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(1)

Economia

(2)

Origem da palavra Economia

• Origem da palavra “Economia”

• Vem do grego: oikos (casa) e nomos (norma/lei)

(3)

Definição

• “Economia é uma ciência social que estuda como o individuo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos, na produção de bens e serviçops, de modo a

distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, com a finalidade de satisfazer às necessidades humanas” (VASCONCELLOS,

(4)

Objetivo

• Tem por objetivo atender as necessidades humanas, contudo depende de restrições físicas provocadas pela escassez de recursos produtivos ou fatores de produção (mão-de-obra, terra, capital, matérias-primas).

(5)

Escassez

• Necessidades humanas ilimitadas x restrição física de recursos

• Sem a escassez de recuros, ou melhor, se todos os recursos fossem abundantes, não haveria necessidade de estudar questões como a inflação, crescimento econômico, desemprego, concentração de renda

(6)

Escassez x Problemas Econômicos

Fundamentais

• Todas as sociedades são obrigadas a fazer

opções, escolhas entre alternativas, uma vez que os recursos são escassos.

• O que e quanto produzir? • Como produzir?

(7)

Organização Econômica

• Principais formas de organização econômica: • Economia de mercado (descentralizada)

(8)

Sistemas

• Os sistemas econômicos estão relacionados com a forma que a sociedade resolve os

(9)

Economia de Mercado

• Sistema de Concorrência pura (sem interferência do governo): • Sistema perfeitamente competitivo

• Predomina o Laissez-faire, a “mão invisível” guia os produtores e consumidores

• Mecanismo de preços resolve os problemas econômicos fundamentais e promove o equilíbrio no mercado

• Lei da oferta e da procura

• Base da fislosofia do liberalismo econômico (soberania do

mercado, sem intervenção do Estado, setor privado resolve as questões fundamentais, Estado preocupa-se apenas em

(10)

Limitações da Concorrência pura

• Simplificação da realidade

• Preços podem não flutuar livremente em

função do mercado pois são influenciados por: Força dos sindicatos na formação de salários, poder dos monopólios e oligopólios, governo (influencia através dos impostos, subsídios,

tarifas, preços públicos, salário mínimo, preços mínimos, congelamento de preços, impostos, política cambial)

(11)

Limitações da Concorrência pura

• O mercado sozinho não promove perfeita alocação de recursos

• O mercado sozinho não promove perfeita distribuição de renda (já que só participa da distribuição do que é produzido aquele

indivíduo que possui renda suficiênte para pagar o preço de mercado)

(12)

Economia de Mercado

• Sistema de economia centralizada ou planificada • A forma de resolver os problemas econômicos

fundamentais é decidida por uma agência ou ógão central de planejamento, e não pelo mercado.

• A propriedade dos recursos (meios de produção – máquinas, edifícios, residências, terra, matérias-primas) é do Estado (propriedade pública).

• Os meios de sobrevivência (carros, roupas, televisores etc.)pertecem aos indivíduos

(13)

Curva de Possibilidade de Produção

• Ilustra a questão da escassez e alternativas disponíveis para resolver os problemas econômicos fundamentais • É a fronteira máxima que a economia pode produzir ,

dados os recursos produtivos limitados e a tecnologia. • Mostra as alternativas de produção da sociedade,

supondo os recursos plenamente empregados. • Conceito teórico

• Ilustra como a limitação de recursos leva à necessidade da sociedade fazer opções

(14)

Custo de oportunidade

• É o valor econômico da melhor alternativa sacrificada ao se optar pela produção de um determinado bem ou serviço.

• Dada a escassez de recursos, tudo tem um custo em economia, mesmo não envolvendo dispêndio financeiro.

• Milton Friedman, Universidade de Chicago: “Não existe almoço grátis”.

(15)

Interpretação da CPP

• Pontos internos à CPP: os recursos não estão em “pleno emprego”.

• Custo de oportunidade = zero (não é necessário o sacrifício de recursos produtivos para aumentar a produção de um bem) • Por que a cruva é decrescente e côncava em relação à origem? • É decrescente em virtude do sacrifício que tem de ser feito ao

optar-se pela produção de um bem quando os recursos estão plenamente empregados).

• É côncava em virtude da “Lei dos custos crescentes” ou “Lei dos rendimentos decrescentes”

(16)

Microeconomia x Macroeconomia

• Micreconomia, ou Teoria dos Preços: parte da teoria econômica que estuda o

comportamento das famílias e das empresas e os mercados nos quais operam.

• Macroeconomia: parte da teoria econômica que estuda os grandes agregados (Produto

Nacional, Nível Geral de Preços) dentro de um enfoque de análise global.

(17)

Microeconomia

• Estuda a formação dos preços no mercado. • Os preços formam-se com base em dois

mercados: mercado de bens e serviços e

mercado dos serviços dos fatores de produção

– Mercado de bens e serviços – preços dos bens e serviços

– Mercado dos fatores de produção – salários, juros, aluguéis e lucros)

(18)

Condição Coeteris Paribus

• Coeteris paribus é uma expressão em latim que

significa “tudo o mais constante”.

