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UMA AVALIAÇÃO CONJUNTA DO GRAU DE SATISFAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

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PRIMÁRIAS SELECCIONADAS DO DISTRITO DE MOATIZE

Província de Tete

Em colaboração com a Plataforma Distrital das

Organizações da Sociedade Civil de Quissanga

Abril de 2014

UMA AVALIAÇÃO CONJUNTA DO GRAU DE

SATISFAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

(2)

2

LISTA DE ABREVIATURAS 3

SUMÁRIO 4

1. INTRODUÇÃO 9

2. METODOLOGIA E O Processo DO CPC NO DISTRITO DE MOATIZE 10

3. RESULTADOS DA PONTUAÇÃO DOS PROVEDORES DE SERVIÇO 13

4. PRIORIDADE DO DISTRITO PARA O SECTOR DE EDUCAÇÃO 18

5. RECOMENDAÇÕES 19

ANEXOS 19

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3

ADE

Apoio Directo às Escolas

CE

Conselho de Escola

CESC

Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil

CPC

Cartão de Pontuação Comunitária

DPEC

Direcção Provincial de Educação e Cultura

EP1

Escola Primária do Primeiro Grau

EPC

Escola Primária Completa

MINED

Ministério da Educação

SDEJT

Serviços Distritais de Educação, Juventude e Tecnologia

ZIP

Zona de Influência Pedagógica

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4

O presente relatório é resultado do exercício da avaliação con-junta do grau de Satisfação da Prestação de Serviços de Edu-cação no Distrito de Moatize, realizada pela comunidade local (alunos, pais e encarregados de educação, conselho de escola e autoridade locais) e os provedores de serviço de Educação da-quele distrito, com facilitação do Fórum dos CE do Distrito de Moatize. O Fórum dos CE do distrito de Moatize tem estado a engajar-se com a comunidade local e o cidadão na identificação de prioridades com enfoque para a provisão de serviços bási-cos. Em 2013 a Plataforma implementou o Cartão de Pontuação Comunitária para avaliação do nível de satisfação da prestação de serviços de educação a nível local.

Para a realização da avaliação conjunta utilizou-se uma ferra-menta participativa denominada CPC – Cartão de Pontuação Comunitária. O CPC é uma ferramenta que é utilizada para in-formar os membros de uma determinada comunidade sobre os serviços disponíveis e seus direitos, bem como para solicitar suas opiniões acerca do grau de acesso e qualidade desses ser-viços.

Este exercício constitui ainda uma oportunidade de diálogo di-recto entre os provedores de serviços e a comunidade benefi-ciária, na qual são conjuntamente identificadas lacunas na pro-visão de serviços e contribuições para a solução das mesmas. O exercício realizado através do CPC visa empoderar os cidadãos, para que as suas vozes sejam ouvidas pelos provedores de ser-viços, dando a conhecer as suas opiniões e preocupações, assim como, exigindo uma melhor prestação de serviços.

O CPC obedece a um ciclo constituído por cinco etapas fun-damentais, nomeadamente:

1. Trabalho preparatório e recolha de informação de base; 2. Avaliação/pontuação pela comunidade;

3. Avaliação/pontuação pelos provedores de serviços; 4. Encontro de interacção e definição de plano acção

con-junto entre a comunidade e os provedores do serviço; 5. Advocacia e seguimento do plano de acção conjunto. Para o processo de avaliação foram estabelecidos indicadores pela própria comunidade no momento da avaliação e outros se-leccionados dos padrões e indicadores de qualidade para a esco-la primária desenvolvidos pelo MINED. Assim, foram analisados 10 indicadores definidos pelo MINED relativos à: Planificação, Administração e Gestão Escolar, Infraestruturas, Equipamento e Ambiente Escolar; e Processo de Ensino e Aprendizagem. Para além destes, foram ainda analisados 13 novos indicadores gera-dos pela comunidade, consideragera-dos relevantes para a avaliação da qualidade dos serviços prestados.

A nível do distrito da Moatize, a avaliação envolveu seis (6) Es-colas Primárias nomeadamente: EPC Josina Machel, EPC Vera Occhiena, EPC Moatize, EPC Oitavadas, EPC Cachoeira e EPC Pa-róquia. As escolas foram escolhidas com base na localização da escola e no tamanho/número de alunos. De referir que, devido a dificuldades orçamentais, foram abrangidas apenas as escolas

que estão arredores da vila de Moatize

Em termos gerais, a avaliação fez as seguintes constatações:

1. INCLUSIVIDADE E TRANSPARÊNCIA NA PLANIFICAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA E DOS FUNDOS DE APOIO DIRECTO À ESCOLA:

l Os provedores de serviço, os alunos, os pais e encarrega-dos de educação e os CE atribuíram uma pontuação posi-tiva ao indicador que manifesta a satisfação em torno do conhecimento do valor do ADE.

l A divulgação dos montantes do ADE alocados às escolas é feito no início de cada ano lectivo durante as reuniões de abertura de modo a que todos os membros dos CE pos-sam ter a informação.

l Ao longo do ano, o SDEJT fazem visitas de monitoria às escolas, durante as quais divulgam o estágio da execução dos fundos do ADE e os montantes disponíveis.

l Considera-se que há um nível satisfatório de participação dos CE na gestão dos fundos do ADE.

l Considera-se que há um nível satisfatório de envolvimen-to dos membros do CE na compra e recepção do material escolar. No entanto, apesar da pontuação positiva atri-buída ao indicador, há uma necessidade de continuar a melhorar o nível de participação dos CE no processo de compra e recepção do material.

l Segundo as pontuações há um bom nível de abrangência na distribuição do material didáctico aos alunos. Dos gru-pos envolvidos na pontuação apenas as estruturas locais atribuíram uma pontuação negativa, justificada pelo facto de nem sempre o material didáctico ser suficiente para to-dos os alunos.

l De acordo com a pontuação os mecanismos de compro-vação da recepção do material por parte dos alunos são fracos. Os mecanismos estabelecidos não permitem um controlo integral e eficaz da recepção do material pelos alunos. Notou-se ainda que há necessidade de melhorar os instrumentos de controlo de modo a garantir a com-provação da recepção do material por parte dos alunos de forma eficiente e eficaz.

l De acordo com pontuações apresentadas, há uma fraca transparência nos processos de gestão dos fundos do ADE, dado que os pais e encarregados de educação, os alunos e os membros do CE não são envolvidos em todas as fases do processo de gestão do ADE.

