UNIVERSIDADE
DE
EVORA
ESCOLA
DE CIÊNCIAS
SOCIAIS
DEPARTAMENTO DE
GESTÃO
MESTRADo
ru
eEsrÃo
-
coNTABtLtDADE EAUDlroRlA
Trabalho
de
Projecto
"lmplementação
da Contabilidade Analítica
no
lnstituto
Politécnico
de
Beja"
Por:
Manuel
António
Bravo Nunes
Mourato Monge
Orientação:
Maria
do
Rosário Conceição
Mira de
Carvalho
UE
184
"lmplementação da contabilidade AnalÍüca no Insütuto politécnico de Beia,, 201 0
UNIVERSIDADE DE
EVORA
ESCOLA DE CIÊruCINS
SOCIAIS
DEPARTAMENTO
DE GESTÃO
MESTRADO EM GESTÃO
-
CONTABILIDADE E AUDITORIATrabalho de Projecto:
"lmplementação
da
Contabilidade
Analítica
no
Instituto
Politécnico
de Beja"
It
tl
1
\t
§t
Por: ManuelAntónio Bravo Nunes Mourato Monge
Orientação: Maria do Rosário Conceição Mira de Carvalho
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 2010 I f I b I J a
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
É
DEDICATÓRIA
A ti,
amiga, companheira e mulher da minha vida;A
ti
mãe dos meus Tesouros;A
tipelaforça,
persistência, abnegação, carinho e amor;A ti pela personalidade, qualidades e também defeitos;
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
AGRADECIMENTOS
Os agradecimentos como os afectos, gosto de os dar pessoalmente, no entanto não posso
deixar de registar alguns, como é o caso da Dr.u.
Maria
do Rosario ConceiçãoMira
deCarvalho, preciosa orientadora deste projecto, pelo seu acompanhamento e inestimável
incentivo fonte de
motivação,bem como
a
imensa generosidadecom
que colocou à disposição os seus vastos conhecimentos, enriqueceramo
resultadofinal,
o
meumúto
obrigado.Não
poderia
deixar
de
salientar
a
disponibilidade
do
Pró-Presidentedo
InstitutoPolitécnico de Beja,
Dr.
LuísFilipe
Barbosa Proença Alves Domingues, a qualpermitiu
"abrir
as portas" da perspectiva institucional que me é mais descoúecida, a docência.Às
ColegasOlga,
Anabelae
Fátima, pela paciência, companheirismoe
amizade quêpersistem em demonstrar diariamente.
Aos Amigos
Alda,
Susana,Vítor
e
José, porquea
sua presença constantee
amizade única são a companhia perfeita na estrada da vida.À
minha sogra Francisca, indispensável suporte, apoio incalculável.Aos meus irmãos, Maria, Carla, Hélia,
Vítor
eFilipe,
pois é a família o alicerce de tudo o que construímos.Ao
meu sobrinho Duarte, porqueo
seu nascimento permitiu-me saborear novamente osentimento da paternidade.
À
miúa
avó Francisca, simples e linda fonte de inspiração.Aos
meuspais, Manuel
e
Brírbara
tudo é
pouco
para vocêscujo
amor
e
educaçãocontinuam a edificar e estruturar a minha personalidade.
Aos
meusfilhos,
Inês,Leonor e
João, obrigadopor
me
proporcionarema
paixão desentimentos ímpares resumidos no amor desmedido que vos tenho. Continuem!
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 2010
RESUMO
A
opção por uma gestÍ[o eficientee
efrcaz é a resposta a dar à crescente racionalização de recursos que temvindo
a ser imposta às entidades públicas portuguesas e à qual não escapÍrm as instituições que integramo
sectordo
ensino superior.Assim
sendo, estasentidades
devem
desenvolvere
ao
mesmo
tempo,
adoptar
mecanismosque
lhespermitam
gerir
recursos,
quer
os
colocados
à
sua
disposição,
quer
os
gerados internamente, tendo em vista a sua optimizaçáo.Actualmente
a
prática
da
ContabilidadeAnalítica
nas Instituições assume, cada vezmais, um papel dominante na análise e controlo dos custos, mas também dos proveitos e
resultados por actividade.
O
objectivo da
implementação desteProjecto,
além
de
ser
um
desafio
pessoal eInstitucional, é uma obrigação
legislativ4
à qual pretendemos responder ao colocarmosem prática a Contabilidade
Analítica,
inserida no PlanoOficial
de Contabilidade para oSector Público
-
Sectorda
Educação, aprovado pela Portaria n.o 79412000, de20
deSetembro.
Palavras-Chave:
o
Contabilidade Analítica. de Gestão ou de Custoo
Custeio Baseado em Actividades"lmplementação da Contabilidade AnalÍüca no Insütuto Politécnico de Beja" 201 0
ABSTRACT
,,IMPLEMENTATION
OF MANAGEMENT ACCOUNTING
IN
THEP OLYTECÍINICAL INSTITUTE OF
BEJA''
The
choiceof
an effrcient
andeffective
managementis
the
answerto
the
increasingrationalization
of
resources that have been imposed on portuguesepublic
entities andof
which
the institutionsfrom
the higher education sector donot
escape. Therefore, theseentities must
develop,and
at the
sametime,
adopt mechanismsthat allow
them
tomanage resources,
both
those placedat their
disposal,and
thosethat
are internally
generated,
with
an aim of optimization.Currently
the
practice
of
managementaccounting
in
the
institutions
asisumes anincreasingly a dominant role
in
the analysis andcontol
of
costs, but alsoin
the income and earnings peractivity.
The
purposeof
implementingthis
project,
besidesbeing a
personal and institutionalchallenge,
is
a legislative requirement that must be dealtwith,
by putting into
pracücethe
ManagementAccounting,
insertedin
the
Official
Accounting
Planfor
the
PublicSector - Education Sector, approved by the Ordinance No.79412000
of
September 20.Key
Words:
o
Management Accountigo
Activity
Based Costingo
Portueuese Public Accounting"lmplementação da Contabilidade AnalÍtica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
INDICE
ÍNotce
DE TABELAS ErLUsrRAÇÕES...
...x
GLOSSÁRIO DE SIGLAS E
ABREVIATURAS
... XtCAPÍTULoI-TNTRoDUÇÃo...
...L21.
APRESENTAÇÃO DOPROJECTO...
...L22.
MOTIVAÇÃO
BOBJECT[VOS...
...133.
ESTRUTIIRA DO PROJECTO...
...ls
CAPÍTULO rr - ENQUADRAMENTOTEORTCO
...161.
ENQUADRAMENTOLEGAL...
...162.
CONTABILIDADE
PT]BLICAPORTUGUESA...
... 183.
IMPORTÂNCIA
E O PORQUÊ DACONTABILIDADE
ANALÍTICA
NASrNsrrTtrrÇÕns punr,rcAs
poRTUcuEsAs...
...304.
ACONTABILIDADE
ANALÍTICA
NAS TNSTITUIÇÓESnn
ENSINO§UPERIOR
...3s4.1.
MECANISMO DE APURAMENTO DOS CUSTOS E PROVEITOS NO POC-E -EXERCÍCIO ECONÓMrCO...
