UNIVERSIDADE
DE EVORA
Mestrado em lnteruenção
Sócio-Organizacional
na
Saúde
Curso ministrado em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
(DR-II
Série, no.250 de29 de Outubro de2002)Área de especialização em
Politicas
de
Administração
e Gestão
deServiços de Saúde
Gerir as
competências:
Um
desafio
para as
chefias
de
equipa
em
enfermagem
numa
unidade hospitalar
do
sector
público
Dissertação
de
Mestrado apresentada por:Manuel Tomé Punilhas Frade
Orientador:
Prof. Doutor Garlos AlbeÉo da Silva
[Esta dissertação não inclui as crÍticas e sugestôes feitrs pelo júri]
Evora
UNIVERSIDADE DE
ÉVORA
Mestrado em lnteruenção Sócio-Organizacional
na
Saúde
Curso ministrado em parceria com a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa
(DR
-
II
Série, no. 250 de29 deOuüúro
de2002)Área de especialização
emPoliticas
de
Administração
eGestão
deServiços de Saúde
Gerir as
competências:
Um
desafio
para as
chefias
de
equipa em enfermagem numa unidade
hospitalar do
sector
público
Dissertação
de
Mestrado apresentada por:Manuel Tomé Punilhas Frade
Orientador:
Prof. Doutor Garlos
Alberto
daSilva
)(,o
Y71
[Esta dissertação não inclui as críticas e sugestÕes feitas pelo júri]
Evora
PENSATENTO
"Age de tal maneira que uses a Humanidade,
tanto na tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre e simultaneamente como fim
e nunca simplesmente como meio'
DEDICATORIA
Este trabalho de investigação é dedicado
à:
Minha esposa Maria de Fátima E ao rneu filho Pedro
RESUTUIO
Ao Analisar as competências lndividuais e Organizacionais qu9 os Enfermeiros devem ter para sãrem óhefes de eàuipa num hospital público da região de Lisboa, delineamos os objectivos
ã"p*môJt
lOentidai
e
camcterizar'as competências-lndividuais
e
Organizgcionais dos Éntermeiros chefes de equipa e Gompreender as implicaçÕes das compelências indMduais nagesffio das competências-oiganizacionais dos enfermeiros chefes de equipa.
Útiláros
foi
ó
método qüanütativo, sendo este um estudo descritivoe
exploratÓrio queã.-"á,
-num nospitai püUticoda
iegiãode
Lisboa.A
amoshafoi
constituÍdapor
187ãnf"rrãiros.
O
inqüerito por questionáirio,é
composto por uma parte!e
avaliaçâo §Ócio-àãrognáno e profissional, oufà peh escala de Competên9!9s de ManuelFrade. Os resultados,ãir
Értin"ntes fo,,am no que réspeita-aos DomÍniosI
(Liderança e Formas. de Pensamento"fr-ó;pgidãlasl
ú
=
ziog)e'7
(M=
1!98) apresentam.osvaloresmaiselevados. Em
ô"ç5;,
;tilÍ,ío
s
(coinpâtencias de Liddania) (M=
't,63) regista o-val.or mais baixoõffid;;rónsidera
a'totatidade da amoska. coniioerarmos as competências.lndividuaisSãmlnio O,
Gompetênciasem
Ciênciasde
Enfermagem) influenciamo§
domínios 2ióãrúte*ias
de irhneamento e Desenvolvimento de PolÍfrcas de Saúde), 3_(Competênciasàã-Cômunlcação), 4 (Competências Culturais)
e
I
(Lidera!ç?-e Formas de Pensamento emóãrpêtd;iad),
úêrmàmoà conela@s estatisticamente significativas. Considerando que as õãriãten"ias"Organizacionais (DómÍnio7)
influencia19!
domínios3
(Compelências deComtnúça"),
5-
(Gompetênciàsde
Liáerrança),6
(ColRetênciaqem
G_iências deÉnt"-rg,;r1'â
A 1üOeraàç."
Formas de Pensamento em Competências), verificamos queestes aúesehtam âssociaçáes fortes. podemos ainda afirmar que existe uma conelaçâo entre
o
Oómt'nio6
(Competênciãs em Ciências de Enfermagem) 9 o DomÍnio7
(Competências deê"=Uól
queé
considemda fortee
daÍ poderernos concluir que ambosos
dom[nios seinfluenóiarir mutuamente e de forma exponencial. Podemos ainda afinnar que as comptências nâo variam consoante
as
variáveis sóciodemográficase
profissionais. Assim, podeme-""fúk
qré aceitamos e validamos a nossa primeina -hipQtese (Hí'Não
exlstem dilerenças;íil1úiú"J
ao
nhreldos
domlnle
de-competênclaq em termosde
caracterÍsücasinãivtouals, caracterÍsticas
sóclodemogÉficas
e
profisslonals) não existe dÍferenças significativas enúe gruPos.Gom intuito de encontãr o perftl ideal par:a o enfermeiro chefe de eguipa §tZ -.
Osgomínle
àãôo.út6ncias
não sãd múuamehte exctuslvos no quadro de acçâodc
Ghafe
deÉqufpisi foi realizada uma análise factodal da qual se obtiveram após ropçâo varimax com
".irrãi'r.çao
de
lGiser, dez factores, estes foramsubmeüdos
ao
coeficientede
alfa deóáb""h"pàra
avaliara
homogeneidade. Os fiactores com maior homogeneidade são osÉ"toioi(o-GronbachdoFactõ1ê0.9092)e2(o-GronbachdoFactor2ê0.8878),assima
partir destà traçamos o perfil de competências dos enfermeiros chefes de equipa.iroo"mor conclúir que abitamos e validamos a nossa segunda hipótese (H2)' q destra fonna
úámos
aftnnar qúe os domÍnios de competências não são mutuamente exclusivos segundoãiáanarse
faaoriãte que paÍa nos o perdt de competências ideal para os enfermeiros chefesãããúúá
é
aquete qüe ômporteo
ser Proficiente em, Competênciasde
Comunicaçâo,óilüifi"iás-
bunurdis, Coúpetênciasde
Liderança, Gompetências.das
Ciências deÉnt"rráger,
Gompetências de'Gestão e por último Liderança e Formas de Pensamento emCompetências.
Gerir as competências: Um desafio para as chefias de equipa em enfermagem numa unidade
hospitalar
do sectorpúblico
palavras4have: Chefia de Equipa, Competências, Enfermagem, Gestâo de competências, Organização
To manage the
abilities:
A challengefor
you commands them of equipsin
nursing in
a hospitalunitof
the publicsector
Word-lGy: commands of Equips, Abilities, Nursing, Management of abiliües, Organization
Abstract
To fuialyser the abilities lndividuals and Organizaüonally thatthe Nurces must have to be heads ái"qúip
i"
"
fubtic hospital of the region oíLisbon, delineate th9sqegific-objectives: .To
ideffi
ãnàiô'"nr*àterize
the abitities tndúduats and organizaüonally of the Nurses heads of eqgipánà
io
understandúe
implicaüonsof the
indiüdual abiliüesin the
managementof he
organizaüonally abilities of the nurses heads of equips.