O fraco envolvimento da comunidade no processo de gestão do ADE pode ser justificado pelo desconhecimen-to que a comunidade tem sobre o ADE, entre outros fac-tores.

l A maioria dos grupos e escolas o material adquirido foi devidamente levantado junto dos fornecedores locais. l Os fornecedores locais tem melhorado a capacidade de

fornecimento do material o que permite às escolas obter o material a nível local e com maior rapidez.

l A escolha da loja é feita pela comissão de compras de

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acordo com os preços e a qualidade do material a adquirir. l A implementação do ADE tem trazido vários benefícios

para as escolas. Com a implementação do ADE, as esco-las tem conseguido fundos adicionais para satisfazer as necessidades de funcionamento, bem como garantir a alimentação do pessoal docente durante o período dos exames.

l A pontuação aponta para a satisfação da maioria dos gru-pos em relação à participação do CE no processo de justi-ficação dos fundos;

l Apesar da pontuação do indicador, no geral, ter sido po-sitiva, é preciso notar que no indicador relativo ao envol-vimento da comunidade na gestão do ADE, a maioria dos grupos envolvidos atribuiu uma pontuação negativa indi-cando para o facto de existir um fraco envolvimento dos diversos grupos em todas as fases de gestão do ADE. 2. PERMANÊNCIA DA RAPARIGA NA ESCOLA

l A pontuação indica que há uma redução das desistências escolares por parte das raparigas;

3. DISPONIBILIZAÇÃO DO MATERIAL DE ENSINO

l As escolas têm recebido os livros escolares de distribuição gratuita anualmente;

l Apesar da satisfação manifestada em torno da distribui-ção dos livros escolares, situações existem em que há dé-fice de livros em algumas disciplinas e classes.

4. NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

l As escolas não têm material didáctico para alunos com necessidades educativas especiais;

l As escolas não dispõem de acessos preparados para aco-lher alunos com necessidades educativas especiais; Os professores não possuem ainda treinamento em materias ligadas à educação inclusiva por forma a lidar com este tipo de casos.

5. ASSIDUIDADE DOS PROFESSORES E ALUNOS

l Todas as escolas e grupos envolvidos, com excepção dos alunos, consideraram-se satisfeitos com a assiduidade dos professores;

l Apesar dos professores serem assíduos, existem períodos do mês em que estes se ausentam, normalmente no final do mês, para deslocarem-se para localidades ou distritos onde existam Agências Bancárias de modo a efectuarem o levantamento dos seus ordenados.

l Os alunos faltam muito e atrasam às aulas com frequên-cia.

l Os atrasos têm sido justificados pelo facto dos alunos desenvolverem actividades domésticas durante o perío-do lectivo, por um laperío-do, e, por outro, deviperío-do às distâncias percorridas para chegar-se à escola.

6. ACESSO GRATUITO À ESCOLA

l No geral, o acesso à escola é gratuito.

l Não existem casos identificados de situações em que os pais e encarregados de educação tenham pago para

ma-tricular os seus filhos ou educandos. 7. SEGURANÇA, HIGIENE E SANEAMENTO

l A maior parte das escolas não dispõe de vedação ao redor das escolas.

l A falta de vedação tem criado situações de insegurança das escolas na medida em que permite a entrada de mar-ginais que com frequência tem vandalizado as infraestru-turas e o mobiliário escolar.

l As escolas não possuem recipientes de lixo;

l Algumas escolas possuem aterros sanitários para deposi-tar o lixo dentro da escola.

l As escolas não têm fontenária nem outras fontes de água potável, o que contribui negativamente para a higiene das escolas, assim como dos próprios alunos;

l Os alunos são obrigados a recorrer a fontes de água fora do recinto escolar.

l As escolas do distrito tem sanitários, porém estes não apresentam condições mínimas para uso.

l As escolas não tem água canalizada para os sanitários; l A falta de sanitários tem contribuído para que os alunos

façam as suas necessidades ao redor da escola criando si-tuações graves de limpeza e higiene escolar.

8. CONDIÇÕES FÍSICAS DAS SALAS DE AULAS E CARTEI-RAS, DISPONIBILIDADE E MATERIAL DAS SALAS

l A maioria das escolas do distrito não possuem salas sufi-cientes para o número de alunos;

l A maioria das escolas não possui carteiras em condições o que leva muitas crianças a assistirem às aulas sentadas no chão.

No entanto, foram formuladas como prioridades para o Pla-no de Acção Distrital para 2014, os seguintes aspectos: l Maior envolvimento da comunidade no processo de

ges-tão dos fundos do ADE na escola;

l Melhorar os mecanismos de comunicação entre as comu-nidades e os provedores de serviço;

l Reforçar os CE de modo a que os mesmos possam funcio-nar da melhor forma e influenciando as políticas e planifi-cação local;

l Estabelecer um mecanismo de alocação do livro escolar tendo em conta o número de alunos de cada escola; l Melhorar a planificação e coordenação da Escola

envol-vendo cada vez mais os diferentes grupos (CE, pais e en-carregados de educação, provedores de serviço e estrutu-ras locais).

l Melhorar o sistema de abastecimento de água, reforçar a limpeza dos sanitários e procurar parcerias para a constru-ção da vedaconstru-ção da escola;

l Advocar pela melhoria das condições para educação in-clusiva nas escolas locais.