...384.2.
RECLASSTFICAÇÃO DE CUSTOS E IMPUTAÇÃO DE CUSTOSINDrRECTOS...
...384.3.
SISTEMA DE APURAMENTO DE CUSTOS E PLANO DE CONTAS ...404.4.
DOCT MENTOS PARA A ELABORAÇÃO DA CONTABTLIDADEANALÍTICA...
...425.
AREALIDADE
DAIMPLEMENTAÇÃO
DACONTABILIDADE ANALÍTICA43
CAPÍTULO IIr-
MODELO DE CUSTEIO BASEADO EM ACTTVTDADES (CBA) ...49O§ SISTEMA§ DE CUSTEIO...
l.
2. 3. 49 52 O SISTEMA DE CUSTEIO BASEADO NAS ACTTVIDADES FORMITLAÇÃO DEIrM
STSTEMA DE CUSTETO ABChnIMA
INSTTTITTÇÃO DE ENSINOSUP8RIOR...
... s44.
VAI\ITAGENS ELIMITAÇÔES
DO SISTEMAABC...
...565.
O MÉTODO ABC COMO INSTRUMENTO DEGESTÃO
...60CAPÍTIJLO TV
-
ESTUDOEMPÍRICO...
...621.
DESCRTÇÃO DAENTTDADE
...622.
ESTRUTTTRAORGÂNICA...
... 6s3.
ESTRUTTIRAACADÉMICA
EORGAI\TIZACIONAL
...663.1. ALLTNOS...
...66"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 2010
s.r.z.
PREPARAÇÃO Oe RECOLITA DE DADOS 735.1.3.
RECOLHA DAEVIDÊNCrA...
...74s.r.4.
AVALTAÇÃO DAEVrDÊNCIA
...7s5.1.5.
Identificação e explicação depadrões...
...765.I.6.
DESENVOLVIMENTO DATEORIA
...77s.2.
coNcEPÇÃo
Do
srsTEMA..
...775.2.1.
DECISÕESPREVIAS
...775.2.2.
CONCEPÇÃO DO STSTEMA DE CUSTETO ABC DO TNSTTTUTO POLTTECNICO DE8EJA...
...785.2.2.1.
Erara l:
IoeNrmrcaçÃo oesAcrrvrDADES...
...785.2.2.2.
Erepe 2: ArnreurçÃo DE cusros A cENTRos DE ACTTVTDADES ... ...795.2.2.2.1.
Identificação derecursos.
... 805.2.2.2.2.
Imputação de custos às actividades de apoio e desuporte
...815.2.2.3.
Erape3: SelrcÇÃoDECosrDRrrlERsApRopRrADos...
...865.2.2.4.
ETAPAS 4: ArrunurçÃo op cusros DAS ACTTvTDADES Aos oBJECToS DECUSTEIO
925.2.2.4.1.
Imputação dos CustosDirectos...
... 935.2.2.4.2.
Imputação dos custos das actividadesprimárias...
...945.2.2.4.3.
Apuramento global dos custos por objecto decusteio
...956. CONCLUSOES...
...s7BIBLIOGRAFIA...
... 99"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 2010
ÍNUTCE
DE
TABELAS
E
ILUSTRAÇÕES
Fases do Sistema de Custeio
A8C...
...53Implementação da Contabilidade Analítica ou de Custo por tipologia.,...,.,.,42
Fases de implementaçâo da Contabilidade Analítica ou de
Custos
...43Motivos pârâ a não implementação total do sistema de Grau de utilidade do sistema de
C4...
...45Grau de complexidade do sistema de
CA...
...45Alunos matriculados no IPBeja no âno lectivo
20082009...
----...64Composição do Pessoal Docente por Categoria ProÍissional... ----.---...64
Composiçâo do Corpo Nâo Docente por Categoria Profissional ...-...--...65
Orçamento de Funcionamento 20()9 + Investimentos do Plano 2009...69
Identificação das Actividades existentes no
IPBeja.
...,..77Descrição das rubricas de despesa com execução no
IPBeja.
...7t Descrição dos centros de custo doIPBeja
..,.,,79Métodos de imputação de Custos
Comuns...
...80Imputação de vencimentos do pessoal não docente aos centros de custo...t2 Ilustração 1: Tabela 1: Tabela 2: Tabela 3: Tabela 4: Tabela 5: Tabela 6: Tabela 7: Tabela 8: Tabela 9: Tabela 10: Tabela 11: Tabela 12: Tabela 13: Tabela 14: Tabela 15: Tabela 16: Tabela 17: Tabela 18: Tabela 19: Tabela 20: Tabela 21: Tabela 22: Tabela 23: Tabela 24: Tabela 25: Tabela 26: Tabela 27: Tabela 28: Tabela 29: Tabela 30: Tabela 31: Atribuiçâo de centros de custo a actividades de suporte Atribuição de centros de custo a actividades de
apoio....
...E:i Atribuiçno dos custos das act. suporte às act. apoio através de cost ddvets a) ...84Atribuição dos custos das act. suporte às act. apoio através de casÍ drtvers b)...85
Custos totais das actividades de apoio e de supoÉe
(exemplo)....
...86Imputação de custos das act. suporte às act. apoio através de cost drivers...86
Atribuição dos custos das actividades primárias através de cost drtven a)...t7 Atribuição dos custos das actividades primárias através de cost dfiven b)...88
Apuramento de Cost Drivers - imputaçâo custos act. apoio às primárias (ex.)...88
Imputação dos custos das actividades de apoio às primárias (exemplo)...89
Objectos de
Custeio...
...90Custo total dos docentes e Custo médio/hora leccionada (exemplo pútico)...-.-.91
Cálculo dos custos docentes por cursos (exempto
prático)
...,..,.,...92Imputação dos custos das actividades primárias através de cost drtven...,.,...92
Quadro de apuramento final da actividade: FORMAÇÃO fXfCf^l'L...93
Quadro de apuramento final da actividade: FORIYIAÇÃO pÓS-SECUNDÁRIA....93
Quadro de apuramento Íinal da actividade: FORMAÇÃO AVAffÇADA...93
"lmplementaçâo da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
GLOSSÁNTO
DE SIGLAS
E
ABREVIATURAS
IPBeja
sAs
ABC
POC.E
POCP
CBA
R.IIES
POCAL
POCMS
POCSSSInstituto Politécnico de Beja
Serviços de Acção Social
Activity
Based CostingPlano
Oficial
de Contabilidade para o Sector da Educação PlanoOficial
de Contabilidade PúblicaCustos Baseados em Actividades
Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior Plano
Oficial
de Contabilidade paÍa as Autarquias LocaisPlano
Oficial
de Contabilidade doMinistério
da SaúdePlano
Oficial
de
Contabilidade
das
Instituições
do
Sistema
de Solidariedade e Segurança SocialComissão de Normali zaçáo Contabilística (sector privado)
Comissão de Normalizaçáo Contabilística da Administração Pública
Plano
de
lnvestimento
e
de
Despesa
de
Desenvolvimento
daAdministração Central
Serviço Nacional de Saúde
Plano
Oficial
de Contabilidade dos Serviços de SaúdePlano de Contas das Instituições de Segurança Social Sistema de Solidariedade e de Segurança Social Sistema de Controlo Interno
Reforma da Administração Financeira do Estado
Tribunal de Contas
Plano de Contabilidade Analítica para os Hospitais
Associação Espanhola de Contabilidade e Administração de Empresas Escola Superior de Educação de Beja
Escola Superior Agrária de Beja
Escola Superior de Tecnologia e de Gestão de Beja
Escola Superior de Enfermagem Escola Superior de Saúde de Beja
Curso de Especializaçáo Tecnológica
European University As sociation
Cadastro e Inventiírio dos Bens do Estado Sistema Integrado de
Apoio
à GestãoControlo de Sistema de Ensino
Contolo
de Propinas e EmolumentosCentos
de CustoCNC
CNCP
PIDDAC
sNs
POCSS PCISS SSSSSCI
RAFE
TC
PCAH
AECA
ESEB
ESAB
ESTIG
ESENF
ESSCET
EUA
CIBE
SIAG
CSECXA
CC
"lmplementação da Conabilidade Analítica no Insütuto Politécnico de Beja" 201 0
CAPÍTULO
I.INTRODUÇÃO
1.
