71 DURAND, F.R. et al. / UNOPAR Cient. Exatas Tecnol., Londrina, v. 7, p. 71-76, Nov. 2008
Resumo
Neste trabalho é realizada uma análise de redes ópticas WDM/OCDM (Wavelength Division Multiplexing/Optical Code Division Multiplexing) que utilizam conversores de comprimentos de onda e conversores de códigos ópticos. Esta análise é baseada na probabilidade de bloqueio e no custo que cada tipo de conversor possui em função do número de SOAs (Semiconductor Optical Amplifier) empregados. Os resultados ilustram que os conversores de códigos ópticos possuem um maior impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio da rede comparado aos conversores de comprimento de onda, porém empregam um número maior de conversores SOAs por nó, apresentando um custo maior.
Palavras-chave: Conversores de comprimento de onda. Conversores de códigos ópticos. WDM/OCDM.
Abstract
In this work, wavelength division multiplexing/optical code division multiplexing (WDM/ OCDM) optical networks with wavelength converters and optical code converters are analyzed. The analysis is based on blocking probability and converters costs. The costs depend on the number of semiconductor optical amplifiers (SOA) utilized on each converter. The results show the superior impact of optical code converters on blocking probability when compared with wavelength converters; however, code converters need more SOAs per node, increasing costs.
Key-words: Wavelength division multiplexing and optical code division multiplexing (WDM/OCDM), all optical code converters.
Estudo de Redes Ópticas WDM/OCDM com Conversores de Comprimento de Onda e
Conver-sores de Códigos Ópticos
Study of WDM/OCDM Optical Networks with Wavelength Converters and Optical Code
Con-verters
1 Introdução
O crescimento da demanda por largura de banda em função do aumento do tráfego do protocolo IP (Internet
Protocol) tem motivado o desenvolvimento de
arquitetu-ras de redes ópticas que suportem este tráfego de forma eficiente (KANEDA, 2005).
Uma arquitetura que vem apresentando bom de-sempenho é a utilização do IP sobre WDM (Wavelength
Division Multiplexing) (Murthy, 2002), principalmente
empregando a integração GMPLS - Generalized Multiple
Protocol Label Switching entre os planos de controle
(BA-NERJEE et al, 2001). Neste tipo de arquitetura se empre-gam caminhos virtuais, compostos por comprimentos de onda da tecnologia WDM para o escoamento do tráfego. A tecnologia WDM apresenta uma constante evolu-ção, entretanto se verifica que ainda existem algumas barreiras tecnológicas como o número limitado de com-primentos de onda na faixa de amplificação dos EDFA - Erbiun Doped Fiber Amplifier e a baixa granularidade que é limitada a um comprimento de onda (SRIVASTAVA, 2001; HUANG, 2006).
Uma forma de ampliar o desempenho das redes ópticas WDM, permitindo o uso mais eficiente de seus recursos é o emprego de conversores de comprimento de onda WC (Wavelength Converter) (Kovačević, 1996).
Este tipo de dispositivo efetua a translação do sinal de entrada de um comprimento de onda para outro compri-mento de onda, porém o seu elevado custo tem motiva-do o estumotiva-do de configurações de redes ópticas que os utilizem de forma otimizada.
Dentre estas configurações, pode-se citar as redes que empregam os WCs em apenas alguns nós da rede, denominada conversão esparsa, ou redes com WCs com capacidade de conversão limitada a alguns comprimentos de onda, denominada conversão limitada (SUBRAMA-NIAM, 1996).
Recentemente, a tecnologia de multiplexação por divisão de códigos ópticos OCDM - Optical Code Division
Multiplexing, deixou de ser utilizada somente em redes
de acesso e passou a ser empregada, juntamente com comprimentos de onda, em redes ópticas híbridas WDM/ OCDM que utilizam caminhos ópticos virtuais VOCP/VWP - Virtual Optical Code/Wavelength Path como camada de transporte (SOTOBAYASHI, 2002; MUTAFUNGWA, 2007).
Estas redes se caracterizam pela elevada granulari-dade e flexibiligranulari-dade. Este tipo de rede pode apresentar aumento de desempenho quando se utilizam os conver-sores de códigos ópticos CC - Code Converter (WEN, 2000). Os CCs efetuam a translação do sinal de entrada em um código óptico para outro código óptico, porém de Fábio Renan Durand*
Marcelo Luis Francisco Abbade** Felipe Rudge Barbosa*** Edson Moschim***
* Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) ** Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) *** Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
72 DURAND, F.R. et al. / UNOPAR Cient. Exatas Tecnol., Londrina, v. 7, p. 71-76, Nov. 2008 Estudo de Redes Ópticas WDM/OCDM com Conversores de Comprimento de Onda e Conversores de Códigos Ópticos
maneira similar aos WCs, apresentam elevado custo e não podem ser empregados em todos os nós da rede (DURAND, 2005a).
