
organização cedidos pela própriainstituição, para estudo e obtenção de dados e informações.
A
observação livreou
participante éuma
ferramenta utilizada para verificar osrelacionamentos organizacionais, caracterizar o espaço físico,
além
de desenvolveruma
participação
no
cotidianoda
empresa.Na
observação livre o investigadortem
um
contatodireto
com
ofenômeno
observado, sendo que tal relação, permite captaruma
variedade dedados
que não
são obtidos pormeio
de entrevista.A
partirda
coleta desses dados foi possívelcompreender
com
profundidade asrelações entre os diversos eventos
que
ocorreramna
organização e as atitudes ecomportamentos
existentesem
seus colaboradores.4.4 Análise
de
dados
A
análise de dados foi realizada de duas formas: atravésda
análisedocumental
e
da
análise de conteúdo.A
análise documental acontecequando
utilizamos osdocumentos
organizacionais, arquivos, relatórios para fazer consulta, informativos internos,
manuais da
organização, a
fim
de analisar os dadosem
razão dos objetivos já especificados.A
análise de conteúdo éum
procedimento que segundoKoesch
(1996) buscaclassificar palavras, frases
ou
mesmo
parágrafosem
categorias de conteúdo.É
um
recursoessencial para conhecimento dos fatos, atributos e opiniões de todos os integrantes
da
Os
administradores estão se defrontandocom
inúmerasmudanças,
determinadas pelas constantes inovaçõesem
informática e tecnologia de telecomunicações,onde
as infonnações e o conhecimentocompõem
recurso estratégico essencial para osucesso
da
adaptaçãoda empresa
em
ambiente de concorrência.As
empresas deverão estaraptas a
não
apenas responder rapidamente amudanças
circunstanciais,mas
a criar eintegrar continuamente
mais
infonnações e mais conhecimentosem
produtos, serviços ena
tomada
de decisões. Desta maneira, reforça-se a necessidade de as empresas prepararem-se para osnovos
paradigmas, pois as certezas de hojepodem
ser inválidasamanhã.
O
mercado
estará cada vezmais
competitivo e exigente.Assim, a
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos-
ECT,
que
configura-seentre as maiores instituições brasileiras não poderia ignorar o fato de o
mundo
todo estarpassando por
enormes
e cada vez mais velozes transfonnações.»
Apresenta-se a seguir, a
ECT,
para quepossamos
conheceruma
das maioresinstituições brasileiras. Assim, será possível refletir sobre a adaptabilidade e possibilidade
de
mudança
e transformaçãoda
empresa, buscando continuamente o aperfeiçoamentoem
buscada
excelência organizacional.5.1.
HISTÓRICO
DA
EMPRESA
BRASILEIRA
DE CORREIOS
E
TELÉGRAFOS
A
partir de 1960, o progresso brasileiro se acelerou e amplitude dos negócioscriados gerou. necessidades
em
comunicação,que
suplantaram gradativamente, a capacidade operacionaldo
sistema de correios e telégrafos existente. Limitado pela ausência deuma
política tarifária,com
instalações e equipamentos dimensionados para oprincípio
do
século, ecom
pessoal cada vezmais
desprofissionalizado, o serviço viureduzidos, rapidamente seus padrões de qualidade, gerando
com
isso o descrédito público.Assim,
como
passo importanteno
esforço de recuperaçãodo
serviço postal,em
20
demarço
de 1969, pelo decreto lei n° 509, o Departamento de Correios e Telégrafos, foitransformado
em
empresa
pública, aEmpresa
Brasileira de Correios e Telégrafos-
ECT,
vinculada ao Ministério das Comunicações, o qual compete, executar e controlar,
em
regime de monopólio, os serviços postais e telegráficos,
em
todo território nacional.O
surgimento deuma
Empresa
de Correios e Telégrafos caracterizou atomada
de consciência,do problema
pelos poderes públicos, que, destemodo, encaravam
a realidade e recolocavam as atividades postais e telegráficasno
lugar de destaqueque
sempre
mereceram.A
fase inicial de implantaçãoda empresa
seguiu-se a etapado
preparo deamplo
diagnóstico,
deflagrado
com
o auxílio deuma
assessoria internacional especialmentecontratada,
que mostrou
as profundas imperfeições dos correios brasileiros.A
falta deadequada
política tarifária, a obsolescência dosmeios
materiais, aprecariedade das instalações e o despreparo
do
pessoaleram
responsáveis pela baixaqualidade dos serviços prestados e pela baixa eficiência
do
seumodelo
de gestão,que
geravam
o descrédito público da instituição.Nessa
ocasião, os serviços postaiseram
demá
qualidade, poisnão
havia ocumprimento
dos prazos de entrega estabelecidos.Os
usuários dos serviçosnão
tinham,~ .
