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Automação de bibliotecas: uma análise do software livre

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AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS: uma análise do software livre AUTOMATION OF LIBRARIES: an analysis of the free software

CRUZ, Sara Nascimento1 DIAS,Beatriz Mendonça2 SILVA, Ilaydiany Cristina O. da3 ROCHA, Daniel de Godoy4

GT 3: Tecnologia e Organização do Conhecimento Artigo completo para comunicação oral

RESUMO

Abordou-se como tema a importância da automação das bibliotecas no contexto atual que vivenciamos, a era da Sociedade da Informação. Diante dos poucos estudos na literatura científica sobre softwares de automação de bibliotecas, objetiva-se fazer um levantamento dos softwares livre mais citados em artigos científicos na área da Ciência da Informação a serem utilizados nas bibliotecas, e verificar quais as características convergentes e divergentes entre eles, de modo a compreender quais as vantagens dos mesmos. Utiliza-se como metodologia a recuperação de artigos científicos em buscadores (Google acadêmico) e a base de dados da área da Ciência da Informação (BRAPCI). Desse modo, identificou-se 5 softwares que foram os mais citados na comunicação cientifica: o ABCDlibrary, Gnuteca, PHL, Openbiblio e BIBLIVRE. Conclui-se que os softwares facilitam a gestão e a recuperação da informação, além de contribuir para a busca feita pelos usuários; e que existem bons softwares livre no mercado, possibilitando uma eficiente automação de bibliotecas àquelas que possuem poucos recursos financeiros para adquirir um software pago.

Palavras-chave: Automação. Software livre. Bibliotecas. Tecnologia da informação.

Tecnologia da informação e comunicação.

1 Discente de Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). E-mail: [email protected].

2 Discente de Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). E-mail: [email protected].

3Docente do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). E-mail: [email protected].

4 Discente de Bacharelado em Biblioteconomia da Universidade Federal de Goiás (UFG). E-mail: [email protected]

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ABSTRACT

Considering an absence of studies about softwares in the scientific literature about automation of libraries. It is aimed at to do a rising of those free softwares more mentioned in scientific papers. Proceed to the methodology that was accomplished through the recovery of scientific papers in searchers (Google academic) and databases of the area of the science of the information (BRAPCI). This way, we identify 5 softwares that were the more mentioned in the communication informs, ABCD library, Gnuteca, PHL, Openbiblio and BIBLIVRE. The one that allows conclude that the softwares facilitate the administration and the recovery of the information, besides facilitating the search done by the users and that good free softwares exist at the market making possible a good automation of libraries that you/they possess few financial resources to acquire a software.

keywords: Automation. Free software. Libraries. Information Technology. Information and

communication technology.

1 INTRODUÇÃO

O desenvolvimento da tecnologia trouxe inúmeros benefícios às bibliotecas, possibilitando o acesso e uso da informação de forma mais rápida à sociedade. Observa-se que a união entre tecnologia, informação e comunicação fez surgir uma nova estrutura social capaz de promover o conhecimento de forma veloz, devido a comunicabilidade originada pelo acesso à informação, de forma a ultrapassar fronteiras geográficas e possibilitando a maior interação informacional entre indivíduos de diferentes culturas. Essa nova caracterização social fez surgir uma nova eraconhecida como Sociedade da Informação, assim caracterizada devido ao fácil acesso à informação que permitiu que a população mudasse seus hábitos informativos.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), como produto deste desenvolvimento, conferiu inovação e agilidade aos processos e serviços existentes nas bibliotecas. As TICs auxiliaram na automatização das bibliotecas, que ocorreu, inicialmente, com certa lentidão,entretanto, com a sociedade inserindo-se em uma nova era tecnológica, a biblioteca viu-se na obrigação de acelerar esse processo incluindo recursos informatizados em suas atividades habituais. Em consequência, o mercado passou a oferecer diversas opções de softwares para facilitar o trabalho do bibliotecário nas atividades como empréstimos,