-
.-Wã use raras thê quanütative method, being this a'dàscriptive and exploratory study that elapsed in
ã
prUri" rrospút orúe
region of l-isoon. The sampie was constituted byí87
nurses. The inqúiw for quesüonnaiiá-isbmposed-Qrc
part9f
Parherdemographic.and professional àuàiúátion, ánother onã toi ure sôate of Abitiües of Manuel Frade. The results most pertinent n"ãúán
in what it respects to DominiesI
(Leadership and Forms of Thought in AbilÍties) (M =à,
Og) and7
(M=
í,'98)
present the val-ues highêôt. tn opposition, domain5
(Abiliües ofrà"0ãrsÍipl (trí'=
i,
oá) reôiàter the vatue Iowest when the totaliú of the sample is considered.io
ónsidér'the
tndividuai nOimas (Domain6,
Abilitiesin
Sciencesof
Nursing) influence oãminlesz
(Abititiesóí
panning aàd Developme$of
Politicsof
Health),3
(Abilities ofCorrúni&àn),
4 (CulturatAbilitiás) andI
(Leadership and Forms oÍThoughtin-Abilities), we veriff significani coàehtions stiaüsüát. coniioering that thg..Organizationally Abilities (Domainzi
innueirce dominies 3 (Abilities of communicatioá), 1{noiryç
of Leadership), 6- (Abilities in$únces
of Nursing) and e lteaaership and Forms of Thought in Abilities), we venff that thesepresent sbong assóciàtioni.
We
can sfill affirm thata
óretaüon
exists enters Domain 6 1,,qbÍiti* in Sõencesú
Nursing; and Domain 7 (Abilities oÍ Manageme$$.alit
is considered àtronó"nà fiom there we will
É
able to conclud'e that both the dominies if influence mutually
ánã õt ãiponential form. We can sül! affirm that the abilities do not vary consonant the
parher-d;rúãphic
anO professional0
variabte. Thus, ure can conclude that we accept and we,ãiúáL
àur fircttriponéis
fií
-
stgntÍlcantdlfference to
the levelof
the domlnlesof
abllÍüe§
ln
tennsof
lndlvid'ual, chãtacterlsüc chamcter{stlcsprtnerdemognphlc
and professlonal do not êxlst) does not exist signÍficant differences between groups. _tnrrttr intention to find the
úed
profilebr
thã nurse head of it equips {H? -9ê
Domlnles de Cómpetencle ls notmutually erctuslve ln the pl9turc of share of the Headeof
Equlpo)waj
ãnuo
through an fiastoriá anatysis of which ii tney had gotten rotation afrer varimax wtth nõrmafizationot
kaiser, ten factors, these had been dubmitted to the oefftcient of alpha.of Cronbach to evatuate the homogenáity.fne
factors wiür bigger homrye1_f! are factols 1 (o-Cronbach of FactorI
are 0, 909ã) and Z 1o - Cronbach of Factor 2 is 0, 8878), thus from thesewe kace the profile of abilitie of the nuͧes heads of equips.
úe
can conàude that we acept and we validate ours second hypothesis (H2], 9n$ in such a ,o"vãn
ámrm mat the dominiel of abilities are not mutually exclusive as this factorial analysis ànán"t
for us the ideal profite of abitiües for the nuÍses heads oÍquips
is_thatol9
that holdst6g
ilãilÉnt
being in, ôunuralAbilitie
of Communication, Abilities, Abilitiesof
Leadetship' Abiliües of Sciences ái uursing, Abitities of Management and ftnally Leadership and Forms of Thought in Abilities.AGRADECIT[ENTOS
Agradeço
a
todas
as
pessoas
que
direc-ta
ou indirectamente tomaram possÍvela
realiza@o destetabalho
de investigação, em especialao Sr. Professor Doutor Carlos da Silva pela tão valiosa
colabora$o.
Aos meus familiares por seterem
privadoda
minha
companhia,e
aos
professores do Curso de Mestrado.íxorce
Pensamento Dedicatória ResumoAbstncÍ
Agradecimentos
Índice Geral índice deGráficos
Índice de Quadros Índice de EsquemasAbreviaturas
e Siglas f. l il ilt IV V VItx
x
xlr
xil
í.
PERSPECTIVAS CONCEPTUAIS E ANALíTICAS 1.1. Considerações sobre as Organizações...-.
1 .1 . 1 . Processo I nter-Activo Pessoas/Organização...,. . ...,, r i 1.1 .2. As Organizações e sua complexidade...
1.1.3. As Organizações de Saúde..
1 . I .3. í . Estratfu ias e Estrutura Organizativa...
-....
1.2. Contributos para a análise das
Comptências,...
1.2.1. História e Gonceito de Competências.,...1 .2.2. Definição e Caracilerizaçâo de Competências. ... . 1 .2. 3. Competências Organizacionais...
1.2. 4. Competências
lndividuais.."...,
1.3. Da Gestão de Competências à Gestão do Conhecimento
1.3.í. Gestão de Competências e Gestâo de Pessoas...--..
1 .3.2. Gestão Organizacional...'.
1.3.1. Gestão de Conhecimento
I .5. A Enfermagem nas Organizações...
1 .5. 1 . A Enfermagem inserida na Organ
zaÉo
Hospita|ar...,...,...-1.5.2. Funções e Competências do Enfenneiro Chefe de Equipa.
1.S.3 Gestão do Desempenho no contexto da Qualidade na prática em
enfermagem... 6 6
I
9 15 25 29 29 33 39 42 43 47 52 57 61 67 69 77f. 86 1.5.4. (Re) pensar a Liderança e a Enfermagem
"""""'
2. OPçÓES ilETODOLÓGiCAS.
2.1. Tipo de Estudo.
2.2. Modelo de Análise e Hipóteses de
estudo.."""""'
2.2.1.Variáveis..2.2.Populaçâo e
Amostra
.-..r,-ri
2.3. Método e tnstrumento de Recolha de Dados"2.3.'l.lnstrumento de Recolha de
Dados...."
2.3.1 .1 . Indicadores demográficos e profissionais"" "
"'
2.3.1.2. Escala de Competências..."
2.4. lmplementação do lnstrumento de Colheita de Dados 2.5 Tratamento e Analise dos Dados
2.6. Limites do estudo
3.
ApRESENTAçÃO
E
ANÁLEE
DoS
RESULTADOS: PERFIL
DOsDOMíN|oS DE COi'IPETÊNCIAS ETUI ENFERUAGEU...
3. 1. Caracter.t?Â$o dos lnquiridos
...
g.2.
ResultadosObtidos:
A
Enfermageme
o
Perfil
da
Gestâo
dasCompetências
...'.
9.2.1. Competências de análise e
[email protected].'i"""'
g.2.2. Competências de ptaneamento e desenvolvimento de polÍticas de 90 91 93 97 100 102
1A
1M
105 112 116 117 saúde 119 119 125 130 1321U
í36
138 140 14214
146 3.2.3. Competências de Comunicação ...-....
3.2.4. Com petências culturais 3.2.5. ComPetências de Liderança
3.2.6 Competências em Ciências de Enfermagem 3.2.7 ComPetências de Gestáo
3.2.8 Liderança e Formas de Pensamento sobre
competências.'...
3.2.g. Para uma análise das percepções das competências segundo osf.
4. CONCLUSÕES E
RECOMENDAçÕES
16í5-
BlBLloGRAFlA"""
170g.Z.1O. Uma abordagem das implicações das competências lndividuais na gestão das competências organizacionais dos enfenneiros chefes de equipa
3.2.11. Um olhar no perfil ideal para o enfermeiro chefe de equipa.
ANEXOS
Anexo t
-
lnquérito por QuestionárioAnexo ll
-
Pedido de Autorização para Realizar o Estudo no Hospital de SantaCnr2...
