AES Sul Distribuidora Gaúcha
de Energia S.A.
Demonstrações Contábeis Regulatórias
31 de dezembro de 2015
Índice
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações contábeis regulatórias ... 1
Demonstrações contábeis regulatórias auditadas Balanços patrimoniais ... 3
Demonstrações dos resultados ... 5
Demonstrações dos resultados abrangentes ... 6
Demonstrações dos fluxos de caixa ... 7
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido ... 8
1
AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A.
Porto Alegre - RS
Examinamos as Demonstrações Contábeis Regulatórias da AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. As Demonstrações Contábeis Regulatórias foram elaboradas pela administração com base no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico – MCSE, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL através da Resolução Normativa no 605, de 11 de março de 2014.
Responsabilidade da administração pelas Demonstrações Contábeis Regulatórias
A Administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas Demonstrações Contábeis de acordo com o MCSE, e pelos controles internos que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas Demonstrações Contábeis Regulatórias livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas Demonstrações Contábeis Regulatórias com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento das exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as Demonstrações Contábeis Regulatórias estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas Demonstrações Contábeis Regulatórias. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas Demonstrações Contábeis Regulatórias, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração das Demonstrações Contábeis Regulatórias da Companhia para planejar procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das Demonstrações Contábeis Regulatórias tomadas em conjunto.
2
Em nossa opinião, as Demonstrações Contábeis Regulatórias acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2015, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com Manual de Contabilidade do Setor Elétrico – MCSE, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL através da Resolução Normativa no 605, de 11 de março de 2014.
Base de elaboração das Demonstrações Contábeis
Sem modificar nossa opinião, chamamos a atenção para a nota explicativa 2 às Demonstrações Contábeis Regulatórias, que descreve a base de preparação e apresentação dessas Demonstrações Contábeis. As Demonstrações Contábeis Regulatórias foram elaboradas para auxiliar a Companhia a cumprir os requisitos da ANEEL. Consequentemente, essas Demonstrações Contábeis Regulatórias podem não ser adequadas para outro fim.
Outros assuntos
A Companhia preparou um conjunto de Demonstrações Contábeis separado para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (demonstrações contábeis societárias), sobre o qual emitimos relatório de auditoria independente separado, com data de 15 de fevereiro de 2016.
As Demonstrações Contábeis Regulatórias para o exercício findo em 31 de dezembro de 2014, apresentadas para fins de comparabilidade, não foram examinadas por auditores independentes.
Porto Alegre, 26 de abril de 2016.
ERNST & YOUNG
Auditores Independentes S.S. CRC-2SP015199/F-6
Américo F. Ferreira Neto
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Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em milhares de reais - R$)
Não auditado
ATIVOS Notas 2015 2014
ATIVO CIRCULANTE
Caixa e equivalentes de caixa 4 22.302 58.641
Investimentos de curto prazo 4 58.237 150.708
Consumidores, concessionárias e permissionárias 5 598.246 414.502
Contas a receber - acordos 5 13.076 10.257
Imposto de renda e contribuição social compensáveis 6 5.039 888
Outros tributos compensáveis 6 10.306 13.685
Almoxarifado operacional 14.306 11.392
Ativos financeiros setoriais 466.390 249.128
Despesas pagas antecipadamente 8.997 6.859
Outros ativos circulantes 8 84.154 139.950
TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE 1.281.053 1.056.010
NÃO CIRCULANTE
Consumidores 5 93.398 14.731
Tributos compensáveis 6 14.912 16.761
Depósitos judiciais e cauções 38.089 32.872
Tributos diferidos 7 418.817 384.252
Contas a receber - acordos 5 35.333 37.640
Ativos financeiros setoriais 5 122.201 66.101
Bens e direitos para uso futuro 9.5 4.252 1.362
Imobilizado 9.1 2.148.051 2.046.439
Intangível 9.2 31.019 30.436
Bens e atividades não vinculadas à concessão 9.5 353.806 375.569
TOTAL DO ATIVO NÃO CIRCULANTE 3.259.878 3.006.163
4 em 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Valores expressos em milhares de reais - R$)
Não auditado 31.03.2014 PASSIVO Notas 2015 2014 PASSIVO CIRCULANTE Fornecedores 11 574.774 493.232 Empréstimos e financiamentos 13 71.264 604.715 Debêntures 13 1.277.833 13.019 Arrendamento financeiro 13 4.951 298 Subvenções governamentais 1.875 1.752 Obrigações sociais e trabalhistas 15 30.511 25.551 Imposto de renda e contribuição social a pagar 12 - 27.515 Outros tributos a pagar 12 86.099 43.309 Provisões para processos judiciais e outros 16 22.919 31.779 Dividendos declarados e juros sobre capital próprio 215.019 90.465 Encargos setoriais - Tarifários e do consumidor a recolher 17 111.183 3.137 Encargos setoriais - Pesquisa e desenvolvimento e eficiência energética 17 18.994 17.256 Passivos financeiros setoriais 32 205.670 140.850 Outros passivos circulantes 18 130.017 76.712
TOTAL DO PASSIVO CIRCULANTE 2.751.109 1.569.590
PASSIVO NÃO CIRCULANTE
Empréstimos e financiamentos 13 36.476 388.539 Debêntures 13 - 289.375 Arrendamento financeiro 13 11.094 337 Subvenções governamentais 13 4.646 7.386 Obrigações com entidade de previdência privada 13/14 29.504 31.099 Outros tributos a pagar 12 32.221 -Provisões para processos judiciais e outros 16 23.468 16.345 Encargos setoriais 17 26.556 14.189 Dividendos declarados e juros sobre capital próprio 19.5/ 29.1 412.848 412.848 Passivos financeiros setoriais 32 53.127 47.124 Obrigações sociais e trabalhistas 15 142 52 Outros passivos não circulantes 18 8.358 5.083 Obrigações vinculadas à concessão do Serviço Público de Energia Elétrica 10 229.757 192.831
TOTAL DO PASSIVO NÃO CIRCULANTE 868.197 1.405.208
TOTAL DO PASSIVO 3.619.306 2.974.798
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social 19.1 463.235 433.236 Reserva de capital 19.3 5.761 5.586 Ajustes de avaliação patrimonial 19.4 41.038 55.751 Outros resultados abrangentes 19.4 (23.950) (22.111) Reservas de lucros
Reserva legal 19.3 59.302 59.302 Reserva estatutária 19.3 201.138 201.138 Reserva de lucros a realizar 19.3 64.536 69.458 Obrigatória do dividendo não distribuído 19.3 172.796 172.796 Prejuízos acumulados (54.175) (4.279) (-) Ações em tesouraria (8.056) (8.056) Proposta para distribuição de dividendos adicionais 20 - 124.554
TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 921.625 1.087.375
5 (Valores expressos em milhares de reais - R$)
Não auditado
Notas 2015 2014
OPERAÇÕES EM CONTINUIDADE Receita
Fornecimento de energia elétrica 2.490.565 1.714.262
Suprimento de energia elétrica 19.744 14.574
Energia Elétrica de Curto Prazo 134.666 113.545
Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição 1.918.758 1.246.665
Ativos e Passivos Regulatórios 508.166 105.588
Serviços cobráveis 2.072 2.061
Doações, contribuições e subvenções vinculadas ao serviço concedido 227.388 183.554
Outras receitas 24.564 23.499
Tributos
ICMS (923.428) (611.703)
PIS-PASEP (74.416) (54.872)
COFINS (342.842) (252.746)
Encargos - Parcela "A"
Pesquisa e Desenvolvimento - P&D (14.635) (11.877)
Programa de Eficiência Energética - PEE (14.635) (11.490)