Neste contexto, o objetivo deste trabalho é realizar uma análise de redes ópticas híbridas WDM/OCDM que utilizam conversores de comprimentos de onda e conversores de códigos ópticos. Esta análise é baseada no impacto que cada tipo de conversor possui sobre a probabilidade de bloqueio das redes WDM/OCDM, con-siderando o custo de cada tipo de conversor (DURAND, 2006a; 2006b).
O restante deste artigo está organizado da seguinte forma. Na Seção II ilustra-se a arquitetura dos WCs e CCs considerados neste trabalho. Na Seção III é apresentada a metodologia de análise de desempenho. Na Seção IV apresentam-se os principais resultados e, finalmente, na Seção V discutem-se as principais conclusões obtidas neste trabalho.
2. Conversores
Neste trabalho serão considerados WCs e CCs que realizam a conversão de comprimentos de onda e códigos ópticos, respectivamente, de forma totalmente óptica, assim não serão considerados conversores que empregam conversão eletroóptica. A seguir se ilustram as principais características dos WC e CC.
Os WCs podem ser obtidos por meio de várias técni-cas utilizando amplificador óptico semicondutor (SOA). Dentre as principais técnicas destacam-se a mistura de quatro ondas FWM - Four-Wave Mixing ou geração da freqüência diferencial DFG - Difference Frequency
Generation, modulação cruzada de fase XPM - Cross Phase Modulation e ganho de modulação cruzada XGM
- Cross-Gain Modulation (DURHUUS et al., 1996). Outras técnicas de conversão de comprimentos de onda consistem da utilização de lasers biestáveis incor-porando absorção de saturação, lasers DBR (Double
Bragg Reflector) utilizando modulação de intensidade,
FWM em fibras ópticas altamente não-lineares, entre outras técnicas (RAMASWAMI, 1998). Neste trabalho será considerado o conversor de comprimentos de onda baseado no efeito da XGM descrito abaixo.
O princípio da conversão de comprimentos de onda empregando a XGM é ilustrada na figura 1.
Figura 1 - Conversor de comprimentos de onda
basea-do em XGM em SOA
amplificador. Este sinal é então modulado pela variação do ganho do SOA, desta maneira o sinal de saída em lC terá a mesma informação que o sinal em lS. O sinal de saída aparece invertido com relação ao sinal de entrada, em função da não saturação do SOA quando os bits zero do comprimento de onda lS entram no sistema, portanto ocorre uma inversão de polaridade do sinal. Um filtro na saída do SOA pode eliminar o sinal em lS.
O conversor de códigos ópticos ortogonais OOC (Optical Orthogonal Codes) proposto em Wen (2000) é ilustrado na figura 2.
Sinal de Entrada Sinal Convertido
Filtro
SOA
CW
Um sinal modulado em amplitude de comprimento de onda lS é injetado no amplificador e modula o ganho do SOA devido à sua saturação. Um segundo sinal, de onda contínua CW - Continuous Wave, em um comprimento de onda lC previamente escolhido, é também injetado no
Figura 2 - Conversor de códigos ópticos baseado em
TOAD
Este conversor consiste em uma configuração mo-dificada de um TOAD - TeraHertz Optical Asymmetric
Demultiplexer que empregam 2 braços de entrada de
pulsos de controle. Para atuação do dispositivo é injetado um código OOC que representa o sinal de entrada e um código OOC que representa o sinal de controle. Estes dois códigos ópticos estão no mesmo comprimento de onda e o sinal de sincronismo está em outro comprimento de onda, este recurso é utilizado para filtrar o sinal de saída e obter o sinal desejado. O sinal de sincronismo é dividido em dois sinais, um no sentido horário e outro no sentido anti-horário, após entrar no círculo óptico por meio do acoplador principal. Cada um destes sinais de sincronismo passa através do SOA no círculo óptico e retorna ao acoplador principal em tempos iguais.
Quando os 2 braços de controle possuírem o mesmo nível de sinal, tanto 1 como 0, os sinais em sentido horário e anti-horário irão experimentar as mesmas propriedades do SOA. Assim, o sinal de sincronismo é totalmente refle-tido na porta de entrada e não aparecerá sinal na porta de saída. Por outro lado, se um dos braços de controle tiver níveis distintos de sinal, os sinais de sincronismo em sentido horário e anti-horário experimentarão proprieda-des diferentes do SOA. O sinal de sincronismo surgirá na saída do TOAD quando a diferença de fase entre os sinais em sentido horário e anti-horário for p.