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catalogação cooperativa, relatórios, busca por documentos, digitalização de documentos, dentre outros. Segundo Mandarino (2008, p. 8), o software:

Tem como função principal controlar os diversos dispositivos do computador e servir de comunicação intermediária entre o computador e os outros programas normalmente utilizados, o que permite que esses possam ser executados. (MANDARINO, 2008, p.8)

Evidenciou-se, neste artigo, o software livre e suas vantagens; a principal delas é a disponibilidade do código fonte, que dá liberdade ao usuário para executá-lo, alterá-lo (aperfeiçoando-o e adaptando-o às suas necessidades) e distribuí-lo em forma de atualizações. Destaca-se, porém, que nem todo software livre é gratuito, porém, em sua maioria, é distribuído isento de custos. O objetivo geral da pesquisa é fazer um levantamento dos softwares livre mais citados na literatura científica da área de Ciência da Informação sobre automação de bibliotecas, já que a ausência de estudos recentes que apontem quantitativamente esses softwares se confirma, encontrando na literatura apenas resultados sobre formas de escolha dos softwares. Após a identificação destes softwares, se propõem a estabelecer categorias para analisar as diferenças e similitudes entre eles, possibilitando uma visão geral dos softwares livre existentes no mercado atual.

Para tanto, utiliza como metodologia o motor de busca Google acadêmico e a Base de

dados da área da Ciência da Informação (BRAPCI) para ter acesso aos artigos da área de Ciência da Informação que abordam softwares livre em seus estudos de modo a listar os mais citados e verificar quais as características convergentes e divergentes entre eles, de modo a compreender quais as vantagens dos mesmos.

A importância desta pesquisa dá-se pelo fato de haver poucos estudos sobre esta temática na literatura científica da área de Ciência da Informação e de que há a necessidade de identificar e compreender a funcionalidade dos softwares livre com o propósito de dar embasamento para as bibliotecas brasileiras quanto à escolha dos softwares a serem instalados em suas bibliotecas, e assim facilitar a prática do bibliotecário.

2 AS TECNOLOGIASNAS BIBLIOTECAS

A tecnologia interferiu significativamente na vida do homem e na sociedade trazendo inovações e soluções para os processos organizacionais, aliando-se à informação como

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método eficaz de sua difusão no âmbito da comunicação através de suas estruturas, dando suporte para a ampliação da rota do conhecimento.

Nas bibliotecas, as TICs cumprem importante papel na organização e no fluxo da informação, além de atuar sobre a agilidade e a qualidade dos serviços e produtos dispostos aos usuários da informação. Assim, as novas tecnologias passaram a fazer parte do cotidiano das bibliotecas proporcionando aos usuários maior agilidade na recuperação da informação,conforme afirmam Rodrigues e Prudêncio (2009, p. 5):

As novas tecnologias informacionais permitiram melhorias nos serviços oferecidos das bibliotecas em todos os aspectos. O processamento técnico tornou-se mais rápido e menos desgastante, houve progresso na qualidade do atendimento ao usuário e o acesso à informação tornou-se disponível de forma mais rápida e segura. (RODRIGUES; PRODÊNCIO, 2009, p.5)

Mas o que são essas tecnologias? Conceituar Tecnologia da Informação (TI) é uma tarefa complexa, pois o termo envolve muito mais do que processamentos, informática, conceitos básicos da engenharia ou da informação, abrangendo concepções sociais, humanísticas e tecnológicas.