Conta de Desenvolvimento Econômico - CDE (664.973) (40.355)
Taxa de fiscalização de Serviços de Energia Elétrica - TFSEE (2.759) (2.696) Encargos Consumidor Repasse Recursos a CCRBT (330.182)
Outros encargos (6.558) (6.662)
RECEITA LÍQUIDA 22.2 2.951.495 2.411.347
Custos não gerenciáveis - Parcela "A" 23
Energia elétrica comprada para revenda (2.040.998) (1.572.326)
Energia elétrica comprada para revenda - Proinfa (48.078) (48.589) Encargo de transmissão, conexão e distribuição (279.447) (111.010)
RESULTADO ANTES DOS CUSTOS GERENCIÁVEIS 582.972 679.422
Custos gerenciáveis - Parcela "B"
Pessoal e administradores 25 (152.723) (109.226)
Entidade de previdência privada (4.888) (4.164)
Material (15.602) (10.198)
Serviços de terceiros (127.049) (142.381)
Arrendamento e aluguéis (9.755) (2.094)
Seguros (729) (612)
Doações, contribuições e subvenções (44)
Provisões para crédito de liquidação duvidosa, líquida (11.015) 17.591 Provisões para processos judiciais e outros, líquida (17.701) (11.939)
Perdas na alienação de bens e direitos (32.169) (22.715)
(-) Recuperação de despesas 847 805
Tributos (1.730) (1.546)
Depreciação e amortização (146.861) (151.500)
Outras Despesas Operacionais 26 (35.102) (26.857)
RESULTADO DA ATIVIDADE 28.451 214.586
Equivalência patrimonial Resultado Financeiro
Despesas financeiras 27 (365.602) (70.686)
Receitas Financeiras 27 233.755 120.088
RESULTADO ANTES DOS IMPOSTOS SOBRE OS LUCROS (103.396) 263.988
Despesa com impostos sobre os lucros - IR/CS 28 248 (58.438) Despesa com impostos sobre os lucros - IR/CS diferidos 28 33.617 (25.888)
RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (69.531) 179.662
6 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Valores expressos em milhares de reais - R$)
Não auditado
2015 2014
Resultado do exercício (69.531) 179.662
Outros resultados abrangentes
Reserva de reavaliação (22.292) (43.923) Efeito de imposto de renda e contribuição social 7.579 14.934 Previdência Privada - Déficit atuarial (2.787) (11.883) Efeito de imposto de renda e contribuição social 948 4.040
OUTROS RESULTADOS ABRANGENTES DO EXERCÍCIO, LÍQUIDOS DE IMPOSTOS (16.552) (36.832)
TOTAL DOS RESULTADOS ABRANGENTES DO EXERCÍCIO, LÍQUIDO DE IMPOSTOS (86.083) 142.830
7 (Valores expressos em milhares de reais - R$)
Não auditado
2015 2014
Atividades operacionais:
(Prejuízo) Lucro líquido do exercício (69.531) 179.662 Despesas (receitas) que não afetam o caixa e equivalentes de caixa
Depreciação e amortização 146.861 151.500 Variações monetárias e cambiais (6.623) (2.240) Reversão multa e juros sobre despacho 288 - (102.027) Provisão para créditos de liquidação duvidosa, líquida 11.020 (17.329) Provisão para processos judiciais e outros, líquida 20.002 16.707 Custo de empréstimos (encargos de dívidas) 241.832 139.184 Fundo de pensão/plano de assistência - Deliberação CVM 695 4.285 3.474 Receita de aplicação financeira em investimentos de curto prazo (9.756) (8.064)
Baixa de ativos 24.089 19.674
Ganho de capital na alienação de ativos - (146) Tributos e contribuições sociais diferidos (33.617) 25.888 Ações e opções de ações outorgadas 175 50 Variações nos ativos e passivos:
Consumidores, concessionárias e permissionárias (276.321) (139.251) Imposto de renda e contribuição social compensáveis 22.735 (323) Outros tributos compensáveis 9.874 8.694
Almoxarifado (2.914) (280)
Contas a receber - acordos (3.733) (24.358) Despesas pagas antecipadamente (2.138) (1.378) Outros ativos circulantes e não circulantes 48.098 (75.124) Ativo financeiro setorial, líquido (202.539) (118.710)
Fornecedores 81.542 39.216
Imposto de renda e contribuição social a pagar (27.515) 52.969 Outros tributos a pagar 74.521 14.796 Pagamento de processos judiciais e outros (26.579) (18.628) Obrigações sociais e trabalhistas 5.050 151
Encargos setoriais 118.072 4.346
Outros passivos circulantes e não circulantes 73.593 26.000 Juros resgatados de investimentos de curto prazo 10.969 9.032 Custo de transação (prêmio debenturistas) (5.846) -Pagamento de obrigações com entidade de previdência privada (8.667) (6.524) Caixa gerado nas atividades operacionais 216.939 176.961
Juros pagos (encargos de dívidas) (208.859) (104.878) Pagamento de imposto de renda e contribuição social (31.900) (29.494) Caixa líquido usado (gerado) nas atividades operacionais (23.820) 42.589
Atividades de investimentos:
Adições para ativos financeiros e intangíveis da concessão (240.408) (217.622) Consumidores - Participação financeira 44.847 32.245 Aplicações em investimento de curto prazo (2.265.409) (1.844.039) Resgates de investimento de curto prazo 2.365.966 1.742.693 Aplicações/Resgates de cauções e depósitos vinculados (4.587) (1.827) Recebimento de venda de ativo imobilizado e intangível - 348 Caixa líquido usado das atividades de investimentos (99.591) (288.202)
Atividades de financiamentos:
Ingressos de novos empréstimos e debêntures 1.600.000 433.170
Aumento de Capital 29.999
-Pagamento de empréstimos e debêntures (principal) (1.509.464) (139.559) Custo de empréstimos (custos de transação e prêmios) (31.185) (4.607) Pagamento de obrigações por arrendamento financeiro (2.278) (378) Caixa líquido gerado nas atividades de financiamentos 87.072 288.626
Variação no caixa líquido da Companhia (36.339) 43.013 Saldo inicial de caixa e equivalentes de caixa 58.641 15.628 Saldo final de caixa e equivalentes de caixa 22.302 58.641
8 em 31 de dezembro de 2015 e 2014
(Valores expressos em milhares de reais - R$)
Notas
Saldo em 31 de dezembro de 2013 - Não auditado 433.236 5.536 84.740 (14.268) 466.496 (8.056) 4.971 - 972.655 Lucro líquido do exercício - - - - - - 179.662 - 179.662 Realização da reserva de reavaliação - - (28.989) - - - 28.989 - -Ajuste de avaliação atuarial, líquido de imposto de renda e contribuição social diferidos 19.4 - - - (7.843) - - - - (7.843) Remuneração com base em ações - 50 - - - - - - 50 Destinação proposta à A.G.O.:
Reserva legal - - - - 10.541 - (10.541) - -Reserva estatutária 19.3 - - - - 25.657 - (25.657) - -Dividendos - - - - - - (57.149) - (57.149) Dividendos adicionais propostos excedentes ao mínimo obrigatório - - - - - - (124.554) 124.554 -Saldo em 31 de dezembro de 2014 - Não auditado 433.236 5.586 55.751 (22.111) 502.694 (8.056) (4.279) 124.554 1.087.375
Prejuízo líquido do exercício - - - - - - (69.531) - (69.531) Aumento de Capital 29.999 - - - - - - - 29.999 Realização da reserva de reavaliação - - (22.292) - - - 22.292 - -Ajuste de avaliação atuarial, líquido de imposto de renda e contribuição social diferidos 19.4 - - - (1.839) - - - - (1.839) Imposto de renda e contribuição social sobre reserva de reavaliação 7 - - 7.579 - - - (7.579) - -Remuneração com base em ações - 175 - - - - - - 175 Absorção do prejuízo líquido do exercício 20 - - - - (4.922) - 4.922 -
-Destinação proposta à A.G.O.:
Declaração de dividendos adicionais propostos 20 - - - - - - - (124.554) (124.554) Saldo em 31 de dezembro de 2015 463.235 5.761 41.038 (23.950) 497.772 (8.056) (54.175) - 921.625 Total Reservas de Capital Capital social Outros resultados abrangentes Reservas de lucros Proposta de distribuição de dividendos adicionais Ações em tesouraria Lucros (prejuízos) acumulados Ajustes de avaliação patrimonial
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1. Setor Elétrico no Brasil
O setor de energia elétrica no Brasil é regulado pelo Governo Federal, atuando por meio do Ministério de Minas e Energia (“MME”), o qual possui autoridade exclusiva sobre o setor elétrico. A política regulatória para o setor é implementada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (“ANEEL”).
