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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – Aveiro meu Amor Design, Lda (Aveiro)

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Academic year: 2021

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Texto

(1)
(2)

Escola Superior de Tecnologias e Gestão

Instituto Politécnico da Guarda

Relatório de Estágio

Raquel Marques Pereira

Relatório para a obtenção do Grau do Licenciado em

Design de Equipamento

Abril 2014

(3)
(4)

F

icha de Identi

�icação

Aluno Nome: Raquel Marques Pereira

Nº de Aluno: 1009972

Curso: Design de Equipamento

Instituição Escola Superior de Tecnologia e Gestão Instituto Politécnico da Guarda

Empresa Aveiro meu Amor Design, Lda

Morada: Rua Dr. Nascimento Leitão, nº 34 – Glória 3810-108 Aveiro

Telefone e Fax: +351 234423514

Email do estúdio: [email protected]

Site da empresa: www.amadesign.net

Supervisor do Estágio: Mestre Pedro Bandeira Maia Orientador Nome: Mestre Raul Pereira Pinto

De Estágio

Inicio 8 de Setembro 2013 Conclusão 9 de Novembro 2013 Duração 280h

(5)
(6)

N

ota Prévia

O regulamento de estágio do Instituto Politécnico da Guarda, contém alguns parâmetros recomendativos que se deve ter em atenção do relatório de estágio. A recomendação relativamente ao tipo de letra utilizado no mesmo é a utilização da mesma fonte tipográ�ica Times New Roman em tamanho 12 e com espaçamento de 1/2.

Contudo houve a necessidade de modi�icar o tipo de letra, mas tentando ao máximo se aproximar da fonte tipográ�ica recomendada, devido à extensa leitura que contém o relatório, facilitando assim a leitura e evitando o cansaço, pois existem tipos de letra que tornam di�ícil a leitura de texto corrente, o tamanho da letra utilizado mantém-se como o recomendado, tamanho , já para os títulos é utiliza-do o tamanho para cada primeira letra utiliza-do título e para as restantes letras utiliza-do título.

http://www.estg.ipg.pt/servicos_academicos/regulamentoestagio.htm

(7)

A

gradecimentos

Chegando a esta fase do trabalho e da vida, de facto há muitos agradecimen-tos a fazer, pela motivação, persistência e pensamento positivo que diversas pessoas: familiares, amigos colegas e professores me transmitiram ao longo de toda a formação.

Ao meu orientador, Mestre Raul Pereira Pinto, pela disponibilidade de ouvir, no esclarecimento de dúvidas, pelos ensinamentos ao longo do meu percurso académico e percurso de estágio e por me motivar cada vez mais nesta que será a minha futura área de trabalho - designer, que ainda está por começar e por me mostrar verdadeiramente a relevância da palavra design.

Agradeço, também à empresa Aveiromeuamor design, Lda, que me aceitou como estagiária, que investiu em mim e me deu a conhecer o mundo do trabalho, que me permitiu aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação académica bem como me fez evoluir a vários níveis com novas experiências de trabalho.

Ao meu supervisor, Mestre Pedro Bandeira Maia, pela disponibilidade no esclarecimento de dúvidas, de observações, ensinamentos e orientação em todo o meu trabalho e percurso na empresa.

Um agradecimento especial ao meus pais e à minha irmã, que desde muito cedo me estimularam a sonhar, e me orientaram e motivaram a seguir a área que sempre me fascinou e sempre quis alcançar, que me encaminharam e sempre me apoiaram nesta longa viagem de estudante, com o carinho e objetivo.

Aos meus grande amigos e amigas e ao meu namorado que sempre me apoi-aram e sempre me deram força para seguir o meu caminho.

À inspirações que diversos autores me deram ao longo deste percurso. A todos um sincero obrigada!

(8)

P

lano do Estágio Curricular

O Plano de estágio, foi disposto previamente pelo orientador e supervisor. O planeamento consistiu nas seguintes etapas:

- Integração no processo e meio de trabalho da empresa Aveiromeuamor design, Lda;

- Realização de trabalhos para concursos de design; - Desenvolvimento de produtos;

- Desenvolvimentos de maquetes tridimensionais;

- Modelação computacional tridimensional dos produtos desenvolvidos; - Modelação computacional bidimensional dos produtos desenvolvidos; - Interação/contacto com clientes.

(9)

O

bjetivos

Atualmente o design tem vindo a destacar-se cada vez mais como ferramen-ta para desenvolver soluções para diversos problemas existentes nas diversas dimensões da sociedade contemporânea. Cada vez mais o designer manifesta-se como um elemento in�luente na vida de cada indivíduo, pois em todo o universo do mesmo, o design está presente, desde uma simples caneta à capa de um livro, de um espremedor de laranjas a um serviço, (...).

Com o estágio vim a colocar na integra toda a teoria e prática, de todos os preceitos que foram expostos durante a vida académica, colocá-los em prática foi um processo aliciante e promissor.

O estágio permitiu-me apurar uma visão pro�issional do ser designer , dos métodos de trabalho de um atelier de prestígio como é o caso do atelier

Avei-romeuamor design, Lda, que todos os dias procura um novo desa�io, e conclui-lo de

forma inovadora, procurando a solução com uma base metodológica para o design onde princípios como: a função, solução, inovação, criatividade e conceito, é de fato o que um designer procura obter em todos os trabalhos em que se envolve.

(10)

R

esumo

O estágio resultou do processo e desenvolvimento de diversos produtos tais como vasos, candeeiros, uma cadeira e várias maquetes. Com o relatório pretende-se de forma concisa especi�icar cada trabalho desenvolvido durante o estágio na entidade Aveiromeuamor design, Lda.

O estágio consistiu na elaboração de diversos produtos, realizados para a própria empresa, como também para a participação de concursos de design.

Primeiramente foram desenvolvidas maquetes de projetos já gerados ante-riormente pela empresa, de quatro cadeiras. Tais maquetes foram realizadas para que estas pudessem particpar no concurso a decorrer Andreau World Concept

Design 2013.*

No âmbito do mesmo concurso foi desenvolvido uma outra cadeira, realiza-da de raiz, do conceito à maquete �inal e respetivas imagens foto realistas e processo de produção da mesma.

Seguidamente foi realizado a modi�icação de um vídeo de uma obra de construção civil, a transformação do mesmo consistiu na redução do tempo de vídeo, a música de fundo que se envolvesse mais com o vídeo e com o cliente, e a mudança do tipo de letra dos títulos e subtítulos.

Posteriormente sucedeu-se a realização de uma pesquisa de soluções para candeeiros executados em papel, dando origem a novas descobertas de novas peças e novas inspirações.

Por �im, procedeu-se à realização de diversos vasos, desde o esboço inicial, à modelação computacional tridimensional, procurando novamente a inovação de uma tipologia de produto já existente.

Para o desenvolvimento de cada projeto, é levado em conta a metodologia de trabalho interligando o príncipio fundamental da metodologia projetual anterior-mente lecionada, com a metodologia de trabalho da própria empresa

Aveiromeua-mor, Lda. Assim organiza-se, plani�ica-se o trabalho desde a sua pesquisa, esboços,

à ideia �inal, projeto �inal, processo que é muito importante para o avanço de um trabalho a nível do design.

Palavras chave: processo, desenvolvimento, inovação, metodologia.

* http://contest.andreauworld.com/en/rules/1/162291/1048/14th-andrau-world-international-design-contest

(11)
(12)

“A função da arte não é a de passar por portas abertas, mas a de abrir portas fechadas.”

