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CIÊNCIA, TECNOLOGIA E QUALIDADE DE VIDA

P

Bioterra

– Viver Melhor na Terra, 3.

ociclo – Cad. Professor

Ciência e tecnologia na

resolução de problemas da

saúde individual e comunitária

Avaliação e gestão de riscos

na Terra

(2)

1.1. Dá dois exemplos da vantagem da tecnologia alimentar. 1.2. Quais as utilizações do milho?

1.3. Refere um alimento destinado à alimentação animal feito a partir do milho. 1.4. Menciona mais dois produtos que conheças resultantes da tecnologia.

1.5. Indica uma desvantagem que estes alimentos processados podem ter ao nível do: 1.5.1. ambiente.

1.5.2. organismo humano.

2. Analisa o gráfico.

2.1. O que entendes por agricultura biológica?

2.2. Explica como tem evoluído a percentagem de terras cultivadas com recurso à

agricul-tura biológica.

2.3. Prevê o aspecto do gráfico de 1997 até ao momento actual.

2.4. Na agricultura biológica são utilizadas técnicas que não degradam o solo. Refere duas

dessas técnicas. 8,90 8,50 4,70 3,70 2,30 2,10 2,00 0,90 0,80 0,80 0,50 0,50 0,40 0,30 0,30 0,30 0,20 0,10

SuéciaÁustria SuíçaFinlândia DinamarcaAlemanha

Itália

HolandaNoruegaEspanha Luxemburgo

Bélgica Rep. Checa

França

Reino UnidoPortugal HungriaGrécia 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 %

Percentagem de terras cultivadas em agricultura biológica

1993 1997

média da União Europeia

A tecnologia alimentar modifica o milho, produzindo os mais variados alimentos.

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D

Actividade sobre documentos

P

Bioterra

– Viver Melhor na Terra, 3.

ociclo – Cad. Professor

O Sol é um amigo A radiação solar torna-nos mais alegres e é

fundamental para que o organismo sintetize vitamina D, que permite a calcificação óssea, previne o hipertiroidismo e a osteoporose. A pele é um órgão que, estima-se, pode ter uma média de vida de 130 anos (nós é que ainda não chegamos até lá). Claro que todas as peles envelhecem, cada uma à sua maneira, e por factores que não podemos controlar. Por exemplo, com a diminuição da actividade hormonal, o envelhecimento cutâneo acelera, a pele deixa de ser estimu-lada, a epiderme fica mais fina e as fibras elásticas desorganizam-se.

Por outro lado, a pele está exposta a múlti-plas agressões. Entre elas os raios solares, os grandes responsáveis pelo fotoenvelhecimento.

E é precisamente a radiação ultravioleta A e B que penetra na pele, altera a sua estrutura de sustentação e provoca alterações na sua super-fície que se podem manifestar por rugas e lesões pré-cancerosas. Sabe-se que 90% dos cancros de pele são provocados pelo Sol.

Notícias Magazine, Junho de 2002

1. Transcreve do texto excertos que apoiem o título. 2. Qual é o tempo médio de vida da pele?

3. Indica dois factores responsáveis pelo envelhecimento da pele. 4. O Sol também pode ser um dos maiores factores de agressão da pele.

4.1. Explica como o Sol pode ser prejudicial.

4.2. Menciona uma doença de pele provocada pelo Sol.

5. O Professor Hönigsman, dermatologista, afirma que “não é o Sol que se torna num problema de saúde pública, mas sim o nosso comportamento ao Sol”.

5.1. Refere, justificando, se estás de acordo com a afirmação deste dermatologista. 5.2. Indica duas atitudes incorrectas de exposição solar.

5.3. Menciona duas precauções que devemos ter quando nos expomos ao Sol.

6. Com base no esquema, indica as radiações que:

6.1. atacam a epiderme.

6.2. penetram mais profundamente.

Epiderme Derme

Hipoderme

UVA UVB

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400 espécies de bactérias, numa quantidade superior ao número de células do nosso corpo. Quando em situação de equilíbrio, estas bactérias amigas do nosso organismo cumprem funções de vital importância para uma boa saúde.

Entre os microrganismos benéficos, as bifi-dobactérias e os lactobacilos têm lugar de merecido destaque. Responsáveis pela esti-mulação do sistema imunitário e pela consti-tuição de uma barreira muito eficaz contra a invasão por parte de microrganismos preju-diciais à saúde.

ficos para a saúde, quando consumidos em quantidade e frequência adequadas.