Contudo, o exercício do CPC realizado resultou ainda num conjunto de recomendações das quais se destacam as se-guintes:

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1. INTRODUÇÃO

Existe uma preocupação da sociedade, sustentada por estudos, de que as crianças em Moçambique não estão a atingir as competências básicas de leitura e cálculo previs-tas no fim do 1º e 2º ciclo de aprendizagem (Aprender a ler 2013, SACMEQ 2007, CESC e MEPT 2011).,

O MINED que também está preocupado com esta situação está a implementar um conjunto de estrategias incluindo, entre outras, a introdução do novo currículo, a alocação de fundos a escola, a formação de professores e gestores edu-cacionais, o incremento da supervisão pedagógica, a de-finição e aplicação de uma avaliação mais sistemática das competências básicas de leitura e cálculo no fim do 1º ci-clo, e também o estabelecimento de um sistema de gestão e garantia da qualidade assente em padrões e indicadores de qualidade. Este último prevê, a todos níveis de avaliação o envolvimento da comunidade e da sociedade civil. Complementar a este quadro, as organizações da socie-dade civil também se têm organizado para contribuir, de várias formas, para a melhoria da qualidade de ensino. É neste quadro que o Centro de Aprendizagem e Capacita-ção da Sociedade Civil (CESC) fortalece a capacidade de plataformas e redes temáticas distritais para se engajarem na definição de políticas e melhoria dos serviços de educa-ção. No distrito de Moatize o CESC trabalha com Grupo de Coordenação dos Conselhos de Escola, vem implementan-do anualmente o Cartão de Pontuação Comunitária (CPC), que é uma ferramenta participativa baseada na comuni-dade, que permite que os cidadãos se engajem na iden-tificação de prioridades com enfoque para a provisão de serviços públicos.

Com o presente relatório o CESC e a Fórum dos CE do Distrito de Moatize pretendem partilhar com os diferentes segmen-tos da sociedade moçambicana, nomeadamente instituições públicas, a todos os níveis (distrital, provincial e central), bem Escolas devem assegurar o envolvimento de diferentes grupos (Líderes Comunitários, Jovens das comunidades circunvizinhas, Mulheres) nos CE;

l As direcções das Escolas, em coordenação com os CE devem promover acções de sensibilização para os pais e encarregados de educação participarem mais na vida da escola, sobretudo no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem das crianças na escola. l Os CE devem manter uma maior ligação com os grupos

que representam, quer em termos de recolha de subsí-dios sobre as preocupações e prioridades destes como em termos de retorno das decisões tomadas.

l Necessidade de evitar interferência dos SDEJT nos pro-cessos de aquisição de bens, especificamente no que se refere à escolha dos fornecedores, o que afecta em gran-de medida a disponibilização imediata dos materiais às escolas.

l As direcções das escolas deve promover a transparência no processo de Gestão do ADE, envolvendo o máximo possível as comunidades em todas as etapas através dos mecanismos estabelecidos para o efeito;

l As escolas, de um modo geral, precisam melhorar o en-volvimento dos Conselhos de Escolas durante a planifi-cação para que não seja apenas simbólica como acon-tece actualmente onde apenas servem para aprovar os planos já elaborados anteriormente pela direcção das escolas.

l O CESC, em parceria com o Fórum dos CE de Moatize, devem garantir a monitoria do plano de acção definido de modo a verificar até que pontos as escolas estão a implementar as recomendações propostas durante o processo de avaliação (CPC);

l Estabelecer parcerias entre o CESC e os grupos teatrais para promover acções de mobilização social para os ti-tulares de direitos e obrigações de modo a promover a participação destes na governação.

como com as organizações da sociedade civil, os resultados do exercício de pontuação comunitária no sector de educa-ção, especificamente de educação primária (Escola primária de nível 1 e 2), realizada em 6 escolas do distrito de Moatize na província de Tete entre os meses de Agosto e Outubro de 2013.

A avaliação foi realizada pela comunidade local e incluiu pais e encarregados de educação, alunos, lideres comunitários bem como, os provedores de serviços dos quais se incluem, representantes dos Serviços Distritais de Juventude, Educação e Tecnologia (SDJET), professores e directores de escola. A ava-liação foi facilitada pelo Fórum dos CE do Distrito de Moatize e teve apoio técnico do CESC.

2. METODOLOGIA E O PROCESSO DO CPC NO DISTRITO DE MOATIZE

O Cartão de Pontuação Comunitária (CPC) é uma ferramenta de monitoria e avaliação participativa baseada na comunida-de que permite que os cidadãos avaliem a qualidacomunida-de comunida-de servi-ços públicos tais como saúde, educação, transportes públicos, água, sistemas de recolha de lixo.

A ferramenta é usada para informar os membros de uma co-munidade sobre os serviços disponíveis e seus direitos e para solicitar as suas opiniões acerca do grau de acesso e qualidade desses serviços. Ao dar oportunidade para um diálogo directo entre os provedores de serviços e a comunidade, o processo do CPC “empodera” os cidadãos a exprimirem suas opiniões e facilita a exigência de maior qualidade na prestação de servi-ços públicos.

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O trabalho preparatório no distrito de Moatize ba-seou-se na definição da amostra, ou seja o número de unidades de Serviço (Escolas Primárias do distrito) a visitar. Para tal, procedeu-se a uma listagem de todas as escolas primárias existentes agrupadas por Zonas de Influencia Pedagógica (ZIP). Assim, foi seleccionada uma amostra de um total de 5 escolas de 3 ZIPs em Localidades diferentes.

Posteriormente procedeu-se a definição das unidades de serviço a visitar (as ZIPs) com probabilidade pro-porcional ao tamanho dos alunos. Em cada ZIP selec-cionada foram escolhidas duas (2) escolas. A primeira escola foi escolhida pelo facto ser a que coordena a ZIP e a segunda a escolha foi efectuada de forma aleatória. Após a definição das unidades de serviço procedeu-se à definição dos participantes do CPC. Foram criados, com o apoio da Direcção da Escola e das Lideranças Comunitárias, 5 grupos focais de estudantes de ambos sexos, encarregados de educação, membros do con-selho de escola, líderes comunitários e profissionais de educação (professores e trabalhadores dos servi-ços distritais. Participaram 227 pessoas, das quais 77 mulheres, 150 homens e 49 jovens, entre estudantes, encarregados de educação, membros das comunida-des, líderes comunitários e profissionais de educação (professores e trabalhadores dos serviços distritais).

Nesta etapa, com a ajuda do facilitador, foram organi-zados os grupos focais para fazerem a avaliação dos resultados.

