RELATÓRIO E CONTAS SEMESTRAL
30 DE JUNHO DE 2011
BANIF BRASIL
RELATÓRIO DE GESTÃO SEMESTRAL 30 DE JUNHO DE 2011
BANIF BRASIL
Fundo Especial de Investimento Aberto
O Banif Brasil – Fundo Especial de Investimento Aberto, adiante designado por Banif Brasil, Fundo ou OIC, é um fundo que direcciona os seus investimentos para valores mobiliários ou organismos de investimento colectivo que invistam maioritariamente em países da América Latina, com particular incidência no Brasil, gerido pela Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários em 30 de Agosto de 2007 e iniciou a sua actividade em 21 de Novembro de 2007.
Enquadramento macro-económico
O primeiro semestre de 2011 ficou marcado por um abrandamento ligeiro da economia brasileira, resultado essencialmente da adopção de uma política monetária mais contraccionista. A forte pressão inflacionista forçou o banco central da maior economia latino-americana a subir as taxas de referência (Selic) em 150 pontos base para os 12.25%.
Durante o período assistiu-se a uma desvalorização de 3.3% do índice MSCI Latin America, representativo do mercado accionista da América Latina. Entre as piores performances, encontra-se o Brasil (Bovespa) e o Peru (IGBVL), com desvalorizações de 10.1% e 19.2%, respectivamente.
Relativamente às obrigações emitidas em dólares, destaca-se a performance favorável da emitida pelo Brasil, com um estreitamento cerca de 39 pontos base (pb) para 150 pb (JPMorgan EMBIG Brazil Sovereign Spread). Entre as melhores performances destaca-se igualmente a Colômbia, com um estreitamento de 51 pb (JPMorgan EMBIG Colombia Sovereign Spread) e o México, com uma descida do spread em 25 pb para 148 pb (JP Morgan EMBIG Mexico Sovereign Spread). Por oposição, o spread da Argentina alargou 61 pb para 568 pb (JPMorgan EMBIG Sovereign Spread).
A dívida emitida pelos governos em moeda local registou um desempenho negativo, em particular a do Brasil com uma subida de 29 pb para 12.46% (emissão a 10 anos), e a do Peru com uma subida de 87 bp para 6.76% (emissão a 10 anos).
No mercado cambial, assistiu-se à desvalorização das moedas dos principais países em relação ao Euro. No Brasil, o real desvalorizou cerca de 2.42% face à moeda única. A maior queda registou-se na Argentina, com o Peso a cair 12.06% face ao Euro.
Por seu turno, os hedge funds com exposição à América Latina valorizaram 3.18% (Eurekahedge Latin America Offshore Hedge Fund Índex) ao longo do primeiro semestre de 2011.
Política de investimento do OIC
A política de Investimento do Fundo alterou, em Fevereiro de 2011, passando a possuir: (i) a possibilidade de investimento em fundos não-harmonizados; (ii) a supressão do limite em investimento directo e indirecto; (iii) o aumento do limite máximo de investimento do Fundo, num único fundo para 75%; (iv) a possibilidade do Fundo deter em carteira até 75% das unidades de participação de um único fundo; (v) o aumento do limite máximo de investimento em hedge funds de 30% para 60%; (vi) a possibilidade do Fundo investir até 100% do VLGF em fundos de obrigações ou obrigações; (vii) a supressão do limite máximo de 50% do VLGF em fundos sedeados fora da União Europeia; (viii) a remoção do Benchmark; (ix) o aumento de cobertura de risco de taxa de juro de 30% para 100%; (x) o aumento de cobertura de risco de mercado e de risco de preço de 30% para 60%.
O fundo continuou a proporcionar uma exposição diversificada à região, investindo em acções, obrigações e hedge funds.
Durante o primeiro semestre de 2011, a exposição média da componente de acções foi de 41.3% através do investimento em fundos, nomeadamente o Amundi Latin America, o Fidelity Latin America, o Schroder Latin America, o Parvest Latin America e o Parvest Brazil Equity. Na componente de obrigações, a exposição média do Banif Brasil foi de 41.8%, através do investimento nos fundos DWS Brazil Bond, Pictet Latin America Local Currency Debt e UBS BD SICAV Brasil.
Durante o período em análise diminuiu-se a exposição à componente de hedge funds, através da venda da posição no fundo Banif Institucional.