• Para análise de um mercado isoladamente supõe todos os demais mercados constantes.

• O mercado em estudo não afeta e nem é afetado pelos demais.

• Ex. para saber o efeito isolado de uma variação de preço sobre a procura de determinado bem,

independentemente do efeito de outras variáveis que afetam a procura (renda, preferência, gastos etc.)

(19)

Tópicos da Microeconomia

• Teoria da Demanda – estuda as diferentes formas que a demanda pode assumir e os fatores que a influenciam.

• Teoria da Oferta – estuda o processo de

produção analisando e classificando custos. • Estruturas de Mercado – aborda a maneira

como estão organizados os mercados e como é determinado o preço e a quantidade de

(20)

Demanda de Mercado

• Demanda – é a quantidade de determinado bem ou serviço que os consumidores desejam adquirir, num dado período, dada a sua renda, seus gastos e o preço de mercado.

• Representa um desejo. O máximo a que o

consumidor pode aspirar, dada sua renda e os preços no mercado.

(21)

Curva de Demanda

• A curva de demanda indica quanto o consumidor pode adquirir, dadas várias

alternativas de preços de um bem ou serviço. • Ex. Indica que, se o preço for R$ 2,00, o

consumidor pode consumir, dada sua renda, 10 unidades. Se o preço for R$ 3,00, o consumidor pode consumir 8 unidades.

• A demanda não representa a compra efetiva, mas a intenção de comprar, a dados preços.

(22)

Valor Utilidade

• Utilidade: representa o grau de satisfação ou

bem-estar que os consumidores atribuem a bens e serviços que podem adquirir no mercado.

• Teoria do Valor Utilidade: pressupõe que o valor de um bem se forma por sua demanda, pela

satisfação que o bem representa para o consumidor.

• A satisfação é subjetiva, representa a soberania do consumidor.

(23)

Teoria do Valor Utilidade x Teoria do Valor

Trabalho

• TVU contrapõe-se à TVT.

• TVT – desenvolvida pelos economistas clássicos (Malthus, Smith, Ricardo e Marx).

• TVT: considera que o valor de um bem se forma do lado da oferta, mediante os custos do trabalho incorporado ao bem. O valor do bem depende do tempo produtivo que é incorporado ao bem.

• Os custos de produção são representados pelo fator mão-de-obra (neste momento o fator Terra era ambundante e o fator capital pouco significativo).

• TVU: subjetiva (depende da satisfação) • TVT: objetiva (depende de custos)

(24)

Reflexão

• As TVU e TVT se complementam, já que não é possível predizer o comportamento dos

preços dos bens apenas com base nos custos, sem considerar o lado da demanda (padrão de gostos, hábitos, renda etc.)

(25)

TVU

• Distingue claramente o Valor de Uso e o Valor de Troca.

• Valor de uso: utilidade ou satisfação que o bem representa para o consumidor.

• Valor de troca: forma-se pelo preço no mercado, pelo encontro da oferta e da demanda de um bem ou

serviço.

• Ex. Se o bem A vale R$ 10,00 e o bem B vale R$ 5,00, significa que o bem A pode ser trocado por duas

(26)

Variáveis que afetam a demanda

• Riqueza (e sua distribuição); • Renda (e sua distribuição); • Preço de outros bens;

• Fatores climáticos e sazonais; • Propaganda;

• Hábitos, gostos, preferências; • Expectativas sobre o futuro;

• Facilidade de crédito (disponibilidade, taxa de juros, prazos).

(27)

FUNÇÃO GERAL DA DEMANDA

• quantidade demandada do bem i/t • = preço do bem i/t

• = preços dos bens substitutos ou concorrentes/t • = preço dos bens complementares/t

• R= renda do consumidor

• G= gostos, hábitos e preferências do consumidor/t

�= ¿

(

, , , � , �

)

(28)

Atenção!

• O mercado de cada bem tem suas particularidades. • Algumas dessas variáveis podem, ou não, afetar a

demanda.

• Outras variáveis que afetam a demanda podem não estar incluídas nessa relação.

• Ex. Localização dos consumidores, influências de fatores sazonais etc.

• Para estudar o efeito individual de cada uma dessas variáveis sobre a demanda de um bem ou serviço vamos usar a condição coeteris paribus.

(29)

Relação entre a quantidade demandada e o

preço do bem

• Curva de demanda • supondo constantes

• Sendo que (Lei Geral da Demanda)

• A quantidade demanda de um bem ou serviço varia na relação inversa entre o preço e a

quantidade demandada, coeteris paribus.

• Essa função indica qual a intenção de procura dos consumidores quando os preços variam, com

tudo permanecendo constante.

(30)

Por que existe a relação inversa entre o preço

e a quantidade demandada?

• Efeito substituição: o bem fica mais barato em relação aos seus concorrentes, faz com que a quantidade demandada aumente.

• Efeito renda: com a queda do preço o poder aquisitivo aumenta, mesmo com a renda

(31)

Relação entre quantidade demanda e preços

de outros bens e serviços

• Bens substitutos ou concorrentes: o consumo de um bem substitui o consumo do outro

• , supondo constantes.

• (relação direta entre a variação no consumo de um bem e a variação no preço do outro bem).