Anexo
lll-
Quadro no.14 - DistribuiÉo dos Enfermeiros Segundo o Sexo....-....Anexo lV
-
Quadro no. 15-
Distribuiçãodos
Enfermeiros Segundoo
Estado Civil...
Anexo
V
-
Quadro
no.
16
-
Distribuiçãodos
EnfermeirosSegundo
as Habilitações Profissionais...
'...:...
Anexo VI
-
Quadro no. 17-
Distribuição dos EnfermeirosSqundo
a Categoria Profissional...,...
Anexo VII
-
Quadro no. 19-
Distribuição dos Enfermeiros Segundoo
Exercício de Funçôes de Chefe de EquiPaAnexo
Vlll
-
Quadro no. 20-
Distribuição dos Enfenneiros Segundo o Tipo de153 156 181 182 189 192 194 196 198 200 202
Índice de Gráficos
Gráfico no 1
-
Disüibuiçâo dos Enfermeiros Segundo oSexo...-Gráfico no
2-
Distribuição dos Enfenneiros Segundo o Estado Civil...
GÉfico no 3
-
Distribuição do Enfermeiros Segundo as Habilitações Profissionais Gráfico no 4-
Distribuiçâo do Enfermeiros Segundo a Categoria Profissional ...Gráfico no
5
-
Distribuiçãodos
EnfermeirosS€undo
o
ExercÍciode
Funções @mo Chefe de EquipaGráfico no 6
-
Disúibui@o dos Enfermeiros Segundo o Tipo de HoÉrio...,,...i.
Gráfico no 7
-
Domínios de Competências...-..
r....rrr...r...r
f. '|.20 121 122 123 124 125 129Índice de Quadros
Quadro no. 1
-
Sistema SóciotécnicoQuadro no
2-
NÍveis de Competências Organizacionaisf. 14 42 74 97 106 107 107 108 108 109 109 110 111
í93
195 197 199 123 128 131 132 1331v
Quadro no. 3
-
Competências Genéricas Preconizadas por MITANI et al Quadro no. 4-
Hipoteses e seu estudoQuadro no 5
-
Domínio 1-
Competências de Analise e Avaliaçãoeuadro
no 6-
Domínio 2-
Competências de Planeamentoe
Desenvolvimento de Politicas de SaúdeQuadro noT
-
Domínio 3-
Competências de Comunicação...-..-...
Quadro noI
-
Domínio 4-
Competências Culturais.-...
Quadro no 9
-
Domínio 5-
Competências de LiderançaQuadro no 10
-
DomÍnio 6-
Gompetências das Giências de Enfermagem...
Quadro noí1
-
Domlnio 7-
Competências de gestãoQuadro
n"
12
-
Domínio8
-
Liderançae
formas
de
pensamento sobre competências...
Quadro 13
-
CoeÍiciente Alpha encontrado para os domÍnios do Questionário de Competências...,.
.,'r,...r,..
Quadro no. 14
-
Distribuiçâo dos Enfermeiros segundo o sexoQuadro no. 15
-
Distribuição dos Enfenneirossqundo
o Estado Ciüleuadro no.
16
Distribuiçãodos
Enfermeiros segundo
as
Habilitações Profissionais...
Quadro no.17
-
Distribuição dos Enfermeiros segundo a Categoria Profissional.euadro no. 18
-
Distribuição dos Enfermeiros segundo o Tempo de exercício emQuadro no. 19
-
Distribuição dos Enfermeiros segundo o Exercício de funçães deQuadro
no.20-
Distribuição dos Enfermeiros segundo o Tipo de HoÉrioQuadro no.
21-
Médiae
Desvio Padrão paraos
domíniosdo
Questionário de Competências...
Quadro no.22- Média e Desvio Padrão para o Domínio 1 e itens constituintes
...
Quadro
no.23-
Teste de Friedman do Domínioí
Quadro no.24- Média e Desvio Padrão para o DomÍnio 2 e itens constituintes.... Quadro no. 25
-
Teste de Friedman do DomÍnio 2 .---...201
Quadro no. 26 - Média e Desvio Padrão para o Domínio 3 e itens constituintes....
Quadro no.27
-
Teste de Friedman do Domínio 3...
Quadro no. 28 - Média e Desvio Padrão para o DomÍnio 4 e itens constituintes.'.. Quadro no. 29
-
Teste de Friedman do Domínio4...-.,.
Quadro no. 30 - Média e Desvio Padrão para o Domínio 5 e itens constituintes ...
Quadro no.
3í
-
Teste de Friedman do Domínio 5...
Quadro no.32 - Média e Desüo Padrão para o Domínio 6 e itens constituintes ...
Quadro no. 33
-
Teste de Friedman do Domínio 6'...--Quadro no. 34 - Média e Desvio Padrão para o Domínio 7 e itens constituintes .,.
Quadro no. 35
-
Teste de Friedman do DomÍnio 7'...'
Quadro no. 36 - Média e Desvio Padrão para o Domínio
I
e itens constituintes ...Quadro no. 37
-Teste
de Friedman do Domínio8...".
Quadro no. 38 - TesteT€tudent
para a variável SexoQuadro no. 39 - Teste T-student para a variável Chefe de Equipa Quadro no. 40 - Teste
T€tudent
paÍaa variável Tipo de Horário...Quadro no.41- Análise de Variância paÍa a variável Habilitaçôes Profissionais.... Quadro no.42-Análise de Variância para a variável Categoria Profissional... Quadro no. 43 - Matriz de
conelaçáo...'..
f. 135 136 137 138
í39
140 14',1 142 143 143 145 '|.46 147 '|.48 149 í51 1531U
Quadro 1o. !1,
-Analise
Factorial segundo o Método Varimax com Normaliza$ode Kaiser do Fador
2...
157Quadro no.45
-
Análise Factorial segundo o Método Varimax com NormaltzaSoÍndice de Esquemas
Esquema no 1
-
Competências lndividuaisEsquema no. 2
-
Competências Organ2acionais Esquema no. 3-
Factores de Competências 1Esquema no.4
-
Factores de Gompetências 2 Esquema no. 5-
Fac{ores de Competências 3f. 95 96 158 159 160
Abreviaturas e Siglas Primeira Segunda-feira Terceira Terceiro Quarta-feira Quinta-feira Capitulo NÍvel de Significância Desvio padrão Edição e outros Folha Frequência
Grupos de DiagnósÊico Homogéneo Grau de
Lihrdade
tnstituto Superior de Ciências do Trabalho e das Empresas Média
Número Total Número Número
Organização para o Crescimento e Desenvolvimento Económico Página
Quociente emocional Quociente de lnteligência
Coeficiente de
Conela$o
de Pearson SexoSignificância
Statistical Package for de Social Science ldentifica o resultado do test T-student Volume 1a 2a 3a 3o 4a 5a cap. df DP ed. et al f. Fi G.D.H. g.! !SCTE M N No no OCDE p. QE QI r S.
sig
SPSSt
Vol.INTRODUGÃO
Nos nossos dias
é
notóriaa
preocupação crescente coma
implementa@ode
uma assistência de qualidade nos nossos hospitais. Assim o contributo dos Enfermeiros na melhoria dos cuidados prestados é essencial.Este trabalho de lnvestigação está subordinado ao tema:
"Gedr as competências:
Umdesafio pala
aschefias de
equipa emenfemagem
numa unidadehospitalar
dosector público"
Várias foram as questões com as quais nos deparamos ao iniciar a elaboração deste trabalho. Tentamos direccioná-lo para que, de forma pertinente, ajude os Enfermeiros,
a melhorar o seu desempenho profissional, bem como a uma melhoria da atitude dos profissionais, enquanto chefes de equipa.