Ainda segundo Rodrigues e Prudêncio (2009):

Podemos definir a Tecnologia da Informação (TI) como a reunião de recursos que são responsáveis pela coleta, armazenamento e distribuição da informação. Essas tecnologias utilizam o computador e as telecomunicações para melhorar a realização de sua função. (RODRIGUES; PRUDÊNCIO, 2009, p.5)

Nas bibliotecas, a TI deu início à automatização na criação da base de dados possibilitando a realização automática de empréstimo, devolução, catalogação de materiais, consulta ao acervo, geração de relatórios e controle de caixa. Assim, por meio da automatização destes serviços houve uma celeridade nas atividades desenvolvidas dentro das bibliotecas e este fato se deve principalmente à inserção de computadores neste âmbito, o que facilitou muito a vida do bibliotecário por diminuir o tempo gasto em processamento e possibilitando que o tempo antes gasto em atividades manuscritas permitissem que o bibliotecário pudessese dedicar mais atenção ao usuário.

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Dentre as tecnologias, existem as TICs que estão associadas aos equipamentos e processos tecnológicos envolvidos no gerenciamento e na transmissão/recepção da informação. De acordo com Corrêia e Santos (2013, p. 4):

[...] a denominação TIC, Tecnologias de Informação e Comunicação, diz respeito aos procedimentos, métodos e equipamentos usados para processar a informação e comunicá-la aos interessados. As TICs agilizaram o conteúdo da comunicação, através da digitalização e da comunicação em redes (Internet) para a captação, transmissão e distribuição das informações, que podem assumir a forma de texto, imagem estática, vídeo ou som (CORRÊIA;SANTOS, 2013, p.4).

O uso das TICs conduziu as bibliotecas a uma nova perspectiva acerca da inovação de seus produtos e serviços e, além disso, possibilitou a resolução de alguns problemas, tais como: a introdução de fitas/etiquetas magnéticas que evitam o crescente número de furtos no interior da biblioteca; surgimento de aplicativos que localizam a obra nas estantes das bibliotecas; máquinas de auto empréstimo; leitores de códigos que fazem as leituras da localização dos livros nas estantes, dentre outros.

Nesse cenário, observa-se que as TICs possibilitam muitas mudanças dentro das bibliotecas, oportunizando a independência dos usuários e a praticidade de práticas realizadas até então somente pelos bibliotecários. Nessa perspectiva, evidencia-se que a utilização das tecnologias nas unidades de informação é de suma importância para que a mesma cresça e ofereça serviços de qualidade aos seus usuários.

2 AUTOMAÇÃO DE BIBLIOTECAS

Um dos recursos tecnológicos que surgiu por meio da comunicação em rede são as TICs, essas tecnologias são parte dessa nova era digital, e a biblioteca enxergou nessas ferramentas um potencial para agilizar seus serviços, além de atender melhor a demanda dos usuários que continuadamente cresce.

O bibliotecário vem incessantemente trabalhando com a qualidade e facilidade para atender seus usuários e, diante disso, os softwares de automação vêm sendo uma ajuda recorrente dentro das bibliotecas, que estão cada vez mais utilizando serviços tecnológicos.

Dessa forma, observa-se que com toda essa quantidade de informação acumulada hoje nas bibliotecas, constata-se a relevância de se utilizar sistemas que auxiliem seus serviços. Por

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esse motivo, depreende-se a importância na utilização de recursos automatizados dentro das bibliotecas, como aponta Côrte (1999):

Se as bibliotecas e centros de documentação quiserem oferecer melhor serviço aos usuários e cumprir sua missão, necessário se torna acompanhar passo a passo o desenvolvimento da sociedade, entender com mais precisão os hábitos e os costumes dos usuários, adaptar as tecnologias às necessidades e quantidades de informação de que dispõem, assim como utilizar um sistema informatizado que privilegie todas as etapas do ciclo documental, no qual a escolha recaia sobre uma ferramenta que contemple os recursos hoje disponíveis, sem se tornar obsoleto a médio e longo prazos (CÔRTE, 1999, p. 242).

