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Concursos públicos e o TCE

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Academic year: 2021

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Concursos públicos e o

fixado em consonância com os princípios do amplo acesso ao concurso público e

da competitividade. Dessa forma, e mormente considerando que no caso foca-do nem mesmo há previsão para inscrição via internet, pode-se concluir que o prazo fixado pelo Edital (...) é insuficiente. Determina-se, assim, que esse pra-zo seja ampliado para 30 (trinta) dias, prapra-zo esse rapra-zoável para que o acesso ao concurso seja o mais amplo possível.” (Edital de Concurso Público n. 761.383. Rel. Conselheiro Antônio Carlos Andrada. Sessão do dia 14/10/2008.)

O edital também não pode impor obstáculos desnecessários para a realização das inscrições, tais como realizá-las somente de forma presencial, em horários restritos ou inadequados, proibição de realizá-las por procurador etc.

Edital de Concurso Público. Inscrição pela Internet e por Procuração. “O Edital previu somente como forma de inscrição a presencial, excluindo a inscrição via internet ou por procuração. Ressalte-se, neste particular, que a possibilidade de inscrição via internet é sempre devida, pois possibilita o acesso de um maior número de candidatos, bem como deve ser admitida a inscrição por procuração, tendo em vista a hipótese de impossibilidade do próprio candidato fazer sua ins-crição. Por essa razão, a Administração deverá adequar o Edital, prevendo tam-bém a inscrição via internet e por procuração.” (Edital de Concurso Público n. 797.240. Rel. Conselheiro Antônio Carlos Andrada. Sessão do dia 29/09/2009.) Edital de Concurso Público. Inscrição pela Internet e Necessidade de Acesso a Computadores. “(...) restrição ao acesso dos candidatos às inscrições, por ser a internet o único meio para realização destas. (...) a isenção de responsabi-lidade por inscrição via internet, como previsto no [edital] (...), somente é válida se as falhas não forem de responsabilidade dos entes organizadores do concurso, devendo, portanto, ser acrescido ao texto a ressalva referida. (...) violação ao princípio da ampla acessibilidade de cargos, empregos e funções públicas (...) [em] subitens (...) que prevêem que o cartão de inscrição deverá ser impresso pelo candidato, já que nem todos os candidatos possuem acesso aos computadores” (Edital de Concurso Público n. 787.590. Rel. Conselheiro Eduardo Carone Costa. Sessão do dia 09/07/2009.)

Edital de Concurso Público. Inscrições pela Internet Atrelada ao Principio da Acessibilidade. “(...) a possibilidade de inscrição, também, por via ele-trônica não comprometeria, mas, sim, privilegiaria os princípios da aces-sibilidade de todos ao ingresso no serviço público e, por conseguinte, da isonomia, posto que à luz da realidade regional e, em se tratando dos cargos oferecidos no Certame, notadamente, o de Técnico Contábil, essa exigência mostra-se razoável por se inserir no estágio tecnológico atual que vivemos.” (Edital de Concurso Público n. 767.249. Rel. Conselheira Adriene Andrade. Sessão do dia 16/12/2008.)

3.2.2 Taxa de inscrição

O valor da taxa de inscrição deve corresponder ao valor necessário para cobrir os gastos com a realização do certame pela entidade responsável pela organização do concurso,

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adotando-possíveis candidatos, reduzindo a ampla competitividade no certame.

Edital de Concurso Público. Taxa de Inscrição. “Considero ser oportuno esclarecer os critérios de cálculo do valor da taxa de inscrição, sobretudo diante de cargos de mesmo nível de escolaridade com diferentes valores fixados no edital, pelo que, em futura abertura de vista, deverá o gestor ser chamado a justificar a discrepân-cia ou, não havendo motivação para o tratamento desigual, retificar o edital, igua-lando as taxas de inscrição para o mesmo grau de escolaridade. (Edital de Concurso Público n. 786024. Rel. Conselheira Adriene Andrade. Sessão do dia 16/06/2009.) Edital de Concurso Público. Taxa de Inscrição. Valores Fixados. “Há que se es-clarecer que o valor da inscrição deve ser correspondente ao valor necessário ao custeio do concurso, de forma proporcional e razoável. Os valores constan-tes do “quadro IV”, do Edital (...), apenas guardam correspondência com os valores da remuneração, sendo que não há nos autos qualquer comprovação de que efetivamente correspondem ao custeio do concurso. Ademais, a adoção de valores exacerbados, como o fixado para o cargo de médico (R$ 303,50), frus-tra o amplo acesso ao Concurso Público, protegido pelo ordenamento jurídico pátrio. Dessa forma, determina-se a revisão dos valores estabelecidos e, se for o caso, sua alteração, com a devida justificativa pela administração municipal dos valores necessários ao custeio do certame.” (Edital de Concurso Público n. 761.383. Rel. Conselheiro Antônio Carlos Andrada. Sessão do dia 14/10/2008.)

