UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA CURSO DE GRADUAÇÃO EM GEOLOGIA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
Relatório Nº 490
GENILSON RIBEIRO DA SILVA
EFEITO TERMAL DE INTRUSÕES BÁSICAS CENOZÓICAS EM ROCHAS CARBONÁTICAS DA FORMAÇÃO JANDAÍRA, BACIA POTIGUAR - RN
Orientador: Zorano Sérgio de Souza
NATAL – RN Dezembro de 2018
EFEITO TERMAL DE INTRUSÕES BÁSICAS CENOZÓICAS EM ROCHAS CARBONÁTICAS DA FORMAÇÃO JANDAÍRA, BACIA POTIGUAR - RN
Relatório apresentado no dia 05 de dezembro de 2018 como requisito parcial necessário à conclusão do Curso de Graduação em Geologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob orientação do professor Dr. Zorano Sérgio de Souza.
NATAL – RN Dezembro de 2018
Silva, Genilson Ribeiro da.
Efeito termal de intrusões básicas cenozóicas em rochas carbonáticas da formação Jandaíra, Bacia Potiguar - RN / Genilson Ribeiro da Silva. - 2018.
51f.: il.
Relatório (Bacharelado em Geologia) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Exatas e da Terra, Departamento de Geologia. Natal, 2018.
Orientador: Zorano Sérgio de Souza.
1. Geologia - Relatório. 2. Magmatismo básico - Relatório. 3. Cenozóico - Relatório. 4. Pirometamorfismo - Relatório. 5. Bacia Potiguar - Relatório. 6. NE do Brasil - Relatório. I. Souza, Zorano Sérgio de. II. Título.
RN/UF/CCET CDU 55 Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial Prof. Ronaldo Xavier de Arruda - CCET
CARBONÁTICAS DA FORMAÇÃO JANDAÍRA, BACIA POTIGUAR – RN
GENILSON RIBEIRO DA SILVA
BANCA EXAMINADORA
___________________________________________
Dr. Zorano Sérgio de Souza (presidente e orientador) DGeo/UFRN
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Dr. Narendra Kumar Srivastava (membro) DGeo/UFRN
___________________________________________
Dr. Frederico Castro Jobim Vilalva (membro) DGeo/UFRN
“Um Jedi usa a Força para sabedoria e defesa, nunca para o ataque” Yoda
Bem, neste trabalho eu não poderia deixar de exaltar todas as pessoas que me ajudaram ao longo de todos estes seis anos de Graduação de diversas formas, seja com materiais, com conversas e palavras de apoio (sobretudo nas horas mais difíceis da minha vida), com a parceria, companheirismo, irmandade ou seja lá do que possa se chamar. Primeiramente, agradeço a Deus pela existência e pela permissão de aqui estar escrevendo tais palavras. Agradeço aos meus pais, Genival e Jucileide (in memoriam) por todo o amor, carinho e suporte que me deram até hoje. Ao meu irmão Jackson e a minha avó Maria, e a todos da minha família. Eu amo vocês!
A seguir, agradeço a muitas pessoas que tiveram influência de alguma maneira no produto que está aqui escrito. Tentarei mencionar o nome de todos, mas perdoem-me se alguém não for citado, pois vocês são muitos e muito obrigado por este momento!
Agradeço em especial, aos meus companheiros nas disciplinas de campo ao longo desta graduação: Kimmolly Ferrari, Régia Carneiro, Vítor Palácio, Andréa Seabra, Luiz Henrique, Marcos Jacinto, Marceonila Cunha, Saulo Bezerra, Ana Raquel, José Romero, Leonardo Silva e Débora Kallynne.
Aos amigos da turma de 2013 em especial Khalil Bow, Kim Frana, Paulo Linarde, Derick Guerra, Marcella Samyla, Alana Régia, Wagner Luxúria, Miguel Sales e Wênzel Ribeiro.
Aos companheiros na disciplina de Projeto em Geologia: Ariana Laís, Gustavo Brito, Joyce Lorena e Thiago Carioca. A contribuição de vocês foi vital para a realização deste trabalho! Muito obrigado!
Aos que não foram ainda citados mas que merecem especial atenção Stephannie Braga, Rennan Medeiros, Joanna Paiva, Thiago Rodrigues, Ramon Junger, Hélio Jr, Paula Freire e Larisse Cruz, Paulo Ricardo, Cleidejane Teles, Jeymes Fernandes, Larissa Praxedes e Karol Alves.
Por fim, agradeço ao professor Zorano Sérgio de Souza, que concedeu a bolsa CNPq para auxílio na realização deste projeto e por toda a paciência durante este período de um ano e quatro meses na orientação deste trabalho.
A Bacia Potiguar, localizada no extremo NE do Brasil, na mesorregião Agreste Potiguar, possui um expressivo volume de corpos intrusivos básicos relacionados ao magmatismo meso-cenozoico: Rio Ceará Mirim, Serra do Cuó e Macau. A área do trabalho está a cerca de 122 km da capital Natal, situada entre os municípios de Jandaíra e Pedro Avelino, no Estado do Rio Grande do Norte. O presente trabalho se propõe a estudar o efeito termal causado pelo plug básico do assentamento Nova Conquista nas rochas encaixantes calcárias da Formação Jandaíra, porção emersa da Bacia Potiguar, em termos da petrografia e das texturas das rochas que ocorrem ao entorno da auréola termal. Os efeitos termais tiveram sua extensão inferida através de relações de contato em escala métrica a decamétrica, no entanto tal extensão pode ser melhor definida em estudos petrofísicos mais aprofundados. Nos arenitos, tais efeitos resumiram-se a geração de textura vítrea e minerais pirometamórficos; já os efeitos termais descritos em calcários foram a recristalização termal, formação de textura granoblástica e destruição de microfósseis, além de reduções na porosidade e na permeabilidade destes calcários.
Palavras-chave: Magmatismo básico; Cenozoico; Pirometamorfismo; Bacia Potiguar; NE do Brasil.
The Potiguar Basin, located in the extreme NE of Brazil, in the Agreste Potiguar mesoregion, has an expressive volume of basic intrusive bodies related to the Meso-Cenozoic magmatism: Rio Ceará Mirim, Serra do Cuó and Macau. The study area is about 122 km from Natal-RN, located between the municipalities of Jandaíra and Pedro Avelino, in the State of Rio Grande do Norte. The present work proposes to study the thermal effect caused by the basic plug of the Nova Conquista settlement in the limestone encasing rocks of the Jandaíra Formation, which emerges from the Potiguar Basin, in terms of the petrography and textures of the rocks that occur around the thermal aureole. The thermal effects had their extension inferred through contact relations in metric to decametric scale, however such extension can be better defined in more detailed petrophysical studies. In sandstones, such effects were summarized in the generation of glassy texture and pyrometamorphic minerals; the thermal effects described in limestone were thermal recrystallization, formation of granoblastic texture and destruction of microfossils, as well as reductions in the porosity and permeability of these limestones.