Os grupos realizaram a avaliação dos serviços baseada em indicadores gerados por eles próprios e por outros indicadores previamente definidos pelo CESC. Os indi-cadores definidos pelo CESC estão alinhados com os padrões e indicadores do MINED, mas seleccionados de acordo com a relevância para a comunidade. As fi-chas que são usadas no processo de recolha da pon-tuação tem questões que ajudam a levantar os princi-pais indicadores relevantes para a comunidade.

Foram usados um total de 23 indicadores de avalia-ção, focalizados na área de educaavalia-ção, e que abran-gem os seguintes assuntos:

1) Inclusividade e transparência na gestão da es-cola e dos Fundos de Apoio Directo à Eses-cola (ADE), 2) Acesso, permanência e sucesso escolar, 3) Disponibilização de material do ensino, 4) Controle das actividades pedagógicas, 5) Transparência no processo de ingresso, 6) Suficiência de salas de aula e equipamento, 7) Segurança, higiene e saneamento

8) Necessidades educativas especiais

Em relação à pontuação, foi adoptada uma escala de 1 a 4 (1-muito mau, 2- mau, 3- bom, 4- muito bom). Para cada pontuação, era explicada a razão e nos casos de mau e muito mau, era solicitado aos participantes para sugerirem soluções.

I. Trabalho preparatório no terreno e pesquisa

II. Avaliação/pontuação pela comunidade

5. Advocacia e Monitoria da Implementação das recomendações 1. Trabalho pre-paratório: pesquisa preliminar e mobiliza-ção comunitária 2. Pontuação da qualidade de serviços pela

comunidade beneficiária 3. A pontuação dos provedores de serviços 4. Encontro de interface entre a comunidade e os provedores de serviço para a revisão das consta-tações e recomendações de ambos grupos e,

proposta de plano de acção

O CPC é desenvolvido em cinco etapas como mostra a figura:

O CPC obedece a um ciclo constituído por cinco etapas, nomeadamente:

Nesta fase de preparação, os facilitadores recolheram informação de base sobre a escola tal como o número de alunos existentes por sexo, número de professores, plano de desenvolvimento da Escola e outra informa-ção relevante sobre a escola que pode apoiar na facili-tação dos grupos.

O processo de mobilização foi feito através da elabora-ção de cartas de comunicaelabora-ção da intenelabora-ção aos governos distritais e ao respectivo Serviço Distrital de Educação Juventude e Tecnologia e aos Postos Administrativos visados. Foram também estabelecidos contactos pes-soais e telefonicamente com algumas estruturas locais (directores e/ou seus adjuntos, directores de escolas, Chefes de localidades, líderes comunitários e presiden-tes de conselhos de escolas) para marcação das datas e hora dos encontros de trabalho. Para além disso, foi feito um encontro de mobilização com a comunidade local em que foi partilhado os objectivos do CPC e con-vidados os membros da comunidade a participar

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Para autoavaliação dos provedores de serviço, foram usados os mesmos indicadores utilizados com os 4 grupos da comunidade. Tal como nos outros 4 gru-pos, os professores foram convidados a justificarem suas pontuações e a trazerem propostas de solução para os casos em que a pontuação era negativa. O processo de pontuação realizou-se a nível da es-cola onde participaram os directores da eses-cola e um grupo de professores.

A interacção entre a comunidade e os provedores de serviço foi realizada a dois níveis: a nível da escola e a nível distrital. A interacção a nível da escola foi um exercício de reflexão que consistiu na análise e de-bate sobre os indicadores avaliados em Mau e muito Mau, os quais foram seleccionados anteriormente por cada um dos grupos focais. Para cada indicador, foram explicadas as razões da sua ocorrência, poste-riormente foram propostas as ideias para possíveis soluções, identificando-se as respectivas responsabi-lidades e idealizados os prazos.

O encontro foi, fundamentalmente, um momento para validar os resultados dos grupos e criar consen-sos em relação às pontuações feitas de forma sepa-rada pelos grupos focais, fazendo desses consensos, uma forma de assumir compromissos entre a comu-nidade e os provedores dos serviços.

A nível distrital, o diálogo consistiu na partilha e aná-lise das prioridades identificadas para incluir nos pla-nos de acção elaborados durante a fase de interacção nas 7 escolas. A interacção distrital foi realizada pri-meiro através da partilha dos resultados colectados a nível das escolas e a identificação de assuntos co-muns as mesmas; de seguida, procedeu-se ao escla-recimento dos principais pontos críticos levantados a nível das escolas através dos responsáveis do sec-tor da educação (SDEJT) e por fim, a formulação das prioridades a constar no plano de acção para 2014, tendo em conta, os resultados do processo do CPC efectuado no ano anterior (2013).

III. Auto-avaliação/Pontuação pelos provedores

IV. Encontro de interacção entre a comunidade e os provedores do serviço

A Plataforma Distrital dos CE disseminou os resultados do exercício do CPC de Moatize através da Rádio Co-munitária local, bem como através de encontros com o governo distrital. O seguimento do plano de acção fi-cou definido para o ano seguinte, na altura da repetição do CPC.

V. Advocacia e seguimento

3. RESULTADOS DA PONTUAÇÃO

Para a presente avaliação realizada pela comunidade local do distrito de Moatize em torno da qualidade de prestação de serviços de educação, foi utilizado como referência o qua-dro dos padrões e indicadores desenvolvidos pelo MINED, combinados com os indicadores desenvolvidos pela própria comunidade. Assim, os resultados são agrupados nos princi-pais assuntos como se segue:

A. Inclusividade e transparência na planificação e gestão da escola e dos fundos do Apoio Directo à Escola (ADE)

Para este assunto, foram avaliados 9 indicadores considera-dos relevantes e apropriaconsidera-dos para a comunidade interessada avaliar a qualidade dos serviços baseada na sua percepção.