• Exemplo: Coca-cola e Guaraná – ao mesmo preço da coca-cola ela será mais consumida porque o guaraná ficou mais caro.

• Exemplos de bens substitutos: carne de vaca, frango, peixe • Cerveja Kaiser, e cerveja Brahma.

• Viagem de trem ou de ônibus • Manteiga ou margarina.

(32)

Relação entre quantidade demanda e preços

de outros bens e serviços

• Bens complementares: são os bens consumidos em conjunto.

• , supondo constantes.

• , (relação inversa entre a variação no consumo de um bem e a variação no preço do outro bem).

• Ex. um aumento no preço dos automóveis deverá diminuir a procura de gasolina.

• Ex. de bens complementares:

• Camisa social e gravata; pneu e câmara; pão e manteiga; sapato e meia.

(33)

Conceitos importantes

Relação entre a procura de um bem e a renda do consumidor: • Bem inferior: São bens cujo aumento da renda do consumidor

gera redução na quantidade demandada. Por exemplo: carne de segunda, com o aumento da renda é de se esperar que o seu

consumo caia em razão da possibilidade de compra de carnes de melhor qualidade.

• Bem normal: são aqueles cuja quantidade demandada aumenta quando a renda do consumidor aumenta.

• Bem de primeira necessidade: ao aumentar a renda a quantidade demandada se mantem inalterada, por se tratar de algo de

(34)

Formato da curva de demanda

• Curva de demanda é calculada

estatisticamente, empiricamente, baseada em dados da realidade.

• Podemos ter funções do timpo linear, potência etc.

• Exemplo de função linear:

(35)

=

3−0,5

+

0,2

−0,1

+

0,9

• Os sinais dos coeficientes indicam se a relação entre a e a variável é direta ou inversamente proporcional.

• Coeficiente de deve ser sempre negativo • Coeficiente de deve ser sempre positivo • Coeficiente de deve ser sempre negativo

• Coeficiente da renda deve ser positivo (se o bem é normal)

(36)

OFERTA

• Oferta é a quantidade de determinado bem ou serviço que os produtores e vendedores desejam vender em determinado período. • Não representa a venda efetiva, mas a

(37)

Variáveis que afetam a Oferta

• Preço do bem

• Preço dos fatores e insumos de produção (mão-de-obra, matéria-prima etc.)

• Preço de outros bens, substitutos na produção.

• Tecnologia

(38)

Função Geral da Oferta

• Preço do bem

• Preço dos fatores e insumos de produção (mão-de-obra, matéria-prima etc.)

• Preço de outros bens, substitutos na produção.

• Tecnologia

• Fatores climáticos e/ou ambientais

(39)

Relação da quantidade oferta e o preço do

bem

• (relação direta) Lei Geral da Oferta

• Se o preço do bemn aumenta, estimula as

empresas a produzirem mais, coeteris paribus, pois a receita e o lucro aumentam.

(40)

Relação entre quantidade ofertada e

preços dos fatores e insumos de produção

• (relação inversa)

• Se o preço do fator terra aumenta diminui a oferta de café, coeteris paribus.

(41)

Relação entre quantidade ofertada e

preços dos bens substitutos na produção

• (relação inversa)

• Aumento no preço dos bens substitutos diminuem o desejo de produzir o bem i

• Se o preço da cana de açúcar aumenta, dado o preço do arroz, os produtores tendem a diminuir a produção de arroz para produzir cana de

açúcar.

• Arroz e cana-de-açúcar são substitutos na produção.

(42)

Relação entre quantidade ofertada e

avanço na tecnologia

• (relação direta)

• Quando ocorre um avanço na tecnologia diminuem os custos de produção,

aumentando a oferta.

(43)

Relação entre quantidade ofertada e

mudanças favoráveis nas condições ambientais

• (relação direta)

• Quando ocorre uma mudança favorável no

clima ou nas condições ambientais, aumenta a oferta, coeteris paribus.

(44)

Curva de oferta de mercado

• É a soma horizontal (de quantidades) das curvas de oferta das firmas individuais, que produzem um dado bem ou serviço

• Sendo = 1, 2, 3 ... firmas produzindo um bem , e as ofertas das firmas individuais

(45)

Atenção!

• Variação da oferta: deslocamento da curva quando se alteram

• Variação da quantidade ofertada: movimento ao longo da curva ( quando se altera o preço do próprio bem , mantendo-se as demais

variáveis constantes.

(46)

Formato da curva de oferta

• Curva de oferta é calculada estatisticamente,

empiricamente, baseada em dados da realidade. • Podemos ter funções do timpo linear, potência etc. • Exemplo de função linear:

• Estatísticamente, as variáveis que comparecem

com mais regularidade nas estimativas de funções oferta são o preço do próprio bem e o custo dos fatores de produção

(47)

Equilíbrio de mercado

• O preço em uma economia de mercado é determinado pela oferta e pela procura.

• O ponto de equilíbrio é a intersecção entre a oferta e a procura.

• No ponto de equilíbrio são obtidos o preço de equilíbrio e a quantidade de equilíbrio.

