Universidade Federal do ABC
Biotecnologia: Produção de Combustíveis
a partir de Fontes Renováveis
Aula 3
Biotecnologia: Produção de Combustíveis
a partir de Fontes Renováveis
Aula 3
Professoras:Dra. Ana Maria Pereira Neto Dra. Juliana Tófano de Campos Leite Toneli
Biomassa nas matrizes
energéticas nacional e
mundial
Biomassa nas matrizes
energéticas nacional e
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa:
tecnologias suficientemente
maduras para serem
empregadas comercialmente;
possibilidade de suprir as
necessidades energéticas,
seja nos setores de
transportes ou na produção de energia elétrica.
Existem diferentes tecnologias para processamento e transformação da energia da biomassa, sendo identificados dois problemas cruciais:
custo da biomassa;
eficiência energética da cadeia produtiva.
Fonte: http://4.bp.blogspot.com/_Ve7cJngpqqQ/R1Qibgd7S6I/AAAAAAAAAGA/ JKQHOOh6SwU/s1600-R/biomassa.jpg
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Oferta interna de energia no Brasil em 2011:
• Oferta Total de energia : 273,3 Mtep
• Uso energético: 228,7 Mtep
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira
Fonte: PreBEN (2012) – Ano base 2011
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Participação de renováveis na Matriz Energética Brasileira
Fonte: PreBEN (2012) – Ano base 2011
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Crescimento no consumo de energia elétrica no Brasil:
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Matriz elétrica no Brasil:
Fonte: PreBEN (2012) – Ano base 2011
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Participação de renováveis na matriz elétrica Brasileira:
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Consumo final de energia por fonte:
Fonte: PreBEN (2012) – Ano base 2011
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Consumo final de energia por fonte:
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Fonte: BEN (2009). Ano base 2007
Oferta mundial de energia por fonte: Valor total: 12.267 Mtep
Biomassa no Brasil e no mundo
Biomassa no Brasil e no mundo
Consumo mundial de energia por fonte: Valor total: 8.428 Mtep
Recursos bioenergéticos
Recursos bioenergéticos
Fontes de biomassa
Fontes de biomassa
Biomassa Vegetais não-lenhosos Vegetais lenhosos Resíduos orgânicos Biofluidos sacarídeos celulósicos amiláceos aquáticos madeira agrícolas urbanos industriais Óleos vegetaisCultivos Energéticos
Cultivos Energéticos
Realizados com o objetivo de aumentar a produtividade de biomassa, visando a produção energética.
Podem ser classificados como: • Silvicultura; • Cultivos anuais; • Cultivos de transição Fonte: http://www.es.gov.br/site/files/imagem/florestasseringueiras.JPG Fonte: portalsaofrancisco.com.br/alfa/cana-de-acucar... Fonte: http://www.oesteinforma.com.br/imagens/2008/agropecuaria/milho000006.jpg Fonte: http://www.emagrecerepossivel.com/imagens/coco_emagrecimento.jpg Fonte: http://api.ning.com/files/SSkZKcPr7O*lIxcj1yfmgsr8axMAHyg9M-50YkpeJNBATpLQmdgbQ2d9VahWBN4BDIIftZ6NID-tIMky1*-O6sTfeMpxv*Kg/girassol.jpg
Silvicultura
Silvicultura
Menor espaçamento (2 x 2m, mais de 2500 árvores/ha) e o menor ciclo (4 anos para eucalipto).
Produtividades médias de 25 m3st/ha.ano (3,25 tep/ha.ano).
Inicialmente: cultivos visavam aplicação industrial da madeira, principalmente para produção de papel e celulose.
Florestas energéticas: maior
quantidade de energia por
Figura . Participação da bioenergia na oferta interna de energia no Brasil (Fonte: BEN, 2011)
Silvicultura
Silvicultura
Figura . Consumo final de energia no Brasil, por fonte (Fonte: BEN, 2010)
Silvicultura
Silvicultura
Silvicultura
Silvicultura
Espécie Produção por corte (MCS/ha) Ciclo de corte (anos) Produtividade Média (MCS/ha.ano) Produtividade máxima observada (MCS/ha.ano) Eucalipto* 280,0 7 40,0 60-80 Pinho** 325,5 15 23,5 40 Acácia*** 232,0 6 38,7
-Tabela - Produtividade típica para florestas plantadas no Brasil (Adaptado de NOGUEIRA & LORA, 2003)
Espaçamentos: * 3,0 x 2,0 m ** 2,5 x 2,8 m *** 1,7 x 3,0 m
Florestas plantadas para fins econômicos no Brasil (NOGUEIRA & LORA, 2003): 4,1 milhões de ha (50% fins energéticos).