(Ernerst Fischer, 1973)

(13)
(14)

Í

ndice de Texto

Ficha de )denti�icação i

Nota Prévia iii

Agradecimentos iv

Plano de Estágio v

Objetivos vi

Resumo vii

Índice de Texto xi

Índice de Figuras xiv

Índice de Anexos xviii

Índice de Figuras de Anexos xix

Índice de Esquemas xxi

Notas 1 Relatório de Estágio 3 O Design 5 Introdução Geral 6 Empresa 7 1.1 Localização da Empresa 8 1.2 Escolha da Empresa 8 1.3 História da Empresa 8

(15)

1.4 Equipa 9

1.5 Zona de Trabalho 9

. Projetos Signi�icativos 1.7 Participação de Concursos 10

1.8 Clientes mais Relevantes 10

2. O Estágio 12 2.1 Nota de Introdução 13 2.2 Metodologia Projetual 14 3. Lissa 16 3. Introdução 17 3.1 Apresentação do Produto 18 3.2 Esboços do Produto 19

3.2.1 Esboços realizados para o mesmo concurso 20

3.3 Alusões existentes do Mercado 21

3.4 Análise Diacrónica e Sincrónica 22

3.5 Descrição do Produto 23

3.7 Indicações Técnicas Construtivas 24

. Especi�icações Técnicas do Encaixe 3.8 Renders e Fotomontagens 27

3.9 Maquete 28

(16)

4. Vasos 32

4.1 Introcução 33

4.2 Enquadramento Simbólico 34

4.3 Alusões Existentes no Mercado 36

4.4 Renders e Fotomontagens 37

4.5 Indicações Técnicas Construtivas 41

5. Oliver 43 5.1 Introdução 44 5.2 Enquadramento Simbólico 45 5.3 Esboços 46 5.4 Descrição do produto 47 5.5 Proposta de Construção 48

. Especi�icações Técnicas e Encaixes

5.7 Renders e Fotomontagens 51

Conclusão 54

Referências Bibliográ�icas

(17)

Í

ndice de Figuras

Fig. 1 - Logótipo da Empresa 8

Fig- 2 - Zona de Trabalho Amadesign 9

Fig. 3 - Projetos da Empresa 10

Fig. 4 - Cadeira Lissa 18

Fig. 5 - Esboço inicial 19

Fig. - Esboço do conceito �inal Fig. 7 - Esboços de diversas cadeiras 20 Fig. 8 - Amore Mio Low Chair 21 Fig. 9 - Melon Chair 21

Fig. 10 - Nature and body 21

Fig. 11 - Charles and Ray Eames Chair 22 Fig. 12 - Wassily Chair 22

Fig. 13 - Barcelona Chair 22

Fig. 14 - Amore Mio Chair 22

Fig. 15 - Ploop Chair 22

Fig. 16 - Melon Chair 22

Fig. 17 - Árvore Nogueira 23

Fig. 18 - Vista Explodida da Cadeira 25

Fig. 19 - Encaixe de encosto e pernas 26

(18)

Fig. 20 - Encaixe do assento nas pernas 26

Fig. 21 - Encaixe do encosto e pernas 26

Fig. 22 - Encaixe do encosto e do assento 26

Fig. 23 - Encaixe da almofada com assento de madeira 26

Fig. 24 - Encaixe do encosto e almofada 26

Fig. 25 - Renders e Fotomontagem da cadeira 27

Fig. 26 - Molde da cadeira Lissa 28

Fig. 27 - Cartão Triturado 28

Fig. 28 - Processo da maquete Lissa 29

Fig. 29 - Processo da maquete Lissa 29

Fig. - Secagem com Película

Fig. 31 - Maquete Final da Cadeira Lissa 30

Fig. 32 - Maquete Final da Cadeira Lissa 30

Fig. 33 - Maquete Final da Cadeira Lissa 30

Fig. 34 - Tipos de vasos 33

Fig. 35 - Tipos de Engrenagens 34

Fig. - Tipos de �lores

Fig. 37 - Renders dos vasos Gear 37

Fig. 38 - Renders dos vasos Gear 37

Fig. 39 - Mundo Multicolor vasos Gear 37

(19)

Fig. 40 - Mundo Multicolor vasos Gear 37

Fig. 41 - Fotomontagem vasos Gear 38

Fig. 42 - Fotomontagem vasos Gear 38

Fig. 43 - Fotomontagem vasos Gear 38

Fig. 44 - Fotomontagem vasos Gear 38

Fig. 45 - Fotomontagem vasos Gear 38

Fig. 46 - Renders dos vasos Fleur en Fleur 39

Fig. 47 - Renders dos vasos Fleur en Fleur 39

Fig. 48 - Renders dos vasos Fleur en Fleur 39

Fig. 49 - Mundo Multicolor vasos Fleur en Fleur 39

Fig. 50 - Fotomontagem vasos Fleur en Fleur 40

Fig. 51 - Fotomontagem vasos Fleur en Fleur 40

Fig. 52 - Fotomontagem vasos Fleur en Fleur 40

Fig. 53 - Fotomontagem vasos Fleur en Fleur 40

Fig. 54 - Imagens WEB 45

Fig. 55 - Esboços 46

Fig. 56 - Esboços 46

Fig. 57 - Blocos de madeira colocados no torno 48

Fig. - Tubo �inalizado

Fig. - Modi�icação da extremidade

(20)

Fig. 60 - Polimento e verniz 49 Fig. 61 - Encaixe do suporte do candeeiro no teto 50

Fig. 62 - Encaixe da boquilha 50

Fig. 63 - Encaixe da porca 50

Fig. 64 - Render do candeeiro Oliver aberto 51

Fig. 65 - Render do candeeiro Oliver aberto 51

Fig. 66 - Render do candeeiro Oliver fechado 51

Fig. 67 - Render do candeeiro Oliver fechado 51

Fig. 68 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto 52 Fig. 69 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado 52 Fig. 70 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto 52 Fig. 71 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado 52 Fig. 72 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto 52 Fig. 73 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado 52

(21)

Í

ndice de Anexos

Anexo 1 - Maquetes A

Anexo 2 - Desenho Técnico Lissa B

Anexo 3 - Desenho Técnico Vasos C

Anexo 4 - Desenho Técnico Candeeiro Oliver D

(22)

Í

ndice de Figuras dos Anexos

Anexo 1 A

Fig. 1 - Aglumerado de matéria compactada Fig. 2 - Renders e Fotomontagem Fungi Fig. 3 - Construção da maquete Fungi Fig. 4 - Construção da maquete Fungi Fig. 5 - Pormenor da maquete Fungi Fig. 6 - Perspetiva Frontal

Fig. - Per�il da maquete

Fig. 8 - Perspetiva da base inferior Fig. 9 - Enquadramento de imagens Fig. 10 - Renders da cadeira Slap

Fig. 11 - Foto da maquete da cadeira Slap Fig. 12 - Foto da maquete da cadeira Slap Fig. 13 - Foto da maquete da cadeira Slap Fig. 14 - Enquadramento de imagens Fig. 15 - Renders da cadeira Tint Fig. 16 - Renders da cadeira Tint Fig. 17 - Maquete da cadeira Tint Fig. 18 - Enquadramento de imagens

(23)

Anexo 1 A Fig. 19 - Fotomontagem da cadeira Tint

Fig. 20 - Renders da cadeira Tint

Fig. 21 - Fotomontagem da cadeira Tint

Fig. 22 - Foto da maquete de estudo da cadeira Mesh Fig. 23 - Foto da maquete de estudo da cadeira Mesh

Fig. 24 e 25 - Foto do corte e colagem das peças em triângulo na base plástico moldável

Fig. - Conjuntos de fotogra�ias da maquete da cadeira Mesh

(24)

Í

ndice de Esquemas

Esquema 1 - Metodologia projetual 14

(25)
(26)

N

ota Prévia

- O estágio curricular foi concretizado coincidindo com o colega Rodrigo Pereira Portugal Rosa, nº 1009974, do curso de Design de Equipamento da ESTG. Houve uma grande vantagem em realizar o estágio juntamente com o aluno Rodrigo pois, no decorrer dos projetos houve o surgimento de opiniões, de dicas que favorecem os trabalhos a desenvolver, e uma interajuda que sem dúvida foi importante para o decorrer do estágio.

- O relatório apresentado foi escrito em correspondência com o novo acordo ortográ�ico.