€I`lÍI`Cg21 6111 pI`3ZOS I`aZOaV€lS.
A
gestãodo
Departamentodo
Ministério das Comunicações, oDCT,
era realizada sob diversas restrições administrativas e fortes injunções políticas.Por
essasrazões,
não
era possívelum
gerenciamento eficiente e eficaz dos recursos sob suaresponsabilidade.
O
serviço postal era altamente deficitário e somente sobrevivia, graças a subvenções oriundasdo
Tesouro Nacional.A
ECT
herdava, assim, pesado ônus, tarifas aviltadasque não
permitiam a cobertura das despesas, serviços muitoaquém
dos padrões internacionais, centenas de municípiossem
nenhum
tipo de atendimento, o pessoal,em
grande parte,sem
preparo eremunerado
em
desacordocom
a realidadedo
mercado.Nessa
época proliferavam Correiosparalelos, instalados nos grandes centros, os quais selecionavam clientes e serviços,
atendendo
somente
aos que lhes proporcionavam maiores lucros.À
ECT
restavam osencargos dificeis e onerosos, que a
levavam
aum
injusto estigma de incapacidade einoperância.
Naquele momento,
a transformação de departamento para onovo
modelo
deempresa
pública,em
que
o Estado mantinha sob sua propriedade e controle100%
decapital, permitiu ao serviço postal alcançar
um
novo
patamar de possibilidades de gestão,garantindo-lhe condições essenciais para que ocorresse a primeira grande transformação
no
serviço postal brasileiro.
A
situaçãoda
ECT
na
atualidademudou
completamente. Alerta emotivada
para
acompanhar
o desenvolvimentodo
país, adotouno
decorrer dos anosuma
série demedidas
indispensáveis à renovação de sua estrutura, dentro demodernas
técnicasadministrativas e operacionais, dotando a
Empresa
deuma
maior
flexibilidade para absorver o inevitável crescimento dos serviços, buscando, continuamente, a elevação dos padrões de qualidade e a conseqüente satisfaçãoda
clientela.Em
resposta a esse esforço, verificou-se notável crescimentodo
tráfego, quer nos serviços postais convencionais, quer nos serviços especiais. Para se teruma
idéia exataobjetos ao ano contra 24,2 objetos “per capita”
em
1988.Alguns
dosmomentos
mais importantes daECT
desde sua fundação são apresentados a seguir:1969
-
Criaçãoda
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos, vinculada aoMinistério das Comtmicações.
1970
-
Criaçãodo
Serviço de CorrespondênciaAgrupada
- SERCA,
para executar oserviço de malotes
com
segurança e regularidade.1971
-
Início,em
convêniocom
aPUC/RJ,
da formação da 1”tunna
de Técnicos deNível Superior, visando a
uma
melhoriado
desempenho
das atividadesda
Empresa.1972
-
Implantação das linhasTronco
Nacionais~
LTN
ligando as principais cidadesdo
país, introduzindouma
reformulação completado encaminhamento
decorrespondências por via de superficie.