Nível de conhecimento do valor do ADE alocado à Escola nas duas últimas fases (indicador 1.1)

Os provedores de serviço, os alunos, os pais e encarregados de educação e os CE atribuíram uma pontuação positiva ao indicador que manifesta a satisfação em torno do conheci-mento do valor do ADE. As escolas também atribuíram uma pontuação positiva ao indicador. A divulgação dos montan-tes do ADE alocados às escolas é feito no início de cada ano lectivo durante as reuniões de abertura de modo a que todos os membros dos CE possam ter a informação. Ao longo do ano, o SDEJT fazem visitas de monitoria as escola e durante as visitas efectua a divulgação do estágio da execução dos fundos do ADE e os montantes disponíveis.

Sobre o nível de participação dos membros do Conselho de Escola (CE) na gestão dos fundos do ADE (indicador 1.2)

Todos os grupos envolvidos na pontuação, os provedores de serviço, os alunos, CE e encarregados de educação, atribuí-ram uma pontuação positiva ao indicador. Através do resul-tado da pontuação pode-se concluir que existe um nível de participação dos CE na gestão dos fundos do ADE. A mesma pontuação foi atribuída por todas as escolas. O grupo das es-truturas locais foi o único grupo que pontuou negativamen-te o indicador.

Envolvimento dos membros dos CE na compra e recepção do material (indicador 1.3)

No geral a pontuação atribuída ao indicador foi positiva. Com excepção das estruturas locais, os restantes grupos con-sideraram que existe um envolvimento dos membros do CE

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na compra e recepção do material escolar. Apesar da pontua-ção positiva atribuída ao indicador, as escolas consideraram que há uma necessidade de continuar a melhorar o nível de participação dos CE no processo de compra e recepção do material.

Abrangência na distribuição do material didáctico aos alunos (indicador 1.4)

No que se refere à distribuição do material didáctico, a pon-tuação indica que existe um bom nível de abrangência na distribuição do material didáctico aos alunos. Dos grupos en-volvidos na pontuação apenas as estruturas locais atribuíram uma pontuação negativa, justificada pelo facto de nem sem-pre o material didáctico ser suficiente para todos os alunos.

Comprovação da recepção do material por parte dos alu-nos (indicador 1.5)

No geral, a pontuação atribuída ao indicador foi negativa. Os pais e encarregados de educação, assim como, as estru-turas locais e CE atribuíram a pontuação negativa. A mesma pontuação foi atribuída por todas as escolas envolvidas na avaliação. A pontuação negativa indica que os mecanismos de comprovação da recepção do material por parte dos alu-nos são fracos. Quer isto significar que, os mecanismos esta-belecidos não permitem um controlo eficaz da recepção do material pelos alunos. Neste sentido, há uma necessidade de melhorar os instrumentos de controlo e que possam garantir a comprovação da recepção do material por parte dos alu-nos de forma eficiente e eficaz.

Transparência do processo de Gestão dos fundos do ADE (indicador 1.6)

De acordo com a pontuação atribuída, pela maioria dos gru-pos envolvidas na pontuação há uma fraca transparência nos processos de gestão dos fundos do ADE. Tal como os grupos, as escolas (EPC Josina Machel, Oitavadas, Cachoeira e Paró-quia), que também pontuaram negativamente o indicador. Os pais e encarregados de educação, os alunos e os mem-bros do CE não são envolvidos em todas as fases do processo de gestão do ADE.

Nível de envolvimento da comunidade escolar na gestão do ADE (indicador 1.7)

Todos os grupos envolvidos na avaliação atribuíram uma pontuação negativa ao indicador. De acordo com a pontua-ção atribuída, pode-se concluir que existe um fraco envolvi-mento da comunidade no processo de gestão do ADE que pode ser justificado pelo fraco nível de informação que a co-munidade tem em torno do ADE, pela fraca participação nas diversas fases do processo de gestão do ADE, entre outros factores.

Levantamento do material após o pagamento na loja (ca-pacidade dos fornecedores) (indicador 1.8)

No geral, a pontuação atribuída por todos os grupos e das escolas envolvidas na avaliação, pontuaram satisfatoriamen-te o indicador. Para a maioria dos grupos e escolas o masatisfatoriamen-te-

mate-rial adquirido foi levantado junto dos fornecedores locais. As escolas foram unânimes em considerar que os fornecedores locais tem melhorado a capacidade de fornecimento do ma-terial o que permite as escolas obter o mama-terial a nível local e com maior rapidez.

Opção de escolha das lojas para compra do material didáctico (indicador 1.9)

No que concerne à opção de escolha das lojas para a compra do material didáctico, os provedores de serviço, os alunos e pais e encarregados de educação atribuíram uma pontuação positiva. A pontuação positiva foi também manifestada pela maioria das escolas com excepção das EPC de Occhiena e da Paróquia. No geral, a escolha da loja é feita pela comissão de compras de acordo com os preços e a qualidade do material a adquirir.

Benefícios da implementação do fundo para a comunida-de escolar (indicador 1.10)

A pontuação atribuída foi positiva. Os grupos e as escolas envolvidas na avaliação manifestaram a sua satisfação em relação à implementação do ADE. Segundo os mesmos, a implementação do ADE tem trazido vários benefícios para as escolas. Com a implementação do ADE, as escolas tem con-seguido fundos adicionais para satisfazer as necessidades de funcionamento, bem como, garantir a alimentação do pes-soal docente durante o período dos exames.

Participação do CE na justificação da utilização dos fun-dos (indicador 1.11)

A nota aponta para a satisfação da maioria dos grupos em relação à participação do CE no processo de justificação dos fundos. Os provedores de serviço, os alunos e os CE atribuí-ram uma pontuação positiva ao indicador. E por seu turno, os pais e encarregados de educação e as estruturas locais atribuíram a pontuação negativa manifestando deste modo a sua insatisfação em relação a nível de participação dos CE na justificação dos fundos do ADE. Apesar da pontuação do indicador, no geral, ter sido positiva, é preciso notar que no indicador relativo ao envolvimento da comunidade na ges-tão do ADE, a maioria dos grupos envolvidos atribuiu uma pontuação negativa indicando para o facto de existir um fra-co envolvimento dos diversos grupos em todas as fases de gestão do ADE.