RESUMO ... 7
ABSTRACT ... 8
1. INTRODUÇÃO ... 9
1.1 Apresentação ... 9
1.2 Justificativas e Objetivos... 9
1.3 Localização e Vias de Acesso ... 10
1.4 Metodologia ... 10 2. GEOLOGIA REGIONAL ... 11 2.1 Embasamento Cristalino ... 11 2.2 Bacia Potiguar ... 12 2.2.1 Unidades Litoestratigráficas ... 12 2.2.2 Evolução Tectônica ... 14 2.3 Magmatismo Meso-Cenozóico ... 16
2.3.1 Magmatismo Rio Ceará Mirim ... 16
2.3.2 Magmatismo Serra do Cuó ... 16
2.3.3 Magmatismo Macau ... 16 2.4 Cobertura Cenozóica ... 17 3. GEOLOGIA LOCAL ... 18 3.1 Litoestratigrafia ... 18 3.1.1 Formação Açu ... 18 3.1.2 Formação Jandaíra ... 18 3.1.3 Magmatismo Cenozóico ... 22 4. PETROGRAFIA E TEXTURAS ... 24 4.1 Rochas Vulcânicas ... 24 4.1.1 Basaltos ... 24 4.1.2 Diabásios ... 25 4.2 Arenitos Pirometamorfisados ... 26 4.3 Rochas Carbonáticas ... 28 4.3.1 Calcários Preservados ... 29 4.3.2 Calcários Afetados ... 32 4.3.3 Calcários Pirometamorfisados ... 35
5. INTEGRAÇÃO DE DADOS E DISCUSSÕES ... 37
6. CONCLUSÕES ... 40
7. REFERÊNCIAS ... 41
ANEXOS ... 44
1. INTRODUÇÃO
1.1 Apresentação
Este relatório faz parte dos requisitos necessários à conclusão de curso e consequente obtenção do diploma de Bacharel em Geologia. Esta produção contou com a orientação do Prof. Dr. Zorano Sérgio de Souza, do Departamento de Geologia da UFRN, tendo apoio logístico e de infraestrutura deste departamento (laboratórios de laminação e microscopia, sala de estudo, veículo de campo), e do projeto de pesquisa 449616/2014-2 CNPq do orientador ("Metamorfismo de contato e geração de magmas crustais em auréolas termais neoproterozoicas e cenozoicas, nordeste do Brasil").
1.2 Justificativas e Objetivos
A área de estudo está localizada no estado do Rio Grande do Norte, o qual apresenta um expressivo volume de corpos magmáticos intrusivos relacionados aos eventos Rio Ceará Mirim (132,2 ± 1 Ma), Serra do Cuó (93,1 ± 0,8 Ma) e Macau (24,6 ± 0,8 Ma), que sucederam a implantação dos riftes cretáceos na Província Borborema, com possível contribuição em termos dos processos de reaquecimento da crosta e soerguimento regional (Souza et al., 2003). Compõem estes eventos as rochas vulcânicas básicas, que ocorrem na forma de diques, plugs, necks, derrames e soleiras, intrusivas nas litologias encaixantes constituintes do embasamento cristalino da Bacia Potiguar (Sial, 1976; Sial et al., 1981; Almeida et al., 1988; Silveira, 2006).
As rochas ígneas, nas formas de ocorrência acima citadas, podem exercer o papel de rocha-reservatório e selante ou ainda formar, para o armazenamento de petróleo, trapas estruturais ou combinadas. Além disso, podem contribuir em termos do aporte térmico, em bacias rasas a frias, com vistas ao efeito da maturação do óleo e na migração do mesmo, podendo assim interferir na exploração e explotação de hidrocarbonetos (Eiras e Wanderley Filho, 2003).
Desta maneira, o objetivo do trabalho reside na caracterização textural e petrográfica da auréola termal causada por diques básicos do Assentamento Nova Conquista, de idades oligocênicas-miocênicas, em carbonatos e arenitos da Bacia Potiguar na região entre Jandaíra e Pedro Avelino (RN).
1.3 Localização e Vias de Acesso
A região de trabalho compreende diques básicos de direção NE-SW situado no assentamento Nova Conquista, entre os municípios de Jandaíra e Pedro Avelino (Figura 1), no Estado do Rio Grande do Norte, a 122 km da capital Natal. Utilizou-se a BR-226 e posteriormente a BR-304, sentido oeste, passando pelos municípios de Macaíba, São Pedro, Santa Maria, Riachuelo, Caiçara do Rio do Vento, Lajes e Pedro Avelino. Para os caminhamentos dentro da área, foram utilizadas estradas carroçáveis e trilhas a pé.
Figura 1 – Mapa de localização da área de estudo, sistema de coordenadas GCS WGS 1984. Confeccionado pelo autor, com dados de DNIT (2013) e IBGE (2015).
1.4 Metodologia
A metodologia empregada neste trabalho se deu em três etapas. A etapa inicial foi de levantamento bibliográfico regional e confecção de mapas preliminares a partir de cartas geológicas, imagens SRTM e fotografias aéreas. A etapa de campo envolveu coleta de amostras, caracterização de relações de contato visando monitorar a extensão do efeito termal e medição de parâmetros estruturais (estratificação, falhas, estrias). Na etapa final de gabinete, realizou-se o aperfeiçoamento do mapa geológico de detalhes dos corpos estudados. Com a compilação de todas as informações obtidas, foi produzido o relatório final.
2. GEOLOGIA REGIONAL
2.1 Embasamento Cristalino
A Província Borborema foi definida por Almeida et al. (1981) como um cinturão orogênico Brasiliano/Pan-africano que perfaz uma região aproximada de 380.000 km², delimitada pelas Províncias São Francisco e Parnaíba, bem como pelas bacias costeiras e margem continental. Foi dividida por Brito Neves et al. (2000) em três grandes domínios estruturais (norte, central e sul) separados pelas zonas de cisalhamento Patos e Pernambuco, encaixando-se a área de estudo no Domínio Rio Grande do Norte (DRN). Este, por sua vez, apresenta três importantes domínios tectonoestruturais: Domínio Jaguaribeano (DJ), Domínio Rio Piranhas-Seridó (DPS) e Domínio São José do Campestre (DSJ). O DRN compreende ortognaisses paleoproterozóicos tonalíticos a granodioríticos, de idade 2,2 Ga (Souza et al., 2007; Souza et al., 2016; Hollanda et al., 2011) e um expressivo magmatismo neoproterozóico.
As unidades litoestratigráficas do Núcleo Arqueano foram definidas por Dantas (1996), excetuando-se o Complexo Presidente Juscelino. Compreende, em uma área aproximada de 6.000 km², um domo arqueano denominado Maciço São José do Campestre (MSJC), onde ocorrem unidades que abrangem todo o período arqueano, destacando-se o Metatonalito Bom Jesus, com idades U-Pb de 3,41 Ga, sendo considerado o fragmento crustal mais antigo da América do Sul. Fragmentos crustais paleoproterozóicos cercam as litologias anteriores.
Inserido no contexto do Domínio Rio Piranhas-Seridó, o Complexo Caicó trata-se de um embasamento gnáissico-migmatítico de alto grau, composto por rochas metaplutônicas paleoproterozóicas, que se encontram intrudidas e/ou intercaladas com litologias metasupracrustais mais antigas e subordinadas (Jardim de Sá, 1984; Jardim de Sá, 1994; Souza et al., 2007).As rochas do Complexo Caicó compõem o embasamento imediatamente a sul da Bacia Potiguar, na região do presente estudo.