O fornecimento de energia elétrica a varejo pela Companhia é efetuado de acordo com o previsto nas cláusulas de seus contratos de concessão de longo prazo de venda de energia. De acordo com os contratos de concessão de distribuição, a Companhia está autorizada a cobrar de seus consumidores uma taxa pelo fornecimento de energia consistindo em dois componentes: (1) uma parcela referente aos custos de geração, transmissão e distribuição de energia não gerenciáveis (“Custos da Parcela A”); e (2) uma parcela de custos operacionais (“Custos da Parcela B”). Ambas as parcelas são estabelecidas como parte da concessão original para determinados períodos iniciais. Subsequentemente aos períodos iniciais, e em intervalos regulares, a ANEEL tem a autoridade de rever os custos da Companhia, a fim de determinar o ajuste da inflação (ou outro fator de ajuste similar), caso existente, aos Custos da Parcela B (“Ajuste Escalar”) para o período subsequente. Esta revisão poderá resultar num ajuste escalar com valor positivo, nulo ou negativo.
Adicionalmente aos ajustes referentes aos Custos da Parcela A e Parcela B mencionados acima, as concessões para fornecimento de energia elétrica têm um ajuste tarifário anual, baseado em uma série de fatores, incluindo a inflação. Adicionalmente, como resultado das mudanças regulatórias ocorridas em dezembro de 2001, a Companhia pode agora requisitar reajustes tarifários resultantes de eventos significativos que abalem o equilíbrio econômico-financeiro dos seus negócios. Outros eventos normais ou recorrentes (como altas no custo da energia comprada, impostos sobre a receita ou ainda a inflação local) também têm permissão para serem absorvidos por meio de aumentos tarifários específicos. Quando a Companhia solicita um reajuste tarifário, se faz necessário comprovar o impacto financeiro resultante destes eventos nas operações.
A operação e administração da Rede Básica é atribuição do Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS, pessoa jurídica de direito privado, autorizado do Poder Concedente, regulado e fiscalizado pela ANEEL, e integrado pelos titulares de geração, transmissão, distribuição e também pelos consumidores com conexão direta à rede básica. O ONS tem a responsabilidade de gerenciar o despacho de energia elétrica das usinas em condições otimizadas, envolvendo o uso dos reservatórios das hidrelétricas e o combustível das termelétricas do sistema interligado nacional.
O pagamento do uso da transmissão aplica-se também à geração da Itaipu Binacional. Entretanto, devido às características legais dessa usina, os encargos correspondentes são assumidos pelas concessionárias de distribuição detentoras das respectivas quotas-partes da potência da usina.
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Informações gerais
A AES Sul Distribuidora Gaúcha de Energia S.A. (“Companhia”) é uma companhia de capital aberto, de direito privado, controlada diretamente pela AES Guaíba II Empreendimentos Ltda. e indiretamente pela The AES Corporation (sediada nos Estados Unidos da América). A Companhia está autorizada a operar como concessionária do Serviço Público de Distribuição de Energia Elétrica e tem como objetivo realizar estudos, projetos, construção e operação de usinas produtoras e de linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica e desenvolver atividades associadas à prestação de serviços de energia elétrica para 118 municípios do Estado do Rio Grande do Sul e tem suas atividades regulamentadas e fiscalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
A sede da Companhia está localizada na Rua Dona Laura, 320 – 6º e 10º andar, Bairro Rio Branco, Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
A Companhia, conforme mencionado na nota explicativa nº 22, faturou com fornecimento de energia 7.746 GWh e 8.345 GWh nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014, respectivamente, atendendo a aproximadamente 1,3 milhão de unidades consumidoras em 31 de dezembro de 2015 e 2014.
O Contrato de Concessão de Distribuição de Energia Elétrica n° 12/1997 foi assinado em 06 de novembro de 1997 e tem prazo de duração de 30 anos.
Segundo o Contrato de Concessão, a Companhia deve passar por processos de Revisão Tarifária a cada 5 anos. A Companhia passou pela Revisão Tarifária em abril de 2013 e os impactos estão demonstrados na nota explicativa nº 31.4 (b.4).
Ao longo dos últimos anos, a Companhia aumentou o seu saldo de dívida para fazer frente ao aumento do custo de energia gerado pela situação hidrológica. Embora o aumento de custo de energia seja repassado para a tarifa, caso ocorram em momentos distintos, há a necessidade da Companhia em se financiar através de capital de giro. Mesmo com a Revisão Tarifária Extraordinária e a criação da conta centralizadora de bandeiras em 2015, ambos os mecanismos não foram suficientes para reverter o seu capital circulante negativo e cobrir o aumento dos custos, fazendo com que houvesse um aumento significativo do ativo regulatório liquido. A partir do 2º trimestre de 2015, a crise econômica e o aumento da tarifa de energia levaram a uma queda de mercado que impactou de maneira relevante o EBITDA (*) da Companhia e o seu capital de giro. Além disso, no ano de 2015 o regulador (ANEEL) incluiu a Companhia no plano de melhoria nos serviços “Plano ANEEL” onde a Companhia vem fazendo frente a custos não programados anteriormente, pressionando ainda mais o fluxo de caixa. Outro fator inesperado que gerou pressão de fluxo de caixa foram os fortes temporais ocorridos na região de concessão da Companhia, demandando muitas equipes emergenciais que tem um custo de aproximadamente três vezes maior do que de uma equipe programada.