Com base nessa linha de raciocínio, é imprescindível asseverar que as bibliotecas têm como objetivo, ao utilizarem mecanismos de automação, oferecer serviços de qualidade aos seus usuários; principalmente porque a maioria dessas bibliotecas não possuem contingente suficiente de funcionários.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)apud Dutra e Ohira (2004, p. 3):

O processo de automação de bibliotecas consiste nas diferentes utilizações dadas por meio de equipamentos de processamento eletrônico de dados em atividades ligadas à gestão em bibliotecas, centros de administração, serviço de informação e órgãos similares. so(IBICT apud DUTRA; OHIRA, 2004, p. 3)

A automação de bibliotecas começou nos Estados Unidos no início da década de 1960 com o intuito inicial de utilizar os softwares para solucionar problemas com empréstimos, já que não se conseguia ter, manualmente, o controle da quantidade de livros emprestados. Por esse motivo, o setor de empréstimos foi o primeiro a ser automatizado, passando gradativamente aos outros setores da biblioteca, facilitando a vida de bibliotecários e usuários.

Com o crescente aumento do número de bibliotecas automatizadas, criou-se um padrão catalográfico intitulado MARC (MachineReadableCataloging) que propõem uma catalogação (resumo de todas as informações bibliográficas indispensáveis a recuperação de um documento) compartilhada entre as bibliotecas do mundo, de modo que um determinado livro ao ser catalogado em uma biblioteca, esta catalogação se torne disponível para todas as outras bibliotecas, assim os bibliotecários seguintes não necessitam catalogar o mesmo livro novamente. Rodrigues e Prudêncio (2009) descrevem que “os registros MARC são catalogados através das normas de Código e Catalogação Anglo-Americana (AACR) e da

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Classificação Decimal de Dewey (CDD)”. Ou seja, a catalogação segue padrões, códigos e regras universais de modo que o mesmo livro seja catalogado da mesma forma, independente do lócus geográfico do bibliotecário conteudista.

Nos anos 70 avançaram-se os processos de automação dentro das bibliotecas, estes processos ainda eram limitados, pois os softwares, na maioria dos casos, eram específicos para cada biblioteca. Porém, logo em seguida, houve o desenvolvimento dos softwares disponíveis no mercado e estes passaram a corresponder às necessidades gerais de cada biblioteca ampliando seu uso e, com a expansão dos softwares, houve o surgimento de um mercado competitivo que favoreceu a redução dos preços dos softwares, levando para bibliotecas de vários locais a automação de baixo custo (HÜBNER; GUILHERME, 2009).

No Brasil, o processo de automação nas bibliotecas aconteceu no início dos anos 80, pois, anteriormente, as bibliotecas até utilizavam alguns tipos de sistemas, porém, ainda era algo bastante retrógrado e limitado, impossibilitando que as bibliotecas se livrassem por completo das atividades manuais. Uma das primeiras iniciativas na automatização das bibliotecas brasileiras surgiu com a iniciativa da UNESCO ao criar o software CDS/ISIS de automação de bibliotecas. Em 1985, utilizou-se um sistema chamado MicroISIS, disseminado nas bibliotecas pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) que possibilitou a grande difusão dos softwares nas bibliotecas brasileiras. Logo, o sistema evoluiu para uma versão Microsoft Windows e passou a se chamar WinISIS. Esse sistema era distribuído gratuitamente pela UNESCO, que também oferecia um software para gerenciamento de informações textuais (HÜBNER; GUILHERME, 2009).

Diante disso, outros softwares começaram a ganhar espaço nas bibliotecas brasileiras, principalmente os estrangeiros, conforme afirmam Hübner e Guilherme (2009):

[...] surgem outros Software e/ou sistemas, visando a automação das bibliotecas brasileiras, sendo os primeiros grandes sistemas de origem estrangeira, como o VTLS classic (hoje VIRTUA) e o Aleph, bem como iniciativas locais para o desenvolvimento de Software para bibliotecas. (HÜBNER; GUILHERME, 2009, p.3)

Atualmente, algumas bibliotecas brasileiras ainda não são automatizadas e isso se deve à falta de recursos financeiros e até mesmo à falta de acesso à internet; um fator preocupante

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para o bibliotecário que, cada dia mais, trabalha juntamente com as tecnologias para melhor atender o usuário e recuperar informações.