Neste trabalho será considerada a arquitetura de OXC com conversores dedicados, tanto para comprimentos de onda como para códigos ópticos. Desta forma o número de WCs em cada nó é dado por:
73 DURAND, F.R. et al. / UNOPAR Cient. Exatas Tecnol., Londrina, v. 7, p. 71-76, Nov. 2008
Estudo de Redes Ópticas WDM/OCDM com Conversores de Comprimento de Onda e Conversores de Códigos Ópticos
N
WC= W
(1)
Sendo W o número de comprimentos de onda. Por outro lado, o número de CCs em cada nó da rede é dado por:
N
CC= W x C
(2)sendo C o número de códigos ópticos.
Outras arquiteturas de OXC com conversores com-partilhados por nó ou por enlace utilizam banco de conversores compartilhados que diminuem o número de conversores utilizados. Estas configurações apresentam maior eficiência e serão analisadas em trabalhos futuros.
3 Análise de Desempenho
A análise de desempenho dos WCs e CCs em redes híbridas WDM/OCDM será realizada por meio do efeito destes conversores na probabilidade de bloqueio. A probabilidade de bloqueio será obtida por meio de meto-dologias analíticas em função da precisão dos resultados obtidos e simplicidade quando comparado com outros métodos computacionais. A probabilidade de bloqueio das redes ópticas WDM/OCDM com conversores será baseada nas formulações propostas em (SUBRAMA-NIAM, 1999), esta formulação foi proposta inicialmente para redes WDM, porém foi estendida para redes WDM/ OCDM em (DURAND, 2006a).
Segundo Barry (1996) em ambos os modelos utili-zados consideram-se:
- A correlação entre as cargas dos sucessivos enlaces é negligenciada.
- A independência entre caminhos ópticos estabe-lecidos por comprimentos de onda/códigos ópticos é aplicada, assim o estabelecimento de um caminho óptico por um comprimento de onda/código óptico possui certa probabilidade que é independente do estabelecimento de outros caminhos ópticos por outros comprimentos de onda/códigos ópticos no mesmo enlace ou em outros enlaces.
- O número de comprimentos de onda e códigos ópticos em cada enlace é o mesmo e o tráfego em cada enlace é uniforme.
O objetivo é alocar os WCs ou CCs entre H – 1 nós intermediários do caminho óptico para que a probabili-dade de bloqueio seja minimizada.
A probabilidade de bloqueio para uma distribuição de conversores de forma otimizada/uniforme entre os nós da rede é obtida considerando que a probabilidade de suces-so de estabelecimento da rota por meio de um caminho óptico virtual para o vetor de comprimentos de saltos (LK), sendo cada salto a interligação entre dois nós distintos da rota óptica, é dada por (SUBRAMANIAM, 1999):
(3) sendo f(i) dado por (DURAND, 2006a):
(4) Considerando que os conversores de códigos ópticos
foram alocados de forma otimizada ao longo da rota, será obtida a máxima probabilidade de sucesso de es-tabelecimento de caminhos ópticos virtuais dados por:
S
opt(H,K) = S(L
Kopt) =
(5) Foi ilustrado em Subramaniam (1999) que o compri-mento de salto otimizado é dado por:
, i = 0, 1,...K
(6)Desta forma, a probabilidade de sucesso de estabelecimento de um caminho óptico virtual ao longo da rota considerando a distribuição ótima de conversores de códigos ópticos é dada por Durand, (2006a):
(7) A probabilidade de bloqueio considerando a distribui-ção ótima de conversores de códigos ópticos é dada por: (8) A probabilidade de bloqueio considerando distribui-ção ótima de conversores de comprimentos de onda foi derivada em Wen (2002) baseada nas mesmas conside-rações empregadas acima resultando em:
(9)
4 Resultados
A análise de resultados tem início com a obtenção da probabilidade de bloqueio de uma rota de uma rede híbrida WDM/OCDM com 8 enlaces, 8 comprimentos de onda e 4 códigos ópticos em função da intensidade de tráfego. Nestes 8 enlaces serão considerados 2, 4 e 6 nós equipados com WCs ou 2, 4, e 6 nós com CCs. Ou seja, os nós estarão equipados somente com um tipo de conversor. A figura 3 ilustra este estudo.
