Qualidade de vida de idosos praticantes do método Pilates da cidade de Frederico Westphalen-RS

Texto

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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

DHE – DEPARTAMENTO DE HUMANIDADES E EDUCAÇÃO

TAILINI SIGNORI

QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DO MÉTODO PILATES DA CIDADE DE FREDERICO WESTPHALEN-RS

Ijuí/RS 2015

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TAILINI SIGNORI

QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DO MÉTODO PILATES DA CIDADE DE FREDERICO WESTPHALEN-RS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Educação Física do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), com requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Educação Física.

Orientador: Ms. Márcio Junior Strassburger

Ijuí/RS 2015

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TAILINI SIGNORI

QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS PRATICANTES DO MÉTODO PILATES DA CIDADE DE FREDERICO WESTPHALEN-RS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Educação Física do Departamento de Humanidades e Educação (DHE) da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), com requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Educação Física.

Banca Examinadora:

______________________________________________ Prof. Ms. Márcio Junior Strassburger

Orientador

______________________________________________ Prof. Dr. Paulo Carlan

Examinador

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DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho ao meu pai José e minha mãe Terezinha, por terem se mostrados presentes em todos os momentos e decisões de minha vida. Mãe, seu cuidado, dedicação, carinho, cumplicidade e principalmente paciência me deram forças para obter mais esta conquista, acreditando que o conhecimento é a melhor herança que se deixa e não tem quem possa tirar de um filho.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por iluminar mais esta caminhada. Palavras são incapazes de expressar a Deus a gratidão que existe em meu coração por todo bem que fez e fará.

Aos meus pais, pelo apoio, carinho, incentivo e paciência, que não mediram esforços para a realização de mais esta conquista.

Aos amigos e colegas que me apoiaram e incentivaram, de certa forma que estiveram presentes durante esta etapa.

Agradeço a todos os professores que me acompanharam, compartilhando seus conhecimentos, que foram pacientes e confiantes durante a graduação.

A todos aqueles que de alguma forma estiveram presente. A todos o meu MUITO OBRIGADA!!

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RESUMO

O objetivo do presente estudo foi avaliar a qualidade de vida em idosos de ambos os sexos, idade entre 60 a 80 anos, praticantes do Método Pilates na cidade de Frederico Westphelen – RS. Também caracterizar os participantes da pesquisa de acordo com aspectos sociodemográficos, identificar presença do comorbidades e avaliar a qualidade de vida. A pesquisa foi realizada de forma, quantitativa, transversal descritiva com aplicação de questionários compostas por perguntas fechadas. Para a realização da mesma, foi contado com a participação de 15 idosos, os dados foram coletados através de 2 questionários, anamnese e o SF-36 para avaliar a qualidade de vida em idosos. Através dos dados analisados, foi obtido resultados satisfatórios em relação à qualidade de vida deste público alvo, sendo que o escore que atingiu o menor resultado foi o estado geral da saúde e o melhor resultado apresentado no geral pelos voluntários foi a saúde mental.

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LISTA DE ABREVIATURAS

QV - Qualidade de Vida.

AVD - Atividades de Vida Diária. OMS - Organização Mundial da Saúde. ASM - Atividades Sensórias Motoras. MP - Método Pilates.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ...8

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA...10

2.1 QUALIDADE DE VIDA ... 10

2.2 QUALIDADE DE VIDA E EXERCÍCIO FÍSICO NO ENVELHECIMENTO ... 11

2.3 MÉTODO PILATES:ASPECTO HISTÓRICO ... 14

2.3.1 O método e seus princípios...15

2.4 MÉTODO PILATES E QUALIDADE DE VIDA ... 17

3 METODOLOGIA ... 20

3.1 DELINEAMENTO DE PESQUISA ... 20

3.2 OS SUJEITOS DA PESQUISA ... 20

3.3 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DA PESQUISA ... 20

3.4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ... 21

3.5 QUESTÕES ÉTICAS DA PESQUISA ... 22

4 RESULTADO ... 23 5 DISCUSSÃO ... 27 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 31 APÊNDICES ... 33 ANEXOS ... 38

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INTRODUÇÃO

Envelhecer saudável é o desejo de muitas pessoas, para que isso aconteça é necessário um conjunto de fatores que contribuem para uma melhor qualidade de vida durante o processo do envelhecimento. A prática regular de exercícios físicos proporciona benefícios na qualidade de vida dos praticantes, promovendo uma melhora significante na saúde mental e física através de ativadores de bem-estar.

A qualidade de vida é representada por um conjunto de fatores presentes no dia a dia do ser humano, e que refletem no ciclo vital do mesmo. Aspectos como moradia, situação financeira, estado geral da saúde, hábitos físicos e alimentares, hábitos sociais entre outros fatores, estão inteiramente interligados com o nível de qualidade de vida. Além do mais, falar em qualidade de vida, aborda também saúde. O termo saúde é muito amplo, o mesmo não significa somente a ausência de doença, mas um conjunto entre a saúde mental, social e físico. Também considerada a maneira em que a pessoa vive, sente e compreende seu dia a dia, mas que somente o próprio indivíduo poderá fazer essa avaliação. Um conjunto de elementos que fazem parte de sua rotina, podem interferir diretamente na qualidade de vida do ser humano, ocorrendo um impacto na sua saúde e comportamento.

Além do mais, estamos em uma geração em que novas áreas de trabalho e tecnologia estão surgindo, para acompanhar esta evolução estamos expostos cada vez mais às atividades e demandas de nossa rotina, seja ela no trabalho ou em casa. Para isso, é significantemente que tenhamos um bom condicionado para que as atividades rotineiras não se tornem desgastantes a ponto de diminuir a qualidade de vida durante o ciclo vital do individuo. Para isso, os exercícios físicos, através da construção e manutenção de bons hábitos, são fundamentais para a melhora no condicionamento físico em geral e assim refletindo na qualidade de vida do sujeito, principalmente sendo ele idoso.

Sobretudo, os exercícios físicos são um dos principais ativadores e produtores de bem estar, obtendo uma significante melhora da saúde mental e física de seus adeptos. Durante os

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últimos anos, o Método Pilates vem ganhando amplo espaço no mercado de trabalho brasileiro. O referido método de condicionamento físico, que ficou conhecido como contrologia, trabalha de forma harmônica o corpo e a mente, sendo o core a base de todos os movimentos.

Através de movimentos fluidos, o Método Pilates trabalha a coordenação, o alinhamento postural, o controle da respiração, a consciência corporal, concentração, o equilíbrio, o alongamento e o fortalecimento global, proporcionando ao praticante bem estar e melhora na qualidade de vida. Também, alonga os músculos encurtados e fortalece os músculos fracos.

Sobretudo, considerando a importância da prática regular de exercícios físicos para a contribuição de uma melhor qualidade de vida, propus investigar, qual a contribuição da prática do Método Pilates na qualidade de vida, em idosos praticantes do método a mais de três meses e com a faixa etária entre 60 a 80 anos de idade. Com intuito de analisar a influência da prática em relação à saúde física e mental deste público alvo, além de suas comorbidades, a fim de contribuir para a vida acadêmica.

PROBLEMA

Qual o nível da qualidade de vida de idosos de ambos os sexos praticantes do Método Pilates?