Formulamos então como questão de lnvestigaçâo:
Quals as
comptências individuals
e Organizacionais que o§ enfiermeiros devemler
para sêrem chefes de equiPa?A
pertinência deste estudode
tnvestigação tevou-nosa
direccionaro
nosso trabalho paraa
área temática da gestão de competências em enfermagem por considerarmos que este domínio se reveste de fundamental importância.Com este
trabalho
pretende-se,estudar
quais
as
competências individuais
e organizacionais queos
enfermeiros devem deter
para serem chefesde
equipa. Asorganizações
de
saúde vivem neste
momento
uma
situação
de
mudança organizaciona!. Neste sentido os enfermeiros que têm a seu cargo a chefia de equipapara
além
de
deterem
competências
profissionais/individuaisdeverão
tercompetências que vão
de
encontro à ftlosofia da organiza@o na qual se encontram inseridos.Actualmente as organizações são cada vez mais desafiadas para lidar com ambientes mais dinâmicos
e
complexos, dando novas exigênciasde
gestãoe
novos perfis deliderança.
Tem sido dado grande
destaqueà
competênciada
organizaçãoe
às competências do próprio indivlduo.Nesse sentido no novo contexto económico, pare@ haver concordância, nos divercos
autores consultados
de que
a
organizaçãodo
passadotem
poucas hipóteses de sobreviver. As mudanças não são apenas deconentes dos avanços tecnológicos, mas também do ambiente que se tomou complexo, exigindo transforma@es permanentes para garantir a sobrevivência.Para enfrentar
o
cenário atrás referido,as
organizaçÕestem de
prepararas
suasestratfuias, dando ênfase a novas competências organizacionais, coÍno por exemplo flexibilidade, inova@o, horizontalidade, criatividade, agilidade, partilha de informação, aprendizagem, gestão de conhecimentos, planeamento participativo, empowerment e
estratfuia
competitiva.Assim
podemos observarque como
as
organizações não detêm competências, são os indivíduos que netas se encontram que as detêm, assim, pareoefácil de
compreenderque
o
grande protagonista detoda
esta situaçãoé
o homem.No contexto de tudo o que anteriormente foi referido e conforme consultas efectuadas, podemos considerar que gerir competências, não pode nem deve ser algo empÍrico,
mas antes, algo
que
resulta
de
ser
organ2ado, pois isso significa partilha
de infonnações, experiências,enos
e
suoessosde
maneiraa que toda
a
organiza@opossa aprender constantemente.
O
conhecimento geradodeste
modotêm
de
se mostrar útil, ou seja deve ser aplicado à prática quotidiana dos indivÍduos.É do
connecimentogeral que,
faz
partedos velhos
métodosde
gestãoa
buscaincessante
relo
desempenhoeficiente,
na
organiza$o
da
aprendizageme
naorganzafio
do conhecimento, o valor essenciale
a solução dos problemas.'Em
um ambienteem
petÍnanente transformação, pareceser
condiçáo essencial administrar problemas sobre perspectivas múltiplas " IAN MITROF (1999).Outra questão que se reveta de grande importância nos novos modelos de gestão é compreender
e
administraras
diferenças,porque
cadavez mais
o
ambiente serádiversificado. podemos afirmar que valorizar
as
diferenças significa saber geri-las e sobretudo compreendera
dinâmicada
maioriae
da
minoria. "Compreenderque
amaioria
tende
a
moldar
a
visão
dominantedo
que
é
aceitável,porem,
que
asinovações na organizaçâo vem da minoria" FITZGERAL, G (í998).
portanto no que respeita a competências, nâo basta analisar ao nÍvel indMdual, mas parece ser fundamental identiftcar
e
salientar as individualidades de cada um. Saberquais são
as
contribui@es que cada indivÍduo poderá proporcionar isto, para que a colocaçãoseja
adequada às funçõesa
desempenhare
identificar quais sáoos
que detêm caracterÍsticas mais ajustadas para lidar com ambientes em turbulência.Assim como, refere FITZGERAL, G.
et. al.
(20(D), os indivíduos com carac{erÍsticasmais
racionais sentem-se desconfortáveiscom
a
ambiguidadeou
com
a
grandequantidade de informação, parecem ser mais vulneráveis nos ambientes de constante mudança do que indivlduos que apresentam caracteristicas mais criativas e flexÍveis, com visáo de tongo pÍazo e sentem-se confortáveis com as incertezas.
O
ambientea
nÍvet institucionalé
comptexoe
continuaÉa s&lo
cada vez mais, porisso toma-se
necessárioque
a
análisesobre
os
indivÍduos,seia cada vez
mais sofisticada para p€rmitir que exista uma melhor adequa@odos
indivÍduosás
suas funções, principalmente para as politicas de recurcos humanos, no que diz respeito ao recrutamento, selec@o,distribuiÉo
e
desenvolvimentodo quadro
de
pe*soal
daorganização. Para atender
às
novas exigências de gestão é fundamental que existauma
análisee
percêpçãodas
diferenças indMduais,das
contribuiçõesque
cada elemento pode fomecer, dentro daquiloque lhe
é
mais
natural,que são as
suastendências de comPortamento.
Com
a
realzafio
deste estudo esperamos contribuir para
a
clarificação destaproblemática e, através das conctusôes obtidas, facultar dados que sirvam de ponto de partida para
a
realiza$o de novos estudos.Com o intuito de realizar este estudo delineámos como objec{ivo geral deste trabalho de investigação:
Analisar
as
competências lndividuais
e
Organizacionais
que
os
Enfermeirosdevem
ter
para serem chefes de equlpa num hospital da região de Lisboa.Como objectivos específtcos:
ldentificar
e
caracterizaras
competências lndividuais dos Enfermeiros chefes de equipa dum hospitalda região de Lisboa.ldentificar
e
caracterizaÍas
competências Organizacionaisque
os
enfermeiros devem ter para serem chefes de equipaGompreender
as
implicaçõesdas
competênciasindividuais
na
gestão
das competências organ2acionais dos enfermeiros chefes de equipaEste trabatho de investigação encontra-se organizado da seguinte forma: lnicialmente
faz-se'uma abordagem conceptual e analítica sobre a temática em Gausa, na qual se
tecem
atgumas
considerações
sobre
organizações nomeadamente
sobreorganizações
de
saúde,
seguindo-se-lheuma
abordagemsobre
competências,aborda-se ainda
a
gestão
de
competênciase
do
conhecimentoe
finalmentedebruçamo-nos
um
pouco
mais
pormenorizadamentesobre
a
enfermagem nasorganizações de saúde. Nas nossas opções metodol@icas falamos sobre
o tipo
de estudo, do nosso modelo de analise e hipóteses, do método e instrumento de recolha de dados, bem como da sua implementação, tratamentoe
analise dos mesmose
por ultimo sobre os limites do estudo. Na parte de apresentaÉo e análise dos resultados, caracterizam-seos
inquiridos, apresentamose
analisamosos
resultados obtidosatravés
do
inquérito
por
questionário,
nas suas
diferentes
demonstraçÕes de resuttados. Para finalizar este trabalho de investigação são apresentadas conclusões e recomendações, tanto ao nÍvel da melhoria das competências dos chefes de equipa como para firturas investigações no tema.Assim e por tudo o que anteriormente foi dito, esperamos que este estudo num
ftÍuro
próximo contribua
para uma
melhoria
na
gestão
de
recursos humanos
emenfermagem
e
principalmenteao
nÍvel
das
chefias
de
equipa, observando
as competências indiüduais dos enferneirose
seleccionando para esse cargo, aquelesque
demonstremter
competênciaspara
chefiar equipase
que
se
encontrem em consonância com os objectivos da instituição.í.