Crescimento médio de 20% ao ano, entre 2003 e 2008 e quedasuperior a 50% em 2009 (CALAIS, 2009);
Área plantada com eucalipto e pinus (ABRAF 2011): 6,51 milhões de ha.
Silvicultura
Silvicultura
Acácia:
Gênero possui cerca de 800 espécies; Brasil: maior pólo de produção de Acacia
está no Sul do país;
lenha e carvão são de ótima qualidade;
Poder calorífico: 3.500 a 4.000 kcal/kg, podendo chegar 4.900 kcal/kg; Teor de cinzas: <1,5%;
Carvão: poder calorífico do carvão é de aproximadamente 6.600kcal/kg e a densidade fica em torno de 0,3 a 0,5g/cm³,
Produtividade média (Couto & Müller, 2008): 13,3 a
20,0 m³.ha-1.ano-1 (7 anos de idade). Em sítios com boas condições
edafoclimáticas, pode chegar a dobrar o incremento para
Silvicultura
Silvicultura
Poder calorífico: 4.000 a 5.000 kcal/kg (madeira) e 6.500 a 8.000 kcal/kg (carvão).
Produtividade (COUTO e MÜLLER, 2008): 30 a 40m³.ha-1.ano-1. Com
o melhoramento genético e clonagem, estes números podem chegar a
60 e até 80 m³.ha-1.ano-1
;
rotação da cultura para fins energéticos pode ser manejada em menores períodos, de 4 a 7 anos (COUTO e MÜLLER, 2008).
Eucalyptus:
Gênero possui mais de 700 espécies;
Brasil: São Paulo, centro e sul do país;
Produção para fins energéticos e
celulose; Fonte:
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2012/abril/projeto-de-reflorestamento-com-eucalipto-no-brasil
Silvicultura
Silvicultura
Produtividade: 20 a 25 m³. ha-1.ano-1, podendo chegar a
45 m³. ha-1.ano-1(SBS; 2007, p. 50).
Ciclo de produção maior do que a Acacia e o Eucalyptus: 15 a 21 anos, em espaçamento de 2,5m x 2,0m (NOGUEIRA E LORA, 2003)
Pinus:
Brasil: produção concentrada nas regiões sul e sudeste;
Melhor aplicação para a
produção de briquetes
Poder calorífico: < 4.900 kcal/kg (madeira);
Recursos Bioenergéticos
Recursos Bioenergéticos
Florestas Nativas
Recursos considerados como disponíveis apenas quando não se espera sua preservação.
Fonte: www.lbaconferencia.org/port/press_images.htm • Densas: 500t/ha • Abertas: 200t/ha Fonte: www.lbaconferencia.org/port/press_images.htm
Recursos Bioenergéticos
Recursos Bioenergéticos
Florestas Nativas Cobertura florestal Descrição Produtividade(m3st/ha.ano) (t/ha.ano) (tep/ha.ano)
Floresta densa + 60% área com árvores grandes 13,7 5,48 1,78 Floresta aberta 10 a 60% de árvores grandes 7,1 2,84 0,92 Matagal, savana - de 10% de árvores grandes 1,6 0,64 0,21
Tabela. Produtividade sustentável de biomassa de algumas florestas naturais
Fonte: NOGUEIRA & LORA (2003)
• Aproveitamento em bases sustentáveis: 400 kg/m3st de lenha e PCI = 13,8
MJ e 1 tep = 41,868 GJ.
• As estimativas são feitas a partir de amostragens do DAP (diâmetro à altura
Cultivos anuais
Cultivos anuais
• Sacarídeos: podem ser utilizados para a produção de etanol pela
fermentação dos açúcares. Exemplos: cana de açúcar, sorgo sacarino;
• Amiláceos: podem ser utilizados para a produção de etanol, pela
fermentação do amido. Exemplos: mandioca, batata doce, milho;
• Celulósicos: podem ser utilizados para a produção de etanol, pela
fermentação da celulose. Exemplo: capim elefante.