APRESENTAÇÃO
DO PROJECTO
A
opção por uma gestilo eficientee
efrcaz é a resposta a dar à crescente racionalizaçáo de recursos que temvindo
a ser imposta às entidades públicas portuguesas e à qual não escapam as instituições que integramo
sectordo
ensino superior.Assim
sendo, estasentidades
devem desenvolver
e
ao
mesmo
tempo,
adoptar
mecanismosque
lhespermitam
gerir
recursos,
quer
os
colocados
à
sua
disposição,
quer
os
gerados internamente, tendo em vista a sua optimização.Actualmente
a
prática
da
ContabilidadeAnalítica
nas Instituições assume, cada vezmais, um papel dominante na análise e controlo dos custos, mas também dos proveitos e
resultados por actividade. Neste contexto, o Plano
Oficial
de Contabilidade Pública para o sector da Educação (POC-E), aprovado pela Portarian.o 79412000, de 20 de Setembro,veio
tornar obrigatória
a
implementaçãode uma
ContabilidadePatrimonial, de
umaContabilidade Orçamental, de uma Contabilidade
Analítica
e deum efectivo
ControloInterno
por
parte das entidades subordinadas às suas noÍmas. Contudo, este sistemacontabilístico evidencia dificuldades de aplicação em organizações
tilo
complexas comoas Universidades e Politécnicos, sendo as regÍas subjacentes a esta legislação
inflexíveis
quando confrontadas
com os
singulares quotidianos vivenciadosnas
Instituições deEnsino
Superiores Públicas
Portuguesas, revestindo-se
por
vezes
de
grande complexidade processual."lmplementação da Contabilidade AnalÍtica no Insütuto Politécnico de Beja" 201 0
2.
MOTTVAÇÃO
E OBJECTTVOS
O Instituto Politécnico de Beja, intenta há vrírios anos (como a maioria das lnstituições
Públicas
de Ensino
Superior
em
Portugal) colocar
em
prática
o
Plano
Oficial
deContabilidade para
o
Sector da Educação (POC-E), diga-se commuito
poucoêxito,
aonível
da
aplicaçãoda
contabilidadepatrimonial,
da
inventariaçãoe
etiquetagem dos bens, da contabilidade analítica e do controlo intemo.Se
a
prática
de
uma
contabilidadedigráfica
é
uma
realidadeno
Instituto,
podemos acrescentar que a implementaçãodo
POC-Efica
mesmopor
aqui,no
que ao InstitutoPolitécnico
de Beja
diz
respeito,porque
é
inexistentea
ContabilidadeAnalítica"
oPatrimónio
não se
encontra devidamente registado
nas
respectivas
contas
e
asrespectivas amortizações encontram-se
por
calcular, enquantoo
Controlo
Interno não passou de mera intenção.Perante esta realidade, aproveitando ainda
o
momento de profunda alteração orgânica"como seja a perda de autonomia das trnidades orgânicas e consequentes alterações nos
órgãos
e
respectivos serviços, resultantedo
dispostona
Lei
n.'
6212007,de
l0
de Setembro,diploma
que defineo
Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior(RIIES),
bem
comonos
Estatutosdo
Instituto
Politécnicode Beja,
homologadopor
Despacho de Sua Excelência,
o Ministro
da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em20 de Agosto de 2008, publicados no Jomal
Oficial,
Dirírio
daRepública,2
Série, n.o169,
de
2 de
Setembrode
2008, desenvolvemoso
actualprojecto paÍa
a
InstituiçãoInstituto
Politécnico
de Beja,
tendo
em vista
a
"Implementação
da
ContabilidadeAnalítica no IPBeja".
E
de realgar queo
objectivo da implementação deste Projecto, além de serum
desafio pessoal e Institucional, é uma obrigação legislativa, em falta na Instituição em estudo, àqual
pretendemos responderao
colocarmos
em prática
a
Contabilidade
Analítica,inserida no Plano
Oficial
de Contabilidade parao
Sector Público-
Sector da Educação,"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 2010
através de uma tentativa paÍa obter resposta às questões descritas no ponto 2.8. do POC-E, nomeadaÍnente:
o
"Quais os custos/proveitos por actividade/Centro de Custo?"o
"Quais
os
custos/proveitos directamenteimputados
a
cada
um
dos departamentos/
a
cadaum
dos
cursos existentesno
IPBeja
I
a
cada serviçoI
acadaCentro de Custo?"o
"Qual o custo por aluno inscrito, por curso?"Nesta perspectiva,
a
ContabilidadeAnalítica
não
só
indicará respostas as perguntaslevantadas, como fomecerá sem dúvida, meios que
possibilitem
controlara
gestão daInstituição, uma vez que permitirá:
1)
Efectuar uma alocação eficiente de recursos;2)
Identiflrcar e compreender os "costdrivers"t;
3)
Fornecer indicadores que permitam acompanhar actividades e processos;4)
Compreender os desvios detectados entre a realidade e a previsilo.Pretende-se oois com este trabalho:
o
1
Analisar as principais regras
estabelecidasno
POC-E,
no
que
serefere à
Contabilidade
Analítica;
2o.
Apresentar o projecto de
implementação
do Modelo ABC
(CusteioBaseado
em
Actividades)
como
casoprático,
referente
ao Instituto
Politécnico
de
Beja, não
testado,
de
modo
a
permitir,
apósimplementação,
quer
a
implementação
da Contabilidade Analítica,
quer
consequentementeo
possívelpreenchimento
dosvários mtpas
de
apuramento
dos custos das actividades e centros de custos.I Um "cost driver"
é uma medida da produtividade da actividade a que se refere representando o
seu objecto,
o
que permite fazer uma afectação razoâveldo
custo dessas actividades aos"lmplementação da Conhbilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
3.