• Ponto de equilíbrio: a quantidade que os

consumidores desejam comprar e a quantidade que os produtores desejam vender.

(48)

Tendência ao nível de equilíbrio

• Preços acima do preço de equilíbrio: significa que a

quantidade que os ofertantes desejam vender é maior a que os consumidores desejam comprar.

• Preços abaixo do preço de equilíbrio: significa que a quantidade que os consumidores desejam comprar é maior do que a que os ofertantes desejam vender.

• No mercado concorrencial o mecanismo de preços (Lei da Oferta e da Procura) leva automaticamente ao equilíbrio. • No ponto de equilíbrio não existe pressões para alterar

(49)

Elasticidade

• É a alteração percentual em uma variável, dada uma variação percentual em outra variável,

coeteris paribus.

• Representa a magnitude númerica dessa variação. • Exemplo: se o preço de um bem aumenta 10%,

quanto cairá a quantidade demandada?

• Representa o grau de sensibilidade ou reação de uma variável, em face de mudanças em outra

(50)

Exemplos de Elasticidade

• Elasticidade-preço da demanda: é a variação percentual na quantidade demandada, dada a variação percentual no preço do bem, coeteris

paribus.

• Elasticidade-renda da demanda: é a variação percentual da quantidade demandada, dada uma variação percentual na renda, coeteris

(51)

Elasticidade-preço da demanda

• Conceito: É a variação percentual na quantidade demandada, dada uma variação percentual no preço do bem, coeteris paribus.

• é sempre negativa (Lei Geral da Demanda) • p e q são valores sempre positivos

• Epp é sempre negativa

• Por essa razão seu valor usualmente é expresso em módulo.

(52)

Classificação da demanda, de acordo com a

Elasticidade-preço

• Podemos classificar a demanda, de acordo com o resultado da Elasticidade-preço.

• A demanda pode ser classificada como: • - Demanda elástica

• - Demanda inelástica

(53)

Demanda elástica

• |Epp| > 1 • Ex.

• |Epp| = 1,5 • Interpretação:

• Dada variação percentual de 10% no preço, a quantidade demandada varia, em sentido

contrário, em 15%, coeteris paribus, revelando

que a quantidade demandada é bastante sensível à variação de seu preço.

(54)

Demanda inelástica

• |Epp| < 1

• Ex. |Epp| = 0,4 • Interpretação:

• A quantidade demanda é pouco sensível a variações de preço, ou seja, uma variação de 10% no preço leva a uma variação na

quantidade demandada desse bem, no sentido contrário, de apenas 4%.

(55)

Demanda de elasticidade unitária

• |Epp| = 1

• Interpretação:

• Se o preço aumenta em 10%, a quantidade demandada também cairá em 10%, coeteris

(56)

Fatores que afetam a Elasticidade-preço da

demanda

• Disponibilidade de bens substitutos • Essencialidade do bem

• Importância relativa do bem no orçamento do consumidor

(57)

Disponibilidade de bens substitutos

• Quanto mais bens substitutos disponíveis,

mais elástica é a demanda de um bem, já que dado um aumento de preço do bem, o

consumidor tem mais opções para “fugir” do consumo desse bem.

• Trata-se de um produto que os consumidores são bastante sensíveis à variação de preços.

(58)

Essencialidade do bem

• Quanto mais essencial é o bem, mais

inelástica sua procura, já que esse tipo de bem não traz muitas opções para o consumidor

(59)

Importância relativa do bem no orçamento

do consumidor

• O peso do bem no orçamento é dada pela proporção de quanto o consumidor gasta no bem em relação a sua despesa total.

• Quanto maior o peso no orçamento, maior a elasticidade-preço da demanda.

(60)

Horizonte de tempo

• Dependendo do horizonte de tempo de

análise, um intervalo de tempo maior permite que os consumidores de determinado bem

descubram mais formas de substituí-lo, quando o seu preço aumenta. Ou seja, a elasticidade-preço da procura tende a aumentar no tempo (as elasticidades

calculadas a longo prazo são maiores que as de curto prazo).

(61)

Cálculo

• Elasticidade no ponto: calculada num ponto

específico da demanda, dado preço e quantidade. • Exemplo:

• Dados:

• Calcular a Epp, no ponto inicial (, )

(62)
(63)

Macroeconomia

• A macroeconomia é a parte da teoria

econômica que estuda a determinação e o

comportamento dos agregados econômicos, a fim de delinear a política econômica.

• A macroeconomia estuda os mercados de forma global, deixando de lado a análise específica de unidades econômicas

(64)

Macroeconomia

• As variáveis-chave que são objetos da

macroeconomia incluem o produto total da economia, o nível agregado dos preços, o

emprego e o desemprego, as taxas de juros, as taxas salariais e as taxas de câmbio.

• Em macroeconomia estudam-se os fatores que determinam os níveis destas variáveis e suas mudanças no decorrer do tempo.