• Aquáticos: podem ser utilizados para a produção de biodiesel.
• Oleaginosas: frequentemete utilizadas para a produção de biodiesel.
Exemplos: girassol, soja, etc.
Podem ser classificados em sacarídeos, amiláceos, celulósicos, aquáticos e oleaginosas.
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cana de açúcar
Fonte: http://br.olhares.com/cana_de_acucar_madeirense_foto1425193.html Fonte: www.observatoriodacana.org/node/42
• Cultura semiperene, com ciclo fotossintético tipo C4, possui safras anuais, permitindo de 4 a 5 cortes.
• Cultura exigente: temperaturas médias dentre 20 e 24ºC , precipitação de 1200 a 1300 mm por ano bem distribuídas, não resiste a geadas.
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cana de açúcar
Área ocupada mundial (2007): 22 milhões ha (2007). Produção mundial (2006/2007): 1.558 milhões toneladas
Brasil (2008/2009): 8,92 milhões de ha; 563,64 milhões de toneladas. Produtividade varia de 120 a 65 t/ha (85 t/ha).
1 t de cana produz de 70 a 90 litros de etanol, 240 a 300 kg de bagaço com 50% de umidade (base úmida) e 130 a 160 kg de açúcar.
Brasil (2008/2009): 563,64 milhões de toneladas de cana, com produtividade média de 48 litros de etanol por tonelada de cana e 55,6 kg de açúcar por tonelada de cana.
Razão entre a energia renovável produzida e a energia fóssil gasta na produção (etanol) = 8,9
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cultivos anuais - Sacarídeos
Figura 3. Evolução da produção de cana-de-açúcar no Brasil
Fonte: MAPA(2009)
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cultivos anuais - Sacarídeos
Em 2009/2010 a produção foi de 603 milhões de toneladas (MAPA, 2010).
Sorgo sacarino
Cultura exigente em relação a solos. Ciclo curto: 100 a 130 dias.
Produção atual: cerca de 50 mil ha (pesquisa) Produtividade da ordem de 35 t/ha.
Cultivos anuais - Sacarídeos
Cultivos anuais - Sacarídeos
Fonte:
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/20 11/06/sorgo-sacarino-pode-reforcar-producao-de-etanol-no-brasil.html
Produtividade de etanol: 3 a 3,5 mil litros/ha
Produz caldo similar ao da cana, podendo ser integrada à agroindústria canavieira, com uma extensão do período da safra.
Link:
http://www.agricultura.gov.br/comunicacao/noticias/2012/09/o-sorgo-como-fonte-alternativa-de-agroenergia
Mandioca
Reserva de amido nas raízes. Ciclo de 10 a 18 meses.
Produtividade anual de 12 a 20 t/ha. Teor de amido de 27 a 37%. Font e: h tt p :/ /www. aguaf ort e .c om /herbari u m /m andi oc a. jp g F onte: ht tp :/ /www. poliam idos .c om .b r/ im agens /m andioc a. J P G
Cultivos anuais - Amiláceos
Cultivos anuais - Amiláceos
Rendimento de 170 l/t para produção de álcool.
Pouco exigente quanto a clima e regime hídrico, produzindo bem desde 16 até 38°C.
Milho
Planta C4, de produtividade anual, adaptada a todos os climas e solos. Produção mundial (2011/12): 870,5
milhões t (CONAB, 2012).
Produção EUA (2011/12): 313,89 milhões de t em 33,9 milhões de ha (Produtividade média de 9,9 t/ha). Produção de bioetanol ~ 40% do total produzido (USDA, 2012)ç
Brasil (2012/13): 67 milhões de t; área 15,5 milhões de ha;
Produtividade: 3,5 t/ha.
Razão entre a energia renovável produzida e a energia fóssil gasta na
produção (etanol) = entre 0,8 e 1,3.
