Gestão da Produção Industrial
Sergio Henrique Silva Junior
Mé
todos
Quantitat
itvo
s
Aplic
ados
Prof. Sergio Henrique Silva Junior Rev 02/out2020
“Este é um material pedagógico desenvolvido por docente do
IFRJ. Seu uso, cópia, edição e/ou divulgação, em parte ou no
todo, por quaisquer meios existentes ou que vierem a ser
desenvolvidos, somente poderão ser feitos mediante
autorização expressa de seu autor. Caso contrário, poderão
ser aplicadas as penalidades legais vigentes”.
Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 (Direitos Autorais), na
Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014 (Marco Civil da Internet)
SERGIO HENRIQUE SILVA JUNIOR
FORMAÇÃO :
-PÓS-GRADUAÇÃO: MESTRE EM METROLOGIA
– PUC-RJ; MBA - ISO 9000 & GESTÃO DA
QUALIDADE; GESTÃO AMBIENTAL & ISO - 14000.
-GRADUAÇÃO: QUÍMICA INDUSTRIAL; LICENCIATURA E BACHAREL EM QUÍMICA.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL :
DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO (2006-2014), DIRETOR SUSBSTITUTO (2006-2014) E
PROFESSOR EFETIVO DOS CURSOS, BACHAREL EM QUÍMICA DE PRODUTOS NATURAIS E
GESTÃO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL NO IFRJ CAMPUS NILÓPOLIS. INSTRUTOR NO
PROJETO PROMIMP E GESTÃO AMBIENTAL NA ESPECIALIZAÇÃO.
DISCIPLINAS: NORMALIZAÇÃO E GESTÃO DA QUALIDADE; M S A - ANÁLISE DE SISTEMAS
DE MEDIÇÃO; G S M S - GESTÃO DE SAÚDE, MEIO-AMBIENTE E SEGURANÇA; METROLOGIA
ELÉTRICA;
INFORMÁTICA;
TRATAMENTO
DE
DADOS;
VALIDAÇÃO;
METROLOGIA
DIMENSIONAL; CONTROLE ESTATÍSTICO DA QUALIDADE; MÉTODOS COMPUTACIONAIS;
MÉTODOS COMPUTACIONAIS AVANÇADOS; BPF e BPL; METROLOGIA CIENTÍFICA E
INDUSTRIAL; MÉTODOS QUANTITATIVOS APLICADOS; GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE
MEDIÇÃO
EXPERIÊNCIA DE 14 ANOS EM INDÚSTRIA QUÍMICA, ATUANDO NA ÁREA DE
LABORATÓRIO E CONTROLE DE QUALIDADE DAS EMPRESAS CHEVRON-TEXACO BRASIL
S/A E ECOLAB QUÍMICA LTDA.
TESTE DE NORMALIDADE
Grande
parte
dos
problemas
que
encontramos
em
estatística são tratados com a hipótese que os dados são retirados
de uma população com uma distribuição
de probabilidade
específica.
O
formato
desta distribuição
pode
ser
um
dos
objetivos da análise. Por exemplo, suponha que um pequeno
número de observações foram retiradas de uma população
com distribuição desconhecida e que estamos interessados em
testar hipóteses sobre a média desta população. O teste
paramétrico tradicional, baseado na distribuição t-student, é obtido
sob o hipótese de que a população tem distribuição normal.
Nesse sentido, surge a necessidade de certificarmos
se
essa suposição
pode
ser
assumida.
Em alguns casos,
assumir a normalidade dos dados é o primeiro passo que tomamos
para simplificar nossas análise. Para dar suporte a esta suposição,
consideramos, dentre outros, o teste de Kolmogorov - Smirnov.
Rev.22/24out2019
TESTE DE NORMALIDADE
O teste de Kolmogorov - Smirnov pode ser utilizado para
avaliar as hipóteses:
H
0
-> os dados seguem uma distribuição normal
TESTE DE NORMALIDADE
Rev.22/24out2019
TESTE DE NORMALIDADE
Tabela
D
n
para valores críticos do
teste de Kolmorogov - Smirnov
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
1- Com os dados a seguir avaliar se seguem uma distribuição normal.
Os dados são resultados de medição do diâmetro (mm) de 10 tubos de
pvc.
2- Colocar os dados em ordem crescente e montar uma tabela como a
seguir:
Tubo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
mm
1,90642 1,98492 1,99568 2,10288 2,22488 2,61826 3,15435 1,69742 1,42738 1,52229
A B C D E F G
Tubo mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 2 1,52229 3 1,69742 4 1,90642 5 1,98492 6 1,99568 7 2,10288 8 2,22488 9 2,61826 10 3,15435
Rev.22/24out2019
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
3- Na coluna
C
, colocar o resultado da equação :
Onde
Z é a probabilidade normal
𝑿 é 𝒂 𝒎é𝒅𝒊𝒂 𝒅𝒐𝒔 𝒓𝒆𝒔𝒖𝒍𝒕𝒂𝒅𝒐𝒔 = 2,063
S é o desvio padrão dos resultados = 0,52
X(i) é o valor medido em mm
A B C D E F G
Tubo mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 2 1,52229 -1,04963 3 1,69742 -0,70995 4 1,90642 -0,30457 5 1,98492 -0,15231 6 1,99568 -0,13144 7 2,10288 0,076482 8 2,22488 0,313113 9 2,61826 1,07611 10 3,15435 2,115908
𝒁 =
𝒙 𝒊 − 𝒙
𝑺
Realizar o cálculo de Z
para cada tubo medido
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
4- Na coluna
D
, colocar o resultado da equação : até que o
resultado seja igual a 1.