Apesar de todos os esforços da Administração na gestão do caixa da Companhia, a redução do EBITDA acumulado nos últimos doze meses, bem como um maior nível de endividamento e
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menor geração de caixa operacional, resultaram, na quebra dos seus indicadores financeiros por dois trimestres consecutivos em 30 de setembro de 2015, tendo as dívidas reclassificadas do passivo não circulante para o passivo circulante, conforme detalhado na nota explicativa nº 13.7.
A Companhia como parte de suas tratativas para fortalecimento de estrutura de capital, obteve um aumento de capital no valor de R$ 29.999, por meio de sua controladora AES Guaíba II Empreendimentos Ltda, o qual foi realizado em 04 de novembro de 2015– vide nota explicativa nº 19.1. Adicionalmente à capitalização por parte da controladora, a Companhia negociou a obtenção de anuência temporária de seus credores pelo descumprimento dos indicadores financeiros.
Nos dias 16 e 18 de dezembro de 2015, foram realizadas Assembleias Gerais de Debenturistas de 2ª e 3ª emissão, concedendo renúncia ao direito de declaração de vencimento antecipado das obrigações assumidas pela Companhia no âmbito das debêntures em razão do descumprimento pelo segundo trimestre consecutivo (encerrado em 30 de setembro de 2015), dos índices financeiros, sendo certo que a referida renúncia é outorgada desde que observadas as seguintes condições:
(i) a renúncia é temporária, sendo válida apenas pelo período de 2 (dois) meses, contado a partir da data da assembleia geral (prazo de validade da renúncia);
(ii) será devido, pela Companhia, a cada um dos debenturistas, o pagamento de um prêmio equivalente a 0,50% (cinquenta centésimos por cento) calculado sobre o saldo do valor nominal unitário das debêntures de titularidade do debenturista em questão, a ser paga em até 30 (trinta) dias contados da data de realização da assembleia geral de debenturistas; e
(iii) exceto pelas obrigações financeiras contratadas pela Companhia junto ao (i) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, incluindo, mas não se limitando às dívidas contratadas na modalidade FINAME; (ii) à Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobrás; (iii) à Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, a Companhia não poderá quitar quaisquer valores devidos a título de principal de qualquer outra dívida financeira por ela assumida com quaisquer outros credores, durante o prazo de validade da renúncia.
Desta forma, o direito dos credores declararem antecipadamente vencidas as 2º e 3ª debêntures foram para o caso de descumprimento dos covenants financeiros, postergados para 16 e 18 de fevereiro de 2016 respectivamente. Pela concessão da referida renúncia, a Companhia efetuou pagamento aos debenturistas de R$6.200 em 15 de janeiro de 2016.
A Companhia publicou nos dia 05, 10 e 11 de fevereiro de 2016 nos jornais Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul e do Comércio do Rio Grande do Sul as convocações para realização de Assembleias Gerais de Debenturistas em 22 de fevereiro de 2016 para as 2ª e 3ª
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emissões de debêntures, com o intuito de negociar as condições vigentes das referidas debêntures. A Companhia pretende concluir as negociações ainda em fevereiro de 2016. Em 26 de fevereiro de 2016, por meio de Assembleia Geral Extraordinária, a Companhia obteve aumento de capital no valor de R$295.455 com a emissão de 89.308 novas ações, nominativas e sem valor nominal, das quais 68.506 foram ações ordinárias e 20.802 foram ações preferenciais, subscritas privadamente pelo preço de emissão de R$ 3.308,27 por ação ordinária e preferencial.
Nos dias 01 e 02 de março de 2016, a Companhia concluiu a renegociação das condições vigentes, e assinou o 2º aditivo da 2ª debênture e da 3ª Debênture, efetivando assim, a reestruturação de suas dívidas. As principais alterações foram:
(i) Prorrogação do prazo final para agosto de 2021; (ii) Carência de 1 ano para amortizações;
(iii) Alteração dos limites de índices financeiros (Covenants), sendo que para o ano de 2016 não haverá verificação de tais índices;
(iv) Alteração da taxa de juros da 2ª emissão de debêntures e da 2ª 3ª e 4ª série da 3ª emissão de debênture.
(*) O EBITDA ou LAJIDA conforme definição dada pela Instrução da CVM Nº 527, de 04 de outubro de 2012 – significa o resultado líquido do período, acrescido dos tributos sobre o lucro, das despesas financeiras líquidas das receitas financeiras e das depreciações, amortizações e exaustões.
2. Base de preparação e apresentação das Demonstrações Contábeis Regulatórias
2.1 Declaração de conformidade
As Demonstrações Contábeis para fins regulatórios foram preparadas de acordo com as normas, procedimentos e diretrizes emitidos pelo Órgão Regulador e conforme as políticas contábeis estabelecidas no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico – MCSE, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL através da Resolução Normativa no 605, de 11 de março de 2014.
Essas demonstrações regulatórias foram preparadas em consonância com as orientações emitidas pelo Órgão Regulador para Demonstrações Contábeis. As Demonstrações Contábeis para fins regulatórios são separadas das Demonstrações Contábeis estatutárias societárias da Companhia. Há diferenças entre as práticas contábeis adotadas no Brasil e a base de preparação das informações previstas nas demonstrações para fins regulatórios, uma vez que as Instruções Contábeis para fins Regulatórios especificam um tratamento ou divulgação alternativos em certos aspectos. Quando as Instruções Contábeis Regulatórias não tratam de uma questão contábil de forma específica, faz-se necessário seguir as práticas contábeis adotadas no Brasil. A nota explicativa nº 36 apresenta uma reconciliação entre as demonstrações contábeis
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regulatórias e societárias, elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, e as práticas contábeis regulatórios, para melhor entendimento do leitor
2.2 Base de preparação
Todos os valores apresentados nestas demonstrações contábeis regulatórias estão expressos em milhares de reais, exceto quando indicado de outro modo. Devido ao uso de arredondamentos, os números apresentados ao longo dessas demonstrações contábeis regulatórias podem não perfazer precisamente os totais apresentados.
Os dados quantitativos, tais como volumes e números de unidades consumidoras, não foram objeto de auditoria dos auditores independentes.
2.3 Moeda funcional e de depreciação
(a) Moeda funcional e de apresentação
As demonstrações contábeis foram preparadas e estão apresentadas em Reais (R$), que é a moeda funcional e de apresentação da Companhia. A moeda funcional foi determinada em função do ambiente econômico primário de suas operações.
(b) Transações e saldos
As transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas que não foram realizadas na moeda funcional da entidade, foram convertidas para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data em que as transações foram realizadas. Os saldos de ativos e passivos monetários em moeda estrangeira são reavaliados para a moeda funcional da entidade pela taxa de câmbio na data base dos balanços.
3. Principais Práticas Contábeis Regulatórias
As principais práticas e politicas contábeis aplicadas na preparação destas demonstrações contábeis regulatórias estão definidas a seguir. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente em todos os exercícios apresentados.