ESTRUTURA
DO PROJECTO
O
presente projecto divide-se em quatro capítulos, sendoo primeiro
destinado a notasintrodutórias,
o
segundo referenteao
enquadramentoteórico,
o
terceiro
ao
Custeio Baseado em Actividades e porúltimo
o capítulo do caso empírico.Efectuada uma profunda pesquisa
bibliográfica,
onde se realçam publicações nacionaise
internacionais, procedeu-seà
observação, análisee
estudo da orgânica existente noInstituto Politécnico de Beja.
Pretendeu-se saber quais as perguntas que os intervenientes internos pretendem colocar
a
uma ContabilidadeAnalítica,
quais deverão ser oscritérios
e respectivas chaves derepartição
a
utilizar
na
Instituição, assimilar
o
Organigrama
e
as
inter-relações existentes,os
seus serviços,os circuitos de
informaçãoe
respectivos procedimentosimplementados,
a
estruturados
seus corpos Docente, Discentee
de
Funciorulrios, aestrutura financeira, entre outros aspectos.
De facto o objectivo desta recolha de dados prende-se com a intenção de que o resultado do trabalho vá de encontro e se enquadre nos objectivos da Instituição.
A
elaboraçãodo
projecto
"Implementaçãoda
Contabilidade
Analítica
no
lnstituto
Politécnico de
Beja",
constituiu
a
fasecrítica
do
actual trabalho,foi
a
ocasião para colocar em escrita a pretensão de implementar um projecto inovador paru a lnstifuição epara
os
seus interlocutores,o
qual
se pretende seruma mais-valia para fomentar
aqualidade das opgões de gestão dos órgãos de decisão.
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 201 0
CAPÍTULO
II
. ENQUADRAMENTO TEÓRICO
1.
ENQUADRAMENTO LEGAL
5
n
Decreto-Lei
(DL)
no
155192,de 28 de Julho
-
estabelecea
Reforma
daAdministração Financeira
do
Estado
e
determina
que
os
serviços
eorganismos devem organizar uma contabilidade analítica como instrumento
de gestão;
DL
no 232197,de
3
de
Setembro aprovao
PlanoOficial
de
ContabilidadePública,
o
qual
destina
a
classe9
para
o
subsistemacontabilístico
dacontabilidade analítica. Associados ao POCP, surgem os planos sectoriais, a
saber:
o
o
POCAL
-
PlanoOficial
de Contabilidade das Autarquias Locais,que
institui
a
Contabilidade
de
Custos como
um
sistemaobrigatório;
POC-E
-
Plano
Oficial de
ContabilidadePública
do
Sector daEducação,
onde se prevê
a
Contabilidade Analítica
como
umsistema obrigatório;
POCISSSS
-
Plano
Oficial
de
Contabilidade das Instituições doSistema
de
Solidariedadee
SegurançaSocial, onde se refere
anecessidade
de
serem criados
os
centros
de
custos
e
mapa§ adequados à dinâmica de gestão do sistema.o
POCMS-
PlanoOficial
de Contabilidade doMinistério
da Saúde,onde se
institui
a
contabilidade analítica
como
um
sistema de aplicação obrigatória.o
o
Lei
no
6212007,de
l0
de
Setembro(RIIES), os
lnstitutos
Politécnicos e"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Insütuto Politécnico de Beja" 2010
c
"instituições
de alto
nível
orientadas
para
o
criação,transmissão
e
difusdo
do cultura e
do
sabere
de
naturezaprofissional,
através daarticulação
do estudo, do ensino, dainve stigaç ão or ientada e do de s e nvolviment o" .
Estatutos do
lnstituto
Politécnico de Beja, homologado por Despacho de SuaExcelência,
o Ministro
da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em20
deAgosto de 2008, publicados no Jornal
Oficial, Diário
da República,T
Série,n.o 169, de 2 de Setembro de 2008.
"lmplementação da Contabilidade AnalÍtica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
2.
CONTABILIDADEPUBLICAPORTUGUESA
Uma
nova reforma
da
contabilidadepública em
Portugal deu
início na
década de noventa, com a publicação dos seguintes diplomas legais:o
Lei n.o 8/90, de20 de Fevereiro, que definiu as bases da contabilidade pública;o
Lei
n.o 6191,de 20 de
Fevereiro, queveio
estabelecerum conjunto
de novosprincípios e regras orçamentais;
o
D.L.
n.o
155192,de
28
de Julho, que instituiu
o
regime
da
administaçãofinanceira do Estado.
De
acordocom
o
previsto na
Lei
n.o8/90, de
20
de
Fevereiro,o
regimejurídico
efinanceiro
dos
serviçose
organismosda
administraçãopública
é,
em
regra,
o
daautonomia administraüva, sendo
que
o
regime
de
excepção
é
o
de
autonomiaadministrativa e financeira.
Em relação aos serviços e organismos dotados de autonomia
administrativ4
alei
veioestipul#
que
o
sistemade
contabilidade aplicável seria
unigráfico,
"devendo serorganizada uma contabilidade
analítica
indispensávelà
ovaliação
dos resultados dagestão",
no
entanto,os
serviçose
organismos dotados de autonomiaadministativa
efinanceira, aplicariam
o
sistema de contabilidadedigriífico,
adaptado ao PlanoOficial
de
Contabilidadeou
em planos de contas sectoriais(como
sejam:o
Planodo
SectorBancário,
o
Plano
do
Sector
Segurador, etc.)3,os
quais
prevêema
elaboração de contabilidade analítica, tambémcoúecida
como contabilidade de custos ou de gestilo.Os
sistemasde
contabilidade,
independentementedo
tipo
de
autonomia
que
osrespectivos organismos detêm, deveriam prever, quer uma contabilidade de caixaa, quer
2Conforme
n.o
I
do art.o 14o e art.o 16o do Decreto-Lei n.o l55l92,de 28 de Julho. 3Conformen.o 2 do art.o l4o da Lei n.o 8/90, de 20 de Fevereiro e art.o 45o do Decreto-Lei n.o
155/92, de 28 de Julho.
aA contabilidade de caixa que "consiste no registo do montante dos créditos libertados, nos termos do artigo l7o, e de todos os pagamentos efectuados por actividades ou projectos e por
"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Instituto Politécnico de Beja" 2010
uma contabilidade de compromissos ou encargos assumidoss aquando do ordenamento
de
receitas6, sendode
salientar
que
a
autorizaçãoe
respectiva contabiliz-açáodts
despesas estão sujeitasT à satisfação cumulativa de três requisitos:
o
Conformidade
legal,
ou
seja,
a
autorização
da
despesaterá que
estar consubstanciada na lei;o
Regularidade financeira, ou seja, a despesa deve estar inscrita no orçamento, ter cabimento e ser adequadamente classificada;.
Economia, eficiência e eficácia, que são conceitos inerentesà
contabilidadede
gestão,uma
vez
que
com
a
sua
aplicação pretende-sea
obtenção domáximo rendimento com o mínimo dispêndio de recursos, i.e., o aumento de
produtividade
e
da
utilidade
consentâneascom
o
volume
de
despesarealizado.