(27)
(28)

R

elatório

de

(29)
(30)

O

design

Ao longo de todo este meu percurso, a pergunta manteve-se, mas a resposta cada vez mais, ganhava relevância, o que é realmente o design, o mais engraçado é que todos se questionam do que é o design, mas todos vivem rodeados por ele, pois tudo à nossa volta é desenhado/projetado.

Design surge a partir de uma ou várias ideias, que se unem e que arquitetam um objeto/artefato, que respeitam a função do mesmo, dão-lhe uma linguagem criativa e inovadora, dão relevância às emoções/sentimentos que este transmite ao utilizador e nele respeitam as necessidades do consumidor/utilizador.

Design na perspetiva de outros autores?

“Design é a função, não forma.”

(Steve Jobs, 2009)

“Design dá ao mundo algo que não sabia que sentia falta”

(Paola Antonelli, 1994)

“Design é a busca constante da forma, uma forma de sensibilizar a alma.”

(Farah Bucater, 2012)

A simplicidade é o último grau da so�isticação.

(Leonardo da Vinci, 1452-1519)

(31)

I

ntrodução Geral

Primeiramente o relatório apresenta um breve enquadramente da empresa e sua história.

O relatório de estágio apresenta as fundamentais atividades desenvolvidas no decorrer do estágio curricular, sendo este o elemento conclusivo da licenciatura no curso de Design de Equipamento. O estágio curricular permitiu-me utilizar os conhecimentos adquiridos ao longo do percurso académico, conhecimentos técnic-os, na elaboração de projettécnic-os, conhecimentos artístictécnic-os, pesquisa de designers rele-vantes e seus trabalhos.

Este documento, tende a apresentar todos os desenvolvimentos do estágio, dos trabalhos realizados e sua explicação sintetizada e a metodologia do projeto que foi desenvolvida, alguns trabalhos vão ter mais ênfase do que outros. Com o relatório pretende-se também expor as di�iculdades encontradas ao longo deste percurso e as aprendizagens cumpridas.

No �inal do relatório apresento uma conclusão que descreve de forma sucin-ta, as vantagens do estágio, o que nele se desenvolveu, o resultado desta experiên-cia, as atividades realizadas no mesmo e a bagagem que �icou para o futuro desta mesma prática.

(32)
(33)

1.1

L

ocalização da Empresa

O atelier Aveiromeuamor encontra-se na cidade de Aveiro, na freguesia da Glória, Rua Dr. Nascimento Leitão, nº 34.

1.2

E

scolha da Empresa

Logo que comecei a ter aulas com o docente Raul Pereira Pinto, tomei conhecimento da sua empresa, e desde então tive curiosidade em conhecer o trabalho realizado pela empresa. Admito que inicialmente não foi a minha primeira escolha, pelo simples facto de ter um certo receio em trabalhar com o próprio professor. Após algumas respostas negativas e ansiedade de obter alguma resposta positiva para estágio, em conversa com o próprio, coloquei essa hipótese, e não pensei mais sobre o assunto, aceitei logo.

Apesar do receio de trabalhar com o professor, conheço desde as suas primeiras aulas, que o professor Raul Pinto, é um pro�issional bastante dedicado, e que realiza os seus projetos com verdadeiro amor e apreço, com isto fez com que a minha vontade de crescer nesta área evoluísse, e que a minha vontade de agarrar novos desa�ios e projetos se desenvolvesse.

1.3

H

istória da Empresa

A empresa AMA design, Lda

(Aveiromeua-mor),é um estúdio de design situado na

cidade de Aveiro, Portugal. A empresa trabalha no âmbito de desenvolvimento de produto, fundada em 2003, por três sócios: Raul Pereira Pinto, Pedro Nunes

“Acreditamos que o bom design é o resultado da parceria entre quem concebe e quem produz, sempre com a noção de toda a envolvência relacionada com o futuro projeto.”

Aveiro meu amor, design Lda

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 8

Fig. 1 - Logótipo da Empresa

Bandeira Maia e Pedro Miguel Fonseca Oliveira Afonso, sendo que o último deixou a estrutura em 2010, a mesma tem como objetivos principais, gerar e idealizar projetos com enorme relevância, inovação e criatividade, pretende obter respostas a projetos utilizando novas tendências, novos materiais e tecnologias inovadoras.

(34)

1.4

E

quipa

A equipa do atelier ama design é formada por dois sócios, o D.er Raul Pinto, (Mestre em Engenharia de Concepção), e por D.er Pedro Bandeira Maia, (Mestre em Comunicação Estética). A equipa conta também a nível de colaboradores externos com o apoio, no âmbito do design grá�ico os designers, João Alves e Susana Dixo, no ramo da arquitetura, o arquiteto Diogo Ribeiro, a nível da engenharia de materiais, Eng. Catarina Pinto, na engenharia Mecânica, Eng. Alexandros I. Zapaniotis e ainda no âmbito da psicologia, contam com a colaboração da Dr.ª Joana Maia.

1.5

Z

ona de Trabalho

A área de trabalho do atelier apresenta várias zonas tais como: de reunião, exploração de projetos, de atendimento ao cliente, etc.

1.6

A

lguns Projetos Signi�icativos da Empresa

• 2011 Bar Dokk em Aveiro;

• 2011 Loja de Roupa Mix and Match;

• 2011 Restaurantes Mundo dos Grelhados em Barcelos; • 2010 Óticos Gémeos em Vagos;

• 2010 Loja Roupa Gato Malhado em Aveiro; • 2010 Loja Roupa X-Treme em Aveiro; • 2010 Loja Roupa MG Sport em Aveiro; • 2009 Embalagem de óleo de motor (1L e 5L); • 2009 Vasos cerâmicos;

• 2009 Fritadeira Industrial;

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 9

(35)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 10

1.7

P

articipação em Concursos

A participação em Concursos Nacionais e Internacionais, é uma das atividades que o atelier realiza geralmente, esta atividade permite que o mesmo seja visto por outros olhares a nível mundial, e faz com que a mesma cresça e evolua, se torne mais dinâmica e empreendedora, faz com que sejam explorados outros meios que ainda não foram realizados dentro da empresa.

Destaco assim a participação dos concursos mais relevantes:

• Concurso de mobiliário urbano reciclado 2010, concurso nacional (Caixa Geral de Depósitos);

• Menção Honrosa no concurso Hot Designers 2010, concurso nacional (Solzaima e Montanha e Fogo);

• 2º Prémio no concurso Remade in Portugal 2010, concurso nacional (Remade in Portugal);

• 1º Prémio no concurso Remade in Portugal 2009, concurso nacional (Remade in Portugal).

1.8

C

lientes mais relevantes

A empresa Aveiromeuamor design apresenta uma extensa relação com diversos clientes, apesar da mesma ser relativamente recente, contudo a empresa com a excelência do seu trabalho, demonstrou ser �iável e mereceu todo o respeito e mérito para com estas parcerias.

• Almas d’Areosa – Cerâmicas, S.A.; • Alves Bandeira & Cª., Lda;

• BonGás – Combustíveis de Aveiro, S.A.; • Briel, Industria de eletrodomésticos, S.A.;

(36)

R

elatório

de

Estágio

• Câmara Municipal de Arganil; • Câmara Municipal de Coimbra; • Edp Renováveis;

• Espectro, Sistemas de Informação, Lda.; • Figueira Grande Turismo E.M.;

• Gato Malhado, Lda.; • Grupo Malta & Santos S.A.

Nota: Contudo, esta lista é apenas uma lista breve de todas as parcerias que a

.

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 11 empresa contém. A lista completa encontra-se na página eletrónica da empresa

(37)
(38)
(39)

2.1

N

ota de Introdução

No primeiro dia de estágio, tive desde o primeiro momento uma boa impressão tanto da empresa como das pessoas com quem iria trabalhar, neste caso o professor e orientador Mestre Raul Pinto, como também o seu sócio, colega e tutor de estágio que realizei D.er Pedro Maia. Os mesmos presenciaram-me com uma boas vindas e apresentaram-me logo a empresa e os trabalhos que estavam a ser desenvolvidos pelos mesmos, os horários praticados pela empresa e os trabalhos que posteriormente vim a desenvolver.