OBJETIVO GERAL:

O objetivo geral do presente trabalho é avaliar a qualidade de vida de idosos de ambos os sexos, idade entre 60 a 80 anos, da cidade de Frederico Westphelen – RS, praticantes do Método Pilates.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

Caracterizar os participantes da pesquisa de acordo com aspectos sociodemográficos, identificar presença do comorbidades entre os participantes da pesquisa, avaliar a qualidade de vida em idosos de ambos os sexos praticantes a mais de três meses do Método Pilates na cidade de Frederico Westphalen – RS.

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2.1 QUALIDADE DE VIDA

Na contemporaneidade comenta-se muito sobre um padrão de qualidade de vida (QV), a mesma permitindo a realização de atividades da vida diárias (AVD) e ser um indivíduo relativamente ativo e saudável. Compreende-se que realizar AVD é poder executar tarefas do trabalho, estudo, ter um bom relacionamento social, lazer, ter autonomia sobre os seus pensamentos, atos e decisões, entre outros fatores.

O conceito de qualidade de vida é diferente de pessoa para pessoa e tende a mudar ao longo da vida de cada um. Existe, porém consenso em torno da ideia de que são múltiplos os fatores que determinam a qualidade de vida de pessoas ou comunidades. A combinação desses fatores que moldam e diferenciam o cotidiano do ser humano, resulta numa rede de fenômenos e situações que, abstratamente, pode ser chamada de qualidade de vida. (NAHAS, 2010, p. 15).

A QV vai depender de um conjunto de elementos que compõe as nossas AVD. Nossos atos, ações, relações sociais e culturais podem influenciar diretamente no nível de QV do ser humano (ROEDER, 2003). De acordo com Nahas (2010, p. 15) “em geral, associam-se a essa expressão fatores como: estado de saúde, longevidade, satisfação no trabalho, salário, lazer, relações familiares, disposição, prazer e até espiritualidade”. Seguindo a lógica do autor, a qualidade de vida é um conjunto de elementos socioambientais (moradia, transporte, assistência médica, condição de trabalho, opções de lazer, etc.) e individuais (hereditariedade, estilo de vida: atividade física, controle de estresse, etc.), fatores esses que podem ser mudados ou não, caracterizando as condições de vida do ser humano.

A QV está inteiramente interligada com o interagir com o ambiente externo em relação ao seu cotidiano. Segundo Camarão (2004, p. 2), o Pilates já havia pensado sobre a evolução de doenças e transtornos relacionados ao estilo de vida da população em geral.

Já naquela época, Pilates acreditava que o estilo de vida moderno levava ao estresse e com isso abria a possibilidade para doenças. O telefone, o trânsito, a pressão econômica e a poluição, combinados, criariam condições para doenças físicas e mentais. O que, hoje, está totalmente comprovado.

Pode se considerar que a QV nos transparece sentimento de bem estar físico, mental e social, incluindo o meio de trabalho e familiar, um fator íntimo, sendo que somente o próprio indivíduo poderá realizar uma auto avaliação em relação a sua qualidade de vida. Seguindo a lógica, “os questionários de qualidade de vida propiciam a avaliação mais completa do

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impacto da doença e tratamento no cotidiano da vida dos pacientes” (NOBRE, 1995, p. 299). Sendo assim, os questionários voltados para avaliar a qualidade de vida, proporcionam ao indivíduo a auto avaliação e reflexão completa de seu cotidiano e de si mesmo.

Os estudos sobre qualidade de vida (QV) estão adquirindo cada vez mais importância na medicina, nutrição, ciências sociais e do comportamento humano servindo, especialmente, como parâmetro de avaliação do impacto das doenças e de seus tratamentos sobre o indivíduo (ROEDER, 2003, p. 34).

No entanto, falar em QV é relacionar a saúde do indivíduo. De acordo com Fleck et al. (1999, p. 199) “a Organização Mundial da Saúde definiu saúde como um estado de bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença”. Dessa forma, saúde não significa somente a ausência de doenças ou limitações, mas sim o sujeito ser capaz de responder por seus atos conscientemente, aceitar-se como é, manter relação social com outras pessoas, entender/respeitar o outro em seu modo de pensar e ser, e também ser considerado uma pessoa relativamente ativa em relação ao seu dia a dia sendo ela individual ou coletiva.

Qualidade de vida é ‘a percepção que o indivíduo tem de sua posição na vida dentro do contexto de sua cultura e do sistema de valores de onde vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. É um conceito muito amplo que incorpora de uma maneira complexa a saúde física de uma pessoa, seu estado psicológico, seu nível de dependência, suas relações sociais, suas crenças e sua relação com características proeminentes no ambiente’ (OMS, apud OMS 2005, p. 14).

Dessa forma, convém destacar que a QV pode ser classificada por um conjunto de elementos, estes representados por níveis em relação à capacidade funcional, dor, vitalidade, estado geral da saúde, aspecto mental, emocional, físico e social do indivíduo (TOSCANO E OLIVEIRA, 2009).

2.2 QUALIDADE DE VIDA E EXERCÍCIO FÍSICO NO ENVELHECIMENTO

O envelhecimento é um processo gradual e inevitável. Juntamente com esse processo, algumas alterações e perdas na composição corporal e física, podendo considerar que algumas destas alterações são desencadeiam mais rápido através da inatividade física (MATSUDO, 2002). Essas alterações resultam na diminuição da massa magra, equilíbrio corporal, coordenação, manutenção da postura, tais característica comprometendo na autonomia e

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independência, afetando no desempenho das AVD, consequentemente comprometendo e refletindo na QV desses indivíduos (REIS; MASCARENHAS; LYRA, 2011).

A diminuição da capacidade funcional decorrente, em grande parte, do desuso ou hipocinesia, podendo ser compensada pela prática regular de exercícios ou pela adoção de um estilo de vida mais ativo. Estudos recentes confirmam que a manutenção de atividade – físicas e mentais, retardam os efeitos do envelhecimento, preservando a autonomia do idoso. (NAHAS, 2010, p. 195).

Neste sentido a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2050, os países em desenvolvimento haverá dois bilhões de pessoas com mais de 60 anos. Na proporção em que o número de crianças e jovens reduz, o número de idosos aumentam de acordo com a estimativa de vida desta população. Para que continue nesta proporção é necessária à adoção de um estilo de vida mais ativo, afim de proporcionar bem estar físico, mental e social, com o objetivo a contemplar uma melhora na qualidade de vida da população idosa (OMS, 2005). De acordo com Pilates (2010, p. 35) “o corpo malcuidado, resultante da negligencia no passado eventualmente cobrará com juros [...]”.

Segundo Nahas (2010, p. 196):

atividade física e aptidão física têm sido associadas ao bem estar, à saúde e à qualidade de vida das pessoas em todas as faixas etárias, principalmente na meia-idade e na velhice, quando os riscos potenciais da inativmeia-idade se materializam, levando a perdas precoces de vidas e de muitos anos de vida útil.

Os benefícios da prática de atividade física são inúmeros. A mesma traz benefícios tanto fisiológicos como psicológicos e sociais, com resultados imediatos e em longo prazo. A partir dos 60 anos a prática regular de atividade física vem a proporcionar melhoras na qualidade do sono, níveis da glicose, melhora e manutenção da flexibilidade, capacidade cardiorrespiratória, equilíbrio, manutenção da massa magra, força e diminuição de tecido adiposo, melhora nos aspectos mentais através de ativadores e produtores de bem estar, também há melhoras nas relações sociais em grupos, isto é, melhoras significantes na qualidade de vida dos mesmos (NAHAS, 2010).