Relativamente à política cambial, o fundo manteve-se genericamente exposto às moedas da região.
Valorização dos activos do OIC
Os activos encontram-se valorizados de acordo com as regras de valorimetria estabelecidas no ponto 3.2 do Capítulo II do Regulamento de Gestão do Fundo, as quais se encontram descritas na Nota 4 do Anexo às Demonstrações Financeiras.
Evolução da actividade do OIC
Em 30 de Junho de 2011, o montante sob gestão do Fundo era de 4 361 858 Euros, sendo o valor da unidade de participação de 4,4407 Euros, havendo 982 244 unidades de participação em circulação.
Durante o 1º semestre de 2011, os custos com comissões de gestão e de depósito ascenderam a 40 176 Euros e 3 348 Euros, respectivamente. No que se refere à componente de custos e proveitos, os primeiros representam 791 032 Euros, enquanto que o montante de proveitos neste período foi de 492 673 Euros.
O quadro que se apresenta de seguida demonstra a evolução nos últimos três anos, do volume sob gestão, bem como os proveitos e custos do OIC, e ainda, as comissões de gestão e de depósito suportadas nos últimos exercícios:
2010 2009 2008
Volume sob gestão 6 244 624 5 667 175 1 169 531 Proveitos (totais) 9 223 158 1 100 351 1 122 690 Custos (totais) 8 619 673 577 807 1 691 563 Comissão de gestão 92 707 35 642 22 555 Comissão de depósito 7 726 2 970 1 880 Comissões de transacção 7 710 - 294 2009 2008
No que se refere às unidades de participação (UP’s), indica-se de seguida o nº de UP’s em circulação e o seu valor unitário, no final dos últimos exercícios:
2010
2009
2008
2007
Nº UP’s 1 334 293 1 330 256 348 459 162 853 Valor das UP’s (EUR) 4,6801 4,2602 3,3563 5,0833
De seguida apresenta-se a rendibilidades e risco do OIC ao longo da sua actividade:
Ano Rendibilidade % Risco % Nível de risco 2010 9,86 13,67 4 2009 26,92 9,21 3 2008 -33,90 18,35 5
De forma a dar cumprimento ao disposto no art. 87º do Regulamento nº 15/2003 da CMVM acresce referir que: (i) as rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 6 (risco máximo); (ii) os valores divulgados não têm em conta comissões de emissão e resgate eventualmente devidas; (iii) as rendibilidades mencionadas, apenas seriam obtidas se o investimento fosse efectuado durante a totalidade do período de referência; e (iv) existem prospectos relativos ao OIC que são objecto de acções publicitárias ou informativas, os quais se encontram disponíveis nas entidades comercializadoras do Fundo, bem como na Sociedade Gestora.
Perspectivas da actividade do OIC
Para a segunda metade de 2011 as perspectivas económicas favoráveis para a América Latina deverão beneficiar a generalidade dos activos de risco da região. O principal risco prende-se com a possibilidade de o Banco Central do Brasil vir a desenvolver uma política monetária mais contraccionista para fazer face ao aumento substancial da inflação.