PERSPECTIVAS CONCEPTUAIS EANALÍflCAS
í.í.
Gonsiderações sobre as OrganizaçõesO Homem no seu processo evolutivo aliado a vários factores, sejam eles económi@s, políticos, sociais ou técnicos, gerou como necessárias as organizações. Assim estas existem com a finalidade especÍfica de satisfazer as ne@ssidades humanas
e
dentrodestas destaca-mos
a
funçâo socialdas
organizaçõesde
saúde, principalmente os hospitais.O elemento fulcraldas organizaçôes é o homem, este como sabemos direcciona a sua acção no sentido da realizaçâo dos objectivos pessoais que são determinantes na sua actuaçâo. Assim
a
interacção estabelecidade
uns comos
outrosna
realização dosobiectivos organizacionais, reflectindo interesses @muns
a
todos
os
membros da organização.Os objedivos organizacionais constituem
a
força impulsionadorada
organização, as pessoas num processo de partilha dos seus próprios objectivos, operacionalizam-nostirando
dai
dividendos
com
os
resultados
neessários
ao
desenvolúmento
daorganização.
Por isso
constatamosque
os
resultadosque
se
obtêm são
sempre relacionados com os objectivos organizacionais e não com os das pessoas que com o seu labor, pennitem atingi-los.DRUCKER (1993), refere
que 'Como
rquisito
absoluto parua
actuaçãode
uma organização, que a tarefae a
missão sejam transparentes, que os resultados sejam definidos de modo claro, sem ambiguidades e, se possÍvel, de forma mensurável afim de serem permanentemente avaliados".Toma-se por isso necessário
gue as
organizações definamde
forma claraos
seus objec.tivos, bem comoas
acAõesa
desempenharde
forma clara, estes devem ser claros, mensuráveis, e avaliados com regularidade.O
Homem enquantoser
social
necessÍtadefinir
objectivos,que
proporcionem aorganizada
e
em
interacção.Numa
perspectivade
gestãoé
compreensivel esta necessidade.1.1.1. Processo
lnteractivo
PessoaslOrganizaçãoO
Homem como ser único que é, apare@-nos como um todo, em que todas aS suas componentesse
encontram intimamente ligadase
que
interagemenfe
si
de forma harmoniosa. É um ser pensante, com capacidade para agir por si só e é susceptÍvel deacção depois
de
reflexão adequada. Utilizaa
linguagem, reflectesobre
as
suas condutas, as suas decisões bem como sobre as intervenções que efectua, no seu dia a dia. É sem sombra de drfuida um ser relacional, que interage no tempo e no espaço.A sua realidade forma-se através de análise conceptual subjediva e interactiva com o
meio que
o
rodeia. Procura ainda atravésda
cooperação comos
seus pares, uma melhoriada
eficácia dasua
própria ac@o que permita alcançar objec'tivos próprios,que
em
principio estariamfora do
seu alcance enquanto ser que age isolado. Tem aindaa
possibitidade de criar símbolos, desenvolvendo pro@ssos figurativosque
lheproporcionam proceder
à
aprendizagem.
Na
sequencia
deste
processo
deaprendizagem partilha
aquilo que
aprendeucom outros
procedendosempre
que possível à experimentação.Segundo FADIMAN (1986), sente
a
necessidade em ser notado, de ser escolhido, deser percebido como único, especial', Podemos então considerar que se trata
de
umser
racional quese
adaptaa
diferentes tiposde
culturas, sente necessidadede
se retacionar com os oúros e ser aceite por eles.O
Homem comoser
bio-psico-socialque
é,
intervém
ao
nível
da
sua
realidade consoante as suas próprias expectativase
ne@ssidades. Socialmente dispõede
um certo grau de autonomia e liberdade que lhe permitem atingir os seus fins. Para que asua intervenção ao nÍvel social se reústa de alguma harmonia,
o
homem estabelece objectivos que lhe permitam obter resultados através de tarefas inclusas ou prooessos organizados deintera@o.
1.1.2. Âs organizações e sua Gomplexidade
MADUREIRA (1990), considera que uma organizaçâo pode ser constituída no mínimo
por duas pessoas, que estão
em
interacção, que possuam objectivos pessoais, quevisem
arealizafio
dos objectivos da organizaÉo.DRUCKER (1994), entende
que
uma organizaçãodeveÉ
servista
oomo'um
grupo humano, composto por especialistas que trabalham em conjunto numa tarefa comum e que, contrariamente à sociedade ou famÍlia, tem objectivo expresso, o qual não radica na natureza psicológica do homem nem na sua ne@ssidade biológica'.SIMON (1976), diz que o
termo
a organização refere-se ao comportamento padrão de comunicações e de relações num grupo de seres humanos".Pode então
considerar-seque
existe um grupo
de
pessoasque
num
processo interactivo, conjugando os seus interesses pessoais com os da organização, pemtitema
obtençãode
resultadoscom
impacto extemo, segundoa
missãoe
os
objectivos conhecidos da organizaÉo.No
entanto numa organizaçãoos
objectivos individuaisde cada
elementonão
se devem sobrepor aosda
própria organização, devendo antes, estarem
consonânciauns com os
oúros.
Desta forma será posslvel determinar qualo
papel pessoale
afonna de atingir os objectivos através da participa@o na organização.
Aqui o líder tem um papel importante e fundamental nas organizações, pois estas por si só não funcionam. Estes devem promover a adequada utilização dos recursos bem
como
a
realiza$o dos
objectivos organizacionais, atravésdas
pessoasque
dela fazem parte. Assim mais do que definir o§ec{ivos e estabelecer metas a atingir é sua função também o planeamento,organizafio,
motivação, comunica@o e avaliaçâo dosresultados,
criando
ondições
de
desenvolvimentotanto para
si
como para
os restantes elementos da organização.É ainda uma condicionante importantÍssima das organizações, a sua interdependência com o ambiente, daidepende a sobrevivência da organização decorrente do resultado nas trocas de recursos.
Após uma revisão
à
literatura antropológica, constatamos que,de
um modo geral, a cultura organizaciona! começou por ser definida como uma vertente do sistema socialcuja manifestação se traduâa no modo de vida
e
nos artefados, num todo, no qual estava incluído o saber, a crença, a arte, a moral, a lei, os costumes, os hábitos, entremuitos outros, que foram
adquiridosao
Iongo
do
tempo pelo homem
enquanto membro de uma determinada sociedade.Esta
perspectiva pluralistae
sócio-culturaltem
aractefizado
ao
longo
de
várias décadaso
pensamento antropológico, no entanto assistiu-sea
uma divisão em duascorrentes
de
pensamento principaisno que
dE
respeitoà
problemática cultural.A
primeira refere que a cultura é gerada a partir de um conjunto de padrôes culturais, ao passo que para a segunda a cultura é vista como uma estrutura social.