O Grupo Seridó ocorre na porção central do Estado do Rio Grande do Norte, com área exposta entre os limites tectônicos do Domínio Rio Piranhas com a Faixa Seridó e corresponde à Faixa de Dobramentos Seridó de Brito Neves (1975), relacionada à orogênese Brasiliana/Pan-africana. O empilhamento litoestratigráfico atualmente aceito foi proposto por Jardim de Sá e Salim (1980) e Jardim de Sá (1994), consistindo nas formações Jucurutu (mármores e paragnaisses), Equador (quartzitos e metaconglomerados) e Seridó (xistos e filitos).
O plutonismo de idade Neoproterozóica, a sul, é representado por diversos batólitos, stocks e diques. Esta atividade plutônica foi agrupada por Nascimento et al. (2015) a partir de
dados petrográficos, geoquímicos e geocronológicos em seis suítes: Shoshonítica, variando de gabros/dioritos a quartzo monzonitos; Cálcio-alcalina de alto K Porfirítica e Cálcio-alcalina de alto K Equigranular, ambas com predomínio de monzogranitos; Cálcio-alcalina, variando de granodioritos a tonalitos; Alcalina, constituída de álcali-feldspato granitos e, por fim, Alcalina Charnoquítica, com quartzo mangeritos e charnoquitos.
2.2 Bacia Potiguar
2.2.1 Unidades Litoestratigráficas
Este item se baseia em revisão e integração de dados estratigráficos e geocronológicos de Soares et al. (2003) e Pessoa Neto et al. (2007).
A Bacia Potiguar (BP) localiza-se no extremo leste da margem equatorial brasileira, em sua maior parte no estado do Rio Grande do Norte (Figura 2.1). É limitada pelo embasamento cristalino a oeste com a Bacia do Ceará através do Alto de Fortaleza; e a leste pelo Alto de Touros. Possui uma área total aproximada de 48.000 km², dos quais 21.500 km² (45%) correspondem ao segmento emerso e 26.500 km² (55%) correspondem ao segmento submerso (Pessoa Neto et al., 2007).
Figura 2.1 Mapa simplificado da Bacia Potiguar e do Vulcanismo Macau. 1 - Rochas vulcânicas cenozoicas, 2 - Derrames cretáceos, 3 - Coberturas fanerozóicas: 3a – Paleozoicas, 3b - Mesozoicas, 3c – cenozoicas; 4 - Embasamento precambriano, 5 - Falha sinistrógira, 6 - Falhas fanerozóicas, 7 - Cidades, 8 - Sedes Municipais.
Compilado de Souza et al. (2013).
Grupo Areia Branca
Trata-se de denominação usada para se referir às formações Pendência, Pescada e Alagamar, cujo conteúdo é predominantemente clástico (Pessoa Neto et al., 2007). A Formação Pendência possui depósitos lacustrinos, flúvio-deltaicos e fandeltaicos que preenchem os semi-grabens assimétricos contemporâneos ao estágio Rifte I. As sequências basais comportam uma sedimentação lacustre. Nas sequências superiores domina a sedimentação flúvio-deltaica progradante (Soares et al., 2003; Pessoa Neto et al., 2007). A Formação Pescada encontra-se restrita à porção submersa da bacia. O preenchimento sedimentar, contemporâneo a fase Rifte II, é dominado por sistemas de leques aluviais e fluviais de alta energia, com isolados bancos carbonáticos (Soares et al., 2003; Pessoa Neto et al., 2007). Na Formação Alagamar, predomina a sedimentação por sistemas flúvio-lacustres, cujo registro litológico foi depositado na fase pós-rifte, sendo caracterizado pelos sedimentos transicionais representantes da passagem gradual de sistemas deposicionais continentais para marinhos e da primeira ingressão marinha na bacia (Soares et al., 2003; Pessoa Neto et al., 2007).
Grupo Apodi
O Grupo Apodi abrange as formações Açu, Quebradas e Jandaíra, representantes das sequências transgressivas relacionadas ao estágio Drifte da evolução tectônica da bacia (Pessoa Neto et al., 2007). A Formação Açu compreende o registro deposicional de uma sequência marinha transgressiva, sendo composta por sedimentos siliciclásticos proximais representantes da seção fluvial a marinha. Já Formação Quebradas é composta por sedimentos siliciclásticos distais. A máxima transgressão se deu na passagem Cenomaniano - Turoniano, com a deposição contínua de folhelhos na porção submersa da bacia e o afogamento dos sistemas fluviais da Formação Açu. Posteriormente, implantou-se uma ampla rampa carbonática (Formação Jandaíra) dominada por maré, aflorante em praticamente toda a parte emersa da Bacia Potiguar (Soares et al., 2003; Pessoa Neto et al., 2007).
Grupo Agulha
É formado por sistemas mistos de leques costeiros, sistemas de plataformas rasas de borda carbonática e sistemas de talude/bacia, constituintes das formações Ubarana, Guamaré e Tibau. Estas são representantes das sequências marinhas regressivas relacionadas ao estágio Drifte da evolução tectônica da bacia, que se estende do Neocampaniano ao Holoceno (Soares et al., 2003; Pessoa Neto et al., 2007).
2.2.2 Evolução Tectônica
A Bacia Potiguar foi formada durante o Cretáceo Inferior como consequência de esforços extensionais associados ao rifteamento que separou as placas sul-americana e africana (Bizzi et al., 2003). Ocorre uma divisão em três supersequências (Rifte, Pós-rifte e Drifte) que, segundo Pessoa Neto et al. (2007), fazem uma íntima conexão entre o preenchimento sedimentar e as diferentes fases de evolução tectônica (Rifte, Pós-rifte e Termal) (Figura 2.2).
A fase Rifte, dividida em Rifte I e II, corresponde ao preenchimento da bacia, com a deposição das formações Pendência e Pescada. Na fase Rifte I ocorre um regime de estiramento crustal, com expressiva subsidência mecânica do embasamento, desenvolvendo falhas normais e definindo altos internos, bem como semi-grabens assimétricos. Na fase Rifte II ocorre um regime transcorrente-transformante, com deslocamento do eixo de rifteamento para a porção submersa da bacia e levantando a porção emersa, concomitantemente à sua erosão, fazendo dela uma ombreira do novo rifte (Pessoa Neto et al., 2007).
A fase Pós-rifte corresponde a um regime de subsidência térmica, indicando uma relativa calma tectônica. Relaciona-se à deposição da supersequência homônima, associada à primeira ingressão marinha na bacia (Formação Alagamar) (Pessoa Neto et al., 2007).
A fase Termal corresponde à Supersequência Drifte, com a deposição das formações Açu, Ponta do Mel, Quebradas, Jandaíra, Ubarana, Tibau e Guamaré. Caracterizam um conjunto de sequências marinhas transgressivas e regressivas, sendo de destaque a implantação da rampa carbonática dominada por maré correspondente à Formação Jandaíra (Pessoa Neto et al., 2007).
Fig u ra 2 .2 . – C ar ta estra tig ráf ica d a B ac ia P o tig u ar , p ro p o sta p o r P ess o a Neto et a l. ( 2 0 0 7 ).
2.3 Magmatismo Meso-Cenozóico
Este tópico consiste na compilação bibliográfica de dados litológicos, geoquímicos e geocronológicos contidos nos trabalhos de Sial (1976), Sial et al. (1981), Almeida et al. (1988), Bellieni et al. (1992), Mizusaki et al. (2002) e Souza et al. (2003).