Primeiramente iniciei uma pesquisa e desenvolvimento do equipamento para o concurso a decorrer, Concurso Internacional Andreau World Design Contest

2013, que consiste na concepção de uma mesa ou de uma cadeira, que resolvesse

certos problemas existentes em cadeiras ou mesas já desenvolvidas anteriormente. O concurso pretendia que houvesse uma inovação na construção do equipamento, que se considerasse os custos de produção, a funcionalidade do equipamento e sua versatilidade, neste caso foi realizado uma cadeira.

No seguimento do mesmo foi realizado também, quatro maquetes de cadei-ras já realizadas anteriormente pela empresa, para que estas mesmas pudessem participar igualmente no mesmo concurso.

Outro dos projetos a desenvolver seria, de uma gama de vasos, produzidos em molde de rotação para a Almadesign, estes tinham de respeitar certas normas, para que possam ser produzidos dessa mesma forma.

Para além desses projetos, foi realizado também uma pesquisa e desenvolvi-mento de candeeiros em papel, estes foram desenvolvidos como candeeiros de teto, in�luenciados pelas técnicas e objetos origami.

Após o próximo ponto, segue-se o procedimento, descrição e desenvolvi-mento mais detalhado dos projetos realizados, começando pelos projetos mais rele-vantes do estágio, e posteriormente pelos outros trabalhos realizados.

(40)

2.2.

M

etodologia Projetual

Segundo a metodologia de Bruno Munari, a criação e obtenção de um objeto/equipamento, deve seguir uma metodologia, para que esse mesmo possa ser realizado da melhor maneira, obtendo assim a melhor solução. Bruno

Munari, refere-se a sua metodologia dando um exemplo óbvio, o caso da

culinária e o arroz verde. Na culinária, sempre que cozinhamos seguindo uma certa receita, passamos por uma metodologia que nos apresenta o que fazer passo a passo, até a solução �inal, neste caso o arroz verde servido em prato aquecido. Contudo, geralmente relacionamos a metodologia como uma limitação para a criatividade, mas esta não passa apenas de uma ferramenta de trabalhos essencial para um designer.

Dito isto, no estágio foi incutido a realização dessas mesmas fases de metodologia, simpli�icando assim o desenvolver de um projeto e organizando o mesmo. Problema De�inição do Problema Recolha de Dados

BrainStorming Fase Criativa Esboços/ideias Especi�icações do Produto Prototipagem Modelação Computacional Feedback para posteriores reti�icações Reti�icações Desenhos Construtivos Prototipagem

Esquema 1 - Metodologia Projetual

Solução Final

E

mpresa

(41)
(42)
(43)

3.

I

ntrodução ao Projeto

No âmbito do estágio curricular, foi elaborado um projeto, designado por Lissa, esta é uma cadeira realizada para o concurso Internacional Andreau World

Design Concept 2013, concurso este que foi previamente selecionado e de�inido

pelo tutor do estágio. O concurso consistia em conceber um produto/equipamento, neste caso a concepção de mobiliário de interior: uma cadeira, uma mesa ou até mesmo os dois produtos em simultâneo, dando uma nova imagem e linha aos mesmos.

Neste particular caso, foi realizado uma cadeira, em que o seu principal material é a madeira de Nogueira, (nas condições apresentadas para o concurso, um dos requisitos fundamentais é a utilização de madeira, neste caso o principal requi-sito).

Após um estudo das cadeiras já existentes no mercado e principalmente as cadeiras da gama Andreau World, e das cadeiras vencedoras do mesmo concurso dos anos anteriores, fui à procura de linhas inovadoras, criativas, pouco usuais no mercado de cadeiras e estéticamente dinâmicas, e apesar da diferença, estes trilhos vão em busca da harmonia da natureza e não do seu lado mais ríspido. Apesar das suas características, o produto �inal vai também de encontro à �iloso�ia existente nos produtos de Andreau World e ao requerimento exigido pelo concurso, ou seja, pretende-se que o equipamento seja de fácil construção, versatilidade, funcionali-dade. Para que Lissa fosse inteiramente exequível, foi necessário ter total atenção às medidas ergonómicas, mas que esta apresentasse uma maior conforto na sua utilização.

Seguidamente é apresentado a solução do projeto desta cadeira, com painéis �igurativos, que domonstram a cadeira Lissa desde o seu esboço inicial, até à sua modelação no programa Autodesk Inventor, as especi�icações técnicas e construti-vas, até às fotomontagens, renders realistas, que expôem a cadeira no seu modo real e por �im os seus desenhos técnicos.

(44)

-Fig. 4 Cadeira Lissa, Modelação )nventor Pro�issional, renders Keyshot

3.1

A

presentação do Produto

Procurando a diferença por entre linhas e in�luências da natureza, Lissa vai em busca da distinção, de formas orgânicas que a diferenciam de outro modelo deste objeto tão icónico que é a cadeira para a história do design. Com o seu per�il marcado, de feitios determinados, num parecer de constante movimento, no seu estilo �luido, mas ao mesmo tempo robusto, Lissa pretende proporcionar o maior conforto e harmonia a quem a utiliza.

)dealizada com in�luências da natureza, esta reparte-se em três componen-tes, que se dispõem de uma união quase que invisível, concebendo assim uma peça única e incomparável.

(45)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 19

3.2 –

E

sboços do produto

Fig. 5 - Esboço inicial com as pernas �lutuantes.

(46)

3.2.1

-

E

sboços realizados para o mesmo concurso

Fig. 7 – Esboços de diversas cadeiras, para o concurso

(47)

3.3 –

A

lusõe s existentes no Mercado

As �iguras aqui representadas, foram as três principais fontes de inspiração para realização do conceito de Lissa. Estas apresentam traços importantes que foram explorados seguidamente na cadeira Lissa.

Uma fonte também muito relevante para a concepção da mesma, são as linhas exis-tentes na natureza, linhas que provêm desde o nascimento do planeta, a sua harmo-nia e movimento apresentado em cada ser existente, foi o que inspirou as formas da cadeira Lissa.

Fig. 8 – Amore Mio Low Chair

Fig. 9 – Melon Chair Fig. 10 – Nature and body image

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 21

(48)

3.5.1 –

A

nálise diacrónica

Fig. 11 – Charles and Ray Eames Chair, 1956

3.5.2 –

A

nálise Sincrónica

Fig. 13 - Barcelona Chair, 1929 Fig. 12 - Wassily Chair, 1925

Fig. 15 - Plooop Chair, Timothy Schreiber

Fig. 16 - Melon Chair, Veronica Belous

Fig. 14 - Amore Mio, Jon Gouder

Fonte: http://www.cadeirasepoltronas.com.br/produto_cadeiras-famosas-1047.html

http://www.contemporist.com/2010/02/08/the-amore-mio-low-chair-and-coffee-table-by-jon-goulder/

3.4

A

nálise diacrónica e sincrónica

Nas �iguras seguintes, é representado o resumo de estudo de mercado, relatando a análise diacrónica e sincrónica. A análise diacrónica patenteia um estudo da evolução das cadeiras, cadeiras que foram inspiradoras no crescimento do design que ainda hoje se permanecem atuais e que são consideradas as mais icónicas da história do design. Após esta análise é representado a análise sincrónica, que expõe cadeiras com uma linguagem paralela à linguagem apresentada na cadei-ra Lissa, desde as suas formas geométricas como o seu aspeto formal.

(49)

3.5 -

D

escrição do produto

Lissa é uma cadeira em madeira de nogueira, madeira esta, originária do sudoeste

Asiático e do Mediterrâneo Oriental, uma espécie folhosa da família Juglandaceae.