O grau de obtenção destes requisitos pode conseguir-se
atavés
da anrflise dos referidosindicadores,
o
que só se torna possível de acontecer casoo
sistemainstituído
abarquetambém
a
contabilidade
de
gestÍlo,
tanto histórica como
previsional,
em
regime unigráfi co ou di gráfico.Para efeitos de gesti[o dos serviços e organismos dotados de autonomia administrativa e
financeir4
estavam previstosa
elaboração de documentos previsionais tratados como documentos de gestêio8, nomeadamente:a)
Plano de actividades;b)
Orçamento de tesouraria;sEstabelece
a
propósitoo
n.oI
do
art.o
l0o
do
Decreto-Lein."
155192,o
seguinte:"A
contabilidade de compromissos ou encargos assumidos consiste no lançamento das obrigaçõesconstituídas,
por
actividadese
com
a
indicaçãoda
respectivarubrica
de
classificaçãoeconómicq compreendendo:
a)Os montantes, fixados ou escalonados para cada ano, das obrigações deconpntes da
lei ou de contrato, como primeiro movimento da gestiio do respectivo ano;
b) As importâncias resultantes dos encargos assumidos nos anos anteriores e não pagos;
c) Os encargos assumidos ao longo da gestão". 6Conforme
art.o l5o da Lei n.'8/90 e art.o 9o do Decreto-Lei 155/92. TConforme
o estipulado no art.o 22o do D.L. n.o 155192.
sConforme
aÍtj
4go do D.L. n.o 155192.
"lmplementação da Conabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 201 0
c)
DemonstraçÍlo dos resultados (previsional); ed)
Balanço previsional.Analogamente à elaboração destes instrumentos de gestão, estes serviços e organismos
ficavam
ainda sujeitosà
execução dos seguintes documentos de prestação de contas, reportados a3l
de Dezembro de cada anoe:i.
- Relatório de actividades;ii.
- Conta de fluxos de tesouraria;iii.
- Balanço [analítico];iv.
- Demonstração dos resultados;v.
- Anexo ao balanço e à demonstração dos resultados;vi.
- Parecer do órgão fiscalizador.E ainda imposto pela
lei
mencionada, que no relatório de actividades o órgão de gestãoindique
de forma
clara
a
situação económico-financeirada
Instituição Pública
que representa, informando sobre a eficiência aquando da utilização de recursos, bem como da eficácia na realização dos objectivos previamente estabelecidos.O relatório de actividades deverá ainda informar das perspectivas futuras de evolução da
actividade
do
organismo
ou
serviço
e
também sobre
a
aplicação
dos
resultados,conforme estipula
o
n.o1l
da
Resoluçãodo
Tribunal de
Contasn.o
1193,de
2l
de Janeiro.Dando continuidade as leis
já
evidenciadas e com o objectivo de lhes dar cumprimento,foi
aprovado
atravésdo D.L.
n.'
232197,de
3
de
Setembro,o
Plano
Oficial
de Contabilidade Pública (POCP) I 0, que estipula:lo
-
"O Plano O/icial
de ContabilidadePública
é obrigatoriamente aplicáuel o todos os serttiços da administração central,regional
e local que não tenham aeConforme
n.o
I
do art.o 50o do Decreto-Lei n.o 155192.rosimultaneamente
foi
criada
a
Comissão de Normalização Contabilística da AdministraçãoPública
(CNCAP),
órgão
independentee
autónomoda
Comissãode
Normalização Contabilística (CNC) existente desde 1977, esta para o sector privado."lmplementação da Contabilidade AnalÍtica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
natureza,
forma
e designação de empresapública,
bem como à segurança social(...) " ;
2o
-
"O
Plano
Olicial de
Contabilidade
Pública
é
tambémaplicável
às organizações dedireito
privado
semfins
lucrativos que disponham de receitasmaioritariamente provenientes do Orçamento do
Estado."
Com a publicação deste
diplomq
jáL não são só as instituições que gozem de autonomiaadministrativa
e
financeira
aquelasque devem
adoptarum
plano
de
contas, comopreviam quer a
Lei
n.o 8/90, quero
Decreto-Lei n.o 155192, mas também os serviços eorganismos que possuam apenas autonomia administrativa.
Aliiís,
para estes últimos,passa a não ser obrigatória, de
forma
autonomizada, a elaboração da contabilidade decaixa, da contabilidade de compromissos
e da
contabilidade analítica, todas estas emregime unigráfico,
obviamente,pilâ
setornar obrigatória
a
adopçãode
um
sistemaintegrado
de
informação em regime digráfico,
passívelde
permitir a
elaboração dacontabilidade orçamental,
patrimonial,
analítica,bem como de
um
efectivo
contolo
interno da organizaçÍlo.
Deste
modo,
a
aplicaçãode
um
sistema integradocom
estatipologia, constitui
uminstrumento
de
gestilo
e
de
avaliação
das
entidadespúblicas que
o
praticarem, nomeadamenteno
que se
refere aos requisitos gerais
aquandoda
autorização dedespesas, consagrados no
D.L.
n.o 155192:/
- Conformidade legal;r'
- Regularidade financeira;/
- Economia, eficiência e eficácia.Além
dos objectivos referidos, o POCP deverá possibilitar aos órgãos dirigentes:l.
A
tomada de decisões estratégicas no que respeita à gestão do orçamento e,em
especial,à
gestão dos programas plurianuais (exemplodo PIDDAC
-Plano de Investimento e de Despesa de Desenvolvimento da Administração
Central);
"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Instituto Politécnico de Beia" 201 0
2.
Disponibilização de informação destinada aocontrolo e
fiscalização, pelasentidades
com
competência parao
efeito
(exemplo da
Direcção-Geral do Orçamento,do Tribunal
de Contas e da Direcção-Geral de Contribuições eImpostos);
3.
Obtenção
de
informações destinadas
à
elaboração
de
agregados macroeconómicos e da Contabilidade Nacional.No
que
concerneà
estruturado
POCP,
estaé
compostapara além das
chamadas"considerações técnicas" sobre os documentos de prestação de contas e especificidades
do
tratamento contabilístico
das
operações orçamentais,também
pelos
princípioscontabilísticos,
pelos
critérios de
valorimetria,
pelo
balanço,pela
demonstração deresultados,
pelos
mapasde
execução orçamental,pelos
anexos
às
demonstraçõesfinanceiras e pelos próprios quadros e código de contas.