2.3.1 Magmatismo Rio Ceará Mirim
O evento Rio Ceará Mirim é descrito por Bellieni et al. (1992) como um representante do magmatismo Mesozóico no extremo leste do NE brasileiro, sincrônico à abertura do rifte ao longo da margem sudeste brasileira. É constituído por enxames de diques máficos toleíticos, raramente com tipos alcalinos (tefritos e traqui-basaltos), orientados principalmente a E-W, variando a NE-SW. Aflora principalmente na porção sudeste da Bacia Potiguar. Foram determinadas por Souza et al. (2003) idades radiométricas 40Ar/39Ar de 132,2 ± 1 Ma (cretáceo inferior) para os diques de diabásio.
2.3.2 Magmatismo Serra do Cuó
Ocorre em porções restritas no norte do estado do RN. É constituído, principalmente, por soleiras e derrames de olivina-basaltos (Angelim et al., 2006). Foi um dos eventos que sucederam a implantação dos riftes cretáceos na Província Borborema. O magmatismo Serra do Cuó é identificado a partir de um afloramento na borda sul da Bacia Potiguar e é caracterizado por derrames de basalto com tendência alcalina, com idades radiométricas 40Ar/39Ar de 93,1 ± 0,8 Ma (Souza et al., 2003).
2.3.3 Magmatismo Macau
Este evento é o representante, de acordo com Sial (1976), do magmatismo mais jovem da Província Borborema. É constituído por ankaratritos, basanitos e olivina-basaltos de afinidades toleíticas ou basaníticas, na forma de pequenos derrames, diques, plugs e necks, de natureza alcalina que truncam o embasamento cristalino (Sial et al., 1981; Almeida et al., 1988). A ocorrência de todo este conjunto se dá em orientação aproximadamente N-S, denominada Alinhamento Macau-Queimadas, por uma extensão aproximada de 300 km (Almeida et al., 1988; Knesel et al., 2011; Souza et al., 2013).
As descrições mineralógicas e texturais em nódulos ultramáficos realizadas por Sial (1976) levaram-no a concluir que as rochas supracitadas seriam oriundas de uma câmara magmática situada à uma profundidade de 64 km ou superior. Neste mesmo escopo, Sial et al.
(1981) sugeriram diferentes graus de fusão parcial em uma mesma área-fonte, através dos padrões petrográficos e de idade dos basaltos. Foram realizadas 18 datações K-Ar para o evento Macau, cujos resultados se deram entre o Eoceno e o Mioceno (Sial et al., 1981). Todavia, Souza et al. (2003) obteve idades radiométricas 40Ar/39Ar de 24,6 ± 0,8 Ma (oligoceno-mioceno) para o basalto alcalino do evento Macau, que foi representado naquele trabalho pelo neck do Pico do Cabugi. As intrusões básicas relacionadas ao evento Macau provocaram efeitos termais de metamorfismo de contato (pirometamorfismo) em arenitos e carbonatos encaixantes da Bacia Potiguar (Santos et al., 2014; Terra et al., 2016).
2.4 Cobertura Cenozóica
A Cobertura Cenozóica no estado do Rio Grande do Norte se resume à Formação Serra do Martins e ao Grupo Barreiras, descritos a seguir.
A Formação Serra do Martins apresenta-se como chapadas planas a levemente onduladas que formam resíduos de um capeamento contínuo pretérito, o qual foi dissecado e erodido. No topo da sequência, os sedimentos encontram-se silicificados e/ou formando uma crosta laterítica de coloração vermelha a roxa. Os depósitos podem ser integrados em um sistema deposicional fluvial entrelaçado a meandrante grosso, disposto sobre o embasamento cristalino (Angelim et al., 2006).
O Grupo Barreiras ocorre em uma faixa costeira na forma de tabuleiros que frequentemente formam falésias litorâneas. Tanto as rochas do embasamento quanto as do Grupo Apodi da Bacia Potiguar são recobertas indiscriminadamente por estes sedimentos (Angelim et al., 2006).
3. GEOLOGIA LOCAL
3.1 Litoestratigrafia
A proposta deste capítulo é trazer informações referentes à área de estudo em nível de detalhe. Para tanto, foram utilizados dados da bibliografia integrados com dados coletados em campo, tais como descrições petrográficas e de estruturas, bem como das relações de contato existentes. A área de detalhe mapeada compreende 18 afloramentos, cujos prefixos utilizados nos pontos e amostras coletadas foram ANC e GG (Figura 3.1). A delimitação do dique do Assentamento Nova Conquista (Figura 3.2). Foram mapeadas as seguintes unidades principais, citadas do centro do corpo para as bordas: basalto, diabásio, calcários afetados e calcários preservados. Foram colocadas também pequenas ocorrências de buchito, em laranja no mapa da Figura 3.2.
3.1.1 Formação Açu
Em campo foram encontrados arenitos buchíticos escuros, possivelmente representantes desta formação (amostras ANC-1C, ANC-1D, GG-6D e GG-14). Ocorrem em região de contato entre arenitos, calcários e intrusões básicas (basalto e/ou diabásio), sendo termalmente afetados por estas intrusões de modo a fundir a matriz destas rochas, rica em micas e feldspatos, posteriormente resfriar muito rápido e assim, formar a textura vítrea.
3.1.2 Formação Jandaíra
A área de detalhe mapeada encontra-se completamente inserida no domínio da Formação Jandaíra da Bacia Potiguar. Ocorrem como representantes desta formação calcários bege a cinza (afetados e preservados) e calcários recristalizados (amostras ANC-1B, ANC-3A, ANC-3D, ANC-5C, ANC-5D, ANC-6.1, ANC-6.2 ANC-7, ANC-8, GG-1A, GG-1B, GG-2, GG-3A, GG-3D, GG-5A, GG-5D, GG-6C, GG-9, GG-10 e GG-16). Estas litologias estão muitas vezes afetadas por sistemas de falhas (Figura 3.3) e juntas orientados na direção 30ºAz nas adjacências das intrusões básicas. Foram encontrados em calcários preservados (Figuras 3.4 e 3.5) fósseis, geodos e de estruturas birdseyes. Nos calcários afetados, estas feições sedimentares foram obliteradas devido ao efeito térmico.
Figura 3.3 – Calcário afetado por fraturas (linhas tracejadas) no afloramento GG-3.
Figura 3.5 – Calcário preservado do efeito térmico, afetado por falha (linha tracejada amarela). A parte metálica do martelo aponta para o norte. Afloramento GG-16.
3.1.3 Magmatismo Cenozóico
As rochas do magmatismo cenozoico ocorrem sobretudo na porção central do dique Nova Conquista, sendo o causador da auréola térmica. Consiste em diabásios, de textura mais grossa, na porção mais central e de basaltos, de textura mais fina, na região de contato com a encaixante. Estas litologias são relacionadas ao evento Macau.
Os basaltos são sobretudo finos a criptocristalinos e por vezes preenchem sistemas de falhas orientados NE (aproximadamente 30 a 50 Az). E podem também estar afetados por sistemas de falhas orientados 330 Az e 220 Az. Nas adjacências desses basaltos possivelmente afetados por falhas, ocorrem calcários da Fm. Jandaíra afetados termicamente e/ou recristalizados (Figuras 3.6 e 3.7).
Figura 3.6 – Contato entre diabásio fino (acima da linha tracejada amarela) e xenólito de mármore (abaixo da linha) afetado termicamente. Afloramento GG-14.