Lissa é re�letida para uso em ambientes domésticos, obtém três partes distintas,

os pés o assento e encosto que se unem de um modo �luído e invisível, tornando-se uma peça inigualável, elegante e vigorosa. O astornando-sento e o encosto são estofados, para que haja um maior conforto na sua utilização. Com tais características a madeira para seu fabrico foi pensada devido à sua compactação, resistência, durabilidade e fácil manuseamento reduntante, esta pode ser produzida em dois tons, castanho pálido e castanho chocolate.

Fig. 17 - Árvore Nogueira

http://portaldamadeira.blogspot.pt/2010/06/especie-de-madeira-nogueira.html

Nota: A madeira Nogueira, apesar de ser originária do sudoeste Asiático, adaptou-se às nossas latitudes à muito tempo.

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 23

(50)

3.6 –

I

ndicações Técnicas Construtivas

Para realização da cadeira Lissa é necessário respeitar certas indicações técnicas construtivas, para que esta seja produzida de modo seguro e e�icaz pa- ra uma boa utilização e resistência..

1. Construção das três peças individualmente; 2. Junção/conformação do corpo;

3. Ligação das peças nos respetivos encaixes, fortalecendo com cola de madeira;

4. Realização do lixamento e polimentos das peças; 5. Enceramento/secagem;

6. Colocação do assento e encosto.

A cadeira Lissa obtém também uma forma inovadora na sua construção, as suas zonas em forma de arco, serão realizadas numa prensa com estufa para que estas obtenham um arco perfeito e bem delineado como é veri�icado no Anexo 1.

Relativamente às medidas utilizadas para a cadeira, houve uma necessi-dade/preocupação de usar medidas que respeitassem a ergonomia do assento e que permitisse o conforto na sua utilização tanto de uma pessoa alta/baixa ou de estatura média.

Uma cadeira deste tipo, que possui braços e que consiste numa cadeira de conforto e relaxamento trata-se de uma projeto di�icil de projetar, contudo é sugeri-do medidas que se adequam a diversos tipos de utilizasugeri-dores.

1. O ângulo formado entre as coxas e o tronco não deve ser menor que 105. O projeto deve permitir a mudança de posição do usuário. A borda frontal do assento deve ser arredondada para ivitar irritação. O encosto deve fornecer um apoio para a região lombar seguindo o contorno da coluna nesta região. O ângulo do apoio de braços deve ter exatamente o mesmo ângulo da super�icie do assento.

A opção de todas as medidas foram de encontro as medidas antropométricas estudadas na disciplina de ergonomia.

Fonte: Dimensionamento Humano para espaços interiores, Julius Panero, Martin Zelnik

(51)

3.7 –

E

speci

�icações Técnicas e Encaixes

Fig. 18 – Vista explodida da cadeira

Almofada de encosto Suporte de almofada Encosto da cadeira Almofada do assento Assento da cadeira Apoio de braços e pernas da cadeira

(52)

Fig. 19 – Encaixe de encosto e pernas Fig. 20 – Encaixe do assento nas pernas

Fig. 21 – Encaixe de encosto e pernas Fig. 22 – Encaixe do encosto e do assento

Fig. 23 – Encaixe da almofada do assento com o assento em madeira Fig. 24 – Encaixe do encosto e almofada

(53)

3.8 – Renders e Fotomontagens

Fig. 25 - Render e fotomontagem da cadeira

(54)

3.9 – Maquete

A maquete �inal da cadeira Lissa, foi construída pelo colega de estágio e aluno do IPG, do curso Design de Equipamento Rodrigo Rosa, porém houve duas maquetes anteriores de estudo.

A sua construção foi feita em pasta de cartão, o seu processo consiste em:

1. Construção do molde da cadeira com uma escala de 1:10, o molde é forrado com película ou �ita cola para deixar a cadeira brilhante;

2. Colocar o cartão em pequenos pedaços; 3. Colocar os mesmo em água;

4. Deixar amolecer o cartão;

5. Tritorar o cartão e a água com varinha mágica;

6. Retirar o excesso de água;

7. Juntar o cartão triturado com cola de madeira, para a obtenção de uma pasta;

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 28

Fig. 26 - Molde da cadeira Lissa

(55)

Aplicar a pasta no interior do molde da cadeira;

Para uma textura mais brilhante, aplica-se película aderente em toda a pasta depois de aplicada no molde;

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 29

Fig. 28 - Processo da maquete Lissa. Fig. 29 - Processo da maquete Lissa.

(56)

9. Após a secagem completa, o produto é retirado do molde e da película; 10. Cola-se as almofadas (que representam os estofos do encosto e assento).

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 30

Fig. - Maquete �inal da cadeira Lissa.

Fig. - Maquete �inal da cadeira Lissa.

(57)
(58)

V

asos

(59)

I

ntrodução

No projeto seguinte, realizado no estágio curricular, foi proposto pelo tutor a realização de vasos para empresa Almasdesign que tem parceria com atelier Avei-romeuamor Lda, após uma pesquisa da empresa e dos projetos, foi conferido que a empresa aposta em vasos de várias formas e feitios, mas que ao mesmo tempo apre-sentam linhas tradicionais, e aproveitam também para implementar a cor como um elemento relevante para o impacto e produto �inal. Foram de�inidos alguns parâmetros relevantes a ter consideração para a construção dos vasos, devido ao molde que é feito para a elaboração dos vasos.

A empresa Almasdesign nasceu em 1908, formada pelo senhor Silvestre, a empresa anteriormente tinha um outro nome, Fábrica Cerâmica da Madalena em Vila Nova de Gaia. A empresa ao longo dos anos já sofreu diversas mundanças, desde cadinhos para fundição de ouro, de tijolo, para canos, para jarros de esmalte, e mais recentemente para vasos de cache. A empresa tem colaboração da famosa empresa de Londres Studio Levien, estes conceberam o centro de jardim e a linha de design de vasos da coleção do amor.

Apesar do produto ser um mero vaso, é considerado na mesma a elaboração de um produto que contenha sentimentos, emoções daí as suas in�luências serem traçadas com rigor.

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 33

Fig. 34 - Tipos de vasos

(60)

4.2 –

E

nquadramento Simbólico

O elemento vaso, é um objeto que a maioria das casas possui, maioritariamente no jardim, numa varanda até mesmo numa sala ou cozinha. Tendo em conta ao espaço onde o vaso vai ser colocado/utilizado, pretende-se que o mesmo tenha uma imagem simpli�icada, mas ao mesmo tempo versátil, tornando o vaso como elemento decorativo no espaço onde se encontra.

A primeira familia de vasos vem de in�luências da engrenagem, essa foi a imagem fundamental para a realização da família Gear. Apesar das engrenagens possuírem uma imagem rude e caricata, o produto �inal dos vasos vai de encontro a uma harmonia que vai em busca da simplicidade e singularidade que provem dos elementos visualizados da empresa Almasdesign.

Fig. 35 - Tipos de engrenagens

Fonte: rolamentosramos.br.com

(61)

A seguinte familia de vasos provém da in�luência da natureza, no seu sentido mais amplo, o mundo natural, pois esta apresenta formas e expressões incomparáveis, a sua singularidade e expressão em cada elemento criado faz com que a natureza tenha uma beleza indiscritível e que in�luencie muitas criações da humanidade. Os vasos Fleur en

Fleur como o seu nome indica, de �lor para �lor, o que pretende com isto dizer, que cada

um dos vasos desta familia, traz o deleito da natureza para dentro da casa e embala a planta, �lor, ervas aromaticás.

A �lor é o elemento da natureza que originou os vasos Fleur en Fleur, das suas características mais diversi�icadas, encontramos nos vasos a sua forma mais minimalista e arti�icial.

Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Lavoisier Fig. - Imagens de �lores

Fonte: mundode�lores.com

(62)

4.3 –

A

lusões existentes no Mercado

As imagens apresentadas, são algu-mas das �iguras da análise diacróni-ca realizada para a concepção deste projeto, não só foram inspirações, como também foram alusões para a visibilidade do tipo/género de vasos realizados até a atualidade, de vasos para o interior como também para o exterior.