3.1. Ativos financeiros - reconhecimento inicial e mensuração subsequente
Ativos financeiros são quaisquer ativos que sejam: caixa e equivalentes de caixa, instrumento patrimonial de outra entidade, incluindo os investimentos de curto prazo, direito contratual de receber caixa ou outro instrumento financeiro, direito contratual de troca de ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade sob condições potencialmente favoráveis para a entidade, ou um contrato que pode ser liquidado através de títulos patrimoniais da própria entidade sob determinadas condições. Os principais ativos financeiros da Companhia estão descritos abaixo.
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(a) Caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo
Incluem caixa, contas bancárias e aplicações financeiras de curto prazo com liquidez imediata e com risco insignificante de variação no seu valor de mercado. As disponibilidades estão demonstradas pelo custo acrescido dos juros auferidos, por não apresentarem diferença significativa em relação ao seu valor de mercado.
Os investimentos que, na data de sua aquisição, têm prazo de vencimento igual ou menor que três meses são registrados como equivalentes de caixa. Aqueles investimentos com vencimento superior a três meses na data de sua aquisição são classificados na rubrica “investimentos de curto prazo”.
Os investimentos de curto prazo estão classificados como disponíveis para venda e são mensurados pelo seu valor justo. Os juros e correção monetária, contratados nas aplicações financeiras, são reconhecidos no resultado quando incorridos. As variações decorrentes de alterações no valor justo dessas aplicações financeiras são reconhecidas em conta específica do patrimônio líquido, quando incorridas. Eventuais provisões para redução ao provável valor de recuperação são registradas no resultado. Os ganhos e perdas registrados no patrimônio líquido são transferidos para o resultado do exercício no momento em que essas aplicações são realizadas em caixa ou quando há evidência de perda na sua realização. Em 31 de dezembro de 2015 e 2014, não houve nenhuma alteração no valor justo.
(b) Consumidores, concessionárias e permissionárias e outras contas a receber (incluindo contas a receber de acordos)
A Companhia classifica os saldos de consumidores, concessionárias e permissionárias e outras contas a receber, como instrumentos financeiros “recebíveis”. Os recebíveis são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo e são ajustados posteriormente pelas amortizações do principal, pelos juros calculados com base no método de taxa de juros efetiva (“custo amortizado”). Os recebíveis podem ser reduzidos por ajuste por créditos de liquidação duvidosa. Os saldos de contas a receber de consumidores, revendedores, concessionárias e permissionárias incluem valores faturados e não faturados referentes aos serviços de distribuição de energia elétrica. Incluem ainda os saldos referentes ao uso do sistema de distribuição por clientes livres, e de energia vendida no mercado de curto prazo na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE.
(c) Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - PCLD
A provisão para créditos de liquidação duvidosa, demonstrada na nota explicativa nº 5, está constituída com base na estimativa das prováveis perdas que possam ocorrer na cobrança dos créditos e os saldos estão deduzindo as rubricas do ativo que as originaram - vide notas explicativas nos 5 e 9. O critério utilizado atualmente pela Companhia para constituir a provisão para créditos de liquidação duvidosa é o seguinte:
15 Consumidores
c.1) classe residencial: consumidores com contas vencidas há mais de 90 dias; c.2) classe comercial: consumidores com contas vencidas há mais de 180 dias;
c.3) classe industrial e rurais, poderes públicos, iluminação pública e serviços públicos e outros, com contas vencidas há mais de 360 dias.
Acordos/Outros Créditos
c.4) Faturas vencidas há mais de 360 dias.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa inclui também, análise individual de contas julgadas de difícil recebimento pela Administração.
Os acordos de parcelamento de consumidores inadimplentes “Termo de Confissão de Dívida - TCD” são provisionados pelo seu valor total, independente de existirem parcelas cujos valores ainda não estejam vencidos, e são revertidos quando da ocorrência de um dos seguintes eventos: (i) recebimento do valor de cada parcela negociada, sendo a reversão proporcionalmente realizada de acordo com o valor recebido e (ii) o montante amortizado for superior a 30% do total da dívida negociada e estiver adimplente, inclusive com os demais débitos, sendo a reversão total do valor ainda em aberto.
As baixas de créditos para perdas são efetuadas após esgotadas todas as ações de cobrança administrativa e obedecem aos prazos e valores definidos pelo artigo 9º da Lei nº 9.430/1996 com alterações introduzidas pelo artigo 8º da Lei nº 13.097/2015.
Os recebimentos de créditos referentes a contas a receber que foram baixados, por terem se enquadrado nos parâmetros de perdas, são registrados a crédito na rubrica de “Provisão/Reversão para créditos de liquidação duvidosa”.
(d) Provisão para redução ao provável valor de recuperação de ativos financeiros
Ativos financeiros são analisados, em bases trimestrais, para identificar eventuais mudanças que possam indicar redução no seu provável valor de recuperação (impairment). Os ativos são considerados irrecuperáveis quando existem evidências de que um ou mais eventos tenham ocorrido após o reconhecimento inicial do ativo financeiro e impactado o fluxo estimado de caixa futuro do investimento de maneira significativa ou prolongada.
(e) Baixa de ativos financeiros
A Companhia baixa seus ativos financeiros quando expiram os direitos contratuais sobre o fluxo de caixa desse ativo financeiro, ou quando substancialmente todos os riscos e benefícios desse ativo financeiro são transferidos à outra entidade. Caso a Companhia mantenha substancialmente todos os riscos e benefícios de um ativo financeiro transferido, a Companhia
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mantém esse ativo financeiro e reconhece um passivo por eventuais montantes recebidos na transação.
(f) Ativo e passivo financeiro setorial
Em 10 de dezembro de 2014, foi assinado o Quarto Aditivo ao Contrato de Concessão, pelo qual foi assegurado que eventual saldo de ativo ou passivo financeiro setorial, ao final do contrato de concessão, será indenizado pelo poder concedente ou reembolsado pela Companhia. O reconhecimento dos ativos/passivos financeiros setoriais tem a finalidade de neutralizar os impactos econômicos no resultado da Companhia, em função da diferença entre os itens não gerenciáveis, denominados de “Parcela A” ou outros componentes financeiros, e os efetivamente contemplados na tarifa, a cada reajuste/revisão tarifária.
Estas diferenças entre o custo real e o custo considerado nos reajustes tarifários geram um direito à medida que o custo realizado for maior que o contemplado na tarifa, ou uma obrigação, quando os custos são inferiores aos contemplados na tarifa. As diferenças são consideradas pelas ANEEL no reajuste tarifário subsequente, e passam a compor o índice de reajuste tarifário da Companhia.
O saldo é composto (i) pelo ciclo anterior (em amortização), que representa o saldo homologado pela ANEEL já contemplado na tarifa e (ii) pelo ciclo em constituição, que são as diferenças que serão homologadas pela ANEEL no próximo reajuste tarifário. O saldo por ciclos pode ser verificado na nota explicativa n° 34.
3.2 Almoxarifado
Está valorizado ao custo médio de aquisição ou produção. As provisões para itens obsoletos são constituídas quando consideradas necessárias pela Administração. Estes estoques de materiais são destinados ao consumo e à manutenção dos sistemas de distribuição.
Os materiais destinados às construções da infraestrutura vinculada à concessão da Companhia são classificados como imobilizado em curso.
3.3 Ativos e passivos vinculados à concessão
Imobilizado em serviço: Registrado ao custo de aquisição ou construção, acrescidos do valor
de reavaliação regulatória compulsória, registrada em determinação a Resolução Normativa nº 396 de 23 de fevereiro de 2010.