Figura 3.7 – Contato entre calcário e dique de diabásio de orientação aproximadamente 30°Az. Afloramento GG-17.
4. PETROGRAFIA E TEXTURAS
Este capítulo corresponde à descrição petrográfica e textural de um total de 28 amostras, agrupadas em rochas vulcânicas (basaltos e diabásios), arenitos pirometamorfisados (buchitos), calcários (preservados e afetados) e calcários recristalizados. As mesmas correspondem aos conjuntos de pontos ANC e GG, situados na área de estudo.
4.1 Rochas Vulcânicas
Tabela 1 – relação das amostras de rochas vulcânicas com respectivas coordenadas e descrição sucinta.
Amostra UTM (X,Y) Lat/long (X,Y) Descrição
ANC-1A 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Basalto ANC-5A 807282 9398021 36°13'37.90"O 5°26'23.09"S Basalto GG-7 807279 9397966 36°13'37.99"O 5°26'24.88"S Basalto ANC-1D 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Diabásio GG-3A 807314 9398052 36°13'36.87"O 5°26'22.08"S Diabásio 4.1.1 Basaltos
Estas rochas foram agrupadas mediante descrição das amostras ANC-1A, ANC-5A e GG-7 (Figura 4.1). As mesmas possuem em composição mineralógica comum plagioclásio (70%) e olivina (10%). O vidro vulcânico compõe cerca de 20% destas amostras e as mesmas foram classificadas como olivina basalto. Clinopiroxênio (clinoenstatita) e minerais opacos perfazem menos de 1% destas seções delgadas. Texturalmente, as amostras são hipocristalinas devido à predominância modal de cristais em relação ao vidro. Possuem também textura pilotaxítica, devido aos alinhamentos subparalelos dos microcristais de plagioclásio.
O plagioclásio apresenta-se predominantemente em ripas subédricas a euédricas. Possui tamanho médio de 0,35 mm. Não foi possível a aferição do índice %An para este mineral, devido a inexistência de seções adequadas para tal propósito nestas lâminas delgadas.
A olivina apresenta-se em grãos anédricos bastante fraturados e de tamanhos médios aproximados de 0,2 mm. Apresenta-se em boa parte com alterações para serpentina fibrosa, com crescimentos perpendiculares às paredes das fraturas; e para iddingsita. Com base em propriedades óticas tais como cor à nicóis paralelos (incolor, sem pleocroísmo) e birrefringência (0,033), ângulo 2V aproximado de 70º e sinal ótico positivo, sugere-se que a olivina é forsterita.
Figura 4.1 – Mosaico de fotomicrografias de olivina basaltos. (A) e (B) xenocristal de quartzo (destacado pela linha tracejada) na seção delgada ANC-1A; microcristais de plagioclásio em (C) e (D) na seção delgada ANC-5A, cristais de olivina em (E) e (F) na seção delgada GG-7. Polarizadores paralelos (esquerda) e cruzados (direita).
4.1.2 Diabásios
Nas amostras ANC-1D e GG-3A (Figura 4.2) ocorrem microautólitos de diabásio, compostos essencialmente de plagioclásio, olivina e minerais opacos, e também uma textura pilotaxítica, desta vez mais grossa que nos basaltos.
Figura 4.2 – Prancha de fotomicrografias de (A) e (B) microxenólito de siltito/arenito na seção delgada ANC-1D; (C) e (D) microxenólito de diabásio em basalto na seção delgada GG-3A. Polarizadores paralelos (esquerda) e cruzados (direita).
4.2 Arenitos Pirometamorfisados
Tabela 2 – relação das amostras de arenitos pirometamorfisados com respectivas coordenadas e descrição sucinta.
Amostra UTM (X,Y) Lat/long (X,Y) Descrição
ANC-1A 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Xenólito de arenito ANC-1C 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Buchito ANC-1D 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Buchito GG-3A 807314 9398052 36°13'36.87"O 5°26'22.08"S Buchito GG-6D 807304 9397979 36°13'37.18"O 5°26'24.46"S Buchito GG-14 807254 9397992 36°13'38.81"O 5°26'24.04"S Buchito
Os arenitos pirometamorfisados (buchitos), representados pelas seções delgadas ANC-1C, ANC-1D, GG-6D, GG-14 e GG-3A (figuras 4.3 e 4.4), possuem como composição mineralógica clastos de quartzo, tridimita, K-feldspato (sanidina) e vidro, como matriz formada a partir de fusão de micas e feldspatos do protólito arenítico com posterior precipitação e resfriamento ultrarrápido. Além disto, na lâmina ANC-1A ocorre como xenólito, onde na porção vítrea do mesmo ocorrem microcristais de clinoenstatita, além de tridimita em agregados radiais.
Os clastos de quartzo em tais amostras apresentam granulação que varia de areia fina a grossa (0,125 mm a 0,5 mm) (amostra GG-14) e de areia grossa a grânulo (0,5 mm a 2 mm) (amostras GG-6D e ANC-1C), com baixas esfericidades e arredondamentos variando de subangular a subarredondado. O selecionamento é pobre e tais amostras descrevem arenitos texturalmente imaturos. Os contatos predominantes são pontuais e retos, indicando um empacotamento normal e soterramento moderado. No caso específico da amostra GG-14, os grãos estão flutuantes na matriz, o que indica empacotamento frouxo como consequência de um soterramento raso.
Figura 4.3 – Fotomicrografias de arenitos pirometamorfisados (buchitos). (A) e (B) microfenocristais de sanidina em vidro, na amostra ANC-1C. Polarizadores paralelos (esquerda) e cruzados (direita).
Figura 4.4 – Prancha de fotomicrografias de arenitos pirometamorfisados. (A) xenólito de arenito (delimitado pela linha tracejada amarela) em basalto na lâmina ANC-1A (polarizadores cruzados), com clastos de quartzo, vidro, tridimita e clinopiroxênio (clinoenstatita). (B) e (C) arenito buchítico da lâmina GG-3A com clastos de quartzo e vidro na matriz. Polarizadores paralelos e cruzados, respectivamente.
4.3 Rochas Carbonáticas
Estas rochas foram subdivididas em calcários preservados (lâminas ANC-3A, GG-1B, GG-2, GG-5A, GG-5D, GG-6A e GG-16), calcários afetados (lâminas ANC-1B, ANC-5D, ANC-6.1, ANC-6.2, ANC-7, ANC-8, GG-1A, GG-3D, GG-6C, GG-9 e GG-10) e calcários recristalizados (lâminas ANC-3D e ANC-5C). Os calcários foram classificados segundo critérios texturais, seguindo as tabelas de classificação de rochas carbonáticas de Dunham (1962) e Folk (1959) (Figuras 4.5 e 4.6).
Figura 4.5 – Tabela de classificação de Dunham (1962). Disponível em www.sepmstrata.org/page.aspx?pageid=89. Acesso em 30/10/2018.
Figura 4.6 – Tabela de classificação de rochas carbonáticas de acordo com Folk (1959). Disponível em www.sepmstrata.org/page.aspx?pageid=89. Acesso em 30/10/2018.
4.3.1 Calcários Preservados
Tabela 3 – relação das amostras de calcários preservados com respectivas coordenadas e descrição sucinta.