Os primeiros leites fermentados com bifi-dobactérias “Lactobacilus bifidus” foram intro-duzidos no mercado há cerca de cinquenta anos. No entanto, só a partir dos anos 70 é que a variedade de produtos com bifidobac-térias aumentou no mercado.

Sendo a nutrição um irrevogável alvo de investigação científica actual, brevemente seremos confrontados com mais dados sobre os mecanismos de acção dos bífidus e dos probióticos em geral.

1. Propõe outro título para o artigo. 2. O que são probióticos?

3. Qual a importância da introdução de bífidus em leites fermentados como o iogurte?

4. Os alimentos enriquecidos em bífidus foram inicialmente comercializados no Japão, país com tradição de uso de alimentos com fins terapêuticos.

4.1. O que entendes por alimento com fim terapêutico?

4.1. Qual a principal vantagem da introdução de probióticos em alimentos essenciais?

5. Além dos iogurtes, existem outros produtos fruto da investigação e da tecnologia.

5.1. Dá dois exemplos desses produtos.

5.2. Relaciona esse tipo de produtos com uma ciência recente – a biotecnologia.

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Actividade sobre documentos

P

Bioterra

– Viver Melhor na Terra, 3.

ociclo – Cad. Professor

A origem do iogurte O iogurte é desde há muito conhecido do

Homem. Talvez desde o neolítico, altura em que se começaram a domesticar os mamíferos, o iogurte tem vindo a ser reconhecido como benéfico para a saúde.

São vários os nomes associados à descoberta do iogurte, bem como à divulgação dos seus benefícios para a saúde. Diz a lenda que o iogurte surgiu pela primeira vez em França por volta do ano de 1542, numa época em que rei-nava o Rei Francisco I. Por esta altura, o rei francês estava a atravessar uma fase de grande depressão, para a qual os médicos não conse-guiam proporcionar qualquer tipo de ajuda, uma vez que os sintomas que apresentava de languidez e neurastenia eram pouco conheci-dos nessa época.

Um embaixador na Turquia fez então saber na corte que um médico judeu preparava em Constantinopla um leite de ovelha fermentado do qual se proclamavam maravilhas entre os turcos. Francisco I mandou chamar este mé-dico, que se negou a deslocar-se de outro modo que não fosse a pé. Atravessou toda a Europa Meridional, seguido do seu rebanho de ovelhas. Quando chegou por fim diante de Francisco I, a languidez do rei tinha-se transformado numa enorme impaciência. No entanto, ainda não se encontrava recuperado. Após várias semanas a alimentar-se de iogurte de ovelha o soberano restabeleceu-se por completo.

Muito embora o consumo de iogurte tenha sur tido efeitos benéficos na saúde do monarca, só mais tarde, bem no início do sé-culo XX, o iogurte foi alvo de estudo, por

um microbiologista russo de nome Ilya Iliyich Mechnikov, galardoado em 1908 com o Prémio Nobel da Medicina.

Metchnikov interessou-se desde muito cedo pelas condições de vida que provocam o enve-lhecimento precoce e empenhou-se particular-mente no estudo da população búlgara. Naquela época, os povos dos Balcãs tinham um baixíssimo nível de vida, determinado pelo seu árido território, as contínuas invasões e domi-nações estrangeiras. Mas esta não era a sua única característica marcante!

Apesar da miséria, Mechnikov descobriu que, numa população com pouco mais de um milhão de habitantes, cerca de 1600 pessoas ultrapassavam os 100 anos de idade em ópti-mas condições de saúde, enquanto que na América do Norte a proporção de pessoas com esta idade era de 11 em um milhão. Analisou então a alimentação dos búlgaros e descobriu que o iogurte era um dos componentes bási-cos, juntamente com o consumo de grandes quantidades de produtos hortícolas de cultivo próprio. Mais tarde, atribuiu ao iogurte a causa desta longevidade, tendo descoberto que conti-nha bactérias capazes de converter o açúcar do leite – a lactose – em ácido láctico.

De facto, Mechnikov isolou o bacilo, tendo dedicado todos os esforços a estudar as pro-priedades deste microrganismo, a que chamou

Bacillus bulgaricus, mais tarde denominado Lac-tobacillus bulgaricus. Esta bactéria, juntamente

com o Streptococcus thermophilus, origina o iogurte tradicional.