Lisboa, 25 de Agosto de 2011.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA
BALANÇO DO BANIF BRASIL - Fundo Espe cia l de Inve stime nto Abe rto
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2011
A CT IV O CA P IT A L E P A SSIV O
CÓ DIGO DESIGNA ÇÃ O 2011 2010 CÓ DIGO DESIGNA ÇÃ O P erí od os
B rut o Mv mv / P L í q ui d o L í q ui d o 2011 2010
CA R T EIR A DE T ÍTUL O S CA P IT A L DO O IC
61 Unidades de Participação 4 911 220 6 721 855
21 Obrigações 62 Variações Patrimoniais (821 005) (978 991)
22 Acções 64 Resultados Transitados 570 002 (33 483)
23 Outros títulos de capital 65 Resultados Distribuidos
24 Unidades de Participação 3 874 884 428 714 12 192 4 291 406 4 672 632 66 Resultados Líquidos do Exercício (298 359) 342 503 25 Direitos
26 Outros instrumentos de dívida T O T A L D O C A PI T A L D O O IC 4 361 858 6 051 884
T O T A L D A C A R T EIR A D E T Í T U LO S 3 874 884 428 714 12 192 4 291 406 4 672 632 P R O V ISÕ ES A CUMUL A DA S
O UT R O S A CT IV O S 48 Provisões para Encargos
31 Outros Activos
T O T A L D E O U T R O S A C T IV O S 0 0 0 T OT A L PR O V IS ÕE S A C U M U LA D A S 0 0
T ER CEIR O S T ER CEIR O S
411+…+419 Contas de Devedores 0
T O T A L D O S V A LO R ES A R EC EB ER 0 0 0 421 Resgates a Pagar a Participantes 15 024
422 Rendimentos a Pagar a Participantes
DISP O NIB IL IDA DES 423 Comissões a Pagar 6 147 8 291
11 Caixa 424+…+429 Outras Contas de Credores 31 637 93 958
12 Depósitos à ordem 85 767 85 767 1 478 953 43+12 Empréstimos Obtidos 35
13 Depósitos a prazo e com pré-aviso
14 Certificados de depósito T O T A L D O S V A LO R ES A PA G A R 37 819 117 273
18 Outros meios monetários
T O T A L D A S D I SPO N I B ILID A D ES 85 767 85 767 1 478 953 A CR ÉSCIMO S E DIFER IMENT O S
A CR ÉSCIMO S E DIFER IMENTO S 55 Acréscimos de custos
51 Acréscimos de proveitos 22 504 22 504 17 152 56 Receitas com Proveito Diferido
52 Despesas com Custo Diferido 58 Outros Acrécimos e Diferimentos
58 Outros Acrécimos e Diferimentos 0 420 59 Contas Transitórias Passivas
59 Contas Transitórias Activas
T O T A L D OS A C R ÉSC IM O S E D IF . A C T I V O S 22 504 22 504 17 572 T O T A L D O S A C R ÉSC I M O S E D I F . PA SSIV O S 0 0 T O T A L DO A CT IV O 3 983 155 428 714 12 192 4 399 677 6 169 157 T O T A L DO CA P IT A L E DO P A SSIV O 4 399 677 6 169 157
T ot al d o Número d e Uni d ad es d e P art i c i p aç ão em Ci rc ul aç ão 982 244 1 344 371 V al or Uni t ári o d a Uni d ad e d e P art i c i p aç ão 4. 4407 4. 5016
Abreviaturas: M v - M ais valias; mv - M enos valias P - Provisões
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO BANIF BRASIL - Fundo Especial de Investimento Aberto
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2011
CUS T OS E P ERDAS P ROVEIT OS E GANHOS
CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2011 2010 CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2011 2010
CUS T OS E P ERDAS CORRENT ES P ROVEIT OS E GANHOS CORRENT ES
JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS: JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS
711+…+718 De Operações Correntes 812 + 813 Da Carteira de Títulos e Outros Activos
719 De Operações Extrapatrimoniais 539 6 811+814+817+818 Outros, de Operações Correntes 4 645 604
819 De Operações Extrapatrimoniais 9 432
COMISSÕES E TAXAS
722+ 723 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 1 872 5 203
724+…+728 Outras, em Operações Correntes 44 752 48 602 RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS
729 De Operações Extrapatrimoniais
822+…+824/ 5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos
PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS 829 De Operações Extrapatrimoniais
732 + 733 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 410 562 1 020 340
731+…+738 Outras, em Operações Correntes
739 Em Operações Extrapatrimoniais 300 666 3 233 134 GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
832 + 833 Na Carteira de Títulos e Outros Activos 477 246 936 335