Amostra UTM (X,Y) Lat/long (X,Y)
Descrição (Folk) Descrição (Dunham) ANC-3A 807244 9397959 36°13'39.13"O 5°26'25.12"S Biomicrito Wackestone GG-1B 805177 9396530 36°14'46.01"O 5°27'11.91"S Biomicrito Wackestone GG-2 806168 9397209 36°14'13.94"O 5°26'49.67"S Biomicrito Mudstone GG-5A 807310 9398001 36°13'36.99"O 5°26'23.74"S Micrito Mudstone GG-5D 807310 9398001 36°13'36.99"O 5°26'23.74"S Micrito Mudstone GG-6A 807304 9397979 36°13'37.18"O 5°26'24.46"S Biomicrito Wackestone
GG-16 807846 9398467 36°13'19.66"O 5°26'8.50"S Biomicrito Wackestone As seções delgadas GG-5A e GG-5D (Figura 4.7) foram classificadas pela tabela de Dunham (1962) como mudstones. No caso da lâmina GG-5A, há texturas birdseyes (5%), sendo
o restante (95%) composto por micrita. Na lâmina GG-5D tal conteúdo fossilífero é ausente. A granulometria varia de argila a silte. De acordo com a classificação de Folk (1959), GG-5A corresponde a um micrito fossilífero e GG-5D corresponde a um micrito.
Figura 4.7 – Fotomicrografias das seções delgadas dos mudstones GG-5A (A) e GG-5D (B). Em (A) observa-se textura birdseyes e em (B) observa-se fratura preenchida com óxidos/hidróxidos de ferro. Polarizadores cruzados.
As seções delgadas ANC-3A, GG-1B, GG-6A e GG-16 (Figura 4.8) compreendem wackestones, segundo a classificação de Dunham (1962). As mesmas são classificadas como biomicritos, segundo a tabela de Folk (1959). Possuem como componentes aloquímicos os fósseis (30%) de organismos como bivalves, miliolídeos e ostracodes. Quanto aos componentes ortoquímicos, prevalece a micrita compondo aproximadamente 70% do total destas seções delgadas. Oóides, pelóides, intraclastos e componentes terrígenos estão ausentes destas lâminas, além da porosidade.
Figura 4.8 – Fotomicrografias de seções delgadas de wackestones das seções ANC-3A (A), GG-1B (B), GG-6A (C) e GG-16 (D) com ocorrência significativa de estruturas birdseyes (A), (C) e (D) e de pelóides (B). Polarizadores cruzados.
A seção delgada GG-2 (Figura 4.9) compreende um mudstone preservado, segundo a classificação de Dunham (1962). Segundo a tabela de Folk (1959), a mesma é classificada como bioesparito. Possui como constituintes aloquímicos 17% de fósseis. Como constituintes ortoquímicos, ocorre 83% de esparito. Os pelóides, oóides e intraclastos estão ausentes desta seção delgada. A porosidade é do tipo móldica e agigantada.
Figura 4.9 – Fotomicrografia de mudstone preservado da seção GG-2, mostrando conteúdo fossilífero e porosidade móldica. Polarizadores paralelos (A) e cruzados (B).
4.3.2 Calcários Afetados
Tabela 4 – relação das amostras de calcários afetados com respectivas coordenadas e descrição sucinta.
Amostra UTM (X,Y) Lat/long (X,Y)
Descrição (Folk)
Descrição (Dunham)
ANC-1B 807282 9398016 36°13'37.90"O 5°26'23.26"S Bioesparito Wackestone
ANC-5D 807282 9398021 36°13'37.90"O 5°26'23.09"S Micrito Mudstone
ANC-6.1 807295 9397973 36°13'37.48"O 5°26'24.65"S Pelesparito Wackestone
ANC-6.2 807295 9397973 36°13'37.48"O 5°26'24.65"S Pelesparito Wackestone
ANC-7 807228 9397931 36°13'39.64"O 5°26'26.03"S Pelesparito Packstone
ANC-8 806194 9397199 36°14'13.10"O 5°26'49.99"S Biopelmicrito Wackestone
GG-1A 805177 9396530 36°14'46.01"O 5°27'11.91"S Bioesparito Packstone
GG-3D 807314 9398052 36°13'36.87"O 5°26'22.08"S Micrito Mudstone
GG-6C 807304 9397979 36°13'37.18"O 5°26'24.46"S Biomicrito Wackestone
GG-9 807247 9397927 36°13'39.03"O 5°26'26.16"S Micrito Mudstone
As seções delgadas GG-3D, GG-9 e ANC-5D (Figura 4.10) foram classificadas como mudstones, segundo a classificação de Dunham (1962). Estas seções possuem em comum a ocorrência de veios hidrotermais preenchidos por calcita, juntamente com percolações de óxidos/hidróxidos de ferro. A composição média destes calcários é 82% de micrita e 18% de esparito, sendo portanto rochas ortoquímicas. Os componentes aloquímicos (fósseis, oóides, pelóides e intraclastos) e terrígenos estão ausentes nestas seções delgadas. Segundo a classificação de Folk (1959), tratam-se de micritos.
Figura 4.10 – Fotomicrografias de mudstones afetados das seções delgadasGG-3D (A), GG-9 (B) e ANC-5D (C). É comum a todas estas seções a presença de veios hidrotermais com crescimento de calcita em mosaico. Polarizadores cruzados.
As seções delgadas GG-6C, ANC-6.1, ANC-6.2 e ANC-8 (Figura 4.11) foram classificadas como wackestones, segundo a classificação de Dunham (1962). Possuem pouco ou nenhum conteúdo fossilífero, além de um baixo índice de pelóides (10%). Isto se deve, provavelmente, ao efeito termal ocasionado pela intrusão básica. Os demais componentes aloquímicos (oóides e intraclastos) e terrígenos estão ausentes destas lâminas. Em relação aos componentes ortoquímicos, a composição é tal que permite a variação nas classificações de Folk (1959) entre pelesparito, biopelmicrito e biomicrito.
Figura 4.11 – Fotomicrografias de wackestones das seções delgadas (A) ANC-6.1 afetada por veios hidrotermais preenchidos por calcita; ANC-6.2 (B) e ANC-8 (C) com micritização do conteúdo fossilífero. Polarizadores cruzados.
As seções delgadas ANC-1B, GG-1A e ANC-7 (Figura 4.12) foram classificadas como packstones. Segundo a classificação de Folk (1959), tratam-se de bioesparitos a pelesparitos. Ocorrem algumas diferenças texturais importantes neste grupo de lâminas, em relação ao conteúdo de fósseis e pelóides, e esparito e micrita. Os oóides, intraclastos e terrígenos estão ausentes nas três lâminas.
Figura 4.12 – Fotomicrografias de packstones das seções delgadas ANC-1B, GG-1A e ANC-7. Polarizadores cruzados.
O grainstone afetado (GG-10) (Figura 4.13) é assim classificado por não apresentar conteúdo fossilífero, em comparação com grainstones preservados que apresentam estruturas birdseyes.
Figura 4.13 – Fotomicrografia de grainstone afetado na seção delgada GG-10. Polarizadores paralelos (A) e cruzados (B).
4.3.3 Calcários Pirometamorfisados
Tabela 5 – relação das amostras de calcários recristalizados pelo pirometamorfismo.