O edital deve assegurar que, em hipóteses como cancelamento, suspensão, adiamento do concurso ou outras situações inesperadas, o valor pago será restituído ao candidato.

Edital de Concurso Público. Devolução da Taxa de Inscrição. “Examinando o edital, verifica-se que foi previsto (...) que a taxa de inscrição, uma vez paga, não será devolvida sob hipótese alguma, salvo no caso de não realização do Concurso. Ocorre que, com a modificação produzida por meio do 2° adendo, a devolução da referida taxa foi ampliada para os casos de exclusão de algum cargo oferecido, cancelamento ou suspensão do concurso e demais situações inesperadas que a Comissão Especial de Concurso julgar pertinente. A esse res-peito, cumpre enfatizar que os acréscimos introduzidos na cláusula editalícia atinentes à exclusão do cargo ofertado no certame e ao seu cancelamento estão, na verdade, alcançados pela regra geral de não realização do concurso, pelo que não há alteração substancial a ser considerada. Com relação à devo-lução da taxa na hipótese de suspensão da disputa, é necessário ressaltar que, optando a Administração por essa possibilidade, deve ser fixado, no instrumen-to convocatório, que a devolução ocorrerá depois de determinado prazo, sob pena de ficar, desde logo, obrigado a ressarcir a verba que, como é cediço, tem por finalidade custear as despesas do concurso, que poderia, no caso, ver-se frustrado por falta de recurso para sua realização. A título de elucidação, res-salto que, no âmbito do Estado de Minas Gerais, a Lei n. 13.801/00, que dispõe sobre a devolução da taxa de inscrição em concurso público não realizado,

5 MAIA, Márcio Barbosa e qUEIROz, Ronaldo Pinheiro de. O Regime jurídico do concurso público e o seu controle jurisdicional. São

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prevê, nos termos do § 1° do art. 1°, que o ressarcimento ocorrerá no prazo de

até 60 (sessenta) dias contados da publicação do ato de suspensão. quanto à possibilidade de devolução a juízo da Comissão de Concurso diante de situações inesperadas, é de se frisar que, tendo em vista a subjetividade da norma, não é caso de agasalhar a modificação realizada no edital porquanto pode desaguar em tratamento diferenciado aos candidatos. Ressalto que a devolução da taxa paga a título de inscrição deve ocorrer quando a Administração der causa ao evento e, possibilitar o seu manejo a critério da comissão de concurso, pode ensejar o ressarcimento também na hipótese de interesse exclusivo do próprio candidato, gerando, ainda, a quebra da isonomia que deve nortear o proce-dimento. (...)” (Edital de Concurso Público n. 803.968. Rel. Conselheiro em Exercício Gilberto Diniz. Sessão do dia 03/11/2009.)

Edital de Concurso. Devolução da Taxa de Inscrição. “No que se refere ao item 6 de meu Relatório, acerca do direito à devolução do valor pago a título de inscrição, estabelecido no (...) Edital, entendo que essa disposição deve ser alterada a fim de assegurar que, em hipóteses inesperadas, tais como a não realização ou suspen-são do concurso, o candidato faça jus à restituição do valor pago, sob pena de se configurar enriquecimento ilícito por parte da Administração.” (Edital de Concurso Público n. 801.873. Rel. Conselheira Adriene Andrade. Sessão do dia 22/09/2009.) Edital de Concurso Público. Pagamento da Taxa de Inscrição Fora do Prazo Es-tabelecido. “Estabelece o [edital] (...), que as taxas de inscrições feitas pela Internet, com pagamentos efetuados após a data estabelecida no item 2 do mesmo capítulo, não serão devolvidas ao candidato. Tal dispositivo não pode prosperar. Se por um possível equívoco de candidato, ocorrer pagamento da taxa de inscrição realizada por via da internet após o prazo, tal inscrição não será válida, mas os valores pagos deverão ser devolvidos ao candidato. A propó-sito, a possibilidade de ocorrer pagamento fora do prazo estabelecido no Edital, pode ser impedida pela inserção no sistema gerencial do programa eletrônico [de] mecanismo que impeça o recebimento, pela instituição bancária, de paga-mento após a data de vencipaga-mento, como normalmente ocorre em pagapaga-mentos de outras naturezas por essa modalidade. O que não se mostra aceitável é que o sistema permita o pagamento fora do prazo estipulado, com apropriação pela Administração de tais valores sem que tal pagamento cumpra a finalidade pretendida. Caso persista o comando atual, fica evidente o enriquecimento sem causa da Administração, por recebimento de quantia sem a devida contra-prestação, pelo que é imprescindível o estabelecimento das excepcionalidades em que se admita a devolução.” (Edital de Concurso Público n. 793.843. Rel. Conselheiro em Exercício Gilberto Diniz. Sessão do dia 25/08/2009.)