Todavia, o exercício físico regular ajuda a retardar os efeitos do envelhecimento, também é bastante provável que a mesma previne doenças crônicas e a incapacidade de realizar atividades do seu dia a dia (SHEPHARD, 2003). Outro fator importante nesta fase, é o desenvolvimento da autonomia para estes indivíduos, desde a questão da capacidade funcional quanto social para o desenvolvimento das atividades básicas da vida. Também,

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“individualmente, a atividade física esta associada à maior capacidade de trabalho físico e mental, mais entusiasmo para vida e positiva sensação de bem-estar” (NAHAS, 2010, p. 21).

Embora o hábito de atividade física regular possa estender o ciclo vital de uma pessoa em 1 a 2 anos, um benefício muito mais importante do execício é um aumento de 6 a 10 anos na expectativa de vida ajustada à qualidade, as consequências práticas imediatas do aumento de qualidade de vida incluem relatórios de maior bem-estar, uma melhora da estima e sensação de auto-eficácia, bem como uma redução do risco de ansiedade e depressão (SHEPHARD, 2003, p. 314).

Pode-se afirmar que indivíduos praticantes de exercícios físicos regulares, sendo um exercício físico moderado ou intenso, são menos propensos a transtornos mentais em relação a indivíduos totalmente sedentários. Seguindo a lógica de Kaiser, em sua obra aponta que pesquisadores asseguram que a prática regular de exercícios físicos no cotidiano de pacientes, independente do seu diagnóstico, promove uma melhora na saúde mental e física destes indivíduos. Nesse sentido, para que haja um resultado positivo em relação ao exercício físico e a melhora na qualidade de vida do individuo, algumas variáveis são possíveis observar como a intensidade, o tipo de atividade, o estado emocional e físico em que o mesmo se encontra, a duração do tratamento e a individualidade biológica (KAISER, 2001).

A utilização da ASM no tratamento das pessoas com transtornos mentais se dá, também, pelo conhecimento de que tanto a mente pode influenciar o corpo, quanto o corpo pode influenciar a mente. Corpo e mente são uma unidade de indivisível no funcionamento do corpo, e são uma unidade no nível profundo dos processos energéticos. (ROEDER, 2003, p. 16).

Convém destacar, a importância da motivação do profissional para a realização dos exercícios, isso faz com que o paciente sinta-se mais valorizado. Estimular de forma progressiva que o paciente/aluno trabalhe o corpo e a mente como um só. Nessa linha, Maika (2003, p. 16) aponta que “o processo de pensar é inseparável da atividade elétrica e química do cérebro e do sistema nervoso, assim como dos movimentos e tensões musculares que o acompanham”.

Com relação aos efeitos psicológicos do exercício físico regular, estes parecem estar associados à redução da ansiedade e da depressão, à regularização do sono e à promoção do autoconceito, da auto-estima e da autoconfiança, favorecendo a percepção do indivíduo sobre o seu estado de saúde. O exercício físico pode canalizar as frustrações reprimidas e, quando praticadas em grupo, promove a socialização, combatendo o isolamento social. (ROEDER, 2003, p. 107).

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Através do aumento da expectativa de vida, faz-se necessário a adoção de um estilo de vida mais ativo, para promoção da saúde e um envelhecimento mais saudável e ser autônomo na medida em que os anos passam. Para tanto, os exercícios físicos são fundamentais para a manutenção e promoção de estilos de vida mais saudáveis na medida em que a pessoa envelhece (FARINATTI, 2008).

2.3 MÉTODO PILATES: ASPECTO HISTÓRICO

Para a construção do aspecto histórico referente ao Método Pilates (MP), foi realizada uma revisão bibliográfica focando basicamente em duas autoras, Camarão (2004) e Garcia (s/d). Sendo assim, ambas afirmam que, o MP foi inventado por um alemão chamado Joseph Pilates, ele era apaixonado pelo mecanismo do corpo, estudou e se aprofundou em conteúdos que envolviam o corpo humano, como a anatomia, a biologia, a medicina tradicional e principalmente a fisiologia humana.

Por ser uma criança com muitas debilitações físicas e possuir asma, raquitismo e febre reumática, Joseph dedicou-se a vários esportes, principalmente a ginástica. Logo, com apenas 14 anos de idade, exibia um corpo com uma ótima forma, “que podia posar para mapas de anatomia” (GARCIA, s/d, p. 5).

Conforme mencionado pelas referidas autoras, por volta do ano de 1914, durante a primeira guerra mundial, o alemão Joseph foi levado à prisão juntamente com outras pessoas, onde durante o período em que ficou confinado desenvolveu atividades para a manutenção de seu condicionamento físico e manter saudável a si próprio e aos outros que também estavam confinados na prisão.

Seguindo o raciocínio das referidas autoras, para aquelas pessoas que possuíam alguma debilitação e não conseguiam sair da cama, Joseph utilizou as “camas” e outros artefatos para a reabilitação dos exercícios para o fortalecimento destes indivíduos. Em 1918 uma forte epidemia tomou conta do território, onde todos àqueles que estavam se exercitando com as atividades de Joseph, acabaram sobrevivendo e muitas pessoas que não tinham contato com essa atividade morreram. Após este fato, foi atribuído ao ótimo condicionamento físico o fator primordial que protegeu aquelas pessoas da epidemia (CAMARÃO, 2004; GARCIA, s/d).

Após tudo isso e retornar para a Alemanha, Joseph continuou a realizar as atividades até que em meados de 1926 foi morar em Nova York. Entre o trajeto da Alemanha à Nova York, Joseph conheceu sua futura esposa onde mais tarde inauguraram o primeiro Stúdio de

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Pilates. O método ficou conhecido primeiramente como “contrologia”, atraindo muitos bailarinos (GARCIA, s/d).

Joseph acabou falecendo aos 87 anos de idade (GARCIA, s/d, p. 5). Por volta de 2000, após um longo processo, a corte de Nova York “tornou nulas as marcas registradas pelo The

Pilates Studio, tornando Pilates um nome público, por se tratar da denominação de um

método de trabalho” (CAMARÃO, 2004, p. 3).

2.3.1 O método e seus princípios

O MP trabalha o sujeito como um todo, isto é, corpo e mente sem distinção. Através de movimentos fluidos, o MP contempla o desenvolvimento da coordenação, do alinhamento postural, do controle da respiração, da consciência corporal, do equilíbrio, da flexibilidade (alongamentos) e fortalecimento global, proporcionando ao praticante bem estar e melhor qualidade de vida. Alongando os músculos encurtados e fortalece os músculos fracos. Durante as aulas do Método, “não são feitos exercícios localizados. A cada aula o corpo todo é trabalhado: respiração, postura, a flexibilidade e o controle muscular que proporciona a força física” (CAMARÃO, 2004, p. 2).

Seguindo o raciocínio da referida autora, a mesma afirma em sua obra, que é fundamental a realização dos movimentos com o máximo de consciência corporal, mantendo o alinhamento normal das curvaturas da coluna e realizar corretamente a respiração.

“[...] a grande transformação do Pilates na atualidade é manter e corrigir a curvatura da coluna além da preocupação com a consciência corporal e a respiração em sintonia com os movimentos (a respiração correta funciona como um antídoto ao estresse)” (CAMARÃO, 2004, p. 5).

O MP pode ser praticado por pessoas de qualquer idade – crianças, jovens, adultos ou idosos – com ou sem alguma patologia ou dor e em qualquer condição física, sendo um fator importante para a determinação de quantos exercícios o indivíduo poderá realizar será os seus próprios limites e condicionamento físico. Ao contrário que algumas pessoas pensam, “[...] o método Pilates não é usado mais somente como atividade física, mas também para fins de reabilitação, podendo tratar uma variedade de patologias” (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 12).