IMPOSTOS 831+837+838 Outros, em Operações Correntes
7411 + 7421 Impostos Sobre o Rendimento 32 640 94 079 839 Em Operações Extrapatrimoniais 398 3 786 156
7412 + 7422 Impostos Indirectos 208
7418 + 7428 Outros Impostos
PROVISÕES DO EXERCÍCIO REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES
751 Provisões para Encargos
851 Provisões para encargos
77 OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES 87 OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES 10 263 11 548
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 791 031 4 401 572 TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES (B) 492 552 4 744 075 CUS T OS E P ERDAS EVENT UAIS
781 Valores Incobráveis P ROVEIT OS E GANHOS EVENT UAIS
782 Perdas Extraordinárias 881 Recuperação de Incobráveis
783 Perdas de exercícios Anteriores 882 Ganhos Extraordinários
788 Outros Custos e Perdas Eventuais 1 883 Ganhos de Exercícios Anteriores
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C) 1 0 888 Outros Proveitos e Ganhos Eventuais 121
TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D) 121 0
63 IMPOSTOS S/ RENDIMENTOS DO EXERCICIO
66 RES UL T ADOS L ÍQUIDO DO P ERÍODO(se >0) 0 342 503 66 RES UL T ADOS L ÍQUIDO DO P ERÍODO(se <0) 298 359 0
T OT AL 791 032 4 744 075 T OT AL 791 032 4 744 075
(8x2/ 3/ 4/ 5)-(7x2/ 3)Resultados da Carteira de Títulos E Outros Activos 64 812 (89 208) D-C Resultados Eventuais 120 0
8x9-7x9 Resultados das Operações Extrapatrimoniais (300 807) 562 448 B +D-A-C+7411+7421Resultados Antes de Impostos s/o Rendimento (265 719) 436 582 B-A Resultados Correntes (298 479) 342 503 B +D-A-C Resultados Líquidos do Período (298 359) 342 503
CONTAS EXTRAPATRIMONIAIS - BANIF BRASIL - Fundo Especial de Investimento Aberto
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2011
DIREIT OS S OBRE T ERCEIROS RES P ONS ABILIDADES P ERANT E T ERCEIROS
CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2011 2010 CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2011 2010
OP ERAÇÕES CAMBIAIS OP ERAÇÕES CAMBIAIS
911 À vista 911 À vista
912 A prazo (Forwards cambiais) 541 533 912 A prazo (Forwards cambiais)
913 Swaps cambiais 913 Swaps cambiais
914 Opções 914 Opções
915 Futuros 915 Futuros
TOTAL 0 541 533 TOTAL 0 0
OP ERAÇÕES S OBRE T AX AS DE JURO OP ERAÇÕES S OBRE T AX AS DE JURO
921 Contratos a prazo (FRA) 921 Contratos a prazo (FRA)
922 Swap de taxa de juro 922 Swap de taxa de juro
923 Contratos de garantia de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro
924 Opções 924 Opções
925 Futuros 925 Futuros
TOTAL 0 0 TOTAL 0 0
OP ERAÇÕES S OBRE COT AÇÕES OP ERAÇÕES S OBRE COT AÇÕES
934 Opções 934 Opções
935 Futuros 935 Futuros
TOTAL 0 0 TOTAL 0 0
COMP ROMIS S OS DE T ERCEIROS COMP ROMIS S OS COM T ERCEIROS
942 Operações a prazo (reporte de valores) 941 Subscrição de títulos
944 Valores recebidos em garantia 942 Operações a prazo (reporte de valores)
945 Empréstimo de títulos 943 Valores cedidos em garantia
TOTAL 0 0 TOTAL 0 0
T OT AL DOS DIREIT OS 0 541 533 T OT AL DAS RES P ONS ABILIDADES 0 0
99 Conta s de Contra pa rtida 99 Conta s de Contra pa rtida 0 541 533
BANIF BRASIL - Fundo Espe cial de Inve stime nto Abe rto (valores em euros)
DIS CRIMINAÇÃO DOS F LUXOS PE RÍODO PE RÍODO
2011 2010
O P ER A ÇÕ ES SO B R E A S UNIDA DES DO O IC
RECEBIMENTOS:
Subscrição de unidades de participação 768 309 929 200
PAGAMENTOS:
Resgates de unidades de participação 2 352 716 871 971 Rendimentos pagos aos participantes
Fl ux o d as op eraç ões s ob re as uni d ad es d o O IC (1 584 407) 57 229 O P ER A ÇÕ ES DA CA R T EIR A DE T ÍT UL O S
E O UT R O S A CT IV O S
RECEBIMENTOS:
Venda de títulos e outros activos 4 468 879 6 163 103 Reembolso de títulos e outros activos
Resgates de unidades de participação noutros OIC Rendimento de títulos e outros activos
Juros e proveitos similares recebidos
Vendas de títulos e out activ c/ acordo de recompra Outros recebimentos relacionados com a carteira
PAGAMENTOS:
Compra de títulos e outros activos 3 501 374 5 145 328 Subscrição de unidades de participação noutros OIC
Juros e custos similares pagos
Vendas de títulos com acordo de recompra Comissões de Bolsa suportadas
Comissões de corretagem 2 058 5 203
Outras taxas e comissões 28 268
Outros pagamentos relacionados com a carteira
Fl uxo d as op eraç ões d a c art ei ra d e t í tul os 965 419 1 012 304 e out ros ac t i v os
O P ER A ÇÕ ES A P R A ZO E DE DIV ISA S
RECEBIMENTOS:
Juros e proveitos similares recebidos
Operações cambiais 10 615 468 26 994 145
Operações de taxa de juro Operações sobre cotações
Margem inicial em contratos de futuros e opcções Comissões em contratos de opções
Outras comissões
Outros recebimentos op. a prazo e de divisas
PAGAMENTOS:
Juros e custos similares pagos
Operações cambiais 10 610 152 27 316 252
Operações de taxa de juro Operações sobre cotações
Margem inicial em contratos de futurose opcções Comissões em contratos de opções
Outros pagamentos op. a prazo e de divisas
Fl uxo s op eraç ões a p razo e d e d i v i s as 5 316 (322 107) DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE C AIXA SEMESTRAL
(Continuação)
DIS CRIMINAÇÃO DOS F LUXOS PE RÍODO PE RÍODO
2011 2010
O P ER A ÇÕ ES GEST Ã O CO R R ENT E
RECEBIMENTOS:
Cobranças de crédito vencido Compras com acordo de revenda
Juros de depósitos bancários 4 297 212
Juros de certificados de depósito
Comissões em operações de empréstimo de títulos Outros recebimentos correntes
PAGAMENTOS:
Comissão de gestão 42 607 43 318
Comissão de depósito 3 551 3 610
Comissão de garantia Despesas com crédito vencido
Juros devedores de depósitos bancários 6
Compras com acordo de revenda
Imposto e taxas 146 286 2 739
Taxa de Supervisão 1 200 1 200
Auditoria 1 331 1 680
Outros pagamentos correntes
Fl uxo d as op eraç ões d e g es t ão c orrent e (190 678) (52 341)
O P ER A ÇÕ ES EV ENT UA IS
RECEBIMENTOS:
Ganhos extraordinários
Ganhos imputáveis a exercícios anteriores Recuperação de incobráveis
Outros recebimentos de operações eventuais
PAGAMENTOS:
Perdas extraordinários
Perdas imputáveis a exercícios anteriores Outros pagamentos de operações eventuais
Fl uxo d as op eraç ões ev ent uai s 0 0
Sal d o d os fl uxos d e c ai xa d o p erí od o… (A ) (804 351) 695 084
Di s p oni b i l i d ad es no i ní c i o d o p erí od o… (B ) 890 083 783 869
Di s p oni b i l i d ad es no fi m d o p erí od o… (C) = (B ) + - (A ) 85 732 1 478 953
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2011
BANIF BRASIL
Fundo Especial de Investimento Aberto
Nota Introdutória
O Banif Brasil – Fundo Especial de Investimento Aberto, Ex- Banif América Latina – Fundo Especial de Investimento Aberto, adiante designado por Banif Brasil, Fundo ou OIC, é um fundo que direcciona os seus investimentos para valores mobiliários ou organismos de investimento colectivo que invistam maioritariamente em países da América Latina, com particular incidência no Brasil, gerido pela Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários em 30 de Agosto de 2007 por tempo indeterminado e iniciou a sua actividade em 21 de Novembro de 2007.
Bases de apresentação e principais políticas contabilísticas
As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as normas do Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, Regulamento da CMVM n.º 16/2003 – Contabilidade dos Organismos de Investimento Colectivo, tendo em atenção as normas emitidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
O Fundo respeita o princípio contabilístico da especialização diária dos custos e proveitos.
No que diz respeito ao critério valorimétrico dos títulos, estes são registados pelo valor de aquisição, sendo valorizados de acordo com as regras estabelecidas no prospecto completo do fundo, as quais são descritas na Nota 4 do presente anexo. O critério valorimétrico para a saída de títulos de carteira utilizado foi o método de custeio FIFO. As notas omissas no presente anexo não são aplicáveis. Os valores encontram-se expressos em Euros.