Ultimamente
o
pensamento antropológico, sofreu uma evolução natural na fonna de conceber a cuttura. EstaevoluÉo
permitiu a substituição da perspectiva funcionalistapela
perspectiva estruturalista,em que
é
dado
ênfaseà
componente simbólica e cognitiva da cultura.A
partir desta evoluçãoa
cuttura é observada como um sistemade padrôes cognitivos apreendidos, que vâo auxiliar
o
ser humano nos proce§sos deperepçâo,
sentir e actuar e, como podemos perceber localizam-se na mente de cada um de nós, como um sistema de sÍmbolos e significados.Assim o estudo da cultura Organizacional
é
um fenómeno relativamente novoa
nÍvel mundial, anteriora
1980. Até aí, eram poucosos
autores quese
debruçavam sobreesta
temática.
As
primeiras
obras
efectuadas
a
este
respeito
popularizaramtenninações como valores, crenças, pressupostos básicos, princlpios
e
outros querapidamente
se
vincularamoomo
constituintesde
um
conceitoque
oomeçava a enraizar-se no campo organizacional.A
culturatem que ver
como
processode
socializaçãoque se dá
dentrode
uma organização, atravésde
uma objectivação social. Não existe organização sem umacultura
inerente,que
a
identiftca,a
distinguee
orientasuas
acçõese
modo
defuncionar, regendo suas
percepçõese a
imagem
que
o
publico
tem
dela.
AsmanÍfestações culturais são por sua vez categorias de análise,
e
através delas pode ser diagnosticada a cultura de uma organização.Ainda
segundo
a
revisão
bibliogÉfica efectuada
foram
realizadas
inúmeras investigaçõessobre
o
clima
organizacional,tanto
em
meios industriaiscomo
emserviços,
em
contextos escolares, familiarese
hospitalarês,@m
o
objectivo deevidenciar uma reatidade que permitirá
a
intervenção dos responsáveis institucionaismais eficazmente
sobre
o
presentee
o
futurodas
organizaçõesque
dirigem. Os resultados das investigaçôes referidas dão-nosa
indica@o queo
clima influencia a motivação, o comportamento dos indivÍduos e a produtividade organizacional.Após leitura das diversas deÍinições do conceÍto
de
clima, estaênos
reveladora deuma
diversidade
de
determinantes,tais
como
carac{erísticas organizacionaisexpressas
sob
a
forma
de
medidas objectivas FOREHAND
e
GIL
(1964), características organizações percepcionadas FRIEDLANDERe
MARGULIES (í969), representações psicológicas e interpretações cognitivas indiüduais (JAMES e JONES1974;
LITWN
e
STRINGER,í968)
e
interacção pessoa situação SCHNEIDER eREICHERS (1983).
Se
existe um
@nsenso generalizadoem
relaçãoà
natureza multidimensionaldo clima o mesmo não aconte@ em relação às questões da natureza das dimensôes, do processo de medida, da etiologia e do nívelde análise.JAMES e JONES (1W4), e MORAN e VOLKEIN (1992), reagruparam a diversidade de
definiç§es existentes, contribuindo
desse modo para uma melhor
clarificação doconceito
de
clima. Assim
este
conceito pode
ser
abordadoa
partir
de
quaÚo perspectivas distintas, embora não sejam as únicas:Perspectiva Organizacional, Psicológ ica,
Psicossocial
e Gulhrral.O Clima na perspectiva organizacional é encarado como uma manifestação objectiva das caracteísticas da organização. Esta evidência empírica é deconente da existência
de
diferentes climasno seio
de
uma
mesma organizaçãoe
da
inconsistência dosresultados empÍricos
entre
mdidas
de
clima
e
medidas
de
caracteísücasorganízacionais.
A
perspec{iva psicológicaenfat?a
o
indivíduo oomo processadorde
informaçâo e como origem do clima emergente. No entanto ao ser assumido que o signÍÍicado quese impõe à situação
é
puramente de natureza individual, esquecendo o contributo da inÍluencia social que decone da rela@o interpessoal e que minimiza o contributo dasvariáveis organizacionais. Contudo, são estas as insuficiências que diversos estudos da perspectiva psicossocial vai procurar superar.
Os estudiosos da perspectiva Psicossocial argumentam que a partilha se fundamenta nas interacções individuais e nos processos de influência social subjacente.
Finatmente a perspectiva cutturalevidencia a influencia que um contexto mais amplo e
alargado exer@
sobre
a
formaçâo
e
a
partilha
do
significado
dos
eventos organizacionaiscom que
os
indivíduosque
vão
vivenciandoem
sociedade
einteragindo entre si e seus confrontos. Deste modo o clima é algo que é criado por um conjunto de sujeitos que interagem
e
partilham uma estrutura de referência comum, acultura
organizacional.Nesta
perspec,tivao
clima surge como uma
dimensão da cultura organ2acional com aquatse
retaciona e interage. Esta é uma perspectiva quenos permite pensar que ctima
e
cultura organizaciona! não podem ser considerados como dois conceitos isoladose
independentes, mas sim como dimensões distintas e semelhantes de uma mesma realidade.Entre as organizações
e o
ambiente existe uma colaboração estreita eé
este ultimo que fomece os recursos, e pode ser representrado dentro da organização por cada umdos profissionais que nela prestam serviço.
A
este respeito ARGYRIS (19&4), refere que "adaptação ao mundo extemo é a terceira condi@o essencial da actividade básicade
qualquerorganizaÉo (...)
considerandoas
ouüas duas comoa
@nsecução de objectivos e o equilíbrio intemo sistémico'.É muito difícil proceder à separação de ambiente extemo
e
ambiente intemo pois, o resultado é interpretações que estão muito próximas, não sendo muitas vezes possível delimitar os seus extremos. Assim MINTZBERG (í995), refere que ambiente será tudoaquilo que
é
extemoà
organização,e
temos como exemplo,toda
a
tecnologia' osclientes,
os
concolrentes,
a
matéria-prima,e
outros
relacionadosGom
certas"A
Estabilidade:o
ambientede
uma organização podeir do
maisestável
ao
mais
dinâmico(...)
a
dimensáo estabilidadeafecta
a estrutura atravésda
previsibilidade do trabalho a ser executado(...)
quando dinâmico
toma
o
trabalho
da
organização
incerto
ê imprevisÍvel;A
Complexidade:o
ambientede
uma organizaçãq p99eir do
maissimples
ao
mais complexo(...)
a
dimensão complexidade afecta a estrutura através Oa iátetigiOiliaade do trabalho a ser executado(...)
quando
complexoexige
da
organiza@o conhecimentosvastos
e difÍceis sobre os produtos ou clientes;A
Diversidadedos
mercados:uma
organizaçãopode dispor
de mercados que podem ir dos mais integrados-aos mais.diversificados(...)
a Oiveriidade dos mercados pode ser afectada pela diversidade àoé produtos ou dos serviços (...) e pela diversidade do trabalho;A
Honestidade:o
ambientede uma
organiza@o@e
ir do
maisacolhedor
ao
mais hostil
(...)
a
dimensáo
hostilidadeafecta
aestrutura através
da
conconência,.pelas
relaçõesda
organizaçãocom
os
sindicatose
outros grupos exterioresà
organ2açâo("')
é próximaà
da dimensão estabilidadedinamismo, exigindo rapidez de resposta' MINTZBERG (1 995, p. 297 -299).Assim
o
ambiente resume-sea
relaçôes
permanentesentre
os
tipos
««estável-dinamico», <«complexo-simples»», estas variáveis ainda segundo MINTZBERG (1995)' podem ter um efeito profundo na estrúura, muitas vezes sobrepondo-sê às variáveis da idade e dimensão da organização e do seu sistema técnico".