Font e: h tt p :/ /www. d e fe s a c iv il. rs .g o v .b r/ c o m u n ic a c ao/ not ic ia /20061003-16 29 37/ m ilho2. jp g
Cultivos anuais - Amiláceos
Cultivos anuais - Amiláceos
Cultivos anuais - Amiláceos
Cultivos anuais - Amiláceos
Milho – Estimativa da produção mundial (2012/13)
Fonte: http://cdn.ruralcentro.com.br/1/2012/5/15/supply-demand-milho-2012-13-full.jpg
Plantas produtoras de óleos e gorduras, com composição química muito variada.
Emprego energético: qualidade e adequação de uso do seu óleo.
Cultivos anuais - Oleaginosas
Cultivos anuais - Oleaginosas
Babaçu Algodão Girassol Amendoim Mamona Palma Soja Dendê
Tabela. Características de alguns vegetais oleaginosos de potencial uso energético
Espécie Origem Conteúdo de
óleo (%) Ciclo máx eficiência Meses colheita Rendimento óleo (t/ha)
Dendê Amêndoa 20 8 anos 12 3,0-6,0
Abacate Fruto 7-35 7 anos 12 1,3-5,0
Coco Fruto 55-60 7 anos 12 1,3-1,9
Babaçu Amêndoa 66 Anual 12 0,1-0,3
Girassol Grão 38-48 Anual 3 0,5-1,9
Colza Grão 40-48 Anual 3 0,5-0,9
Mamona Grão 43-45 Anual 3 0,5-0,9
Amendoim Grão 40-43 Anual 3 0,6-0,8
Soja Grão 17 Anual 3 0,2-0,4
Algodão Grão 15 anual 3 0,1-0,2
Fonte: NOGUEIRA & LORA (2003)
Cultivos anuais - Oleaginosas
Cultivos anuais - Oleaginosas
Cultivos anuais - Aquáticos
Cultivos anuais - Aquáticos
Fitomassa aquática
Fonte:
http://7balgas.files.wordpress.com/2008/03/algas3.jpg Algas:
produtividades anuais típicas: 100t/ha;
Rotas tecnológicas: biodigestão anaeróbia e biodiesel.
Dificuldade na colheita: não há mecanização desenvolvida.
Aguapé ou lírio aquático:
produtividade anual pode chegar a 200 t/ha;
conversão via biodigestão anaeróbia;
elevada capacidade de remoção de
contaminantes da água. Fonte: http://br.geocities.com/arteseflores/aguape/aguape6.JPG
Cultivos anuais
Cultivos anuais
Outras espécies interessantes
Fonte: http://www.cnph.embrapa.br/figuras/ba_doce_1.jpg Batata doce Fonte: http://boiapasto.tempsite.ws/wp-content/uploads/herbert08.jpg Capim elefante Fonte: http://www.paty.posto7.com.br/fruta_babacu625x295.jpg Babaçu
Resíduos
Resíduos
Resíduos agrícolas Produzidos no campo, resultantes das atividades de colheita dos produtos agrícolas;
constituídos basicamente por palha, folhas e caule;
poder calorífico médio de 15,7 MJ/kg de matéria seca
representam, em geral, mais que o dobro do produto colhido;
exploração racional: proteção do solo e reposição dos nutrientes
Fonte: http://www.fairbiomass.com/img/pellet01.jpg
Resíduos
Resíduos
Tabela – Produção de matéria-prima e seus resíduos no Brasil em 2004
Matéria-prima Produção agrícola (t)a Produção de resíduos (t/ha)b Matéria seca (%)b Produção total de resíduos (t)c Cana (bagaço) 396.012.158 7,0 - 13,0 23,4 59.401.824 Arroz (casca) 10.334.603 4,0 - 6,0 89,0 2.937.094 Café (casca) em coco 2.454.470 - - 1.662.658 Mandioca (rama) 21.961.082 6,0 – 10,0 90,4 6.542.206 Milho (palha e sabugo) 48.327.323 5,0 – 8,0 90,5 64.028.870 Soja (restos de cultura) 51.919.440 3,0 – 4,0 88,5 80.746.839 Mamona 111.100 - -
-Legenda: (a) IBGE, 2004; (b) NOGUEIRA et. al., 2000; (c) Calculado em base seca
Resíduos agrícolas
Resíduos
Resíduos
Resíduos industriais
Provenientes do beneficiamento de produtos agrícolas e florestais, do uso de carvão vegetal no setor siderúrgico de ferro gusa e aço e do gás de alto forno a carvão vegetal.