Amostra UTM (X,Y) Lat/long (X,Y) Descrição
ANC-3D 807244 9397959 36°13'39.13"O 5°26'25.12"S Calcário recristalizado ANC-5C 807282 9398021 36°13'37.90"O 5°26'23.09"S Calcário recristalizado Foram descritas as seções delgadas ANC-3D, ANC-5C, ANC-5D, ANC-6.1, ANC-6.2, ANC-7, ANC-8, GG-3A, GG-6A e GG-10 (Figura 4.14). Os mesmos possuem em composição essencial a calcita granoblástica, apresentando textura em mosaico. Aliado ao tamanho “anormal” dos cristais de calcita, é possível inferir que os bioclastos foram obliterados em virtude do efeito termal ocasionado pela intrusão do corpo ígneo basáltico do Assentamento Nova Conquista.
Figura 4.14 – Fotomicrografias de calcários pirometamorfisados das seções delgadas 3D (A) e (B); e ANC-5C (C) e (D). É possível notar a textura em mosaico presente nestas lâminas.
5. INTEGRAÇÃO DE DADOS E DISCUSSÕES
Este capítulo trata da integração dos dados bibliográficos com dados de campo (relações de contato e intrusões) e de estudo com microscópio petrográfico, além dos possíveis efeitos do aporte térmico de intrusões ígneas em bacias sedimentares produtoras de petróleo na qualidade do óleo, como é o caso da Bacia Potiguar. Serão feitas correlações dos dados obtidos neste trabalho com outros trabalhos realizados em regiões geograficamente próximas, tais como os de Paiva (2004), Santos et al. (2014) e Terra et al. (2016).
De acordo com Grapes (2011), o pirometamorfismo é um tipo de metamorfismo de contato que é definido na fácies sanidinito, cujas características são as altíssimas temperaturas (> 800 °C) e as baixas pressões (< 2 kbar) (Figura 5.1). Esse metamorfismo é capaz de gerar textura vítrea por meio de uma fusão da matriz da rocha encaixante, seguida por um resfriamento ultrarrápido. Um resfriamento nesta velocidade indica condições superficiais ou rasas, o que pode corroborar com as baixas pressões existentes em condições de pirometamorfismo. Um exemplo bastante característico reside na formação de buchitos, que são rochas vitrificadas (praticamente holohialinas) face a um metamorfismo de contato muito intenso, no qual os protólitos podem ser arenitos ou folhelhos.
De acordo com Grapes (2011), o termo sanidinito é atualmente utilizado para designar rochas pirometamórficas com composição sienítica, consistindo de sanidina/anortoclásio, biotita, cordierita, ortopiroxênio, clinopiroxênio subcálcico (pigeonita), sillimanita/mullita, espinélio, coríndon, ilmenita e magnetita titanífera. De acordo com este autor, as rochas com a composição supracitada resultariam de reações e fusões extensivas de um protólito micáceo, seja xistoso ou gnáissico, que teriam sido posteriormente recristalizados por auréola de metamorfismo de contato, bem como da difusão entre os elementos do magma e da rocha encaixante.
Em auréolas de contato geradas por intrusões rasas, em sedimentos sobrepostos em camadas de carvão e em sedimentos carbonáticos que sofreram combustão, a fácies sanidinito representa um espectro final de metamorfismo que ocorre em distâncias variadas, de distâncias muito curtas como poucos centímetros até dezenas de metros. Como o aquecimento e resfriamento são muito rápidos, isso gera um desequilíbrio químico que se reflete em reações incompletas. Os efeitos disto são mostrados nas assembleias minerais pirometamórficas, em suas composições, hábitos cristalinos, texturas e preservação de vidro, o que torna tal fácies característica, distinguindo-a das demais fácies de metamorfismo existentes (Grapes, 2011).
Figura 5.1 - Diagrama de pressão versus temperatura mostrando as condições de ocorrência do pirometamorfismo ígneo (região pontilhada do gráfico) e dos buchitos (tracejado vermelho). Compilado de Grapes (2011).
Efeitos pirometamórficos possíveis em calcários, relatados na literatura científica, resumem-se a redução da porosidade e permeabilidade, a obliteração de conteúdo fossilífero e recristalização termal aumentando significativamente a granulometria dos calcários, passando a mármores (Paiva, 2004).
A tabela a seguir resume as principais diferenças entre os arenitos e calcários não-afetados e não-afetados pelo efeito térmico de uma escala que varia de métrica a decamétrica; que foram encontradas no decorrer das descrições de campo e/ou laboratório das exposições visitadas e das amostras coletadas do presente trabalho.
Tabela 6 – Principais efeitos termais observados em amostras de calcários e arenitos.
Tipos não-afetados (preservados) Tipos afetados pelo pirometamorfismo Arenitos Preservação de matriz filossilicática,
feldspática e quartzosa.
Geração de textura vítrea pela fusão de matriz rica em micas e feldspatos e posterior resfriamento ultrarrápido; Formação de minerais pirometamórficos tais como tridimita e sanidina; Obliteração do conteúdo fossilífero.
Calcários Preservação de conteúdo fossilífero e
matriz micrítica.
Aumento de granulometria; Recristalização termal de calcita granoblástica (nos calcários pirometamorfisados); Obliteração do conteúdo fossilífero.
Dentre os minerais de pirometamorfismo supracitados, ocorrem nas lâminas descritas neste trabalho: calcita (em calcários recristalizados/transformados em calcários recristalizados pelo metamorfismo de contato), clinoenstatita (em um xenólito de arenito em basalto), sanidina e tridimita (nos buchitos).
Os mesmos foram reconhecidos mediante propriedades óticas como, no caso da clinoenstatita: extinção oblíqua (aproximadamente 45°) e baixa birrefringência; no caso da sanidina: relevo baixo, baixa birrefringência, ausência de maclas e paragênese (sempre associada com vidro buchítico, indicando altas temperaturas, sendo esta a variedade de K-feldspato de mais alta temperatura; no caso da tridimita, o hábito acicular, extinção paralela e baixas birrefringências, além da paragênese de alta temperatura auxiliaram na identificação deste mineral.
A tridimita, segundo Deer et al. (1992) é um mineral polimorfo de SiO2 de alta temperatura e baixa pressão que ocorre, dentre as amostras estudadas, nos arenitos pirometamorfisados, denominados buchitos. Nas lâminas estudadas (ANC-1C, ANC-1D, GG-6D, GG-14 e GG-3A) ocorre como acículas de tamanho aproximado de 0,3 mm, imersas em uma matriz vítrea, que antes de ser fundida era rica em micas e feldspatos.
A calcita ocorre em diferentes granulometrias (de fina a muito grossa) conforme o grau de efeito termal exercido pela intrusão básica, em seu grau mais alto passando a calcários recristalizados.
Algumas implicações possíveis dadas pela instalação de intrusões básicas em bacias sedimentares produtoras de petróleo estão relacionadas ao gradiente geotérmico, no sentido de que existe uma relação inversa entre este e a profundidade de geração do óleo. Desta forma, para haver a geração do óleo em menores profundidades (escopo do pirometamorfismo), exige-se um maior aporte térmico. Tal aporte favorece a maturação da matéria orgânica, reduz a densidade do óleo e faz com que o mesmo migre para níveis mais rasos por meio de fraturas, facilitando a exploração e a explotação. Por outra via, favorece também o selamento das rochas, tendo em vista que o efeito termal reduz a permoporosidade da rocha.