CARDOSO
(ígg5),
refere
que
'a
análise
do
ambiente tem
em
vista avaliar
as oportunidades e ameaças para os negócios daorganiza$o".
Assim podeconsiderar-se que o ambiente se toma num elemento êssencial para a escolha de
estratfuias
a adoptar pela organiza$o.para
MADUREIRA (1990),o
ambiente divide-seem
'ambientegeral
e
específico', considerando que o ambiente geral é tudo aquito que afecta o sistema social no qual a organização está inserida, ao passo queo
ambiente especifico está relacionado com tudo aquilo que afeda a actividade daorganhafio.
O ambiente
geralé
cglrad(ervado por diversos faclores como sejam: fac-tores culturais, tecno!ógicos, educacionais, potitico-tegais, de recursos naturais,demqráficos
esocio'
económicos; Os fac-tores que caracterizam o ambiente especificam são: os clientes, os fomecedores, a con@nência e a tecnologia.SToNNER (1985), refere que uma vez que aS organizações trocam recursos com o ambiente extemo, como forma de assegurarem a sua subsistência, não são nem auto-suficientes nem estão isoladas. Considera ainda este autor que
o
ambiente extemotem
elementosde
acção
directa,
que são "os
consumidores,órgãos
públicos,conconentes, organizaçôes trabalhistas, fomecedores
e
instituições financeiras', e elementosde
acção
indirectacomo sejam
'a
tecnologia, economiae
politica da sociedade'.VertÍie-se
então que os diferentes autores embora sejam possuidoresde
conceitosdiferentes
uns dos
outros,todos
consideramque
o
ambienteé
influenciado pelas condições extemas, que por qualquer forma interferem com a vida, o funcionamento eo
desenvotvimentoda
organização. Quanto maiorse
mostraresta
compatibilidade,mais
e
melhor adaptada
a
organizaçãose
encontrará
para
dar
resposta
àsnecessidades provenientes
das
exigênciasextemas,
à
sua
missão
e
aos
seus objectivos.Segundo
o
lnstituto Tavistock
de
Londres
a
inter-rela$o
entre
ambiente
e organizações forçou a apresentação de dois importantes conceitos:IíADUREIRA (1980), refere que,
"a
organizaçãoé
um
sistema
sócio-técnico,em
que
os
seus elementos são:a)
As
pessoas,os
membrosda organzaÉo
que desempenhamv{1as
tarefas, indMdualmente ou em grupo, destinadas a oonseguir realizar os objectivos da organização.b)
As
tarefas,isto,
é,
as
actividadesque as
pêssoas executam para conseguirem realizar os objectivos organizacionais (- -. )c)
A tecnotqia,
significandoos
processos pelos quais são produzidos os bens materiais e serviços(...)
d)
O contnolo da gestáo, nespeltante aos pnocedlunentos pelos quais os gestores Se assegurarn que as tanefas Se realizann de acordo conn o planeado'.Assim este auto!'entende que o sistenna sócio-técnico absorve vánios factores do seut arnbiente os quais transforma ern bens materiais e senv[ços e, que na sua rnaior parte serão depois devolvidos novarnente para o annbiente sohre a fonna de produtos flraais,
rnantendo assirn unna interac@o contínua, ptrornovendo deste rnodo urn equilíbrio dinâmico.
O
mecanlsrnode
retroacAão favorecea
estabilidadee
quando perttlnbado tende naturalmente a voltar ao estado de equlNíhnio, dependendo sennpre da recolha de infonna@o bem aorno das capacidades de intenvenção'@uadro mo"
í
- Sãstema SóaüoÊéccticoFonte: (Autor)
Ainda segundo MIADIJREIRA (1990),
uma
organização corno sistenna sóciotécnico pode dividir-se ern sulhsisternas, e são eles:SuhsEstemra de @h§ect6vos e
Valsres
o
Obiectivoslntenrelacionais
de Valores
Subsistema TéamEeo
"
Gonhecimento nequerido
para
o desernpenho da tareÊa"
T'ecnologia Organizaclona! Suhsistema FslcossocEalo
Comportamentoo
frfiotivaÇão lndividuatro
Foden"
[nfluêncla e Autoridade"
Dinânnica de GrupoSubsistema Esffiutural
o
Dlvisão de Tarefas (diferenciaçâo)'
CoôndenaÉo(intWração)§uhsEstema de Gest€[o
o
Planeamentou
Organizaçãoe
Actividades de Controlo"
Relações da Organiza@o corn o seu meio ambiente"Subsistema
de
objectivose
valores-
objec{ivos de valores interrelacionais, relacionados com determinados valores;Subsistema técnico
-
conhecimento requerido para o desempenho de tarefas, ligado à tecnologia organizacional;Subsistema
psicossocial-
envolve o comportamento ea
motiva@o individual, poder, influência e autoridade, dinâmica de grupo;Subsistema estrutural
-
ligado
ao
modo como
as
tarefas
são
divididas (diferenciadas) e à sua coordena@o (integração);Subsistema de gestão
-
ligadoao
planeamento, organização, actiüdades de controlo e retações da organização com o seu ambiente'.í.í.3.
Organizações de SaúdeNa sua
essência
as
organizaçõesde
saúde
não são
diferentes
das
outrasorganizações uma vez que lidam diariamente com os problemas relativos à produção, aquisição de recursos, manutenção de identidade própria, adaptação à envolvente e gestão global. No entanto a forma de lidar oom os aspectos referenciados toma estas organizações particu lares, assim podemos considerar
produgão
-
Nãoé
de modo nenhum uma tarefa fácil tomar rotineiraa produÉo
das organizações de saúde, KALUZNYe
VENEY (1980), citadopor
Nunes (1994),é
deextrema dificuldade encontrar
um OutprÍ
universalque
possÉl reflectira
actMdade produtiva hospitalar, encontrando-se os teóricos divididos em rela@o ao que pen§amser
a
produção hospitalar. Estetipo de
produção contabilizar-se'ápelo
número de doentes tratados? Pelo numerode
diagnósticos efectuados? Pelotipo de
cuidados prestados?No
entantoe
mesmo com toda esta dificuldade, tem vindoa
sêr dadosimportantes
passos
no
sentido
de
recolher
indicadores demonstrativos
da produtividade hospÍtatar, entre elesos
GDH (Gruposde
Diagnósticos Homogéneos) são um exemplo.Aquisições
de
Recurcos
-
Nestas organiza@essâo os
clientesque vâo ao
seu encontro, baseados napercep$o
que têm, do queé a
doença, dificultando assim e tomando de certo modo incerta a avaliação deste item.Manutenção
de uma identidade própria
-
Neste ponto constata-se quea
coesão intemaé
muitas vezes posta em causa pela acção de grupos influentes que colocamem
causaou
podem mesmo impedira
materializa@o das decisões impostas pelas hierarquias superiores I(ALUZNY e VENEY (1980), citado por NUNES (1994).Adaptação à
envolvente
-
Esta qualidade de se poder adaptaré
Iimitada e emergedo
desconhecimentodas
necessidadesreais
da
populaçãoe
das
condições de natureza tecnológica.Gestão Global
-
Por todas as razões que acabamos de citar anteriormente, gerir estetipo de organizaçôes toma-se um desafio,
já
que tudo isto associado á complexidadedeconente
da
articulação necessária
ás
diferentes actividades,
com
uma diversificação de actores organ2acionais, especificaçãoe
diferenciação, associada á gestão dos interesses dos grupos dominantes, frequentemente não coincidentes com os da direcção. Também a tecnologia surge como uma importante variável na análise das organizaçôes de saúde.Segundo NUNES (1994,
