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EXPORTAÇÕES DE AÇÚCAR PARA A CHINA CAEM 90% OUTUBRO

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EXPORTAÇÕES DE AÇÚCAR PARA

A CHINA CAEM 90% OUTUBRO

O s da do s ma i s at ua li z a d os s ob re a s e x p or ta ç õ es d e aç úc a r br ut o, r ef in ad o e processado disponibilizados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) para a China mostraram, mais uma vez, a continuidade do decrescimento acentuado (pelo terceiro mês consecutivo) dos embarques para o país. A f or te q ue da p er ma n ec e di re ta me nt e relacionada a valorização do preço do açúcar no mercado internacional. Acrescenta-se a isto o p ro c e s s o de re du ç ã o - p ar a po s t er io r renovação - dos estoques estatais que também

vai de encontro com a necessidade de equilíbrio da oferta no mercado local chinês, que tem pressionado a inflação através de preços mínimos muito elevados.

Incertezas geopolíticas em relação à nova postura dos Estados Unidos diante da mudança de governo tendem a refletir na demanda da China nos próximos meses, mas ainda c om muitas variáv eis a s erem definidas quanto a esta questão.

Em outubro foram exportadas 36,82 mil toneladas da c om modi ty , u m v o lume 90,2 7% i nferi or a s 378 ,52 mil toneladas exportadas no mesmo mês do ano anterior. Na margem a situação se inverte exponencialmente com um

avanço de 617,58% frente ao volume embarcado de 5,13 mil toneladas observado no mês imediatamente anterior.

No acumulado do ano as exportações de açúcar para a China somaram 1,74 milhões toneladas, com uma queda de 1 7, 01 % fr en te ao v ol um e d e 2, 10 m il hõ e s to ne la da s acumulada até os dez primeiros meses do ano passado.

A expectativa da SAFRAS & Mercado é que ao longo de 2016 s ejam exportadas 2,10 milhões de toneladas da commodity para a China que deve representar uma queda de 16,23% em comparação com o volume de 2,50 milhões de toneladas exportados ao longo de 2015. Com isto, o volume acumulado atual passou de 16,60% para 18,85%

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nº 651 | ano XVIII | 14/novembro/2016

abaixo da expectativa da SAFRAS & Mercado e caiu de 31,81% para 30,34% abaixo do valor total de 2015.

Olhando para o preço médio de exportação vemos que, em outubro o preço médio de embarque foi de US$/ton 339,85, um valor 21,21% superior ao preço médio de US$/ ton 280,38 observado no mesmo momento do ano anterior.

Na margem a situaç ão se inverte, passando para uma baixa de 12,28% quando c omparamos c om o preço de U S $ / t o n 3 8 7 , 4 1 o b s e r v a d o n o m ê s i m e d i a t a m e n t e a n t e r i o r . N o a c u m u l a d o d e 2 0 1 6 o p r e ç o m é d i o d e em ba rq ue o s c il a at ua lm en te e m US $/ to n 32 3, 58 q ue aponta para uma ac eleração de 3,05% frente ao v alor médio de US$/ton 314,02 observ ado durante o mesmo momento de 2015.

A expectativa da SAFRAS & Mercado é de que ao longo de 2016 o preço médio por tonelada oscile em US$ 350,00 o que significa uma alta de 12,88% frente a média fechada de 2015. Neste sentido, o preço médio de exportação de açúcar acumulado até outubro de 2016 se mostra 7,55% abaixo do

que a SAFRAS & Mercado projeta e 4,36% acima da média final de 2015.

Sob uma ótica de longo praz o, podemos notar que o v alor médio de negociaç ão de outubro, s e mostra 10,84% abaixo da média dos últimos c inco anos no mesmo período, que atualmente oscila em US$/ton 381,18. J á, o preç o médio acumulado de 2016 se mos tra 15,11% abaixo da média dos últimos c i n c o a n o s a c u m u l a d a n o m e s m o p e r í o d o d e referênc ia.

O flux o de receitas está acumulado em US$ 562,98 milhões, um valor 12,91% abaixo do visto durante o mesmo momento do ano anterior. Somente em outubro o fluxo foi de US$ 12,51 milhões (-88,21% no ano e +529,48% na margem). A expectativa da SAFRAS & Mercado é que ao f i m d e 2 0 1 6 o v a l o r a c u m u l a d o c h e g u e a U S $ 7 5 0 milhões, um volume 1,77% abaixo dos US$ 763 milhões de 2015.

Desvantagem do etanol no mercado

físico contra o açúcar bruto de Nova

York oscila em 20% em outubro

Em outubro, a desvantagem média do etanol no mercado físico brasileiro foi moderadamente menor do que a vista no mês anterior. Pela ótica do mercado interno, no período de referênc ia, a média de negoc iação do etanol hidratado oscilou em R$ 2,13 o litro, na região de Ribeirão Preto, com máximas entre R$ 2,18 e mínimas de R$ 1,98.

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CURSOS SAFRAS

Gestão Estratégica na

Comercialização de Açúcar e Etanol

17 de Novembro de 2017, São Paulo/SP

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nº 651 | ano XVIII | 14/novembro/2016

Este valor, descontado 12% de ICMS de São Paulo e convertido em centavos de dólar por libra-peso, com um câmbio médio de R$ 3,18 do período, equivaleu a US$/cents 16,66, um valor 20,66% inferior á média de US$/cents 22,73 observada sobre o vencimento Março/17 no mesmo período em Nova York.

Na média de 2016, o preço equivalente do hidratado dentro da usina, oscila em US$/cents 13,37, um valor 2,77% acima da média de US$/cents 13,01 observada no acumulado até o mês imediatamente anterior. O valor de outubro, em US$/ cents 16,66 se mostra 14,88% acima do preço de US$/cents 14,50, observado em relação ao mês imediatamente anterior e 46,07% acima do valor de US$/cents 11,40 observado no mesmo mês do ano anterior.

É interessante notar que o etanol hidratado teve uma valorização de 12,30% em reais por litro na margem que, com a queda de 2,23% no câmbio, fez com que os seus

preços em centavos de dólar por libra-peso apresentassem uma valorização de 14,88%. Neste mesmo período o açúcar em Nova York teve uma alta em termos marginais de apenas 4,42%. Isto explica, novamente, a redução da desvantagem do etanol hidratado frente ao açúc ar de Nova York que passou de -27,68% para -20,65% entre setembro e outubro deste ano.

A expectativa da SAFRAS & Mercado para o mês de novembro é que o preço médio em reais para o etanol hidratado oscile em R$ 2,16 o litro, fora da usina. Dentro da usina ele deve oscilar ao redor de R$ 1,90 o litro, com base em Ribeirão Preto. Com um câmbio médio esperado de R$ 3,22, frente a uma média de cotação de US$/cents 21,73 para Março/17 em Nova York, podemos ter uma desvantagem ainda menor do hidratado contra o açúcar bruto na faixa de -16,54%. Logo o hidratado dentro da usina deve oscilar ao redor de US$/cents 16,71 até o final de novembro.

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Referências

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