1. Relativamente ao aparecimento do iogurte em França, refere:

1.1. em que ano ocorreu.

1.2. qual o motivo que conduziu à sua introdução. 1.3. quem foi o responsável por o trazer para esse país.

2. No século XX retomou-se o estudo do iogurte.

2.1. Quem foi o cientista que o estudou?

2.2. Qual o motivo que despertou o interesse sobre o iogurte? 2.3. Transcreve a descoberta relacionada com este alimento.

3. O iogurte tradicional é o produto da fermentação do leite por dois microrganismos.

3.1. Refere, justificando, se esses seres vivos são benéficos ou prejudiciais. 3.2. Transcreve o nome desses microrganismos.

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nas, como as guerras, contra as quais a ciên-cia é impotente.

Depois dos anos 80, as catástrofes naturais não são as únicas causas da fome. Sobretudo são os conflitos armados, alguns regimes políticos e a pobreza generalizada que afec-tam o Terceiro Mundo. A tecnologia não consegue combater estes males.

dial. Mas isso não se verificou e embora actualmente existam formas de alimentar toda a população do planeta, cabe ao mundo político resolver essa questão.

Science et Vie, Dezembro de 1999

CHADE Durante 1996 SERRA LEOA Fins de 1995 LIBÉRIA 1994 RUANDA 1993-94 MOÇAMBIQUE 1993 BÓSNIA 1992-95 SOMÁLIA 1992-93 SUDÃO 1992 QUÉNIA 1992 BUTÃO Depois de 1992 HAITI 1991-94 LIBÉRIA 1990-91 ZAIRE Depois de 1990 SUDÃO 1988 MOÇAMBIQUE/ANGOLA 1973-74 SUDÃO 1985-86 ETIÓPIA 1984-85 SAHEL 1983-84 PERU 1983 BOLÍVIA 1983 BRASIL 1981-82 TIMOR 1976 CAMBODJA 1975 SAHEL/ETIÓPIA 1973-74 BANGLADESH 1972-74 INDOCHINA 1945 BENGUELA 1943 LENINEGRADO 1941-44 EUROPA 1941-44 NIGÉRIA (Biafra) 1968 ÍNDIA 1965 CHINA 1959-61 SAHEL 1954 ESPANHA 1936 URSS 1932-33 BRASIL 1932 SAHEL 1931-32 CHINA 1929 URSS 1923 ÍNDIA Até 1920 CAUSAS NATURAIS Secas Inundações Invasão de insectos Doenças nas culturas

CAUSAS HUMANAS

Conflitos armados Economia de predação Política totalitária Cidade ou região isolada Crise de acesso aos recursos

1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000

1. A fome mundial é consequência de inúmeros factores.

1.1. Refere duas causas:

1.1.1. naturais. 1.1.2. humanas.

1.2. Actualmente quais são as principais causas do problema da fome?

2. Observa o gráfico e refere:

2.1. dois países muito assolados pela fome.

2.2. três países que tenham sofrido conflito armado. 2.3. a causa de fome:

2.3.1. na Etiópia. 2.3.2. na Índia até 1920.

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D

Actividade sobre documentos

P

Bioterra

– Viver Melhor na Terra, 3.

ociclo – Cad. Professor

Colza – as sementes da ira Os campos de colza da Alemanha estão a

ser palco de duas campanhas opostas. De um lado estão os produtores desta planta, cujas sementes são transformadas em óleo alimen-tar, que fazem campanha a favor do seu con-sumo – conforme se vê pelo talher gigante (cinco metros de altura) colocado ao lado de uma garrafa de óleo de colza num campo perto de Mechernich. Do outro estão os activistas do Greenpeace (a foto mostra um em Eickendorf), que protestam contra o cul-tivo de colza geneticamente modificada. A polémica é apenas a ponta do icebergue da guerra comercial em curso entre os Estados Unidos e a União Europeia relativamente à

rotulagem dos produtos alimentares con-tendo OGM (organismos geneticamente modificados). O Governo americano ameaça apresentar uma queixa formal junto da Organização Mundial do Comércio, caso a União Europeia leve por diante a legislação que obriga à rotulagem. Enquanto alguns governos europeus claudicam perante a pressão americana, a comissária europeia do Ambiente, Margot Wallstrom, reafirma, em nome da liberdade de escolha dos consumi-dores, a necessidade de rotulagem específica para os produtos contendo OGM.