Observa-se que no cenário atual há diversos tipos de softwares no mercado, tais como: software comercial; software proprietário; software gratuito; software hibrido; e software livre, os quais serão mais detalhados no quadro 1 a seguir.

Quadro 1 – Diferenças entre os softwares.

Tipos Características

Software comercial

Os softwares comerciais são criados por empresas que tem como função principal a aquisição de lucros. O usuário pode ou não ter

acesso ao código fonte, dependendo do tipo de licença.

Software proprietário

A empresa que desenvolve o software proprietário tem domínio sobre sua propriedade intelectual, sendo assim, as atualizações, as

modificações e a garantia, são pertencentes à empresa que desenvolveu o software.

Software gratuito

Software gratuito, também chamado de freeware, autoriza sua utilização e distribuição. Porém, não pode ser modificado por não

possuir código-fonte aberto, ou seja, ele não é livre

Software hibrido

Os softwares híbridos vêm da junção de características dos softwares comerciais e gratuitos e com uma forma diferente de comercialização ou licença. Na utilização dos sharewares tem-se a

liberdade para distribuí-lo, copiá-lo, e experimentá-lo por um certo período de tempo.

Software livre

Disponibiliza seu código fonte para o usuário; permite, assim, que o aperfeiçoamento do programa seja feito de forma interativa por

desenvolvedores e usuários de todo o planeta

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Ao verificar a grande quantidade de tipos de softwares existentes, evidencia-se que os softwares livre são aqueles mais comumente utilizados em grande parte das bibliotecas brasileiras, visto a dificuldade financeira de muitas delas em adquirir um software pago. Por isto, este trabalho irá listar quais os softwares livre mais citados dentro da literatura da área de Ciência da Informação e apontar as principais características de cada um deles, de modo a possibilitar a escolha do software mediante a necessidade de cada biblioteca.

5 METODOLOGIA

Este artigo tem caráter quantitativo, pois, buscou-se atingir o objetivo de fazer um levantamento dos softwares livre mais citados na literatura científica e identificar suas características. O primeiro passo na realização da pesquisa bibliográfica foi recuperar artigos em bancos de dados da área (BRAPCI5) e buscadores (Google acadêmico6). De princípio, realizou-se uma busca com os termos “software”, “software livre”, “automação de bibliotecas” no período entre 2010 a 2017 e recuperou-se 30 artigos, os quais tiveram seus resumos lidos de modo a identificar quais relacionavam-se com software livre para automação de bibliotecas. Após a leitura cuidadosa dos mesmos, constatou-se que apenas 12 artigos se referiam a algum software livre específico, os outros abordavam mais características ou critérios para a escolha de um software livre. Nos 12 artigos selecionados, verificou-se que 5 softwares foram citados: Gnuteca, Biblivre, Openbiblio, PHL e ABCD library.

Tabela 1 – Quantidade de citações

Softwares Quantidade de vezes citados

ABCDlibrary 4

Gnuteca 7

PHL 4

Openbiblio 4

BIBLIVRE 5

Fonte: Elaborada pelos autores.

Para avaliação dos softwares foram definidas categorias de avaliação, para tanto, estabeleceu-se estas categorias por meio dos estudos das autoras Café, Santos e Macedo

5 Disponível em:<http://www.brapci.ufpr.br/brapci/> Acesso em: 5 dez. 2016. 6 Disponível em: <https://scholar.google.com.br/?hl=pt-BR> Acesso em: 5 dez. 2006.

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(2001), e por outras categorias consideradas complementares, definindo assim as seguintes 7 categorias: Circulação, Relatórios, Sistemas Operacionais, Entrada de dados, Acervo online, Recuperação, e Características gerais do software.