A reavaliação regulatória compulsória é valorada de acordo com o laudo da base de remuneração regulatória elaborado pela Companhia e homologado pela ANEEL na ocasião da Revisão Tarifária Ordinária. O valor contabilizado foi apurado pela diferença entre o valor contábil e o valor novo de reposição (VNR) do ativo imobilizado em serviço – AIS, ajustado pela respectiva depreciação acumulada e índices de aproveitamento, em decorrência do 3º ciclo de Revisão Tarifária da Companhia, ocorrido em abril de 2013. Em 31 de dezembro de 2015 o saldo da reavaliação regulatória compulsória registrada correspondente ao 3º ciclo de Revisão
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Tarifária é de R$ 62.178 (R$ 84.471 em 31 de dezembro de 2015). A reserva de reavaliação é realizada proporcionalmente à depreciação, baixa ou alienação dos respectivos bens reavaliados, mediante a transferência da parcela realizada para lucros acumulados líquida dos efeitos de imposto de renda e contribuição social diferidos.
A depreciação é calculada pelo método linear, tomando-se por base os saldos contábeis registrados conforme legislação vigente. As taxas anuais de depreciação estão determinadas nas tabelas anexas à resolução vigente emitida pelo Órgão Regulador.
O valor residual é determinado considerando a premissa de existência de indenização de parcela não amortizada de bens pela taxa de depreciação regulatória e o prazo de vigência da outorga (concessão, permissão e/ou autorização). O valor residual de um ativo pode aumentar ou diminuir em eventuais processos de revisão das taxas de depreciação regulatória.
O resultado na alienação ou na retirada de um item do ativo imobilizado é determinado pela diferença entre o valor da venda e o saldo contábil do ativo e é reconhecido no resultado do exercício.
Imobilizado em curso: A alocação dos dispêndios diretos com pessoal mais os serviços de
terceiros é prevista no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico. Estes custos são recuperados por meio do mecanismo de tarifas e preços.
A Companhia agrega, mensalmente, os juros incorridos sobre empréstimos e financiamentos ao custo de construção do ativo imobilizado em curso, considerando os seguintes critérios para capitalização: (a) os juros são capitalizados durante a fase de construção do ativo em curso; (b) os juros são capitalizados considerando a taxa média ponderada dos empréstimos vigentes na data da capitalização, ou o WACC regulatório quando este for menor; (c) os juros totais capitalizados mensalmente não excedem o valor do total das despesas mensais de juros; e (d) os juros capitalizados são amortizados considerando os mesmos critérios e vida útil determinados para o ativo aos quais foram incorporados. Os juros capitalizados nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 estão apresentados na nota explicativa nº 27.
Intangível: Registrado ao custo de aquisição ou realização. A amortização, quando for o caso,
é calculada pelo método linear.
Os encargos financeiros, juros e atualizações monetárias incorridos, relativos a financiamentos obtidos de terceiros vinculados ao intangível em andamento, são apropriados às imobilizações intangíveis em curso durante o período de construção do intangível.
Obrigações especiais vinculadas à concessão: Estão representadas pelos valores nominais ou
bens recebidos de consumidores das concessionárias e de consumidores não cooperados das permissionárias, para realização de empreendimentos necessários ao atendimento de pedidos de fornecimento de energia elétrica. Esta conta é amortizada pela taxa média de depreciação dos ativos correspondentes a essas obrigações, conforme legislação vigente.
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Reserva de reavaliação compulsória: é realizada proporcionalmente à depreciação, baixa ou alienação dos respectivos bens reavaliados, mediante a transferência da parcela realizada para lucros acumulados líquida dos efeitos de imposto de renda e contribuição social.
3.4 Imobilizado - Arrendamento mercantil financeiro
Os bens relacionados a contratos de arrendamento mercantil financeiro cujo controle, riscos e benefícios são substancialmente exercidos pela Companhia (arrendamento mercantil financeiro) estão registrados como um ativo imobilizado da Companhia em contrapartida a uma conta do passivo circulante ou não circulante, conforme o caso.
As operações envolvendo arrendamento mercantil devem ser submetidas à aprovação do Órgão Regulador. A contabilização das operações de arrendamento mercantil restringe-se aos bens administrativos, ou seja, aqueles que não estão diretamente vinculados às instalações de energia elétrica das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.
Os bens registrados no ativo imobilizado são depreciados ou amortizados de acordo com a vida útil-econômica estimada dos bens ou a duração prevista do contrato de arrendamento mercantil, dos dois, o menor.
3.5 Provisão para redução ao provável valor de realização dos ativos não circulantes ou de longa duração (ativos não financeiros)
A Administração revisa, no mínimo, trimestralmente o valor contábil líquido dos ativos não circulantes com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Se existe um indicador de perda de valor recuperável, a Companhia efetua um teste de recuperação do valor contábil. A Companhia não possuía ativos intangíveis com vidas úteis indefinidas para os quais seriam requeridos testes de recuperação anual dos valores registrados. O valor recuperável do ativo é definido como sendo o maior entre o valor de uso e o valor justo menos custo para venda.
Para fins de avaliação do valor recuperável dos ativos através do valor em uso, utiliza-se o menor grupo de ativos para o qual existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (unidades geradoras de caixa – UGC). O gerenciamento dos negócios da Companhia considera uma rede integrada de distribuição, compondo uma única unidade geradora de caixa.
Uma perda é reconhecida, na demonstração do resultado, pelo montante em que o valor contábil do ativo ultrapassa seu valor recuperável.
3.6 Provisões para processos judiciais e outros
A Companhia é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para os processos em que seja provável uma saída de recursos para liquidá-los e sobre as quais seja possível realizar uma estimativa razoável do valor a ser desembolsado. A
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avaliação da probabilidade de perda por parte dos consultores legais da Companhia inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como, a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos e decisões de tribunais.
(a) Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas
A Companhia é parte de diversos processos judiciais e administrativos. Provisões são constituídas para os processos em que seja provável uma saída de recursos para liquidá-los e sobre as quais seja possível realizar uma estimativa razoável do valor a ser desembolsado. A avaliação da probabilidade de perda por parte dos consultores legais da Companhia inclui a avaliação das evidências disponíveis, a hierarquia das leis, as jurisprudências disponíveis, as decisões mais recentes nos tribunais e sua relevância no ordenamento jurídico, bem como, a avaliação dos advogados externos. As provisões são revisadas e ajustadas para levar em conta alterações nas circunstâncias, tais como prazo de prescrição aplicável, exposições adicionais identificadas com base em novos assuntos e decisões de tribunais.
3.7 Passivos financeiros – reconhecimento inicial e mensuração subsequente
Conforme descrito na nota explicativa nº 31.2, a Companhia classifica fornecedores, empréstimos e financiamentos, encargos tarifários e do consumidor a recolher, subvenções governamentais e dividendos a pagar como passivos financeiros. Todos os passivos financeiros estão reconhecidos e mensurados pelo custo amortizado.
(a) Liquidação de passivos financeiros
A Companhia liquida os passivos financeiros somente quando as obrigações são extintas, ou seja, quando são liquidadas, canceladas pelo credor ou prescritas de acordo com disposições contratuais ou legislação vigente.