Expresso, Maio de 2002

1. O que é a colza?

2. A colza serve para produzir óleo alimentar. Refere outras plantas que conheças e que sirvam para o mesmo efeito.

3. Qual a causa da discórdia entre produtores de colza e os activistas da Greenpeace? 4. O que são OGM?

5. Os Estados Unidos e a União Europeia diferem no que respeita à rotulagem de OGM.

5.1. Refere a posição dos dois líderes.

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seres humanos, pela doença de Creutzfeldt--Jakob – podem concentrar-se nos músculos e não apenas nos tecidos encefálicos e linfáti-cos, como se pensava até agora. Pelo menos assim aconteceu nos tecidos dos músculos de ratinhos, onde se recolheram níveis elevados de priões. A descoberta foi feita pela equipa do investigador norte-americano Stanley Prusiner, galardoado com o Prémio Nobel da Medicina em 1997 por ter defendido, ini-cialmente contra a corrente, que os priões são mesmo novos agentes infecciosos. Os resultados da experiência nos ratinhos, embora preliminares, foram publicados na revista norte-americana Proceedings of the

National Academy of Sciences.

A verificar-se o mesmo em tecidos muscu-lares de vaca ou de ovelha, estará posta em causa a teoria actual segundo a qual apenas os tecidos encefálicos e linfáticos do gado são potencialmente contaminantes. Por isso, os autores do estudo sublinham a “urgência” de estudar os tecidos musculares do gado – de onde se obtêm os bifes que vão para os nos-sos pratos –, para determinar os riscos de contaminação. É que se os resultados preli-minares forem confirmados, as actuais leis

carne não contém tecidos cerebrais nem lin-fáticos, podem ser insuficientes para evitar o risco de infecção dos seres humanos.

A descoberta de priões nos músculos de ratinhos abre ainda outra possibilidade: se se confirmar que acontece o mesmo no gado e no homem, poder-se-ão desenvolver tecnologias para biópsias nos músculos para diagnosticar a doença, enquanto hoje só é possível fazê-lo com segurança mediante uma biópsia ao cérebro ou, para os primei-ros testes, nas amígdalas, quando os doen-tes ainda as têm.

1. O que são priões?

2. Qual a doença mais mediática que está associada aos priões?

3. A equipa do investigador norte-americano Stanley Prusiner fez uma descoberta.

3.1. Transcreve o excerto do artigo que fala dessa descoberta.

3.2. Qual a implicação para os seres humanos se se provar serem correctos os resultados

desses estudos?

3.3. Que novas técnicas de diagnóstico da doença estão previstas para o futuro?

4. Perante estes resultados, qual deve ser a actuação:

4.1. do consumidor individual? 4.2. dos governos?

O prião, identificado como o agente infeccioso da BSE e da doença de Creutzfeldt-Jakob, é objecto de numerosos debates científicos.

(9)

C

complementar

Informação

P

Bioterra

– Viver Melhor na Terra, 3.

ociclo – Cad. Professor

Como se obtém um alimento transgénico? No passado, melhorar plantas geneticamente era

geralmente uma tarefa difícil e lenta, mas com a tec-nologia do ADN recombinante ocorreram mudan-ças revolucionárias. É possível utilizar técnicas de cultura de tecidos de plantas para seleccionar células de plantas que foram genéticamente alteradas e, então com tratamentos apropriados, induzir estas culturas de células a originar plantas inteiras que poderão ser propagadas vegetativamente ou através de sementes. Células de plantas podem ser transfor-madas com ADN livre, utilizando técnicas de elec-troporação (pequenos poros são produzidos nas membranas das células expostas a pulsos eléctricos. Quando as moléculas de ADN se encontram no exterior das células durante o pulso eléctrico, elas podem penetrar nas células através desses poros), “disparo de partículas” (um microprojéctil de alta

velocidade foi desenvolvido para incorporar ADN em células e opera de certo modo como uma pistola convencional. Um pequeno cilindro de aço con-tendo pó para disparo é usado para disparar partícu-las de ácido nucleico cobertas para as célupartícu-las-alvo. As partículas bombardeiam a célula, furando as paredes celulares e membranas sem matarem as células. O ácido nucleico que entrou nas células pode então recombinar-se com o ADN do hospe-deiro) ou inserindo ADN estranho em células vege-tais através da Agrobacterium Tumefaciens.