As informações sobre cada categoria foram recuperadas através dos dados disponibilizados nos sites oficiais dos softwares. Assim, montou-se um quadro de resultados a fim de ilustrar a pesquisa e as categorias selecionadas para a avaliação.

6 ANÁLISE DO LEVANTAMENTO DOS SOFTWARES LIVRE

Apresenta-se, a seguir, o quadro 2 produzido a partir dos resultados obtidos com o levantamento.

Quadro2 – Levantamento e análise dos softwares mais citados na literatura.

CATEGORIAS GNUTECA7 BIBLIVRE8 OPENBIBLIO9 ABCDLIBRA

RY10 PHL11 CIRCULAÇÃO Controle de empréstimo e devolução; consulta de usuários e exemplares. Consultas de reserva, empréstimo e devolução de exemplares do acervo. Permite gerenciar o cadastro de usuários, empréstimos, devoluções e reservas. Pesquisa do usuário final, circulação de empréstimos, aquisições. Consultas, empréstimos, devoluções. RELATÓRIOS Relatórios e estatísticas sobre os processos de empréstimo Relatórios, por Usuário, Todos os Usuários, Pedidos de Aquisição, Empréstimos em Atraso Bibliografia do Autor, Empréstimos por Período etc. Permite listagens de usuários em atraso, itens mais emprestados e consultados, relatórios de reservas etc. Estatísticas geral do sistema Relatórios e estatísticas sobre os processos de empréstimo SISTEMAS OPERACIONAIS Windows, MAC LINUX Unix, Linux,

Windows Windows e Linux.

Windows e Linux; Unix, Linux, Freebsd, Windows.

7Disponível em: <http://www.solis.com.br/gnuteca/> Acesso em: 5 dez.2016. 8Disponível em: <http://biblivre.org.br//> Acesso em: 5 dez.2016.

9Disponível em: <http://obiblio.sourceforge.net/index.php/Main/Documentation/> Acesso em: 5 dez.2016. 10Disponível em: <http://www.abcdlibrary.com.br//> Acesso em: 5 dez.2016.

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ENTRADA DE DADOS

MARC21

eISIS MARC21 MARC21 MARC21

MARC, USMARC, UKMARC, UNIMARC ou MARC21 ACERVO

ONLINE SIM SIM SIM Não informado SIM

RECUPERAÇÃO Pesquisa utilizando operadores booleanos, Filtros avançados. Caracteres da língua portuguesa indiferente o uso de letras em maiúsculas, minúsculas ou acentuadas. Recuperação em

língua portuguesa Multilíngue

Caracteres da língua portuguesa, documentos digitais em diversos formatos CARACTERISTI CAS GERAIS DO SOFTWARE Projetos de automação de bibliotecas. Catalogação e a difusão de acervos de bibliotecas públicas e privadas, de variados portes Circulação, catalogação e administração de usuários Principais funções básicas da biblioteca. Organizar suas coleções, automatizar rotinas e serviços e/ou disponibilizar e compartilhar seus catálogos através da Web.

Fonte: Elaborado pelos autores.

Pôde-se observar que cada software possui características específicas e no tocante a categoria de circulação, destaca-se o Gnuteca e o Openbiblio, pois estes dois softwares são os mais completos por apresentarem além de informações sobre empréstimo e devolução, dados sobre os usuários e os exemplares da biblioteca, contribuindo assim com a localização do material antes mesmo de realizar o empréstimo.

No tocante a geração de relatórios, os softwares BIBLIVRE, Openbiblio e ABCD library disponibilizam os relatórios mais completos e que são de suma importância para que os bibliotecários façam estatísticas sobre o uso do acervo, atraso dos empréstimos e elaboração das políticas de aquisição de novos títulos.

Quanto aos sistemas operacionais, o Gnuteca é o que mais se adequa as configurações dos sistemas atuais, como Windows, MAC e LINUX. Porém, é oportuno destacar que os softwares BIBLIVRE, ABCDlibrary e Openbiblio possuem compatibilidade com os dois sistemas mais utilizados no Brasil, o Windows e LINUX, sendo também bastante recomendados.