B. Acesso, permanência e sucesso escolar

Permanência da rapariga na escola (indicador 2.1)

No geral, a pontuação atribuída pelos grupos e escolas en-volvidas na avaliação foi de satisfação. A pontuação indica que há uma redução das desistências escolares das raparigas nos últimos anos. No decurso das visitas efectuadas às 6 es-colas (EPCs Josina Machel, V. Occhiena, Oitavadas, Moatize, Cachoeira e Paroquia) que participaram do processo de ava-liação, todas consideraram que efectivamente tem-se verifi-cado uma redução das desistências escolares das raparigas.

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Distribuição do livro gratuito (indicador 3.1)

A pontuação atribuída por todos os grupos envolvidos na avaliação indicam para um bom nível de satisfação em rela-ção à distribuirela-ção do livro escolar gratuito. Todas as escolas foram unânimes na atribuição da pontuação positiva. As es-colas têm recebido os livros escolares de distribuição gratui-ta anualmente. No engratui-tanto, situações existem, em algumas escolas, em que há défice de livros em algumas disciplinas e classes.

Material para alunos com necessidades educativas espe-ciais (indicador 3.2)

Para os grupos envolvidos na avaliação, com excepção do grupo dos provedores de serviço, a pontuação atribuída foi negativa. A pontuação indica para uma insatisfação em re-lação à não disponibilização de material didáctico para os alunos com necessidades educativas especiais nas escolas. As escolas visitadas referiram que não tem alunos com ne-cessidades educativas especiais. As escolas para além de não terem material didáctico para os alunos com necessidades educativas especiais, não dispõem de acessos preparados para acolher estes petizes. Os professores não possuem ain-da treinamento em materias ligaain-das a educação inclusiva por forma a lidar com este tipo de casos.

D. Eficiente controlo das actividades pedagógicas Sobre assiduidade dos professores (Indicador 4.1)

Quase todas as escolas e grupos envolvidos atribuíram uma pontuação positiva que indica para a satisfação destes em relação à assiduidade dos professores. Apesar dos professo-res serem assíduos, existem períodos do mês em que estes ausentam-se, normalmente no final do mês, para se desloca-rem até outras localidades ou distritos onde existem Agên-cias Bancárias de modo a efectuarem o levantamento dos seus salários.

Assiduidade dos alunos (indicador 4.2)

No que concerne a assiduidade dos alunos, todos os grupos envolvidos na pontuação atribuíram uma pontuação nega-tiva. Ou seja, os alunos faltam muito e atrasam às aulas com frequência. Os atrasos têm sido justificados pelo facto dos alunos desenvolverem actividades domésticas durante o pe-ríodo lectivo, por um lado, e, por outro devido, às distâncias percorridas para chegar à escola.

E. Transparência no processo de ingresso Acesso gratuito a escola (indicador 5.1)

O acesso à escola é gratuito. Todos os grupos envolvidos na pontuação, assim como as escolas manifestaram, através da sua pontuação, satisfação em relação ao presente indicador. A nível do distrito, o acesso a escola é efectivamente gratui-to. Não existem casos identificados de situações em que os pais e encarregados de educação tenham pago a escola para matricular os seus filhos ou educandos.

F. Segurança, higiene e saneamento

Esta dimensão avalia as condições mínimas necessárias para garantir a segurança, higiene e saneamento

Existência de vedação (indicador 6.1)

As escolas (com excepção da EPC da Cachoeira) e os grupos envolvidos na avaliação foram unânimes na pontuação ne-gativa atribuída a este indicador. A pontuação atribuída in-dica que a maior parte das escolas não dispõe de vedação ao redor das escolas. Esta situação tem contribuído negativa-mente para a segurança das escolas na medida em que per-mite a entrada de marginais que com frequência tem vanda-lizado as infraestruturas e o mobiliário escolar.

Existência de recipientes de lixo aterros sanitários (indi-cador 6.2)

Todos os grupos, assim com as escolas envolvidas na avalia-ção atribuíram uma pontuaavalia-ção negativa. A pontuaavalia-ção indica que as escolas não possuem recipientes de lixo. Como resul-tado da falta de recipientes, em quase todas as escolas o lixo é deitado no recinto escolar, atentando, deste modo, à saúde das crianças.

Existência de fontes de água potável dentro da escola (indicador 6.3)

No geral a pontuação atribuída foi negativa. Todos os grupos e a maioria das escolas atribuíram uma pontuação negativa, com excepção das EPCs de Josina Machel e Moatize. As esco-las não tem fontenária nem outras fontes de água potável, o que contribui negativamente para a higiene das escolas, as-sim como dos próprios alunos. Com frequência os alunos são obrigados a recorrer a fontes de água fora do recinto escolar.

Sanitários limpos e/ou com água (indicador 6.4)

Todos os grupos envolvidos na avaliação, assim como a maioria das escolas atribuíram uma pontuação negativa ao indicador. As escolas têm sanitários, porém sem condições mínimas para uso. As escolas não têm fontes de água no recinto escolar. Esta situação contribui para que os alunos façam as suas necessidades ao redor da escola criando situa-ções graves de limpeza e higiene escolar.

G. Infraestruturas, Equipamentos e Ambiente Escolar

Esta dimensão pretende analisar e avaliar as condições míni-mas necessárias para garantir o processo de ensino e apren-dizagem no que se refere à infraestrutura (salas de aulas, carteiras, etc.), também a proporção de alunos por profes-sor e um ambiente de inclusão apropriado para o ensino e aprendizagem.

Condições para as crianças com cuidados especiais como rampas e cadeiras/carteiras apropriadas (indicador 7.1)

A pontuação atribuída ao indicador por todas as escolas e grupos envolvidos na avaliação foi negativa. A pontuação indica que as escolas não possuem ainda condições infraes-truturais que permitam a acessibilidade de alunos com ne-cessidades especiais. Esta pontuação confirma a pontuação

(11)

11

atribuída ao indicador relativo à existência de material para alunos com necessidades especiais, o qual foi pontuado ne-gativamente no sentido de que as escolas ao adquirirem material didáctico não têm em conta os possíveis casos de alunos com necessidades especiais. As escolas não têm con-dições de infraestruturas, assim como outros elementos que possam permitir uma maior inclusão dos alunos com neces-sidades especiais, tais como, pavimento em condições para garantir a mobilidade dos alunos, portas acessíveis, condição das casas de banho, acesso a interruptores, bem como, mo-biliários apropriados nas salas de aulas, entre outros.