Para a construção das aulas do método, levamos em consideração principalmente o condicionamento físico, se a pessoas é sedentária ou não, sendo assim, dividimos em três

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fases distintas (três tipos de alunos), alunos iniciantes, intermediários e avançados, sendo o que vai diferenciar será o maior número de exercícios realizados através do fortalecimento global e condicionamento físico (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 12).

Há poucos anos, o método Pilates começou a se tornar mais conhecido mundialmente, sendo praticado não só por aqueles que necessitam manter a boa forma, mas também por pessoas que se preocupam em viver de maneira saudável. Pilates oferece exercícios que podem ser praticados por pessoas de qualquer idade, independente das condições físicas (CAMARÃO, 2004, p. 2).

As aulas podem ser ministradas por fisioterapeutas e educadores físicos. Para tanto, é de suma importância que antes de iniciar qualquer prática de exercício físico, deve procurar uma orientação médica para realizar exames e a partir daí o médico liberar o paciente para a realização da prática de atividade física.

Durante a prática do método, leva-se em consideração alguns aspectos: realizar os exercícios com o máximo de concentração, o máximo de 10 repetições, movimentos leves e fluidos, o abdômen contraído, o alinhamento postural, prevalecendo a qualidade e não a quantidade dos exercícios realizados (CAMARÃO, 2004).

O método possui duas modalidades: o de solo e o em aparelhos (Studio). No solo os movimentos são realizados em pé ou deitados necessitando o auxílio de um colchonete ou tatame, e também de alguns acessórios como o theraband, a bola suíça, o flexring. Os exercícios realizados em Studio, necessitam de aparelhos, os mesmos foram criados por Joseph, em que as molas “assistem ou resistem aos movimentos” (CAMARÃO, 2004, p. 5), os principais aparelhos são a Cadeira Combo, o Reformer, e o Cadillac. Além do mais, hoje em dia os Studios estão inovando cada vez mais em termos de equipamentos e acessórios, através de inovações/evolução do próprio método.

Segundo Salgado e Machado (s/d), para a realização dos movimentos se utilizam 4 tipos de fontes de força: a gravidade, os músculos, a resistência e o atrito. A fonte da gravidade é exercida quando o indivíduo utiliza somente o peso do próprio corpo para a execução dos movimentos. Logo a fonte de força gerada pelos músculos, “produzirão força sobre as demais estruturas ósseas e articulares pela sua contração concêntrica ou por serem contraídos excentricamente por forças agonistas” (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 22).

Através da resistência aplicada pelas molas, elas possuem a finalidade de facilitar ou dificultar a execução do movimento como, por exemplo, exercícios abdominais realizado na

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estabilidade se for ótimo, retardar o movimento se for excessivo e levar instabilidade se for inadequado” (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 22).

Ao executarmos os exercícios, segundo Salgado e Machado (s/d), predominam-se seis princípios para melhores resultados: concentração, controle, centro, movimento fluido,

precisão e respiração. A concentração corresponde ao corpo e mente trabalhando de forma

única, com o máximo de atenção no que seu corpo esta executando. É através da concentração e a atenção ao realizar os exercícios que desenvolvemos a consciência corporal.

No controle utiliza-se a mente para controlar e executar os exercícios, para que assim o objetivo desejado seja alcançado. Os movimentos realizados com fluidez/controle resultam em menor risco de lesão. “Controle significa a capacidade de direcionar conscientemente os movimentos em relação à precisão, centralização, respiração, assim como o controle da capacidade de planejamento, retroalimentação e avaliação dos movimentos” (GARCIA, s/d, p. 3). No centro, por sua vez, os exercícios são executados através do “centro de força (Powerhouse): abdômen, parte inferior das costas e os glúteos” (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 14).

O movimento fluído, mantendo um alinhamento postural, realiza-se os movimentos de forma graciosa, contínua, ritmada, lenta e harmônica. Sendo assim, Garcia afirma que “todos os exercícios devem ser executados sem rigidez ou descontrole” (s/d, p. 4). No princípio da

precisão os movimentos devem ser executados com o máximo de coordenação e controle do

próprio corpo, isto é, a mente e corpo devem estar em total sintonia.

Finalmente, na respiração “como regra geral, o aluno deverá inspirar quando se prepara para fazer o movimento, e expirar quando executa” (SALGADO e MACHADO, s/d, p. 15). Isto é, tanto na fase concêntrica quanto na excêntrica do movimento, o aluno deverá expirar, e inspirar quando esta parada/o, ou seja, inspira quando se prepara para a realização do exercício, para que assim ocorra uma melhor oxigenação para a musculatura. Durante a fase respiratória prioriza-se a respiração torácica, sendo assim a expansão da caixa torácica (CRAIG, 2005).

2.4 MÉTODO PILATES E QUALIDADE DE VIDA

Pilates e Miller (2010) em sua obra, falam sobre as doenças físicas que acometem a espécie humana, o mesmo fala sobre um “remédio”, mas este antídoto recomendado seria o simples fato de exercitar-se para a manutenção e promoção da saúde. Para melhores

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resultados é necessário que corpo e mente trabalhe em perfeita harmonia e equilíbrio. Este equilíbrio é considerado como “o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo” (PILATES e MILLER, 2010, p. 43). Corpo e mente deve estar em perfeito equilíbrio, para que assim possam viver o maior tempo possível com um estado de saúde normal, assim desfrutar dos mais diversos momentos que a vida no oferece.

Diariamente estamos expostos a muitas atividades e demandas de nossa rotina, dessa forma pode-se considerar que estamos ligados “pelo nosso atual modo apressado de viver” (PILATES e MILLER, 2010, p.118) seja ele no trabalho, lazer ou na vida social. Devido ao progresso rápido do mundo, devemos estar bem condicionados para aguentar as nossas demandas e imprevisibilidade do dia a dia que nos oferecem, devemos estar em constante transformação para conseguir aguentar o pico, sendo assim é de suma importância prestar atenção ao nosso corpo, para que assim tenhamos uma ótima vitalidade e QV. Esse condicionamento físico não se encontra em receitas ou remédios milagrosos, alcançamo-los de forma progressiva e gradual através de exercícios físicos diários.

O MP é um método possibilita o praticante desfrutar de inúmeros benefícios, a fim de aprimorar seu condicionamento físico geral melhorando o desempenho e desenvolvimento das atividades regulares, uma perfeita harmonia do aparelho locomotor do ser humano, principalmente do idoso. Proporcionando melhoras na mobilidade articular, forca muscular, reequilíbrio muscular, coordenação, capacidade cardiorrespiratório (GARCIA, s/d).

No contexto das sociedades industrializadas e em desenvolvimento, o estilo de vida e, em particular a atividade física, tem sido, cada vez mais, um fator decisivo para a qualidade de vida – tanto geral quanto relacionada à saúde – das pessoas em todas as idades e condições. (NAHAS, 2010, p. 20 -21).

A prática do MP, de acordo com Garcia (s/d, p. 6), vem a proporcionar uma melhora no “[...] condicionamento físico e mental” do praticante. Além disso, a forma em que é executada a respiração no método, sendo ela natural e não forçada, faz com que seja um antídoto para aliviar o estresse. Além do mais, “a respiração, quando correta, é uma força poderosa para avaliar a tensão nervosa, melhorar a concentração e controlar diretamente os níveis de energia” (GRAIG, 2005, p. 20).

