TRATADOS INTERNACIONAIS
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Segundo item do programa
2. Tratados internacionais 2.1. Introdução
2.2. Classificação
2.3. Processualística internacional 2.4. Processualística nacional
Significado etimológico:
(verbo)
tractare
arrastar por muito tempo, traçar sulcos,
trabalhar; examinar, tratar um assunto;
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(adjetivo)
tractus
arrastado, discutido;
(substantivo)
tractus
ação de puxar, arrastar, movimento
lento e progressivo.
Constituição federal – art. 4
A República Federativa do Brasil rege-se nas
suas relações internacionais pelos seguintes
princípios:
1- independência nacional
3- autodeterminação dos povos 4- não intervenção 5- igualdade entre os Estados 6- defesa da paz
7- solução pacífica dos conflitos
8- repúdio ao terrorismo e ao racismo
9- cooperação entre os
povos para o progresso da humanidade
10- concessão de asilo político
Parágrafo único
A República Federativa do Brasil buscará a
integração econômica,
política
, social e cultural
dos povos da América Latina, visando à
formação de uma
comunidade
latino-americana de nações.
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Mirtô Fraga
O conflito entre tratado internacional e a norma
de direito interno – FORENSE – 2001;
Patrícia Henrique Ribeiro
As relações entre o direito internacional e o
direito interno – DEL REY – 2001;
Pedro B.A. Dallari
Constituição e tratados internacionais –
SARAIVA – 2003;
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Antônio Paulo Cachapuz de Medeiros
O poder de celebrar tratados
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TRATADO INTERNACIONAL (Rezek)
- parte fundamental do direito internacional
- até meados do séc. 20 estava assentado no
direito costumeiro
- pacta sunt servanda
- bona fides
O primeiro registro seguro da celebração de um tratado, naturalmente bilateral, é o que se refere à paz entre Hatusil III, rei dos hititas, e Ramsés II, faraó egípcio da XIX dinastia.
(Rezek: 2005: 11)
Tal tratado foi celebrado entre 1280-1272 aC.
Dispunha sobre paz perpétua, aliança contra inimigos comuns, comércio, migrações e extradição.
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Os tratados possuíam, em tempos idos, quando
o universo ainda era religioso, um
caráter
Em nome de Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, três pessoas
realmente distintas e apartadas e uma só essência divina. Manifesto e notório seja a todos quantos este público instrumento virem, como na vila de Tordesilhas, a 7 dias do mês de junho, ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1494, na presença de nós os secretários, escrivães e notários públicos adiante escritos, estando presentes os honrados D. Henrique Henriquez, mordomo-mor dos mui altos e mui poderosos príncipes os senhores D. Fernando e D. Isabel, por graça de Deus rei e rainha de Castela, de Leão, de Aragão, de Sicília, de Granada (etc.) e... Seus
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(...) E por maior seguridade e firmeza do acima dito,
juraram a Deus e à Santa Maria e ao sinal da cruz em que puseram suas mãos direitas, e às palavras dos Santos Evangelhos onde quer que mais largo são escritos, nas almas dos ditos seus constituintes, que eles e cada um deles terão e guardarão e cumprirão todo o acima dito e cada uma coisa e parte dele realmente e com efeitos; cessante todo fraude e cautela e engano, ficção e simulação, e não contradição em tempo algum nem por alguma maneira.
Ilha do Cardoso, litoral sul do estado de São Paulo, encontra-se uma réplica do marco do Tratado de Tordesilhas, no Pontal da Praia
de Itacurussá, foi colocado no Itacurussá por volta de 1501 e 1504 pela expedição de Américo Vespúcio e Gaspar de Lemos.
O original encontra-se guardado no Rio de Janeiro.