(b) Instrumentos financeiros - apresentação líquida
Ativos e passivos financeiros são apresentados líquidos no balanço patrimonial se, e somente se, houver um direito legal corrente e executável de compensar os montantes reconhecidos e se houver a intenção de compensação, ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.
3.8 Derivativos embutidos
Os derivativos embutidos em outros instrumentos financeiros ou contratos, quando existentes, são tratados como um derivativo quando seus riscos e características não forem estritamente relacionados aos dos contratos principais e esses contratos não forem mensurados a valor justo por meio do resultado. Para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014, a Companhia não identificou nenhum derivativo embutido em seus contratos.
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3.9 Impostos sobre as vendas
As receitas de vendas estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:
Programa de Integração Social (PIS) - 1,65% para venda de energia elétrica e sobre a prestação de serviços;
Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) 7,60% sobre a venda de energia elétrica e sobre a prestação de serviços;
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - O ICMS é aplicado de acordo com a classe de consumidores. As principais classes são tributadas pelas seguintes alíquotas: 30% para a classe comercial, 18% para a classe industrial; e para a classe residencial com consumo até 50kv é de 12% e 30% para consumo acima de 51kv;
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – Entre 2% a 5% incidente sobre a prestação de serviços onde o imposto é devido no estabelecimento prestador. Nos casos em que o imposto é devido no local da execução, deverá ser aplicar a alíquota correspondente no respectivo município.
Esses tributos são deduzidos das receitas de vendas, as quais estão apresentadas na demonstração de resultado pelo seu valor líquido. Os créditos de PIS e COFINS não cumulativos, sobre custos e despesas operacionais, são apresentados como redutores destes grupos de contas nas demonstrações contábeis.
3.10 Imposto de renda e contribuição social correntes e diferidos
(a) Imposto de renda e contribuição social correntes
A tributação sobre o lucro compreende o imposto de renda e a contribuição social. As despesas de imposto de renda e contribuição social correntes são calculadas de acordo com a legislação tributária vigente. O imposto de renda é computado sobre o lucro tributável pela alíquota de 15%, acrescido do adicional de 10% para a parcela do lucro que exceder R$ 240 no período base para apuração do imposto, enquanto que a contribuição social é computada pela alíquota de 9% sobre o lucro tributável. O imposto de renda e a contribuição social correntes são reconhecidos pelo regime de competência.
As antecipações ou valores passíveis de compensação são demonstrados no ativo circulante ou não circulante, de acordo com a previsão de sua realização até o encerramento do exercício, quando então o imposto devido é devidamente apurado e compensado com as antecipações realizadas.
A Administração avalia, periodicamente, a posição fiscal de situações que requerem interpretações da regulamentação fiscal e estabelece provisões quando apropriado.
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(b) Imposto de renda e contribuição social diferidos
Imposto diferido é gerado por diferenças temporárias existentes na data do balanço entre os valores contábeis e bases fiscais de ativos e passivos.
Impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças tributárias temporárias. Impostos diferidos ativos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, créditos e prejuízos tributários não utilizados, na extensão em que seja provável que lucros tributáveis futuros estejam disponíveis para que as diferenças temporárias possam ser realizadas e os créditos e prejuízos tributários possam ser utilizados.
A recuperação do saldo dos impostos diferidos ativos é revisada a cada encerramento de balanço ou em período inferior, quando ocorrer eventos relevantes que requerem uma revisão. Quando não for mais provável que lucros tributáveis futuros estarão disponíveis para permitir a recuperação de todo o ativo, ou parte dele, o saldo do ativo é ajustado pelo montante que se espera que seja recuperado, de acordo com o prazo máximo da concessão.
A expectativa de geração de lucros tributáveis futuros é determinada por estudo técnico aprovado pelos órgãos de Administração da Companhia.
Na medida em que se torne provável haver lucros tributáveis futuros suficientes, a Companhia reconhece um acréscimo no imposto diferido ativo proporcionalmente a esses lucros.
Impostos diferidos ativos e passivos são mensurados à alíquota do imposto determinada pela legislação tributária vigente na data do balanço e que se espera ser aplicável na data de realização dos ativos ou liquidação dos passivos que geraram os tributos diferidos.
Imposto diferido relacionado a itens reconhecidos diretamente no patrimônio líquido também é reconhecido no patrimônio líquido. O imposto diferido é reconhecido de acordo com a transação que o originou, seja no resultado ou no patrimônio líquido.
Impostos diferidos ativos e passivos estão apresentados líquidos em razão dos impostos diferidos serem relacionados somente à Companhia e sujeitos à mesma autoridade tributária, além de haver um direito legal assegurando a compensação do ativo fiscal corrente contra o passivo fiscal corrente.
3.11 Benefícios a empregados
A Companhia patrocina planos de benefícios suplementares de aposentadoria e pensão para seus empregados, ex-empregados e respectivos beneficiários, com o objetivo de complementar os benefícios garantidos pelo sistema oficial da previdência social.
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O plano de aposentadoria na modalidade benefício definido tem o custo da concessão dos benefícios determinados pelo método de crédito unitário projetado, líquido dos ativos garantidores do plano. A avaliação atuarial é elaborada com base em premissas (taxas de juros, inflação, aumentos dos benefícios, expectativa de vida etc) revisadas e atualizadas em bases anuais, ao final de cada exercício, ou em período inferior, quando ocorrer eventos relevantes que requeiram uma nova avaliação atuarial.
O ativo ou passivo do plano de benefício definido reconhecido nas demonstrações contábeis corresponde ao valor presente da obrigação pelo benefício definido (utilizando uma taxa de desconto com base em títulos de longo prazo do Governo Federal), menos o valor justo dos ativos do plano.
Os ativos do plano são mantidos por uma entidade fechada de previdência complementar (Fundação CEEE). Os ativos do plano não estão disponíveis aos credores da Companhia e não podem ser pagos diretamente à Companhia. O valor justo se baseia em demonstrações sobre preço de mercado e, no caso de títulos cotados, no preço de compra publicado. O valor de qualquer ativo de benefício definido reconhecido é limitado ao valor presente de qualquer benefício econômico disponível na forma de reduções nas contribuições patronais futuras do plano.
3.12 Outros ativos e passivos circulantes e não circulantes
Outros ativos estão demonstrados pelos valores de aquisição ou de realização, quando este último for menor, e outros passivos estão demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e atualizações monetárias incorridas.
3.13 Classificação dos ativos e passivos no circulante e não circulante
Um ativo ou passivo deverá ser registrado como circulante se é esperado que a liquidação ocorra dentro do período de 12 meses subsequentes à data base das demonstrações contábeis, caso contrário será registrado como não circulante.
3.14 Ajuste a valor presente de ativos e passivos
Os ativos e passivos monetários de longo prazo e de curto prazo, quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto, são ajustados pelo seu valor presente.
As taxas de juros implícitas aplicadas são determinadas com base em premissas e são consideradas estimativas contábeis. Nas datas base de elaboração das demonstrações contábeis da Companhia não havia ajustes significativos decorrentes de valor presente de ativos ou passivos.
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Os dividendos aprovados a serem pagos ou fundamentados em obrigações estatutárias são registrados no passivo circulante.