Utilização:
processos de conversão termoquímicos; conversão em metano por biodigestão anaeróbia
Escolha do processo está diretamente relacionada à umidade do resíduo.
Resíduos
Resíduos
Resíduos industriais
Indústrias de açúcar e álcool: bagaço, vinhaça;
Indústrias de madeira: casca, cavaco, costaneira, pó de serra, maravalha e aparas.
Indústrias de alimentos: produção de sucos, doces, conservas;
Fonte: http://www.tecnape.com.br/images/fabrica/Abastecimento.jpg
Outras agroindústrias: laticínios,
frigoríficos e matadouros;
Indústrias de papel e celulose: casca, cavaco e lixívia. Font e: h tt p :/ /www. pagi nas us tent avel .c om . br/ upl oads /i m agens /not ic ia s /res idu os _m adei ra. jpg
Resíduos
Resíduos
Resíduos industriais Resíduos Produção Poder calorífico superior (MJ/kg) base secaBagaço de cana- de-açúcar 250 - 300kg/t cana 18,4
Licor negro 2,5 – 2,8 t/t celulose 12,5
Borra de café 4,5 t/t café solúvel 14,6
Resíduos
Resíduos
Resíduos florestais
subprodutos da coleta e do processamento da madeira (florestas e bosques naturais ou silvicultura);
folhas, galho, material resultante da destoca, serragem e aparas poder calorífico estimado em 13,8MJ/kg de resíduo;
Brasil (CORTEZ et al., 2008):
64% da sua área (5 milhões de km2) de floresta nativa;
29 mil km2reflorestados com eucalipto (2ºlugar);
não há estatísticas precisas sobre os resíduos florestais no Brasil; madeira utilizada pelas indústrias diretamente para a produção de
energia: 4 milhões de m3.
Resíduos urbanos
Lixo urbano, proveniente de resíduos domiciliares e industriais; águas servidas;
RSU no Brasil:
teor de matéria orgânica médio: 60%; PCI: 5,44 MJ/kg
Resíduos
Resíduos
Fonte: http://www.portalms.com.br/adm/imagens/%7BAB44CE60-Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_oSSsLxIRDo8/R-QvetFNihI/AAAAAAAAEWQ/uwn9zAdJnTA/s400/esgoto.jpgPopulação (hab) Municípios Resíduos gerados (t/dia)
Até 100.000 578 3.762
100.001 a 200.000 34 2.374 200.001 a 300.000 25 4.249 > 500.000 10 17.170
Total 647 27.557
Resíduos
Resíduos
Resíduos animais
Esterco bovino, caprino, ovino, suíno e de aves;
Biodigestão anaeróbia: produção de energia sem perda do poder fertilizante; Queima direta. Fonte: http://www.enercons.com.br/index.php Fonte: http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:_mz21 QnfP0U_IM:http://www.opresenterural.com .br/files/1251223230suinoss_(27).jpg
Caracterização da biomassa
Caracterização da biomassa
Combustíveis
Combustíveis
Composição
Os combustíveis possuem em sua composição alguns dos seguintes elementos ou compostos:
Carbono Hidrogênio
elementos que mais contribuem para o poder calorífico dos combustíveis
Oxigênio: Geralmente presente em combustíveis vegetais. Sua presença diminui o poder calorífico dos combustíveis, bem como as exigências teóricas de ar de combustão.
Nitrogênio: é responsável pela formação de diversos óxidos (N2O, NO e
NO2) que são compostos de alta irritabilidade para as mucosas, além de
reagirem com o ozona da atmosfera (O3).
Combustíveis
Combustíveis
Composição
Enxofre: Também é um elemento combustível, porém, seu poder calorífico é inferior ao do hidrogênio e do carbono.
Sua presença é indesejável por trazer prejuízos ao meio ambiente.
Os produtos da combustão de enxofre (SO3e SO2) em presença de umidade formam o H2SO4, o principal causador da chuva ácida.
Se a atmosfera de combustão for redutora, pode haver formação de H2S, um composto perigoso e que produz mau cheiro.
Níquel, Vanádio, Cálcio, Sódio, Potássio e Manganês: compostos que ocorrem eventualmente e em concentrações muito pequenas.