∏
= = K i i l f S 0 ) ( ) (LK W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
) ( max K LK L S ) 1 ( opt =H K+ li(
)
(
)
1 ) 1 ( opt( , ) 1 1 + + − − = H K C W K K H Sρ
) , ( 1 Sopt H K PCC = −(
)
(
)
[
H W×C]
Kρ
∏
==
K i il
f
S
0)
(
)
(
L
K W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
)
(
max
K LKS
L
)
1
(
opt=
H
K
+
l
i(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
)
,
(
1
S
optH
K
P
CC=
−
(
)
[
]
K∏
==
K if
l
iS
0)
(
)
(
L
K W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
)
(
max
K LKS
L
)
1
(
opt=
H
K
+
l
i(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
)
,
(
1
S
optH
K
P
CC=
−
(
)
(
)
[
H W C]
K WCP
=
1
−
1
−
1
−
1
−
ρ
×∏
==
if
l
iS
0)
(
)
(
L
K W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
)
(
max
K LKL
S
)
1
(
opt=
H
K
+
l
i(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
)
,
(
1
S
optH
K
P
CC=
−
(
)
(
)
[
H W C]
K WCP
=
1
−
1
−
1
−
1
−
ρ
×∏
= = K i i l f S 0 ) ( ) (LK W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
) ( max K LK L S ) 1 ( opt =H K+ li(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
) , ( 1 Sopt H K PCC = −(
)
(
)
[
W C]
K H WC P =1−1− 1− 1−ρ
×∏
==
K i il
f
S
0)
(
)
(
L
K W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
)
(
max
K LKL
S
)
1
(
opt=
H
K
+
l
i(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
)
,
(
1
S
optH
K
P
CC=
−
(
)
(
)
[
H W C]
K WCP
=
1
−
1
−
1
−
1
−
ρ
×∏
==
K if
l
iS
0)
(
)
(
L
K W C ll
f
(
)
=
1
−
((
1
−
ρ
)
)
)
(
max
K LKL
S
)
1
(
opt=
H
K
+
l
i(
)
(
)
1 ) 1 ( opt(
,
)
1
1
+ +
−
−
=
H K C W KK
H
S
ρ
)
,
(
1
S
optH
K
P
CC=
−
(
)
(
)
[
H W C]
K WCP
=
1
−
1
−
1
−
1
−
ρ
×Figura 3 - Probabilidade de bloqueio em função da
intensidade de tráfego 0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 10-6 1x10-5 1x10-4 10-3 10-2 10-1 100 Número de nós com CCs: 2 4 6 Pr ob ab ilid ad e de b loq ue io Intensidade de tráfego Número de nós com WCs: 2 4 6
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Por meio da figura 3 se verifica que a probabilidade de bloqueio em função da intensidade de tráfego diminui quando o número de nós com capacidade de conversão aumenta, porém se observa que a utilização de CCs tem maior impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio que a utilização de CWs. Por exemplo, considerando uma intensidade de tráfego ou utilização de enlace de 0,6 se obtém uma probabilidade de bloqueio de 0, 64, 0,016 e 7,3 x 10-5 para um número de nós equipados com WCs de 2, 4 e 6, respectivamente, por outro lado considerando CCs se obtém uma probabilidade de bloqueio de 0,15, 0,001 e 6,5 x 10-5 para um número de nós equipados com CCs de 2, 4 e 6, respectivamente. Portanto, a utilização de nós equipados com CCs diminui a probabilidade de bloqueio e aumenta a utilização de redes ópticas híbridas WDM/OCDM.
Para melhor ilustrar este fato a figura 4 ilustra a probabilidade de bloqueio considerando nós com WCs e a probabilidade de bloqueio considerando nós com CCs, em função da densidade de alocação de conversores para um número de códigos ópticos OOCs de 2, 4 e 6. A densidade de alocação representa a razão entre o número de nós equipados com conversores e o número total de nós na rota. Na obtenção da figura 4 foram consideradas as mesmas características da rede WDM/ OCDM citadas anteriormente, porém a intensidade de tráfego foi fixada em 0,5.
de conversores se ilustra na figura 5 a probabilidade de bloqueio em função do número de SOAs por nó óptico. Neste estudo se considera o número de OOCs igual a 2, 4 e 6. A rede WDM/OCDM considerada possui as mesmas características citadas anteriormente, porém a intensidade de tráfego foi fixada em 0,4.
Figura 4 - Probabilidade de bloqueio em função da
densidade de alocação de conversores
Por meio da figura 4 se observa que o aumento do número de nós equipados com conversores implica em uma diminuição da probabilidade de bloqueio, assim como o aumento do número de códigos OOCs também diminui a probabilidade de bloqueio. Porém, o aumento do número de OOCs é limitado em função de restrições físicas da fibra como a PMD (Polarization Mode
Dispersion) (DURAND, 2005b).