Onde
i é a ordenação do tubo (ex. 1,2,3,4,...)
𝒏 é 𝒐 𝒕𝒂𝒎𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒅𝒂 𝒂𝒎𝒐𝒔𝒕𝒓𝒂 (no exemplo, n=10 –> 10 tubos medidos)
A B C D E F G
Tubo (i) mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 0,1 2 1,52229 -1,04963 0,2 3 1,69742 -0,70995 0,3 4 1,90642 -0,30457 0,4 5 1,98492 -0,15231 0,5 6 1,99568 -0,13144 0,6 7 2,10288 0,076482 0,7 8 2,22488 0,313113 0,8 9 2,61826 1,07611 0,9 10 3,15435 2,115908 1
𝒊
𝒏
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TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
5- Na coluna
E
, colocar o valor tabelado (tabela anexa) para o Z (coluna
C
).
A B C D E F G
Tubo (i) mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 0,1 0,1093 2 1,52229 -1,04963 0,2 0,1469 3 1,69742 -0,70995 0,3 0,2389 4 1,90642 -0,30457 0,4 0,3821 5 1,98492 -0,15231 0,5 0,4404 6 1,99568 -0,13144 0,6 0,4483 7 2,10288 0,076482 0,7 0,4681 8 2,22488 0,313113 0,8 0,6217 9 2,61826 1,07611 0,9 0,8599 10 3,15435 2,115908 1 0,9830
Se Z é positivo
– Usar tabela p/ Z scores positivos
Se Z é negativo – Usa tabela p/ Z scores negativos
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
6- Na coluna
F
, colocar o resultado em módulo da diferenças das
colunas
E
e
D
.
A B C D E F G
Tubo (i) mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 0,1 0,1093 0,00930 2 1,52229 -1,04963 0,2 0,1469 0,05306 3 1,69742 -0,70995 0,3 0,2389 0,06113 4 1,90642 -0,30457 0,4 0,3821 0,01790 5 1,98492 -0,15231 0,5 0,4404 0,05960 6 1,99568 -0,13144 0,6 0,4483 0,15170 7 2,10288 0,076482 0,7 0,4681 0,23190 8 2,22488 0,313113 0,8 0,6217 0,17830 9 2,61826 1,07611 0,9 0,8599 0,04010 10 3,15435 2,115908 1 0,9830 0,01700
Rev.22/24out2019
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
7- Na coluna
G
, colocar o resultado em módulo da diferenças das
colunas
E
e
D
ordenados por
i
.
A B C D E F G
Tubo (i) mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 0,1 0,1093 0,00930 0,10930 2 1,52229 -1,04963 0,2 0,1469 0,05306 0,04694 3 1,69742 -0,70995 0,3 0,2389 0,06113 0,03887 4 1,90642 -0,30457 0,4 0,3821 0,01790 0,08210 5 1,98492 -0,15231 0,5 0,4404 0,05960 0,04040 6 1,99568 -0,13144 0,6 0,4483 0,15170 0,05170 7 2,10288 0,076482 0,7 0,4681 0,23190 0,13190 8 2,22488 0,313113 0,8 0,6217 0,17830 0,07830 9 2,61826 1,07611 0,9 0,8599 0,04010 0,05990 10 3,15435 2,115908 1 0,9830 0,01700 0,08300
Exemplo para o Tubo 1 -> 1,093 (Fxi) - 0 (Fn(x(i-1))) = 0,10930
‘’ Tubo 2 -> 0,1469 – 0,1 =0,0469
TESTE DE NORMALIDADE
Passo a passo para o teste
8- Determinar
D
n
calculado como o maior valor das colunas
F
e
G
.
Neste caso
D
n
= 0,23190
A B C D E F G
Tubo (i) mm Z Fn(x) F(x) F(xi) - Fn(xi) F(xi) - Fn(x(i-1)) 1 1,42738 -1,23371 0,1 0,1093 0,00930 0,10930 2 1,52229 -1,04963 0,2 0,1469 0,05306 0,04694 3 1,69742 -0,70995 0,3 0,2389 0,06113 0,03887 4 1,90642 -0,30457 0,4 0,3821 0,01790 0,08210 5 1,98492 -0,15231 0,5 0,4404 0,05960 0,04040 6 1,99568 -0,13144 0,6 0,4483 0,15170 0,05170 7 2,10288 0,076482 0,7 0,4681 0,23190 0,13190 8 2,22488 0,313113 0,8 0,6217 0,17830 0,07830 9 2,61826 1,07611 0,9 0,8599 0,04010 0,05990 10 3,15435 2,115908 1 0,9830 0,01700 0,08300
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