(65)

Conceito

• “Macroeconomia é o estudo da economia como um todo – não o estudo dos níveis de emprego e dos preços num ramo de atividade específico, mas o estudo do emprego e do

desemprego totais e do nível geral de toda a economia. A macroeconomia lida com a

(66)

A origem da Macroeconomia

• A macroeconomia, como um ramo isolado da teoria econômica, tem origem no período denominado

“Grande Depressão”. • Década de 1930

• A economia mundial passou por um momento muito difícil e com mudanças significativas em curto período de tempo.

• O problema que teve o maior destaque foi o

desemprego, que chegou a patamares nunca vistos na economia mundial.

(67)
(68)

Contexto

• O mundo tentava se recuperar dos impactos da Primeira Guerra Mundial.

• Passou a enfrentar um momento de grande instabilidade política e econômica que tem seu início com a quebra da bolsa de Nova Iorque, em 1929.

• Crise de produção (inicia-se no final da década de 20 e prossegue por toda a década de 30) é consequência do

colapso do sistema de comércio e finanças globais, apoiado nas políticas econômicas liberais (mercado irrestrito).

• Início dos questionamentos à liberdade do mercado e às políticas liberais.

(69)
(70)

Origem da Macroeconomia

• Stiglitz (2003) diz que o nascimento da macroeconomia tem a data da publicação, em 1936, do livro de John

Maynard Keynes – “Teoria geral do emprego, do juro e da moeda”

• A partir desse momento as economias nacionais

começam a fazer reflexões sobre as razões que levaram à Grande Depressão, e sobre as flutuações do emprego e da produção ao longo do tempo.

• A compreensão das forças que influenciam os agregados econômicos evoluiu significativamente após Keynes.

(71)

Contribuições de Keynes

• A participação do Estado na teoria de Keynes é fundamental para a “vida” econômica de um país.

• Estado = agente de desenvolvimento

• Crítica ao sistema liberal (auto-regulação do mercado e Estado mínimo).

(72)

O lado real e o lado Monetário da

Macroeconomia

• A macroeconomia considera que a economia é composta de duas partes: a real e a

(73)
(74)

• Para macroeconomia não importa o preço individual de um bem. O foco é entender o

comportamento desta variável de forma global. • Exemplo: Produção Nacional

• No Produto Nacional agrega-se os preços de todos os bens produzidos pela economia. Seu valor (preço) representa uma média de todos os preços da economia.

(75)

Por que agregar é importante para a

macroeconomia?

• Por que agregar todos os tipos de trabalho dentro do mercado de trabalho?

• Sem agregá-los não seria possível definir o nível de emprego de uma economia.

• Como fazer comparações com outras economias? Como saber se o nível de emprego está subindo ou descendo? Como saber se as oportunidades de emprego, de forma geral, estão aumentando ou diminuindo?

• Sem agregar só seria possível definir a ocupação por tipo de emprego, sem a visão global.

(76)

• Trabalhar as variáveis da economia de forma agregada permite pensar globalmente, entender os aspectos conjunturais e apontar tendências.

• Antes de 1930 os economistas não trabalhavam com esse “foco”. Como poderiam perceber as flutuações do nível geral de emprego?

• Antes de Keynes os economistas pensavam a economia preocupando-se apenas com o papel da moeda e com o nível geral de preços, e não com o entendimento das

razões e das flutuações do comportamento das variáveis macroeconômicas.

(77)

Metas de Políticas Macroeconômicas

• Através das ações do governo e de suas políticas é possível alcançar as metas

consideradas fundamentais para o bom andamento de uma economia

• Confirma a tese de que papel do governo

garantir o compromisso com o pleno emprego e o crescimento econômico

(78)

Metas de Políticas Macroeconômicas

• - Alto nível de emprego; • - Estabilidade de preços;

• - Distribuição de renda socialmente justa; • - Crescimento econômico.

(79)

Metas de Políticas Macroeconômicas

• Alto nível de emprego: Os impactos globais da

Grande Depressão levaram a sociedade a “cobrar” do Estado o controle desses níveis.

• Estabilidade dos preços: tem relação com um dos grandes monstros da economia – a inflação, que acarreta distorções sobre a distribuição da renda, sobre as expectativas empresarias, mercado de capitais e Balanço de Pagamentos, além de

(80)

Metas de Políticas Macroeconômicas

• Distribuição de renda: a redução do fosso entre os mais ricos e os mais pobres deve ser função do Estado.

• Crescimento econômico: Se existe desemprego ou capacidade ociosa pode-se aumentar o produto nacional por meio de

política econômica que estimule a atividade produtiva, mas há um limite quanto à quantidade que se pode produzir com os recursos disponíveis. Aumentar o produto,

descontroladamente, além de seu limite, exigirá: ou aumento nos recursos disponíveis, ou avanço tecnológico. As ações e políticas do governo devem estar alinhadas, devem ser

planejadas de forma a sempre considerar os impactos que podem causar.

(81)

Reflexão

• As políticas econômicas podem estimular, ou não, a atividade produtiva, tornando o

crescimento econômico um fato real. Mas também é possível crescer economicamente sem distribuir renda. Por isso, o governo deve estar atento aos tipos de políticas e os seus impactos na economia como um todo. E a macroeconomia está aí para ajudar nisso!

(82)

PIB

• Como saber o valor total das riquezas produzidas por um país?

• Qual é o valor de sua produção?