1973
-
Inícioda
implantação das Caixas de Coleta,em
fibra de vidro, pôr todo o país,proporcionando ao usuário maior
comodidade
e segurançana
entrega.1974
-
Criaçãoda
Rede
PostalAérea Noturna
- RPN,
operandocom
aeronaves fretadasda
aviação comercial.As
correspondênciaspassam
a ser entregues nas principaiscapitais
24
horas após a postagem.1975
-
Implantaçãodo
serviço de processamento de dadosmodemizando
os Sistemasda
Empresa.A
ECT
entrana
era da informática.1976
-
Conclusãoda
implantaçãoda
Rede
NacionalGENTEX
nas principais cidadesdo
país.1977
~
Aceleraçãoda
instalação de Centros deTriagem
automáticos, acarretandomaior
1978
-
Promulgação da
Lei Postal n° 6538, queunificou
a legislação relativa aos Correios e Telégrafos.Criação
da
Escola Superior de Administração Postal-
ESAP,
em
Brasília/DF, para funcionamentodo
Curso de Administração Postal anterionnente realizadoem
convêniocom
aPUC/RJ.
1979
-
A
ECT
sedia oXVIII
Congressoda
UPU
-
União
Postal Universal.O
Congresso é o órgão
supremo
daUPU
e se reúne, ordinariamente, a cada cinco anos para discussão de temas ligados à política postal.1980
-
Criaçãodo
Museu
Postal e Telegráfico daECT,
em
Brasília/DF visando a preservar a história dos Correios e Telégrafosno
Brasil.1981
~
Conquistado
prêmios internacionaisem
filatelia,com
as emissõesda
SérieFolguedos e Bailados e
do Bloco
São Gabriel.1982
-
Implantaçãodo
SEDEX
-
Serviço deEncomenda
Expressa Nacional,atendendo às principais cidades
do
país.1983
-
Criaçãodo
Serviço de Post-grama (o atualFAX
Post), permitindo a transmissãode mensagens, através de Fac-Smile,
em
tempo
recorde.1985 -Interiorização
da
ECT
atravésda
instalação dos Postos de Correio Rural.1986
-
Participaçãodo Programa
de Prioridades Sociaisdo
Governo
atravésda
distribuição de livros didáticos, Tickets
do
leite, destinados à população carente ecriação
da
Rede
PostalAérea da Amazônia.
1987
- Criaçãodo Telegrama
Pré-Datado.1988
-
Criaçãodo
CF
-
Comprovante
deFranqueamento
-
edo
Export Post-
0
1989
-
A
Empresa
reformula sua estrutura organizacional visando a tomá-lamais
flexível e adaptável às necessidades da clientela e se prepara para ser o “Correio
do
Ano
2000”.As
diretrizesemanadas
da Alta Administração enfatizamuma
postura de “marketing” mais agressiva junto ao público externo e intemo,bem
como
amodemização
e informatização dos sistemas operacionais, visando àmeta
prioritária: asatisfação
do
cliente.Durante a década de 80, tal
mudança,
já consolidada, revelou-secomo
uma
decisão acertada, pois, a partir das novas condições propíciadas pelo
modelo
deempresa
pública, a
ECT
pode
construirum
sólido conceito de confiabilidade junto à sociedadebrasileira.
Se
antes o padrão de serviços postados era piada popular,não
só a qualidadepassou a representar
um
conceito sólido junto aos usuários dos diversos serviços,como
também
a própriaimagem
institucionalda empresa
cresceu junto à sociedade,chegando
aser apontada por diversos institutos de pesquisa
como
aempresa
demaior
credibilidadejunto à sociedade.
0
1984
-
ECT
é apontadacomo
a empresa demaior
credibilidadeem
pesquisa realizada pelo Instituto Gallup.0
1987
-
O
instituto Gallup atesta,em
pesquisa, o alto índice de pontualidade e qualidade atingidos pelos serviçosda
ECT.
Em
produtividade, alcança o 1° lugarconforme
arevista
Exame,
edição“Melhores
e Maiores”.0 1988 -
A
revistaExame
apontanovamente
aECT
como
aempresa mais
produtivado
setor público brasileiro.
A
partir daí, aECT
foi descobertacomo
agenteda
ação governamental,uma
vez que,
dada
a sua grande participaçãono
território nacional, aEmpresa
mantém
contatodiário
com
milhões de brasileiros que acessam seus pontos de atendimentoou que
recebem
a visita domiciliar dos seus carteiros.