Condições físicas das salas de aulas/carteiras, disponibilidade e material das salas (indicador 7.2)

Todos os grupos envolvidos e as escolas atribuíram uma pontuação negativa. A maioria das escolas do distrito não possui salas suficientes para o número de alunos. Como for-ma de colfor-matar a indisponibilidade das salas, as escolas têm optado pela construção de salas com material local. No que concerne ao mobiliário escolar, a maioria das escolas não possui carteiras em condições o que leva a que muitas crian-ças assistam as aulas sentadas no chão.

4. PRIORIDADE DO DISTRITO PARA O SECTOR DE EDUCAÇÃO Como resultado da interacção entre os provedores de ser-viços e a comunidade local, procedeu-se à priorização dos assuntos a serem incluídos no Plano de Acção de 2014, tendo em conta, os assuntos comuns identificados nas escolas, de modo a dar o devido seguimento.

Com base nas prioridades definidas os provedores de servi-ço, alunos, CE, pais e encarregados de educação e autorida-des locais com apoio de um facilitador, procederam à elabo-ração de um plano de acção (ver em anexo) que define as principais actividades ou assuntos sobre os quais se devem concentrar, as soluções, responsabilidades, bem como os prazos para execução das soluções.

5. RECOMENDAÇÕES

Do exercício do CPC, resultaram as seguintes recomen-dações:

l A necessidade de evitar a interferência dos SDEJTs nos processos de aquisição de bens, especificamente no que se refere à escolha dos fornecedores que interfere em grande medida para a disponibilização imediata dos ma-teriais às escolas.

l As escolas, de um modo geral, precisam melhorar o envol-vimento dos Conselhos de Escolas durante a planificação para que não seja apenas simbólica como acontece ac-tualmente que apenas servem-se destes para aprovar os planos já elaborados pelas direcções de escolas em coor-denação com os professores.

l Os conselhos de escola devem manter uma maior ligação com os grupos que representam, quer em termos de re-colha de subsídios sobre as preocupações e prioridades destes como em termos de retorno das decisões tomadas.

l Maior envolvimento da comunidade no processo de gestão dos fundos do ADE na escola;

l Melhorar os mecanismos de comunicação entre as comunidades e os provedores de serviço;

l Reforçar os CE de modo a que os mesmos possam funcionar da melhor forma e influenciando as políticas e planificação local;

l Estabelecimento de um mecanismo de alocação do livro escolar tendo em conta o número de alunos de cada escola;

l Melhorar a planificação e coordenação da Escola envolvendo cada vez mais os diferentes grupos (CE, pais e encarregados de educação, pro-vedores de serviço e estruturas locais).

l Melhorar o sistema de abastecimento de água, re-forçar a limpeza dos sanitários e procurar parcerias para a construção da vedação da escola;

l Advocar pela melhoria das condições para educa-ção inclusiva nas escolas locais.

Neste contexto, foram formuladas como prioridades para o Plano de Acção Distrital para 2014, nomeadamente:

(12)

12

ANEXOS

a.

Quadro de resultados do CPC por escola

b.

Plano de acção de cada escola

ANEXO A: QUADRO DE RESULTADOS DA PONTUAÇÃO COMUNITÁRIA FEITA PELA COMUNIDADE EM GRUPOS FOCAIS

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 2 2 2 2 2.8 3 3 2 2 2 2.8 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 1.6 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Nível de conhecimento do valor do ADE alocado a Escola nas duas últimas fases

Nível de participação dos membros do CE na gestão do fundo Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

A divulgação é feita durante as reuniões de abertura do Ano Lectivo, para que todos membros possam ter conhecimento sobre a existência de ADE na escola.

Mas que a metade das escolas visitadas, tem o problema de envolvimento dos CE na gestão

do ADE

Visitas de monitoria por parte dos SDEJT as escola,

por forma a garantir que a comunidade escolar

possa ter informação acerca do fundo. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(13)

13

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 1.6 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 3 3 3 3 2 3.2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 2 2 3 2 2 2.8 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Nível de envolvimento dos membros do CE na compra e recepção do material

Nível de abrangência na distribuição do material didáctico aos alunos Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

Em todas as escolas esse indicador foi considerado uma dificuldade.

O material distribuído

é insuficiente. cação do livro as escolas. Maior controle na alo-Sugere se o envolvimento

de todos os membros do CE no processo seja activa. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(14)

14

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.8 3 3 2 2 2 2.8 3.3 3 3 3 2 2 2.8 3 3 3 2 2 2.8 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 2.8 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Nível de comprovação da recepção do material por parte dos alunos

Nível de transparência do processo de gestão do fundo de ADE Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

As escolas visitadas têm lista de controlo da distribuição do materi-al, mas não tem um comprovativo da recepção do material, por parte

do aluno.

Cerca de 2 escolas visitadas das 06 abrangidas pontuaram mau. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(15)

15

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 3 3 2 2 2 2.3 1.6 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3.2 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Nível de envolvimento da comunidade escolar na gestão do ADE

Nível de levantamento do material após pagamento na loja/ capacidade dos fornecedores Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

85% das escolas visitadas, enfrentam o problema de fraco

envolvimento da comunidade escolar na gestão escolar

Todas as escolas visitadas fazem o levantamento após o pagamento EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(16)

16

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 2 3 3 3 3 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 3 3 3 3 2 2 3 3 3 3 2 2 2.6 3.2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.3 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Nível de opção de escolha das lojas para compra do material

Nível de benefícios que a implementação do fundo trouxe a escola Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

A escolha da loja é feita pela comissão de compras de acordo com os preços e a qualidade do

material

Com a implementação deste fundo, as escolas conseguem atender as pequenas necessidades de funcio-namento e garante a alimentação dos docentes durante o processo

dos exames. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(17)

17

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 2 2 3 2.8 3 3 2 2 2 2.8 3 3 2 3 2 2.8 3 3 3 3 2 3 3 3 2 3 2 3 3 3 2 3 2 3 3.2 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 2.8 3 3 3 3 3 3.3 3 3 3 3 3 3 3 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Participação do Conselho de Escola na justificação da utilização dos fundos

Permanência da rapariga na escola Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

Alguns membros consideraram mau, enquanto para os outros

pontuaram bom.