• Como podemos medir quanto a economia de um país produziu?

• Como somar martelos, batatas, cirurgias e os milhões de outras coisas produzidas?

• PIB: soma do valor monetário dos bens e serviços FINAIS produzidos por uma economia (Stiglitz, 2003)

(83)

PIB

• “..., o Produto Interno Bruto (PIB) mede a produção de bens e serviços finais, dentro das fronteiras do país, em um determinado intervalo de tempo”

(FROYEN, 2005, p. 5)

• O PIB representa o total de riquezas produzidas por um país.

• Algumas transações de mercado não podem ser

computadas ao PIB por não se tratar de produção de bens e serviços, tais como as operações com ativos financeiros (ações e títulos).

(84)

PIB

• “... O PIB é a medida mais abrangente da atividade econômica de uma nação. As

autoridades que elaboram as políticas utilizam as informações sobre o PIB para monitorar

flutuações econômicas de curto prazo e

tendências de crescimento a longo prazo para a economia” (FROYEN, 2006, p. 23)

(85)

PIB

• O que são bens e serviços finais?

• Por que somente a produção de bens e serviços finais entra no cálculo do PIB?

• Bens intermediários: são aqueles bens que são utilizados para a

produção de outros bens, não são bens que são colocados à venda para consumidores finais.

• Bens e serviços finais: são aqueles que são colocados à venda para o consumidor final. Estes bens já trazem em seu valor os custos de sua produção, que incluem a remuneração dos bens que foram utilizados para a sua produção (bens intermediários).

• Incluir o valor dos bens intermediários no cálculo do PIB seria o mesmo que realizar dupla-contagem, já que seus valores fazem parte da

(86)

Cálculo do PIB

PIB (ano 1) = valor do bem final 1 + valor do bem final 2 + valor do bem final 3 PIB1=R$300 x 2milhões + R$50 x 3milhões + R$0,01 x 5milhões

(87)

PIB

• O PIB faz parte de um conjunto de agregados que compõem o conjunto de indicadores das Contas Nacionais do país.

• Diferença entre Produto Interno Bruto e Produto Nacional Bruto

• PNB: inclui as rendas dos residentes e das firmas doméstivas auferidas no exterior

• PIB: inclui todo o que é produzido dentro das fronteiras.

(88)

Limitações do conceito de PIB

• Atividades produtivas externas aos mercados são excluídas: já que o PIB trata de preço de mercado as atividades que são realizadas pelas donas de casa, por

exemplo, não podem ser computadas pois não tem preço de mercado.

• A economia subterrânea é excluída: atividades olegais e atividades legais não declaradas (sonegadas) ficam de fora do cálculo.

• O PIB não é uma medida de bem-estar: aumento ou

dimunuição do PIB não garante melhoria na qualidade de vida das pessoas.

(89)

Preços correntes x Preços constantes

• Um determinado indicador a preços correntes é apresentado em preços do ano

correspondente. O indicador a preços

constantes é apresentado em preços de um

determinado ano-base, excluindo o impacto da inflação.

• O indicador a preços constantes é utilizado

para comparar a variação real de um indicador ao longo de uma série temporal.

(90)
(91)

Contabilidade Social

• Surge da necessidade de obter cifras

ordenadas que possibilitem a visão agregada dos fenômenos econômicos

• Instrumento desenvolvido, após o período da Grande Depressão, que possibilita visualizar o cenário macroeconômico e planejar as

(92)

Para medir o produto...

• Produção - é a atividade social que visa adaptar a natureza para a criação de bens e serviços que

permitam a satisfação das necessidades humanas.

• combina uma série de elementos (fatores de produção)

- recursos utilizados na produção de bens e serviços.

• Produto é a soma daquilo que foi produzido num país durante determinado período de tempo.

• O crescimento econômico - o aumento do produto em um dado período, ou seja, a elevação na produção de bens e serviços.

(93)

Ótica do produto

• Produto Nacional = é o valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período de tempo.

• Engloba bens e serviços dos três setores da economia: primário, secundário e terciário.

• Setor primário: bens da agricultura, da pecuária e da extração vegetal

• Setor secundário: bens originados na indústria e na extração mineral.

• Setor terciário: composto pelos serviços, comércio, transportes e comunicações.

(94)

• São considerados os bens finais

• Pode também ser utilizado o valor adicionado, que considera cada etapa da produção.

• A soma dos valores adicionados é o valor bruto da

produção (VBP) – soma os produtos finais com os insumos usados em sua produção

• Ex. Porta-retrato

• Valor do porta-retrato: bem final

• Valor da moldura + valor da madeira + .... (valores adicionados) + valor do porta-retrato =VBP

(95)

Ótica do dispêndio

• Refere-se aos destinos do produto: o consumo e o investimento

• Consumo: consumo pessoal (das pessoas) e o consumo público (do governo) • Consumo pessoal: bens e serviços adquiridos no mercado pelas famílias

• Consumo público: bens e serviços que são colocados à disposição pelo governo para as famílias, e são consumidos de forma coletiva (iluminação das ruas, educação, saúde etc.) • Investimento: aquisição de bens para ampliação da produção, ou aumento de estoque de

capital físico (máquinas, edifícios etc.) e variação dos estoques (matérias-primas, produtos acabados etc.)