Neste seguimento, o quadro e o código de contas do POCP prevêem 9 classes de contas, a saber:
o
Contas de controlo orçamental (classe 0);o
Contas de balanço (classeI
a 5);o
Contas de resultados (classes 6 a 8).De
evidenciar queo
POCP nãoinclui
uma classe destinadaà
contabilidade analítica,não obstante
no ponto 2.5
se estipula quea
classe9
encontra-se reservada para esseefeito. Por
estemotivo,
tambémnão
estáprevisto
um
modelo de
demonstrações de resultados por funções, pelo que convémrecoúecer
nitidamente os documentos que sereferem
à
prestaçãode
contas,cuja
elaboraçãose
torna
obrigatória,
sendoeles
osseguintes:
l)
- Balanço;2)
- Demonstração dos resultados por natureza;3)
- Mapas de execução orçamental:"lmplementação da Conabilidade AnalÍtica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
b)
Controlo orçamental-
receita;c)
Fluxos de caixa.4)
- Anexos à demonstração dos resultados, que compreendem:a)
Caructeização da entidade;b)
Notas ao balanço e à demonstração dos resultados;c)
Notas sobre o processo orçamental e respectiva execução.É
de referir que
o
diploma legal que
aprovou
o
POCP
contemplano
art.o 5o, apossibilidade
de
criação
de
planos
sectoriais,para
entidades específicasdo
sectorpúblico administrativo, os quais se transcrevem:
o
- O Plano de Contas das Autarquias Locais(POCAL);
o
- O Plano de Contas do Sector da Educação (POC Educação);o
- O Pano de Contas do Sector da Saúde (POC Saúde);o
- O Plano de Contas da Segurança Social (POCISSS).Relativamente
às
autarquiaslocais,
foi
aprovadoo
Plano
Oficial de
ContabilidadeAutarquica
(POCAL),
atravésda
publicaçãodo
Decreto-Lei
n.o54-Al99, de 22
deFevereiroll,
legislaçãoque
se
aplica
obrigatoriamentea
todas
as
autarquias locais(Câmaras
Municipais,
ServiçosMunicipais
e
Juntasde
Freguesia),assim
como
aentidades eqüparadas, como sejam:
a)
Á,reas Metropolitanas;b)
AssembleiasDistritais;c)
Associações de Freguesiase
deMunicípios
dedireito público e
outrasentidades
que
por
lei
estejam sujeitasà
contabilidadedas
autarquiaslocais.
rrJá
prevista no art.o 6o da lei n." 42198, de 6 de Agosto, que aprovou o novo regime das finanças locais e que revogou o D.L. n.o 341193, de 21 de Julho e o D.L. 226/93, de 22 de
Juúo
(cf. art.o12o do D.L.54-N99, de22 de Fevereiro).
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
O
POCAL'
decorrente da sua proveniência como sendo um produto adaptado do POCP,compreende
as
consideraçõestécnicas,
os
princípios
e
regras
orçamentais
econtabilísticos, os critérios de
valorimetria,
os documentos previsionais,o
quadroe
ocódigo
de
contas,o
sistemacontabilístico
e de
controlo interno,
os
documentos deprestação de contas e os
critérios e
medidas específicos idênticas aodiploma
que lhe deu origem.Já
o
sector da saúdefoi
contemplado, a 28 de Setembro de 2000, com a aprovaçÍ[o doPlano
Oficial
de Contabilidadedo Ministério
da Saúde (POCMS), através da Portaria898/2000.
Trata-se
de
mais
um plano
sectorial
no
âmbito
do
POCP,em
que
a
contabilidadeanalítica é de aplicação obrigatória nas instituições do Serviço Nacional de Saúde para
as quais exista um plano de contabilidade analítica. Do mesmo modo, a presença de um
sistema de controlo interno nas entidades a ele obrigadas não
foi
desctrada neste plano, no entanto, a consolidação de contas prevista no número 12 do POCMS será matéria de despachoconjunto
dos Ministros
das
Finançase
da
Saúde, auscultadaa
CNCAP,Comissão esta que estabelecerá as referidas nonnas de consolidação.
Há que
subliúar
que desdeo início
da década de 80 tornou-se obrigatório um plano decontas para todos os serviços e organismos do
Ministério
da Saúde, sendo queo
PlanoOficial
de Contas dos Serviço de Saúde (POCSS) que existia constava de um sistema deinformação contabilístico
baseadono
POC
(numa
filosofia de que os
serviços doServiço
Nacional
de Saúde (SNS) têm de ser administrados como empresas privadas,devendo logicamente ter associado um sistema contabilístico semelhante).
O
POCMS é também aplicável às organizações dedireito
privado semfins
lucrativos,cuja actividade
principal
seja a saúde, ou que dependam, directa ou indirectamente, dasentidades referidas anteriormente, desde que disponham
de
receitas maioritariamenteprovenientes
do
OE eou
dos orçamentosprivativos
destas entidades.Além do
códigode contas
e
da conceituaçãoe
âmbito das contas, constado
POCMSum
conjunto deconsiderações
técnicas,
em que se
integram
algumasnoÍrnas
de
controlo
interno"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
valorimetria, os modelos dos documentos de prestação de contas e respectivos anexos,
bem como a consolidação de contas (não prevê as nonnas de consolidação, que serão
aprovadas posteriormente;
a
consolidação de contas também não está considerada no POCP) e a importância do Relatório de Gestiio.Outro dos planos
de
contabilidade sectorial
é
o
das
Instituições
do
Sistema
deSolidariedade
e
de
SegurançaSocial
(POCISSSS), aprovadopelo
Decreto-Lei
n.o1212002,
de 25
de
Janeiro,que
veio
colmatar as limitações
existentesno
Plano
deContas das Insütuições
de
SegurançaSocial
(PCISS), aprovadopelo Decreto-Lei
n.o24188, de 29 de Janeiro, cuja concepção assentava
já
no registodigráfico,
tendo comomodelo o POC empresarial.
As
mutagões legislativas originadas na segunda metade dadécada
de 90
viúam
evidenciandoa
dificuldade de
gerir
o
sistemade
informação financeira da Segurança Social a partir de adaptações sucessivas do PCISS.Com
a
aprovaçãodo
POCISSSS,as
entidadesdo
Sistemade
Solidariedadee
deSegurança Social (SSSS) vêem relançadas as bases do controlo orçamental, na óptica do
reforço
da
tansparência
deste
sector
da
Administração Pública,
e
da
suaresponsabilidade
no
acompanhamentoda
execuçãoorçamental
e
das
envolventesfinanceiras que lhe são subjacentes.
Este diploma
aplica-se obrigatoriamente
a
todas
as
instituições
do
Sistema
deSolidariedade
e
de
SegurançaSocial
e
compreendeas
consideraçõestécnicas,
osprincípios
e
regras
contabilísticos,
os
critérios
de
valorimetria,
os
documentosprevisionais, as demonstrações financeiras, orçamentais e patrimoniais e seus anexos, o
quadro de contas e suas notas explicativas,
o
sistema contabilístico, os documentos de prestaçãode
contas,as
norÍnasde
consolidaçãode
contas,o
Sistemade
ControloInterno (SCD e a composição do Relatório de Gestão.
Além
disso, são evidenciadas asespecificidades do tratamento contabilístico das operações orçamentais, das provisões e
da Contabilidade de Custos.
Por
último
e também na sequência da publicação do POCP, gostaríamos de abordar a adaptaçãoe
posterior
publicação,pela
Portarian."