Seguindo a lógica, Roeder (2003, p. 134) também afirma que a respiração realizada corretamente “é um antídoto contra o estresse, reduzindo a ansiedade, a depressão, a irritabilidade, a tensão muscular e a fadiga”. Ainda de acordo com o raciocínio da autora, a

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respiração mais adequada é a torácica, ocorrendo uma expansão da caixa torácica e não da região abdominal, a fim de proporcionar ao indivíduo, um maior nível de relaxamento e consciência corporal.

Sobretudo, ao realizar os movimentos, com o passar do tempo o praticante aprenderá a controlar o corpo (movimento), a mente e a respiração, isto é, durante a execução ativamos corpo e mente ao mesmo tempo. Precisamos estar totalmente focados e concentrados para realizar e manter o controle do corpo. A autora Garcia (s/d, p. 3) considera controle dos exercícios como “a capacidade de direcionar conscientemente os movimentos em relação à precisão, centralização, respiração, assim como o controle da capacidade de planejamento, retroalimentação e avaliação dos movimentos”.

A contrologia foi projetada para dar flexibilidade, graça natural e habilidades que serão refletidas, sem sombra de dúvida, em sua maneira de andar, divertir-se e trabalhar. Você desenvolverá força muscular com capacidde correspondente para desempenhar tarefas árduas, praticar jogos vigorosos, andar, correr ou viajar por longas distancias, sem sentir cansaço corporal inadequado ou peso mental (PILATES e MILLER, 2010, p. 121).

É significante que a construção e manutenção de bons hábitos em relação à atividade física proporciona aos praticantes e adeptos, principalmente idosos, o tão objetivo almejado nesta faze do ciclo vital que é uma “ótima” qualidade de vida e boa forma física. Seguindo a lógica de Pilates e Miller (2010, p. 117) “nossa interpretação da boa forma física é a obtenção e a manutenção de um corpo desenvolvido uniformemente com uma mente sadia, totalmente capaz de realizar natural, fácil e satisfatoriamente nossas numerosas e variadas tarefas diárias, com espontaneidade e prazer”.

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3 METODOLOGIA

3.1 DELINEAMENTO DE PESQUISA

A pesquisa foi realizada de forma quantitativa, transversal descritiva com aplicação de questionários, compostas por perguntas fechadas.

Segundo Richardson (apud BOAVENTURA, 2004, p. 56), o método quantitativo caracteriza-se “pelo emprego da quantificação tanto nas modalidades de coletas de informação, quanto no tratamento dessas através de técnicas estatísticas, desde as mais simples como percentual, média, desvio-padrão, às mais complexas [...]”.

O estudo transversal é realizado em um único momento, de forma a relatar o modo em que determinada situação está naquele momento (PEREIRA, 2003).

3.2 OS SUJEITOS DA PESQUISA

Foram incluídos na pesquisa idosos, com idade entre 60 a 80 anos, de ambos os sexos e praticantes do Método Pilates a mais de três meses, num total de 15 voluntários. Sendo efetuada a coleta dos dados em três diferentes Studios localizados na cidade de Frederico Westphalen - RS, somente após o consentimento do participante através da leitura e assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido.

3.5 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS DE PESQUISA

Primeiramente foi necessário identificar os Studios ativos que havia na cidade, logo após entrar em contato com os proprietários dos estabelecimentos para que os mesmos autorizassem a realização da pesquisa no local (apêndice A). Posteriormente entrar em contato com a população alvo que frequenta o estabelecimento e assim expor a proposta de pesquisa. Somente após a assinatura do termo de esclarecimento (apêndice B), foi realizada a coleta de dados dos voluntários, para posteriormente os dados serem tabelados e analisados estatisticamente. O termo foi assinado em duas vias, sendo uma permanecendo com o

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voluntario e a outra cópia ficando com o pesquisador, os dados formam coletados no próprio local da pratica com o horário combinado com o voluntário.

Foi realizada a coleta de dados dos voluntários durante cinco semanas, nos meses de maio e junho, sendo contadas desde o primeiro contato com os mesmos. Para a realização foram utilizados dois questionários com perguntas fechadas e analisadas por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) (versão 18.0). Os dados coletados foram aplicados estatisticamente através da média e desvio padrão e assim descritos.

Para a realização da pesquisa foi utilizados dois questionários, ananmese (apêndice C), por fim o SF-36 versão brasileira voltada para avaliar a qualidade de vida em idosos (anexo A), ambos com questões objetivas e aplicadas individualmente no próprio local da realização da prática, onde a grande maioria preferiu realizar antes ou após a prática.

A ananmese foi composta por perguntas objetivas, além de conter dados pessoais como nome (mantido em anonimato), idade, sexo, ocupação. O objetivo principal da procura da prática do método, se além da prática do Método realiza outro tipo de atividade física, doença, dor e escala de dor e por fim se faz uso de algum tipo de medicamento regularmente.

O SF-36 versão brasileira, é um questionário voltada para avaliar a qualidade de vida em idosos. O questionário tenta obter um breve conhecimento sobre a saúde no geral do entrevistado, comparado há um tempo determinado, dificuldade na realização de atividades simples como o vestir-se, atividades diária, subir escadas, caminhadas de curta distância e longa distâncias entre outros. Satisfação da prática e tempo dedicado às atividades diárias e atividades que gostaria de realizar comparado a sua saúde física, mental e emocional. Também questiona sobre o nível de dor e se os mesmos interferem nas atividades diárias. A mesma sendo subdividida em 8 domínio: capacidade funcional, aspectos físicos, percepção de dor, saúde em geral, vitalidade, aspectos emocionais, saúde mental e aspectos sociais.

3.6 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Os dados obtidos foram analisados por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) (versão 18.0). Sendo utilizadas ferramentas da estatística descritiva e analítica considerando a natureza da variável, quantitativa ou qualitativa.

Para a estatística descritiva foi utilizado medidas de tendência central, de dispersão, variabilidade, desvio padrão.

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3.7 QUESTÕES ÉTICAS DA PESQUISA

O Estudo foi projetado de acordo com as Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos segundo a Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº. 466/2012 e assim submetido ao Comitê de Ética da UNIJUÍ. Após a aprovação foi iniciada a pesquisa, sendo que a mesma foi dada continuidade somente após a concordância e a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo A) pelos participantes.

O termo foi assinado em duas vias, onde uma via permanece com o sujeito da pesquisa e a outra arquivada com o pesquisador responsável.

Ao final desta pesquisa todos os participantes receberão um retorno sobre a qualidade dos serviços prestados na Atenção Primária à Saúde. Os princípios éticos fundamentais devem ser priorizados em todas as etapas da investigação: autonomia, beneficência, não-maleficência, justiça e equidade.

Dessa forma, é de fonte segura que o anonimato está assegurado e as informações obtidas serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao projeto de pesquisa.

Os dados coletados ficarão sob responsabilidade da pesquisadora por um período de cinco anos, e serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente projeto de pesquisa, após serão incinerados.

Esta pesquisa teve intuito de avaliar o benefício da prática do Método Pilates em idosos de 60 a 80 anos de idade, refletindo na qualidade de vida. Para o desenvolvimento da pesquisa, foram aplicados questionários que inferem o nível de qualidade de vida. Para tais procedimentos o risco é mínimo, considerando que os participantes podem abster-se de responder os questionários em qualquer momento da coleta de dados.

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4 RESULTADO

Para a realização da pesquisa, foi contado com a participação de 15 voluntários, sendo destes 26,66% do sexo masculino e 73,33% do sexo feminino, com idade entre 60 a 72 anos e com uma média de 65,13 anos de idade.