Desde pequenos vasos, a vasos mais altos, a geometrias diversi�icadas, complexas, ou até mesmo linhas retas, a gama de vasos atual é muito extensa o que permite ao comprador a possibilidade de escolha consoan-te o seu gosto.

Fig. 36 - Análise dos vasos

(63)

4.4 –

R

enders e Fotomontagens

.

Fig. 40 - Mundo Multicolor vasos Gear Fig. 39 - Renders vasos Gear

Fig. 37 - renders vasos Gear Fig. 38 - Renders vasos Gear

(64)

Fig. 44 - Fotomontagens vasos Gear

Fig. 41 - Fotomontagens vasos Gear

Fig. 42 - Fotomontagens vasos Gear

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 38

Fig. 43 - Fotomontagens vasos Gear

Fig. 45 - Fotomontagens vasos Gear

(65)

Fig. 49 - Mundo Multicolor vasos Fleur en Fleur Fig. 48 - Renders vasos Fleur en Fleur

Fig. 46 - Renders vasos Fleur en Fleur Fig. 47 - Renders vasos Fleur en Fleur

(66)

Fig. 50 - Fotomontagens vasos Fleur en Fleur

Fig. 51 - Fotomontagens vasos Fleur en Fleur

Fig. 52 - Fotomontagens vasos Fleur en Fleur Fig. 53 - Fotomontagens vasos Fleur en Fleur

(67)

4.6 –

I

ndicações Técnicas Construtivas

Foi realizado para este projeto duas famílias de vasos, para tal foram de�ini-dos alguns parâmetros a ter em consideraçãpo, no modo de construção de�ini-dos mesmos. Os vasos têm de obter espessuras especí�icas que permitam a produção do vaso, pois este é construído em molde de prensa rotativa, se houver ângulos no vaso, há que veri�icar se estes são de possível desmoldagem.

Os vasos referidos tanto a família Gear como a Fleur en Fleur são construídos em faiança, material este que é o mais antigo produzido arti�ialmente pelo homem para construção dos seus artefactos, e contém grande resistência, os vasos possuiem uma gama de cores variada, de a acordo com os gosto ou preferência do cliente.

Como referido anteriormente os vasos são construídos em molde de prensa rotativa, método que foi introduzido na indústria mais recentemente, contudo, ainda existe quem faças peças desde tipo manualmente. Sendo a peça feita em molde, existem alguns cuidado a ter, para que esta obtenha uma maior qualidade.

1. Colocar no molde a pasta de cerâmica em excesso para que nao haja zonas mais �inas que outras, o excesso é novamente reutilizado;

2. Prensar bem a pasta no molde, a força colocada deve ser igual em todos os pontos do molde;

3. Retirar o excesso da argila;

4. Retirar as rebarbas e tirar a peça do molde; 5. Colocação das peças no forno

6. Polimento da peça de cerâmica.

Nota: Na secagem das peças, a secagem não é mais do que a retirada da água que existe na pasta. Esta fase é muito importante, pois dependendo do tipo de seca-gem a peça �ica com mais ou menos qualidade, no caso de ser uma secaseca-gem mais rápida, (num forno), e se a peça for colocada com muita humidade, a água vai ser eliminada muito rapidamente , provocando �issuras e deformações. Se a peça obti-ver uma secagem lenta e pela peça toda, podemos evitar assim quebras da peça, e obter maior resistência na peça. Contudo existem fatores que in�luenciam na veloci-dade da secagem da peça, como a temperatura do ar, humiveloci-dade do ar, o tipo de argila utilizado, a forma e a espessura da peça.

V

asos

(68)
(69)

O

liver

(70)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 44

I

ntrodução

Existem diversos elementos que marcaram a história do design, elementos como uma cadeira, uma mesa ou um candeeiro são dos elementos mais marcantes a nível do design de equipamentos/produtos, elementos como estes são essenciais para o per�il de um interior de uma casa.

A iluminária é, pelas características da tipologia uma das áreas do design onde a experimentação é mais evidente, onde as inovações tecnológicas e de materi-ais são rapidamente absorvidas e interiorizadas numa forma, num conceito �inal.

Oliver é gerado a partir de uma proposta, que foi colocada pelo tutor do

está-gio, que consiste na elaboração de candeeiros criados a partir da técnica do origami, técnica que foi desenvolvida pelos japoneses, e que mais tarde se expandiu, e que hoje é utilizada para variados elementos.

(71)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 45

5.2 –

E

nquadramento Simbólico

A partir do origami, arte que foi desenvolvida e é tradicional do Japão, foi realizado o candeeiro Oliver, apesar do mesmo não concluir ou traduzir direta-mente uma forma de origami, consiste na mesma numa interação com o utlizador, no caso do origami a interação provém do desenvolvimento da peça, e no caso do candeeiro Oliver, a interação surge após a sua construção �inal, em que o utilizador pode “brincar” com as formas deste candeeiro, pois o candeeiro pode abrir e fechar dependendo da forma que o utilizador o pretender. Interação é de facto a palavra que mais identi�ica o candeeiro Oliver, é uma maneira de desfrutar com o mesmo e com isto também obtém-se diversos jogos de luz.

O nome que lhe é dado, Oliver, surge a partir de algumas características que o candeeiro e o próprio nome têm em comum, como uma personalidade vincada, harmonia e equilíbrio.

(72)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 46

5.3 –

E

sboços

Para este projeto foram realizados diversos esboços, mas que no �inal não foram utilizados, pois não obtiveram o resultado �inal esperado. No �inal foram feitos alguns testes com papel, à procura de formas que pudessem satisfazer para o produto �inal, foi na procura de formas em papel, que surgiu o candeeiro Oliver.

Fig. 55 - Esboços

(73)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 47

5.4 –

D

escrição do Produto

O candeeiro Oliver é um combinado de formas e materiais distintos. As suas formas vão em busca de uma interatividade com o utilizador, deste modo quem o utiliza pode combinar a sua forma como desejar, desde a criação de uma meia lua, como de uma lua cheia, cada um pode dar asos à imaginação e colocá-lo da forma mais distinta possível.

Referente ao material o candeeiro Oliver no seu suporte, é construído em madeira de freixo envernizada, de cor amarelo pálido com anéis marrons, ou castan-ho acizentado a castancastan-ho claro, ou até mesmo amarelo pálido com listado castancastan-ho. A madeira de freixo contém grande resistência relativamente ao seu peso, obtém também grande resistência ao choque e bom encorvamento sob a ação de vapor. Para utilização de parafusos e pregagem necessitam de uma pré-perfuração para evitar a abertura de fendas.

(74)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 48

5.5 -

P

roposta de Construção

A produção para o suporte do candeeiro é realizado cuidadosamente para um bom acabamento super�icial. Primeiramente os blocos são cortados em blocos quadrados seguidamente coloca-se os blocos de madeira no torno para serem corta-dos minuciosamente para �icarem em tubos.

Fig. 57 - Blocos de madeira colocados no torno

Fig. - Tubo �inalizado, com o reforço de de �ibra de carbo

Para que a peça mais tarde não obtenha modi�icações e podermos assim inserir os �ios elétricos, no interior é colocado um reforço de �ibra de carbono, esta reforça o tubo e nao aumenta signi�icativamente o peso do mesmo.

(75)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 49

No suporte do candeeiro obtemos dois tubos, o primeiro, referido anterior-mente, é o que sustenta o candeeiro ao teto, o segundo é encaixado no primeiro e sustenta as tiras de algodão laminado a PVC.

O segundo tubo é perfurado para que possa ser encaixado ao primeiro tubo, e ao caixilho da lâmpada. As extremidades do segundo tubo sofrem uma outra modi�i-cação, uma diminuição no seu diâmetro e a deformação em rosca, para o encaixe da porca. Nesta região coloca-se as extremidades das tiras de pvc e algodão, e aperta-se com uma porca também ela feita de madeira.