79412000,de
20 de
Setembro, oRS
{
t-\,'
25 Mestrado em Gestão
-
Contabilidade e Auditoria"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beia" 201 0
Plano
Oficial de
Contabilidadepara
o
Sector
da
Educação(POC-E),
o
qual
terá aplicação:a)
1oA
todosos
serviçose
organismosdo Ministério
da
Educação, bemcomo
aos organismos autónomosque
estejam soba
suafutela
e
não tenham a forma ou a designação de empresa pública;b)
2"A
todas as entidades privadas cuja actividade principal seja a educaçãocom
despesas financiadas maioritariamentepor
dotaçõesdo
Orçamento de Estado e/ou dos seus orçamentos privativos.De
mencionar,
que
o
POC-E
tem
por
objectivos,
à
semelhançado
POCP,
criarcondições para a implementação de
um
sistema que integre numa só contabilidade osaspectos orçamental,
patrimonial
e
de
gestÍ[o,com vista
ao
suporte das tomadas de decisões dos órgãos competentes, à prestação de informação aos utentes dos serviços e à análise da eficiência e da eficácia na gestão dos recursos públicos.Este plano
de
contabilidade
compreende,paÍa além
de
um
conjturto
de
normas relacionadas com a contabilizaçío de operações de natureza orçamental e patrimonial ede normas sobre a consolidação de contas, também norÍnas sobre a implementação da
contabilidade analítica. Apesar do quadro e do código de contas não
identificar
as quesão destinadas à contabilidade analítica, reserva para este
fim
a classenoue".
São objectivos específicos da contabilidade analítica (de gesüio ou de custos)
(cf.
ponton.'2.8):
Obtenção do custo por actividades intermédias e actividades finais, o custo
por aluno,
o
custo de outras actividades e o custo de serviços prestados aoexterior e, no cÍlso das escolas pertencentes ao ensino superior, também o custo de cada projecto de investigação;
12 Tal
como no POCP, a classe
0
integra os custos de controlo orçamental, a classeI
a 5 ascontas
de
balançoe
a
classe6,'l
e
8
para as contasde
custos, proveitose
resultado, respectivamente."lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
2.
Obtenção de informação acerca do custo dos serviços prestados aos utentes como contraprestação de um preço, uma taxa ou de uma propina e apurar o resultado económico que resulta da prestação de serviços;3.
Justificar
a
aplicação,em
actividades específicas,de
receitas coÍrentes e/ou de capital provenientes de actividades externas;4.
Fornecer informação
adequadaque seja
destinadaà
valorização
dosactivos
fixos e
circulantes paraefeitos de
contabilizaçáo das operaçõespatrimoniais;
5.
Fornecer os elementos necessáriosà
elaboraçãodo relatório
de gestilo, à elaboraçÍ[o e análise de rácios de economia, eficiência e eficácia a inserirnesse relatório, e à elaboração da demonstração dos resultados por funções
e
actividades,bem como
às elaborações dos quadros que constifuem asnotas sobre a contabilidade analítica inseridos no anexo às demonstrações financeiras.
Como
já foi
aqui referido, no POC-E a contabilidade analítica é obrigatória e deverá serimplementada segundo
o
sistemadigráfico
e
dualistanum
exercício económico quecorresponda a um ano lectivo, com
início
emI
de Outubro de cada ano efim
em 30 de Setembro do ano seguinte. Assim, as contas e subcontas a criar para o efeito deverão dara
coúecer
(cf. ponto 2.8.2.):{
Os custos de cada actividade de serviço interno;{
Os custos previsionais por cada produto ou serviço prestado;{
Os custos reais por cada produto ou serviçofinal;
r'
Os desvios entre os custos previsionais e os custos reais;/
Os
proveitos identificados
com uma
actividade,
respectivos custos eresultados;
r'
Os custos não imputados.Da
análise desagregadado
saldo dos custos das subcontasda
contabilidade analíticadeverá ainda obter-se informação acerca:
a)
dos custos directos e indirectos;"lmplementação da Contabilidade AnalÍtica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
b)
dos custos com:i.
pessoal docente;ii.
pessoal não docente;iii.
funcionamento;iv.
amortizações, provisões e outros não especificados;c)
dos custos totais incorridos no exercício económico, bem comoo
custototal
acumulado
de
actividades,
produtos
ou
serviços
de
carácterplurianual, ou cuja duração não coincida comesse exercício.
O POC-E prevê também a elaboração dos seguintes documentos previsionais:
a)
- Plano de actividade;b)
- Plano depltrianual
de investimento e mapa de execução anual;c)
- Orçamento.Sendo os documentos de prestação de contas previstos, os seguintes:
a)
- O Relatório da gestão;b)
- Mapas de execução orçamental:i.
Mapa de controlo orçamental de despesa;ii.
Mapa de controlo orçamental de receita;iii.
Demonstração dos fluxos de caixa;iv.
Balanço;v.
Demonstração dos resultados por naturezas;vi.
Demonstração dos resultados por funções;vii.
Anexos às demonstrações financeiras;viii.
Parecer do órgão fiscalizador.Sublinha-se
o
facto de que a elaboração da demonstração dos resultadospor
funções éobrigatória paÍa
as entidades abrangidaspelo
POC-E
(cf.
ponto 2.2.1),
pelo
que
oselementos
que
a
integram
serão
fomecidos
através
da
elaboraçãode
27
mapas"lmplementação da Contabilidade Analítica no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
o
Al
- custos de actividade ou serviços internos de apoio;.
A2
- custos da actividade ensino;o
A3
- custos da actividade investigação;o
A4
- custos da actividade de apoio aos utentes;.
A5
- custos da actividade prestação de serviços;o
A6
- custos de outras actividades;o
A7
- custos de produção paruaprópria entidade."lmplementação da Contabilidade Analítica no Insütuto Politécnico de Beja" 201 0
3.
IMPORTÂNCIA
ANALÍTICA
PORTUGUESAS
PORQUÊ
DA
CONTABILIDADE
INSTITUIÇOES
PUBLICAS
EO
NAS
É
manifestaa
pouco
evidênciaque
em
geral ainda
é
dada,dentro das
InstituiçõesPúblicas, às contendas relacionadas com a gestão. Neste sentido,
Apolinário
(2002:43)
salienta "durante muito tempo q gestdo permaneceu identificada na mente do
público
emesmo de alguns especialistas
como
"gestão de empresas".Agora
o erro
começa adissipar-se
mas
o
pressuposto
de
que
a
gestão
significa
"negócio" ainda
não desapareceupor
completo. É preciso acentuar-
com toda a clareza-
que a gestão nãoé gestdo de empresas do mesmo modo que,
por
exemplo, medicina não é estomatologia ou matemática não é álgebra. A gestão é a gestão das organizações".Por outro lado,
também
é
patenteo
aumentoda
importância
que
a
contabilidadeanalítica
representanas Instituições
Públicas,a
qual,
é
utilizada como
instrumento indispensável na busca incessante do efectivo controlo das despesas públicas.Não
persistem dúvidas de queé exigido
a todos os organismos públicosa
prática deuma gestêÍo
rigorosa,
efrcaz e eÍiciente dos seus recursos, na prossecução doprincipal
objectivo do
sectorpúblico,
i.e.,o
de satisfazerum
elevado conjunto de necessidades sociais, em constante crescimento.Um
dos temas preferidos das capas dosjomais
da actualidade prende-se com a realidadedos efeitos negativos paxa a economia de qualquer país, provenientes dos altos deficits
públicos, os quais
têm
criado uma consciência nos governos, autoridadese
sociedadeem geral sobre a necessidade da sua redução. Entre as possíveis medidas a aplicar para a
sua diminuição,
sobressaicomo
a
mais
imperiosa,
o
abatimento considerável dasdespesas em que incorrem os organismos públicos.