O estatuto social da Companhia estabelece a distribuição de dividendos mínimos obrigatórios correspondentes a 25% do lucro líquido ajustado. Adicionalmente, de acordo com o estatuto social, compete ao Conselho de Administração deliberar sobre o pagamento de juros sobre o capital próprio e de dividendos intermediários e/ou intercalares.
Desse modo, no encerramento do exercício social e após as devidas destinações legais, a Companhia registra no passivo circulante o valor equivalente ao dividendo mínimo obrigatório ainda não distribuído no curso do exercício, ao passo que registra a proposta da Administração da Companhia de distribuição de dividendos excedentes ao mínimo obrigatório como “proposta de distribuição de dividendos adicionais” no patrimônio líquido.
Os dividendos não reclamados no prazo de três anos são revertidos para a conta de “lucros (prejuízos) acumulados” para nova destinação, conforme previsto na legislação societária.
3.16 Pagamento baseado em ações
A The AES Corporation mantém plano de remuneração a colaboradores próprios e de suas controladas, diretas e indiretas, relacionado com a outorga de instrumentos patrimoniais. A concessão desses instrumentos patrimoniais ocorre quando determinadas condições preestabelecidas são atingidas. As ações ou opções de ações concedidas pela The AES Corporation são registradas na Companhia ao valor justo do instrumento patrimonial na data de sua outorga.
O custo de transações de outorga de títulos patrimoniais é reconhecido no resultado do exercício em contrapartida a uma reserva de capital, no patrimônio líquido da Companhia, em conta específica que indica o compromisso futuro do controlador da Companhia de aportar os recursos necessários para suportar a outorga das ações e opções de ações adquiridas pelos funcionários da Companhia. Ainda de acordo com o CPC 10 (R1), a reserva de capital constituída poderá ser utilizada para aumentar o capital da Companhia em favor da The AES Corporation.
3.17 Reconhecimento da receita
A receita de venda inclui somente os ingressos de benefícios econômicos recebidos e a receber pela entidade. As quantias cobradas por conta de terceiros, tais como tributos sobre vendas não são benefícios econômicos, portanto, não estão apresentadas nas Demonstrações de Resultado. Uma receita não é reconhecida se houver uma incerteza significativa sobre a sua realização.
(a) Receita de prestação de serviços de distribuição de energia elétrica
Os serviços de distribuição de energia elétrica são medidos através da entrega de energia elétrica ocorrida em um determinado período. Essa medição ocorre de acordo com o calendário de leitura estabelecido pela Companhia. O faturamento dos serviços de distribuição de energia
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elétrica é, portanto, efetuado de acordo com esse calendário, sendo a receita de serviços registrada na medida em que as faturas são emitidas. Com a finalidade de adequar as leituras ao período de competência, os serviços prestados entre a data da leitura e o encerramento de cada mês são registrados através de estimativa.
b) Receita de juros
A receita de juros é reconhecida com base no tempo e na taxa de juros efetiva sobre o montante do principal aplicado, sendo a taxa de juros efetiva aquela que desconta exatamente os recebimentos de caixa futuros estimados durante a vida estimada do ativo financeiro em relação ao valor contábil líquido inicial deste ativo.
3.18 Contratos de arrendamento
Conforme descrito na nota explicativa nº 3.4, os bens relacionados a contratos de arrendamento mercantil cujo controle, riscos e benefícios são substancialmente exercidos pela Companhia (arrendamento mercantil financeiro) estão registrados como um ativo imobilizado da Companhia em contrapartida a uma conta do passivo circulante ou não circulante, conforme o caso. Os juros sobre o arrendamento mercantil financeiro são apropriados ao resultado de acordo com a duração do contrato pelo método da taxa efetiva de juros.
Os pagamentos de arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como despesas na demonstração do resultado, de forma linear, ao longo do prazo do arrendamento mercantil.
3.19 Lucro por ação
A Companhia efetua os cálculos do lucro por ação utilizando o número médio ponderado de ações ordinárias e preferenciais totais em circulação, durante o período correspondente ao resultado, conforme pronunciamento técnico CPC 41 (IAS 33) Resultado por ação.
O lucro básico por ação é calculado pela divisão do lucro líquido do exercício pela média ponderada da quantidade total de ações em circulação.
O estatuto da Companhia atribui direitos distintos às ações preferenciais e às ordinárias sobre os dividendos. Consequentemente, o lucro básico e o lucro diluído por ação são calculados pelo método de “duas classes”. O método de “duas classes” é uma fórmula de alocação do lucro que determina o lucro por ação preferencial e ordinária de acordo com os dividendos declarados e os direitos de participação sobre lucros não distribuídos.
Quando um instrumento tem o potencial de reduzir o lucro básico por ação, ele é considerado um “título participante”. O “título participante” deverá ser utilizado para computar o lucro por ação diluído.
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Segmentos operacionais são definidos como atividades de negócio dos quais pode se obter receitas e incorrer em despesas, cujos resultados operacionais são regularmente revisados pela Administração da Companhia para a tomada de decisões sobre alocação de recursos aos segmentos e para a avaliação do seu desempenho.
Todas as decisões tomadas pela Administração da Companhia são baseadas em relatórios consolidados, os serviços são prestados utilizando-se uma rede integrada de distribuição, e as operações são gerenciadas em bases consolidadas. Consequentemente, a Companhia concluiu que possui apenas o segmento de distribuição de energia elétrica como passível de reporte.
3.21 Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
Na elaboração das demonstrações contábeis, a Companhia faz o uso de julgamentos e estimativas, com base nas demonstrações disponíveis, bem como adota premissas que impactam os valores das receitas, despesas, ativos e passivos, e as divulgações de passivos contingentes. Quando necessário, os julgamentos e as estimativas estão suportados por pareceres elaborados por especialistas. A Companhia adota premissas derivadas de sua experiência e outros fatores que entende como razoáveis e relevantes nas circunstâncias. As premissas adotadas pela Companhia são revisadas periodicamente no curso ordinário dos negócios. Contudo, deve ser considerado que há uma incerteza inerente relativa à determinação dessas premissas e estimativas, o que pode levar a resultados que requeiram um ajuste significativo ao valor contábil do referido ativo ou passivo em períodos futuros na medida em que novas demonstrações estejam disponíveis. Um evento que requeira modificação em uma estimativa é tratado prospectivamente.
As principais premissas e estimativas utilizadas na elaboração das demonstrações contábeis são discutidas a seguir:
(a) Benefícios de aposentadoria
A Companhia possui plano de benefício definido e, também, de contribuição definida.
O plano de contribuição definida não gera para a Companhia obrigações legais nem construtivas de fazer contribuições adicionais se o fundo não possuir ativos suficientes para pagar os benefícios. As contribuições são reconhecidas como despesa de benefícios a empregados, quando incorridas.
Em relação ao plano de benefício definido, a Companhia avalia seu passivo com benefícios suplementares de aposentadoria através de avaliação atuarial realizada em bases anuais e quando necessário, em períodos intermediários, com a ajuda de consultores especializados em serviços atuariais. A avaliação atuarial envolve o uso de premissas sobre as taxas de desconto, taxas de retorno de ativos esperadas, aumentos salariais futuros, taxas de mortalidade e aumentos futuros de benefícios de aposentadorias e pensões. A obrigação de benefício definido