p. 6),
'a
especificidade das organizações de saúde deriva, em parte, da tecnologia em que se baseia a sua actividade".Actualmente
a
gestãodas
organizaçÕesde
saúde,não
é
tarefafáci!, antes
pelo contrário, poisé
na maior parte das vezes difícile
complexo gerir organizações destetipo,
e
criam-se
frequentemente
grandes
objecções
ao
desenvolvimento organizacional.O
envelhecimento populacional, bem comoo
aparecimento de novas patologiase
o desenvolvimento de oúras já existentes, a resistência de muitos agentes patológicos à terapêuticaeÍstente,
a
crescenteeÍgência dos
utentes dos serviçosde
saúde, aevolução tecnológica,
as
exigências politicaspara que
se
procedaa
um
padrão assistencialde
qualidade, são factores geradoresde
grande impactoe
dificultam a gestão deste tipo de organizações, uma vez que como todos sabemos os recursos são escassos, e limitados e é importante manter o nÍvel dos custos.Sem
dwida
que
a
gestãodas
nossas organizaçõesde
saúdenão
consegue daradaptação
à
mudança, íaceàs
exigênciase
satisfação das necessidades dos seus utentes.A Lei no 2o11,de 2 de Abril de
í946
(Lei da organização Hosp'ttalar), veio estabelecer pelaprimeiravezno
nosso pais e muito antes de outros países o terem realizado, um sistema hospitalar regionalizado, quese
baseou na ordena@o técnica das unidades que o compõem.posteriormente
a
Lei no 2120de
19 de Jutho de 1963, estabeleceu na Base X, que aactMdade hospitalar deveria
ser
coordenadade
modoa
que integrasse num plano funcional os hospitais @ntrais, regionais e subregionais, os postos de consulta ou de so69tros e os serviços auxiliares. Relativamente ao pessoal preceituou na Base XXV,o
estabelecimentode
caneiras médicas, farmacêúicas,
de
serviço social,
deenfermagem e
administrativas-O
Decreto no. 48357de 27 de Abril de
1968, estabeleceuo estatúo
hosp'ltalare
acriação
da Dire@o
Geraldos
Hospitais. Pelo Decreto no 48358de 27 de
Abril de196g,
foi
estabelecidoo
regulamentogeral dos
hospitais.Este
regulamento veio estabelecer a organização e funcionamento dos hospitais gerais.O
decreto-lei noí9/88
de21 de
Janeiro veio aprovara
Leida
Gestão Hospitalar, arealidade hospitalar
de
então,
aconselhariaa
que
acompanhandoas
inovaçõesintroduzidas na época,
se
reformulassea
concepção organizativa dos serviços que remonta a 1968.O
Decreto
Regulamentarno
3/88
de 22 de
Janeiro,
veio
introduzir
alteraçõessubstanciais no domínio dos órgáos e do funcionamento global do hospital bem como quanto à estrutura dos serviços. Este decreto regulamentar dá execu@o ao decreto-lei no 1g/gg
de
21de Janeiro, e oom ele forma um conjunto sequencial e complementar,que
introduzna
legisla@o Portuguesa preocupaçÕes semelhantesao
que
se
foiobservando no resto da Europa em relação à gestáo hospitalar.
As
principais linhas de forçaque
orientam esta tegislação, referiam que comela
se procurou Íazet wnesponder melhor os órgãos e as suas competências às exigências funcionais e organizativas do hospÍtal, bem como impedir, sobretudo no que serehre
aos órgãos de administraÉo
e
de direcçãotécnie,
a
diluiçáo oua
sobreposição de responsabilidades e a existência de conflitos de competência, positivos ounegativos-lgualmente procurou-se
traduzir
na
fonna como
passarama
ser
designados ostitulares
dos
órgãos,a
neoessidade destes actuaremde
acordo comas
directrizes essenciais de filosofia de cuidados de saúde e em função dos direitos e necessidades dos utentes dos hosPitais.Foram ainda
intrduzidas
por este diploma, alteraçôes substanciais no domÍnio dos órgãose do
funcionamento global dos hospitais, bem como quantoà
estrutura dos serviços. Éo
caso do quefoi
afirmado nas disposições gerais quanto aos centros de responsabilidade que puderam constituira
primeira aproximação de um novo quadrolegal,
quer
orgânico quer funcional,dos establecimentos
hospitalarcs, muito maiscompatÍvel com a sua natureza e exigência de funcionamento.
No
inÍcio
do
século XX,
observou-seo
aparecimentodo
hospital modemo, com mudançasao
nÍvet do tipo de gestão praticadae
também ao nlvelda
Enfermagem. Consequentemente passaa
caberà
instituição hospitalar, oomo organização e como estrutura social, proporcionar assistência aos utentes, proceder à investigaÉo e aindaIhes
cabe
procederao
ensinodos
profissionaisde
saúde,mais espcialmente
a médicos e enfermeiros.O
hospital embora nãoseja uma organizaéo
auto-suficiente, funciona numa área muÍto sensÍvel, complexa e funciona num ambiente em constante mudança, pelo quenecessita
de
permanente adaptação,deste modo,
oa
Suagestão
não
se
podedesenvolver introspec.tivamente,
isto é,
voltada exclusivamentepara
o
seu
interior, negligenciandoa
sua influência queo
meio ambiente determina necessariamente no desenrolar da sua actividade" REIS (1985).Recentemente
temos
observado
a
existência
de
um
grande debate
sobre
a problemática da saúde,entrando-se
na problemática da insuficiência dos meios tanto técnicos, como físicosou
humanos quese
mostrem suficientes para uma adaptadaprestaçâo
de
cuidadosde
saúde
à
população.As
conclusõesdo
Conselho
deReflexão
sobre
a
Saúde (1997), apontam para
a
necessidadede
enquadrar
aseliminando custos que são gastos em actiüdades menos importante e canalizando-os para aquelas vertentes em que
na
realidade existem grandeserências, ou
seia, é questionado o tipo de sistema de saúde, o financiamento e gestão das organizações de saúde e ainda o papel dos profissionais de saúde.Durante
a
última década, várias foramas
transformações efectuadasno
sector dasaúde
mais
particularmenteno
sectordos
hospitais,em que
foi
implementada a gestão privada em hospitais públicos. O Dec.{ei 29612004 regulamenta a criação doshospitais
SA
(Sociedades Anónimasde
Capitais
exclusivamentePúblicos),
quepretendia
uma
soluçãode
transformaçãoque
gerasse mudançasna
organização hospitalar em Portugal.Mais recentemente, o Dec.-tei no 233105
de
29t12, vem regulamentar a transformaçãodos até
al
denominados HospitaisSA,
em
Hospitais EPE,
(Entidades Públicas Empresariais),esta
transformaçãotem
como finalidade melhorara
prestação doscuidados
de
saúde
prestadosà
popula@o, atravésda
optimizaçãodos
recursos existentes. Esta transformação não consistirá num mero capricho, quanto ao estatuto jurídico dos hospitais, mas sim da necessidade de adaptar melhora
sua exploração aos interesses dos úentes do SNS.Assim, o que prevatece será uma ajustada e racionalvisão economicista, de pertinente rentabilidade
do
sistema,
objectivandoa
qualidade assistencialem
factores
que concedem ao utente dos serviços de saúde um papel determinante enquanto centro do sistema de saúde.Deste modo
os
profissionais de saúde deverãoser
direccionados paraa
verdadeiraprestação