Neste contexto, a
ECT
vem
operandocomo
uma
entidade prestadora deserviços públicos junto à população, especialmente nos segmentos de
menores
rendas,infra-estrutura construída para alcançar pessoas e localidades,
em
muitas circunstâncias,não
atingíveis por outras estruturas de serviço público.Como
exemplo,podemos
citar opagamento de
beneficios previdenciáriosem
localidadessem
agência bancária, adistribuição de livros escolares, a distribuição de
medicamentos
e o recebimento de pedidosde
documentação
oficial,como
CPF
e passaporte.Desde
a sua criação, aECT
preocupa-seem
desenvolver o sistema postal etelegráfico
do
país e incorporar os avanços tecnológicos surgidos ao longo das últimas trêsdécadas. Isso fez
com
que
o Correio,no
Brasil, atingisse a posição deum
dosmais
respeitados
do
mundo
em
termos de qualidade operacional.A
ECT,
detentorada
maior cadeia de lojas de atendimentono
país, atinge ospontos
mais
remotos etoma
acessível, a toda a população brasileira,um
extenso leque de produtos e serviços.Desde
1995, oPASTE
-Programa
de Recuperação eAmpliação do
Sistema deTelecomunicações e
do
Sistema Postal -vem
introduzindona
ECT
vários projetos demodernização
tecnológica, entre os quais aMecanização
Postal, aAutomação
da
Rede
de
Atendimento, o Rastreamento Eletrônico de Objetos e o Sistema de Auto-atendimento.5.1.1 Perfil
da
Empresa
Brasileirade
Correios e Telégrafosno
BrasilA
Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos- ECT,
criada pelo decreto-lei509, de
20
demarço
de 1969, originou-se da transformaçãodo
antigoDepartamento
deCorreios e Telégrafos
- DCT,
subordinado ao extinto Ministérioda
Viação eObras
Públicas.A
ECT
está presenteem
todo o país.Sua
sede localiza-seno
edifícioSede
dosCorreios, Setor Bancário Norte, Conjunto 3, Brasília
-
DF
~
70002-900.É uma
instituição de grande inserçãoem
todo o território nacional.São
82,5 milfuncionários, ll,7 mil agências, 1.600 franquias, 45.000 empresas e órgãos públicos
como
veículos (5.500 veículos, 5.124 motocicletas, 25.000 bicicletas e
28
linhas aéreas), aempresa
percorre60
mil quilômetros diariamente para entregar de norte a sul ovolume
de16,7 milhões de objetos e
movimenta 450
toneladas de carga por dia.(REVISTA
CEP
BRASIL,
1999)Outros dados significativos:
74%
dos brasileiros recebe entrega domiciliar dosserviços dos Correios,
84%
da
população brasileira são servidos por agências dos Correios, cerca de 136 milhões de brasileiropodem
incluirno
seu diauma
rápida visita aos Correiospara enviar
uma
cartaou
retiraruma
encomenda.(REVISTA
CEP
BRASIL,
1999)O
serviço postal nacionaltem
a sexta tarifa mais barata e se alinha entre os dezmais
produtivosdo mundo.
Com
625 centros de operação, 16,6 mil pontos devenda
deprodutos, os Correios
têm
quase que a totalidade dos brasileiroscomo
clientes,na
condição de remetentes, destinatáriosou
usuários de serviços.Números
suficientes para colocar aECT
como
uma
das maiores prestadoras de serviçosdo
país.(REVISTA
CEP
BRASIL,
1999)
Além
de receber e despachar correspondências, os Correiospromovem
serviçosde apoio à população. Atualmente, os habitantes de 1,9 mil municípios brasileiros
podem
receber os benefícios
do
INSS
nas agências dos Correios. Outras facilidades oferecidas pelaempresa
são o vale-postal, o recebimento de contas e acompra
de títulos de capitalização.A
empresa
também
patrocina eventos culturais e esportivosdo
país.(REVISTA CEP
BRASIL,
1999)Em
termos de receita operacional bruta, aempresa
estatalocupa
o quinto lugarentre as empresas
do
setor público,com
grau zero de endividamento.Apesar
de suaestrutura complexa,