Dentre os voluntários podemos perceber que a ocupação de professor(a) prevaleceu, seguido pela ocupação do lar, comerciante e farmacêutico(a). Também relacionado às características dos participantes, foi questionado em relação à prática do Método Pilates (MP) qual seria o objetivo, com alternativas relacionadas à saúde, estética, lazer, fitness (fortalecimento e resistência muscular, redução de % de gordura) e reabilitação (recomendação médica).

Tabela 1: Características dos participantes do estudo

Variáveis Valores

Participantes (n) 15

Sexo (%Masculino /%Feminino) 26,66/73,33

Idade (media ± desvio padrão) 65,13±4,36

Profissão (%) Professor Comerciante Do lar Farmacêutico 40 13,33 33,33 13,33 Objetivos com Pilates (%)

Saúde Estética Lazer Fitness Reabilitação 38,24 2,94 8,82 32,35 14,71 Medicação

Medicamento regular (% Sim/% Não) Medicamentos diários (media ± desvio padrão)

80/20 3,42±2,94

Os participantes relataram frequentar de uma a duas vezes por semana os studios, além disso, 80% realizam outro tipo de exercício físico, predominando exercícios aeróbicos. Constatou-se também que 93,33% dos participantes apresentam ou já apresentaram algum tipo de doença como, doença cardiovascular, diabetes mellitus, colesterol alterado, obesidade, doenças vasculares periféricas, predominando doenças ósseas (osteopenia, osteoporose) e doenças articulares (artrite, artrose, entre outras).

A partir da coleta de dados e análise do questionário SF-36 versão brasileira, o mesmo foi dividido em 8 domínios, capacidade funcional, limitação por aspectos físicos, dor, estado

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geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, limitação por aspectos emocionais e por fim saúde mental. Onde em cada domínio através da soma obtida das questões correspondentes e computadas a uma fórmula específica para a obtenção dos resultados e mantidas separadamente (tabela 2). Além do mais, pode-se dizer que os resultados de cada domínio podem variar em uma escala de 0 a 100, sendo que 0 é considerado o pior resultado e 100 é o melhor.

Tabela 2: Resultados para os domínios do SF36

Domínio média ± desvio padrão

Capacidade Funcional 79,00±20,11

Limitação por Aspectos Físicos 83,33±30,86

Dor 71,40±21,08

Estado Geral da Saúde 65,73±12,98

Vitalidade 76,33±14,70

Aspectos Sociais 81,67±17,59

Limitação por Aspectos Emocionais 93,33±18,69

Saúde Mental 94,67±6,70

As médias dos escores de cada domínio avaliado nos participantes, atingiram escores satisfatórios, sendo que o escore que atingiu o menor resultado foi o estado geral da saúde e o melhor resultado apresentado no geral pelos voluntários foi a saúde mental. Dados estatísticos como a média e o desvio padrão foram utilizados para descrever os resultados apresentados para cada domínio.

O domínio capacidade funcional corresponde à questão sobre a atividade em que poderia ser realizado em um dia comum, tais como atividades rigorosas que exigem muito esforço, atividades moderadas, levantar ou carregar mantimentos, subir vários lances de escada, subir um lance de escada, curvar-se, ajoelhar-se ou dobrar-se, andar mais que um quilômetro, andar vários quarteirões, andar um quarteirão, e por fim tomar banho ou vestir-se. Ambas com três alternativas, sendo que 10% dos participantes confirmaram que dificulta muito a realização de algum tipo de atividade, 22% dos participantes assinalaram sentir um pouco de dificuldade em realizar alguma das tarefas e por fim 68% confirmaram que não sentem dificuldade alguma em realizar as atividades.

Em consequência da saúde física durante as últimas quatro semanas, assim questionados se a mesma influenciou nas atividades regulares e no trabalho como diminuindo a quantidade de tempo que se dedicava ao seu trabalho ou outras atividades, realizando menos tarefas do que gostaria, esteve limitado no seu tipo de trabalho ou a outras atividades, teve dificuldade de fazer seu trabalho ou atividades. Podendo considerar que 16,66% dos

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voluntários afirmaram a respostas e 83% dos voluntários discordaram com as afirmativas. Corresponde às limitações por aspectos físicos.

Enquanto no quesito dor, foi questionado quanta dor no corpo sentiu durante as últimas 4 semana: nenhuma dor 26,66%, dor muito leve 13,33%, leve 26,66% e moderada 33.333%. Os locais predominaram na perna, quadril, joelho, pés, mãos e ombro, sendo que 46% afirmaram que essa dor interferiu de maneira alguma nas atividades de seu trabalho, também 46,66% afirmaram que interferiu um pouco e 6,66% afirmaram que a dor interferiu moderadamente em suas atividades. Sendo avaliada o nível da dor em uma escala de 0 (zero) a 10 (dez), sendo que 0 não há dor e 10 é o extremo, ficando em uma média de 5,84 (moderada).

No domínio estado geral da saúde dos voluntários, poderia se dizer que no geral ela esta considerada como boa com 46,66%, muito boa 40% e excelente com 13,33%. Ainda no domínio da saúde, o quanto às questões afirmativas mencionadas são verdadeiras e o quanto são falsas, em relação em obedecer um pouco mais facilmente que as outras pessoas, ser uma pessoa tão saudável quanto qualquer outra pessoa que conhece, acha que sua saúde vai piorar, a saúde é excelente. Foi possível obter os seguintes resultados, 13,33% afirmaram que é definitivamente verdadeiro, a maioria das vezes verdadeiro com 45%, 13,33% responderam que não sabem, 15% a maioria das vezes falso e 13,33% afirmaram ser definitivamente falso em alguma das afirmações.

Dando prosseguimento, o próximo domínio é a vitalidade, a mesma possui questões voltadas para as últimas quatro semanas, em relação ao tempo que se sente cheio de vigor, de vontade, de força, e quanto tempo tem se sentido com muita energia. Com 33,33% dos voluntários responderam que se sentem na maior parte do tempo, 30% boa parte, 20% todo o tempo, 13,33% alguma parte e 3,33% em uma pequena parte do tempo as alternativas supracitadas. Também quanto tempo tem se sentido esgotado e se sentido cansado, 40% responderam que se sentem em uma pequena parte do tempo, 36% nunca, 20% alguma parte e 3,33% uma boa parte do tempo.

Correspondendo o domínio aspectos sociais também durante as quatro semanas a forma em que a saúde física ou problemas emocionais interferiram nas atividades sociais normais. Sendo que 60% dos voluntários responderam que interferiram de forma alguma, 20% ligeiramente, 13,33% moderadamente e 6,66% afirmaram que interferiu bastante sua saúde física ou problemas emocionais na vida social.

As limitações por aspectos emocionais foram avaliadas pelas afirmativas seguintes: diminui a quantidade de tempo que se dedicava ao seu trabalho ou outras atividades, realizou

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menos tarefas do que você gostaria, não realizou ou fez qualquer das atividades com tanto cuidado como geralmente faz, os resultados apresentaram 6,66% sim e 93,33% não.

E por fim o domínio da saúde mental, questionado por quanto tempo tem se sentido uma pessoa nervosa, pessoa deprimida que nada pode anima-lo, tem se sentido desanimado ou abatido, prevalecendo às respostas pequena parte do tempo 51,11%, nunca com 40% e em alguma parte do tempo 8,88%. Alem disso os participantes responderam sobre o tempo que tem se sentido uma pessoa calma ou tranquila sendo que 53,33% responderam a maior parte do tempo, 26,66% uma boa parte, 13,33% todo tempo e 6,66% tem se sentido uma pessoa calma alguma parte do tempo. A felicidade prevalece em 66,66% dos voluntários, os mesmos afirmaram que se sentem uma pessoa feliz durante a maior parte do tempo, 26,66% todo o tempo e 6,66% uma boa parte do tempo.