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A categoria de entrada de dados destaca que todos os softwares têm entrada para o MARC 21, se destacando o PHL por ter entrada para MARC, USMARC,UKMARC, UNIMARC ou MARC21. Assim, o PHL é recomendado para bibliotecas que busquem fazer catalogação cooperativa com diversas bibliotecas do mundo que utilizem as diversas variações do MARC.

Quando pesquisada a categoria sobre acervo on-line, constatou-se que todos os softwares possuem bases on-line, porém o ABCD library não informa em seu sistema mais detalhes específicos sobre a disponibilização de acervo on-line. Esta opção de acervo on-line é muito importante mediante o acesso remoto dos usuários da biblioteca de qualquer lugar do mundo, de modo a favorecer o acesso rápido a informações sobre os títulos e exemplares disponíveis em cada biblioteca.

A recuperação dos metadados inseridos durante o processo de catalogação por meio do MARC é realizada pelo ABCD library de forma multilíngue, isto favorece a recuperação de documentos com títulos em diversas línguas. Contudo, o Gnuteca, PHL, Openbiblio e BIBLIVRE possuem um sistema de recuperação baseada na língua portuguesa que também são de grande valia, principalmente para as bibliotecas infantis e escolares.

Quanto as características gerais dossoftwares, observa-se que a Gnuteca, PHL, Openbiblio e BIBLIVRE possuem categorias voltadas para as principais funções da biblioteca, porém o PHL tem um sistema mais voltado para o empréstimo de materiais.

Contudo, este estudo não se propõe a apontar qual software é mais recomendado, visto que cada biblioteca deve implantar um sistema de acordo com as suas necessidades básicas, por isto estes resultados vêm a delimitar as características, cabendo a cada bibliotecário definir qual atende a conveniência de sua unidade de informação.

Assim, apresentando os conceitos propostos pelo artigo, destaca-se a importância do uso de softwares dentro das bibliotecas; principalmente da eficiência de um software livre, visto que a principal de suas vantagens é a liberdade concedida ao usuário para executá-lo e alterá-lo de acordo com suas necessidades, podendo ser distribuído, em sua maioria, isento de custos, o que o torna um excelente benefício, pois a realidade das bibliotecas brasileiras é a de recursos, normalmente, muito precários – com a utilização dos softwares e a automação das bibliotecas, todo o trabalho do bibliotecário e da equipe responsável se torna mais fácil, simples e rápido.

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7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que este estudo atingiu o objetivo proposto ao conseguir fazer o levantamento dos softwares livre mais citados na literatura científica da área da Ciência da Informação, que foram o Gnuteca, Biblivre, Openbiblio, PHL e ABCD library. Indo além da proposta quando se estabeleceu as categorias e características de cada um destes, de modo a construir um quadro comparativo que possibilita identificar as diferenças e similitudes existentes entre eles.

Por fim, afirma-se que os softwares facilitam a gestão e a recuperação da informação, além de facilitar a busca feita pelos usuários. Atualmente, uma biblioteca bem amparada necessita de serviços tecnológicos para melhor atender seus usuários, prestando serviços de qualidade e atendendo a demanda por inovações tecnológicas que propiciem uma experiência produtiva para funcionários e usuários. Focando na realidade da sociedade atual,reconhecer a importância da automação de bibliotecas se torna necessário, visto que os acervos estão muito maiores e os usuários, mais exigentes. Uma biblioteca que utiliza softwares para subsidiar seu trabalho está atualizada, e a utilização de softwares livre contribui para sua manutenção. Além disso, os softwares livre citados nesse artigo possibilitam uma eficiente automação de bibliotecas àquelas que possuem poucos recursos financeiros para adquirir um software pago.

REFERÊNCIAS

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Referências

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