As 6 escolas visitadas apontaram este indicador como sendo bom, a redução das desistências escolares

na rapariga é notória. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital As desistências das raparigas reduziram consideravelmente nos últimos anos.

(18)

18

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.4 3 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2.8 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Distribuição do livro gratuito

Material para alunos com necessidades educativas especiais Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

O livro gratuito traz benefícios no seio da comunidade, serve de motivador para os próprios pais e encarregados de educação levarem

as suas crianças a escola.

Nas escolas visitadas, não tem ma-terial para alunos com necessidades

educativas especiais, e afirmaram não ter crianças com necessidades

especiais. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(19)

19

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2.6 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.2 3.3 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2.8 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2.8 3 3 3 3 3 3.2 2 2 2 2 2 2.8 3.3 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Assiduidade dos professores

Assiduidade dos alunos Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

Não se regista maior abandono de sector por parte dos professores.

Existe um controle rigoroso a nível das escolas visitadas EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(20)

20

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3.2 3.3 3 3 3 3 2 2.8 2 2 2 2 2 1.6 3 2 2 2 2 2,8 2 2 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 1.6 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores Acesso gratuito Existência de vedação Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

O indicador ajuda aos pais e encar-regados de educação nas despesas

dos seus educandos

Incentivar as direcções das escolas e CE para sensibilização da comuni-dade escolar para que possam dar a

sua contribuição EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

(21)

21

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 2.8 2 2 3 2 2 2.3 3 3 3 3 3 2.3 2 3 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 2 2 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1.6 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Recipientes de lixo aterro sanitário

Fontenária ou outra fonte de água potável dentro da escola Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

Uma parte das escolas visitadas, não tem sanitários com água e

limpo

Cerca de 85% das escolas abrangidas pelo processo, não tem fontenária nem outras fontes

de água potável, o que contribui negativamente na aprendizagem da criança na escola. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital É do conhecimento dos SDEJT da falta de fonte de

água na maior parte das escolas do distrito, salien-taram que o problema é de âmbito nacional.

(22)

22

Indicador 1.1 Indicador 1.1 3 3 3 3 3 3.2 3 2 3 3 2 2.8 3 3 3 3 3 3,2 3 2 3 3 2 3.3 3 2 3 3 2 3.2 3 3 3 3 3 2.8 3 2 3 3 2 2.8 3 3 2 3 2 2.8 3 3 2 3 2 2.8 3 3 2 3 2 2.6 3 3 2 3 2 2.8 Bom Bom Mau Bom Mau Bom 3 3 2 3 2 3 3 Pontuação alunos Pontuação alunos Pontuação Conselho de escola Pontuação Conselho de escola Pontuação global por escola Pontuação global por escola Pontuação provedores Pontuação provedores

Sanitários com água e limpos

Condições para crianças com cuidados especiais como rampas e cadeiras /carteiras apropriada Pontuação encarregados Pontuação encarregados Pontuação líderes comunitarios Pontuação líderes comunitarios Comparação com o ano Passado Comparação com o ano Passado Justificação da pontuação Justificação da pontuação Observações/ propostas dos SDEJT Observações/ propostas dos SDEJT

Os SEDJT não têm rubrica para cobrir todas as necessidades das escolas,

visto que o distrito tem 126 escolas.

As escolas visitadas, maior parte tem rampas mas não tem carteiras/

cadeiras apropriadas. EPC Josina Machel EPC Josina Machel Escola EPC V. Escola EPC V. EPC Oitavadas EPC Oitavadas EPC M/ Moatize EPC M/ Moatize EPC Cachoeira EPC Cachoeira EPC Paroquia EPC Paroquia Pontuação global Distrital Pontuação global Distrital

A escola tem rampas, mas não tem cadeiras/carteiras apropriadas

(23)

23

ANEXO B: PLANO DE ACCÃO DAS ESCOLA E DISTRITAL

ASSUNTO EXPLICAÇÃO QUE SOLUÇÕES? QUEM RESOLVE? QUANDO?

Melhoria da relação escola -comunidade Falta de vedação no recinto escolar Falta de Fontenária ou outras fontes de água potável den-tro da escola Nível de abrangência na distribuição do material didáctico Nível de envolvimento dos membros do CE na com-pra e recepção do material Nível de envolvimento da comuni-dade escolar na gestão do ADE Nível de transparência no processo de gestão do ADE

Os membros da comunidade não têm mostrado vontade na colaboração e apoio ao plano de desenvolvimento das escolas. Na medida em que são convoca-dos a encontros e não aparecem Das seis escolas visitadas, só duas tem vedação.

Das seis escolas visitadas, só duas tem fonte de água potável dentro da escola

O material distribuído não chega para todos alunos em contrapartida, há livros a venda no mercado local

Fraco envolvimento dos membros do CE na compra e recepção de material Não há envolvimento da comunidade escolar na gestão do ADE

A transparência do processo não tem sido dos melhores, dai que, os membros exigem que sejam envolvidos no proces-so de gestão do fundo

Envolver as Instancias superiores

Contribuição da comunidade para a construção do muro de vedação

Fazer contactos com parceiros, governo distrital e provin-cial para que a escola tenha uma fonte de agua potável.

O SDEJT deve distribuir livros, segundo as necessidades específicas de cada escola

Envolvimento de todos os intervenientes do CE de acordo com o RGEB.

Envolvimento da comunidade escolar na gestão do ADE

Envolvimento de todos os membros do CE na gestão de ADE Direcção da escola Direcção da escola e CE Direcção da escola e o presidente do CE Direcção da escola e o presidente do CE A direcção da escola e o presidente da CE Direcção da escola e CE através das reuniões A direcção da escola e o presidente do CE Próximo ano Próximo ano Próxima planifi-cação Próximo ano Próximo ano Próximo ano Próximo ano 01 02 03 05 07 04 06

(24)

Bairro de Malhangalene “A”, Rua da Amizade

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