Edital de Concurso Público. Devolução da Taxa de Inscrição. “(...) a redação do [edital] (...) deve ser alterada para determinar a devolução do valor da taxa de inscrição também em casos de suspensão do concurso, uma vez que não foi trazida aos autos legislação municipal específica e [que] as hipóteses de devo-lução da taxa de inscrição previstas no edital (...) não atenderam à legislação estadual que trata desta matéria, diploma legal que deve ser aplicado subsi-diariamente.” (Edital de Concurso Público n. 790.718. Rel. Conselheiro Eduardo Carone Costa. Sessão do dia 02/07/2009.)

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hipossuficientes é obrigatória, em cumprimento ao Princípio da Isonomia, inserido no artigo 5°,

caput da CR/88. Observa-se que a isenção não deve ser concedida somente aos desempregados,

mas também a todos que não possam arcar com o pagamento da taxa de inscrição, sem que comprometa o sustento próprio e de sua família, independente de estar empregado ou não.6 O edital deverá fixar o período para requerimento da isenção e os critérios e documentos necessários para a aquisição dessa prerrogativa, sem exigências desmedidas. Em caso de indeferimento, há que se resguardar o direito ao contraditório e à ampla defesa ao candidato.

Edital de Concurso Público. Isenção de Taxa de Inscrição. Exigência de Renda Mensal Familiar Igual ou Inferior a Um Salário Mínimo. “Alegou o órgão técnico (...) que, apesar de existir previsão no instrumento convocatório de isenção da taxa de inscrição, tal disposição não atende aos princípios da isonomia e da ampla acessibilidade aos cargos, empregos e funções públicas, em virtude de vincular o candidato à condição de receber renda familiar mensal [igual] ou inferior a um salário mínimo. Com efeito, para que efetivamente se possibilite o cumprimento do objetivo da isenção da taxa de inscrição, deverá ser incluída no Edital cláusula que possibilite ser beneficiado pela isenção aquele que comprovadamente seja hipossuficiente, ou seja, sofra limitações financeiras de modo que o pagamento da inscrição venha a comprometer o próprio sustento ou de sua família, ainda que receba renda familiar igual ou superior ao salário mínimo. Assim, a Adminis-tração deverá adequar o item indicado, a fim de possibilitar a participação no certame daqueles que, em razão de limitações de ordem financeira, não podem pagar a taxa de inscrição.” (Edital de Concurso Público n. 797.073. Rel. Conse-lheiro Antônio Carlos Andrada. Sessão do dia 15/09/2009.)

Edital de Concurso Público. Exigência de Documento Autenticado para Isenção da Taxa de Inscrição. “(...) o [edital] exige do candidato apresentação de de-claração de que se encontra desempregado, não exerce atividade como autô-nomo, não participa de sociedade profissional e que não pode arcar com o custo da respectiva taxa, sem prejuízo do sustento próprio e da família, sob pena de responsabilidade civil e criminal, impondo apresentação de tal declaração por cópia autenticada. Entendo que exigir do candidato documento por cópia e com o plus da autenticação, o qual pode ser apresentado em seu original, fere o princípio da razoabilidade, pelo que deve ser modificada tal exigência.” (Edital de Concurso Público n. 793.843. Rel. Conselheiro em Exercício Gilberto Diniz. Sessão do dia 25/08/2009.)

Edital de Concurso Público. Isenção de Taxa de Inscrição Apenas para Desemprega-dos. “(...) a isenção de taxa de inscrição prevista no edital ofende os princípios da isonomia e ampla acessibilidade, já que não deve se restringir aos desempregados, mas [a] todos aqueles que em razão de ordem financeira não possam arcar com a referida taxa sem comprometer o sustento próprio.” (Edital de Concurso Público n. 787.590. Rel. Conselheiro Eduardo Carone Costa. Sessão do dia 09/07/2009.)

6 O Estado de Minas Gerais prevê que a isenção será concedida àqueles que comprovem a condição de desempregado, mediante

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Edital de Concurso Público. Isenção da Taxa de Inscrição. “(...) a ausência de

pre-visão no edital dos pedidos de isenção de pagamento no valor da taxa de inscrição enfatiza (...) que o dispositivo editalício contraria o princípio constitucional da iso-nomia, devendo ser reformado pelo responsável pelo ato convocatório, com vistas a viabilizar a gratuidade da taxa de inscrição para aqueles que comprovarem carência de recursos. Anoto que, nos termos da decisão liminar proferida pelo Conselho Na-cional de Justiça, consoante nota divulgada em 18 de setembro de 2008, no sítio do órgão na internet, o Conselheiro José Adonis Callou de Araújo Sá, no Procedimento de Controle Administrativo (PCA) 200810000022657, aplicou jurisprudência consoli-dada nos Tribunais pátrios, no sentido de que os candidatos a concurso público têm direito a solicitar isenção ou redução da taxa de inscrição, com a devida comprova-ção legal de situacomprova-ção econômico-financeira.” (Edital de Concurso Público n. 781.348. Rel. Conselheiro Eduardo Carone Costa. Sessão do dia 18/06/2009.)

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