6. CONCLUSÕES
As principais conclusões deste trabalho seguem abaixo.
1. A auréola termal oriunda da colocação dos corpos básicos afetou de maneiras variadas os calcários, os quais passam de granulometrias finas a muito grossas, no caso dos calcários pirometamorfisados, em grau mais alto de recristalização termal.
2. Devido a ocorrência de fragmentos de buchitos escuros com textura vítrea e mineralogia de alta temperatura e baixa pressão (clinoenstatita, sanidina e tridimita) tem-se uma conclusão que ocorreu pirometamorfismo ígneo no local.
3. No entanto, uma determinação mais acurada da extensão deste pirometamorfismo requer estudos petrofísicos mais aprofundados.
4. Falhamentos orientados aproximadamente 30º Az, direção NE, estão aliados às intrusões básicas que podem ter aproveitado o espaço criado pelos falhamentos e/ou forçado caminho durante a sua colocação.
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ANEXO I – TABELA DE PONTOS E
AMOSTRAS COLETADAS
UTM
Lat/Long
PONTOS
X
Y
X
Y
DESCRIÇÃO
AMOSTRAS
COLETADAS
LOCALIDADE/TOPONÍMIA
ANC-1 807282 9398016 36°13'37,90"O 5°26'23,26"SDique básico NS afetando várias rochas (arenito buchítico, brecha tectônica, calcário maciço) ANC1A (basalto), ANC1B (calcário afetado), ANC1C (arenito buchítico), ANC1D (brecha " tectônica"), ANC1E (
calcário fino) Assentamento Nova Conquista
ANC-2 807270 9397970 36°13'38,29"O
5°26'24,75"S
Contato dique de basalto 30 Az com calcário
afetado tipo birdeyes ANC2 (calcário preto) Assentamento Nova Conquista
ANC-3 807244 9397959 36°13'39,13"O
5°26'25,12"S
Pequeno afloramento contato calcário afetado por dique de basalto 30 Az ANC3A (calcário); ANC3B (mármore preto); ANC3C (mármore branco); ANC3D (bolotas de mármore preto em matriz de calcário
ultrafino) Assentamento Nova Conquista
ANC-5 807282 9398021 36°13'37,90"O
5°26'23,09"S
Blocos pequenos de basalto criptocristalino ou buchito preto, buchito claro e marmore derivado de recristalização do calcario invadido por silica
ANC5A Basalto
criptocristalino; ANC5B buchito preto; ANC5C, D mármore com front
ANC-6 807295 9397973 36°13'37,48"O 5°26'24,65"S Marmore escuro proveniente de calcario afetado
ANC6 mámore com front de silicificação, seguido por geodo com
carbnato +/- quartzo Assentamento Nova Conquista
ANC-7 807228 9397931 36°13'39,64"O 5°26'26,03"S Abundantes blocos de calcario silicificados na crista
ANC7 mármore preto
fino Assentamento Nova Conquista
ANC-8 806194 9397199 36°14'13,10"O 5°26'49,99"S Crista NS de calcario silicificado ANC8 calcário
silicificado Assentamento Nova Conquista
GG-1 805177 9396530 36°14'46,01"O
5°27'11,91"S Calcário falha 30 Az
GG-1A (calcário afetado); GG-1B
(calcário preservado) Sítio São José
GG-2 806168 9397209 36°14'13,94"O 5°26'49,67"S Análogo a GG-1, calcário falha 30 Az GG-2 (calcário com
geodos) Sítio São José
GG-3 807314 9398052 36°13'36,87"O
5°26'22,08"S
Basalto afetado por juntas 320 Az e sistemas de falhas 330 Az e 220 Az; mármore escuro. Próximo à barragem. Extremidade N-NE da crista. 3A (mármore); GG-3B (basalto criptocristalino); GG-3C (basalto fresco/diabásio fino); GG-3D (calcário ultrafino esverdeado com venulações de calcita); GG-3F (calcário afetado termicamente e por falha, claro, fino a
ultrafino). Sítio São José
GG-4 807308 9398022 36°13'37,06"O
5°26'23,06"S
Solo massapê com fragmentos de basalto e de rochas carbonáticas de
GG-5 807310 9398001 36°13'36,99"O
5°26'23,74"S
Rochas calcárias, com porções cinza-clara a escura misturadas, finas a muito finas; siltito
afetado termicamente. GG-5A (rocha carbonática com porções cinza-clara e escura misturadas); GG-SB (rocha carbonática com estrutura planar, de coloração cinza e preta misturadas); GG-5C (rocha carbonática muito fina, aparentemente com geodos de carbonato); GG-5D (possível siltito
afetado termicamente) Sítio São José
GG-6 807304 9397979 36°13'37,18"O
5°26'24,46"S
Blocos de mármore; fragmento de arenito buchítico com clastos de quartzo e feldspato.
6A (mármore); GG-6B (rocha carbonática fina e clara, afetada por sistema de falhas preenchidas por calcita); GG-6C
(parecida com GG-6B, afetada por sistemas de juntas e falhas); GG-6D (fragmento de arenito buchítico com clastos
de quartzo e feldspato) Sítio São José
GG-7 807279 9397966 36°13'37,99"O
5°26'24,88"S
Solo massapê marrom a preto com muitos fragmentos de basalto; diabásio fino.
GG-7 (diabásio fino; comparar com amostra
GG-8 807257 9397958 36°13'38,71"O
5°26'25,15"S
Solo massapê com fragmentos de basalto; rochas carbonáticas amareladas e afetadas
termicamente. Sítio São José
GG-9 807247 9397927 36°13'39,03"O
5°26'26,16"S
Blocos soltos, calcário claro a bege na
extremidade SE do corpo afetado por sistemas de
falhas. GG-9 (calcário falhado) Sítio São José
GG-10 807223 9397923 36°13'39,80"O
5°26'26,29"S
Mármore fino cinza escuro com textura pirometamórfica
preservada; falhas 50 Az preenchidas por magma basáltico.
GG-10 (mármore fino cinza escuro com textura
pirometamórfica
preservada) Sítio São José
GG-11 807207 9397947 36°13'40,33"O
5°26'25,51"S
Similar a GG-10; borda
oeste da crista. Sítio São José
GG-12 807232 9397963 36°13'39,52"O
5°26'24,99"S Solo massapê marrom Sítio São José
GG-13 807247 9397980 36°13'39,03"O
5°26'24,43"S
Carbonato muito
compacto, maciço, bege e afetado por sistema de falhas na mesma direção
do dique 30 Az. Sítio São José
GG-14 807254 9397992 36°13'38,81"O
5°26'24,04"S
Buchito preto; diabásio fino; possível xenólito de mámore afetado
contato calcário X basalto. GG-15 807228 9398009 36°13'39,66"O 5°26'23,49"S Mármore afetado e orientado por falha 40 Az; solo massapê; região de contato calcário X basalto; parte NW da
crista. Sítio São José
GG-16 807846 9398467 36°13'19,66"O 5°26'8,50"S
Calcário micrítico preservado, possivelmente
dolomítico, com geodos de calcita e birdseyes.
GG-16 (calcário micrítico, possivelmente
dolomítico, com geodos
de calcita e birdseyes) Sítio Olho d'água Velho
GG-17 806720 9397259 36°13'56,03"O
5°26'47,96"S
Dique de diabásio 30 Az