Quando ambas as peças estiverem concluídas, segue-se o processo de poli-mento, verniz das peças e secagem. Após a secagem montamos o candeeiro e está pronto a utilizar.

(76)

5.6 -

E

speci�icações Técnicas e Encaixes

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 50

Fig. 61 - Encaixe do suporte do candeeiro no teto

Fig. 62 - Encaixe da boquilha

(77)

Fig. 64 - Render do candeeiro Oliver aberto Fig. 65 - Render do candeeiro Oliver aberto

Fig. 66 - Render do candeeiro Oliver fechado Fig. 67 - Render do candeeiro Oliver fechado

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 51

5.7 -

R

enders e Fotomontagem

(78)

O

liver

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 52

Fig. 68 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto Fig. 69 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado

Fig. 70 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto Fig. 71 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado

Fig. 73 - Fotomontagem do candeeiro Oliver fechado Fig. 72 - Fotomontagem do candeeiro Oliver aberto

(79)
(80)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 54

C

onclusão

O cumprimento do estágio curricular permitiu-me aplicar os conhecimentos adquiridos durante a formação académica e colocá-los em prática durante a experiência de estágio.

O estágio serviu também para a minha evolução pessoal e acima de tudo pro�issional.

Permitiu, obter a compreensão e entendimento de como funciona uma empre-sa, do seu método de trabalho, a ligação entre designer e o seu cliente. Lidar com pro�issionais da área do design e entender os seus métodos de trabalho e as metas que todos os dias pretendem alcançar.

O estágio permitiu ainda perceber, que o design em trabalho de equipa consegue adquirir conhecimentos e projetos mais aliciantes, que por vezes precisa também da interligação com outras vertentes/áreas. O design é uma área muito abrangente, esta contém um misto de criatividade, pesquisa, conhecimento, inovação, entre outros. Para criar e conceber um novo produto/objeto é necessário realizar diversas fases que se inserem numa metodologia, e foi no estágio e com o conhecimento que adquiri na minha formação académica e ensinamentos que absor-vi pelo meu tutor Pedro Maia, que consegui alcançar essas metas, contudo não me foi possível concluir um vasto grupo de projetos que acabaram por �icar inconcluídos.

Numa opinião mais pessoal, conclúo que os projetos realizados foram bem sucedidos, mas admito que é necessário evoluir cada vez mais, que é necessário uma grande experiência e trabalho árduo para conseguir alcançar os meus objetivos futuros, contudo os trabalhos foram realizados com rigor e corresponderam às minhas expetativas, e �izeram com que eu quisesse cada vez mais trabalhar para fazer mais e melhor e mostrar ao mundo a minha paixão por esta área e mostrar cada vez mais projetos aliciantes e inovadores.

Mais uma vez quero agradecer a todas as pessoas que sempre me apoiaram e acreditaram em mim, que me in�luenciaram sempre a seguir os meus caminhos e que com o meu trabalho e a força que depositaram em mim, �izeram com que concluísse esta fase da minha vida, o curso Design de Equipamento.

(81)

Raquel Pereira | Relatório de Estágio 55

R

eferências Bibliográ�icas

http://culturareligare.wordpress.com/2007/08/12/78/ http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/leonardo-da-vinci http://thinkexist.com/quotes/paola_antonelli/ http://quotesondesign.com/paola-antonelli/ http://ipaddicas.com/extras/melhores-frases-ditas-por-steve-jobs/ http://www.processocriativo.com/das-coisas-nascem-coisas/

BÜRDEK, B. E. – Design – História, Teoria, e Prática do Design de Produ-tos. São Paulo: Edgard Blucher, 2006

http://pt.wikipedia.org/wiki/Brie�ing http://issoehermanmiller.com.br/blog/como-charles-eames-de-�ine-design/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Origami http://revista.ibict.br/inclusao/index.php/inclusao/article/view/16/29 amadesign.net almadesign.pt https://www.youtube.com/watch?v=GAOUPE4NYTM https://www.youtube.com/watch?v=8c20KpvbkMI

Outros Documentos

Apontamentos facultados, pelo docente Miguel Lourenço, nas aulas de Ergonomia do Design, 2012/2013, 1º ano 2º semestre IPG-ESTG, 2012-2013

Ampontamentos/Indicações facultadas nas aulas de Projeto Design Industrial I e II, pelo docente Raul Pinto, 2012/2013, 3º ano 2º semestre IPG-ESTG, 2012-2013 05.04.2014 05.04.2014 28.03.2014 29.03.2014 13.04.2014 13.04.2014 16.04.2014 16.04.2014 14.04.2014 20.04.2014 25.03.2014 19.04.2014 19.04.2014 21.04.2014 21.04.2014

(82)
(83)

A

1

nexo

(84)
(85)

M

aquetes

(86)

I

ntrodução

No seguimento do Concurso Internacional Andreu World Design

Concept 2013, procedeu-se a construção de quatro maquetes distintas, de quatro

cadeiras já realizadas anteriormente pela empresa. Cada uma das maquetes foi executada de maneira diferente, necessitando de estudos pré concebidos para a realização da maquete �inal. A primeira maquete é da cadeira Fungi, com uma geometria invulgar mas distinta, imediatamente passamos para a cadeira Slap, uma cadeira mais comum, com linhas ditas normais, mas com motivos diferenciadores de outras cadeiras da mesma “família”. Tint é a terceira cadeira em que foi feita a maquete, maquete essa que causou diversos problemas de construção, e que no �inal colocou questões quanto ao seu peso e espessuras para a sua construção real. Por �im apresento a 4ª maquete, da cadeira Mesh, com um conceito totalmente inovador, o que trás de novo a singularidade deste objeto tão relevante como a cadeira.

(87)
(88)
(89)

I

ntrodução

Na sequência do Concurso Internacional Andreu World Design Concept

2013, foram realizadas maquetes de cadeiras realizadas anteriormente, para que

estas pudessem ser exibidas a concurso.

Primeiramente a maquete que foi realizada foi da cadeira Fungi, cadeira que apresenta uma singularidade única, devido as suas formas e concepção ímpares. A característica fundamental desta cadeira, é o material utilizado na sua construção, e o seu processo de produção que é pensado desde a sua origem até à sua morte, pois isso é o que faz com que Fungi seja completamente distinta de todos os outros tipos de cadeira.

“Fungi procura de uma forma humilde sintetizar preocupações da sociedade atual e apresentar -se como um produto concebido de forma a subverter os tradicionais modelos de produção.”

Enquadramento simbólico do Projeto Fungi Aveiromeuamor design

(90)

1.2 –

D

escrição do produto

A cadeira Fungi é um resultado de peças ímpares que utilizam matéria biológica como conformadores e de�inidores de forma �inal. O encanto da construção desta cadeira, é o aproveitamento de desperdício da industria de madeira, como aparas, lascas, serrim etc, que acabam por ganhar uma nova vida, ao serem reutilizados, para o processamento e junção por micélios de cogumelos. O resultado desta fusão emerge para uma “nova matéria compacta, leve e sólida que adquire características idênticas às do esferovite, mas ao contrário deste polímero é um material 100% biodegradável.”

(91)

1.3 –

I

ndicações Técnicas Construtivas

Nos passos seguintes veri�icamos como é composta a construção da cadeira

Fungi, para que esta possa ser realizada de forma adequada e exequível.

1. Enchimento do molde em polipropileno com aparas e serrim de madeira misturado com nutrientes entre o quais chá e mel, para o micélio criar uma pasta que será esterilizada;

2. Colocação do micélio pré cultivado na pasta previamente criada e esterilizada;

3. Colocação da tampa sobre o molde;

4. Deixa-se o molde em ambiente condicionado por aproximadamente 15 dias para o micélio desenvolver e preencher toda a área;

5. Desinformação do molde;

6. Desidratação do bloco interrompendo o processo de crescimento;

7. Preparação do bloco com lixa para uniformizar a área de contacto como a placa de revestimento;

8. Coloca-se a placa de contraplacado madeira de nogueira ou cortiça pré conformadas sobre o bloco para garantir resistência ao desgaste.