Água: normalmente encontrada em todos os combustíveis. Sua presença reduz o poder calorífico do combustível.
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Composição Elementar (Ultimate analysis)
Percentual (massa) dos principais elementos químicos que constituem a biomassa, geralmente referentes à matéria seca:
Carbono (C); Oxigênio (O); Hidrogênio (H); Nitrogênio (N); Enxofre (S); e, Cinzas (A).
Constitui a base para análise dos processos de combustão, tais como cálculo dos volumes de ar, gases e entalpia, determinando o poder calorífico do combustível.
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Composição Elementar (Ultimate analysis)
Procedimentos de referência para análise:
• ASTM E 870-82: Standard test methods for wood fuel;
• ASTM E 778-87: Standard test method for nitrogen in the analysis sample of refused derived fuel;
• ASTM 777-87: Standard test method for carbon and hydrogen in the analysis sample of refuse derived fuel
• ASTM 775-87: Standard test method for total sulfur in the analysis sample of refuse-derived Fuel.
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Conteúdo percentual (em massa) baseado na classificação em:
Materiais Voláteis (V): parte do combustível que se separa em forma gasosa, durante o aquecimento do mesmo. Composta por hidrocarbonetos presentes na matéria sólida e outros gases formados no processo de pirólise (H2, CO, CH4). Estão relacionados à facilidade de se queimar o combustível, tendo importante papel na ignição e nas etapas iniciais da combustão;
Carbono Fixo (F): resíduo combustível deixado após o desprendimento do material volátil. Composto basicamente por carbono.
Cinzas (A): englobam todos os minerais incombustíveis (SiO2, Al2O3, Fe2O3, CaO, MgO, Na2O, K2O, SO3). Indesejáveis por reduzirem o PCS e provocarem entupimentos e corrosão.
Umidade (W).
Composição Imediata (proximate analysis)
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
A água presente em qualquer material biológico pode ser, de forma simplificada, dividida em:
água de constituição: faz parte da estrutura do produto; água livre ou água de adsorção: aderida à superfície sólida; e, água de absorção: aderida por forças capilares.
Umidade
É a medida da quantidade de água livre existente na biomassa.
Umidade
A determinação da umidade pode ser realizada por métodos diretos ou indiretos.
Métodos Diretos: a água é retirada do material por aquecimento, a uma temperatura pré-determinada e sua quantidade é avaliada pela perda de peso;
Métodos Indiretos: baseiam-se na medida de uma propriedade dependente da quantidade de água, como resistência elétrica, por exemplo. São calibrados por métodos diretos.
Metodologias padronizadas foram definidas para a determinação da umidade de diversos produtos agrícolas e alimentos. Exemplos: Association of Official Analytical Chemists (AOAC) e American Society for Testing Materials (ASTM),
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
A avaliação da composição imediata segundo o padrão da ASTM (American Society for Testing Materials) é composta pelas seguintes etapas:
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Composição Imediata (proximate analysis)
1. Determinação da umidade (Estufa, 105°C) 2. Determinação do material volátil: aquecimento lento a temperaturas superiores a
850°C, por 7 minutos.
3. Fração de carbono que permanece na amostra: carbono fixo ou coque
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Composição Imediata (proximate analysis)
Procedimentos de referência para análise:
• ASTM E871-82: Standard Method of Moisture Analysis of Particulate Wood Fuels;
• ASTM E872-82: Standard Test Method for Volatile Matter in the Analysis of Particulate Wood Fuels;
• ASTM D1102-84: Standard test method for ash in wood
• ASTM D3172-73 a D 3175-73: Standard Methods for proximate analysis of coal and coke
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Relação entre as composições elementar e imediata dos combustíveis W O N H C S A Base de trabalho Base analítica Base seca Base combustível Umidade Vapores e gases
Voláteis combustívelFração Carbono fixo
Fração não combustível wo
• Base de trabalho: tal como se utiliza: úmido, com cinzas, etc.