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- séc. 19-20
- aparecimento dos tratados multilaterais
- multiplicação dos regimes republicanos
- progressiva constitucionalização
- participação dos parlamentos nacionais
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Rezek:
5. O rol das fontes no Estatuto da Corte de Haia (1920)
• Artigo 38
• A Corte, cuja função é decidir de acordo com o direito internacional as controvérsias que lhe forem submetidas, aplicará:
• a. as convenções internacionais, quer gerais, quer especiais, que estabeleçam regras expressamente reconhecidas pelos Estados litigantes;
• b. o costume internacional, como prova de uma prática geral aceita como sendo o direito;
• c. os princípios gerais de direito, reconhecidos pelas nações civilizadas;
• d. sob ressalva da disposição do Artigo 59, as decisões judiciárias e a doutrina dos juristas mais qualificados das diferentes nações, como meio auxiliar para a
determinação das regras de direito.
• A presente disposição não prejudicará a faculdade da Corte de decidir uma questão ex aequo et bono, se as partes com isto concordarem.
CONVENÇÃO DE HAVANA - 1928
- ‘É uma convenção sobre tratados; - Vigente entre oito países:
- Brasil, Equador, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá, Peru e República Dominicana;
- Cuida-se de um texto sumário, objetivo, um tanto menos austero e idealista que o projeto de Epitácio Pessoa lhe serviu de inspiração.
- A partir de 1949, no âmbito das Nações Unidas, a Comissão do Direito Internacional trabalhou sobre o tema, até que se reunisse em Viena, nos anos de 1968 e 1969, a conferência diplomática programada para negociar uma convenção de alcance universal sobre o direito dos tratados.” (Rezek: 2005: 13)
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Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa (Umbuzeiro, 23 de maio de 1865 — Petrópolis, 13 de fevereiro de 1942) foi um político e jurista brasileiro, presidente da república entre 1919 e 1922, depois que
Rodrigues Alves, eleito em 1918, não tomou posse por motivo de doença. Seu período de governo foi marcado por revoltas militares que acabariam na Revolução de 30, a qual levou Getúlio Vargas ao governo central. Foi ainda deputado federal em duas oportunidades, ministro da Justiça, do Supremo Tribunal Federal, procurador-geral da República, senador três vezes, chefe da delegação brasileira junto à Conferência de Versalhes e juiz da então Corte Internacional da Haia.
Convenção de Viena sobre o direito dos
tratados (1969)
Art. 2 – Emprego de expressões:
1. Para os fins da presente convenção:
a) Tratado significa um acordo internacional celebrado entre Estados em forma escrita e regido pelo direito internacional, que conste, ou de um instrumento único ou de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica.
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Terminologia: (Rezek: 2005:14)
O uso constante a que se entregou o legislador brasileiro – a começar pelo constituinte – da fórmula tratados e convenções, induz o leitor à idéia de que os dois termos se prestem a designar coisas diversas. (...) O que a realidade mostra é o uso livre, indiscriminado, e muitas vezes ilógico, dos termos variantes daquele que a comunidade universitária, em toda parte – vem utilizando como termo-padrão. (...) Esses termos são de uso livre e aleatório...
(4) Isolado, o termo acordo quase nada informa. Já a expressão acordo de sede, nas condições presentes, e sem qualquer outro dado, permite saber: (a) que se cuida de um tratado bilateral; (b) que uma das partes é uma organização internacional, e a outra um
Estado, provavelmente – mas não seguramente – membro da primeira; (c) que o tema precípuo desse tratado é o regime jurídico da instalação física da organização no território do Estado. (Rezek:
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Apenas o termo concordata possui, em direito das gentes, significação singular: esse nome é estritamente reservado ao tratado bilateral em que uma das partes é
a Santa Sé, e que tem por objeto a organização do culto, a disciplina eclesiástica, missões apostólicas,
relações entre a Igreja católica local e o Estado co-participante. (Rezek: 2005:16)
Ato assinado por ocasião da Audiência Privada
do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Sua
Santidade o Papa Bento XVI - Vaticano, 13 de
novembro de 2008.
(Promulgado: 11/02/10)