Nota 1 – Variação do V de participação
Discriminação das variações ocorridas durante o exercício no valor líquido global e unitário do OIC, bem como das unidades de participação:
30 de Junho de 2011 a divisão dos participantes do fundo era a seguinte:
guinte evolução:
alor Global Líquido do OIC e das Unidades
Descriçã o No Início S ubscriçã o Resga tes Dist. Res. Outros Res. P er. No Fim
6 671 465 860 220 2 620 465 4 911 220 (996 843) (91 911) (267 749) (821 005) Resultados distribuídos 002 8 359) 1 858 82 244 4407 Valor base
Diferença p/ Valor Base
Resultados acumulados (33 483) 603 485 570
Resultados do período 603 485 (603 485) (298 359) (29
S O M A 6 244 624 768 309 2 352 716 0 0 -298 359 4 36
Nº de unidades participação 1 334 293 172 044 524 093 9
Valor unidade participação 4.6801 4.4658 4.4891 4.
A UPs ≥ 25% 10% ≤ Ups < 25% 5% ≤ Ups < 10% Nº 1 1 2 2% ≤ Ups < 5% Ups < 0,5% 47 4 0,5% ≤ Ups < 2% 20
Embora o Fundo não apresente uma dispersão de 25% das suas unidades de participação por um mínimo de 100 participantes, é nossa expectativa que, no contexto actual dos mercados financeiros, o disposto no art. 14º do Decreto-Lei nº 252/2003, de 17 de Outubro não venha a ser aplicado.
O OIC apresentou a se VLGF Va lor da UP N.º Ups em Circula çã o 2011 Jan 5 983 599 4.4948 1 331 227 Fev 5 992 614 4.4804 1 337 527 Mar 5 892 569 4.4807 1 315 110 Abr 4 552 160 4.3633 1 043 288 Mai 4 600 370 4.4657 1 030 152 Jun 4 361 858 4.4407 982 244
Nota 3 – Inventário da carteira de títulos
A 30 de Junho de 2011, a carteira de títulos do Fundo decompõe-se da seguinte forma:
INVENTÁRIO DA CARTEIRA
em 30 de Junho de 2011
BANIF Brasil - F.E.I. (Valores em EURO)
Preço de
aquisição valiasMais Valor dacarteira
Descrição dos Títulos menos valias corridosJuros SOMA 3 - Unidades de participação de (OIC)
3.2 - OIC domiciliados num Estado membro da UE
126 185 124 597 124 597
Lyxor ETF Brazil -1 588
449 692 499 347 499 347
Parvest Latin Amer-L 49 654
115 331 107 752 107 752
Parvest Equity Bra-N -7 579
85 294 103 367 103 367
Schroder Latin Amer 18 073
579 784 613 854 613 854
DWS Brazil B. Basket 34 070
705 556 825 419 825 419
PICTET LAT AMER P 119 863
427 589 507 564 507 564
FIDELITY LATIN AMER 79 976
530 974 742 154 798 130 798 130 UBS BD SICAV-BRASIL 55 976 4 111 004 0 4 111 004 -9 167 428 714 3 691 457 Sub-Total:
3.3 - OIC domici. em Estados não membros da UE
144 529 141 504 141 504
Market Vector Brazil -3 024
38 898 38 898 38 898
Belmont Latin Americ
180 402 0 180 402 -3 024 0 183 427 Sub-Total: Total 3 874 884 428 714 -12 192 4 291 406 0 4 291 406 459 872 530 974 CAAM-LATIN AMERICA 71 102
Discriminação da liquidez do OIC:
S a ldo inicia l Aumentos Reduções S a ldo fina l Conta s
Caixa
Depósitos à ordem 890 083 85 767
0 (35)
Depósitos a prazo e com pré-aviso Certificados de depósito
Outras contas de disponibilidades
Total 890 083 0 0 85 732
Nota 4 – Critérios de valorização dos activos do OIC
Momento de Referência da Valorização
a) O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis às dezassete horas e determina-se pela divisão do valor líquido global do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do Fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos até ao momento da valorização da carteira.
b) Todas as operações realizadas no dia serão englobadas para efeitos da composição da carteira, excepto as realizadas nos mercados do Continente Americano.