• Base analítica: tal como o combustível é analisado, sem umidade externa Wext, que é aquela perdida pela amostra no trajeto até o laboratório;
• Base seca: sem umidade
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Tabela. Composição elementar e imediata da biomassa (base seca)
Biomassa Composição Imediata (%) Composição Elementar (%)
V A F C H O N S A Pinus 82,54 0,29 17,70 49,25 5,99 44,36 0,06 0,03 0,30 Eucalipto 81,42 0,79 17,82 49,00 5,87 43,97 0,30 0,01 0,72 Casca de arroz 65,47 17,89 16,67 40,96 4,30 35,86 0,40 0,02 18,34 Bagaço de cana 73,78 11,27 14,95 44,80 5,35 39,55 0,38 0,01 9,79 Casca de coco 67,95 8,25 23,80 48,23 5,23 33,19 2,98 0,12 10,25 Sabugo de milho 80,10 1,36 18,54 46,58 5,87 45,46 0,47 0,01 1,40 Ramas de algodão 73,29 5,51 21,20 47,05 5,35 40,77 0,65 0,21 5,89 Fonte:JENKINS (1990)
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Poder CaloríficoÉ a quantidade de energia térmica liberada pela combustão completa de uma amostra, por unidade de massa (ou volume).
O teste é realizado em uma bomba calorimétrica (ou calorímetro), queimando-se uma amostra em uma atmosfera pressurizada com oxigênio e medindo-se o aquecimento da água do calorímetro.
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
O calor liberado durante esse
procedimento indica a quantidade máxima de energia que pode ser obtida da transferência de calor do combustível.
Fonte: http://www.labcontrol.com.br/produtos/bomba_c5000.htm
Poder Calorífico Superior (PCS)
Os vapores de água presentes nos gases de combustão são condensados e a energia de condensação é considerada.
Valor medido pelo calorímetro
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Poder Calorífico Inferior (PCI)
Os vapores de água presentes nos gases de combustão não são considerados. Possui menor valor e pode ser definido como aquele efetivamente possível de ser utilizado nos combustíveis.
biomassa na Hidrogênio de fração H kg / kJ 2442 o condensaçã de Entalpia h onde ; w 1 1 )] H 9 w ( h PCS [ PCI lv s s lv
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Tabela. Poder calorífico superior da biomassa (base seca)
Biomassa Poder Calorífico Superior (PCS) MJ/kg Pinus 20,02 Eucalipto 19,42 Casca de arroz 16,14 Bagaço de cana 17,33 Casca de coco 19,04 Sabugo de milho 18,77 Ramas de algodão 18,26 Resíduos Sólidos Urbanos 19,87 Excremento de gado 17,36 Fonte:JENKINS (1990)
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Relação de Medeleiv:Relaciona o poder calorífico da biomassa com a sua composição, por meio da seguinte equação: biomassa na elemento cada de frações as são S e O , H , C e w 1 1 ) w 2400 ) S O ( 10900 H 103000 C 33900 ( PCI s s
Parâmetros físico-químicos
importantes
Parâmetros físico-químicos
importantes
Outras propriedades importantes:
Densidade: razão entre a massa e o volume aparente ocupado por ela. É um parâmetro importante para definição dos meios de transporte e das condições de armazenagem.
Condutividade térmica: define a taxa de transferência de calor da superfície para o interior da biomassa. Depende da umidade.
Calor específico: define a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura da biomassa em 1 ºC.
Dimensões e formatos: o tamanho e a forma das partículas do combustível interferem no seu transporte e comportamento (distribuição) dentro do reator.
Bibliografia
Bibliografia
CORTEZ, L. A. B.; LORA, E. E. S.; GÓMEZ, E. O. Biomassa para energia. Campinas: Editora Unicamp. 2008. 732p.
BNDES & CGE. Bioetanol de Cana-de-Acúcar – Energia para o Desenvolvimento Sustentável (2008).
NOGUEIRA, L. A. H. & LORA, E. E. S. Dendroenergia: fundamentos e aplicações. 2ª Edição. Rio de Janeiro. Ed. Interciência. 2003.
JENKINS, B. M. Fuel properties for biomass materials. International Symposium on Application and Management of Energy in Agriculture.: The role of biomass fuels., New Delhi, 1990.
NOGUEIRA, M. F. M. Biomassa energética: caracterização da biomassa. I Escola de Combustão. 2007.
BIZZO, W. A. Geração, distribuição e utilização de vapor. Apostila de curso EM722/ES606. Unicamp. 2003.