Esta medida
implica
obrigatoriamenteuma
mudançano
paradigmada
gestilo dessasmesmas entidades, cuja nova vaga
vem
requerer informação contabilística naqual
sepossa apoiar a tomada de decisões dos respectivos responsáveis. Neste sentido o POCP e os planos sectoriais representaram um avanço importante relativamente à situação em
"lmplementação da Contabilidade Analítica no Insütuto Politécnico de Beja" 201 0
que anteriormente se encontrava
a
informação contabilísticapública,
no
entanto issopoderá não ser suficiente.
Na
procurade
soluções para esta modificação,a
questão fundamentalque
deve serobjecto
de
reflexão
é
-
Qual
o
modelo de
gestão
dos
organismos
públicos
emPoúugal?
-
uma vez que, consoante seja a resposta a esta pergunt4 assim se desenharáo
modelo de
contabilidade analíticapÍúa os
mesmos organismos. Neste segúmento,criou-se
a
mentalidadeque
defendea
transferência paraas
instituiçõespúblicas
dasmesmas formas e modelos de gestão das entidades privadas.
Exemplo
deste factoé
o
POCPe
os planos sectoriais terem adoptadoum
sistema decontabilidade moldado
no
POC das empresas privadas.Na
verdadeo
Decreto-Lei
no155195, de 28 de Julho, é um dos diplomas que esteve na base da RAFE, estabelecia no
seu artigo 45o que os organismos com autonomia administrativa e financeira, integrados
no regime excepcional deviam adoptar
um
sistema de contabilidade moldado no PlanoOficial
de Contabilidade.Mais
tardeo
POCP, referiaque
"...vtsandodar
resposta àsnecessidades
de
informação contabilística, estão
em aplicação
na
AdministraçãoPública
planos
de contobilidade que sêio essencialmente adaptaçõesdo Plano
Olicial
de Contabilidade aplicántel ao sector
privado
(POC)...".
O Plano
Oficial
de Contabilidade Pública (POCP)I3 observa uma estrutura anríloga à doPlano Oficial de
Contabilidade (POC),
por
aproximaçãoà
realidade contabilísticaempresarial
e
permite,
em
simultâneo, registara
aberturae
execuçãodo
orçamento,identificando
em
qualquer momento,
a
situação orçamental
e
de
tesourariqevidenciando as variações, composição e situação patrimonial e fomecendo informação
de
natureza económica,patrimonial
e
financeira.A
sua aplicaçãopermite
efectuar adistinção entre a contabilização das operações orçamentais, com efeitos exclusivamente
internos (efectivada na Classe 0 do POCP) e a contabilizaçáo das operações a seguir ao
reconhecimento
de
um direito ou
obrigaçãocom
efeitosno
património
da
entidade(efectivada nas Classes
de
I
a
8 do
POCP).A
aplicaçãointegral do
POCPimplica
aintegração de três sistemas contabilísticos,
o
Orçamental,o Pafiimonial
eAnalítico
ou de Custos, sendo por isso, um instrumento fundamental de apoio à gestÍÍo das entidades13
Aprovado pelo Decreto-Lei n.o 232, de 3 de Setembro.
"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Instituto Politécnico de Beja" 2010
públicas
e à
sua avaliação.Por outro lado, permite
aindaa
obtenção dos elementosindispensáveis
do
ponto
de vista do
cálculo das
grandezas relevantesna
óptica
daContabilidade Nacional e o conhecimento sobre a situação patrimonial de cada entidade.
Dizer
ainda que estes sistemas são obrigatórios eutilizam
adigrafia
como sistema de registo."O
fenómeno
da
globalização
caracterizado
pela
aproximação
entre
Estados
eCulturas, onde
os
aspectos
económicos,sociais
e
culturais afectam
indivíduos, empresas e governos, provoca inevitavelmente mudanças e modernização do Sistema deInformaçdo em que se apoia a tomada de decisão, tendo
por
isso a Contabilidade vindoa
reforçar
a sua importôncia tanto ao nível do sectorpúblico
como doprivado"
(Alves e Teixeira, 2003).Enquanto
Sistemade
Informaçáo,
a
contabilidadeem
Portugal, divide-se
em
dois subsistemas:a)
A
Contabilidade parao
Sector Privado, reguladopelo Decreto-Lei
no410189
de
2l
deNovembro,
queveio
implementaro
POC
no
Sector Empresarial;b)
A
Contabilidade parao
SectorPúblico,
reguladopelo Decreto-Lei
no232197 de
3
de Setembro, queveio instituir
o
POCP naAdministação
Pública.
Diante deste ceniírio, Carvalho (2000) tem esta afirmação: "Com a aprovação do POCP
e de outros planos do Sector Público, constata-se a opção em Portugal de dois sistemas
contabilísticos, um
para
o
SectorPrivado
e outropara
a Administração Pública. Estaaproximação
ao
modeloprivado,
mas
nãofusão,
fundamento-se essenctalmente nofacto
de que os seus objectivos sdo diferentes, como também não são coincidentes os utilizadore s da Informaçdo Contabilística " .Como
já
foi
anteriormentereferido,
a
implementaçãodo
POCPna
sua globalidade,"lmplementação da Contabilidade Analíüca no Instituto Politécnico de Beja" 201 0
i.
O orçamental;ii.
O patrimonial eiii.
O analítico ou de custos.Quer
no
POC, quer nopróprio
POCP, quando este articulao
Plano de Contas com osSubsistemas de Contabilidade neles previsto
e
exigido,
delegana
autonomiade
cadauma das entidades,
a constução do
plano de contas da contabilidade analítica"o
qual será desenvolvido na classe9,
de acordo com as especificidades e realidades de cada organização.Assim,
o
POCP prevêa
obrigatoriedadeda
existênciada
Contabilidade Analítica" apesar de nãoindicar
procedimentos concretos quantoà
sua aplicabilidade,exige
o
cumprimento
dos
seusobjectivos, culminando
os
mesmosna
obtenção deinformação para análise
e
tomada
de
decisãodos
órgãos
competentes, através da compilação de indicadores de medida de eficácia, de eficiência e de economia.De
acordo
com
o
ponto 2.8.1.
do Cravo et
al.,
(2002:327-330),
"a
ContabilidadeAnalítica
no Sector Público Português é um sistema contabilísticoobrigatório
que tem como objectivos:r'
A
obtençiio ejusti/icação
do custopor
actividades, intermédiaseÍinais;
/
Obter
informaçãodo
valor
dos custos dos Serviços Públicos que têmcomo
contrapartida
umpreço,
uma ta)caou
umapropina
deforma
afundamentar esse
valor
exigido aoutilizador
dos Serviços Públicos;/
Calcular
os cnstos, proveitos e resultados das actividades, produtos ous erv tç o s s up ort ado s int e gr alm e nt e p e I o c o mpr ador ;
r'
Apoiar a
adopçêio de decisões sobrea
entregaa
unidades externas deprodução de bens ou prestação de serviços;
/
Justificar a
aplicação de receitas provenientes de actividades externase destinadas a uma actividade específica;