Além do mais, 93,33% dos voluntários responderam que sua saúde comparada há um ano ela esta um pouco melhor.

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5 DISCUSSÃO

Os resultados desta pesquisa foram positivos, mostrando que a QV deste público está significantemente satisfatória, onde a pontuação de cada domínio comparada à pontuação máxima, as médias do total é consideravelmente satisfatórios contribuindo para a qualidade de vida da população estudada. A QV e saúde está relacionado diretamente aos efeitos da prática regular de atividade física, isto é, quanto mais ativo for o idoso melhor será a sua QV (TOSCANO e OLIVEIRA, 2009).

De acordo com os dados sócios demográficos, o gênero predominante foi do sexo feminino, apresentando um número significante maior do que o publico masculino, além disso, mais de 93% dos voluntários apresentaram algum tipo de problema de saúde e a partir destes, 80% fazem o uso de medicamento regularmente. Similarmente, o estudo realizado por Reis, Mascarenhas e Lyra (2011) apresentou que 60% dos idosos praticantes do MP possuía algum tipo de doença e desses, 33% fazia o uso de medicação regular e também há uma prevalência do sexo feminino neste estudo. Segundo Garcia e Carvalho e Zaitune et al (apud REIS, MASCARENHAS e LYRA, 2011) afirmam que no Brasil, há uma predominância do sexo feminino a partir do 60 anos de idade, isto é apresentado na proporção em que envelhecemos. Um dos motivos a serem atribuídos a essa superioridade é pelo qual o gênero possuí mais cuidados relacionados à saúde.

A manutenção e a promoção da saúde vêm sendo representada como a prioridade da maioria do público alvo, embora o desejo de reduzir o percentual de gordura, fortalecimento e resistência muscular (fitness) vem logo em seguida. Alem do mais, a prática de exercícios físicos regulares proporcionam uma melhora na qualidade de vida desta população, promovendo estímulos positivos relacionados aos aspectos social e físico, proporcionando e desenvolvendo mais autonomia para o idoso (TOSCANO e OLIVEIRA, 2009). Já em estudo de Gonçalves e Lima (2014), o motivo (objetivo) pelo qual os voluntários da pesquisa procuraram a prática do MP foi por recomendação médica e qualidade de vida.

Relacionado aos domínios, ambos apresentaram resultados satisfatórios, mas nos aspectos emocionais e a saúde mental foram os domínios que apresentaram melhores resultados nesta pesquisa. Já em estudo realizado por Pereira et al ( 2006, p. 34), o aspecto físico foi o que mais contribuiu na qualidade de vida, assim representando que “a maior influência do domínio físico na qualidade de vida global desses idosos ressalta a importância

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de se considerar a capacidade funcional como importante fator de impacto na qualidade de vida em idosos.”

Além disso, dor e estado geral da saúde foram os aspectos que apresentaram os resultados mais inferiores comparados com os outros. Estudo apresentado por Mota et al (2006), realizaram uma comparação da QV entre dois grupos de idosos, um grupo controle onde estes não estavam participando de nenhum tipo de atividade física e outro grupo experimental, sendo que estes participavam de um programa de atividade física regular, um dos instrumentos da coleta de dados foi o SF-36 versão brasileira. Nos resultados, o grupo experimental também apresentou como seus domínios com dados mais baixos em relação aos outros o fator dor e estado geral da saúde. Embora comparados com o grupo controle os resultados também possuíram características e diferenças significantes para a QV e saúde, comprovando que a atividade física proporciona melhoras significantes nos níveis de QV e saúde em idosos.

Similar, Gonçalves e Lima (2014) realizaram uma pesquisa comparando a percepção da qualidade de vida e saúde entre praticantes do MP, um dos instrumentos utilizados foi o questionário SF-36 usado para avaliar a QV. O público estudado foi dividido em dois grupos, um com praticantes a mais de um ano (experientes) e o outro menos de um ano de pratica do MP (iniciantes). Comparado em um todo, não houve diferença nos domínios relacionados à QV entre os participantes, o que foi possível observar que no quesito capacidade funcional os praticantes do Método a mais de um ano apresentaram maior capacidade funcional.

No geral, a QV avaliado e descrita neste estudo em oito (8) diferentes domínios, relacionados a pontuação máxima a cada uma deles e a média obtida a cada uma desses domínios permanecidos separadamente, representam a esta população uma satisfação na qualidade de vida. De acordo com alguns estudos observados realizados com idosos, foi possível identificar que a atividade física interfere significativamente nos resultados dos escores dos domínios SF-36 (TOSCANO e OLIVEIRA, 2009).

Características como a modalidade de exercício físico, número de adeptos, cidade onde foram coletados os dados, período do estudo e por ter característica de estudo transversal limitou os resultados. Estudos longitudinais e a utilização da comparação de um grupo praticante do MP e outro não adepto de qualquer outra modalidade podem ser sugeridos para próximas pesquisas.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando os aspectos apresentados, a qualidade de vida (QV) é um ponto fundamental na vida que qualquer ser humano. Estes pontos são mais evidentes durante o processo do envelhecimento, onde pelo processo natural acaba por perder alguns valores e elementos fundamentais para um viver melhor.

A qualidade de vida é composta por um conjunto de elementos, que estão presentes durante todo o ciclo vital da pessoa, um conjunto que reflete e vem a expor os resultados em fatores a partir de certa idade.

Fatores relacionados à capacidade funcional, limitação em aspectos físicos e emocionais, aspectos sociais, saúde mental e vitalidade interferem diretamente nos níveis de escore da QV, principalmente em públicos acima do 60 anos.

Os exercícios físicos são um ponto chave na vida de qualquer pessoa. A mesma pode evitar problemas futuros que possam causar uma má QV durante o ciclo vital. A prática do método de condicionamento físico, proporciona ao praticante a melhora da qualidade de vida e saúde mental, através de sua forma de trabalho homogenia, requerendo o corpo e a mente em perfeita sintonia com a respiração.

Partindo do pressuposto de que a avaliação do nível de QV somente o sujeito pode realizar através da auto avaliação, o questionário SF-36 é direcionado a avaliação dos níveis de escore da saúde em geral, vitalidade, capacidade funcional, dor, aspectos sociais, emocionais, saúde mental, aspectos físicos relacionados à qualidade de vida do idoso. A partir dos resultados obtidos, foi possível notar que ambos as capacidades apresentaram escores satisfatório. Levando-se em consideração que os resultados poderiam variar de 0 (zero) a 100 (cem), considerando que 0 era o pior estado e 100 o melhor resultado para cada domínio. Levando em consideração em que todos eram praticantes do método de condicionamento físico e também praticavam outra modalidade de exercícios, é de suma importância à adoção de um estilo de vida ativo para a promoção e manutenção da saúde, seja ela física, mental ou

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social, com intuito de manter um equilíbrio positivo entre as capacidades sub citadas, chegando ao objetivo tão almejado nesta fase da vida que é a qualidade de vida.

Através dos resultados obtidos foi possível afirmar que há uma relação positiva da prática do método em relação à QV desta população, sugere-se também que sejam realizados mais estudos sobre este tema, pesquisa de campo, para adquirir resultados mais precisos e contribuir para a área da saúde.