• Consumo e Investimento, somados, são conhecidos como Demanda Agregada (DA). • A DA não é igual ao produto porque existe ainda a relação com o resto do mundo. • Parcela do que é produzido internamente e não é consumido, não é utilizada para

investimento, e sim vendida para outros países (exportações). Além disso, deve-se considerar também a parcela de bens consumidos e investimento que foi

produzida/adquirida no exterior (importações).

• Para medir o produto pela ótica do dispêndio deve-se considerar a soma de todos os elementos de dispêndio (consumo, investimento e exportações), e subtrair a parcela do dispêndio vinda do exterior (importações)

(96)

Ótica da Renda

• Leva em consideração a remuneração dos fatores de produção envolvidos no processo produtivo

• Tipos de remuneração:

- Salários pagos ao fator trabalho

- juros que remuneram o capital de empréstimo

- aluguéis pagos aos proprietários dos bens de capital (edifícios, máquinas, etc.)

- lucros que remuneram o capital produtivo (capital de risco) - impostos (renda do governo)

RN = salários (w) + juros (j) + aluguéis (a) + lucros (l) RN = w + j + a + l

(97)

igualdade

• Produto (Valor Agregado) = Demanda Final

(Dispêndio = Consumo + Investimento +

Exportações – Importações) = Renda (salários + lucros + juros + aluguéis)

• Identidade básica das contas nacionais: • PN = DN = RN

(98)

Principais agregados econômicos

• Valor Bruto de Produção ( VBP ) : expressão monetária da soma de todos os bens e serviços produzidos em determinado território econômico, num dado período de tempo. Incorre no chamado erro de “dupla contagem”, pois soma os produtos finais com os insumos usados em sua elaboração.

• Valor Agregado Bruto ( VAB ): é o valor da “produção sem duplicações”. Obtém-se descontando-se do VBP o valor dos insumos utilizados no processo de produtivo. • Produto Bruto (PB ): produção de bens e serviços finais realizados pela economia,

durante um período de tempo.

• Renda Bruta ( RB ): somatório das remunerações brutas dos fatores de produção empregados na economia, durante uma período de tempo.

• Produto Interno Bruto ( PIB ): expressão monetária dos bens e serviços finais produzidos dentro dos limites territoriais econômicos, independentemente da origem dos fatores de produção.

• Produto Nacional Bruto ( PNB ): expressão monetária dos bens e serviços produzidos por fatores de produção nacionais, independentemente do território econômico. • Renda Nacional ( RN ): é a renda líquida gerada no período, e que se dirige aos

(99)

Economia simples – dois setores

• Existem apenas dois agentes econômicos: as empresas

e as famílias

• Economia estacionária: não existe a poupança das famílias, não existe os investimentos das empresas. • As famílias só consomem e as empresas só produzem. • As empresas recebem das famílias pelas vendas de

bens e serviços produtivos; as empresas remuneram as famílias; as famílias compram das empresas.

• O produto gera renda, que gera consumo, que gera produto, que gera renda...

(100)
(101)

Economia de dois setores com formação de

capital

• Poupança: parcela da RN que não é consumida

• Tudo que as famílias ganham de salários,

juros, aluguéis e lucros, e que não são gastos no consumo dos bens produzidos pelas

empresas • S = RN – C

(102)

Economia de dois setores com formação de

capital

• Investimento:

• “investimento é o gasto em bens que representam aumento da capacidade produtiva da economia

• Também conhecido como Taxa de Acumulação de Capital • “é o gasto em bens produzidos, que não foram

consumidos no próprio período e que serão utilizados para consumo no futuro”

• Ex. máquinas, equipamentos e imóveis, produtos acabados e intermediários (variação de estoques). • I = PN - C

(103)

Atenção

• “Não devemos confundir investimento vulgar com investimento no sentido econômico. Assim, por exemplo, investir em ações não representa

aumento da capacidade produtiva, tratando-se apenas de uma transferência financeira, que não redunda em aumento da capacidade de produção. Agora, se a firma que colocou suas ações usar parte do dinheiro para investir em instalações, essa

parcela (essa transação) é contabilizada como investimento.” (VASCONCELOS, 2007, p. 208)

(104)

Investimento x Depreciação

• Depreciação é o desgaste, ou consumo, do estoque de capital físico.

• O desgaste, ao longo do tempo, torna o bem obsoleto. • Deduzindo a Depreciação (d) do Investimento (I)

chegamos ao Investimento Líquido (IL) • IL = IB – d

• Por que é importante? Para identificar se em uma economia a taxa de depreciação é maior ou menor que os seus investimentos.

(105)

Produto x Depreciação

• PNB – d = PNL

• Por que é importante?

• Para compreender aspectos da capacidade

produtiva de um país. Observar apenas o PNB você está considerando o aumento da

capacidade produtiva sem levar em conta o seu desgaste ao longo do tempo.