Regras de Valorimetria e Cálculo do Valor da UP
a) A avaliação dos activos que compõem o Fundo que assumam a forma de participações em organismos de investimento colectivo será realizada com base no último valor das unidades de participação divulgados no momento da valorização através dos valores recolhidos da Bloomberg ou divulgados pela entidade gestora, via suporte físico ou informático.
b) Os valores mobiliários, os instrumentos derivados e os restantes instrumentos cotados numa Bolsa de Valores ou admitidos à negociação num mercado regulamentado ou especializado, serão avaliados ao preço disponível no momento de referência ou ao preço de fecho desses mercados se a sessão tiver encerrado antes das dezasseis e trinta, hora de Lisboa. Se um activo estiver cotado em mais de uma Bolsa ou mercado, o preço a considerar será o efectuado na Bolsa ou mercado regulamentado mais representativos para esse activo, em termos de maior liquidez,
equência e regularidade de transacções. ) Valorização de acções não cotadas
- As acções não cotadas, nacionais e internacionais, são valorizadas com base em ofertas de compra divulgadas por sistemas de informação especializados (Bloomberg ou Reuters), corretores ou Bancos de Investimento. Caso não se verifiquem estas ofertas, a valorização será feita pelo consenso de vários métodos, dos quais se destacam:
- Fluxos de caixa descontados: as estimativas usadas para o cálculo serão os valores divulgados nas análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. No caso de não existir essa informação, o cálculo será feito com base nas projecções da equipa de gestão da Entidade Gestora.
- Múltiplos comparáveis: serão comparadas as empresas que operam no mesmo sector de actividade e em mercados com as mesmas características, por forma fr
a extrapolar-se o valor da empresa. Os múltiplos com maior relevância vão depender do sector de actividade da empresa, e encontrar-se-ão no conjunto de múltiplos constituído por Price Earnings Ratio, Price Cash-Flow, Price Book Value e Enterprise Value/EBITDA. Esta informação tem por base análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas.
d) Valorização das obrigações
- Os activos em processo de admissão à cotação serão valorizados tendo por base outros valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação, tendo em conta as condições de fungibilidade e liquidez entre as emissões.
cordo com as cotações recolhidas
o .
valorizadas com base em ofertas de compra
mitente.
otação
as das respectivas moedas, elementos recolhidos do - As obrigações cotadas são valorizadas de a
do Bloomberg, com base no critério Blo mberg Fair Value - As obrigações não cotadas são
divulgadas por sistemas de informação especializados (Bloomberg ou Reuters), corretores ou Bancos de Investimento. Caso não se verifiquem estas ofertas as obrigações não cotadas são valorizadas através do modelo dos cash-flows descontados. Para as obrigações de taxa fixa utiliza-se a yield to maturity ajustada para o rating do emitente. Para as obrigações de taxa variável utiliza-se o discount margin ajustado para o rating do e
e) Valorização dos Instrumentos Derivados
- Os derivados transaccionados em bolsa, são valorizados pela última c efectuada no momento de referência.
- Os Swaps de Taxa de Juro são valorizados a partir de uma taxa interpolada, calculada com base nas taxas recolhidas do Bloomberg.
- Os Forwards são valorizados comparando a taxa forward contratada com a taxa forward de mercado, calculada com base na taxa de câmbio spot e nas taxas de juro implícit
Bloomberg.
- Os Swaps Cambiais são valorizados a partir da curva de taxas de juro das duas moedas envolvidas e da taxa de câmbio spot verificada, dados recolhidos do Bloomberg.
Nota 1 O quad OIC na 2011: Nota 1 Os cus
1 – Exposição ao risco cambial
ro que se apresenta de seguida demonstra as posições cambiais em aberto do s diversas moedas, e a respectiva cobertura efectuada à data de 30 de Junho de
F uturo s F o rw ard S w aps Opçõ e s
5 955 571
Posição Cambial
oeda s À vista A P ra zo T ota l a
P ra zo Globa l
USD 0 5 955 571
Contra 47
M
valor Euro 4 120 647 0 0 4 120 6
5 – Custos imputados ao OIC
tos imputados ao OIC discriminam-se da seguinte forma:
VAL OR % VL GF (*) Comissão de Gestão Componente Fixa 40 176 0.74 Componente Variavél 0 0.00 Comissões de Depósito 3 348 0.06 Taxa de Supervisão 1 200 0.02 0.00 44 724 S T OS TOTAL Custos de Auditoria 0 0.00 Outros Custos 0 0.83 (*) Média relativa ao período de referência
TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC)
Nota 1
Não s
compe corrente da aplicação do disposto no artigo 46.º do Regulamento .º 15/2003 da CMVM.
ÉCNICO OFICIAL DE CONTAS CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA SOCIEDADE GESTORA
7 – Outras informações
e verificou qualquer pagamento ao fundo e a participantes de carácter nsatório, de
n