Por outro lado, o aumento do número de nós com conversores e o aumento dos códigos ópticos aumenta o custo da rede. Por meio de (1) e (2) se ilustra o número de SOAs empregados por nó com capacidade de conversão, tanto para conversores WCs como CCs. Nesta análise, o custo dos conversores foi baseado somente no SOA que consiste do elemento mais dispendioso do conversor. Com intuito de verificar o custo da utilização
0,0 0,1 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 10-15 1x10-14 1x10-13 1x10-12 1x10-11 1x10-10 1x10-9 1x10-8 1x10-7 1x10-6 1x10-5 1x10-4 1x10-3 1x10-2 1x10-1 1x100 OOCs = 6: CC WC OOCs = 4: CC WC Pr ob ab ilid ad e de b loq ue io Densidade de alocação OOCs = 2: CC WC
Figura 5 - Probabilidade de bloqueio em função do
número de SOAs por nó
A figura 5 mostra que a probabilidade de bloqueio diminui em função do aumento do número de SOAs. Porém, se verifica que em função do menor número necessário de SOAs nas arquiteturas de OXC que utilizam WCs, um número menor de SOAs é necessário em WCs para obter uma grande diminuição na probabilidade de bloqueio comparado com CCs. Verifica-se também nesta figura que a diferença entre a probabilidade de bloqueio considerando nós com WCs e CCs é maior quando se aumenta o número de OOCs. Este efeito ocorre em função do maior número de SOAs requeridos nos OXCs com CCs como é ilustrado em (1) e (2).
Para melhor ilustrar este conceito é mostrado na figura 6 o ganho de utilização que é obtido por meio da razão entre a probabilidade de bloqueio utilizando WCs e a probabilidade de bloqueio utilizando CCs, em função do número de SOAs. Neste estudo foram considerados os mesmos dados anteriores. O ganho de utilização representa a liberação de capacidade da rede.
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 10-14 10-13 10-12 10-11 1x10-10 1x10-9 1x10-8 1x10-7 1x10-6 1x10-5 1x10-4 1x10-3 1x10-2 1x10-1 1x100 OOCs = 6: CC WC OOCs = 4: CC WC Pr ob ab ilid ad e de b lo qu ei o Número de SOAs OOCs = 2: CC WC
Figura 6 - Probabilidade de bloqueio em função do
número de SOAs por nó
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 32 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 1010 Ga nh o de u tili za çã o Número de SOAs Número de OOCs: 2 4 6
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A figura 6 mostra que o ganho de utilização aumenta em função do número de SOAs por nó, também se observa que o aumento do número de códigos ópticos aumenta o ganho de utilização. Desta forma, pode ser realizada a escolha entre diversas configurações de rede s ópticas híbridas variando o número de OOCs e optando pelo emprego de WCs ou CCs.
5 Conclusões
Neste trabalho foi analisado o emprego de conversores de comprimento de onda e conversores de códigos ópticos em redes ópticas híbridas WDM/OCDM. Por meio de modelos analíticos que consideram os conversores uniformemente distribuídos pela rede pode ser verificado que os OXC equipados com conversores de códigos ópticos aumentam o desempenho da rede, ou seja, apresentam maior impacto na diminuição da probabilidade de bloqueio, quando comparado com conversores de comprimento de onda.
Por outro lado, o custo da utilização de conversores de códigos ópticos é maior do que o custo de utilização de conversores de comprimento de onda considerando o número de SOAs empregados. A metodologia de análise apresentada pode ser empregada como uma ferramenta simples para a determinação do projeto e desempenho de redes WDM/OCDM com conversores de comprimento de onda e códigos ópticos.
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Fábio Renan Durand*
Doutorado em Engenharia Elétrica - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Docente da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR).
e-mail: [email protected]
Marcelo Luis Francisco Abbade
Doutorado em Engenharia Elétrica - Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Docente – Centro de Ciências Exatas Ambientais e de Tecnologias, Faculdade de Engenharia Elétrica (UNICAMP)
Felipe Rudge Barbosa
Doutorado em Engenharia Elétrica - Université Paris Sud. Docente da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Edson Moschim
Doutorado em Engenharia Elétrica - Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Faculdade de Engenharia Elé-trica e de Computação, Departamento de Semicondutores Instrumentos e Fotônica.
*Endereço para correspondência:
Rua Tietê, 1208 - Jd. Tabapuã - CEP 86025-230 - Londrina-Paraná, 43 3348 7418.