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APÊNDICE A - Autorização studio

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL

AUTORIZAÇÃO

Eu ____________________________ responsável pelo estabelecimento

____________________________________________localizado na cidade de Frederico Westphalen, autorizo de forma voluntária a realização da pesquisa em meu estabelecimento, cujo tema é Qualidade de vida e índice de depressão em idosos praticantes do Método Pilates da cidade de Frederico Westphalen-RS. Tendo como objetivos do projeto, avaliar a qualidade de vida em idosos de ambos os sexos praticantes a mais três meses do Método Pilates na cidade de Frederico Westphalen – RS e avaliar o índice de depressão em idosos de ambos os sexos praticantes a mais de três meses do Método Pilates na cidade de Frederico Westphalen - RS.

A pesquisadora do presente projeto se compromete a preservar a privacidade dos sujeitos cujos dados serão coletados através de questionários, a mesma será composta de questões objetivas referentes ao tema da pesquisa. As informações passadas serão utilizadas única e exclusivamente para execução do presente projeto. As informações somente poderão ser divulgadas de forma anônima e serão mantidas com a responsável pelo projeto, por um período de cinco anos. Após este período, os dados serão destruídos.

Eu ___________________________________, estou ciente de que minha privacidade será respeitada, ou seja, meu nome ou qualquer outro dado ou elemento que possa, de qualquer forma, me identificar, será mantido em sigilo.

_____________________________ __________________________ Assinatura pesquisadora Ass. do proprietário do estabelecimento

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APÊNDICE B - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Prezado (a) Senhor (a)

Eu, Tailini Signori, acadêmica do curso de Educação Física – bacharelado, venho convidar a vossa senhoria a participar desta, que corresponde a um estudo de conclusão do Curso de Educação Física da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUI), o qual resultará artigos científicos para publicação em periódicos da área.

A pesquisa objetiva avaliar a contribuição do Método Pilates na qualidade de vida e no índice de depressão em idosos de ambos os sexos, idade entre 60 a 80 anos. Para mensurar, será utilizado questionários simples que investiga a qualidade de vida, níveis dos escores de depressão neste público alvo e por fim outro com dados pessoais.

A aplicação dos instrumentos de coleta de dados será realizada em seu domicílio em data e horário previamente definida pelo senhor (a). Para a coleta dos dados será necessário apenas um momento, não necessitando novos contatos ou intervenções. Os dados coletados ficarão sob nossa responsabilidade por um período de cinco anos, e serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente projeto de pesquisa, após serão incinerados.

Acreditamos que os resultados desta investigação visa identificar os benefícios da prática do método pilates e contribuir para a qualificação dos profissionais que atuam na área, além de colaborar com a produção científica. Além disso, trata-se de um estudo de baixo custo e não invasivo.

Nós pesquisadores garantimos que seu anonimato está assegurado e as informações obtidas serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados a este projeto de pesquisa, podendo você ter acesso as suas informações e realizar qualquer modificação no seu conteúdo, se julgar necessário.

Você tem liberdade para recusar-se a participar da pesquisa, ou desistir dela a qualquer momento sem que haja constrangimento, podendo solicitar que suas informações sejam desconsideradas no estudo. Mesmo participando da pesquisa poderá recusar-se a responder as

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perguntas ou a quaisquer outros procedimentos que ocasionem constrangimento de qualquer natureza.

Está garantido que você não terá nenhum tipo de despesa financeira durante o desenvolvimento da pesquisa, como também, não será disponibilizada nenhuma compensação financeira.

Eu, Tailini Signori, acadêmica do curso de Educação Física na Unijuí, assumo toda e qualquer responsabilidade no decorrer da investigação e afirmo que suas informações somente serão utilizadas para esta pesquisa, podendo os resultados virem a ser publicados.

Se houver dúvidas em qualquer momento da pesquisa quanto a sua participação, você poderá pedir esclarecimento, no seguinte telefone: (55) 99137501. Ou ao Comitê de Ética em Pesquisa da UNIJUI - Rua do Comércio, 3.000 - Prédio da Biblioteca - Caixa Postal 560 - Bairro Universitário - Ijuí/RS CEP 98700-000. Fone/fax (55) 3332-0301.

Eu,____________________________________________RG_______________, ciente das informações recebidas, concordo em participar da pesquisa e a utilizar para fins científicos as informações por mim concedidas e os resultados alcançados. O presente documento foi assinado em duas vias de igual teor, ficando uma com o voluntário da pesquisa e outra com os pesquisadores responsáveis.

__________________________________________________ Voluntário

__________________________________________________ Tailini Signori

__________________________________________________ Márcio Junior Strassburger (orientador)

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APÊNDICE C - Anamnese

Anamnese

Nome _________________________________________ Sexo: ( ) F ( ) M Idade:_______ Profissão/ Ocupação:___________________________________

1) Quais são seus objetivos/ motivo, com relação à prática do Método? se tiver mais de um CIRCULE o mais importante.

( ) Saúde ( )Estética ( ) Lazer

( ) Funcional: fortalecimento muscular, resistência muscular e redução % gordura ( ) Terapêutico, reabilitação, recomendação médica.

2) Praticas atualmente algum outro tipo de exercício físico?

( ) Sim Qual? ________________________Ha quanto tempo?_____________ Quantas vezes por semana ( )

3) Você apresenta ou já apresentou algum destes sintomas nos últimos anos? ( ) Doenças cardiovasculares (infarto, hipertensão...);

( ) Acidente vascular cerebral (derrame, aneurisma, isquemia); ( ) Diabetes mellitus

( ) Colesterol alterado

( ) Obesidade ( ) Doenças pulmonares

( ) Doenças vasculares periféricas (varizes, trombose) ( ) Doenças ósseas ( osteoporose, osteopenia, reumatismo)

( ) Doenças articulares ( artrite, artrose, tendinite, bursite, hérnia de disco)

4) Você possui dor pelo corpo? ( ) Não ( )Sim. Local____________________

5) Em uma escala de 0 (zero) a 10 (dez), qual é o nível de dor?

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ANEXOS PROTOCOLOS

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ANEXO A - Versão Brasileira do Questionário de Qualidade de Vida -SF-36

1- Em geral você diria que sua saúde é:

Excelente Muito Boa Boa Ruim Muito Ruim

1 2 3 4 5

2- Comparada há um ano atrás, como você se classificaria sua idade em geral, agora? Muito Melhor Um Pouco Melhor Quase a Mesma Um Pouco Pior Muito Pior

1 2 3 4 5

3- Os seguintes itens são sobre atividades que você poderia fazer atualmente durante um dia comum. Devido à sua saúde, você teria dificuldade para fazer estas atividades? Neste caso, quando?

Atividades Sim, dificulta

muito Sim, dificulta um pouco Não, não dificulta de modo algum a) Atividades Rigorosas, que exigem

muito esforço, tais como correr,

levantar objetos pesados, participar em esportes árduos.

1 2 3

b) Atividades moderadas, tais como mover uma mesa, passar aspirador de pó, jogar bola, varrer a casa.

1 2 3

c) Levantar ou carregar mantimentos 1 2 3

d) Subir vários lances de escada 1 2 3

e) Subir um lance de escada 1 2 3

f) Curvar-se, ajoelhar-se ou dobrar-se 1 2 3

g) Andar mais de 1 quilômetro 1 2 3

h) Andar vários quarteirões 1 2 3

i) Andar um quarteirão 1 2 3

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Referências