Esta bactéria é a causadora da “doença dos bolbos”, pois transfere genes específicos para a planta. Os geneticistas têm usado este sistema natural de trans-formação como um veículo para a introdução de novos genes em plantas.

Alimentação e Saúde, Instituto Piaget

Dioxinas nos alimentos

A principal fonte das dioxinas e furanos é a combustão de compostos organoclorados, sendo a atmosfera o receptor imediato destes compostos. Da atmosfera segue-se a deposição nos solos, nos vegetais e frutos e na erva. Do solo seguem para (I) as raízes das plantas e destas para as respectivas partes aéreas e (II) para as linhas de água por arrastamento da água das chuvas ou infiltração nos terrenos. Nestas linhas de água apre-sentam-se na fase dissolvida (provavelmente em concentrações muito baixas), na forma de sólidos suspen-sos, e depositam-se nos sedimentos dos leitos, daqui passando para os peixes através da cadeia da biota aquática. Da erva, forragens e

cereais, passam para as aves e animais domésticos, e leite destes, desta maneira che-gando ao Homem. Funcio-nando os solos como um reservatório secundário das dioxinas (secundário, mas não menos importante que as cha-minés), por dispersão na atmosfera por acção da erosão dos ventos e volatização, repete-se o ciclo antes referido para as emissões provenientes da combustão.

Alimentação e Saúde, Instituto Piaget

Erosão Volatização Biota aquática Respiração Deposição Deposição Raízes Alimentação Carne Leite e Derivados Atmosfera Combustão de organoclorados Solo Processos químicos Água de consumo Plantas Animais HOMEM Peixe Linhas de água aquíferos

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uma enzima-chave da planta ou proteína necessária ao crescimento. Por exemplo, o herbicida Glyphosate mata plantas através da inibição de uma enzima necessária para a síntese de aminoácidos aromáticos. Um gene que codifica uma enzima de resistência na

Agrobacterium tem sido clonado, modificado para

expressão em bactérias e transferido para plantas de cultivo como, por exemplo, a soja, que foi desenvol-vida pela companhia Monsant. Por outro lado, novos meios de resistência aos insectos têm sido introduzi-dos nas plantas: por exemplo, o gene que codifica a toxina Bt no BacilIus thurigiensis. Este organismo produz a toxina Bt que é tóxica para a larva da bor-boleta e para a traça. Certas estirpes de B.

thurin-giensis produzem proteínas adicionais que são

tóxicas para a barata, larva da mosca e mosquitos. Diferentes maneiras para promover o uso da toxina Bt para controlo da peste nas plantas estão a ser uti-lizadas. Uma maneira é desenvolver uma única pro-teína Bt que seja efectiva contra diferentes tipos de insecto. Isto é possível porque a proteína possui domínios separados para a especificidade e para a sua função tóxica e o domínio para a toxicidade é altamente conservado nas varias toxinas Bt. Um gene que codifique uma proteína Bt que carregue um domínio para a toxicidade e diferentes domínios para a especificidade poderá, deste modo, ser

pro-para a toxina Bt agora em uso são completamente sintéticos. Contudo, têm ocorrido casos de resistên-cia de insectos à toxina Bt: a resistênresistên-cia aos insectici-das e herbiciinsectici-das é um problema comum na agricultura e o facto de um produto ter sido produ-zido pela engenharia genética não lhe atribui pro-priedades mágicas. Um artigo publicado na Nature, em Dezembro de 1999, chama a atenção para o facto de a toxina Bt, que é produzida pelo milho Bt, persistir no solo durante um tempo considerável. É necessário determinar se a persistência e alastra-mento da toxina Bt no ambiente terá efeitos negati-vos nas condições do solo, padrões de resistência dos insectos e nos organismos em níveis mais eleva-dos da cadeia alimentar. A engenharia genética tem também sido utilizada para proteger as plantas de infecções virais, ou seja, plantas transgénicas que codificam uma proteína de cobertura de um vírus: foi descoberto que as plantas transgénicas que exprimem um gene de uma proteína de cobertura de um vírus se tornam resistentes à infecção por aquele vírus. O mecanismo é desconhecido. A enge-nharia genética pode ser utilizada para melhorar as qualidades das plantas, como o amadurecimento retardado do tomate.

Referências

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