(106)

Identidade I = S

• Consideramos que o fluxo de rendimento é igual ao fluxo de produção:

• PN = RN

• Levando em conta que: • S = RN – C

• E que

• I = PN – C • Então

(107)

Economia de 3 setores: O Governo

• O setor público, ou GOVERNO, refere-se às três esferas de governo: União, Estados e Municípios

• Inclui as transações realizadas pelos respectivos Tesouros.

(108)

Arrecadação

• A arrecadação é composta das receitas, as entradas na perspectiva do Governo.

• Principais fontes:

• Impostos indiretos (Ti): incidem sobre bens e serviços (ICMS, IPI)

• Impostos diretos (Td): incidem sobre as pessoas (físicas e jurídicas – IR, IPTU)

• Contribuições à Previdência Social: encargos trabalhistas recolhidos

• Outras receitas do Governo: taxas diversas (pedágios), multas, aluguéis etc.

(109)

Gastos do Governo

• São as “despesas” do Governo. • São as “saídas”.

• Tipos de gastos governamentais:

• Gastos dos ministérios, secretarias e autarquias: são as

despesas correntes ou de custeio do Governo, e as despesas de capital.

• Gastos das empresas públicas e sociedades de economia

mista: são gastos que provêm da venda de bens e serviços no mercado.

• Gastos com transferências e subsídios: são transferências do setor público para o setor privado.

(110)

Superávit e Déficit Fiscal

• Se os gastos superam a arrecadação – défcit fiscal.

• Se a arrecadação é maior que os gastos – superávit fiscal.

(111)

Vamos refletir

• O que é melhor para uma economia? Uma situação de déficit fiscal ou de superávit fiscal?

• Déficit: significa que o Governo está gastando mais que arrecadando.

• Superávit: significa que o Governo está arrecadando mais que gastando.

• Uma situação de déficit pode ser um sinal positivo para a

economia, pois este setor pode estaar viabilizando alguma ação ou meta de planejamento público para efetivação de

empreendimentos ou negócios da economia.

• Uma situação de superávit pode representar uma ociosidade de recursos que podiam ser aplicados na economia.

(112)

Economia de 4 setores

• O “resto do mundo”

• Considera as relações do país com os demais países, relações com o setor externo.

• Setor externo: todos os agentes (famílias, empresas, governos) de outros países que transacionam com os residentes do país.

• Dois tipos de transações: com bens e serviços; e com fatores de produção.

(113)

Economia de 4 setores

• Transações com bens e serviços: exoirtações e importações.

• Transações com os fatores de produção: trabalho e capital (compra e venda).

(114)

Economia “aberta” e Economia “fechada”

• Fechada: não considera o setor externo, não tem relação

• Aberta: considera o resto do mundo e as suas relações

(115)

Exportação

• São gastos do setor externo com os produtos de nossas empresas.

• São compras dos estrangeiros de nossos bens e serviços • Correspondem à venda de parte da produção para o

exterior.

• As vndas representam entradas (renda) em nosso país. • Do mesmo jeito que os bens são vendidos, as famílias do

nosso país vendem trabalho e capital, e recebem renda do setor externo.

(116)

Importação

• São as compras de um país de bens no exterior • São os nossos gastos com produtos do exterior • São as saídas de nossa economia

• É parte da renda nacional que não é consumida internamente e que é enviada ao resto do mundo. • Nosso país também compra trabalho e capital do

exterior

• Nesse caso é o país que envia renda para o resto do mundo.

(117)

Renda Líquida enviada ao exterior

• A relação entre a renda que é enviada e a renda que é recebida do exterior.

• Renda Enviada ao Exterior (RE): parte do que foi

produzido internamente não pertence aos nacionais, principalmente o capital e tecnologia. A remuneração desses fatores vai para fora do país, na forma de

remessa de lucros, royalities, juros, assistência técnica. • Renda Recebida do Exterior (RR): recebemos renda

devido à produção de nossas empresas operando no exterior.

(118)

• “(...) nem todo produto gerado internamente é

adquirido por residentes (existem as exportações) e nem todo o produto adquirido por residentes é feito no país (existem as importações). Um outro ponto importante é que nem toda a renda gerada no país destina-se aos

residentes, uma parcela é utilizada para pagar fatores de produção estrangeiros (renda enviada ao exterior),

assim como os fatores de produção nacionais recebem remuneração por serviços prestados no exterior (renda recebida do exterior). (Gremaud, 2007, p.44).

(119)

Considerações sobre a RLFE

• Se a Renda Enviada (RE) for maior que a Renda Recebida (RR) do exterior obtém-se a Renda Líquida de Fatores Externos menor que zero (negativa);

• Ou seja: PNB é menor que o PIB

• Se a RE for menor que a RR obtém-se a Renda Líquida de Fatores Externos maior que zero (positiva)

(120)

Reflexão

• Na maioria dos países emergentes – inclusive o Brasil - , o PIB supera o PNB, ou seja, a renda enviada é

maior do que a renda recebida do exterior. Isso

acontece devido às altas remessas de juros, lucros e royalities aos estrangeiros.

• RLFE é negativa.

• É observada em caso de economias periféricas e dependentes. Nesses casos os países periféricos estão produzindo para aumentar as riquezas de outros países.

(121)

Referências

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