Nota: os passos anteriormente descritos foram retirados do projeto anteriormente realizado da cadeira Fungi.

(92)

1.4 –

R

enders e Fotomontagem

Fig. 2 – Renders e Fotomontagem Fungi

(93)

M

aquetes

1.5 –

M

aquete

No seguimento do estágio um dos exercícios fundamentais a exercer seria a realização de maquetes, dito isto, é apresentado a primeira maquete da cadeira

Fungi e o seu método de construção e montagem.

Inicialmente foi utilizado a máquina de corte com �io a quente de poliestireno para cortar cada uma das partes com as medidas pretendidas, posteriormente seguiu-se a colagem das mesmas e secagem. Após a secagem, para obter um acabamento mais completo segue-se o processo de lixar, até obtenção das formas �inais do objeto, seguidamente a cadeira foi pintada com tinta branca própria para a aplicação no poliestireno. Depois a secagem, procede-se novamente ao lixamento para que o objeto obtenha uma textura lisa e macia.

Fig. 3 - Construção da maquete Fungi Fig. 4 - Construção da maquete Fungi

Fig. 5 - Pormenor da maquete Fungi

(94)

Para a �inalização da maquete seguiu-se ao molde da placa de madeira, que �ica na parte superior da cadeira. Esta super�ície foi realizada em pasta de papel, com a mesma técnica utilizada na maquete da cadeira Lissa anteriormente justi�icada. Quando o mesmo estiver terminado, sucede-se a colagem da super�ície com a restante base da cadeira, com um acabamento de qualidade, parecendo até ser uma cadeira autêntica.

Fig. 6 - – Perspetiva Frontal Fig. 7 –Per�il da maquete

(95)
(96)
(97)

I

ntrodução

O projeto seguinte é da cadeira Slap, a mesma apresenta características mais vulgares, contudo ostenta elementos que contradizem a banalidade, o caso do seu assento que é o módulo que apresenta características que pelo olhar, parecem frágeis, mas que contêm grande resistência, esta particularidade vai de encontro a procura de sensações, nomeadamente ao desequilíbrio entre a forma e a função da mesma. Já a restante forma da cadeira apresenta um contraste entre o seu módulo “frágil”, pois apresenta uma estrutura mais robusta e sólida que envolve o restante módulo da cadeira.

(98)

1.2.1 –

D

escrição do objeto

A cadeira Slap, engloba quatro materiais distintos, madeira maciça, alúminio, gel e tecido, apesar do contraste nos materiais esta obtém uma linguagem tradicional e modesta mas também robusta na sua estrutura principal e delicada, frágil no acento. O acento consiste numa folha de alumínio com 6 mm de espessura, revestida a gel e tecido para que esta obtenha uma maior conforto na utilização. Este material acaba por ser uma novidade no mundo das cadeiras, (neste caso o gel), mas permite que de forma confortável e estável, o acento da cadeira seja �ino, díspar e elegante.

“Slap une tecnologia à tradição e conforto à elegância.”

(99)

7.3 –

I

ndicações Técnicas Construtivas

Os pontos seguintes caracterizam as indicações do modo de construção da cadeira Slap.

1. Cortes das peças em madeira; 2. Estampagem do alumínio; 3. Colagem do gel ao alumínio; 4. Forra do acento com tecido;

5. Assemblagem da estrutura em madeira; 6. Fixação do acento à estrutura.

(100)

1.2.4 –

R

endes e Fotomontagem

Fig. 10 - Renders da cadeira Slap

(101)

1.2.5 –

M

aquete

No seguimento da execução das maquetes realizadas no estágio curricular, a segunda maquete é a da cadeira Slap, cadeira que combina a tradição com a tecnologia, o conforto e a elegância.

Novamente a maquete foi feita na escala 1:10, escala obrigatória para a entrega no concurso Andreu World Internacional Design Concept 2013.

O método de construção, é muito simples, o desenho técnico da cadeira foi impresso, e recortado, após o seu recorte é efetuado em folha branca com maior espessura, a cópia desse desenho técnico, para obtermos a espessura que é necessário para a maquete, foi preciso realizar este processo 8 vezes. Após a cópia seguimos os passos

Fig. 11 - Foto da maquete da cadeira Slap Fig. 12 - Foto da maquete da cadeira Slap

Fig. 13 - Foto da maquete da cadeira Slap

(102)

de corte e colagem de cada elemento um atrás do outro.

Seguimos o processo de secagem, esperamos algumas horas para que este esteja bem seco, para que possamos passar ao seguinte acontecimento, o de pintar a cadeira com tinta branca. Enquanto decorre a secagem, passamos para a realização do acento, que decorre pela mesma forma de montagem que o elemento anterior, mas como este carece de uma espessura mais �ina, é realizado a cópia e a colagem 2 vez.

O processo de pintar a maquete, foi escolhido depois de veri�icar que sem a tinta, não tinha o acabamento pretendido para a maquete �inal. Depois da tinta secar, passamos ao polimento da peça, para que esta obtenha um melhor acabamento super�icial e assim �ica concluída a mesma.

(103)
(104)
(105)

I

ntrodução

O projeto seguinte, vai de encontro à harmonia das linhas da natureza, as suas in�luências são bastante visíveis, no retorcer das suas folhas de madeira.

“Como uma árvore que camada sobre camada se forma e é torcida e retorcida pelas intempéries, Tint procura da mesma forma adquirir forma e função com a sobreposição de camadas que são conformadas para adquirirem a forma pretendida.”

(106)

1.3.2

E

nquadramento Simbólico

A cadeira Tintvisa fundamentalmente a procura da união entre os sentimentos e a utilização deste objeto, busca a fragilidade e suavidade de um abraço maternal, procura uma linguagem difusa e harmónica, sem arestas severas, procura uma composição de movimento �luido e incomparável entre cada uma das camadas de madeira que resultam das pernas em coligação, em apoio de braços, em encosto e novamente em pernas.

“É em suavidade que a perna da cadeira se transforma em braço, que envolve para transformar em costas e volta a ser braço e perna novamente que a Tint é uma cadeira a sua linha geradora, constante e interrupta.”

Aveiromeuamor design, Projeto da cadeira Tint

(107)

1.3.3–

D

escrição do Objeto

Re�letida para espaços interiores, a cadeira Tint é projetada em contraplacado encerado, e pode ser concebida em três tons de madeira natural.

Para obter a sensação de movimento e ritmo esta obtém 6 camadas sobrepostas que se �luem desde os pés até o encosto e novamente até aos pés da mesma, concedendo à cadeira uma imagem harmonizada, de grande graciosidade e �irmeza, formando-se numa peça única e de destaque para quem a observa e serve-se dela para descontrair.

“Tint é leve, elegante, �luida e delicadamente acolhedora. Tint não é um

mero apoio para sentar, é uma prótese que nos abraça e envolve..”

(108)

1

1.3.4 -

I

ndicações Técnicas Construtivas

Para a construção adequada da cadeira Slap, há que haver uma

plani�icação de etapas a realizar.

1 - Plani�icação das placas na placa de contraplacado;

2 - Corte das peças;

3 - Conformação das peças;

4 - União das peças com cola, buchas e lamelos;

5 - Lixagem e polimentos;

(109)

1.3.5 –

R

enders e Fotomontagem

Fig. 15 - Renders da cadeira Tint

(110)
(111)

1.3.6

M

aquete

A maquete da cadeira Tint, foi realizada em papel, ao realizar esta maquete foi colocada a hipótese, de que as pernas da cadeira seria muito �inas para suportar o peso da cadeira no seu total, também foi veri�icado que o encosto em contraparti-da seria muito pesado para o restante contraparti-da cadeira. Não foi realizado mais nenhum estudo desta maquete, devido a isso, não houve uma conclusão para os problemas surgidos.

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